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Fotos: final de samba da Mangueira para o Carnaval 2024

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Fotos: final de samba da Portela para o Carnaval 2024

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FINAL DA MANGUEIRA 2024 | PROGRAMA ESPECIAL

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História na Águia! Parceria de Wanderley Monteiro vence disputa de samba na Portela para o Carnaval 2024

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Por Diogo Sampaio, Luan Costa, Augusto Werneck e fotos de Allan Duffes

Saravá Keindhe! A Portela abriu as portas de sua quadra, na noite dessa sexta-feira, para realizar a grande final do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Três parcerias chegaram na etapa decisiva da competição e cada uma teve 30 minutos para se apresentar, sendo as duas primeiras passadas sem bateria. A vencedora foi anunciada já na manhã deste sábado e a obra escolhida como hino oficial da Majestade do Samba foi a de autoria de Wanderley Monteiro, Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Bira e André do Posto 7. Ela irá embalar o enredo “Um Defeito de Cor”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos formada por André Rodrigues e Antônio Gonzaga.

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Baseado no romance “Um Defeito de Cor”, da escritora Ana Maria Gonçalves, a proposta é trazer uma outra perspectiva da história, refazendo os caminhos imaginados da história da mãe preta, Luisa Mahim. No ano que vem, a azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira será a segunda escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação irá em busca do seu vigésimo terceiro título de campeã da folia carioca. Com a conquista na disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2024 o compositor Wanderley Monteiro chegou ao topo dos compositores mais vencedores da Águia. Agora, são oito vitórias. Ele ultrapassou Noca e David Corrêa, que venceram sete vezes na escola de Oswaldo Cruz e Madureira.

“Essa é uma vitória maiúscula, porque a disputa na Portela tem sido muito difícil. A qualidade dos sambas concorrentes e toda a engrenagem que passou a envolver o concurso de samba-enredo são alguns dos fatores que tornam essa vitória muito grande. É uma satisfação enorme para mim e para os meus parceiros, a quem quero agradecer pela confiança e pelo carinho. Está todo mundo muito feliz por tudo que vem acontecendo com a gente. E essa vitória ainda tem um sabor especial por ser a minha oitava aqui na Portela. Com isso, estou tendo a felicidade de ultrapassar dois mestres, que são o Noca e o David Corrêa, que tem sete sambas cada um. Mas isso, pra mim, não é o mais importante. O que realmente vale é a vitória com os parceiros e acima de tudo essa multidão de portelenses abraçarem o samba. Não adianta fazer um que a torcida, que o componente da Portela não abrace. O mais importante é fazer um samba que o portelense goste, que bata no peito e fale: ‘esse é o samba para Avenida’. Isso é que me dá mais alegria”, comentou o compositor Wanderley Monteiro.

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“A Portela é a nossa casa. A gente já perdeu muitas finais. A gente nasceu compositor na Portela. A Portela é a extensão da minha casa, da minha família. Aqui é o auge do compositor. A gente está na maior campeã do Carnaval. É a maior escola de samba do mundo. A gente vai ter um samba na Avenida cantado pela maior escola de samba do mundo. Eu gosto do samba todo. Mas a parte final, o refrão principal, me emociona muito”, disse o compositor Rafael Gigante.

“É difícil nesse momento mensurar o tamanho da minha felicidade, não cabe em Madureira e não cabe no mundo, é uma emoção sem tamanho vencer aqui. A parte que eu mais gosto é o refrão principal, que a Portela seja abençoada na avenida e que traga mais um campeonato pra gente”, disse o compositor André do Posto 7.

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Carnavalescos projetam uma nova Portela

Os carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues estão desenvolvendo o desfile portelense para 2024. Inicialmente, eles contaram o que é possível esperar da apresentação no ano que vem.

“Pode esperar uma Portela competitiva, uma Portela consciente da grandeza que ela tem e uma Portela feliz, sobretudo feliz”, pontuou Antonio.

“Um escola competitiva. Acho que eu vejo uma escola leve, comprometida, competitiva, que acredita. Os melhores fatores que fazem uma escola de samba se credenciar, acho que está para além do visual aqui. Acho que está dentro da formação mesmo daquilo que a gente pode construir com eles. Nós carnavalescos, enfim, segmentos e a própria comunidade. Acho que isso é a coisa mais legal que tem aqui hoje”, citou Rodrigues.

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Gonzaga disse qual mensagem eles querem passar com o enredo. “A gente quer reconectar a Portela com suas raízes negras, suas raízes profundas. O enredo da Portela é uma celebração à mulher preta brasileira. A gente usa a figura da Luisa Mahin, personagem do livro Um Defeito de cor, Ana Maria Gonçalves, pra todas essas mulheres pretas que construíram o Brasil que a gente acredita e a Portela não deixa de ser essa grande anciã preta, essa mãe pro nosso Carnaval, pro nosso samba, pra nossa história”, disse o carnavalesco.

André Rodrigues completou: “Principalmente e afeto. De carinho, de cuidado, é óbvio que tem um recorte racial dentro desse enredo, senão não teria um defeito de cor, mas eu acho que tem essa mensagem principal de cuidado, de carinho, de afeto que eu acho que é o que todo mundo no fundo tava precisando um pouco, principalmente a Portela. As pessoas da Portela em si precisando um pouco desse carinho, desse afeto, dessa união. Acho que tudo casou perfeitamente pra gente chegar na noite de hoje e depois no desfile assim, vai ser muito legal”, disse André.

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Por fim, a dupla disse o que o portelense pode esperar da parte plástica. “Pode esperar uma Portela com algumas propostas diferentes, respeitando suas tradições, a Portela vai vir bem vestida, vai vir com alegorias grandiosas, mas vai vir com cara de Portela também. Não necessariamente o que a gente está acostumado a ver, mas uma Portela que vai se identificar com o que vai ser proposto”, frisou Antonio.

“É uma plástica feita com muita certeza daquilo que a gente quer. A gente tá com o pé muito firme naquilo que a gente escolheu, daquilo que a gente quer apresentar e daquilo que a gente acredita que é o melhor do nosso trabalho pra Portela. Acho que com isso a gente já tá meio caminho andado. Apesar de ser uma escola extremamente tradicional, do tamanho da Portela, a gente chega muito jovem, mas com muita certeza daquilo que a gente tem para propor e pra entregar pra Portela”, afirmou André.

Novidade na apuração dos votos na final

A Portela ainda contou com uma novidade no processo de escolha do hino oficial para o ano que vem. Pela primeira vez na história, a imprensa pode acompanhar a apuração do resultado. Foram 30 votos ao todo, dados por segmentos e baluartes da Majestade do Samba. Além disso, os jornalistas também puderam participar da votação e a vontade da maioria foi contabilizada como um voto. Por fim, o placar terminou com 24 votos para a parceria de Wanderley Monteiro, seis para a de Samir Trindade e nenhum para a de Jorge do Batuke. Em entrevista concedida a reportagem do site CARNAVALESCO, o presidente da agremiação, Fábio Pavão, explicou os motivos que levaram a direção a adotar esse novo modelo para decisão da disputa.

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“Nossa intenção foi dar o máximo de transparência e lisura possível ao processo. Nós sempre respeitamos a vontade da escola, dos seus segmentos, daqueles que fazem e que vão brigar por notas. Prova disso é que a gente sempre faz a nossa apuração. Somente nos dois últimos anos teve o programa da Globo que a gente não pode fazer. Dessa vez a gente quis colocar todo mundo na sala, com a presença da imprensa, abrindo envelope por envelope. E vamos além, pois iremos divulgar o que cada um votou. O portelense merece essa transparência. É um modelo que acredito que veio pra ficar, porque a gente não tem nada a perder. Quem faz o trabalho com lisura, com transparência, não precisa ter medo, é só apresentar o resultado”, afirmou o dirigente.

O vice-presidente da azul e branca, Junior Escafura, destacou a boa safra de sambas da escola, segundo ele grandes sambas passaram pelo concurso, com grandes obras ficando pelo caminho, ele aproveitou para parabenizar as parcerias finalistas e disse que o portelense está feliz com os rumos para o próximo carnaval, fruto de um enredo bem desenvolvido pelos carnavalescos recém contratados.

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“Estamos todos muitos felizes, o portelense está feliz, os três sambas são maravilhosos, tivemos uma safra muito boa, grandes sambas passaram por aqui, infelizmente nem todos podem vir pra final, mas temos a consciência de que os melhores chegaram, qualquer um que ganhar a Portela estará bem servida. Todos eles já preencheram o que esperamos, não pode faltar é contar o enredo da forma correta, e uma melodia que o portelense goste, que emocione. O fator primordial para que a safra fosse tão boa foi o enredo, muito desenvolvido, inspirado na obra de Ana Maria Gonçalves, “Um defeito de cor”, o André e o Antônio forem muito bem, desde o desenvolvimento até a sinopse”, disse Escafura.

O alto nível da safra portelense para o Carnaval de 2024 foi elogiado pelo intérprete Gilsinho em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO. O cantor avaliou como justo o resultado do samba campeão e destacou que os preparativos para a gravação oficial irão começar já na próxima semana.

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“Foi uma disputa realmente acirrada. A safra foi muito boa, repleta de grandes sambas, alguns deles ficaram no caminho, mas chegaram três obras incríveis nessa final. Acho que o resultado foi justo, ganhou o melhor samba de fato, e espero que ele nos faça muito felizes na Avenida. Agora é ensaiar e fazer com que esse samba cresça cada vez mais. Quanto a gravação, a gente vai fazer o arranjo aqui a partir de segunda-feira e vamos trabalhar em cima disso”, relatou o intérprete.

O mestre Nilo Sérgio também conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO e foi mais um que rasgou elogios para a qualidade das obras finalistas. O comandante da “Tabajara do Samba” destacou que, a partir do momento da escolha, o trabalho de preparação para o desfile começa a ser imediatamente mais intenso, com a ampliação do número de ensaios por exemplo.

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“Os três sambas são maravilhosos e chegaram merecidamente na final. O primeiro passo após esse resultado é falar com os diretores. Já tenho algumas coisas em mente. Passei algumas delas para eles e depois irei repassar para a bateria. Afinal, teremos a gravação em breve e precisamos nos preparar. Algumas coisas que forem feitas até lá podem ficar para o desfile, enquanto outras não. Só quando a gente começa a trabalhar é que consegue ver realmente o que o samba pede e o que pode melhorar. Ao todo, os nossos ensaios serão toda segunda, quarta e sexta, além de domingo quando começar na rua. A ideia é aproveitar esses treinos para fazer os melhores ajustes e chegar na hora do ensaio técnico, além do desfile, já com tudo certo”, garantiu o comandante dos ritmistas da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.

O desfile de 2024 da Portela será o primeiro da parceria entre Marlon Lamar e Squel Jorgea. Desde o Carnaval de 2018 na Majestade do Samba, o mestre-sala terá o desafio de dançar com uma nova parceira após seis carnavais atuando ao lado de Lucinha Nobre. Já a porta-bandeira, recém-chegada a escola, terá a missão de conduzir o primeiro pavilhão depois de um ano afastada do posto. Mesmo com todos esses obstáculos a serem superados, os dois garantem estar confiantes para a estreia desse novo casal na Marquês de Sapucaí. Em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, a dupla assegurou que irá intensificar a rotina de ensaios já nos próximos dias e que pretende começar a trabalhar em cima do samba escolhido o quanto antes.

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“O resultado dessa final reflete a comunidade como um todo. É uma votação aberta, onde todos os segmentos participam, colocam o seu voto, com o seu ponto de vista sobre. Eu acho que é um momento feliz da Portela. Energeticamente é perceptível isso. Tendo esse ponto em vista, o samba campeão foi a escolha certa para essa fase. Não tenho dúvidas que vai ser um desfile arrebatador nos moldes da Portela. E quanto à preparação, ela muda com a escolha do samba. Agora, o nosso foco passa a ser de fato na criação coreográfica baseada nele. Posso garantir que estou muito feliz, muito esperançoso, pois a Squel e eu conversamos muito. A gente leva esse Carnaval de 2024 como o das nossas vidas. Eu pela nova parceria e ela por estar retornando ao posto de porta-bandeira após um ano. Então, temos vários pontos importantes e vamos levar isso para coreografia. Queremos que os jurados sintam isso. A gente espera conseguir transmitir pra eles toda a nossa satisfação e honraria de defender esse pavilhão da Portela”, pontuou Marlon Lamar.

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“Foi uma safra linda, uma disputa muito bonita e chegou na final os três melhores sambas. Então, isso nos deixou muito confortáveis, tranquilos, para tomarmos a decisão. Qualquer um que vencesse, eu ficaria muito feliz. Todos eles poderiam ir pra Avenida e defenderiam bem o nosso enredo. Agora, com o samba escolhido, segunda-feira já temos ensaio. Vamos começar a trabalhar em cima desse samba com foco total na preparação para o desfile. Aí é ensaio de canto da Portela, samba na sexta-feira, ensaios particulares… É a fase em que a gente deixa de ter vida e começa a usar muito aquela frase famosa: ‘Não posso, tenho ensaio'”, respondeu a porta-bandeira, de forma bem humorada.

Análise das apresentações das parcerias na final

Parceria de Samir Trindade: A parceria composta por Samir Trindade, Valtinho Botafogo, Junior Falcão, Brian Ramos, Fabrício Sena, Deiny Leite e Paulo Lopita 77 foi a primeira a se apresentar nesta final. No comando do carro de som dois intérpretes consagrados, Marquinho Art’Samba e Bruno Ribas, que apesar de alguns desencontros no início foram peças fundamentais para a apresentação arrebatadora da obra. Antes mesmo do início da apresentação já era possível notar que algo muito forte iria acontecer, a quadra inteira se mobilizou para apoiar a obra que caiu nas graças do portelense ao longo da competição. Toda apresentação foi emocionante, vários segmentos da escola se emocionaram, logo no início o samba foi sustentado apenas com o canto popular, a sensação era de que uma só voz conduziu a obra. De forma espontânea foi possível perceber muitos segmentos cantando junto, baianas, harmonias, direção de carnaval são exemplos. Além de todo vigor, a parceria levou para a quadra elementos que engrandeceram a apresentação, um elemento cênico representou a águia, símbolo da escola, e um outro representou uma santa, além disso foram usados papéis picados e adereços de mão. Foram 30 minutos de uma apresentação arrebatadora, várias partes podem ser destacadas, mas vale o registro do refrão principal.

Parceira de Wanderley Monteiro: a segunda parceira da noite foi composta por Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Wanderley Monteiro, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Bira e André do Posto 7. Coube a Wander Pires conduzir a obra, sempre impecável, o cantor foi o grande responsável para que a apresentação fosse espetacular. O samba mostrou sua força e contagiou boa parte da quadra, em vários pontos era possível ver bandeirinhas tremulando. Apesar de não ter muitos momentos de explosão, o samba conseguiu se manter estável do início ao fim, apenas com uma pequena queda de rendimento nos momentos finais. Vários segmentos embarcaram junto com a parceria e o resultado foi mais uma apresentação extremamente acolhida pela comunidade.

Parceria de Jorge do Batuke: a última parceria da final foi composta por Jorge do Batuke, Claudinho Oliveira, Zé Márcio Carvalho, Leko 7, Romeu D Malandro, Silas Augusto e Araguaci. Já era manhã quando a apresentação começou, coube aos intérpretes Zé Paulo Sierra e Tem Tem Jr conduzirem a obra, com muito vigor e animação, eles deram conta do recado embalaram uma torcida animada. A parte final do samba é extremamente forte, o verso “Se prometeram nos matar, prometemos não morrer”resume a mensagem do enredo e serviu como combustível para que a apresentação fosse aguerrida. O refrão principal foi destaque durante a apresentação, que contou com apoio tímido de segmentos da escola. A parceria contou com bandeirinhas e muito papel picado para causar um efeito visual interessante. Mesmo com o cansaço de boa parte das pessoas presentes na quadra, o samba apresentou pouca variação durante a apresentação e encerrou a disputa mantendo o alto nível.

Parceria de Ricardo Góes vence disputa de samba na São Clemente para homenagear Zé Katimba

Raphael Lacerda, Matheus Vinícius e fotos de Nelson Malfacini

‘Vem, como é bom voltar… Guarabira em festa quer te abraçar’. Com três sambas na grande final, a São Clemente definiu seu hino oficial para o carnaval de 2024. A obra composta pelos compositores Ricardo Góes, Naldo, Serginho Machado, Sérgio Gil, Fadico, Orlando Ambrosio, Matias de Oliveira e Fernando Lima, superou os sambas de Marcelo Adnet e Cia e Robert Farrow e Cia. Com o samba definido, a agremiação de Botafogo agora se prepara para levar o enredo “Que grande destino reservaram para você, que vai homenagear a vida e a obra do compositor Zé Katimba, que não pode estar presente na grande final. Em 2024 a São Clemente será a sexta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí no sábado de carnaval.

Ricardo Góes, que encabeça a composição escolhida para 2024, aposta que esse vai ser o melhor samba da Série Ouro e acredita na beleza melodia e na força do refrão:

“Esse samba vai ser um dos maiores sambas do Grupo de Acesso. É um samba com melodia gostosa, tem um refrão forte. É um samba realmente bonito. Graças a Deus, acertamos agora. Esse samba tem muitas partes bonitas, mas eu gosto muito da cabeça, do Nordeste: ‘Nordeste faz a festa e vem provar/O doce mel da sua melodia'”.

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“É muito importante para mim. Apesar da idade, sou um compositor novo. É um enorme prazer estar na parceria de Fernando de Lima, um dos maiores campeões de samba-enredo, além de Ricardo Góes, Naldo. É uma satisfação muito grande. E eu emplaquei, porque a minha parceria ganhou também no Império da Tijuca. Graças a Deus este ano está maravilhoso. Agradeço a direção da escola, ao Renatinho. Estou doido para chegar na Avenida e ver esse samba maravilhoso homenageando um ícone do carnaval, que é o Zé Katimba. A entrada para a primeira parte, com a melodia. São dois refrões fortíssimos, mas eu gosto muito de melodia aberta, porque eu fui parceiro do Hélio Turco”, disse o compositor Sérgio Gil, que apesar de já ter ganhado seis sambas, venceu o primeiro pela São Clemente.

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“Ter o samba na Sapucaí é a maior glória do compositor. Quando você faz o samba, já se espelha no que a galera vai cantar, já pensa na arquibancada cantando. Agradeço a toda a parceria, porque sem ela – que se uniu para fazer o samba – nada disso seria possível. O samba em si é todo bonito. A gente poetiza bastante e deixa os três refrões brincarem no samba. Na realidade ele todo é bonito”, comentou Fernando de Lima, vencedor de 94 sambas-enredo no carnaval e sete somente na São Clemente.

“É uma emoção muito grande. É como se fosse um filho, porque a gente viu nascer e agora ele está ganhando liberdade para voar. É muito gostoso e será uma emoção muito grande ver o nosso samba entoado na Marquês de Sapucaí. O refrão final é uma coisa muito emocionante”, contou Naldo, vencedor de 13 sambas pela São Clemente.

Matias de Oliveira ressaltou o trabalho coletivo em construir uma obra à altura da arte de Zé Katimba. Além disso, agradeceu à escola e ao homenageado por essa oportunidade.

“Muito obrigado, Zé Katimba! Muito obrigado pelo presente de poder compartilhar um pouquinho da nossa poesia com você. A São Clemente vem representando a pura melodia, a pura poesia. Falar de Zé Katimba é muito difícil, uma vez que, por mais que nos esforcemos, jamais vamos chegar ao nível maior do poeta que é o Zé. Mas nós, com muito trabalho e persistência, uma parceria com muito empenho conjunto, tentamos muito assemelhar a poesia do Zé. Estamos muito felizes e confiantes que nossa São Clemente volta para o lugar que jamais deveria ter saído, que é o Grupo Especial. Eu tive minha vida profissional baseada no bairro de Ramos, consequentemente a minha parte favorita é a que fala de Ramos”.

Presidente fala da saída de Leozinho Nunes

O presidente da preta e amarela da Zona Sul, Renato Gomes, revelou como a São Clemente chegou nessa homenagem. Renatinho também comentou sobre a troca de intérpretes – a saída de Leozinho Nunes e a entrada da dupla Vitor Cunha e Leandro dos Santos – e a troca de mestres de bateria, em que o mestre Caliquinho passou o bastão para o mestre Marfim.

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“O André Diniz, da Vila Isabel, que pediu para eu fazer esse enredo. Ele achou que é um enredo rico, bacana. O mais interessante é, quando ele veio fazer a palestra aqui com a gente, ele falou de uma história de amor e nos deixou apasmado. Muito bacana. As escolas sofrem muito com a falta de verba. Tem umas 4 ou 5 escolas que respiram ainda um pouquinho. Não receber antecipado é muito complicado. A demora é muito chata. Nós já estamos fazendo protótipos, o barracão já vai começar segunda-feira e nós já estamos devendo entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, porque eu já tenho comprado tudo. Não tem como parar. Não posso parar. O Vitor [Cunha] e o Leandro [dos Santos] já foram cantores da São Clemente. Quando eu vi que eles não eram os primeiros em lugar nenhum, eu convidei eles. Sobre o Leozinho [Nunes], ele é um bom menino, mas tem coisas que não cruzam mais. Ele é uma pessoa importante, ele canta bem, mas eu acho que ele ainda acha que é do Especial, e aqui na Série Ouro é outra realidade. É isso. Não teve briga, foi essa questão de ser outra realidade. Já o Caliquinho pediu para sair mesmo, porque ele está com dois filhos. Foi bem cordial, tanto que ele está aqui. É meu amigo. Era um garotinho quando começou na São Clemente. Ele gosta muito da escola e está ajudando o Santa Marta que é a escola do coração dele. O mestre Marfim também é do Santa Marta. Os dois foram criados juntos. Foi só uma passagem, não houve problema nenhum”.

Com a responsabilidade de fazer o enredo sobre Zé Katimba, o carnavalesco Bruno de Oliveira citou que é a maior oportunidade da sua vida.

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“É uma das grandes oportunidades da minha vida, hoje, estar na São Clemente. Foi a primeira escola a me dar oportunidade de emprego na vida e no carnaval. E, hoje, depois de anos, ser a primeira escola que desfila na Sapucaí que eu vou assinar se torna algo muito importante. O meu empenho e meu trabalho aqui tem sido bem árduo. De acordo com tudo aquilo que a escola pode contribuir anos atrás, agora eu estou podendo contribuir com meu trabalho e minha arte. Com esse enredo, eu quero passar a grande importânciado Zé Katimba para a história do carnaval das escolas de samba e para a musica popular brasileira. Chegou a hora de Zé Katimba, com seus 90 anos de idade, ser representado no palco onde ele foi e é consagrado. A São Clemente está dando esse grande momento de celebrar toda essa trajetória do Zé Katimba. E homenagear ele é também estar homenageando a Imperatriz. A Imperatriz foi a escola de samba que projetou para o carnaval. Eu passei muita tempo lá sendo assistente de vários carnavalescos, aprendendo a fazer e executar figurino, como por uma escola de samba na rua. É uma grande honra. O primeiro figurino de carnaval que eu vi na minha vida foi da Rosa Magalhães e, em 2022, eu pude trabalhar com a Rosa na Imperatriz homenageando o artista que é o Arlindo Rodrigues, que é uma grande referência para mim. Somar Rosa Magalhães com Arlindo Rodrigues na Imperatriz, naquele ano, para mim, se tornou algo muito importante para minha carreira dentro do carnaval”.

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Novo comandante da “Fiel Bateria”, mestre Marfim falou sobre o trabalho que pretende desenvolver na São Clemente. “Na verdade, eu já diretor de bateria junto com o Caliquinho. Nós conversávamos muito. Já éramos diretores juntos com o mestre Gil. O Caliquinho virou mestre e eu continuei sendo diretor. E, com a saída do Caliquinho, eu passei a ser mestre. Já era da casa, então acredito que tenha sido uma ordem cronológica da coisa. Eu acabei assumindo essa responsabilidade. Para mim, é a maior honra ser mestre de bateria da minha escola. Eu me sinto realizado. O mestre Caliquinho tinha uma característica dele a qual nós trabalhávamos em cima da característica dele. E eu já coloco a bateria já com a minha cara, um pouco mais pegada, com um pouco mais de pressão. Mas como eu já fazia parte do trabalho, não tem muita coisa a ser mudada. Eu sou oriundo do repique, o instrumento que eu mais ‘puxo sardinha’ é ele”, revelou.

O primeiro casal da São Clemente Alex Marcelino e Raphaela Caboclo analisou o sucesso do quesito em 2023, mas guardou segredo para o que vem em 2024.

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“O desfile de 2023 foi um carnaval que a gente trabalhou bastante. Foi um retorno, na verdade. Conseguimos obter os resultados. E já começamos a trabalhar muito para sustentar essas notas e tentar levar a São Clemente ao campeonato. Junto com a escola toda, vamos tentar fazer o dobro que já fizemos para chegar ao título. As fantasias de 2024 são um segredo. Nem eu sei [risos]. A parceira está acima de tudo e nós conquistamos isso alguns anos atrás. Começamos a trabalhar no Império Serrano e demos segmento até chegar aqui. Parceria é parceria. Se não tiver confiança, as coisas não fluem. Existem os contratempos do casal, mas é para buscar o melhor. Nós temos bastante cumplicidade, bastante confiança para se trabalhar”, disse o mestre-sala.

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“Foi um carnaval muito importante especialmente para mim por conta do meu último desfile [2022]. Foi um carnaval de reencontro meu com Alex, com a comissão de frente. Poder exercer a minha função é uma prazer imenso e ter conseguido 100% de aproveitamento, pelo reconhecimento dos jurados foi incrível! E vamos continuar trabalhando para manter o resultado e dar a nota que a escola tanto precisa e tanto quer para retornar ao Grupo Especial. Para a fantasia de 2024, aguardem surpresas. Assim como toda dança, o casal precisa ter confiança. O Alex em todos os anos de conhecimento de dança, de amizade, ele esteve do meu lado em meus piores momentos. Ele é alguém que eu confio para exercer a minha função. Não adianta eu dançar muito bem, individualmente, se o casal não funciona e não se conecta. O Alex é parceria, um parceiro”, comentou a porta-bandeira.

A coreógrafa Bruna Lopes, estreante na São Clemente, disse que não pode revelar muito da sua comissão de frente, mas promete emocionar.

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“Foi maravilhoso receber esse convite para ser coreógrafa. A São Clemente é uma escola que eu sempre admirei, sempre tive um carinho muito grande. Receber esse convite do presidente Renato, da comunidade, foi sensacional! Só aprimora e melhora a minha carreira como artista. A comunidade me abraçou, a escola me abraçou, maravilhosamente bem e eu sou muito grata, estou muito feliz. Já está tudo pensado e, como boa cria do “Casal Segredo” – Priscila Motta e Rodrigo Negri -, tudo continua sendo segredo. Mas o que eu posso falar um pouquinho é que a gente pretende emocionar as pessoas assim como do Zé Katimba emociona nas músicas, emocionou e emocionou até hoje com suas composições e com sua arte. Eu e Bruno de Oliveira (carnavalesco) estamos em uma sintonia muito forte. Ele é muito generoso. A nossa troca está sendo muito boa. Um escuta o outro, quer só somar. E pensamos já em tudo. Na verdade, eu não posso falar muita coisa, dar muito spoiler, mas eu tenho certeza que a comissão de frente vai emocionar a Sapucaí”.

Análises das apresentações das parcerias na final

Parceria de Marcelo Adnet: O primeiro samba concorrente a se apresentar foi dos compositores Marcelo Adnet, André Carvalho, Gustavo Albuquerque, Fabiano Paiva, Luizinho do Méier, Gabriel Machado, Baby do Cavaco, Rodrigo Alves e Igor Marinho. A canção foi conduzida pelos intérpretes Pitty de Menezes, da Imperatriz Leopoldinense, Vitor Cunha, Leo Simpatia e Dodô Ananias. Apesar do som não contribuir muito nas três apresentações, o grupo de cantores conseguiu conduzir muito bem o samba-enredo. A torcida levou balões nas cores da São Clemente e bandeiras com o nome de Zé Katimba. Apesar do destaque no trecho “Meu nome é Zé Katimba!// Ponteia cavaco, pandeiro e repente// Neste palco iluminado, obrigado São Clemente!”, alguns torcedores ficaram mais tímidos no restante da canção. Aos 15 minutos, a iluminação da quadra foi apagada e a plateia fez um show de luzes com bastões coloridos. A apresentação foi encerrada sob gritos de “É campeão”.

Parceria de Ricardo Góes: De autoria dos compositores Ricardo Góes, Naldo, Serginho Machado, Sérgio Gil, Fadico, Orlando Ambrosio, Matias de Oliveira e Fernando Lima, o segundo samba a se apresentar pegou na quadra e foi o destaque da noite. A condução foi feita pelos intérpretes Emerson Dias, Igor Sorriso, Vini Machado, Leandrinho e Tiago. Quase que em um coral com a torcida, os cantores conseguiram apresentar muito bem o samba eleito. Com bandeiras da São Clemente e balões nas cores da agremiação, a torcida também ganhou destaque e deu um show. O trecho mais cantado foi o refrão “A São Clemente traz Zé Katimba// Poeta de respeito faz brilhar as minhas rimas// No sonho uma sereia vem prever// Que grande destino reservaram pra você!”.

Parceria de Robert Farrow: Terceiro e último samba da disputa, a canção feita por Robert Farrow, César Ouro, Kleber Pastor, Marcelo Martins, Will Robson, Victor Lord e Nelson Amatuzz foi conduzida pelo intérprete Tiãozinho Cruz e foi a mais morna na quadra. A torcida utilizou bandeiras nas cores da São Clemente e balões que despencaram do telhado, além de chuva de confetes. Apesar da grande animação no centro da quadra, alguns torcedores não cantavam a canção. Uma das partes mais entoadas foi “DA PARAÍBA TROUXE A GARRA E A CATIMBA// QUEM BEBER DESSA CACIMBA// DESAFIA E FAZ REPENTE// CHORA CAVACO, TOCA VIOLA DE FITA// QUE HISTÓRIA TÃO BONITA// QUE NOS CONTA A SÃO CLEMENTE”.

Ouça o samba-enredo da São Clemente para o Carnaval 2024

Compositores: Ricardo Góes, Naldo, Serginho Machado, Sergio Gil, Fadico, Orlando Ambrosio, Matias de Oliveira e Fernando de Lima

Nordeste faz a festa e vem provar
O doce mel da sua melodia
Derrama em suas notas musicais
Poesia que contagia
Que salta e ganha vida no papel
Virou literatura de cordel
Ó mestre, os sinos da igrejinha vão tocar
Saudando seu filho, que empresta seu brilho pra gente sambar !
Zé , corre em suas veias
A preta e amarela que te homenageia
Fez da luta seu altar

Incendeia paixão
Coração tá feliz
Bate no peito diz
Ramos é minha raiz

Muitas vitórias na avenida celebrou
Um personagem que a novela consagrou
Ao disputar samba a primeira vez
É Campeão e sua história então se fez
Foi no Rio onde tudo começou
No morro construiu suas canções
E seduziu eternos foliões
Na mala um mundo de emoções

A São Clemente traz Zé Katimba
Poeta de respeito faz brilhar as minhas rimas
No sonho uma sereia vem prever
Que grande destino reservaram pra você!

Vem, como é bom voltar
Guarabira em festa quer te abraçar

Fotos: final da São Clemente para o Carnaval 2024

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Unidos da Tijuca: Parcerias de Totonho e Júlio Alves fazem excelentes apresentações

A Unidos da Tijuca apresentou cinco sambas em sua eliminatória e a disputa mais uma vez mostrou estar bastante acirrada. Novamente, as parcerias de Júlio Alves e Totonho se destacaram em mais uma etapa do concurso que irá definir o samba-enredo da Azul e Amarela do Borel para o Carnaval 2024. O resultado será divulgado nos próximos dias através das redes sociais da agremiação. O site CARNAVALESCO acompanhou tudo através da série “Eliminatórias”, e a análise de cada um você acompanha ao longo do texto.

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Foto: Alex Maia/Divuglação Tijuca

Em 2024, a Unidos da Tijuca apresentará o enredo “O Conto de Fados”, assinado pelo carnavalesco Alexandre Louzada, com a intenção de fazer uma viagem a Portugal, destacando diversos aspectos da história do país como fábulas, mistérios e lendas populares. A Unidos da Tijuca será a quinta agremiação a pisar na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Parceria de Sereno: A obra de autoria de Sereno, Dinny da Vila, JB Oliveira, Camila Lúcio, Deiny e Mano Kleber, com as participações especiais de Wagner Zanco e Almeida Sambista, foi a primeira a se apresentar. A torcida fez bonito e mostrou que o samba está na ponta da língua, cantando mesmo antes de começar a apresentação. Por conta da forte chuva que atingiu a cidade, o intérprete principal do samba, Wander Pires acabou chegando na segunda passada e isso afetou o início da apresentação. Alguns dos compositores do samba foram para o palco para defender o samba. Eles se esforçaram bastante e levaram na garra até a chegada do cantor. Apesar do problema inicial no palco, a torcida não sentiu e cantou bastante. A riqueza poética do samba fica logo evidente na primeira parte do samba “Vai buscar ofiussa contra a maré// Morada de heróis da poesia// De bela serpente mulher”. O samba também possui uma pegada boa tanto na cabeça do samba, quanto no início da segunda parte. O refrão principal foi a parte mais cantada pela galera “Sou Ouro de mãe//E azul pavão//Mostra teu segredo, me dê proteção//Senhora do manto, milagroso véu//Abençoa o povo do Borel”. Além do refrão de cabeça, o segundo refrão também foi bem cantado pela torcida.

Parceria de Eduardo Medrado: Dando sequência nas apresentações, a segunda obra na eliminatória Tijucana foi a composta por Eduardo Medrado, Kleber Rodrigues, Adolpho Konder, Sandro Nery, André Braga e Luiz Pavarotti, com as participações especiais de André Diniz e Evandro Bocão. A torcida veio gigante e bastante animada. A química dos intérpretes Tem Tem Jr e Chitão Martins com a torcida presente ficou clara. E por falar no intérprete do Império Serrano, Tem Tem Jr, o cara está cantando muito, com mais uma condução forte. Um dos destaques da apresentação foi o refrão de cabeça que foi muito cantado pela torcida e por adeptos ” Ó virgem santa, por favor//Mãe Fátima que vive lá no céu//Proteja com seu manto de amor//Meu povo tão humilde do Borel”. A melodia diferenciada da obra passou muito bem na apresentação de hoje. A variação melódica “O ouro de ofir brilhou//No trono do Rei Salomão, reluzia//Um rochedo guardião preservou//A terra que se fez magia”. A cabeça do samba também passou com destaque. Foi uma apresentação muito boa e correta da parceria de Eduardo Medrado.

Parceria de Leandro Gaúcho: O samba composto por Leandro Gaúcho, Gustavinho Oliveira, Marcus Lopes, Josemar Manfredini, Aldir Senna e Alexandre Cabeça foi a terceira obra a se apresentar na eliminatória tijucana. A torcida não marcou tanta presença como os outros, mas fez seu papel muito bem, cantando bem o samba. Bruno Ribas começou conduzindo a obra, Emerson Dias logo se juntou a ele e mandou bem demais com a sua alegria habitual. O samba teve um rendimento superior ao que vinha tendo, não caindo em nenhum momento. O refrão principal foi o grande destaque sendo muito cantado pela torcida e por algumas pessoas da velha guarda “Ao som do Cavaco que veio de lá//Um conto de fados, eu sou Tijuca, o pá//O nobre gajo que herdou esse traço imortal//De união Brasil Portugal”. Assim como em outras apresentações da obra, a variação melódica “Em trovas, sonetos”. O samba é para cima e alegre.

Parceria de Júlio Alves: Penúltimo samba da noite foi composto pelos compositores Júlio Alves, Cláudio Russo, Jorge Arthur, Silas Augusto, Chico Alves e D’Sousa. A torcida marcou presença e fez um barulho danado com o samba na ponta da língua. O intérprete Tinga, mais uma vez, comandou com maestria o palco que ainda contou com o intérprete da Estácio, Charles Silva. A apresentação do samba 26 foi a melhor que eles fizeram até agora. O samba evoluiu muito bem e foi impulsionado por dois refrãos fortes. O segundo refrão roubou a cena mais uma vez e todos faziam a dancinha do “Amassa com carinho”. O refrão de cabeça foi muito bem cantado pela torcida e pelos adeptos. A cabeça foi outro ponto que chamou atenção pela força que passou. Na segunda parte no verso que fala “Portugal” merece um destaque na apresentação. Uma grande apresentação da parceria e estão firmes na disputa para ser o hino tijucano.

Parceria de Totonho: A última parceria da noite foi composta pelos compositores Totonho, Marcelo Adnet, Fadico, Dudu, Gabriel Machado, Rodrigo Alves e com participações Especiais de Cláudio Mattos e Cadu Cardoso. Inegavelmente foi a torcida que mais berrou o samba na noite. O enorme contingente de torcedores cantaram do início ao fim. Igor Sorriso foi ótimo na condução da obra e contou com o apoio de luxo de Igor Vianna. Logo no início da apresentação, os cantores jogaram para a torcida cantar e obtiveram a melhor resposta possível. O refrão principal foi berrado pela torcida e por algumas pessoas que estavam nos camarotes. Na preparação para a chamada do refrão de cabeça “Oh Santa! oh santa!//Fátima vos peço em oração” foi outro grande destaque de canto. O samba possui uma riqueza poética e variações melódicas que chamam atenção. O refrão do meio foi outro ponto forte. Apresentação excelente da parceria, mostrando que estão na briga para ser o hino da Tijuca para o próximo carnaval.

FINAL DA PORTELA 2024 | PROGRAMA ESPECIAL

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Parceria de Wanderley Monteiro é apontada pelos leitores do CARNAVALESCO favorita para vencer na Portela

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A Portela realiza nesta sexta-feira a sua final de samba-enredo para o Carnaval 2024. Três parcerias estão na grande decisão. A parceria de Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Wanderley Monteiro, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Bira e André do Posto 7 foi apontada por 48,7% dos votos favorita para vencer, segundo os leitores do site CARNAVALESCO. A parceria de Samir Trindade, Valtinho Botafogo, Junior Falcão, Brian Ramos, Fabrício Sena, Deiny Leite e Paulo Lopita 77 recebeu 47,4% e a parceria de Jorge do Batuke, Claudinho Oliveira, Zé Márcio Carvalho, Leko 7, Romeu D Malandro, Silas Augusto e Araguaci ficou com 3,9%.

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Foto: Vitor Melo/Rio Carnaval

No ano que vem, a azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira será a segunda escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação irá em busca do seu vigésimo terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Um Defeito de Cor”, desenvolvido pelos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga. Baseado no romance “Um Defeito de Cor”, da escritora Ana Maria Gonçalves, a proposta é trazer uma outra perspectiva da história, refazendo os caminhos imaginados da história da mãe preta, Luisa Mahim.