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Porto da Pedra apresenta nova musa para o Carnaval 2024

A Unidos do Porto da Pedra, realizou na tarde do último sábado, a edição mensal da sua feijoada. O evento contou com a participação da escola de samba Unidos de Vila Isabel, que sacudiu a quadra da vermelha e branca de São Gonçalo, com seus grandes sucessos. A programação foi repleta de atrações para todos os gostos. Os DJ’s Barra e DG agitaram a galera com variados ritmos, em seguida, o grupo Vem Pro Meu Ritmo tocou os sucessos do momento e, fechando a noite, o Grupo Balacobaco embalou a todos com o melhor do Pagode.

musa porto
Foto: Ana Victória/Divulgação

Luísa Langer é mais uma beldade no Tigre

A modelo e acadêmica de medicina, Luísa Langer é mais nova beldade que se integra ao time de musas da Porto da Pedra, para o próximo carnaval. Há 8 anos desfilando na Sapucaí, Luísa recebeu de Francine Montibelo, filha do presidente de honra da agremiação, Fabio Montibelo, a faixa de musa da agremiação.

“Já venho paquerando a Porto desde o ano passado. Eu amei o desfile! Torci e até postei nas minhas redes sociais. Estou amando poder representar São Gonçalo, através da Porto da Pedra, estou honrada e me sinto valorizada.Quero agradecer a família Montibelo e a comunidade de São Gonçalo, e também a rainha de bateria da escola, Tati Minerato, que me tratou com uma recepção calorosa e amiga. Agradeço a todos pelo carinho e confiança, o meu compromisso é com vocês. Rumo ao Carnaval 2024″.

No Carnaval 2024, a Unidos do Porto da Pedra abrirá os desfiles do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no domingo, 11 de fevereiro, com o enredo O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo.

União do Parque Acari define samba-enredo para o Carnaval 2024

A União do Parque Acari revelou o samba-enredo vencedor que apresentará em sua estreia na Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2024. Em anúncio pelas redes sociais, a escola de samba do Complexo de Acari apresentou a obra dos compositores Jorginho Moreira, Alexandre Reis, Márcio de Deus, Professor Laranjo, Gigi da Estiva, Binho Araújo, Jr. Professor, Madalena, Odmar do Banjo, Raphael Krek e Telmo Augusto, campeão do concurso.

No próximo ano, a União do Parque Acari será a primeira escola a desfilar na Série Ouro. O enredo escolhido para a estreia será uma homenagem aos 50 anos do lendário Bloco Ilê Aiyê, considerado o primeiro bloco afro do Brasil, enredo desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine.

Entusiasmado com o resultado, Raphael Krek, um dos compositores, declarou: “Todos estávamos muito ansiosos. A escola recebeu belíssimos sambas, pois escolheu um enredo maravilhoso e que com certeza irá brilhar grandemente na abertura dos desfiles da Marquês de Sapucaí. Ficamos muito honrados e felizes em sermos contemplados com a vitória”.

Confira o samba-enredo

O brilho do luar africano
Ilumina a brancura da paz
Na sagrada Bahia
Nação herdeira dos ancestrais
Negritude, jóia do saber
Na visão do bem querer, a liberdade
Por igualdade contra o ato vil
Nasce o primeiro bloco afro do Brasil
O mais belo dos belos, tem o seu valor
No carnaval de Salvador

Ajeita o “black”, o rastafari, as tranças vão “bailar”
E veste a bata colorida pra lutar
Senzala de barro preto, carregada de axé
Firma o ponto pros voduns… a fé

Desce a ladeira do curuzu
Abençoada por mãe Hilda Jitolú
Entoa o canto sideral
São cinquenta anos de legado cultural
Ê Deusa do ébano, é noite de beleza negra
No Rio de Janeiro ressoa o tambor
Pro orgulho de Vovô
Que bloco é esse? Lindo de se ver
Não me pegue não, deixe eu curtir o Ilê

Canta Parque Acari, meu maior tesouro
Cintilar teu pavilhão, é ouro
Vem no toque do ijexá, hoje vai ter xirê
Para homenagear o bloco Ilê Aiyê

Integrantes defendem a valorização e a capacitação profissional do segmento em ‘Encontro Nacional de Harmonia’

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A Associação Recreativa de Diretores de Harmonia das Escolas de Sambas do Estado do Rio de Janeiro (ASSORDHESERJ), em parceria com a Federação Nacional de Escolas de Samba (FENASAMBA,) promoveu na última sexta-feira, na quadra da Estácio de Sá, o “Segundo Encontro Nacional dos Diretores e Diretoras de Harmonia”. A iniciativa teve por objetivo promover debates com temas relacionados aos desfiles das escolas de samba, intensificar a atuação efetiva do segmento harmonia no processo de organização do carnaval e apresentar as associações deste grupo criadas no Brasil, além do encaminhamento de relatórios e o lançamento de projetos e atividades no Rio de Janeiro e outros estados para capacitação e formação de novos diretores.

Na primeira mesa de debates do evento, o objetivo foi apresentar os convidados do seminário e também debater a qualificação profissional do segmento harmonia. O presidente da ASSORDHESERJ, Alexandre Dutra, abriu os trabalhos lembrando a importância de assembléias como essa para discutir o carnaval brasileiro.

“Essa ideia foi iniciada lá atrás em 2021, porque se entendeu a necessidade de a gente discutir harmonia aqui no Rio de Janeiro, discutir harmonia em São Paulo, discutir harmonia em Vitória. Discutir harmonia também em nível nacional. Para que nós pudéssemos trocar experiências, falar sobre o que acontece em uma cidade, o que acontece na outra, para a gente poder criar diagnósticos e até criar sugestões, fazer encaminhamentos às ligas, aos órgãos gestores do carnaval, para a gente poder dar uma caminhada melhor com as questões de organização de desfile, até o julgamento, e algumas coisas que a gente vê que ainda deixam a desejar. Essa proposta eu comecei em Vitória e foi um momento muito bacana porque esse encontro trouxe para nós a certeza de que a gente precisava ter essa discussão a nível nacional”, acredita o presidente.

Em seguida, Célia Domingues, presidente da Amebrás (Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil que atua no mercado da economia criativa do carnaval), pontuou como entende estar a luta por profissionalização do carnaval atualmente.

“A gente pode ver o quanto esse encontro vem crescendo, vem melhorando nas suas atividades, enriquecendo as suas pautas e buscando soluções para diversas demandas que a gente tem no carnaval. Eu sou pela qualificação, pelos negócios, pelo empreendedorismo e pela inclusão do carnaval. Estas são as causas que eu defendo há quase 30 anos, do reconhecimento do profissional do carnaval, das oportunidades de trabalho, e da inclusão, isso com igualdade. A gente já avançou muito nesse processo. Eu acredito muito no potencial do carnaval como mercado de trabalho, como oportunidades, geração de negócios, renda e receita. Infelizmente, nós ainda temos um carnaval muito mal explorado, muito mal aproveitado. É aproveitar realmente as oportunidades que as escolas têm, que elas podem dar para os profissionais, que eles sejam reconhecidos, que eles tenham oportunidade de trabalho e de desenvolver projetos maravilhosos e não só mostrar na Sapucaí, mas que eles tenham um ano inteiro para isso. Hoje a gente tem uma cadeia muito produtiva, com várias técnicas, vários profissionais, e a gente só precisa organizar isso para que a gente tenha na nossa cidade essa produtividade gerando bons profissionais”, finalizou Célia, que também é diretora da FENASAMBA.

Júnio Gonçalves, representando a FENASAMBA, e diretor no carnaval gaúcho, em sua fala, direcionou um pouco mais as questões para o universo dos “harmonias”, apontando a dificuldade que o segmento ainda tem em relação à profissionalização, principalmente em comparação com outras funções do carnaval das escolas de samba.

“Eu queria bater nessa questão, não só do reconhecimento ‘do harmonia’, mas na profissionalização do ‘harmonia’, porque eu acredito que é o último segmento que ainda falta essa injeção. A gente tem os artesãos, a gente tem as costureiras, a gente tem a bateria, casais de mestre-sala e porta-bandeira, carnavalescos, toda a máquina, falando sobre quesitos de carnaval. Sempre foram muito valorizados e merecem essa valorização. E os harmonias, a gente sabe, se dá tudo certo na Avenida, foi todo um projeto de construção do carnaval que deu certo, se deu errado, a culpa é da harmonia. É uma frase que a gente fala no Brasil inteiro. Mas às vezes o que falta é essa profissionalização, esse cuidado com a harmonia, esse cuidado que ASSORDHESERJ tem, por exemplo, de fazer cursos, workshops, de debater a questão do ‘harmonia’ o ano inteiro”, apontou Júnior.

Do carnaval paulistano, Alexandre Magno, o Nenê, presidente da UESP (União das Escolas de Samba Paulistana), compartilhou com os participantes a experiência no carnaval de São Paulo de ter uma relação mais próxima com o mundo acadêmico, em especial a Universidade Zumbi dos Palmares.

No nosso pensamento na UESP com a universidade, é colocar o samba com um certificado, uma qualificação. Estamos discutindo construir, como também foi feito na Estácio de Sá, Rio de Janeiro, o curso de extensão, que pode, inclusive, se tornar um curso de graduação, para ter lá não só a questão de diretor de carnaval, diretor de harmonia, mas outros cursos dentro da Universidade. Obviamente, nós entendemos, que para se tornar um diretor de harmonia, você não vai se tornar dentro de uma universidade. Mas, nós precisamos de algumas coisas que a universidade tem. O samba, o terreiro sagrado vai nos ajudar no nosso dia a dia, a pessoa se transformar em um grande harmonia. Porém, na universidade nós podemos alavancar a nossa qualificação profissional através de algumas questões que tecnicamente hoje nós ainda estamos abaixo. Um grande sambista, por exemplo, precisa saber sobre relações interpessoais, um grande sambista precisa saber sobre os conceitos de administração, aqui no Rio de Janeiro, principalmente, precisa ter e entender os conceitos de turismo”, explicou Nenê.

Por fim, quem também se dirigiu aos presentes foi Sérgio Almeida Firmino, representante da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, cuja titular da pasta é a secretária Danielle Barros. Sérgio apresentou algumas das ações que o governo do estado tem realizado em relação ao tema da qualificação profissional no carnaval.

“Dentro da Secretaria, em quatro anos que a gente está ali, a gente pode levar um pouquinho da ancestralidade. A secretaria tem essa facilidade dentro do governo do estado de conduzir com outras secretarias uma parceria. Quando a gente chama a secretaria de educação e propusemos as escolas de samba, todo o conceito de carnaval dentro do ensino médio. Isso já está sendo feito. Foi algo que nasceu dentro do aprendizado da Secretaria de Cultura, conversando com a Célia (Domingues), conversando com o Alexandre (Dutra), com o Machine, com o mestre Manoel Dionísio. E conversando com essa turma toda a gente chega a conclusão de que o ensino médio é o melhor, porque nele a gente tem mais de 1240 escolas no Rio de Janeiro. Dentro de uma escola de samba existem mais de 50 profissões e o jovem vai escolher. Ele pode ser marceneiro, serralheiro, entre outras mais. Para esta certificação, a gente está chamando uma universidade para fazer junto, estamos chamando a Unirio. Esse conceito de a gente dar a capacitação, isso é ótimo, precisa capacitar e o carnaval pode fazer isso”, sinalizou Sérgio Almeida.

Foram mais de quatro horas de evento, com a participação de diversos integrantes de harmonia do carnaval carioca e de diferentes cidades e regiões do Brasil como Porto Alegre, Vitória, São Paulo, Valença e ABC Paulista. Acompanharam o evento, também, personalidades importantes, como o síndico da Passarela do Samba, Machine, o icônico diretor de harmonia do carnaval paulista, mestre Mercadoria, e o formador de casais de mestre-sala e porta-bandeira, Manoel Dionísio.

Vote: Qual é a parceria favorita para vencer no Salgueiro?

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O Salgueiro faz na quarta-feira, véspera de feriado, a final de samba-enredo para o Carnaval 2024. Três parcerias estão na grande decisão. Abaixo, você pode ouvir os sambas e apontar o seu favorito. Vamos divulgar o resultado durante a quarta-feira.

Em 2024, o Salgueiro será a terceira escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na primeira noite do Grupo Especial. A Academia do Samba levará para Avenida o enredo “Hutukara”, que pretende fazer um alerta em defesa da Amazônia e em particular dos Yanomami, que sofrem efeitos da ação de garimpeiros na sua região. O desfile terá a assinatura do carnavalesco Edson Pereira.

Serviço final do Salgueiro:
Data: Quarta-feira, 11 de outubro
Horário: Início às 20h30
Ingressos: Pista a partir de R$70; Mesa por R$80,00; jirau a partir de 80,00; Camarotes esgotados!
Classificação etária: 18 anos
Informações: telefone (21) 3172-0518 ou (21) 97453-1669

Disputa aberta na Vila Vintém! Parcerias de Jefinho Rodrigues e Zé Glória se destacam em noite de semifinal na Mocidade Independente

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A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu as portas de sua quadra histórica na Vila Vintém, na Zona Oeste do Rio, na noite desse domingo, para realizar a semifinal do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa penúltima etapa da competição promovida pela estrela-guia. Ao todo, seis obras se apresentaram. Cada uma delas teve direito a quatro passadas, sendo a primeira sem bateria e a terceira só com o canto da torcida. Ao final, as parcerias de Paulo Cesar Feital e Igor Leal foram cortadas. Já as outras quatro se classificaram para grande final da disputa que acontece no próximo sábado, dia 14 de outubro, no Maracanã do Samba, localizado às margens da Avenida Brasil.

casal eliminatoria mocidade
Foto: Divulgação/Mocidade

No ano que vem, a verde e branca de Padre Miguel levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira. A proposta é abordar histórias, lendas e curiosidades da fruta do cajueiro, explorando sua simbologia tropicalista e genuinamente brasileira. Por força do regulamento, após terminar a apuração de 2023 em décimo primeiro lugar, a escola terá a missão de abrir as apresentações na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio.

Parceria de Diego Nicolau: O samba de autoria de Diego Nicolau, Paulinho Mocidade, Marcelo Adnet, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Gigi da Estiva, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax, com as participações especiais de Márcio de Deus e W. Corrêa, abriu as apresentações na semifinal da disputa promovida pela estrela-guia de Padre Miguel. O intérprete Tinga, voz oficial da Unidos de Vila Isabel, foi o responsável por conduzir a obra e contou com alguns reforços luxuosos como Tem-Tem Jr e o próprio Diego Nicolau. Leve e bem-humorado, o samba, que conversa bem com a proposta do enredo, teve um desempenho bastante satisfatório. Mesmo encarando o desafio de pegar a quadra “fria”, a obra conseguiu contagiar uma parcela do público presente, especialmente com o seu refrão principal. Este, aliás, com os versos “Meu caju, meu cajueiro/ Pede um cheiro que eu dou/ O puro suco do fruto do meu amor/ É sensual, esse delírio febril/ A Mocidade é a cara do Brasil”, foi o ponto alto, sendo a parte entoada com mais força pelos torcedores da parceria. Além dele, a segunda estrofe do samba como um todo também chamou a atenção, tanto pelo desenho melódico rico quanto pelos trocadilhos presentes na letra, como no trecho “E nesta terra onde tamanho é documento/Vou erguer um monumento para seu Luiz Inácio”. Falando especificamente da torcida, o grupo veio ornamentado com bandeiras nas cores da escola. Eles brincaram e pularam o tempo inteiro, além de terem mostrado estar com samba na ponta da língua. Houve uso de efeitos, como chuva de papel picado, assim como ocorreu a abertura de um bandeirão da agremiação no meio da galera.

Parceria de Jefinho Rodrigues: A obra assinada por Jefinho Rodrigues, Dudu Nobre, Marquinho Índio, Gustavo Clarão, J. Giovani, Lauro Silva, Prof. Renato Cunha e Luciano Chuca foi a terceira a passar pelo palco da quadra histórica da Vila Vintém para se apresentar na semifinal da competição realizada pela verde e branca de Padre Miguel. Com uma forte identificação com a escola, o intérprete Wander Pires defendeu o samba na quadra e demonstrou se sentir em casa. O refrão principal, com os versos “A batida é a ‘mais quente’, quem vai querer?/ Te faz enlouquecer/ Vem meu amor se lambuzar/ Pede caju que dou… pé de caju que dá!”, foi o grande destaque graças ao ótimo rendimento junto aos torcedores e uma parte do público. O trecho de subida para ele, “Espelho meu ‘a que será que se destina’?/ Ser Mocidade, ser a ‘flor’ da cajuína”, também se sobressaiu, sendo um dos momentos de mais garra no canto. Vale mencionar ainda o refrão do meio, com os versos “O nativo ‘dançou’ bebericou/ Na aldeia cantou seus rituais/ Entornou mocororó, a cabeça deu um nó/ E proseou com ancestrais/ O nativo ‘dançou’ bebericou/ Gringaiada aportou, foi invasão/ Pé de guerra, deu xabu, bigodudo e mon amour/ Caravelas de acayu na contramão….”, como um outro ponto positivo, não só pelo canto em si, mas pela melodia interessante. Com bandeiras personalizadas da parceria como adereços de mão, a torcida numerosa mostrou a sua força e cantou de forma aguerrida ao longo das quatro passadas. Uma curiosidade é que integrantes de segmentos, como as baianas, estavam presentes no meio da galera. Junto ao grupo, também teve a performance de uma pessoa caracterizada de Carmen Miranda e a presença de um grande mascote vestido de caju. Além disso, efeitos, como chuva de papel picado, foram utilizados na apresentação.

Parceria de Zé Glória: O quinto a se apresentar na semifinal da Mocidade foi o de autoria de Zé Glória, Trivella, Chacal do Sax, Renilson, Mumu do Gás, Guilherme Karraz, Simões Feiju e Myngau, com as participações especiais de Domenil e André Baiacu. Voz oficial do Acadêmicos do Salgueiro, o intérprete Emerson Dias deu um verdadeiro show no comando do microfone principal da parceria. O cantor soube dar a leveza e o clima brincalhão que o samba pedia, além de estimular o público e a torcida para cantar junto. Irreverente e com uma estrutura melódica diferenciada, o refrão do meio, com os versos “Caravelas ao mar, cadê? Cadê meu caju? Sumiu!/ Caravelas ao mar, cadê? Cadê meu caju? Partiu!/ Cabral levou acayu a pau/ No Velho Mundo, essa carne virou Carnaval…”, foi o ponto alto da obra. O refrão principal, “Tem cajuína na Vila Vintém!/ Quem provou gostou! Vem provar, meu bem!/ Fruto invertido, nossa identidade/ Respeite, aqui é Mocidade!”, também teve bom rendimento na quadra. Animada, a torcida brincou e festejou o tempo inteiro. Eles vieram com diferentes ornamentações, que incluíam desde bandeiras e bandeirões até pom poms como adereços de mão. Assim como em outras parcerias da noite de semifinal, houve a utilização do recurso pirotécnico, neste caso em específico mais uma vez foi a chuva de papel picado.

Parceria de Franco Cava: Encerrando a maratona de apresentações, o sexto samba na semifinal da verde e branca de Padre Miguel foi o composto por Franco Cava, Rute Labre, Eloi Ferreira, Flavinho Avellar, Victor do Chapéu, Arnaldo Rippel, Tony Negão e Breno Melo. A obra foi defendida pelos intérpretes Thiago Acácio e Wictoria que demonstram grande sinergia no palco. A potência vocal de ambos casou perfeitamente e fez o samba crescer, sendo os dois cantores fundamentais para o bom desempenho. A torcida também teve papel importante nisso. Eles vieram uniformizados com camisas da parceria, além de trazerem como adereços de mão balões infláveis em formato de frutas como morango, melancia e banana. O grupo dançou, vibrou e demonstrou um canto bastante aguerrido, principalmente nos refrões. Falando neles, os dois foram os trechos de maior rendimento do samba. O refrão principal, com os versos “Tem caju no galho, sacode que eu quero ver!/ Quem vai querer, quem vai querer?/ Pé de samba Mocidade, pede samba que eu dou!/ Doce fruto do pecado, puro sumo do amor!”, acabou sendo o de melhor desenvoltura. Vale citar que, diferentemente de outros concorrentes, a parceria não usou de pirotecnias, medida que não afetou ou diminuiu o espetáculo promovido pelos compositores na quadra.

Torcida Jovem lança samba com africanidade no retorno ao Acesso I de São Paulo

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Por Fábio Martins e Will Ferreira

De volta ao Grupo de Acesso I em 2024, a Torcida Jovem que conquistou o Acesso II neste ano, seguirá na linha afro, depois de homenagear Iemanjá, é a vez de cantar: “Raíz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”. A Torcida Jovem do Santos é oriunda da torcida organizada do Santos Futebol Clube, e surgiu como bloco carnavalesco em 1979. Desde então, vem trilhando seu caminho, chegou ao Grupo de Acesso I em 2011, até então a única vez, mas repetirá a dose em 2024.

TorcidaJovem et AlaMusical

O diretor de carnaval, Evandro, que também faz parte da comissão de carnaval junto com Bambu, China, Deko, Evandro, Jefferson Silvano e Raposa, contou sobre o trabalho da agremiação que retorna ao Acesso I: “Em 2024 vai vir com muitas surpresas, é um enredo muito bem estudado, elaborado, vamos contar do começo ao fim na avenida, não vamos ter problema com a leitura. Falar dos povos bantos no Brasil é um tema muito difícil e complexo. Mas como falei, a gente estudou, pesquisou, temos historiadores na Torcida Jovem, de verdade, e estamos fazendo carnaval como fizemos em 2023 de Iemanjá. Na passagem que tivemos no Acesso I, no ano de 2011, estávamos lá, fizemos um carnaval que a gente achou que seria grande, e não fizemos do começo ao fim. Esse ano não, o ano de 2024, estamos com os pés no chão, barracão a todo vapor desde junho. Fantasias quase prontas, vamos dizer assim, estão bem adiantadas. E a Jovem vem para brigar pelo título, temos respeito por todas as coirmãs do Acesso I, temos simpatia por todas, como diria Cosmo Damião, mas vamos brigar pelo título. Não vamos chegar para ser mais uma escola chegando no Acesso I, e de repente brigando para voltar. Vamos para cima, e se Deus quiser, em 2025 estaremos no Especial de São Paulo”.

TorcidaJovem et DiretorCarnavalEvandro

Em relação ao samba-enredo escolhido, o diretor de carnaval, Evandro relatou: “Fizemos uma eliminatória fechada, chegaram dez sambas aqui. A gente foi ouvindo conforme foi chegando, e no decorrer sentamos, reunimos diretoria, vieram sambas maravilhosos. Todos ali tinham chance de estar disputando, mas infelizmente só um ganha. Escolhemos o melhor que tínhamos no momento, pelos mínimos detalhes, mas chegamos em um samba-enredo muito bom, muito bem elaborado e estudado também, pelo Turko e companhia, os Minuettos, tem mais gente, o Clayton, agora não vou lembrar. Mas são pessoas capacitadas, os mesmos que venceram Iemanjá, conseguiram consagrar bicampeão com o samba da Jovem 2024”.

Os compositores não estiveram presente no evento, mas um deles, Fábio Souza respondeu nosso contato e disse sobre o samba vencedor: “Foi um samba feito pensando no novo regulamento, dando continuidade ao samba do ano passado em termos de letra mas com uma melodia para frente e valente…com um coração verdadeiro de um Santista apaixonado. Força Torcida Jovem, vamos subir com a força de um guerreiro do mar!!!”

O presidente Jefferson Silvano, conhecido como Jeh, também faz parte da comissão de carnaval que comanda a parte artística da escola, e relatou sobre o processo de escolha do samba pensando no sucesso de 2023: “Uma noite muito especial, muito gratificante ver a casa cheia e ver a comunidade toda empenhada neste samba de 2024. Na verdade aqui, a construção deste samba foi mais ou menos baseado até na africanidade, ancestralidade, a gente vem seguindo a mesma linha do carnaval de 2023. Que foi uma linha que deu certo, vem dando certo, conseguiu ser campeão do Acesso II, e acreditamos que nesta linhagem vamos fazer um bom carnaval para 2024”.

TorcidaJovem et DiretorEvandroPresidenteJeh

A ideia da agremiação é repetir o sucesso de Iemanjá que explodiu no Anhembi, e acabaram sendo campeões do Acesso II. Até por conta disso, seguiram uma linha na escolha do samba, tendo bicampeões na disputa, a parceria do Turko segue com o troféu na escola santista que fica localizada na Zona Leste de São Paulo.

Mestre de bateria presente no desenvolvimento do samba

O mestre de bateria da Firmeza Total, Marcelo Caverna, ressaltou sua presença no desenvolvimento do samba-enredo: “É o samba que é mais que uma emoção. Eu participo do samba desde a criação do enredo, que foi uma sugestão minha, tal qual o enredo sobre Iemanjá, exaltando a cultura afro-brasileira, exaltando a matriz que forma a maioria da cultura e sociedade brasileira. E nada mais justo que nós, sambistas, homenagearmos a nossa maior raiz, os bantos. Se pensarmos em tudo que é afro-brasileiro, eles foram os primeiros a chegar e ficaram apenas dois séculos só eles por aqui – para depois chegarem africanos de outras regiões. Se, hoje, temos manifestações populares como samba, capoeira, maracatu, jongo, congada e samba de umbigada, devemos isso aos bantos. Eles trouxeram essa raiz para que essa miscigenação tornasse possível a cultura mais plural do mundo, que é a brasileira. É um enredo muito plural e estamos muito felizes de ter esse samba belíssimo. É um sonho que estamos realizando”.

TorcidaJovem et Mestre

Confiante no processo do que está sendo desenvolvido para 2024, Caverna ressaltou: “Gravamos o samba com as bossas já pensando na avenida. Temos todo um trabalho a realizar nesses meses para deixar a bateria 100%, para executar tudo isso com excelência para ganhar a nota quarenta, mas já deixamos influências banto, como o jongo, o maracatu, o congo, o kabula – que dá origem ao samba no Brasil, nos terreiros do candomblé. Temos tudo isso no samba com as bossas, a pegada é Firmeza Total!”

Com o carnaval batendo na porta, já no início de fevereiro, ou seja, daqui cerca de três meses, o mestre de bateria falou sobre o trabalho que tem sido feito: “Fazemos ensaios de bateria às terças e aos sábados. Agora, vamos intensificar, fazendo terças, quintas e sábados. Sabemos que o carnaval no próximo ano é mais cedo, a Jovem tem um ensaio técnico praticamente na primeira semana de janeiro. Temos que chegar em dezembro com o trabalho quase cem por cento, com o trabalho quase pronto, e irmos para o ensaio técnico para lapidar o diamante. Temos as bossas definidas e planos A, B e C caso precise de adequação se for necessário, buscando a excelência e a facilidade (ou não) para o ritmista. Pensamos o ritmo pensando na música e na potência que o enredo nos dá, a opção de dialogar com diversas outras culturas e contar isso dentro do samba. O carnaval tem essa potência, de ter o samba como nossa matriz e identidade, mas, acima de tudo, como todas as escolas de samba, que vêm dialogando com tantas outras culturas e ritmos, tem também um trabalho educacional magnífico. Isso sem falar no entretenimento e na festividade, claro. Uma escola é isso: um nome para trocar o saber, encaminhar, divulgar e trocar o saber. Temos essa missão, de sustentar o nome escola de samba, conduzindo a cultura e a arte com todo o amor e carinho. Essa missão nós estamos fazendo dentro da bateria, dialogando nesse universo de diversos ritmos”.

As mudanças para o carnaval de 2024

De volta ao Grupo de Acesso I, a agremiação teve mudanças no quadro de casal, o primeiro casal agora é Nathalia Bete e Kawe Lacorte, e o intérprete Vaguinho assumiu vaga do Adeilton.

TorcidaJovem et InterpreteVaguinho

O presidente Jeh comentou sobre as trocas feitas nos quesitos: “As mudanças dos setores, na verdade o time é praticamente o mesmo, fizemos mudanças, o nosso primeiro casal mudou, temos um casal aí, maravilhoso, estamos muito agradecidos ao nosso antigo casal, Daniela e o Alex, porém estamos contentes com Kawe e Nathalia, são bem especiais e abraçaram o projeto da escola, estão firme e forte conosco. Hoje a segunda porta-bandeira também é nova, o novo intérprete, o Vaguinho, basicamente foram essas mudanças que fizemos dentro da escola”.

Complementando sobre o tema, o diretor de carnaval da agremiação relatou: “A gente vem em um processo de reformulação desde 2020, reformulando setores sim, a nossa primeira e segunda porta-bandeira optaram pela saída, juntamente optamos por trazer um primeiro casal pronto para 2024, o Kawe e a Nathalia todo mundo já conhece, tem uma passagem linda pelo mundo do samba, sempre nota 40 e não vai ser diferente conosco. E essa segunda porta-bandeira Victoria que chegou para somar com o André por conta da saída da Camila. Mas a gente não mexeu em muita coisa, não vamos mexer, time que está ganhando não se mexe, ele se melhora. E vamos com fé, com barracão, fantasias a milhão, ensaios começando semana que vem, dia 14”.

Falando nos estreantes…

O casal Nathalia Bete e Kawe vinham de algum tempo defendendo o pavilhão da Unidos do Peruche, mas chegaram na Torcida Jovem para o ciclo do carnaval de 2024.

TorcidaJovem et PrimeiroCasal 2

No primeiro samba-enredo que defenderão o pavilhão da Torcida Jovem, o casal aprovou, o mestre-sala Kawe disse: “Amamos o samba! Já tínhamos ouvido o samba um pouco antes, já criamos uma coreografia em cima dele e acho que é um dos sambas mais fortes do carnaval de São Paulo para 2024. Ele também é muito fácil de aprender”, e a porta-bandeira: “É um samba muito forte, que tem a cara da Torcida Jovem. Ele segue a linha do samba de Yemanjá, que também é um samba muito bom. Temos grandes expectativas, já que é um samba gostoso de ouvir, de tocar e de sambar. Tem tudo para dar certo!”.

O mestre-sala, Kawe, falou sobre o trabalho em cima do samba: “Estamos nos preparando já há três meses, a coreografia de pista já está montada. Agora, com o samba novo, estamos montando a coreografia em cima dele. Hoje já tivemos uma prévia, mas vai melhorar ainda mais para, no dia do desfile, estar tudo perfeito”.

TorcidaJovem et PrimeiroCasal

A porta-bandeira Nathalia Bete, completou frisando sobre a mudança no regulamento: “A ideia, com o novo regulamento, é adaptar os movimentos que já temos para se encaixar dentro do que o novo julgamento pede e que o critério exige. Já estamos trabalhando baseado nisso. Basicamente, isso já está pronto, estamos no processo de lapidar e limpar tudo isso. Agora, entramos com o trabalho de pista, baseado no samba e em bossas”, e logo complementou: “Na verdade, não está muito difícil cumprir as obrigatoriedades do novo regulamento. Todo mundo pensou, no novo regulamento, em beneficiar a dança de quem realmente dança. Ele está mais adequado ao nosso linguajar e à linguagem corporal, então só precisamos nos adequar ao que precisamos fazer dentro da pista, dentro dos parâmetros, já que outras coisas também mudaram. Mas, para a nossa dança, a mudança foi muito benéfica”.

Finalizando sobre o regulamento, Kawe reforçou: “Também é importante destacar que a base fundamental do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira não foi mudado. Então, para nós, a mudança não foi muito difícil, foi boa”.

Homenagem ao fundador Cosmo Damião

O lendário fundador da escola, Cosmo Damião, faleceu no dia 10/09, após sofrer um AVC. O presidente de honra era muito presente na torcida organizada, e também no samba, inclusive ganhou como embaixador do samba recentemente. Na despedida dentro da quadra da escola, agremiações marcaram presença, inclusive oriundas de outras organizadas como Gaviões da Fiel, tamanha importância e representatividade.

TorcidaJovem et Quadra 2

O atual presidente, Jeh, bem emocionado, nos contou um pouco sobre o amigo: “Poxa, o Cosmo… Não temos nem palavras para falar dele, pelo fato de a gente ser uma escola de samba e torcida organizada, o Cosmo foi o maior torcedor organizado de todos os tempos. Ele era muito admirado e respeitado até pelas coirmãs, e ele na parte do carnaval, ele era o embaixador do samba, então para a gente é muito honroso, ver essa história, legado, que o Cosmo deixou para a gente. Não tem muito o que dizer, o legado que ele deixou. Enfim, aprendemos muito com ele, e ele vai ficar para sempre em nossos corações”.

Muito emotivo, Evandro com lágrimas nos olhos também deixou o recado falando em seu legado: “Falar do Cosmo é complicado, rever ele ali naquela tela, a gente sente a energia dele, era tão boa que a gente sente. O seu Cosmo Damião foi o fundador da torcida e da escola, e vai estar sempre presente aqui. Se for ficar falando dele aqui vou ficar até amanhã igual ele, que ele falava pelos cotovelos, mas é uma lenda que vai estar sempre vida aqui no samba, na nossa entidade Torcida Jovem, é o fundador, querido por todos. Cosmo Damião é sensacional, paizão, é o número um de todos. E me desculpa, o mundo do samba, vou até fazer uma crítica, faltou mais homenagens ao Cosmo Damião em vida, isso faltou, o cara que tem 45 anos de Torcida Jovem, de escola de samba, e 50 anos no mundo do samba, merecia um pouco mais de homenagem. Mas o pouco que fizeram, foi feito de coração, e agora quem quiser fazer homenagem, fará após vida e vamos que vamos, Cosmo Damião é meu pai, meu irmão e minha referência. Como diria ele ‘Carnaval tem dia e hora’”.

TorcidaJovem et Rainha

No telão de fundo do palco, mostrou fotos históricas de Cosmo Damião com a torcida organizada e também no carnaval. Sempre citado pelos diretores em uma homenagem.

A atual campeã do Grupo de Acesso II, será a segunda escola a desfilar na segunda divisão do carnaval paulistano. Será no domingo, dia 11 de fevereiro, e com o tema: “Raiz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”.

7 dicas para escolher um cassino online confiável no Brasil

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Apostando na leveza do enredo, nas cores e estampas, União da Ilha apresenta as fantasias para o Carnaval 2024

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A União da Ilha do Governador apresentou, na noite do último sábado, os protótipos das fantasias para o Carnaval 2024, onde vai apresentar o enredo “Doum e Amora: crianças para transformar o mundo!” A proposta mostrada foi de uma escola com muitas cores, com grande uso de estampas, para representar um enredo infantil. De materiais leves e alternativos, carnavalesco e direção apostam na total reprodução do projeto na avenida.

Se, atualmente, as escolas mostram apenas as fantasias das alas comercias, a Ilha “voltou às antigas” e apresentou todo o projeto para a sua comunidade, em que público presente reagiu bem a cada ala que desfilava na passarela montada na quadra. Para o presidente Ney Filardi, o evento é a volta de uma tradição que ele pretende realizar nos próximos anos. Na mesma linha, o carnavalesco Cahê Rodrigues falou que fazer a festa dos protótipos é um carinho na comunidade.

“Eu fui aquele folião que não perdia uma festa de protótipos. É um evento motivador, já que os componentes ficam felizes. No carnaval passado, foi muito complicado em termos de fantasias, a comunidade precisou vir para a quadra ajudar e houve muita correria. Esse ano, a gente faz este evento para, em primeiro lugar, presentear a comunidade com esta festa que eles gostam tanto. Depois, que vendo a alegria das pessoas eu também acabo me emocionando e saio feliz”, disse o carnavalesco.

As fantasias apresentadas oscilam em volume, mas apresentam materiais leves. Nos primeiros setores, uma escola mais clara, na proposta de apresentar o céu de Orum. Em seguida, quando o enredo começa a apresentar Amora, os setores vão ganhando cada vez mais cores e estampas, sem a presença de plumas, penas e com acabamento em ráfia de sopro, finalizando as cores de cada composição. Cahê contou ao CARNAVALESCO que Amora ganha mais cores porque ela é uma criança moradora de comunidade que apresenta o seu universo para Doum.

O grande destaque da noite foi a apresentação da ala das crianças, que representará a Ciranda dos Orixás no final do desfile. O carnavalesco revelou que essa é uma das surpresas que promete emocionar os insulanos e o público do Sambódromo.

“A mensagem do enredo já é emocionante. É claro que a gente está aguardando algumas surpresas para o desfile. Nós temos a ala das crianças como Ciranda de Orixás. Apostar em crianças representando uma religião perseguida em um país onde se tem um preconceito religioso forte, com racismo, já é a prova de que é através da criança que a gente cura qualquer ignorância. A criança tem esse poder com a sua inocência, com o olhar e cada gesto. Doum e Amora são exatamente isso e a função deles nesse carnaval é educar”, contou Cahê Rodrigues.

Presidente garantiu a reprodução do projeto

Uma das questões que sempre pairam sobre as escolas de samba quando o assunto são fantasias é a relação expectativa e realidade dos protótipos. Se o projeto do carnavalesco será integralmente levado ao desfile ou se sofrerá alterações para baratear o custo até o carnaval. Na União da Ilha, a situação está controlada, segundo o presidente Ney Filardi, que já pegou a calculadora e fez as contas do quanto a escola estará comprometida a pagar. Mas, ele alerta que esse compromisso depende da subvenção que a escola receberá. A verba virá da prefeitura do Rio e da TV Bandeirantes.

“Antes da confecção dos protótipos, eu já fiz uma ficha técnica com elas, precificando cada uma. Então, nós vamos conseguir fazer. Eu só espero que a subvenção chegue mais cedo que no ano passado, que chegou muito em cima do carnaval. Até agora, não tem previsão da Prefeitura. Da TV Bandeirantes, pelo que fiquei sabendo na LigaRJ, esse mês sairá uma das parcelas. Ano passado foram R$ 120 mil, em duas parcelas, esse ano serão 4 parcelas, mas ainda não sei o valor”, explicou o presidente.

O carnavalesco da tricolor insulana garantiu que todo o projeto está dentro da realidade financeira da escola: “Para esse ano, nossos protótipos são muito mais criativos e com uso de materiais alternativos, em relação ao último carnaval. Por isso, eu não acredito que tenhamos problemas com a reprodução. Foi tudo pensado dentro das condições da escola”.

“Nossas fantasias são dignas”, disse o presidente

Com a disputa da Série Ouro cada vez mais acirrada entre as escolas mais ricas, a aposta da União da Ilha para brigar pelo acesso ao Grupo Especial é em um enredo que emocione o público e quesitos plásticos que garantam notas. Para o sonhado 10 em fantasias, Cahê afirmou que desenhou todas as fantasias, mas que não está sozinho e conta com um time de profissionais qualificados responsáveis por vestir a escola.

O presidente Ney afirmou que confia no projeto e espera que a comunidade abrace o projeto da escola: “Eu espero que as pessoas tenham gostado do que foi apresentado. Com toda humildade, as fantasias estão dignas e dentro da nossa realidade que é desfilar na Série Ouro. O objetivo de todos nós é alcançar o acesso ao Grupo Especial. Mas, não espere aqui uma fantasia banhada a ouro, cravejada de diamantes. Nossas fantasias são dignas e dentro do que podemos financeiramente”, concluiu o presidente.

Pedrinho da Flor mantém padrão alto de apresentação no Salgueiro; Parceria de Xande de Pilares mostra crescimento em última eliminatória

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O Salgueiro definiu as três obras que vão disputar o posto de hino oficial da escola para o carnaval 2023 na grande final que acontece no próximo dia 11 de outubro. A parceria de Pedrinho da Flor foi o grande destaque mais uma vez, mas viu a obra de Xande de Pilares e Cia crescer de rendimento nos últimos momentos. Ian Ruas e parceiros completou a finalíssima. As obras de Moisés Santiago e Fred Camacho deixaram a competição. Nesta semifinal, cada parceria teve direito a 20 minutos, sendo a primeira sem bateria e aos 10 minutos de exibição, uma passada apenas com a torcida sem os cantores. O site CARNAVALESCO mais uma vez acompanhou tudo através da série “Eliminatórias”. A análise das obras nesta última eliminatória você acompanha ao longo do texto.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

Em 2024, o Salgueiro será a terceira escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na primeira noite do Grupo Especial. A Academia do Samba levará para Avenida o enredo “Hutukara”, que pretende fazer um alerta em defesa da Amazônia e em particular dos Yanomami, que sofrem efeitos da ação de garimpeiros na sua região. O desfile terá a assinatura do carnavalesco Edson Pereira.

Parceria de Ian Ruas: Primeiro samba da noite foi produzido pelos compositores Ian Ruas, José Carlos, Caio Miranda, Sonia Ruas Raxlen, David Carvalho e Gabriel Rangel. Nêgo, da União da Ilha, Nino do Milênio, da União de Maricá, e o novo intérprete da São Clemente, Vitor Cunha, foram os responsáveis por liderar o time no palco. A parceria uniu um time de vozes entrosado e combinou muito bem o timbre de vozes. Vitor Cunha foi o grande destaque pela potência vocal que empregou na apresentação. A parceria surpreendeu e não demonstrou problemas em abrir a noite, esquentando o clima na quadra e jogando a responsabilidade para quem viria depois. O andamento utilizado pela Furiosa permitiu uma apresentação mais cadenciada, agradável, e com destaque de explosão para o refrão principal “”Ya Nomaimi! Ya temi Xoa…”. Dadas as características de outros sambas da noite, foi o refrão de baixo que mais pegou nesta eliminatória. O samba aposta já no refrão principal em uma melodia mais pra cima, menos densa que outras composições da noite, com o “Ya Nomaimi! Ya temi Xoa…” e o refrão do meio “Aê Aê, carrega a caça”, a partir do arranjo de notas tem um caráter mais valente, mais vivo. Outro ponto de destaque na melodia está no final da segunda do samba pelas nuances harmônicas no sexteto que começa com “O céu é o destino de uma chuva acinzentada” e vai até “Brasil original”. Já na cabeça, em uma melodia mais reta, os três primeiros versos “A noite é mágica/Reluzem espíritos na floresta/Chamado de Omama se manifesta” dão progressão ao samba e fazem a obra “andar”, ajudando a ter energia na apresentação. A torcida trouxe bandeirões em vermelho e branco e foi muito bem no canto, principalmente, na passagem da obra sem os cantores. Os integrantes também pularam o tempo todo e trouxeram uma enorme faixa com o trecho final do refrão principal. Já no restante da quadra, o envolvimento foi mais tímido, com algumas poucas pessoas cantando e até respondendo na palma da mão quando provocado pelo time do palco. No geral, uma surpresa positiva da noite que terá mais uma chance para mostrar suas qualidades.

Parceria de Xande de Pilares: Quarto obra da noite é uma composição de Xande de Pilares, Cláudio Russo, Betinho de Pilares, Jassa, Jefferson Oliveira, Miguel Dibo, Marcelo Werneck e W Corrêa. O intérprete Igor Vianna, da Unidos de Bangu, e Igor Sorriso, da Mocidade Alegre conduziram a música no palco, apoiados por Roninho, Leonardo Bessa e Tinguinha. Grande apresentação no palco, muita energia, potência, e qualidade musical, tudo muito bem ensaiado também. Destaque para as terças e vocalizações de Igor Sorriso, principalmente nas respostas de “Curumim Auê”, e a potência vocal de Igor Vianna. Mas, os apoios também estiveram à vontade no palco e contribuíram para uma exibição animada. O samba teve um andamento mais pra frente, porém bem adaptado a Furiosa, bom de ouvir e com bastante energia. A composição possui uma melodia mais densa, representando toda a seriedade que o enredo apresenta. Mas, há beleza em diversos pontos como na segunda do samba no trecho “Êê curumim auê/ Livre pra viver por minha alma e meu nome/ Êê curumim auê/Meu povo originário não pode morrer de fome”. Esta parte também era aquela cantada pela torcida com maior entusiasmo. Os refrãos “Sou eu, Yanomami Waitheri…” e “Foi a beira da estrada sem remorso,sem perdão…”, também seguem essa linha, mais densa, melodiosa, mas ainda assim, valente. A torcida trouxe bolas nas cores do Salgueiro, também no verde das matas, e apresentou também o “curumim” , representado por uma criança vestida de indígena em cima de um pequeno tripé enfeitado como as matas. O canto dos componentes foi um pouco mais tímido do que de outras torcidas da noite, mas os integrantes demonstraram bastante animação. Já na quadra, a apresentação da parceria recebeu um bom envolvimento do público que não fazia parte da torcida. Apresentação que demonstrou muito crescimento da obra, inflamado pela exibição no palco.

Parceria de Pedrinho da Flor: A última parceria a se apresentar na noite foi composta pelos compositores Pedrinho da Flor, Marcelo Motta, Arlindinho Cruz, Renato Galante, Dudu Nobre, Leonardo Gallo, Ramon Via 13 e Ralfe Ribeiro. O intérprete Tinga, da Vila Isabel, e Pitti apoiado por Charles Silva e Lissandra Oliveira foram os responsáveis por conduzir o samba. Sem tantas vozes dessa vez e em comparação com outros grupos, aquelas que subiram no palco nesta eliminatória foram suficientes e eficientes. Tinga mais uma vez empregou toda a sua potência vocal e a sua presença de palco para colocar o samba lá em cima e os apoios mostraram a mesma energia do intérprete. O samba encaixou muito bem com aquilo que a Furiosa gosta de fazer, ritmistas à vontade na obra. A música relacionou muito bem uma melodia forte, densa, com um andamento para cima, dando o tom de protesto que o enredo também tem. Ao mesmo tempo, a melodia é bastante original que varia em tons mais melodiosos e valentes respeitando o contexto que a letra apresenta. Um dos trechos de maior destaque está logo no início da segunda do samba a partir de “Você diz lembrar do povo Yanomami em dezenove de abril”, que foi cantando a plenos pulmões até por pessoas fora da torcida. Outra parte de grande potencial melódico está nos dois “bis” do meio da obra, no “falar de amor enquanto a mata chora é luta sem Flecha, da boca pra fora!” e “Yoasi” que se julga: “família de bem/ ouça agora a verdade que não lhe convém”, diferente, mas bonito. A torcida trouxe bandeiras vermelhas, algumas com o formato da bandeira do Brasil, mantendo a tonalidade rubra, e como adereço, os componentes levavam bastões iluminados em cores diferentes. Os integrantes cantaram bastante, tanto na passada sem os cantores como no restante da apresentação. A quadra teve um bom envolvimento com a obra, com alguns segmentos bastante animados. Apresentação para colocar a obra em uma posição de destaque na final pela regularidade de exibições em nível alto no concurso.

‘Arreda homem que aí vem mulher!’ Parceria de Lequinho vence disputa de samba na Mangueira para o Carnaval 2024

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Por Luan Costa, Gabriel Gomes, Diogo Sampaio e fotos de Nelson Malfacini

A Estação Primeira de Mangueira anunciou na noite deste sábado o samba que irá embalar a escola em 2024, a obra assinada pelos compositores Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Fadico, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim venceu e terá a honra de contar a vida e obra de Alcione, umas das maiores vozes brasileiras e mangueirense histórica. A parceria é bicampeã e não escondeu a emoção com a vitória. A final contou o tradicional show da agremiação e mesmo com a chuva torrencial que caiu, a quadra mais uma vez esteve lotada. A comunidade presenciou um espetáculo por parte dos segmentos, além de uma disputa de samba equilibrada e emocionante, decidida por detalhes.

A cantora Alcione, que completa 50 anos de carreira, será a grande homenageada do enredo “A Voz Negra do Amanhã”, criado e desenvolvido pelos carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão. A dupla escolheu como base para a narrativa os caminhos percorridos pela cantora na construção de seu amanhã. Em 2024 a verde e rosa será a quarta escola a pisar na avenida no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.

“O sentimento é o mesmo do primeiro, há vintes anos que estou aqui e é a mesma coisa. A gente luta, a gente joga um jogo limpo aqui dentro, é uma batalha de disputa de samba que a gente tá acostumado. A gente é o Boca Juniors em ‘La Bomboneira’, a gente sabe como fazer um samba pra escola, para agradar a escola e a gente tá feliz demais. Já estava feliz com a obra e agora mais ainda, por ter vivido coisas difíceis no caminho e hoje estou aqui para comemorar mais um dos sambas da minha parceria. ‘Meu palácio tem rainha e não é uma qualquer’, a nossa rainha Alcione é a rainha da nação, a maior de todas, uma pessoa que uniu a Mangueira de ontem, de hoje e de amanhã”, afirmou o compositor Júnior Fionda, que coleciona 11 vitórias na Mangueira.

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“Com toda certeza esse é o samba mais importante dos últimos tempos porque trata de um pilar da nossa escola, trata de uma grande mulher e a maior cantora desse país, coração explodindo de felicidade. É gratidão, gratidão total pela Alcione, por essa escola maravilhosa, pela nossa comunidade, pelos nossos segmentos. Muito obrigado por estarem confiando em nós mais uma vez. Vamos para mais um grande Carnaval, acho que o final do samba, o pré-refrão e o refrão principal é o que faz o samba explodir, é o momento que a nossa comunidade vai botar pra quebrar naquela avenida, tenho certeza”, disse Lequinho.

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“Vencer uma disputa de samba na Mangueira, como sempre, é uma honra enorme. É minha escola de coração. Sou mangueirense, estou aqui há 24 anos. Meu primeiro samba concorrendo foi no ano de 2000. Me sinto assim quase que embolição com mais essa vitória. Já é a quinta vez que ganho aqui, mas cada uma gera uma emoção única. Ter um samba meu, entoado na Avenida, pela minha escola, homenageado uma figura como a Alcione, é realmente algo indescritível”, garantiu o compositor Gabriel Machado.

Pelo segundo ano consecutivo, a Verde e Rosa terá os carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão como responsáveis pelo desenvolvimento do desfile. Ele explicaram a responsabilidade de produzirem o enredo sobre Alcione.

“Nossa, passou aquele primeiro ano de pressão e agora é um ano de alegria. Eu sempre falo, estar desenvolvendo esse enredo é um presente, é um presente pra gente como artista, a gente tá sendo carnavalesco da Mangueira nesse momento em que a gente tá falando dela que eu sou fã, minha ídola, além de ser essa rainha aqui pra Mangueira e uma história linda pra contar muito além das suas músicas, história dela com a mangueira, a identidade dela com a mangueira é uma coisa incrível”, disse a carnavalesca.

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“A primeira mensagem é mais uma vez destacar a importância das lideranças femininas dentro da Mangueira. Alcione é uma liderança feminina importante. Alcione deixa um legado e atua até hoje a partir da tantas outras coisas que ela proporcionou a escola, seja como cantora e seja como atuante aqui no Morro de Mangueira, então eu acho que essa é a primeira questão. A segunda questão é mostrar a representatividade da Alcione para além desse sucesso todos que ela traz. Ela é de fato um hino de tantos namoros, o hino de tantas desilusões, o hino de tantas alegrias, representante de um estado que é o Maranhão, todo regionalismo, toda a identidade da cultura maranhense. Tem muita coisa que está atrelada a essa história de vida dela, que a partir dessa trajetória a gente consegue apresentar”, contou o carnavalesco.

No carnaval de 2024, a Estação Primeira de Mangueira terá novidade em sua direção de carnaval, que será capitaneada por Júnior Cabeça. Em sua estreia na Verde e Rosa, Júnior encara a oportunidade como a realização de um sonho.

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“É a realização de um sonho. Para a gente que trabalha no Carnaval há muitos anos, chegar na maior escola de samba do planeta, sendo contratado como profissional, é a valorização de tudo aquilo que você fez desde pequeno, de tudo aquilo que você sonhou, de tudo aquilo que você pediu a Deus e está se realizando a cada dia. Hoje é mais um passo grande, eu poder tá participando da final de samba da Mangueira, com três grandes sambas como diretor de Carnaval”, disse Júnior

Com o samba definido para o carnaval de 2024, a Verde e Rosa se prepara para sua temporada de ensaios de quadra e rua. O diretor de carnaval da escola adianta que planejamento da preparação já está pronto.

“O planejamento já tá feito, inclusive já tá feito até o último ensaio, tá tudo organizado, porém a presidente pediu pra que a gente segurasse as informações que durante a semana, vai sair nas redes sociais o nosso cronograma de ensaio, tanto de quadra quanto de rua, tudo direitinho”, revelou Júnior Cabeça.

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Na homenagem da Mangueira a Alcione, a Verde e Rosa levará para a avenida de 3800 a 4000 desfilantes. A preparação da escola, segundo Júnior Cabeça, está a todo vapor no barracão.

“Temos 70% da escola de comunidade, poucas alas comerciais e a gente deve vir por volta de 2800, 3000 componentes. A escola vem grande, mas vem compacta, organizada. Nós estamos muito felizes com tudo que vem acontecendo, tanto no nosso barracão quanto na quadra, a organização do projeto que os carnavalescos estão fazendo com muito carinho com muita atenção e a Mangueira está preparada, cada dia se preparando mais ainda”, destacou Júnior.

Um dos maiores destaques do desfile da Mangueira no carnaval de 2023, a dupla de intérpretes da escola, Marquinho Art Samba e Dowglas Diniz, segue para o próximo carnaval da Verde e Rosa. No desfile de 2024, a dupla aposta na manutenção do trabalho para repetir o sucesso.

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“Trabalhar bastante pra repetir o ano passado. Qualquer um dos três sambas tinha condições de ser um hino da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval de 2024. Agora, é só trabalhar e botar em prática tudo aquilo que a gente sabe fazer, que é o trabalho e a consequência disso vai ser vista no resultado”, disse Dowglas.

No carnaval de 2024, Marquinho Art Samba e Dowglas Diniz terá a missão de cantar um samba-enredo em homenagem a uma das grandes vozes nacionais, a cantora Alcione. A dupla, em entrevista ao site CARNAVALESCO, ressaltou a emoção de homenagear a artista.

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“É a nossa diva, é a diva do Brasil, não é a diva da Mangueira, é a diva do Brasil. O sentimento é muito profundo mesmo, legal demais”, comentou Marquinhos.

Pra mim, é uma emoção muito grande porque eu vim da Mangueira do Amanhã e quem fundou foi a Alcione. É poder retribuir tudo aquilo que ela fez, tudo aquilo que ela fez por mim, posso estar retribuindo agora cantando o samba-enredo sobre a vida dela, exaltando a nossa diva maior, que é a nossa Marrom”, revelou Dowglas Diniz.

Crias da Verde e Rosa, os Mestres Taranta Neto e Rodrigo Explosão são outros a permanecerem na escola para o carnaval de 2024. Bem avaliados pelo público e pelo júri no último carnaval, a dupla acredita na manutenção do trabalho, com ajustes pontuais.

“Foi o melhor possível, a gente conseguiu alcançar as nota, o mais importante pra gente. Conseguimos ajudar a escola com essas notas e agora é trabalhar alguns pontos de andamento rítmico, dar mais uma atenção ao shekere, que só conseguimos botar em novembro do ano passado”, avaliou Taranta Neto.

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Um dos segredos da bateria da Mangueira no carnaval de 2023 foi o confortável andamento, em consonância com o samba-enredo. Para o carnaval de 2024, o Mestre Rodrigo Explosão, que revela já ter errado em andamento em sua outra passagem como comandante da “Tem que Respeitar meu Tamborim”, afirma que irá praticar um andamento confortável para todos os instrumentos.

“Eu já errei em andamento, não erro mais com isso. Tem que ter um andamento confortável pra todos os instrumentos aparecerem e o samba também conseguir evoluir. Nós vai trabalhar isso depois da escolha de hoje. Vamos tentar turbinar o andamento pra ver o ideal pra bateria”, afirmou Rodrigo Explosão.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Verde e Rosa, Matheus e Cintya, vai desfilar pelo segundo ano junto. Ao CARNAVALESCO, ela falou da estreia no Grupo Especial em 2023. “Olha, foi lindo, foi mágico essa minha entrada na Mangueira, essa minha estadia na Mangueira, sei que eu tô muito feliz, quero compartilhar que foi um aprendizado. Eu aprendi, continuo aprendendo, eles me mostraram que eu não sei tudo, o vigor não pode sair porque faz parte da minha dança. Mas vem aí um novo casal”, disse a porta-bandeira.

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O mestre-sala também comentou o desfile de 2023 e a estreia com Cintya. “Viemos de branco hoje, tipo o Réveillon. É ano novo pra gente. Estamos ensaiando desde março, não tivemos férias, trabalhando em cima do que tem que ser trabalhado com uma nova estratégia, uma nova coreógrafa. Celeste veio abraçar, veio pra família, se unir a nós para o bem maior que é a Estação Primeira de Mangueira, pela a excelência que essa escola merece. Tô muito feliz, hoje é um dia muito especial, é como a gente fala, a gente sambista tem essas fases, tem esses ciclos, têm essas passagens e hoje é um dia disso, passagem de um encerramento de um ciclo que foi maravilhoso, de um novo amor. Da recepção para Cíntia, ela veio para essa casa, ela enche a gente de vento, de benção, de orixá girando ali, iluminando e apaixonando a gente. Sou eternamente apaixonado pela Estação Primeira de Mangueira, amo essa casa e tô pronto para 2024”, disse Matheus.

Para o carnaval de 2024, em busca de reforçar sua equipe, a Estação Primeira de Mangueira apostou na dupla de coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias, que fez sucesso no Tuiuti em 2023. A dupla revela um sentimento de surpresa com a repercussão do trabalho no último carnaval.

“Foi uma grande surpresa, uma surpresa muito boa, embora a gente tenha trabalhado muito e foi uma recompensa do que a gente trabalhou, do que a gente lutou, mas veio pra coroar tudo isso e foi só felicidade”, disse Karina Dias.

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Passado o sucesso do carnaval de 2023, Karina e Lucas encaram o desafio de comandar a abertura do desfile da Verde e Rosa. Empolgado, Lucas Maciel fala sobre a recepção da comunidade mangueirense.

“A gente tá muito feliz, a nossa recepção foi mais do que incrível, a comunidade abraçou a gente de uma forma linda, toda vez que a gente vem aqui na quadra, nos sentimos abraçado pelo pessoal da escola, pela comunidade. A gente já tá trabalhando muito pra conquistar esses 40 pontos”, revelou Lucas Maciel.

Análise das apresentações na final

Parceria de Moacyr Luz: A primeira parceria da noite foi composta por Moacyr Luz, Pedro Terra, Gustavo Louzada, Karinah, Compadre Xico e Valtinho Botafogo. O intérprete responsável por conduzir o samba foi Gilsinho, o cantor estava em uma noite inspirada e ao lado de vozes femininas fez com que a apresentação fosse muito forte, a introdução do samba foi feito pela cantora Karinah, e entre os apoios teve a participação de Diego Nicolau. O samba composto pela parceria é curto e rápido, permitindo assim que o ritmo se mantenha sempre intenso, a letra possui momentos de muito inspiração e energia, retratando bem o que a grande homenageada do enredo, Alcione, representa.. O refrão de principal “Erê, Erê, Erê, não deixa o samba morrer”, possibilita a bateria um ritmo diferenciado. Por ser curto e fazer menção a uma música de Alcione, o refrão é de fácil aprendizado. A apresentação contou com algumas performances na torcida, como integrantes com pernas de pau, coreografias, muito papel picado e balões. A adesão do samba por parte da comunidade e segmentos foi considerável.

Parceria de Lequinho: o samba composto por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Fadico, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim foi o segundo a se apresentar na final, a parceria mostrou que estava disposta a brigar pelo bicampeonato. No comando do carro de som uma equipe de peso liderada pelo intérprete Tinga, como apoio foi possível observar a presença de Bico Doce, além de Cacá Nascimento, sendo ela a responsável por fazer a introdução da obra. É nítido como esse samba possui características que o fazem ser a cara da verde e rosa, aguerrido, forte, com refrões fortes e que em todo momento exalta a comunidade e a própria escola, talvez, por esses fatores foi possível perceber uma adesão forte por parte de segmentos e comunidade. Foi uma apresentação explosiva, durante os 30 minutos o ritmo, andamento e canto se mantiveram em alto nível. A torcida foi um show a parte, somado ao canto forte e a garra de cada um, a parceria levou balões, papel picado e fumaça, os efeitos não deixaram nenhum componente ficar parado, até mesmo os presentes nos camarotes. Vale destacar as seguintes partes como as mais cantadas: “Mangueira! De Neuma e de Zica/Dos versos de Hélio que honraram meu nome”, além do refrão que fiz “Meu palácio tem rainha e não é uma qualquer”.

Parceria de Thiago Meiners: o último samba a se apresentar na final foi composto por Thiago Meiners, Beto Savanna, Indio da Mangueira, Michel Pedroza, Wilson Mineiro e Julio Alves, a voz principal responsável por comandar a obra foi a de Pitty Menezes, como apoio teve também a presença de Wic Tavares. Seguindo a linha das outras apresentações, tivemos uma voz feminina puxando a capela o refrão principal do samba, logo depois Pitty comandou e levou os torcedores à loucura. Os 30 minutos de apresentação foram extremamente fortes, em nenhum momento o samba sofreu queda de rendimento, a condução por parte dos cantores, somada a bateria e a empolgação do público fizeram com que a obra se destacasse de forma orgânica, muitos integrantes da escola se jogaram e cantaram a plenos pulmões. Alguns versos remetem a músicas de Alcione e foram ainda mais cantados, são eles: “Um canto maroto, estranha loucura/Meu ébano, a cura pro vício do amor”, o mesmo foi visto no refrão principal com o verso “Não deixo o samba morrer defendo minha bandeira”. A parceria fechou a apresentação mantendo o alto nível na disputa da verde rosa.