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Público no ‘The Town’ teve aula de samba em espaço voltado para a divulgação do Rio

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E quem disse que não pode ter samba na Cidade da Música? Assim, o carnaval tomou conta do espaço da Riotur no The Town, que lotou São Paulo durante as duas últimas semanas. A Corte Real do Carnaval 2024, recém-eleita através do maior Concurso já feito pela Riotur, marcou presença e animou quem passava pela aula, comandada por Carlinhos do Salgueiro.

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Fotos: Divulgação/Riotur

“Suei! Que gostoso também ter o samba aqui no The Town e poder pegar um pouquinho de Rio de Janeiro. Pra quem adora o Carnaval, como eu, é uma alegria ter esse espaço pra fazer a gente esquentar pra melhor época do ano”, conta Maria Sueli, de 56 anos, que fez parte da aula com a filha, Giovana, de 12 anos.

Acostumado a trabalhar com públicos variados e em situações inusitadas, o professor e coreógrafo ressaltou o interesse do público em tentar alguns passos.

“Foi maravilhoso. As pessoas vinham pra cá, já conheciam e mostravam samba nos pés. Depois do sucesso do Concurso para a Corte, tivemos uma visibilidade maior à imagem do samba, sobretudo em um festival com tantos ritmos. É sempre importante ter a base mãe, que é o samba, um ritmo que rege o Brasil, como palco para todos os estilos”, destaca Carlinhos do Salgueiro.

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O estande da cidade, na Rota 85, registrou um grande movimento de turistas nacionais e internacionais em busca de mais informações sobre o Rio e puderam ainda conferir o telão tridimensional com peças 3D, desenvolvidas pelo designer Felipe Reich.

Nos intervalos das aulas de samba, o espaço, que teve o verde como destaque, ressaltando as belezas naturais da cidade, mantinha o ritmo sob o comando do DJ Túlio com o melhor da música carioca.

A primeira edição do festival, que é mais uma cria bem-sucedida do Rock in Rio, teve seis dias de programação, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, entre os dias 1 e 10 de setembro.

Leandro Vieira na Bienal do Livro: ‘Fui uma criança educada por escola de samba’

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A Bienal Internacional do Livro de 2023 abriu o espaço do Café Literário para o escritor e pesquisador Luis Antonio Simas, como mediador, transformar o evento em uma mesa de bar. Na sexta-feira, os convidados de Simas foram o professor e escritor Luiz Rufino, a cozinheira e sócia do bar Da Gema Luiza Souza e o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense Leandro Vieira. Durante uma hora de conversa, os quatro falaram sobre festa, comida, rua e carnaval tendo como ponto de partida o subúrbio carioca.

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Foto: Matheus Vinícius/Site CARNAVALESCO

“Esta mesa é composta, primeiro, por gente que pratica a cidade do Rio de Janeiro em uma perspectiva que é muito curiosa. Eu nem reparei a princípio, mas somos quatro pessoas ligadas à cidade e que vivem, trabalham e constroem suas vidas na Zona Norte do Rio de Janeiro. É uma mesa que representa a Zona Norte.”, apresentou Luis Antonio Simas.
Para introduzir o tema do papel formador das escolas de samba, o mediador citou a influência dos sambas de enredo na sua educação. Simas cita “Os sertões”, da Em cima da Hora de 1976, “Macunaíma”, da Portela de 1975, e outros baseadas na Literatura e na História.

“Eu fui uma criança educada por escola de samba. Por que eu digo isso? A primeira vez que eu ouvi falar da Guerra de Canudos não foi em sala de aula. A primeira vez foi quando ouvi o samba de enredo da Em cima da hora de 1976. A primeira vez que eu ouvi falar do Quilombo de Quariterê de Tereza de Benguela não foi em um livro didático, não foi em sala de aula. Foi em um carnaval da Unidos do Viradouro. A primeira vez que eu ouvi falar da peleja do caboclo Mitavaí contra o monstro do Macobeba não foi em uma aula de Literatura. Foi em um desfile da Unidos da Tijuca. Antes de ler Lima Barreto, a Unidos da Tijuca já tinha me contado a história da vida do Lima Barreto. Antes de ler Macunaíma, a Portela tinha ensinado para mim a sua história e a Portela me garantiu o primeiro e um dos raros 10 na prova de Português. Ao invés do livro, eu usei o samba para fazer a prova e me dei bem. De certa maneira, a escola de maneira é um fenômeno múltiplo, artístico, de ancestralidade. Nunca é demais lembrar que escola de samba é uma construção de sociabilidade das comunidades afro-cariocas do pós-abolição”, argumento Simas.

Leandro Vieira, atual carnavalesco campeão pela Imperatriz, refletiu sobre sua carreira desde a Caprichosos até hoje, o papel das escolas de samba e o impacto da criação suburbana em sua obra durante o Café Literário. O carnavalesco também comentou sobre a escassez e a necessidade de ser criativo.

“Primeiro eu queria falar da falta do entendimento das pessoas do papel da escola de samba, do entendimento da escola de samba como um lugar de pensar o país. De pensar o país através do texto, através do corpo, a partir de quem veste a fantasia, de quem se apresenta dançando e de quem se apresenta tocando. É uma pena que o Brasil não tenha compreendido tanto tempo depois o poder dos corpos que dançam, o poder dos corpos que se fantasiam e o poder dos corpos que traduzem um pensamento. Eu sempre que posso trago essa reflexão, porque cada um de nós podemos aqui, para o próximo Carnaval, apresentar o desfile de uma escola de samba e o povo que vai para rua de uma outra maneira que não a maneira espetacular, televisiva e exclusivamente festiva. É preciso entender que uma comunidade que traduz um pensamento pós-abolição de homens e mulheres pretos e pretas que se reúnem para dialogar com a sociedade de uma maneira mais ampla não pode ser pensado como exclusiva e meramente uma festa. Essa festa é uma festa que pode mais e sempre pôde mais. Ela foi o caminho para negociação de pautas populares para o reconhecimento de comunidades. Há tantas comunidades que são representadas e se agigantam a partir das escolas de samba que as representam”, expressou Leandro Vieira.

O carnavalesco complementou o seu pensamento apontando o potencial intelectual das agremiações. “Busquem entender a escola de samba como um organismo tão consciente, tão intelectual quanto qualquer outra atividade comumente associada à intelectualidade. As pessoas falam de teatro como uma atividade como atividade intelectual, mas não falam de escola de samba como uma atividade intelectual da mesma forma. Porque escola de samba é corpo e as pessoas não conseguem entender um corpo que samba, o corpo de uma passista que samba, de uma baiana que gira, como a intelectualidade do corpo”, disse Leandro Vieira.

O carnavalesco nasceu no bairro da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, seu formou na Escola de Belas Artes da UFRJ e decidiu levar a estética suburbana para os desfiles das escolas de samba. Além da Caprichosos de Pilares, em 2015, e da Imperatriz Leopoldinense, em 2020, 2023 e 2024, ele construiu seis carnavais pela Estação Primeira de Mangueira, em que foi campeão duas vezes, e foi vencedor da Série Ouro também pelo Império Serrano em 2022.

“Eu gosto da escola de samba porque sou um homem do subúrbio. O gosto que tenho, o artista que sou é um artista forjado nas ruas do subúrbio, pela música do subúrbio, pela comida do subúrbio, pelas minhas tias suburbanas, pelos meus primos e primas suburbanos, pelo território que vivo ainda hoje. Eu não seria o artista que sou, eu não produziria a visualidade que produzo e não teria os argumentos que tenho para fazer o carnaval que apresento, se eu não fosse um homem desse meio. E a única coisa que eu fiz ao longo de dez carnavais foi tratar o subúrbio com visualidade. O desfile da Mangueira de 2017 é uma devoção à moda suburbana. O desfile do Império Serrano sobre o Besouro foi uma construção à moda suburbana. O Lampião da Imperatriz é à moda suburbana. Foi no subúrbio que eu conheci o meu país. O que eu tenho feito nos meus carnavais é fazer valer imagens que continuam frescas e vivas na minha memória. Quem assiste um desfile meu, seja para o Império, seja para a Mangueira, seja para Caprichosos ou agora para Imperatriz Leopoldinense, assiste um pedaço do subúrbio que desfila, assiste um pedaço de cores suburbanas que desfilam. O subúrbio é a imagem que está na minha retina há 40 anos”, explicou Leandro.

Luis Antonio Simas pergunta ao carnavalesco da Imperatriz sobre inventividade a partir da escassez no carnaval e Vieira explica como criar beleza a partir disso.

“Essa ideia de lidar com a escassez e ainda assim gozar a vida eu acho que é de todos nós. Todos nós somos insatisfeitos com aquilo que nos traz infelicidade. É do humano não se conformar com aquilo que é ruim. No carnaval, é uma questão de não se conformar em produzir algo ruim, com a possibilidade de fazer algo que seja inferior. Diante das dificuldades para um artista, para alguém ligado à produção visual, é preciso buscar caminhos para produzir beleza e satisfação. É isso que eu faço ao longo do meu trabalho, é um pouco disso que fiz ao longo das dificuldades que foram aparecendo para a produção estética”, argumenta o artista.

A esta fala, o mediador Simas acrescenta um comentário sobre o erro de se pensar que não se pode festejar mesmo na pobreza.

“O Beto Sem Braço dizia que quem espanta a miséria é a festa. Isso é interessante. As pessoas têm uma certa ideia, que eu acho perigosa, preconceituosa, que a festa é um sinônimo de alienação. E não é sinônimo de alienação. A boa comida, o prazer de servir as pessoas, até a tradição dos grandes gurufins, essas celebrações são interessantes. Essa ideia de transgredir a nossa precária produção pela invenção de mundos novos na culinária, nas rodas de capoeira, no fenômeno educativo, na saia da baiana que gira, tudo isso se fundamenta na construção de sociabilidade que ocorre, essencialmente, na rua”.

Em suas considerações finais, Leandro Vieira fala sobre criar e celebrar mesmo nos momentos difíceis. “Essa ideia de fazer sorrindo o que a maioria das pessoas fazem aborrecidas eu acho que tem a ver com um aprendizado que a vida nos impõe. Quando o Simas fala sobre festa enquanto alienação, eu lembro de uma vez conversei com Milton Cunha sobre as pessoas durante a pandemia que falavam ‘não sei quantas pessoas mortas e vocês falando de carnaval’, ‘o desemprego e vocês falando de carnaval’, ‘a situação do país como está’. As pessoas têm a falsa impressão de que nós fazemos carnaval porque a vida vai bem e, na verdade, ninguém nunca fez carnaval porque a vida é boa, senão estaríamos sempre adiando o carnaval com a expectativa da vida boa. Nós fazemos o carnaval porque a vida não é boa. Nós fazemos carnaval porque cremos e sabemos diariamente que a vida não é boa. A vida da maior parte dos brasileiros é marcada pela escassez. E nós fazemos carnaval, nos alegramos por determinadas situações porque nós somos inconformados. Nós fazemos carnaval, produzimos beleza, comemos, dançamos, brincamos porque somos inconformados por um sistema que muitas vezes nos oprime e nos coloca em posições que a gente não se conforma. E, por sermos inconformados, insistimos na festa com a expectativa de que ela nos alegre e ocupe os lugares daquilo que nós não temos”, concluiu Leandro Vieira.

CARNAVALESCO acompanha eliminatória da Mangueira e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

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A Mangueira realizou em sua quadra, na noite desse sábado e madrugada deste domingo, a eliminatória em chave única do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela vere e rosa. Os classificados voltam ao palco no próximo sábado, dia 16 de setembro.

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No ano que vem, a Mangueira será a quarta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação levará para Avenida o enredo “A negra voz do amanhã”, que homenageia a cantora Alcione. O desfile terá a assinatura dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon.

Parceria de Thiago Meiners: A primeira parceria da noite foi dos compositores Thiago Meiners, Beto Savanna, Índio da Mangueira, Michel Pedroza, Wilson Mineiro e Julio Alves. Abrir a noite de apresentações com a quadra ainda fria é uma tarefa árdua para os compositores, mas eles conseguiram driblar e realizar uma ótima apresentação, mostrando ser uma das obras favoritas para ser o hino da Mangueira. A torcida veio numerosa com inúmeras bandeiras e com o samba na ponta da língua. O interprete da atual campeã, Pitty de Menezes veio mostrando que está em uma fase absurda e conduziu muito bem a obra. Tiveram vários pontos de destaque durante a apresentação: o refrão de cabeça que era bastante cantado pela torcida, a chamada para o refrão de cabeça que é fortíssima “Onde o samba é devoção, nasci pra te defender. Quem veste verde e rosa é sentinela de erê”. E outro ponto de grande destaque é a melodia do samba com suas inúmeras variações melódicas, como por exemplo: na primeira parte do samba “A voz forte e grave que não falha, instrumento de batalha, em seu timbre, em seu tom”. Apresentação forte da parceria.

Parceria de Gilson Bernini: Segunda parceria da noite foi composta pelos compositores Gilson Bernini, Xande de Pilares, Cadu, Edinho Gomes, Kiosque Raiola e Jorginho Bernini. Contando com uma torcida grande com inúmeras bandeiras assim como o primeiro samba, a obra mostrou que tem condições de chegar longe na disputa, realizando uma apresentação boa do início ao fim. Serginho do Porto e Ito Melodia levaram muito bem o samba, junto com os outros cantores no palco. Possui uma estrutura diferente com três refrãos que foram bem cantados pela torcida. Mas é inegável que o refrão de cabeça mexeu mais com a galera que estava lá. A parte do refrão “Ê Maranhão… Ê Maranhão” também foi um outro destaque na apresentação, assim como o primeiro verso do refrão do meio “Sou do vento de ‘mamãe’, sou ventania”. O desfecho desse mesmo refrão passou muito bem “É melhor me respeitar cada um com sua fé”.

Parceria de Lequinho: A quarta parceria da noite foi composta pelos compositores Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Fadico, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. A torcida também foi outra que marcou grande presença com bandeiras grandes. Tinga com sua excelência de sempre foi quem conduziu o samba. O palco deu um show, não deixando cair em nenhum momento.O segundo refrão foi um espetáculo, passando bem demais. O refrão principal, assim como nos sambas anteriores foi bastante cantado pela torcida. Um outro ponto de destaque foi na chamada para o refrão de cabeça “Ela é Odara, Deusa da Canção, negra voz orgulho da nação”. Lequinho e parceria estão buscando chegar bem longe na disputa e pela apresentação forte não deixou dúvida que isso é possível.

Parceria de Fábio Martins: A quinta parceria foi composta pelos compositores Fábio Martins, Jean Amaral, Michel Alegria, Marcelo Pastor, Romeu D’malandro e Fagundinho Gaspar. A torcida veio em número menor comparando com as anteriores, mas fizeram bonito cantando bastante o samba e com inúmeras bandeiras tremulando para todos os lados. Pixulé e Grazzi Brasil deram conta do recado no palco, defendendo muito bem o samba. O refrão principal é um dos melhores da safra e isso ficou visível hoje na quadra. A melodia é muito bonita e correta também. A obra possui algumas variações melódicas como por exemplo “Traz na herança a vontade de vencer, tecendo compaixão amor de mãe”. Outro ponto de destaque da obra é a preparação para o segundo refrão, com uma senhora chamada “Meu tesouro, meu torrão”. A segunda parte realça bem a riqueza poética. Fábio Martins e parceria podem sim sonhar em chegar longe na disputa, pois fizeram um samba de qualidade.

Parceria de Moacyr Luz: Nono samba que se apresentou nessa noite foi composto pelos compositores Moacyr Luz, Pedro Terra, Gustavo Louzada, Karinah, Compadre Xico e Valtinho Botafogo. Outro samba que trouxe uma torcida apaixonada com inúmeras bandeiras. Evandro Malandro e Nina Rosa foram bem demais na condução do samba. A apresentação foi muito boa e contou com alguns destaques como por exemplo a cabeça que já começa bem ” A voz, negra voz, tem o sangue verde e rosa”. O segundo refrão é curto e potente. O início da segunda, assim como aconteceu no início da primeira, é outro ponto de destaque. O refrão de cabeça foi muito cantado pela torcida que se manteve animada o tempo todo. Moacyr e parceria nunca entram para brincar e irão brigar até o fim.

Parceria de Samir Trindade: Décimo samba da noite foi composto pelos compositores Samir Trindade, Lacyr D’Mangueira, Rômulo Presidente, Thiago Portela, Cristiano David e Vinicius Fernandes. A torcida fez uma festa danada na quadra com muitas bandeiras assim como as outras. A sintonia entre palco e torcida foi absurda e foi a obra que mais levantou a galera hoje. Igor Sorriso e Quinzinho foram os responsáveis por conduzir o palco e fizeram muito bem o trabalho. No palco tinha uma pessoa trajada de Alcione. O refrão de cabeça foi berrado pela galera. O segundo refrão também foi muito cantado. A levada foi outro destaque e isso foi notável pelas pessoas que acompanhavam. A chamada para o refrão de cabeça era forte também “Quem pisou na passarela é um pedaço de mim, todo mundo sabe ao longe pelo som do tamborim”. A apresentação foi muito forte do início ao fim mostrando ser um dos grandes favoritos.

Parceria de Jocelino: Penúltimo samba desse noite foi dos compositores Jocelino, André Karta Markada, Garrido, Ubaldo dos anjos, Sandro Nery e Rogério Garrafa. A torcida veio grande e fez um barulho danado com inúmeras bandeiras. Wic Tavares com sua bela voz e Leandro Santos foram bem na condução. O samba tem uma melodia diferente do habitual, difícil de pegar em algumas partes, mas isso não foi um problema para a torcida que lá estava e nem para o palco, fazendo com que o samba obtivesse uma regularidade. A letra chama atenção pela riqueza de detalhes. O grande destaque da melodia está na parte “Quero te envolver nas fitas” e acaba de envolvendo mesmo de tão bom que fica cantar essa parte.

Parceria de Bete da Mangueira: A última parceria foi dos compositores Bete da Mangueira, Ronie Oliveira, Márcio Bola, João Carlos, Giovani, Jotapê e participação especial de Karen Silva. A torcida da parceria também fez bonito agitando bandeiras para todos os lados. O intérprete da União de Maricá, Matheus Gaúcho, deu conta do recado na condução do samba. O obra é animada, principalmente, por conta do refrão do meio e do refrão de cabeça. Melodicamente o samba rende mais na segunda parte, onde tem algumas variações interessantes como por exemplo no verso “pra te aplaudir mais uma vez a brilhar na avenida”. É a grande surpresa dos sambas classificados.

CARNAVALESCO acompanha eliminatória do Salgueiro e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

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O Salgueiro realizou em sua quadra, na noite desse sábado e madrugada deste domingo, a primeira eliminatória em chave única do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela vermelha e branca da Tijuca. Ao todo, doze parcerias se apresentaram e cada uma teve direito a três passadas, sendo a primeira sem bateria e as demais com os ritmistas. O anúncio de quais obras irão seguir na disputa será feito nas redes sociais da agremiação no começo da semana. Quem se classificar, volta ao palco no próximo sábado, dia 16 de setembro.

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Foto: Anderson Borde/Divulgação Salgueiro

No ano que vem, o Salgueiro será a terceira escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação levará para Avenida o enredo “Hutukara”, que pretende fazer um alerta em defesa da Amazônia e em particular dos Yanomami, que sofrem efeitos da ação de garimpeiros na sua região. O desfile terá a assinatura do carnavalesco Edson Pereira, que fará seu segundo trabalho consecutivo na Academia do Samba.

Parceria Helinho 107: A primeira obra a se apresentar na eliminatória salgueirense foi assinada por Helinho 107, Edson Junior, Alexandre Araujo, Candido Bugarin, Edu Cuíca, Rodrigo Porto, Bruno Dias e Soares. O intérprete Pixulé, voz oficial da Paraíso do Tuiuti, foi quem defendeu o samba e conseguiu ressaltar a característica aguerrida da composição. O refrão principal, com os versos “Ya nomaimi! Ya temi xoa!/Ya nomaimi! Ya temi xoa!/Sou a voz da urihi, guerreiro/A chama que arde da flecha Salgueiro”, foi o ponto alto da obra. As expressões indígenas não foram empecilhos para que este trecho fosse o mais cantado do samba. Quanto aos torcedores, eles vieram com bandeiras nas cores da escola, além de um adereço de mão com balões vermelhos, brancos e dourados. Apesar de animados, o ponto negativo é que pode se observar vários sem entoar a obra por diversos momentos da apresentação.

Parceria de Ian Ruas: O samba composto por Ian Ruas, José Carlos, Caio Miranda, Sonia Ruas Raxlen, David Carvalho e Gabriel Rangel foi o segundo a se apresentar na quadra. O intérprete Victor Cunha defendeu a obra ao lado de Nêgo, voz oficial da União da Ilha do Governador, e a dupla mostrou segurança na condução. Ao longo da apresentação, o destaque foi o refrão principal, com os versos “Ya nomaimi! Ya temi xoa!/Em Hutukara, arco é ligeiro/Um povo a sorrir, um povo a sonhar/Renasce no chão do meu Salgueiro”. Com bandeiras vermelhas e brancas, a torcida demonstrou empolgação, porém teve canto irregular, ficando forte somente durante os refrões.

Parceria de Moisés Santiago: De autoria de Moisés Santiago, Serginho do Porto, Gilmar L. Silva, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Marquinho Bombeiro, Wilson Mineiro e Gigi da Estiva, o terceiro samba a se apresentar na eliminatória salgueirense foi defendido por um time estrelado de cantores. Entre os nomes presentes nele estavam Marquinhos Art’Samba e Wantuir, além de Serginho do Porto que também é um dos compositores. O samba teve um excelente rendimento na quadra, tendo como ponto alto o refrão principal, com os versos “Êêô! Ahêa! Ahêa! Nharu êá!/Tronco forte é minha aldeia, Salgueiro! Êô êá!”, e o trecho de subida para ele, cujo versos são “Ya temi xoa! Yanomami eu sou!/Livre pra sonhar, onde o céu não desabou/Por um brasil-cocar/O elo da nação/É hutukara em manifestação”. Vale mencionar ainda o show promovido pela torcida. Um grupo, caracterizado de índios, performou durante a apresentação e realizou diversas coreografias fazendo alusões a rituais indígenas. Eles foram acompanhado pelos demais torcedores, que traziam como adereço de mão um bastão com galhos e folhas.

Parceria de Leandro Thomaz: Na sequência, a quarta obra a se apresentar na eliminatória salgueirense foi a composta por Leandro Thomaz, Grazzi Brasil, Filipe Zizou, Myngauzinho, Marcelo Lepiane, Claudio Gladiador, Telmo Augusto e Micha. A condução ficou a cargo do intérprete Thiago Acácio, que foi acompanhado por Grazzi Brasil. A dupla soube explorar todas as variações melódicas presente no samba, sem deixar que ele ficasse arrastado. A torcida, que veio ornamentada com bandeiras nas cores da agremiação, mostrou animação e fez até coreografias. Em relação ao canto, ele foi predominante mais forte no refrão principal, com os versos “Ya temi xoa, Ya temi xoa/É o grito que ecoa aos que tentam nos calar/Yanomami é o legado brasileiro/Que se mantém de pé nas raízes do Salgueiro”. Outro trecho que funcionou bem durante a apresentação está na primeira estrofe do samba, sendo o que antecede o refrão do meio, cujo os versos são “Aê Aê Aê… O espírito ancestral sobrevoa a floresta/Aê Aê Aê… É a fúria animal que o corpo manifesta”.

Parceria de Pedrinho da Flor: A quinta obra a se apresentar foi a de autoria de Pedrinho da Flor, Marcelo Motta, Arlindinho Cruz, Renato Galante, Dudu Nobre, Leonardo Gallo, Ramon Via13 e Ralfe Ribeiro. Defendido pela dupla de intérpretes Tinga e Pitty de Menezes, o samba teve um excelente desempenho na quadra. Ornamentada com bandeiras diversas, todas na cor vermelha, a torcida vibrou e cantou o tempo inteiro. O destaque foi o refrão principal, com os versos “Ya temi xoa! Aê, êa!/Meu Salgueiro é a flecha/Pelo povo da floresta/Pois a chance que nos resta/É um Brasil cocar!”, entoado a plenos pulmões. Vale mencionar ainda o trecho de subida para ele, com os versos “Napê, nossa luta é sobreviver!/Napê, não vamos nos render!”, que também eram cantados fortemente.

Parceria de Marcelo Adnet: Assinado por Marcelo Adnet, Benjamin Figueiredo, Rodrigo Gauz, Patrick Soares, Gilberth Castro, Edson Daffeh, Vagner Silva e Bruno Papão, o sexto samba a se apresentar na eliminatória salgueirense foi conduzido por Wictoria e Chitão Martins. A torcida veio com bandeiras nas cores do Salgueiro e manteve forte vibração ao longo de toda a apresentação, no entanto a maioria só cantou durante os refrões. Vale destacar como ponto alto especialmente o refrão do meio, com os versos “É magia Yanomami, pinta a pele, cor de sangue/Desliza, rasteja, saber ancestral/Os olhos na caça, instinto animal/É magia ianomami, pinta a pele, cor de sangue/Aê aê arererê, fartura, festança e a dança no entardecer”, como a parte mais entoada da obra. Já o destaque negativo ficou para a queda de rendimento que ocorria no começo da segunda estrofe, sendo este o trecho menos cantado.

Parceria de JC Couto: O sétimo samba a se apresentar na quadra da vermelha e branca da Tijuca foi o de autoria de JC Couto, Eduardo Katata, Carlinhos Petisco, Machadinho, Gilsinho Oliveira, Jordão, Juliano Centeno e Gabriel Machado. O intérprete Leozinho Nunes, voz oficial da São Clemente, foi o responsável por conduzir a obra, que teve um desempenho apenas morno na quadra. O trecho de maior rendimento foi o refrão principal, com os versos “Auê, auê de um sonho acordar/Uma só nação, sem coroa e de cocar/A verdade é nossa cara/Pinta a pele de vermelho/Resistência não se cala, Salgueiro…”. Com bandeiras vermelhas, a torcida, apesar de pequena, não fez feio. Eles vibraram e pularam o tempo inteiro. Os momentos de canto mais forte ocorreram justamente durante o refrão principal.

Parceria de Tico do Gato: O samba assinado por Tico do Gato, R. Gêmeo, Sandro Compositor, Silvio Mesquita, Cesar Nascimento, Oscar Bessa, Tiãozinho do Salgueiro e Raphael Richaid foi o oitavo a se apresentar. O intérprete Nino do Milênio comandou o microfone principal e conduziu com segurança a obra, sabendo valorizar o desenho melódico, sem deixar que ela ficasse arrastada. A torcida veio com bandeiras nas cores da escola e mostrou grande empolgação, tendo os seus momentos de maior canto durante os refrões. Entre os dois, o refrão principal, com os versos “Um Brasil verdadeiro, vermelho/Desperta no sonho do meu Salgueiro/A luta da nobreza sem brasão/É flecha pra tocar seu coração”, foi o de melhor desempenho.

Parceria de Manu da Cuíca: Dando prosseguimento na eliminatória salgueirense, o nono samba a se apresentar foi o composto por Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Buchecha Bil-Rait, Belle Lopes, Fabiano Paiva e Rodrigo Alves. Tendo o intérprete Bico Doce no comando do microfone principal, a obra teve um bom desempenho. Apesar da melodia acelerada em alguns trechos, não houve prejuízo para o canto. Mesmo sem nenhum tipo de adereço ou ornamentado, os torcedores deram conta do recado. Eles cantaram e dançaram o tempo inteiro, além de arriscarem algumas coreografias. O destaque da obra na apresentação foi o refrão do meio, com os versos “Ya nomaimi, dá aroari/Aqui é povo de Omama/Yãkoana, waitheri”, que mesmo formado basicamente por expressões indígenas, se mostrou de fácil assimilação, sendo fortemente entoado.

Parceria de Fred Camacho: A décima obra a se apresentar na quadra da Academia do Samba foi a composta por Fred Camacho, Paulo César Feital, Guinga do Salgueiro, Diego Nicolau, Fabrício Fontes, Daniel Rozadas, Claudeci Taberna e Francisco Aquino. O intérprete Evandro Malandro foi quem conduziu o samba, tendo a companhia de Diego Nicolau, um dos autores. Para a apresentação, a parceria trouxe uma faixa com os dizeres “Yanomami eu sou, guerreiro! Só vive meu sonho quem sabe sonhar”, retirada do refrão principal. Além disso, toda a torcida veio com bandeiras estampadas com a frase “Avante Salgueiro de pele vermelha e branco cocar”, que também foi retirada refrão principal da obra. Apesar de bastante vibrantes, foi possível observar diversos torcedores sem cantar o samba ou cantando apenas durante os refrões. Vale destacar o refrão do meio, com os versos “Ó mãe natureza que me viu nascer/Dou a minha vida pra te defender!”, que mesmo simples se mostrou de grande funcionamento na quadra.

Parceria de Rafa Hecht: A obra de autoria de Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Michel Pedroza, Ribeirinho, Cléo Augusto e Domingos Os foi a décima primeira a se apresentar na eliminatória salgueirense. O intérprete Wander Pires comandou o microfone principal e soube explorar muito bem as variações melódicas do samba. Um ponto de destaque foi o refrão do meio com os versos “Ê xawara, eles não sabem, não conhecem a raiz/Choram mães Yanomami, lágrimas na terra/Um céu de fogo que deixou cicatriz/Ê xawara, eles não sabem, não conhecem a raiz/Se o céu desabar, teu povo segura/Contra a ganância napë, bravura”. Quanto aos torcedores, eles vieram com bandeiras diversas, todas nas cores da escola. Em número reduzido, pularam e vibraram o tempo inteiro, no entanto o canto só ocorria de maneira mais forte nos refrões.

Parceria de Xande de Pilares: Encerrando a maratona de apresentações, o décimo segundo samba da eliminatória salgueirense foi o de Xande de Pilares, Claudio Russo, Betinho de Pilares, Jassa, Jefferson Oliveira, Miguel Dibo, Marcelo Werneck e W Correa. O intérprete Igor Sorriso, da Mocidade Alegre, é quem conduziu a obra e contou com apoios luxuosos de nomes como Igor Vianna e Leonardo Bessa, além do próprio Xande de Pilares. O samba de característica melodiosa e animada teve bom rendimento na quadra, tendo o seu maior destaque com o trecho “Êê curumim auê/Livre pra viver por minha alma e meu nome/Êê curumim auê/Meu povo originário não pode morrer de fome” que antecede o refrão principal. Em relação a torcida, com bandeiras vermelhas estilizadas, eles vibraram e dançaram o tempo inteiro. O canto pode ser mais forte.

Parcerias de Lucas Macedo e Claudio Mattos se destacam em noite de eliminatória na Viradouro para o Carnaval 2024

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A Unidos do Viradouro fez na noite do último sábado, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2024. O site CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você pode conferir a análise de cada apresentação.

Ao todo, sete parcerias se apresentaram e uma delas será cortada. O anúncio das obras que seguem na disputa será feito na próxima segunda-feira, às 18h, nas redes sociais da agremiação. Já a etapa seguinte do concurso ocorrerá no sábado que vem, dia 16 de setembro.

Parceria de Igor Leal: A primeira obra a se apresentar nesta eliminatória foi a de autoria de Igor Leal, Gustavo Clarão, Inácio Rios, Márcio André, Arlindinho Cruz, Diogo Nogueira, Igor Federal, Rubinho, Vaguinho e Vitor Lajas, com as participações especiais de Márcio André Filho e Daniel Katar. Os responsáveis por conduzir o samba foram os intérpretes Evandro Malandro e Fredy Vianna, ambos demonstraram um ótimo entrosamento e desde o início a obra foi tomando conta da quadra, apesar de não estar numerosa, a torcida se fez presente com bandeiras e bexigas, houve também a presença de um grupo performando com uma cobra de pelúcia, em referência clara ao enredo. O samba possui um padrão diferente do que temos visto ultimamente, apesar disso, se mostrou muito correto e casou bem com a bateria, o refrão do meio e o principal foram as partes mais cantadas. Houve adesão por parte de alguns harmonias.

Parceria de Diego Thekking: O segundo samba a se apresentar foi composto por Diego Thekking, Roberto Doria, Claudinho Manhães, Adilson Couto, Thyaguinho Reis, Silvio Henrique, André Couto, Dr Diogo Valente, Thiago Dal Bello e Jandré. A obra foi defendida pelo intérprete Thiago Acácio. Antes mesmo do início da apresentação a torcida que ocupou a quadra entoou alguns versos da obra, principalmente “Vai começar o Inakidan da Viradouro”, no geral foi uma apresentação correta, no início a torcida cantou com empolgação, mesmo sem a presença da bateria. Com o passar do tempo foi possível perceber que o samba caiu de rendimento, principalmente na segunda parte. Mesmo assim alguns harmonias cantavam a obra.

Parceria de Claudio Mattos: Dando sequência às apresentações, o terceiro samba da noite foi assinado por Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno. A parceria contou com uma equipe de peso, a começar pelos intérpretes Tinga e Pitty de Menezes, os cantores conduziram o samba com maestria, esbanjaram entrosamento e muito vigor no palco. A apresentação foi uma verdadeira avalanche, a torcida ocupou todo o espaço destinado a ela, todos com balões coloridos e bandeiras, os componentes cantaram com muita alegria, antes mesmo do início já foi possível ouvir alguns versos sendo entoados. A adesão na quadra foi unânime, todos os harmonias, componentes, diretoria e pessoas nos camarotes embarcaram no samba, o envolvimento da bateria também foi nítido. Destacar uma parte do samba é tarefa difícil, mas pode-se falar do pré refrão que antecede o principal, nesse momento a quadra pulsava.

Parceria de Renan Gêmeo: O samba de autoria dos compositores Renan Gêmeo, Raphael Richaid, Rodrigo Gêmeo, Bebeto Maneiro, Paulo Cesar Portugal, Marcelo Adnet, Bello, Silvio Mesquita, Carlinhos Viradouro e Ricardo Neves foi o quarto na ordem de apresentações. Assim como a parceria anterior, os cantores responsáveis por conduzir o samba foram fundamentais, Gilsinho, Nino do Milênio e Daniel Silva mostraram muita energia e levantaram o público. No geral, a apresentação foi extremamente correta, a obra passou com bastante energia, muito por conta da numerosa torcida que cantou com vigor, bandeiras e papéis picados foram utilizados, os brincantes mostraram estar com o samba na ponta da língua, muitas crianças estavam presentes e também cantavam. A adesão da comunidade foi mediana, com alguns harmonias cantando e outros não.

Parceria de Dudu Nobre: A obra assinada por Dudu Nobre, Samir Trindade, Victor Rangel, Deiny Leite, Valtinho Botafogo, Fabrício Sena, Felipe Sena e Jeferson Oliveira foi a quinta a se apresentar e contou com Igor Sorriso com intérprete, a numerosa torcida contribuiu para que o samba passasse com muita valentia, a parceria investiu em papel picado, o que causou um impacto positivo na apresentação, visto que os componentes se animavam com facilidade, a parceria levou também um grupo fantasiado de que formou uma grande cobra. No geral, a apresentação foi positiva, com todo destaque para o verso “Se me desafiar é guerra”, presente no refrão, ele foi cantado a plenos pulmões não só pela torcida, mas também por boa parte da quadra.

Parceria de Lucas Macedo: O sexto samba a passar nesta noite de eliminatória foi o da parceria de Lucas Macedo, Diego Nicolau, Richard Valença, João Perigo, Cadu Cardoso, Marquinhos Paloma, Orlando, Ambrósio, Lico Monteiro e Silas Augusto. A presença de Zé Paulo Sierra como intérprete desse samba causou uma enorme comoção na quadra, afinal, o cantor ficou por anos como a voz oficial da Viradouro. Sem dúvida, a presença dele foi fundamental para que a apresentação fosse um sucesso. A torcida foi enorme e cantou com muita empolgação, a adesão na quadra foi total, foi possível ver vários harmonias empolgados, assim como ritmistas e diretoria. A apresentação foi valente do início ao fim e em alguns momentos emocionou.

Parceria de Mocotó: A sétima e última obra a passar pelo palco da Unidos do Viradouro foi a da parceria de Mocotó, Peralta, Alexandre Fernandes, André Quintanilha, Bira do Canto, Rodrigo Deja, Reinaldo Guimarães, Ronilson, Henrique Vianna e Luiz Mata, com participação especial de André Diniz. Coube a Bruno Ribas e Emerson Dias conduzirem o samba, a dupla deu um show e o samba passou como um furacão pela quadra, a torcida desde antes da apresentação começar já entoava os versos que antecedem o refrão principal. O samba se destacou como um todo e a adesão do público presente foi completa, inclusive dos harmonias, diretoria e ritmistas. A parceria usou leds coloridos e papel picado para causar um bom visual, mas o destaque foi o canto uniforme e com muito vigor de todos.

‘Saiu de moda celebridade como rainha de bateria’, afirma Evelyn Bastos

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Formada em Educação Física e História, Evelyn Bastos ocupa há uma década o posto de rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira. Nascida e criada na comunidade da Zona Norte do Rio, a beldade possui uma ligação com a agremiação que vem de família. A avó paterna, por exemplo, desfilou durante anos como baiana da verde e rosa; enquanto a materna foi passista da escola. Já sua mãe, Valéria Bastos, reinou à frente dos ritmistas entre 1987 e 1989.

Ainda na infância, Evelyn deu início a trajetória no mundo do samba desfilando pela Mangueira do Amanhã, agremiação mirim da verde e rosa. Lá, atuou em diferentes funções até chegar ao posto de rainha de bateria em 2004. Aos 11 anos, migrou para escola mãe e se tornou a passista mais jovem a desfilar pela Estação Primeira. Posteriormente, atuou como destaque de chão e no ano de 2012 venceu um concurso do extinto programa “Caldeirão do Huck”, da Globo, representando a Mangueira. No ano seguinte, conseguiu mais uma façanha, só que dessa vez em outra competição, tendo sido eleita a Rainha do Carnaval de 2013. Depois de tantos sucessos, ela acabou sendo alçada ao cargo à frente da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”.

“Quando eu chego em 2014 para ser rainha de bateria da Mangueira existia uma preferência, até do público carnavalesco, por rainhas celebridades. Isso acontecia por diversos motivos. Era algo que a gente respeitava, mas que nós, meninas da comunidade, queríamos muito que isso mudasse. Teve um momento, um pouco antes do Carnaval de 2016, que me marcou muito. Eu estava dentro de um táxi, conversando com o motorista, e ele falou que adorava a rainha de bateria da Mangueira, que adorava a Gracyanne. Ou seja, na cabeça dele, a rainha ainda era a Gracyanne Barbosa. Na hora, não corrigi, não falei que era eu, porém fiquei pensando, fazendo uma narrativa sobre aquilo na minha cabeça. Ali me caiu uma ficha do quão difícil era para as meninas de comunidade fazer com que as pessoas te reconhecessem enquanto rainha de bateria de uma escola de samba até mesmo em um período que já se fala de Carnaval. Afinal, isso aconteceu por volta de janeiro. Foi a partir daí que comecei a falar muito”, analisou a rainha de bateria mangueirense durante participação no programa do YouTube “Resenha CARNAVALESCO”.

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Fotos: Léo Queiroz/Divulgação

Com o tempo, Evelyn Bastos não passou só a ser reconhecida pelos admiradores da festa, como também se tornou um dos nomes mais populares dentro e fora da bolha carnavalesca. Tendo isso em vista, ela se transformou em uma espécie de referência para diversas meninas de comunidade que nos últimos anos passaram a ganhar mais espaços dentro das escolas, chegando a alcançar até mesmo o posto de rainhas de bateria.

Atualmente, metade das agremiações do Grupo Especial possuem pratas da casa reinando à frente dos ritmistas. Dessas, Evelyn é quem está por mais tempo no cargo, seguida de Bianca Monteiro, da Portela, que fez sua estreia no posto no desfile de 2017. A lista ainda conta com Giovana Angélica, da Mocidade Independente de Padre Miguel; Mayara Lima, da Paraíso do Tuiuti; Maria Mariá, da Imperatriz Leopoldinense; e Lorena Raíssa, da Beija-Flor de Nilópolis.

“Vi uma matéria, não tem muito tempo, que trazia um levantamento mostrando que o público prefere atualmente rainhas de comunidade. Isso soou como música para os meus ouvidos. Foi ai que fiquei pensando. Realmente, estamos em um outro conceito, um novo momento, uma nova era. As pessoas esperavam, tinham na cabeça delas, aquela beleza e o encanto de uma Luma de Oliveira, que dificilmente vai se repetir. Pode pegar qualquer celebridade, a mais incrível do mundo, e botar na frente de uma bateria que você não vai ter como comparar com a Luma. Ela era um fenômeno, algo que acontece de 100 em 100 anos, que entrou para história. As pessoas ficaram muito tempo tangendo alguém a Luma de Oliveira e nunca deu certo. Acho que até por isso saiu de moda celebridade como rainha de bateria. As famosas continuam sendo bem-vinda, porque o Carnaval é isso, é plural e tem que ser assim”, declarou Evelyn.

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Diante das mudanças no cenário da folia carioca, a beldade não descarta uma representatividade ainda mais abrangente entre as rainhas de bateria nos próximos anos. Uma delas é a possibilidade de terem mais mulheres trans no cargo. Hoje em dia, no Carnaval do Rio, o único caso é o de Thalita Zampirolli, na Unidos de Padre Miguel, na Série Ouro.

“Talvez chocaria a sociedade em geral. Se bem que tem um público do Carnaval que, não sei como, insiste em ser conservador em alguma vertente da vida deles. Isso é muito confuso para mim. Por mais que a gente respeite as diversas opiniões, é muito estranho ser pró movimento carnavalesco e ao mesmo tempo ter um conservadorismo morando em você. Não deveria chocar ter uma rainha trans em uma escola de samba. Em São Paulo já tem, no acesso do Rio também. Acredito que mais cedo ou mais tarde, como parte desse progresso, a gente também tenha uma no Grupo Especial do Rio, por que não?”, avaliou.

Além dos compromissos como rainha de bateria, Evelyn Bastos também ocupa, desde 2022, a presidência da Mangueira do Amanhã. Na ocasião, ela foi convidada pela presidenta da escola mãe, Guanayra Firmino, para assumir o comando da agremiação mirim ao lado do eterno mestre-sala Marquinhos. Indo para o segundo desfile da sua gestão, a beldade não esconde os desafios que enfrenta no posto, mas ressalta a importância de se investir nas crianças e adolescentes da comunidade.

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“As escolas mirins, assim como agremiações das séries Ouro, Prata e Bronze, não tem um local adequado para fazer Carnaval. A gente passa um sufoco muito grande, já cansei de ir de madrugada para Via Binário resolver problemas causados por essa falta de estrutura, de localidade. Essa é uma problemática que a gente deveria dar uma atenção maior, porque quando se fala em desfile de criança, é o futuro da festa que está em jogo. Se a gente não alimenta, não fomenta, não investe no mirim, vamos estar fadados a não ter Carnaval daqui a X anos. Além disso, existe uma burocracia extremamente exacerbada que envolve crianças no Carnaval e que precisa ser revista. A gente precisa ter uma regularização, tem todo um cuidado maior por se tratarem de menores de idade, mas não precisa ser do jeito que está. Vou dar o meu exemplo, minha primeira vez desfilando foi em 1998 na Mangueira do Amanhã. Tinha quatro anos e vim do lado da minha mãe. No meu processo de crescimento, sendo uma criança um pouquinho maior, não enfrentei essa burocracia toda”, relatou Evelyn.

No ano que vem, a Estação Primeira de Mangueira será a quarta agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, segundo dia de apresentações do Grupo Especial. A verde e rosa terá como enredo “A Negra Voz do Amanhã”, uma homenagem a cantora Alcione. O desfile contará com a assinatura da dupla de carnavalescos formada por Annik Salmon e Guilherme Estevão.

O milagre está vindo! Parceria de Claudio Russo vence disputa de samba da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024

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Por Diogo Sampaio e Raphael Lacerda. Fotos: Allan Duffes

A Unidos de Padre Miguel abriu as portas de sua quadra, na noite da última sexta-feira, para realizar a grande final da disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Quatro parcerias chegaram nessa última etapa da competição e cada uma teve oito passadas para se apresentar, sendo as duas primeiras sem bateria. A vencedora foi anunciada já na manhã deste sábado e a obra escolhida como hino oficial da vermelha e branca da Vila Vintém foi a de autoria de Claudio Russo, Thiago Vaz, W.Corrêa, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Miguel Dibo, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax. Ela irá embalar o enredo “O Redentor do Sertão”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. No ano que vem, o Boi Vermelho será a quinta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, em busca do título da Série Ouro e do tão sonhado acesso ao Grupo Especial. * VEJA FOTOS DA FINAL

“Essa vitória representa muito para mim e para minha parceria. Somos um grupo que ama a UPM. Perdemos, quando tínhamos que perder, e hoje voltamos a ganhar. Tenho certeza que a gente tem o melhor refrão do Carnaval, graças a Deus. É um refrão fala com povo. O samba como um todo é muito bom, mas este trecho é fora de série. Já ganhei outros sambas aqui. Ganhei no ano de Ossain, de Ariano Suassuna, do Eldorado, mas essa vitória aqui, hoje, é emocionante, é especial”, comemorou o compositor Claudio Russo.

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Fotos de Allan Duffes/CARNAVALESCO

“É a realização de um sonho, ainda não consigo acreditar. Amo essa escola, minha vida é essa escola. Estou aqui há dez anos e finalmente chegou a minha hora. Nunca tinha ganhado, essa é primeira vitória e meu coração está disparado. Todos da parceria se esforçaram muito, se dedicaram para fazer esse samba e dar ele de presente para escola. Agora é comemorar, curtir cada momento dessa vitória e defender esse pavilhão até a minha morte. No samba, a gente diz que chegou o redentor da Zona Oeste. Ou seja, chegou a nossa hora. O redentor veio para dar essa bênção e levar a gente para o Grupo Especial, que é o que merecemos. Estamos batalhando muito e merecimento temos de sobra. Então, ajudar a minha escola de coração a alcançar esse sonho é algo que não consigo nem expressar. A única coisa que posso dizer é que estou feliz para caramba”, completou o compositor Thiago Vaz.

Orlando Ambrósio – eufórico após o resultado – enfatizou que a parceria foi feita por crias da casa. “É uma vitória da comunidade da Vila Vintém. A gente estava há seis finais sem ganhar e nós não desistimos. E a minha parceria é da Vila Vintém. É daqui! Eu acreditei nos meus parceiros e nós ganhamos. Hoje é um dia de muita felicidade e alegria. Ganhamos!”, afirmou o compositor.

Questionado pelo CARNAVALESCO, Ambrósio revelou qual parte mais gosta no samba e foi categórico: A Unidos de Padre Miguel vai para o Grupo Especial em 2024. “‘Na quarta-feira // que os anjos digam amém’. A Unidos vai subir para o lugar que realmente é dela: o Grupo Especial”.

Show na final

Além das obras finalistas, o evento contou ainda com o anúncio da passista Andressa Regina Silva Marinho, a Dedê Marinho, que representou a escola no concurso da Rainha do Carnaval de 2024, como a mais nova musa da agremiação. Teve também um mega show da Unidos de Padre Miguel, onde os segmentos como a velha guarda, a ala de passistas, as baianas e o departamento feminino fizeram as suas apresentações na quadra, embalados pela bateria “Guerreiros”, comandada por mestre Dinho, e pelo carro de som liderado por Bruno Ribas. Durante esse espetáculo, sambas históricos do Boi Vermelho foram relembrados, entre eles “O reencontro entre o céu e a terra no Reino de Alá Àfin Oyó” (2013), “Decifra-me ou te devoro: Enigmas – chaves da vida” (2014) e “Ossain – O poder da cura” (2017). Este último provocou um momento de catarse, em que o canto forte dos presentes na quadra conseguiu se sobressair e ficar mais alto, em muitos momentos, que o volume das caixas de som.

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Essa força da Unidos de Padre Miguel, junto de outros predicados, fazem com que muitos sambistas sonhem com o dia em que verão a agremiação na elite da folia carioca. Ao longo da última década, a vermelha e branca bateu na trave por diversas vezes. Ao todo, foram cinco vice-campeonatos na atual Série Ouro em oito carnavais. Para finalmente alcançar o tão sonhado título, o Boi Vermelho quer deixar as falhas do passado para trás e focar em trabalhar para que tudo aconteça conforme o planejado, como destacou o diretor de Carnaval Cícero Costa em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO.

“Quanto aos erros eventualmente cometidos nos anos anteriores, a questão é como eles foram vistos. Acho que a vista é maior para esses erros, mas tudo bem. Passou e estamos trabalhando para não errar. E o torcedor da UPM, o público em geral, pode esperar em 2024 aquilo de melhor que a gente sabe fazer de melhor, que é um grande espetáculo, com muita humildade e pé no chão. Aqui nós temos muita dedicação e paixão. Trabalhamos incansavelmente o ano inteiro, procuramos estruturar barracão, deixar a quadra sempre em um alto nível… Todo ano fazemos isso, trabalhamos para colocar na Avenida um excelente Carnaval”, frisou o diretor.

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Cícero Costa também falou da experiência de dividir o comando da direção de Carnaval com a sua própria filha, Lara Mara. No bate-papo, ele fez uma avaliação do desempenho dela na função e não poupou elogios.

“Está sendo o máximo trabalhar com a Lara. Ela já vinha falando que queria ser diretora de Carnaval. Agora, ela já está adulta, maior de idade e para mim está sendo legal, porque estou dividindo tarefas e tendo a oportunidade de estar mais perto dela. Por conta do Carnaval, muitas vezes a gente acaba abrindo mão de passar mais tempo com a família, com os amigos… Então, está sendo super maneiro. E a menina está sendo nota dez, falo direto para ela: ‘É isso aí mesmo’. A gente já se conhece no olhar. Claro, tem hora que a gente precisa puxar o freio, senão sabe como é que é, né. Mas até agora ela está indo direitinho, tirando nota dez”, afirmou Cícero.

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O diretor de Carnaval da vermelha e branca ainda comentou sobre os próximos passos após a escolha do hino oficial para o ano que vem. De acordo com Cícero Costa, os ensaios de quadra devem ter início ainda em setembro. Já os treinos de rua da escola tem estimativa de começo apenas para o mês de fevereiro.

“A gente vai parar para gravar depois da escolha e devemos começar em quinze ou vinte dias os ensaios de quadra. Provavelmente, em novembro, a gente já está indo para rua. Nossa estimativa é que isso seja na segunda semana de novembro, logo depois dos feriados”, relatou.

Entrosamento cantor, bateria e harmonia

Indo para o segundo ano consecutivo no comando do carro de som do Boi Vermelho, o intérprete Bruno Ribas já está se sentindo completamente em casa na vermelha e branca. Em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, ele falou sobre o entrosamento com a bateria e a harmonia, além de ressaltar como a escolha do hino oficial no início de setembro facilita o trabalho.

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“O entrosamento está melhor que o esperado. Aqui já tenho um relacionamento muito antigo, de família, com a escola. Então, fica tudo mais fácil, né? Fica mais tranquilo para gente trabalhar. Logo no primeiro ano, já deu uma liga muito grande entre o carro de som, a bateria e a harmonia. E quanto a escolha do samba no começo de setembro é bem melhor, porque a gente tem mais tempo para trabalhar o chão, para trabalhar a própria música, construir coisas com a bateria, com os componentes. Isso sem contar que o trabalho tem que ser pra já, afinal a gente pensa lá na frente em alcançar o campeonato. Portanto, não podemos perder tempo”, declarou Bruno Ribas.

Desejo de chegar ao Especial

O carnavalesco Edson Pereira possui um longo histórico com a Unidos de Padre Miguel. Para se ter uma ideia, o artista estreou na função justamente na vermelha e branca, no Carnaval de 2006, com o enredo “Da lágrimas do tupã, nasce o fruto divino: o guaraná”. Na ocasião, o debute dessa relação rendeu o campeonato do Grupo C, o equivalente a atual Série Bronze. Desde então, entre idas e vindas, Edson está em sua terceira passagem pela escola e não esconde o desejo de fazer o que for preciso para vê-la chegar no Grupo Especial.

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“É muito lindo chegar em uma final como essa, ver a casa cheia e saber que as pessoas aprenderam a amar a Unidos de Padre Miguel, assim como eu a amo. Ver a escola galgando espaço no mundo do samba e sendo aguardada, para mim, é muito relevante. Trata-se, também, da minha origem, que é a Unidos de Padre Miguel. Então, desde já, garanto que conforme o nosso enredo pede, em 2024, não faltará fé, amor, devoção e emoção na Avenida. Podem esperar a Unidos de Padre Miguel com cara de Unidos de Padre Miguel. Vamos fazer um Carnaval grandioso, que representa a comunidade e não vai decepcionar. Padrão UPM”, assegurou Edson Pereira em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO.

Atualmente, o artista faz dupla jornada. Além dos trabalhos na Unidos de Padre Miguel, Edson Pereira está à frente do projeto do desfile do Acadêmicos do Salgueiro para 2024. Para conseguir conciliar os trabalhos, no caso do Boi Vermelho, Edson conta com o jovem carnavalesco Lucas Milato dividindo a função com ele. No bate-papo com a reportagem, ele comentou sobre esta parceria, que se encontra em seu primeiro ano.

“Acredito que é uma relação de cumplicidade, não só minha com ele, mas com o Carnaval da Unidos de Padre Miguel, que sempre colocamos em primeiro lugar. O Lucas é um grande talento, uma pessoa que está provando isso, que também está galgando o espaço dele. Acho muito importante o Carnaval se oxigenar cada vez mais e o Lucas vem para mostrar isso”, pontuou Edson.

Bateria pretende manter padrão

Mestre Dinho, que está no comando da bateria da Unidos de Padre Miguel há mais de dez anos, afirmou que o trabalho dos ritmistas em 2024 será manter o feito do último carnaval, quando garantiram os 40 pontos para o Boi Vermelho. Para ele, a escolha do samba em setembro contribui para o avanço do trabalho que será desenvolvido e, inclusive, já estuda as famosas “paradinhas”.

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“Foi bem positivo. 40, né? (Risos). Com 40, não tem nada para melhorar, tem que manter. É mais difícil manter a nota do que tentar gabaritar. Agora nós vamos trabalhar para manter aquilo que já foi feito em 2023. A escolha do samba ajuda muito. É uma coisa diferente, porque há muito tempo que a gente não tinha isso – um mês para fazer ensaios e preparar bossas. É um ano atípico e muito legal”, disse o mestre de bateria da UPM.

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Assumindo a direção de carnaval ao lado do pai Cícero Costa, a jovem Lara Mara, 18 anos, contou que está empolgada com o novo desafio e detalhou como funciona o trabalho entre pai e filha.

“Representa muita coisa e é muito gratificante. Estou muito feliz pela festa de hoje. É uma forma de superação pessoal e de provar para a minha comunidade o meu amor por eles. Realizar esse trabalho ao lado do meu pai é muito gratificante. Acredito que não há muitas diferenças no nosso trabalho – a gente divide as tarefas. Eu tenho muito do meu pai. As pessoas acham que sou mais calma, mas não, eu que sou mais arretada (risos)”, comentou a diretora de carnaval da UPM.

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Questionada sobre o que os sambistas podem esperar da parte plástica da agremiação da Vila Vintém, Lara, confiante, destacou o uso da tecnologia somada à riqueza que compõe o enredo sobre o Nordeste.

“A gente já vem fazendo desfiles muito bonitos e em 2024 não vai ser diferente. Tenho certeza que a Unidos vai surpreender muito. Acho que vão ficar encantados com as novidades que vamos trazer na parte plástica – com tecnologia e na simplicidade de ser um enredo do Nordeste, mas também com muita riqueza que nós iremos trazer. Eu acho que não falta mais nada. Nós estamos prontos e a nossa comunidade merece muito. Estou muito confiante que 2024 será o ano da Unidos”, ressaltou.

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Trunfo é obra completa do enredo

Formado em Arquitetura e Urbanismo e no mundo do carnaval desde 2010, o jovem carnavalesco Lucas Milato, de 27 anos, divide o posto com o experiente Edson Pereira. Para ele, chegar ao comando do carnaval da Vila Vintém é uma realização profissional e pessoal. O jovem também comentou sobre o trabalho em dupla.

“A UPM é a realização de quase todo sambista, seja profissionalmente ou como folião. É uma escola que já não tem mais a estrutura do grupo de acesso. É um prazer desenvolver o carnaval da Unidos – além de ser um prazer profissional é também uma grande honra enquanto pessoa e sambista. Isso faz até o trabalho fluir de uma forma mais gostosa e especial. O Edson é um cara que tem uma bagagem gigantesca e é uma fera do carnaval. Está sendo um grande aprendizado e bem bacana. Não existe uma divisão, a gente sempre está trocando tudo”, disse o carnavalesco.

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Para Milato, o grande trunfo para a Unidos de Padre Miguel é a obra completa do enredo. Confiante, ele afirmou que este será o maior carnaval do Boi Vermelho.

“Eu tento ser sempre humilde nas respostas, mas posso lhe afirmar que a Unidos está fazendo o maior Carnaval da sua história – e isso em todos os âmbitos. A escola está se esforçando para tirar 100% do que estamos projetando. Se Deus quiser, vamos fazer um grande Carnaval. Acho que esse é o nosso grande trunfo: o nosso conjunto não só estético. Ter um bom samba, um enredo bem defendido, uma harmonia coesa e uma direção de carnaval extremamente coerente. O conjunto da obra é o nosso grande trunfo”, enfatizou Lucas Milato.

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Um carnaval que aposta no talento dos jovens para realizar o tão sonhado desejo de subir para o Grupo Especial. O carnavalesco comentou sobre a chegada de Lara Mara, de 18 anos, na direção de carnaval da agremiação.

“Acredito que neste ano a Unidos está apostando, de fato, em profissionais jovens. No meu caso mesmo, que sou um carnavalesco novo – tenho 27 anos. Ter a diretora mais jovem – Lara tem 18 anos – é muito forte, porque é representativo para que outras mulheres se inspirem nessa figura tão poderosa e forte que a Lara emana. É uma grande aposta da UPM nessa confiança na força jovem. Ela é sensacional, está fazendo um trabalho incrível e é uma parceria diária – seja no ateliê, barracão ou no que for preciso. Está sendo muito bom”, destacou o carnavalesco.

Casal ainda celebra ótimo desfile em 2023

Há dez anos na agremiação da Vila Vintém, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira gabaritaram o quesito no último carnaval. Ao CARNAVALESCO, a dupla avaliou o desfile de 2023 e comentou os preparativos para o próximo ano.

“Foi um saldo muito positivo. Tudo que foi proposto pela nossa escola nós conseguimos realizar. É claro que sempre vão haver algumas situações que precisam ser melhoradas. Nós estamos estudando muito esse desfile para que, em 2024, possamos ter essa taça na nossa comunidade”, disse o mestre-sala.

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“Foi maravilhoso, porque conseguimos o nosso objetivo de trazer a nota máxima para a escola, graças a Deus e com muita garra e muito ensaio. Neste ano queremos novamente trazer a nota máxima, então temos que correr atrás e fazer por onde”, completou a porta-bandeira.

O casal também falou sobre os benefícios de ter o samba escolhido um pouco antes do habitual. “Facilita muito, porque a escola dá um passo à frente. Nós conseguimos implementar ou corrigir, porque temos tempo hábil pra isso – diferente, acredito eu, se fosse escolhido um pouco mais próximo do desfile”, destacou Vinícius.

“Facilita muito, porque daí já vamos pensando em uma coreografia e como vamos desenvolvê-la na Avenida. É muito importante e positivo para a gente”, explicou Jéssica.

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“Ela é a minha rainha”. O mestre-sala enfatizou as principais virtudes na dança de Jéssica Ferreira.

“A minha porta-bandeira tem uma dança muito peculiar. Ela tem uma característica muito forte, é muito guerreira. Eu fico até brincando com ela dizendo que as fantasias devem ser pesadas, senão ela sai voando na Avenida (risos). É um prazer dançar com a Jéssica. Eu ganhei um presente, porque ela me ensinou muito. Hoje, o mestre-sala que sou, devo a ela”, destacou o mestre-sala da UPM.

Já a porta-bandeira contou que a conexão entre os dois foi à primeira vista.
“O Vinícius é um mestre-sala elegante, ágil e com várias qualidades na dança. Quando começamos a dançar, formamos um par perfeito – a dança encaixou e combinou. O Vinicius se tornou o meu irmão e meu companheiro de luta”.

Análise das apresentações na final

Parceria de Jefinho Rodrigues: O primeiro samba a se apresentar na final da Unidos de Padre Miguel foi o de autoria de Jefinho Rodrigues, Paulo César Feital, Jonas Marques, Denilson do Rosário, Carlinhos da Chácara, Gutto Neves, Luciano Chuca e Rafael Bernini. O intérprete Wander Pires, voz oficial da Unidos do Viradouro, foi o responsável por defender a obra e soube explorar bem as variações melódicas dela. Os torcedores vieram ornamentados com bandeiras nas cores da escola, além de bexigas vermelhas. Animados, eles vibraram e pularam o tempo todo. Todavia, o canto somente ficava mais forte durante os refrões. Aliás, o refrão principal, com os versos “Padim Ciço milagreiro, abençoa o boi vermelho!/Eu acredito, ergo minhas mãos pro céu!/Chegou a hora comunidade/Com muito orgulho Unidos de Padre Miguel!”, foi o trecho de maior rendimento da obra na quadra. Mesmo assim, fora a torcida, se observou pouca adesão dos presentes no local. A maioria apenas assistiu a apresentação, sem cantar ou dançar.

Parceria de Cláudio Russo: Dando sequência a final, o segundo samba a se apresentar foi o composto por Claudio Russo, Thiago Vaz, W.Corrêa, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax. Com um time de cantores liderados por Igor Sorriso e Tem Tem Jr., a obra teve um desempenho avassalador na quadra. O destaque ficou com o refrão principal. Os versos “Meu Boi Vermelho, o milagreiro vem/Traz o milagre pra Vila Vintém/De toda maneira na quarta feira/Que os anjos digam amém” eram berrados pela torcida. Além deles, se observou boa recepção do restante da quadra, sendo possível notar alguns segmentos, como a harmonia, cantando o samba ao longo da apresentação. Falando em torcida, ornamentados com bandeiras e balões nas cores da agremiação, além de bastões de luzes coloridas, eles deram um show à parte. Fizeram coreografias, pularam e cantaram o samba incessantemente. Antes mesmo da apresentação começar, os torcedores já entoavam a obra. Houve ainda chuva de papel picado e serpentina, assim como a performance de um Padre Cícero no meio da galera.

Parceria de Ribeirinho: A obra assinada por Ribeirinho, Samir Trindade, Renan Diniz, Carlinho do Mercadinho, Dilson Marimba e Silvio Romay, com as participações especiais de Thiago Mainers e Domingos Os, foi a terceira a se apresentar na grande final. A dupla de intérpretes formada por Pitty de Menezes e Igor Vianna, da Imperatriz Leopoldinense e Unidos de Bangu respectivamente, soube conduzir de maneira segura o samba. Com bandeiras vermelhas e brancas, os torcedores mostraram bastante empolgação. Houve chuva de papel picado e coreografias não faltaram. Ao longo da apresentação, os momentos de maior canto ocorreram durante os refrões. Além deles, o trecho de subida para o refrão principal, especialmente o verso “Acredita Padre Miguel”, também foi bastante entoado. Em relação ao restante da quadra, a recepção ao samba foi tímida, com poucas pessoas cantando a obra.

Parceria de Chacal do Sax: A quarta e última obra a se apresentar na grande decisão da disputa promovida pelo Boi Vermelho foi a composta por Chacal do Sax, Sidney Myngal, Robertinho, Alexandre Rivero, Clay Ridolfi, Gabriel Simões, Rafael Faustino e Felipe Mussili. A parceria, com a sua torcida, fez um espetáculo na quadra. Houve chuva de balões, confetes e serpentinas. No meio da galera, vieram ainda dois robôs, com efeitos de luz e que soltavam fumaça, além de uma banda com instrumentos de sopro. Os torcedores tinham bastões com bolas brancas, vermelhas e douradas como adereços de mão, assim como bastões infláveis e bandeiras nas cores da agremiação. O intérprete Tinga, da Unidos de Vila Isabel, foi quem conduziu o samba, contando com apoio luxuoso do também intérprete Pixulé, voz oficial da Paraíso do Tuiuti. Junto dos cantores, veio um sanfoneiro, que deu uma pitada do ritmo típico da música nordestina para a apresentação. O refrão principal, com os versos “Meu padim ciço, eis aqui o teu altar!/A gente enverga, mas é ‘rúim’ de se quebrar…/Chegou a hora do milagre da Vintém!/Pra quem tem fé, a vitória demora, mas vem!”, foi entoado a plenos pulmões pela torcida e por diversas pessoas presentes na quadra. Foi possível observar até mesmo segmentos, como harmonia e bateria, cantando a obra.

Galeria de fotos: final de samba da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024

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Leitores do site CARNAVALESCO apontam parceria de Claudio Russo favorita na Unidos da Padre Miguel

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A Unidos de Padre Miguel escolhe nesta sexta-feira, a partir das 22h, na Vila Vintém, o samba-enredo para o Carnaval 2024. Das 12 obras que participaram do concurso são quatro que estão na decisão. A bateria “Guerreiros da Unidos”, de Mestre Dinho entra em cena ao lado de Bruno Ribas para comandar o elenco show da UPM, na despedida do hino Baião de Mouros. Conhecidos por sua excelência e paixão pelo samba, os segmentos da UPM, coreografados por George Louzada e Elaine Nascimento, estão preparando um espetáculo à parte.

Em votação no site CARNAVALESCO os leitores indicaram a parceria de Claudio Russo, Thiago Vaz, W.Corrêa, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Miguel Dibo, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax favorita para vencer. Ela recebeu 47,3%.

A parceria de Jefinho Rodrigues, Paulo César Feital, Jonas Marques, Denilson do Rosário, Carlinhos da chácara, Gutto Neves, Luciano Chuca e Rafael Bernini ficou com 20,2%. A parceria de Chacal do Sax, Sidney Myngal, Robertinho, Alexandre Rivero, Clay Ridolfi, Gabriel Simões, Rafael Faustino e Felipe Mussili com 18,4%. A parceria de Ribeirinho, Samir Trindade, Renan Diniz, Carlinho do Mercadinho, Dilson Marimba e Silvio Romay terminaram com 14,1%.

No carnaval de 2024, a Vermelha e Branca da Vila Vintém será a quinta agremiação a desfilar no sábado de carnaval, pela Série Ouro, do Rio de Janeiro, com o enredo “O Redentor do Sertão”, em busca do tão sonhado título e o acesso ao Grupo Especial.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação

Organização e conforto! Unidos de Padre Miguel reforma barracão para melhorar estrutura de trabalho

Equilíbrio total na Tijuca! Parcerias de Totonho e Júlio Alves fazem melhores apresentações da última eliminatória

A Unidos da Tijuca fez na noite da última quinta-feira, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2024. O site CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você pode conferir a análise de cada apresentação. Clicando aqui você vê como foi a semana passada.

Parceria de Márcio André: A primeira parceria da noite foi composta pelos compositores Márcio André, Igor Federal, Daniel Katar, Bello, Diogo Nogueira e Igor Leal. O palco foi bem conduzido pelo intérprete da União da Ilha, Nêgo. A torcida marcou grande presença com balões e bandeiras. Eles cantaram o samba, principalmente, o refrão de cabeça, antes mesmo da apresentação começar e após o término continuaram a cantar o refrão principal. A primeira parte do samba com a sua melodia diferenciada foi um dos grandes momentos da apresentação, pois a cada passada do samba era possível notar os desenhos melódicos que essa primeira parte possuía. A segunda parte caia um pouco a apresentação, não contagiando a galera. O refrão principal foi o grande destaque se levarmos em consideração a parte do samba mais cantada pela torcida. Não foi possível notar os segmentos cantando o samba.

Parceria de Leandro Gaúcho: Segunda parceria da noite foi composta por Leandro Gaúcho, Gustavinho Oliveira, Marcus Lopes, Josemar Manfredini, Aldir Senna e Alexandre Cabeça. A torcida levou bandeiras do Brasil e Portugal e balões. Quando acabou a apresentação a torcida continuou cantando o refrão de cabeça. No início foi possível notar que o som não estava com uma qualidade bacana. Emerson Dias tentou levantar a galera com a sua habitual alegria junto com os cantores de apoio de qualidade e obteve êxito no refrão principal. O diretor de carnaval, Marquinho Marino, e o diretor de Harmonia, Fernando Costa, se desdobraram para resolver o problema do som. O refrão principal foi o grande destaque da apresentação, que foi berrado pela torcida. O refrão do meio era difícil para cantar e a torcida não manteve o mesma regularidade. A melodia na segunda parte do samba, em especial a parte “Em trovas, sonetos”, mais uma vez, foi um dos destaques da apresentação. Algumas integrantes da velha-guarda cantavam o samba com bastante entusiasmo. Infelizmente, o som prejudicou a parceria, pois o samba tem qualidade para produzir mais.

Parceria de Sereno: A terceira parceria foi composta pelos compositores Sereno, Danny da Vila, Jb Oliveira, Camila Lúcio, Deiny e Mano Kleber. Diferente das primeiras torcidas, essa cantava muito o samba todo, e quando chegava no refrão de cabeça explodia. Após o término da apresentação, a torcida continuou cantando o refrão principal. Wander Pires com a sua bela voz conduziu o palco, mas o som atrapalhou também a parceria. A melodia é belíssima, além disso, é uma obra com pegada de avenida. O refrão de cabeça foi muito bem cantado pela galera e outro ponto forte da apresentação foi a cabeça do samba com “Orfeu da Conceição, dedilha o fado em sua lira” a levada é sensacional, e não é só na cabeça, mas a primeira do samba em sua totalidade. A construção melódica na segunda parte também é ótima. Creio que para as próximas apresentações, a parceria pode levar um pouco de mais potência para o palco para ajudar o excelente Wander Pires e os cantores de apoio Wandinho e Danielli Roxo Trindade.

Parceria de Gilmar L Silva: A quarta parceria da noite foi composta por Gilmar L Silva, Mauro Gaguinho de Araruama, Marquinho Bombeiro, Sérgio Pires, Fernando Gogó de Ouro e Pires de Praia Seca. A torcida trouxe balões e bandeiras, assim como as outras que se apresentaram. Serginho do Porto mandou bem demais na condução do palco junto com os seus cantores de apoio. O rendimento do samba foi regular, com grande destaque para o início do refrão de cabeça e para a cabeça do samba. Melodicamente entrega mais na primeira parte do que na segunda parte. Ao longo dos 20 minutos, o samba foi caindo um pouco. Não teve adesão dos segmentos na quadra.

Parceria de Totonho: A quinta parceria foi composta pelos compositores Totonho, Fadico, Marcelo Adnet, Dudu, Gabriel Machado, Rodrigo Alves e com as participações especiais de Cláudio Mattos e Cadu Cardoso. A torcida deu um show a todo momento. Antes mesmo de começar a apresentação, eles cantavam muito principalmente o refrão de cabeça. Eram bandeiras para tudo quanto é lado. O intérprete da Mocidade Alegre, Igor sorriso, conduziu muito bem o palco e contou com a ajuda de luxo de Igor Vianna, intérprete da Unidos de Bangu. A apresentação foi muito forte e contou com alguns trunfos, como por exemplo a virada melódica na segunda parte do samba “Portugal”. A chamada para o refrão de cabeça é sem dúvida outro trunfo da parceria que começa com “Oh Santa! Oh Santa! Fátima vos peço em oração”. Os dois refrãos foram destaques também, principalmente, o primeiro que foi berrado pela torcida e por muita gente que estava assistindo.

Parceria de Júlio Alves: A penúltima parceria foi composta por Júlio Alves, Cláudio Russo, Jorge Arthur Silas Augusto, Chico Alves e D’Sousa. A torcida foi pequena, pois grande parte teve um imprevisto e não conseguiu chegar. Tinga foi excelente no palco, junto com o seu time de apoio e não deixaram cair o samba em nenhum momento. A apresentação foi forte e tiveram alguns pontos de destaques. O primeiro grande ponto é a força que tem o segundo refrão da parceria, um dos melhores de toda a disputa. Tinha uma galera cantando esse refrão, inclusive, alguns integrantes da bateria “Pura Cadência”. O refrão de cima também passou bem assim como na semana passada. As variações melódicas na segunda parte do samba também chamaram atenção. Foi possível notar alguns integrantes da bateria animados com a passagem do samba. Foi uma apresentação muito boa.

Parceria de Eduardo Medrado: A última parceria foi composta pelos compositores Eduardo Medrado, Kleber Rodrigues, Adolpho Konder, Sandro Nery, André Braga e Luiz Pavarotti. A torcida veio numerosa com bastante bandeiras, mostrando ânimo do início ao fim, e mesmo após o fim da apresentação continuou cantando o refrão principal. Tem-tem Júnior e Chitão Martins defenderam bem samba, junto com os cantores de apoio. Diferente da semana passada, a apresentação foi muito boa do início ao fim. A melodia diferente dessa vez encaixou mais principalmente na primeira parte do samba. O refrão de cabeça sem dúvidas foi o grande destaque mais uma vez levantando a galera. Apesar da melodia não ser de fácil assimilação, principalmente, a segunda parte do samba, foi notável a melhoria de rendimento.