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Orádia Porciúncula representa em arte safra de sambas da Mangueira e Salgueiro

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A safra de sambas-enredo da Mangueira e do Salgueiro está no ar. Os lançamentos foram na semana passada. A ilustadora Orádia Porciúncula preparou uma arte especial para a ocasião.

Alcione, além de cantora e compositora divina, é trompetista. Esse instrumento bem como suas vestes se misturam com o manifesto Yanomami, entre folhas e símbolos. Mangueira exata sua raiz e Salgueiro ecoa a voz da pele vermelha“, disse Orádia Porciúncula.

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Ouça todos os sambas concorrentes da Mangueira para o Carnaval 2024

Ouça os sambas concorrentes do Salgueiro para o Carnaval 2024

Carros alegóricos podem ser obrigados a ter sirenes para sinalizar manobras e evitar acidentes

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quinta-feira, o Projeto de Lei 5.845/22, do deputado Carlos Macedo (REP), que obriga a instalação de sinalizadores sonoros e visuais para alerta em 360º de carros alegóricos das escolas de samba de carnaval. O texto ainda precisa ser votado em segunda discussão pela Casa.

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Foto: Vitor Melo/Divulgação Rio Carnaval

A obrigatoriedade vale para carros que tenham mais de 50 m² de área ou motorizados. A sinalização deverá ser operada por profissionais capacitados, que deverão dispor de equipamentos de proteção. Os sinalizadores deverão ser utilizados durante as manobras no trânsito, exceto durante o desfile.

No momento da concentração e da dispersão, os carros deverão ser escoltados por profissionais de segurança, para que impeçam a aproximação de pessoas que não estejam envolvidas na locomoção dos veículos. Caso o carro não tenha a sirene, ele não poderá participar do desfile. A proposta, caso sancionada, precisa da regulamentação do Executivo.

O projeto foi proposto após o acidente com carro alegórico que matou Raquel Antunes da Silva, uma menina de 11 anos, na dispersão do Sambódromo no Carnaval de 2022. “No momento da manobra, não havia sinalização de alerta ou segurança adequada para que fosse evitado o acidente”, comentou Macedo.

Ouça o samba-enredo da Tom Maior para o Carnaval 2024

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Enredo: Aysú: Uma História de Amor
Compositores: Gui Cruz, Turko, Portuga, Rafa do Cavaco, Imperial, Fabio Souza, Anderson, William Tadeu e Vitor Gabriel
Intérpretes: Keilla Regina e Igor Sorriso

Lá pelas matas juremá
São caminhos de Rudá, divino senhor
É flecha certeira no peito
Anahi, um sentimento que Monã me entregou
Ressoa em mim, supremo dom em cada alvorecer
O som da paz compõe o meu viver
No coração da aldeia, sonha um curumim
Guaracy iluminou lendas que o tempo ensinou
O erro e a dor são o destino
De quem foge do amor

NUMIÁ… ARAPIÁ
A SEDE DO PODER QUE CEGA O OLHAR
OH DEUS TUPÃ, EM SEU AFÃ
VÊ NAS SETE DEUSAS, TODA FORMA DE AMAR

Quando a luz do dia no Yby se apagou
A Noite, um mistério de Guarandirô
Boiuna lança a jovem pro abismo da saudade
Abaeté, meu nome é coragem
Levado em um sopro de esperança
Desafio a solidão da eternidade
No meu silêncio vejo o caos, destruição
Os Karaíbas sangrando esse chão
Mas do meu pranto renasce o amanhã
Despertando nos braços de cunhã

ECOA NA ALDEIA, UM CANTO PARAJÁ
EM TOM MAIOR, BATE O MEU MANGARÁ
É AYSU QUANDO VEJO O SEU SORRISO
YBIMARÃ, MEU SONHADO PARAÍSO

Marcus Ferreira garante entrega total na Mocidade e diz que enredo para o Carnaval 2024 é sensorial, alegre e leve

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Um enredo sensorial, alegre, leve e que retrata a tropicalidade brasileira. Assim o carnavalesco Marcus Ferreira definiu a proposta da Mocidade Independente de Padre Miguel em levar o “Pede caju que dou…Pé de caju que dá” para a Passarela do Samba no próximo carnaval. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, durante a primeira feijoada da escola de Padre Miguel, que ocorreu no último domingo, ele explicou a mensagem que o enredo planeja transmitir e falou sobre a expectativa para 2024. Segundo o artista, a proposta da Mocidade é iniciar a segunda-feira de carnaval com uma mensagem de alegria.

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Carnavalesco Marcus Ferreira com a comissão da Mocidade. Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

“Acredito que no ano passado a escola não se motivou muito na Avenida. Vamos desfilar numa posição quente, que é abrir a segunda-feira. E eu adoro. Primeira vez que um dos meus trabalhos vai passar na segunda-feira. A alegria não pode deixar de fazer parte do nosso convívio. Olhar para o que realmente é nosso, o que realmente faz parte da nossa terra”, explicou Marcus.

“O caju é uma fruta tipicamente brasileira e foi um dos primeiros tesouros levados pela caravela de Cabral para frutificar aí pelo mundo. É uma fruta que é muito a imagem do que é ser brasileiro. Ela é voluptuosa, promove várias sensações. A gente vai ter um enredo muito sensorial, de paladares, cores e que é muito pertinente na trajetória e na história da Mocidade”, completou.

Marcus Ferreira contou que a proposta do enredo surgiu durante as férias, quando pesquisava sobre uma outra ideia. Segundo o carnavalesco, a agremiação tinha o desejo de abrir a segunda-feira de carnaval com um tema leve.

“Surgiu na praia. Eu estava lendo uma outra proposta que a gente tinha e levei alguns artigos pra ler durante as minhas férias. Daí eu passei a enxergar o caju no nosso cotidiano. De imediato eu peguei o celular e fui ver o que essa fruta daria como enredo, como identidade da escola – a Mocidade tem esse perfil tropicalista e de brasilidade. E também é um pouco atrelado com enredos que eu já desenvolvi no Carnaval na minha trajetória. A gente sentiu a necessidade de trazer um tema leve e jovial para a gente abrir muito bem essa segunda-feira de carnaval”, detalhou.

Questionado sobre o que pode prometer para o torcedor independente, o carnavalesco enfatizou que dará o seu melhor pelo carnaval da Mocidade. Marcus disse que ficou feliz com a receptividade que a comunidade teve com o enredo.

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“Bom, a minha entrega total. Eu acho que esse enredo foi pensado justamente para o momento atual do Carnaval da escola. A gente queria transmitir um pouco dessa alegria, dessa leveza que o Carnaval carioca tanto necessita e às vezes a gente fica muito preso à questão do julgamento. É claro, a gente tem que pensar no técnico, mas eu acho que o fator principal é a alegria que não pode faltar. A gente está muito feliz com a recepção que o nosso enredo teve por parte do público do Carnaval. Eu acho que já é o início que está motivando bastante a escola para esse projeto”, disse o carnavalesco da Mocidade.

Confiante para o carnaval de 2024, Marcus contou que a confiança e o carinho que recebeu da Mocidade Indenpendente de Padre Miguel fizeram com que ele permanecesse no comando do carnaval da agremiação.

“O carinho como eu fui tratado. Acho que a Mocidade entendeu, também, que eu tenho muito a acrescentar na história da escola e acreditam no meu potencial carnavalesco. Isso me fez ficar. É isso: é a gente fazer o balanço do que não deu certo. Para este ano eu estou com uma perspectiva muito positiva sobre esse início de projeto. A gente, em tudo, tem conversado muito. Acho que a Mocidade precisou acordar assim para que a gente conseguisse fazer agora um Carnaval a altura da escola”, revelou Marcus.

Balanço de 2023

O carnavalesco fez um balanço do último carnaval da agremiação de Padre Miguel. Um senso comum na comunidade independente, para ele, agora é olhar para frente e pensar em fazer um bom desfile em 2024.

“Um carnaval que a gente sabe que a Mocidade não foi bem. Aceitei como profissional e dei o meu melhor pela escola para que ela desfilasse dignamente. Agora é retomar essa chama neste carnaval para que a Mocidade venha forte para disputar as primeiras colocações”, pontuou Marcus.

Com o enredo “Pede caju que dou…Pé de caju que dá”, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir a segunda-feira de carnaval carioca em 2024.

Milton Cunha faz no domingo a oitava edição do Baile Glam

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O pré-carnaval carioca terá mais um grande evento no fim de semana rendendo homenagens a grandes figuras da maior festa popular a céu aberto do país. A oitava edição do Baile Glam, festa realizada por Milton Cunha, no domingo, na quadra da Vila Isabel, resgata a atmosfera do luxo e do glamour dos antigos concursos de fantasia, através do desfile dos principais destaques de luxo do carnaval, que exibirão seus trajes na quadra da com entrada franca a partir das 17h.

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Além de manter viva a atmosfera de requinte que envolve estes personagens, Milton aproveita para celebrar a existência de grandes nomes que fizeram a história dos desfiles ultrapassar as fronteiras nacionais através do belíssimo trabalho desempenhado por nomes como Haroldo Costa e Rosa Magalhães, eleitos rei e rainha do baile desta edição.

A presença maciça de destaques, reis, rainhas de bateria, musos e musas da folia, além da Corte do Carnaval, está confirmada no evento que tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e da Rio Carnaval.

Como já é tradição do Baile Glam, a cada edição, uma personalidade do segmento dá nome à celebração e, este ano, a homenageada é Iracema Pinto, que escreveu seu nome na galeria de destaques dos Acadêmicos do Salgueiro por quase meio século.

Nascida em 1941, Iracema Pinto deixou sua marca no mundo do samba ao fazer sua estreia triunfante na vermelha e branca em 1973. Sua primeira aparição foi na Ala dos Estudantes, a mais antiga e tradicional da escola onde demonstrou sua paixão contagiante pelo Carnaval e por seu Torrão Amado.

Já em 1974, desfilou como destaque de ala, atraindo os olhares admirados dos espectadores e dos colegas foliões. No Carnaval de 1975, Iracema ganhou ainda mais destaque ao integrar a ala de Max Lopes, o célebre carnavalesco que também presidia uma das alas da escola. Sua chegada ao grupo de destaques aconteceu neste mesmo ano quando desempenhou o papel de uma das mulheres que compunham a corte do Rei Salomão, uma interpretação magistral trazida à vida pelo icônico Jésus Henrique. Essa atuação singular marcou a estreia de Iracema como destaque, coincidindo com a conquista do bicampeonato da escola.

Em 1996, ela desfilou pela última vez como destaque, deixando uma trajetória brilhante nas passarelas do Carnaval. Com a mesma dedicação e comprometimento que exerceu ao longo de sua trajetória como destaque de luxo assumiu a presidência dos Destaques do Salgueiro, uma posição de honra que ela ocupou com orgulho e devoção até seu falecimento em 2019.

Sua história é um testemunho vivo do amor apaixonado pelo Carnaval, da dedicação à cultura brasileira e do papel fundamental que os destaques desempenham na criação de memórias inesquecíveis no carnaval das escolas de samba.

A festa terá apresentação do trio formado por Milton Cunha, Laiza Bastos e Meime dos Brilhos e o show ficará por conta do GRUPO SER, levando o que há de melhor nos sambas de enredo que marcaram a história do Carnaval

Serviço: VIII Baile Glam
Data: 27 de agosto
Horário: a partir das 17h
Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel
Entrada Franca
Classificação Livre
Atrações: desfiles dos destaques e grupo SER

Império da Tijuca inicia eliminatórias de samba-enredo nesta sexta na quadra da Unidos da Tijuca

A quadra da Unidos da Tijuca será palco do concurso de samba-enredo do Império da Tijuca. A agremiação da comunidade da Formiga, realizará a partir desta sexta-feira, 25 de agosto, as eliminatórias de samba-enredo para o Carnaval 2024 na quadra da escola do Borel, sua comunidade vizinha. A disputa acontece na quadra da coirmã, localizada no Sant Cristo com entrada franca até às 22h.

Com um calendário enxuto, a escola definirá o samba que levará para a Marquês de Sapucaí em apenas três datas. A apresentação dos sambas concorrentes acontece dia 25 de agosto, a semifinal será realizada dia 1º de setembro e a grande final acontecerá na véspera do feriado da Independência do Brasil, como tradição. Todas as três etapas serão realizadas a partir das 21h.

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Cinco parcerias de compositores estão no concurso que elegerá a trilha sonora que embalará o enredo “Sou Lia de Itamaracá curando a vida na beira do mar” de autoria e desenvolvimento do carnavalesco Junior Pernambucano. Cada parceria se apresentará em 2 passadas sem bateria e 6 passadas acompanhados da bateria Sinfonia Imperial de mestre Jordan.

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Além das musas que já compõem o desfile da escola, uma representante da comunidade será a Musa Imperial e brilhará em lugar de destaque no próximo desfile. A seleção acontecerá juntamente com as eliminatórias de samba-enredo. A grande final será no dia 6 de setembro.

A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. A entrada é gratuita até as 22h30. Após, R$ 15,00.

Serviço:
Concurso de Samba-Enredo e Musa Imperial – Carnaval 2024
Dia: 25 de agosto (sexta)
Horário: A partir das 21h
Local: Quadra da Unidos da Tijuca – Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo.
Valor da entrada: Franca até 22h30 e R$ 15 (após 22h30)
Mesa para 4 pessoas: R$ 80,00 (vendas: 98195-6363)

Conheça Thuane Werneck, finalista do concurso de Rainha do Carnaval

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A técnica de enfermagem e mediadora escolar Thuane de Oliveira Rozario Werneck Maria Ribeiro, de 26 anos, está entre as dez finalistas do concurso que irá eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Representante do Império da Tijuca na competição, a beldade é oriunda do projeto social Rio H2k Viaduto de Madureira, que traz a mistura do samba com as danças urbanas, e começou sua trajetória na folia na Herdeiros da Vila. Há dois anos, ingressou na verde e branca da Tijuca, onde realizou o sonho de ser passista. Após garantir uma vaga na decisão pela coroa na Corte momesca, a candidata conversou com o site CARNAVALESCO e respondeu uma bateria de perguntas.

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Fotos: Luciola Villela/Riotur

A grande final do concurso para Rainha do Carnaval irá acontecer no dia 01º de setembro, na Cidade do Samba, e assim como nas outras etapas o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada. Confira abaixo a entrevista completa.

CARNAVALESCO: O que representa para você estar na final do concurso?

Thuane Werneck: “Representa muita luta. Na semifinal, eu fiquei com vontade de desistir, porque só a gente que está dentro do concurso sabe o que passamos, o que sentimos e as dificuldades que enfrentamos para estar naquele palco. Então, para mim, chegar na final é fruto de determinação, muito trabalho, muito estudo e muita correria também”.

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CARNAVALESCO: Já tem uma ideia de como será sua fantasia para final?

Thuane Werneck: “Tudo é muito novo na minha vida, é um mundo que ainda estou conhecendo. Quanto a minha fantasia da final, isso está sendo decidido esta semana, então é surpresa até para mim ainda. Noção eu tenho, um pouco da ideia de como vai ser e deve ficar, mas a gente deixa aquele arzinho de suspense, de segredo”.

CARNAVALESCO: Qual foi o melhor momento da disputa até agora e o mais difícil?

Thuane Werneck: “Positivamente, o que mais me marcou foi a união que eu encontrei aqui. Eu achei que seria um clima diferente e me surpreendeu muito a irmandade entre as meninas, a humildade delas e o trabalho em conjunto que a gente conseguiu desenvolver. Já negativamente, é mais a questão de horário mesmo, porque a gente tem uma vida corrida, adulto funcional, então isso tudo acaba mexendo um pouco com a rotina. A gente não consegue ficar com a família, mas tudo é em busca da coroa maior, portanto está valendo a pena”.

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CARNAVALESCO: Como conseguiu conciliar a rotina do concurso com a vida normal?

Thuane Werneck: “Ter uma agenda, um planejamento é fundamental. A gente vai tentando encaixar o que é mais importante, fazendo escala do maior para o menor e vai tentando dar conta de tudo. Enfim, mulher brasileira, né? A gente consegue com um certo jeitinho dar conta do recado”.

CARNAVALESCO: O que pretende fazer de preparação até a final?

Thuane Werneck: “Então, existe toda essa questão estética e corporal, que a gente já trabalha até fora do concurso mesmo. O que pesa na preparação é o estudo para estar aqui. Para final, pretendo trabalhar bastante o espiritual, energia, fazer uma meditação, para conseguir chegar no dia 01º de setembro e entregar um trabalho bem bonito, bem bacana”.

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CARNAVALESCO: Qual sua opinião sobre os comentários de internet que criticam algumas candidatas que fazem passos marcados e sambam no estilo “tiktok”?

Thuane Werneck: “O samba, ao longo do tempo, veio se modificando. Antigamente, a gente tinha aquele modelo padrão de samba, só que hoje em dia, se você for parar para analisar, uma ala de passista vai ver que isso não existe mais. Assim, são vários corpos diferentes, várias vivências e histórias distintas, então não tem como a gente padronizar uma coisa que não é igual, não tem como ser. A beleza do samba no pé está realmente nisso de não ser igual, ter a essência de cada uma. Eu mesmo misturo muito o samba com as danças urbanas, porque eu vim do samba desde nova, mas em uma parte da vida eu mesclei com outros ritmos e essa é a essência que eu carrego no meu samba. Me orgulho muito disso”.

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CARNAVALESCO: Se ganhar, o que fará com o prêmio de R$ 45 mil?

Thuane Werneck: “Com certeza esse dinheiro já tem destino e o primeiro deles é pagar contas. Mas quero dar ênfase também nessa parte de estudo. Quero entrar na faculdade e realizar meu sonho. Hoje em dia, eu trabalho, mas infelizmente ainda não tenho um salário que eu consiga arcar com uma faculdade. Principalmente, uma do curso que eu desejo, que é Medicina. Porém, sigo acreditando que eu vou conseguir”.

Edson Neto, presidente da Liesge, de Vitória: ‘Carnaval precisa parar de ser visto como gasto. É investimento!’

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Flamenguista roxo, torcedor da Chega Mais, empresário e apaixonado por carnaval. Essa é a pequena biografia do presidente da Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial, o Edson Neto. De olho na montagem da megaestrutura montada no Parque Tancredão para os minidesfiles que acontecem no final de semana, Neto recebeu a equipe do site CARNAVALESCO com exclusividade para uma conversa a respeito do seu mandato e da história que ele e sua gestão está construindo em prol do carnaval capixaba.

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Foto: Divulgação

“Fui eleito na Liga em um momento conturbado por antigas gestões. Cinco presidentes foram na porta da minha casa me procurar pedindo para eu ser candidato. Em primeiro momento recusei. Já era presidente da Lieses, liga do Grupo de Acesso, e não almejava trocar de cargo. No dia seguinte, outro presidente voltou e afirmei que não queria disputa. Se me quisessem como novo presidente, teria que ser de forma unânime. Assim as cessões foram feitas e conseguimos unificar chapas e cargos. Xumbrega, da Boa Vista, é o vice-presidente, Robertinho da Mug no Conselho assim como o antigo presidente da Novo Império, Alessandro Souza. Quando assumi para o quadriênio 2021-2024 deixei claro para todos que no dia que tiver disputa presidencial, não estarei nela. Se tem eleição é porque não está bom. Se for pra rachar, prefiro não estar. Já estou preparado tanto para sair, quanto pra continuar, minha mente está tranquila”, contou Neto.

Não é segredo para nenhum amante da folia capixaba que diversas escolas estão com dívidas a perder de vista, porém, ao entrar na Liga, o presidente se surpreendeu ao ver os números.

“Encontrei a Liga num cenário que já esperava, com escolas endividadas. Mas quando sentei para pedir a vida financeira da Liesge tomei um susto. São dívidas milionárias, que sabíamos da existência mas não dava pra acreditar. A partir daí tracei um plano financeiro com as escolas para poder ter crédito. Nosso carnaval é feito disso. A gente estava começando a procurar os fornecedores para sanar dívidas e chegou a pandemia. Isso fez a própria Liga também se reinventar. Claro que contei com uma equipe excelente com pessoas que amam o carnaval e tinham ciência de que não haveria retorno financeiro. É abdicar do tempo, família, trabalho, para fazer um carnaval diferente. Já havia um avanço considerável no crescimento dos desfiles, por isso procuramos ‘atacar’ na inovação: O que nunca teve por aqui? A partir disso fizemos acontecer. Vi em outras praças como RJ e SP, idealizei e imaginei que poderiam acontecer em Vitória. Nada é impossível”, desabafou.

Dos anos 2000 pra cá, os desfiles se consolidaram como potência e referência da cultura capixaba. Com a modernização da estrutura do palco principal, o Sambão do Povo, as escolas passaram a apresentar espetáculos grandiosos que marcam a memória de quem está presente ano após ano. Mas se por um lado quem está dentro do Sambão era presenteado, quem ficava de fora não conseguia ver um pouco do que era apresentado. O povo estava ficando de fora da folia e isso enfraquecia a festa. Logo no primeiro ano de gestão, Neto e os diretores sociais da Liga resolveram mudar isso. Uma das atitudes foi criação das arquibancadas sociais, priorizando moradores da região. Um acerto.

“Criamos as arquibancadas sociais com ingressos distribuídos e hoje ninguém tira mais isso do carnaval de Vitória. É um dos feitos que mais me emocionam. Temos painéis de Led gigantescos do lado de fora para quem não consegue ou não quer assistir o espetáculo de dentro, essa também é uma tradição do nosso carnaval, muita gente fica apenas na concentração. Outras inovações também vieram como iluminação com tecnologia avançada, novo recuo com painéis gigantes transmitindo o que está passando na avenida. Artistas como o grupo Revelação fizeram show dentro de camarote no último desfile, e para o próximo ano grandes nomes também já estão confirmados. Não vou negar que ainda existe uma dificuldade de comercialização para os desfiles de sexta-feira, não vende tanto ingresso, mas sábado é sucesso total, não sobra ingressos. A imprensa também começou a enxergar o carnaval capixaba como um ótimo produto. Temos como exemplo a rede Gazeta, que querendo ou não é a Globo, estamos em horário nobre na mídia”.

Carnaval não é gasto, é investimento!

A busca por recursos em prol do carnaval é diária. Seja ela municipal, governamental, federal ou privada. A verba gira a roda dos desfiles e garante grandes apresentações. Para efeito de comparação com outras praças, se avaliarmos dados do Rio de Janeiro, o que apenas uma agremiação recebe de verba pública por meio da Liesa é equivalente a toda verba destinada ao carnaval de Vitória, para as 19 escolas. E ainda assim, os desfiles de Vitória se mantém como terceiro carnaval do país, disputando com outras grandes cidades. Neto explica sobre as possibilidades de novos investimentos e portas que podem se abrir.

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“Já tenho reuniões agendadas em Brasília. Toda porta que nos receber bem nós vamos entrar. Não existe mais isso de carnaval contar com trabalho voluntário, a profissionalização já aconteceu. Gera emprego e renda. É igual futebol, as escolas que mais arrecadam são favoritas. Afinal, contratam melhor profissional. Houve recentemente uma disputa por um grande artista de Parintins e a escola que ofereceu mais, levou. Se houvesse uma contra-proposta ele poderia ter ido para outra. Hoje as escolas são as donas do evento. Faço o possível para as verbas aumentarem a cada dia. A regra número um da minha gestão é que se pingar 7 centavos, cada pavilhão vai receber 1 centavo. Não tem essa de um recebe e o outro fica esperando, até porque adiantar verba para um também é favorecimento. Com dinheiro na mão um bom presidente negocia muito bem. O que custaria valor x, pode ser comprado pela metade do preço. Um grande gargalo que enfrentamos e as verbas que chegam apenas em janeiro, isso precisa acontecer em novembro no máximo e vou conseguir resolver isso. O presidente precisa ter dinheiro na mão para ter poder de compra. Por que não podemos sonhar em ser o segundo carnaval do Brasil? Quem sabe. Se recebessemos metade de outras praças, nós já seríamos o segundo. Eu não brigo hoje tanto para um grande aumento da verba, e sim para atualização de acordo com os preços que tiveram aumento considerável pós-pandemia. Além das verbas públicas, ainda faltam empresas privadas, inclusive capixabas, que acreditem na gente. E isso vai aumentar. Uma das sortes que tive ao assumir foi encontrar presidentes cascudos, como Xumbrega e Robertinho, que são experientes. E presidentes com sangue novo querendo renovar. O carnaval precisava de mentes novas pensantes. A Liga é totalmente dependente das escolas, minha função é buscar cada vez mais recursos para que o próximo carnaval seja melhor que o anterior”, explicou.

É inegável que os olhos do poder público e privado mudaram desde o início da atual gestão que comanda a Liga. Prova disso é a credibilidade adquirida com o passar dos anos e as mudanças imediatas que aconteceram.

“Pela primeira vez a liga foi 100% responsável pelos desfiles. Antes, o produtor do evento pagava cachê para as escolas. Hoje a Liga paga uma produtora para trabalhar. Tudo que envolve o evento foi desembolsado pela liga. Como estrutura, luz, imposto, Ecad, prefeitura e tudo é muito caro. Cada dia que passa vem um desafio novo. Tenho certeza que conseguimos retomar a credibilidade do carnaval, isso é importante. Hoje empresas privadas de outros estados acreditam na gente. A palavra de ordem é de que se comprarmos, iremos pagar. Sou um cara aberto para as dicas e todos que vem com novas possibilidades eu paro e ouço. A credibilidade também é construída quando as sete escolas do grupo desfilam dignamente, sem uma disparidade entre as ditas favoritas e as demais. Isso existia no passado, duas sobravam na avenida e o título ficava entre elas. Elas podiam errar e ainda assim conseguiam vencer por ter quesitos que ‘sobravam’. Hoje, se elas errarem, perdem o carnaval. O favoritismo é mérito delas, e isso ninguém tira. Mas acaba se tornando uma obrigação por elas possuírem barracão coberto, por exemplo. A safra de sambas me surpreendeu positivamente, bem diferente do ano passado. Cada escola que entrar na avenida pelo Grupo Especial é favorita ao título”.

Os minidesfiles e as próximas ideias

Após o retorno do primeiro lockdown da pandemia, a Liga decidiu que iria fazer um ‘Festival das escolas de samba’ e premiaria a agremiação que se destacasse. Na época, as Lives estavam em alta e tudo foi transmitido no canal oficial da entidade. Ninguém imaginava que era pra suprir a saudade do sambista de vivenciar escolas de samba se tornaria no evento deste final de semana. Os minidesfiles surgem a partir do festival, somado a ideia absorvida pelo presidente Neto ao vivenciar o evento no Rio de Janeiro.

“No primeiro momento as escolas tomaram um susto. Agora, já afirmam que todo ano tem que ter. É uma inovação do nosso mandato, que vi quando fui ao Rio assistir Danilo Cesar e Kléber Simpatia cantarem por suas agremiações lá. Os presidentes entenderam que o maior motivo não era o desfile em si, e sim antecipar nosso calendário para ser preenchido o ano todo. Depois da quaresma, em maio, os carnavalescos já tinham definido enredo. Junho aconteceu o desenvolvimento e em julho nós já tínhamos o primeiro samba de 2024. A antecipação do calendário beneficia as escolas. O que será visto aqui em questão de estrutura, vai acontecer no Sambão do Povo dia 2 de fevereiro. Construímos um mini sambão do povo e vamos fazer igual as escolas fazem o protótipo de fantasia, queremos reproduzir. Apesar de não ter competição, eu garanto que cada uma das escolas vai fazer um show diferenciado. Tenho passado nos ensaios gerais, fui em todas finais de samba-enredo e foram boas escolhas.

Um desejo antigo do folião capixaba é o espaço para que as escolas consigam construir suas alegorias. A respeito do tema, o mandatário não fez promessas, mas garantiu que vai continuar tentando transformar sonho em realidade.

“A estrutura do carnaval, seja concentração, pista ou dispersão, já não comporta mais o tamanho das escolas. Nós vamos conseguir o espaço adequado, estou lutando por isso. E quando o poder público quer, vocês sabem que ele faz. Carnaval tem que parar de ser visto como custo, é investimento e todo político sabe disso. O espaço do Tancredão precisa se tornar a ‘cidade do samba’, ou outro nome que seja batizado. Hoje existe uma limitação de crescimento porque as escolas não têm para onde crescer mais seus projetos. Alegorias não podem ser aumentadas porque não tem estrutura, seja para desfilar ou para guardá-los pós-desfile. No dia que essa gestão se despedir eu quero ter batido a meta que é esse grande sonho do espaço do sambista. Não é promessa, mas quero que saibam que estou brigando por isso com todas as minhas forças, até o último dia que eu estiver na Liga”, finalizou o presidente.

Vote: qual é a parceria favorita para vencer a disputa de samba da Porto da Pedra?

De volta ao Grupo Especial, a Porto da Pedra faz no sábado a final de samba-enredo para o Carnaval 2024. Quatro parcerias estão na disputa (OUÇA AQUI OS FINALISTAS). Abaixo, você pode votar e apontar sua favorita. Vamos divulgar o resultado na noite de sexta-feira.

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No Carnaval de 2024, a Unidos do Porto da Pedra, levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo. Porto da Pedra será a primeira escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro.

Conheça Luciene Tavares, a Santinha, finalista do concurso de Rainha do Carnaval

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A produtora de eventos Luciene Tavares Rodrigues Pastor, de 39 anos, é uma das dez finalistas do concurso que irá eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Representante da Acadêmicos do Grande Rio na disputa, a beldade, que também atende pelo nome artístico de Luciene Santinha, desfila desde os sete anos na tricolor de Duque de Caxias. Ao longo das mais três décadas, a passista já representou a agremiação em diversos eventos nacionais e internacionais, sendo ganhadora de alguns prêmios. Na busca agora pela coroa maior da folia carioca, a candidata conversou com o site CARNAVALESCO e, após a classificação para decisão da competição, respondeu uma bateria de perguntas.

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Fotos: Alexandre Macieira e Luciola Villela/Riotur

A grande final do concurso para Rainha do Carnaval irá acontecer no dia 01º de setembro, na Cidade do Samba, e assim como nas outras etapas o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada. Confira abaixo a entrevista completa.

CARNAVALESCO: O que representa para você estar na final do concurso?

Luciene Santinha: “Primeira coisa é gratidão. Não imaginei que poderia chegar nessa final concorrendo com tantas meninas lindas, mais de cem sonhos, mais de cem rainhas das suas vidas, dos seus caminhos. Então, a palavra é exatamente essa: gratidão. Estou feliz de estar representando a Baixada Fluminense, a única representante na final. Quero aproveitar para parabenizar a Riotur por ter dado oportunidade de nós, passistas de comunidade, estarmos no concurso tentando realizar um sonho, um objetivo carnavalesco. Eu particularmente sempre tive esse sonho e hoje ele é possível de se tornar real”.

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CARNAVALESCO: Já tem uma ideia de como será sua fantasia para final?

Luciene Santinha: “Antes do anúncio de que estava na final, eu nem tinha pensado sobre essa questão de fantasia, nada sobre isso. Eu acho que é um processo, foram várias fases, vários dias, nós ficamos sem dormir, a nossa família entrou na competição junto com a gente, então vivi cada etapa intensamente, sem ficar projetando a próxima. Ainda estou muito emocionada por estar na final. A Grande Rio está me ajudando, me dando um super apoio e sei que vai dar tudo certo”.

CARNAVALESCO: Qual foi o melhor momento da disputa até agora e o mais difícil?

Luciene Santinha: “Foram vários momentos felizes. A maioria das candidatas eram todas passistas e nos bastidores sempre foi uma ajudando a outra: ‘me empresta isso’, ‘me empresta aquilo’, ‘ajuda no meu cabelo’… Então, essa cooperação, essa união, rendeu vários momentos especiais. Agora, tristeza, algum ponto negativo, não teve nada disso não. Até aqui, desse concurso só levo felicidade e gratidão”.

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CARNAVALESCO: Como conseguiu conciliar a rotina do concurso com a vida normal?

Luciene Santinha: “Sou sambista e antes mesmo do concurso já estava sempre à disposição da minha escola. Se Deus permitir e for da vontade dos jurados, eu estarei também em breve à disposição da Riotur e da Prefeitura. Então, conciliar a rotina do dia a dia com a do concurso, para mim, foi tranquilo, foi de boas. Teve alguns dias que eu dormi só duas ou três horas por noite, mas porque quando eu menos esperava meu marido me acordava e falava: ‘Luciene, você viu isso do concurso?’. Minha família, o meu povo, pessoal da Grande Rio, todo mundo abraçou de verdade essa causa e ficou me ligando, oferecendo ajuda, dando apoio. Então, assim, teve alguns dias que foram praticamente 21 horas do meu dia dedicadas só ao concurso”.

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CARNAVALESCO: O que pretende fazer de preparação até a final?

Luciene Santinha: “Acho que não tem muito o que me preparar especialmente para final. É eu tentar entregar todo o meu amor que tenho pelo Carnaval, tentar mostrar toda a minha simpatia, a minha alegria, o meu samba no pé. O preparo já é a nossa vivência dentro das escolas de samba. Sou passista, que vivencia, faz show, trabalha com isso. Acho que o maior preparo é esse, o de entregar todo o pouquinho que eu sei e de aprender com as meninas também”.

CARNAVALESCO: Qual sua opinião sobre os comentários de internet que criticam algumas candidatas que fazem passos marcados e sambam no estilo “Tiktok”?

Luciene Santinha: “Respeito a opinião de todos, porque cada um tem um gosto, cada um tem um jeito. Eu acredito que não existe uma pessoa sambar igual a outra. É muito bonito você olhar uma menina sambando, olhar um rapaz sambando e ter as suas variações. Sobre Tiktok, eu estou aprendendo um pouco, porque sou da antiga, tenho mais de 30 anos só no samba. Estou aprendendo com as meninas e admiro também quem faz os passos, as coreografias. Porém, a palavra certa é variação”.

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CARNAVALESCO: Se ganhar, o que fará com o prêmio de R$ 45 mil?

Luciene Santinha: “Acho que o principal em ganhar é a representatividade da Corte. Para todas as meninas que estão no concurso, que tem esse sonho, isso é mais importante do que o dinheiro. É claro que um prêmio R$ 45 mil sempre é bem-vindo, mas acho que nenhuma das meninas estava nem pensando nisso ao longo do concurso. A gente foi vivendo fase atrás de fase, vamos fazendo isso e aquilo, ajudando uma a outra, muita emoção, nervosismo, que não dá nem tempo de parar para pensar em dinheiro. Mas um prêmio assim sempre é bom”.