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Apostando na leveza do enredo, nas cores e estampas, União da Ilha apresenta as fantasias para o Carnaval 2024

Presidente Ney Filardi garantiu que já fez o levantamento de preços e que a escola vai levar para o desfile 100% do projeto do carnavalesco Cahê Rodrigues

A União da Ilha do Governador apresentou, na noite do último sábado, os protótipos das fantasias para o Carnaval 2024, onde vai apresentar o enredo “Doum e Amora: crianças para transformar o mundo!” A proposta mostrada foi de uma escola com muitas cores, com grande uso de estampas, para representar um enredo infantil. De materiais leves e alternativos, carnavalesco e direção apostam na total reprodução do projeto na avenida.

Se, atualmente, as escolas mostram apenas as fantasias das alas comercias, a Ilha “voltou às antigas” e apresentou todo o projeto para a sua comunidade, em que público presente reagiu bem a cada ala que desfilava na passarela montada na quadra. Para o presidente Ney Filardi, o evento é a volta de uma tradição que ele pretende realizar nos próximos anos. Na mesma linha, o carnavalesco Cahê Rodrigues falou que fazer a festa dos protótipos é um carinho na comunidade.

“Eu fui aquele folião que não perdia uma festa de protótipos. É um evento motivador, já que os componentes ficam felizes. No carnaval passado, foi muito complicado em termos de fantasias, a comunidade precisou vir para a quadra ajudar e houve muita correria. Esse ano, a gente faz este evento para, em primeiro lugar, presentear a comunidade com esta festa que eles gostam tanto. Depois, que vendo a alegria das pessoas eu também acabo me emocionando e saio feliz”, disse o carnavalesco.

As fantasias apresentadas oscilam em volume, mas apresentam materiais leves. Nos primeiros setores, uma escola mais clara, na proposta de apresentar o céu de Orum. Em seguida, quando o enredo começa a apresentar Amora, os setores vão ganhando cada vez mais cores e estampas, sem a presença de plumas, penas e com acabamento em ráfia de sopro, finalizando as cores de cada composição. Cahê contou ao CARNAVALESCO que Amora ganha mais cores porque ela é uma criança moradora de comunidade que apresenta o seu universo para Doum.

O grande destaque da noite foi a apresentação da ala das crianças, que representará a Ciranda dos Orixás no final do desfile. O carnavalesco revelou que essa é uma das surpresas que promete emocionar os insulanos e o público do Sambódromo.

“A mensagem do enredo já é emocionante. É claro que a gente está aguardando algumas surpresas para o desfile. Nós temos a ala das crianças como Ciranda de Orixás. Apostar em crianças representando uma religião perseguida em um país onde se tem um preconceito religioso forte, com racismo, já é a prova de que é através da criança que a gente cura qualquer ignorância. A criança tem esse poder com a sua inocência, com o olhar e cada gesto. Doum e Amora são exatamente isso e a função deles nesse carnaval é educar”, contou Cahê Rodrigues.

Presidente garantiu a reprodução do projeto

Uma das questões que sempre pairam sobre as escolas de samba quando o assunto são fantasias é a relação expectativa e realidade dos protótipos. Se o projeto do carnavalesco será integralmente levado ao desfile ou se sofrerá alterações para baratear o custo até o carnaval. Na União da Ilha, a situação está controlada, segundo o presidente Ney Filardi, que já pegou a calculadora e fez as contas do quanto a escola estará comprometida a pagar. Mas, ele alerta que esse compromisso depende da subvenção que a escola receberá. A verba virá da prefeitura do Rio e da TV Bandeirantes.

“Antes da confecção dos protótipos, eu já fiz uma ficha técnica com elas, precificando cada uma. Então, nós vamos conseguir fazer. Eu só espero que a subvenção chegue mais cedo que no ano passado, que chegou muito em cima do carnaval. Até agora, não tem previsão da Prefeitura. Da TV Bandeirantes, pelo que fiquei sabendo na LigaRJ, esse mês sairá uma das parcelas. Ano passado foram R$ 120 mil, em duas parcelas, esse ano serão 4 parcelas, mas ainda não sei o valor”, explicou o presidente.

O carnavalesco da tricolor insulana garantiu que todo o projeto está dentro da realidade financeira da escola: “Para esse ano, nossos protótipos são muito mais criativos e com uso de materiais alternativos, em relação ao último carnaval. Por isso, eu não acredito que tenhamos problemas com a reprodução. Foi tudo pensado dentro das condições da escola”.

“Nossas fantasias são dignas”, disse o presidente

Com a disputa da Série Ouro cada vez mais acirrada entre as escolas mais ricas, a aposta da União da Ilha para brigar pelo acesso ao Grupo Especial é em um enredo que emocione o público e quesitos plásticos que garantam notas. Para o sonhado 10 em fantasias, Cahê afirmou que desenhou todas as fantasias, mas que não está sozinho e conta com um time de profissionais qualificados responsáveis por vestir a escola.

O presidente Ney afirmou que confia no projeto e espera que a comunidade abrace o projeto da escola: “Eu espero que as pessoas tenham gostado do que foi apresentado. Com toda humildade, as fantasias estão dignas e dentro da nossa realidade que é desfilar na Série Ouro. O objetivo de todos nós é alcançar o acesso ao Grupo Especial. Mas, não espere aqui uma fantasia banhada a ouro, cravejada de diamantes. Nossas fantasias são dignas e dentro do que podemos financeiramente”, concluiu o presidente.

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