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Vendedores autônomos já podem se credenciar para o Carnaval de Rua 2024

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Ambulantes20231219 001A Riotur abriu, nesta segunda-feira (18/12), o credenciamento para que vendedores autônomos possam trabalhar durante os desfiles dos blocos de rua oficiais no Carnaval 2024. As inscrições devem ser feitas neste site até o dia 02 de janeiro de 2024.

Ao todo serão disponibilizadas 15 mil vagas, cinco mil a mais do que em 2023, que obteve 10 mil cadastros. A fase de sorteio será feita no dia 03/01, data em que também acontece a divulgação do resultado.

Os interessados devem ser brasileiros maiores de 18 anos, ter carteira de identidade, CPF e comprovante de residência no município do Rio. As inscrições serão feitas exclusivamente no site oficial.

A divulgação dos convocados será feita por meio de SMS e e-mail. As pessoas que forem sorteadas devem comparecer ao local a ser divulgado, para a comprovação dos requisitos exigidos em regulamento, além de receberem mais informações sobre os demais trâmites (retirada do kit – colete, isopor e credencial). Os aprovados também receberão treinamento até estarem habilitados a trabalhar legalmente nos blocos de rua.

Confira todos os detalhes e as referidas datas:

Sorteio – 03/01/2024
Divulgação do resultado – 03/01/2024
Período de agendamento: de 03/01/2024 a 09/01/2024
Período do credenciamento: de 10/01/2024 a 20/01/2024

Barracões do Acesso 2 SP: Morro da Casa Verde apresenta ‘Ominirá’, enredo afro sobre liberdade da mulher e Dona Guga terá lugar especial

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Morro Casa Verde20231219 006A verde e rosa de São Paulo, Morro da Casa Verde é uma tradicional escola da Zona Norte de São Paulo, e está de volta ao Grupo de Acesso II, após dois anos no Acesso I. A agremiação ficou em 8ª lugar no Grupo de Acesso I em 2023, retornou ao grupo na qual foi campeão em 2023. A penúltima escola da noite do sábado, 3 de fevereiro, terá como enredo: “O canto de Ominirá: Negra é a raiz da liberdade!”

O surgimento da ideia e o que é ‘Ominirá’

O carnavalesco do Morro da Casa Verde é o Ulisses Bara, conhecido nos barracões de São Paulo, mas que assina pela primeira vez um projeto como carnavalesco de uma escola. Logo em uma escola tão tradicional quanto o Morro, fundada em 1962 e com muitas raízes afros, mas buscou sair do convencional como contou em entrevista exclusiva para o site CARNAVALESCO.

“O enredo, ele surge a partir de uma vontade que a escola, o Flávio Campello comentou comigo, falou, Ulisses, a escola estava querendo um enredo mais puxado para o Afro, uma coisa mais pegada, e aí eu falei, bom, enredo Afro, tem aquela coisa que as pessoas acham que é muito repetitivo, não é que é repetitivo, é que muitos dos materiais que se usam no enredo Afro acaba criando um efeito visual muito parecido com o outro. Então as pessoas acabam falando, não é repetitivo demais, e aí eu falei, bom, vamos puxar alguma coisa que não tenha falado ainda. Vamos tratar de alguma coisa que tem uma outra cara, tem uma outra cara, e aí comecei a fazer pesquisas, pesquisas, e aí eu encontrei uma história de dezessete mulheres negras que por algum momento fizeram diferença. Fizeram a diferença na luta pela liberdade, e aí mulheres que vieram da África, outras que já nasceram aqui também em quilombos, e aí eu fui pesquisando essas histórias, lendo essas histórias. Aí até comentei com o Flávio, falei, Flávio, eu encontrei essa história que você acha, Flávio falou que essa história é bacana, essa história é bem bacana, e aí vamos desenvolvê-la, aí peguei as histórias das dezessete mulheres e falei agora preciso carnavalizar, precisa carnavalizar, transformar essa história, aí eu e o Flávio sentamos, começamos a ler as histórias, e aí surgiu o Ominirá”.

Morro Casa Verde20231219 005Com um enredo afro, mas buscando o diferente, o carnavalesco da escola contou sobre: “O Ominirá que nada mais é liberdade, porque é o que unia todas essas mulheres, era a busca de todas elas, a liberdade. A liberdade do seu povo, a liberdade da sua família, a sua liberdade de expressão, então a liberdade unia todas elas, então vamos falar de Ominirá, vamos falar da liberdade, e a liberdade vai ser o fio condutor do enredo, então é pegamos alguns elementos, né, e chegamos à conclusão que desses elementos como por exemplo força, fé, vida, amor, todos eles não tem, sabe, eles são em vão sem a liberdade. Nós precisamos da liberdade para viver, sem a liberdade a gente não conquista nada, a gente não faz nada, não se locomove, né, então a liberdade é o nosso foco, a liberdade é o enredo. E ficou um enredo de cunho feminino devido às dezessete mulheres, então a luta dessas mulheres, então o que o Morro da Casa Verde vai passar na avenida é isso, é a luta dessas mulheres pela liberdade, até chegar aos dias de hoje. Começamos o nosso carnaval com os orixás, passando na criação da terra, o orum ae, né, e os orixás eles dando um instrumento para cada elemento, que eu volto a repetir, a vida, fé, a força, o amor, e o último foi a liberdade. E eles dizem, sem a liberdade vocês não vão conseguir chegar a lugar algum, então lutem por essa liberdade, conquistem a liberdade de vocês, não abaixem a cabeça, não deixem que tirem a liberdade de vocês, então o enredo do Morro é isso, nós vamos mostrar que a luta pela liberdade, ela é constante, a gente não pode abaixar a cabeça e principalmente a mulher que a gente sabe que historicamente desde que o mundo é mundo, né, que elas sempre são as mais cerceadas, elas são as mais prejudicadas, elas, sabe, são as mais restritas, então a liberdade da mulher é o nosso grande foco”.

De olho no abre-alas?

Sem revelar muito o jogo, Ulisses Bara contou um pouco do processo de pesquisa sobre o enredo afro de Ominirá: “Tem uma curiosidade, tem uma coisa bem interessante, isso eu vou estar até retratando no Abre Alas, tem um ponto bem interessante nesta pesquisa toda, que realmente não vou revelar, porque surpresa é surpresa. Mas tem algumas sacadas, tem algumas coisas, a principal está no Abre Alas até, mas tem algumas sacadas interessantes nesta pesquisa, sabe. Achei coisas assim, é como eu falei, tem coisas que a história não conta, né, e a gente começa a pesquisar, buscar, aí encontra vídeos, encontra algumas coisas assim de outras pessoas, outras produções. E aí você começa a entender melhor um pouco da nossa história, e eu encontrei coisas bem bacanas, bem bacanas, coisas que eu até inseri no nosso texto, sabe, então vamos ter algumas sacadas, algumas coisas bem legais sim, para se contar, vai valer a pena, vai valer a pena”.

Falando em relação ao grande trunfo do desfile, é sempre um assunto delicado para o carnavalesco, afinal ele quem desenvolve tudo em relação a parte artística e também define tudo que será contado na história. Mas Ulisses Bara deu seu pequeno spoiler.

Morro Casa Verde20231219 004“Olha, eu sou, se eu falar alguma coisa assim, eu sou apaixonado num todo, né, num todo, agora assim, se eu fosse, eu tô muito satisfeito com como está ficando nossas fantasias, como está ficando o nosso casal, não só o primeiro, mas todos os casais também. Eu tô gostando muito, a Comissão de Frente tem se dedicado demais, vocês vão gostar da sacada também da Comissão de Frente, sabe, então acho que vai valer a pena, do início ao fim. A coroação no último carro, a coroação da mulher, da mulher negra, é uma coroação diferente, né, eu tirei essa coroa europeia, falei não, não somos europeus. Então é uma coroação diferente, eu acho que também, quando vocês olharem, olha a coroa, o que é a coroa. Então isso também é uma coisa para chamar a atenção, temos algumas sacadas, coisas bem interessantes para se olhar no desfile, vocês vão gostar”.

Setor a setor

“A sequência é basicamente que é esta, a gente encerra até o nosso carnaval com a luta da mulher hoje, hoje em dia é a coroação, a grande coroação, então a mulher hoje luta, batalha e a gente vai coroar esta mulher, então o desfile do Morro finaliza dessa forma. Temos no decorrer do lugar dessas mulheres, temos Dandara, temos Luísa Mahin, temos Acotirene, Tereza de Benguela, então assim, são nomes fortes da história e alguns nomes que nem aparecem em livros de história na realidade, né, então tem, por exemplo, tem uma princesa, que até a gente conhece, porque o nome dela é Zassim Bagaba. Foi uma princesa que trouxeram para o Brasil, foi escravizada e chegou aqui, ela criou o seu próprio reino, então são coisas que muitos dos livros de histórias aqui no Brasil não contam”.

“Você sai pesquisando, pesquisando, você encontra uma informação aqui, uma informação ali, mas se você pega um livro, por exemplo, fundamental, ou até mesmo do ensino médio, você não encontra isso, você só encontra aquele registro de colonização, como que foi a escravidão sob a ótica deles. Mas o que realmente aconteceu, as pessoas que vieram, que saíram da sua terra e perderam a liberdade lá, para ser escravizada aqui, pessoas que tinham seus reinos lá e chegaram para cá e foram tratadas como um lixo, porque é uma grande realidade, a gente não pode nem falar que foi tratada como um bicho, porque a gente também não pode tratar um bicho de qualquer jeito, ela simplesmente foi tratada como os lixos, jogadas ao vento. Foi isso que fizeram com as pessoas que vieram de lá para cá”.

Em relação as cores voltadas a escola e o trabalho nas alegorias

Morro Casa Verde20231219 003“Olha, eu acho a combinação verde e rosa muito interessante. No Abre Alas a gente não está usando essa combinação, mas no último carro eu já começo a buscar a identidade da escola, as cores da escola. Até porque eu gosto muito, eu acho que quando a escola é tradicional, vale a pena você trabalhar com as cores da escola, o máximo que você conseguir. Acho que isso é identidade, acho que eu não digo nem só para a escola tradicional. As cores estão ali para serem usadas, então se tem, ah, o pavilhão é verde e rosa, por que eu vou mesclar um monte de cores, se eu posso usar o verde e rosa em vários tons, por exemplo? Então, eu gosto bastante, como a gente puxa o verde e rosa mais para o final, o primeiro carro já não, o primeiro carro já é uma coisa mais crua”.

Cereja do bolo é o samba e o poder da sinopse

O carnavalesco exaltou um fator que indiretamente está ligado a ele, que é o samba-enredo, afinal a sinopse desenvolvida pelo artista facilita no desenvolvimento da canção. E Ulisses relatou justamente isso, citando elogio feito por Celsinho Mody, intérprete da Tatuapé, é um dos compositores do samba do Morro para 2024.

“É um enredo muito mágico, e assim, em cima desse enredo, eu até fiquei feliz, porque quando eu fiz a sinopse, eu já fiz algumas sinopses para algumas escolas, mas era a primeira sinopse para mim. Então existia aquela dúvida, tem que buscar a perfeição, tem que buscar isso e aquilo. Quando eu entreguei a sinopse para os compositores, eu falei qualquer dúvida, qualquer coisa, me pergunta, você vai ler, reler, bate aqui, bate ali, e aí surgiu o samba, para mim foi a cereja do bolo. O samba para mim é fantástico, ficou na medida certa, é fácil, e o Celsinho Mody, ele elogiou muito a sinopse, ele elogiou muito a sinopse pela fácil descrição, ele falou, ‘Ulisses, você deu uma liberdade para a gente compor, que é muito difícil encontrar em sinopse, então a sua sinopse deu para a gente essa liberdade para compor, é uma sinopse que você consegue ter facilidade em escrever, não tem aquele monte de dúvida, aquele monte de gancho, não, você simplesmente foi objetivo’. Eu acho que é assim que a sinopse tem que ser objetivo, tem que ser objetivo e ser claro, porque eu acho que a leitura do carnaval é essa, as pessoas têm que escutar o samba, e daquele samba lá, pelo menos entender o que ela está visualizando na pista, porque é assim que o público enxerga carnaval, ao contrário do jurado, que vai receber uma pasta, mas é assim que o público enxerga. Então o público vai escutar aquele samba, e eles vão conseguir enxergar na pista tudo aquilo, então estou muito feliz. Com tudo que está acontecendo, com os resultados que nós estamos alcançando. Acho que o primeiro grande resultado foi o samba, então o samba foi a cereja do bolo assim, o samba deu certo, e samba é sempre meio caminho andado. Porque quando nós temos um bom samba, funciona a evolução, funciona a harmonia, e aquilo transborda para fora, a idade de fora volta para dentro, então assim, isso é muito bom, isso é muito bom”.

Reestruturação do Morro após volta ao Acesso II

Morro Casa Verde20231219 002O Morro voltou para o Acesso I em 2022, ficou na 7ª colocação e permaneceu no grupo, mas no ano seguinte, ficou no oitavo lugar e acabou retornando ao Acesso II. O novo carnavalesco da agremiação contou como está sendo o trabalho: “É uma escola que tem muita vontade, são muito ativos, é uma diretoria muito ativa, sabe, isso desde o início, desde a minha primeira reunião com eles, eu pude perceber isso e no decorrer agora também, eles são muito ativos. Então assim, o rebaixamento não abalou eles, claro que não queria o rebaixamento, ninguém busca. Também que a escola não merecia ter sido rebaixada, mas é jurado e enfim. Eles não perderam, não ficaram cabisbaixos, estão trabalhando para que volte para o grupo de acesso 1. Então assim, é muito bacana ver isso, é uma escola com muita garra, com muita força, muita gana. Então eles buscam sempre a perfeição, eles buscam sempre estar lutando por aquilo, eles querem aquilo pelo objetivo deles, o Diego move céus e terras, se esforça demais para conseguir as coisas aqui para nós. Então a gente vê o empenho, a gente vê a vontade de vencer, então assim, o fato de ter sido rebaixado, claro que mexe um pouco, você fala, não merecia, poxa, mas mesmo assim. É uma escola que está batalhando muito, eles não perderam, não se deixaram diminuir pelo rebaixamento, vem com a mesma força”.

Vale ressaltar que a agremiação tem feito apenas fantasias na Fábrica do Samba II, onde foi a entrevista com o carnavalesco da escola.

E a Dona Guga?

Grande matriarca do Morro da Casa Verde, Dona Guga é o símbolo da agremiação, sempre presente nos desfiles, por vezes em alegorias, outras no chão em frente a bateria sambando muito e viralizando nas mídias. Ela estará presente, e Ulisses confidenciou um pedido especial da eterna presidente da verde e rosa.

Morro Casa Verde20231219 001“Dona Guga é a grande rainha do nosso quilombo, quilombo da Casa Verde, Dona Guga é nossa estrela maior, é nossa estrela, ela vai aparecer, e claro. Não pode ser esquecida, jamais, jamais, ela é eternizada no carnaval brasileiro, e ela é, que nem eu falo, eu brinco hoje nas redes sociais, no Instagram, ela, sabe, sempre ali com os vídeos, ela virou um ícone foi compartilhada pela Leandra Leal, Taís Araújo, então ela, ela é um ícone. Dona Guga sempre vai estar, eu até inclusive fui fazer uma entrevista com ela um dia desses, né, eu saí com ela para dar uma entrevista, e a gente conversando, ela tem muita história, né… É fantástica, e aí eu até então eu não tinha tido um contato de horas com ela, só eu e ela, e aí ela começou a me contar várias histórias de carnaval, e aí ela pedindo para mim que ela não queria vir em cima de carro alegórico, que ela não gosta, que o negócio dela é o chão, que ela gosta de ficar perto da bateria, sabe então. Aquilo você vê uma senhora com aquela disposição, quem dera se eu conseguir chegar na idade dela com a disposição que ela tem, e aí eu falei, não, Dona Guga, fica tranquila, a senhora não vai estar em cima do carro alegórico, tá bom? Não vai, a senhora vai no chão, aí tá bom, aí tá bom, quero ir no chão, a senhora fala para ela que vai ficar no carro alegórico, ela fica doida, ela não gosta”.

Como é o carnavalesco Ulisses no dia a dia

O Ulisses Bara faz sua estreia como carnavalesco, mas não é uma novidade para ele que iniciou na Vila Maria, passou por Nenê de Vila Matilde, Mancha Verde, e hoje segue como um dos principais responsáveis no barracão da Tom Maior. Teve experiência com Wagner Santos, Roberto Szaniecki, Alex Fão, Magoo, Flávio Campello e tantos outros profissionais do carnaval paulistano.

“Para mim está sendo uma honra, este meu primeiro carnaval como carnavalesco mesmo, tá aí, mais honrada ainda em ser no Morro da Casa Verde, que é uma escola muito tradicional aqui em São Paulo, então estou muito feliz. Tenho anos, tenho uma bagagem muito grande de carnaval, são 17 anos de carnaval, trabalhei com vários carnavalescos, defendi o quesito alegoria, defendo ainda o quesito alegoria na Tom Maior. Então para mim está sendo tudo muito, não é novo, até porque a experiência em si com carnaval eu tenho, mas essa sensação de estar assinando seu próprio projeto, estar fazendo seu carnaval, colocando a sua identidade. Então para mim isso está sendo muito prazeroso, muito prazeroso, as pessoas do carnaval que me conhecem, sabem”.

Sobre o seu ritmo de trabalho no dia a dia, Ulisses Bara nos contou: “Eu sou tranquilo, o pessoal que trabalha comigo fala que não, não é tranquilo, mas assim, eu dou muita liberdade também para as pessoas trabalharem, da mesma forma, eu procuro tratar as pessoas da forma como eu fui tratado, e mesmo se me tratarem mal, eu tento fazer o melhor. Então assim, eu tento dar uma liberdade maior para as pessoas, quando eu vou, por exemplo, eu falo, olha gente, eu quero este copo aqui com esta decoração, só que eu decorei ela de um jeito, e aí a pessoa vai falar, olha Ulisses, eu fiz, está igual, mas eu decorei, só que o meu processo foi diferente do seu, se o teu processo foi diferente. Mas chegou no resultado que nós precisamos, então faça do seu jeito, o importante é chegar nesse resultado aqui. Ou seja, procuro dar essa liberdade, procuro ser muito próximo, procuro estar conversando sempre, porque são meses de convivência com as pessoas. Então, não tem como você, sabe, como já aconteceu comigo algumas vezes, você está tratando mal as pessoas que estão trabalhando contigo, você se achar superior com as pessoas, claro que existe uma hierarquia e tal. Mas você tem que ser de igual para igual, tem que tratar as pessoas como você gosta de ser tratado, e isso faz com que o trabalho flua melhor, faz com que as coisas aconteçam melhor. Você consegue também ter a sua equipe junto contigo, do teu lado, pro que der e vier. Porque eles sabem que você vai estar com eles sempre também. Então, isso tudo faz a diferença. Às vezes eu até brinco com eles, por mais maluco que eu pareça ser, ou que eu seja às vezes, mas eu sou por eles, e isso faz com que a equipe, seja por mim também, isso desde sempre. Até mesmo como empreiteiro de alegoria, como responsável por quesitos, e sempre agir dessa forma. Porque eu acho que dessa forma a gente consegue conduzir melhor, e as pessoas conseguem te entregar melhor as coisas, o resultado fica melhor, então, o Ulisses é assim. O Ulisses ele acompanha, ele ensina, ele briga, mas ele é muito parceiro, eu procuro ser parceiro até o fim, independentemente da situação, até o fim”.

Ficha técnica

Enredo: “O canto de Ominirá: Negra é a raiz da liberdade!”
Alegorias: 2
Alas: 12
Componentes: 800
Ordem de desfile: Décima escola a desfilar no dia 3 de fevereiro de 2024 pelo Grupo de Acesso 2

Papai noel cai no samba em festa de natal para crianças do aprendizes do Salgueiro

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Salgueiro20231219 001O Acadêmicos do Salgueiro, por meio da escola mirim Aprendizes do Salgueiro, realiza nesta terça-feira, 19 de dezembro, em sua quadra, no Andaraí, mais uma edição da sua tradicional festa de Natal para a criançada salgueirense. São esperadas cerca de 1000 crianças da comunidade, neste evento que reúne samba, esporte, cultura e diversão. A entrada é gratuita e não necessita de pré-inscrição.

O objetivo do evento é proporcionar momentos de alegria para os pequenos que desfilam ou fazem parte dos projetos infantis oferecidos pela escola. A festa é uma forma de fechar o ano que marca o retorno da Ala das Crianças ao corpo da escola mãe, Salgueiro, atendendo a um desejo do presidente André Vaz, em parceria com a presidente da agremiação mirim, Mara Rosa. A administradora ressalta a importância de encontros como este, reforçando o papel de uma escola de samba na construção da personalidade e da memória de uma infância feliz para os pequenos.

Salgueiro20231219 003“A vida do carioca já é muito difícil. Pequenos momentos de alegria, são memórias afetivas que as crianças levaram para sempre no coração. Essa é a obrigação das escolas de samba com sua comunidade. Tornar o dia a dia mais feliz.”, destaca Mara Rosa.

A programação montada pela diretoria salgueirense conta com apresentação de Ginástica Rítmica com as crianças que participam do projeto na própria escola, distribuição de presentes e fotos com Papai Noel. O encerramento, claro, fica por conta da Bateria Furiosinha. Na sexta-feira, dia 23, a festa será no Morro do Salgueiro, com visita do Bom Velhinho e distribuição de presentes.

A Festa de Natal do Aprendizes do Salgueiro tem início às 19h, na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, localizada na Rua Silva Teles, 104, Andaraí e a entrada é gratuita.

Salgueiro20231219 005Confira a programação:

19h30 ginástica rítmica
20h entrega dos certificados
20h20 Aprendizes do Salgueiro
20h40 entrada do Papai Noel

SERVIÇO:

FESTA DE NATAL APRENDIZES DO SALGUEIRO
Data: 19/12/2023
Hora: 19h
Local: Quadra do Acadêmicos do Salgueiro – Rua Silva Teles, 104, Andaraí
Atrações: Ginástica Rítmica, Papai Noel e Bateria Furiosinha
Entrada Gratuita
Classificação Livre

No último ensaio de rua do ano, Tuiuti mostra grande melhora de seus quesitos mirando o desfile oficial

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Quem passou pelo Campo de São Cristóvão na noite desta segunda-feira, percebeu porque o Paraíso do Tuiuti se tornou uma grande escola e se firmou no Grupo Especial. O último ensaio do ano, que começou por volta de 22h30, mostrou que a agremiação pode sonhar com uma vaga no sábado das campeãs. Um número maior de desfilantes se fez presente no treino e a melhoria de seus quesitos, principalmente harmonia e evolução, ficou nítida. A escola teve um volume de canto maior e progrediu na pista já pensando no desfile oficial. Mesmo com o ensaio se encerrando além da meia-noite, todos mostraram muita energia, embalados por mais um grande desempenho do carro de som e da bateria de Mestre Marcão.

Pouco antes do início do ensaio, o presidente Renato Thor fez um breve discurso para sua comunidade: “Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus, por nos oportunizar esse momento maravilhoso. Venho aqui hoje agradecer toda minha comunidade por esse empenho e dedicação. O samba está na ponta da língua, está junto com a evolução. É mais um carnaval que só depende da gente. Um feliz Natal para todos vocês e família, um feliz ano novo também. Que seja um ano de muita prosperidade, de muita felicidade para toda família Tuiuti e todos os presentes aqui também. Nesse momento, eu gostaria que todos os componentes da nossa escola, do Quilombo do Samba, se cumprimentassem trocando energia no rufar da nossa bateria. Vamos lá, Tuiuti!”

O Paraíso do Tuiuti levará para o carnaval de 2024 o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, de autoria do carnavalesco Jack Vasconcelos, para homenagear João Cândido. A escola será a quinta a se apresentar na segunda-feira de carnaval.

Comissão de Frente

Trazendo um número maior de bailarinos do que nos últimos ensaios, os comandados por Claudia Mota e Edifranc Alves mostraram uma coreografia bastante forte e valente, dando o tom do enredo da escola. Vários trechos do samba são marcados por passos bem característicos. Foi possível ver movimentos simulando o balanço do mar e do navio, além dos grilhões presos aos escravos. O ponto alto da apresentação foi quando uma das integrantes foi erguida por vários outros, posteriormente se jogando de costas e sendo amparada por eles. É uma comissão de frente que promete muito.

Tuiuti20231219 007Mestre-sala e Porta-bandeira

Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, que formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Tuiuti, fizeram mais uma apresentação apostando no tradicional, com alguns momentos coreográficos, vistos principalmente durante o refrão de meio do samba-enredo. Os movimentos durante o “Lerê, Lerê mais um preto lutando pelo irmão…” são bonitos e impactantes. A dupla se mostrou bem entrosada, aproveitando bastante o espaço de bailado. Raphael e Dandara estavam muito focados e seguros de seus movimentos, trocando olhares a todo instante.

Tuiuti20231219 008Samba-enredo

A obra musical composta por Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia, teve um ótimo rendimento, guiada pelo grande desempenho do intérprete principal Pixulé e seu time de cantores. Com sua voz potente e inconfundível, o cantor oficial se mostrou bastante seguro e confortável para brincar com o samba. Os cantores de apoio, entre eles Leonardo Bessa e Hudson Luiz, sustentam muito bem a obra musical durante toda sua execução. A letra da obra retrata com perfeição o momento histórico que a escola pretende trazer na avenida. A melodia traz nuances belíssimas que valorizam o samba.

O cantor Pixulé falou sobre o rendimento do samba em entrevista ao Site CARNAVALESCO: “Nossa harmonia com o canto da escola está cada vez melhor. Eu diria que está 100%. Vou ser até um pouco prepotente no que vou dizer agora. Carro de som, bateria, comunidade. Se o desfile fosse amanhã, o Paraíso do Tuiuti, o Quilombo do Samba estaria pronto!”

Tuiuti20231219 006Harmonia

O Tuiuti mostrou que o discurso de seu presidente estava correto. O samba está na ponta da língua dos componentes. Em comparação com os ensaios anteriores, foi possível notar uma melhora no volume e força do canto. Isso muito se deveu ao aumento no número de desfilantes, mas também ao costume maior de todos com a obra musical e a garra para defendê-la. O ponto alto é o refrão de meio, cantado com bastante força pelos integrantes. A preparação para o refrão principal, “Salve o Almirante Negro/Que faz de um samba-enredo/Imortal!”, também é um outro trecho de canto mais potente.

Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, o diretor de harmonia Luis Carlos Amâncio falou sobre o crescimento da harmonia: “Gostei muito do ensaio de hoje. Estamos cada vez melhores. É um trabalho que vamos fazendo a cada semana. O último ensaio já tinha sido muito bom, mas hoje realmente foi excelente. A comunidade toda estava aí cantando. Todo mundo está de parabéns pela entrega. Agora é seguir trabalhando para que no desfile seja perfeito”.

Tuiuti20231219 005Evolução

Outro quesito que teve uma boa melhora, também impulsionado pelo maior contingente. A escola desfilou com tranquilidade, sem abrir buracos entre suas alas, e sem apertar o passo de forma desnecessária. Todos mostraram bastante animação e potência para cantar e brincar. No final do percurso, já na entrada da quadra da escola, os principais segmentos terminavam o ensaio se apresentando para os diretores e presidente, numa grande celebração.

O diretor de carnaval André Gonçalves, em entrevista ao Site CARNAVALESCO, falou sobre o desempenho da escola no último ensaio do ano: “A expectativa era muito grande. Cumprimos hoje uma meta. Como venho falando, estamos lapidando um trabalho. Mas hoje foi tudo muito perfeito para fechar o último ensaio. A comunidade estava bastante mexida. Você percebeu que tinha uma quantidade muito maior de componentes, porque o tempo vai puxando. A partir de janeiro, mesmo no calor, vai estar todo mundo aqui no meio da rua ensaiando com a gente até o final”.

Tuiuti20231219 013Outros destaques

Outro ponto alto do ensaio foi a bateria ‘’Super Som’’, comandada por Mestre Marcão. O desempenho dos ritmistas também foi fundamental para o rendimento do samba-enredo, que não arrastou em nenhum momento. O andamento se mostra perfeito para a obra. As bossas planejadas por Marcão e sua equipe são um show à parte. Muito adequadas e perfeitamente encaixadas no samba.

Acadêmicos do Cubango lança documentário sobre os 64 anos de fundação. Assista

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Comemorando o aniversário de 64 anos em grande estilo, o Acadêmicos do Cubango lançou em seu canal oficial no YouTube, um documentário exaltando a sua história no Carnaval de Niterói e no Rio de Janeiro. O vídeo contou com presenças ilustres da Agremiação, como Tia Preta, uma das fundadoras da verde e branca de Niterói; Sr. Lincon, presidente da velha-guarda há mais de duas décadas; Mestre Manobo, o primeiro mestre de bateria da Agremiação; Tia Íris, coordenadora do projeto da Ala das Crianças por muitos anos; entre outros.

O material divulgado traz histórias antigas vividas pelos seus segmentos, desde a época da fundação até os dias atuais. O documentário foi produzido pelo vídeo maker Ewerton Pereira e dirigido pelo assessor de imprensa da Agremiação, Lucas Ribeiro.

Para o presidente de honra da verde e branca, Anderson Pipico, o documentário será algo que ficará marcado para toda história da ‘Mais Querida de Niterói’.

“Ainda estou emocionado com o documentário. São histórias lindas e que entrelaçam esse amor pelo Acadêmicos do Cubango. Uma Escola forte, potente e que vem para brigar pelo título de campeã. Acredito que a comunidade ficará muito emocionada em poder ver sua história sendo contada lindamente”, finalizou Anderson Pipico.

Assista ao documentário:

Rio Carnaval: Milton Cunha destrincha os enredos do Rio Carnaval 2024

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RioCarnaval20231219 001O comentarista Milton Cunha convida a imprensa e público interessado na folia, para um encontro especial no dia 21 de dezembro, às 17h30, no auditório da Liesa (Av. Rio Branco, 4, 2º andar – Centro). Na ocasião, será realizada a palestra “Enredos”, onde destrinchará os 12 temas que as escolas de samba do Rio Carnaval levarão para a Marquês de Sapucaí nos desfiles de 2024 do Grupo Especial carioca, com direito a análises aprimoradas com base nos contextos históricos, culturais e de representatividade.

O evento, que também será aberto ao público, terá aproximadamente 2h30 de duração, com direito a uma sessão de perguntas e respostas ao final.

Enredos 2024 – Palestra Milton Cunha
Data: 21 de dezembro
Horário: 17h30
Local: Liesa – Av. Rio Branco, 4 – 2º andar – Centro
Entrada franca

Encontro com o artista: Tarcisio Zanon, da Viradouro

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Com o povo cantando na rua, Imperatriz faz o último ensaio do ano, embalada pelo samba e pela bateria

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A Imperatriz segue mostrando sua força semana após semana. No final da tarde do último domingo, em mais um ensaio na Rua Euclides Faria, no bairro de Ramos, a escola teve um ótimo desempenho no canto de seus componentes. Nem o forte calor desanimou os desfilantes, que tiveram uma evolução solta e alegre. O samba-enredo, muito criticado no momento de sua escolha, continua tendo um rendimento excelente, muito por conta da atuação do intérprete principal Pitty de Menezes e da bateria de Mestre Lolo.

Pouco antes do início do ensaio, João Drumond, filho da presidente Catia Drumond, fez um discurso para a escola, agradecendo o título deste ano e passando energia para alcançar o sonhado bi-campeonato:

“Muito obrigado pelo ano maravilhoso que vocês proporcionaram à Imperatriz Leopoldinense. Nós conseguimos encerrar um tabu , um hiato de 22 anos sem ganhar um campeonato. Foram vocês que trouxeram esse título para Ramos. Nós temos muito a agradecer e festejar hoje. Mas muito para pedir também, muito para sonhar. Nós teremos muito para realizar no ano que vem. Vamos nos permitir sonhar com um ano melhor ainda em 2024. Serão vocês, segmentos, comunidade, que ralam o ano inteiro por essa escola, que darão fim a mais um hiato. Desde 2008, uma escola não é bi-campeã. Chegou a vez da Imperatriz ser bi-campeã do carnaval. Vamos com tudo!”

No carnaval de 2024, a Imperatriz Leopoldinense irá fechar o domingo de desfiles do Grupo Especial. A escola levará para a Sapucaí o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, do carnavalesco Leandro Vieira.

Comissão de Frente

Novamente abrindo o ensaio, o coreógrafo Marcelo Misailidis trouxe seus bailarinos, compostos por quatro casais de homens e mulheres, totalizando oito componentes. Elas vestiam saias longas estampadas, tops e lenços na cabeça. Os homens vieram com calças brancas e camisas do enredo. A apresentação, criada especialmente para os treinos, foi marcada por passos referentes à cultura cigana e movimentos acrobáticos. Chamava bastante atenção o belo efeito das saias durante o número. Alternando momentos em dupla e momentos em grupo, todos mostraram muita força e sincronia.

Imperatriz20231218 007Mestre-sala e Porta-bandeira

Phelipe Lemos e Rafaela Teodoro, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz, seguem exibindo uma dança tradicional cada vez mais apurada e entrosada. Foi bem marcante a força e a velocidade dos movimentos da dupla. Também impressionou o canto dos dois, especialmente de Phelipe, que parecia passar energia tanto para sua dupla, quanto para os componentes da escola. Além disso, a troca de olhares, os sorrisos, e a graciosidade nas interações estiveram presentes durante toda a apresentação. Rafaela usava uma saia branca com panos coloridos pendurados, o que deu um brilho a mais no momento dos giros.

Imperatriz20231218 005Harmonia

O povo da Imperatriz está cantando muito. É interessante perceber que os desfilantes não confundem cantar com gritar de forma exagerada. Todos com o samba na ponta da língua. Não deu para perceber ninguém de boca fechada. Os refrãos da obra são o ponto alto do canto. Especialmente o último “O que é meu é da cigana/O que é dela não é meu/Quando chega fevereiro meu caminho é todo seu”, marcado por palmas da comunidade, e o principal “Vai clarear/Olha o povo cantando na rua/A Imperatriz desfila com a sorte virada pra lua”. Impressionante a força desse momento. O entrosamento com o carro de som e bateria se mostrou excelente, gerando uma unidade perfeita na escola.

Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, o diretor de harmonia Thaigo Santos falou sobre o desempenho da escola no canto: “O resultado está ficando ótimo. É um trabalho que a gente faz de ensaio a ensaio. Claro que ainda podemos melhorar, porque queremos estar prontos para o ensaio técnico e no dia do desfile. Mas já percebemos um canto muito forte da comunidade. Agora é seguir trabalhando, massificando esse canto, para a gente fazer bonito lá na frente”.

Imperatriz20231218 001Evolução

Uma escola que se mostrou alegre, solta e vibrante. Não se notou nenhum tipo de buraco entre os componentes. Todas as alas do cortejo leopoldinense com bastante leveza para brincar o carnaval. Mas também com muita energia e garra para defender os quesitos. Uma combinação perfeita para a nova forma de desfilar da escola. Algumas alas levaram adereços de mão, como leques e balões, e fizeram coreografias em determinados trechos do samba-enredo. O efeito deixou a apresentação ainda mais vistosa. As palmas da comunidade durante o último refrão, acompanhadas até por algumas das pessoas que assistiam o treino, mostram que isso pode causar um grande impacto no desfile oficial.

O diretor de carnaval Mauro Amorim destacou a mudança que a agremiação fez no seu estilo de desfile, em entrevista ao Site CARNAVALESCO: “Estamos cada vez melhores. A comunidade vem abraçando essa nova forma de desfilar que a escola propôs há alguns anos. Um desfile mais solto, mais alegre, sem aquelas amarras de antigamente. A gente está em um caminho muito bom. Acredito que vamos conseguir novamente mostrar no desfile a nossa força”.

Imperatriz20231218 009Samba-enredo

Se no momento de sua escolha, o samba gerou desconfiança, isso já não existe mais. É impressionante notar como a junção foi bem feita. Não há qualquer estranhamento com a obra durante o canto. A letra traduz muito bem os aspectos da cultura cigana. A melodia, com variações muito bonitas, deixa o samba muito leve. Seu rendimento é excelente, impulsionado pela atuação marcante do cantor principal Pitty de Menezes, junto ao seu carro de som, composto também por um violino, que dá um toque bem especial.

Em entrevista ao Site CARNAVALESCO, Pitty falou sobre o entrosamento com seu carro de som e comunidade: “Nosso time é maravilhoso. Temos muitos músicos de talento no carro de som. Tudo fica mais fácil com esses caras. E o entrosamento com a comunidade está incrível também. Todos cantando o samba com muita força e com muita alegria, o que deixa a gente muito feliz com o trabalho. Tenho certeza que esse samba vai explodir na Sapucaí. É um samba fácil, até mais tranquilo de cantar que o desse ano, que já foi ótimo. Acredito muito que o público virá junto com a nossa escola no desfile”.

Imperatriz20231218 006Outros destaques

A bateria “Swing da Leopoldina”, sob o comando de Mestre Lolo, teve mais um grande desempenho. O andamento escolhido se mostrou perfeito para a escola cantar o samba e brincar bastante ao mesmo tempo. As bossas são um show à parte. Principalmente, a que simula uma seresta, na primeira parte do samba, com a inclusão do solo de violino. Nos momentos em que a bateria para de tocar, a comunidade deixa ainda mais claro que o sonho do bi-campeonato é muito real.

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Com canto espetacular da comunidade, Salgueiro realiza seu melhor ensaio de rua na temporada

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Um excelente desfile. O primeiro treino da temporada na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, na noite deste domingo, resultou no melhor ensaio de rua do Acadêmicos do Salgueiro neste pré-carnaval. Um dos principais sambas do ano e a explosão da comunidade ressaltaram que a Vermelho e Branco é uma das fortes concorrentes na briga pelo título do Grupo Especial. A apresentação foi encerrada sob gritos de “é campeã”.

Agora, com o apoio massivo do salgueirense, a agremiação retornará ao Morro do Salgueiro nesta quarta-feira para mais um ensaio. Em 2024, a Academia do Samba levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Hutukara”, do carnavalesco Edson Pereira, e será a terceira agremiação a desfilar no domingo de carnaval. De acordo com o diretor de carnaval, Wilsinho Alves, a escola estava quase completa. Para ele, o ótimo desempenho do chão salgueirense ressalta o bom momento e o favoritismo da agremiação.

“Isso aqui é loucura, é outra energia. Haviam tijucanos e também vieram pessoas de outras escolas e regiões – tem gente da Imperatriz, Viradouro. Parece que a escola sentiu esse gás a mais e fez, disparadamente, o melhor ensaio da temporada. Cantamos e evoluímos muito. Não gosto de falar em perfeição, mas estamos quase lá. Gostei de tudo: o canto da comunidade, a evolução, o andamento da bateria, o casal, Patrick. Todos fizeram o que foi combinado. Acredito que o Salgueiro está vivendo um momento bom que se for levado até o carnaval, vamos disputar”, comenta Wilsinho.

Comissão de Frente

Com onze componentes, a comissão de frente comandada pelo coreógrafo Patrick Carvalho fez uma apresentação repleta de dramaticidade e sincronia, e foi aplaudida pelo público presente. Se o ensaio foi em grande nível, a comissão não fez diferente.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Salgueiro20231218 042Mais uma vez o casal Sidclei Santos e Marcella Alves, considerado um dos melhores mestres-salas e porta-bandeiras do carnaval, mostrou que o longo tempo de parceria contribui cada vez mais para um ótimo desempenho. A ótima conexão e bailado, somados à firmeza e segurança típica da dupla, resultaram em uma apresentação bastante aplaudida por quem acompanhava o cortejo. A comissão de frente abriu o treino salgueirense em alto nível, e o primeiro casal conseguiu deixar o sarrafo ainda mais alto.

Harmonia

Um verdadeiro show. A comunidade jogou junto com o carro de som e a bateria, e o resultado não poderia ser diferente: uma grande Apoteose na Rua Conde de Bonfim. O samba-enredo foi ecoado com muita força pelos componentes e por quem acompanhava o ensaio. Destaque para as alas 5, 7 e 21, que cantaram em alto nível durante todo o trecho de apresentação. De fato, tem tudo para concorrer como o melhor samba do ano. Um dos membros da comissão de harmonia da Vermelho e Branco, Paulinho Evangelista elogiou o canto da comunidade durante os ensaios, mas destaca que ainda há muito trabalho pela frente.

Salgueiro20231218 021“Estamos trabalhando semanalmente o canto e a evolução com as alas da comunidade. Os ensaios estão sendo setorizados e conseguimos um ganho muito grande com isso: a cada ensaio a nossa comunidade está subindo de nível. Eles são importantes para que, quando chegar perto do carnaval, a escola esteja em um patamar elevado e, se Deus quiser, pronta para um grande desfile. Ainda tem coisa para melhorar, é o primeiro ensaio na Conde de Bonfim e ainda têm muitos outros pela frente. É um passo a passo. Queremos chegar no carnaval em um nível bem elevado para fazer um grande desfile”, ressalta o diretor de harmonia.

Evolução

Com um ensaio de aproximadamente 1h10 de duração, o torcedor salgueirense pôde aproveitar cada momento de forma alegre e sem pressa. O local de ensaio contribui para o bom desempenho, mas o trabalho realizado pela diretoria da escola foi destaque para o resultado final. Para Paulinho Evangelista, a diferença entre as ruas Conde de Bonfim e Maxwell contribui para a apresentação dos segmentos.

Salgueiro20231218 020“A pista da Conde de Bonfim é melhor para o ensaio. Ela é mais reta, quase não tem buracos e isso facilita mais na hora do desfile – para a comissão, baianas e o casal. Acredito que o ensaio na Conde de Bonfim é mais produtivo”, conta.

Samba-Enredo

A obra caiu na boca do povo e nas graças do torcedor salgueirense. A comunidade cantou absurdamente forte vários trechos da canção. O hino foi conduzido por Charles Silva, membro da equipe do carro de som comandado por Emerson Dias, que está em viagem. O cantor demonstrou um ótimo desempenho e animou ainda mais o público. Parceiro do intérprete oficial há mais de dez anos, ele diz que a boa relação entre toda a equipe do carro de som e a bateria é um fator que contribui para um resultado positivo.

Salgueiro20231218 025“Somos como uma família. Por mais que tenhamos algumas mudanças com a chegada de dois novos amigos – que possuem uma extrema qualidade e profissionalismo. Eu, Emerson e Alessandro estamos juntos há mais de dez anos. Já sabemos mais ou menos o que o Emerson gosta e como é o clima. Daí é só dar seguimento no trabalho e manter o mesmo nível para tudo dar certo. A relação com a bateria é excelente. Sempre estamos juntos, conversamos e vemos o melhor para todo mundo. Não adianta ser bom para nós ou para eles, tem que ser bom para a escola inteira. É isso que buscamos e, graças a Deus, tem dado certo”, comenta Charles.

Já o diretor de carnaval da agremiação também falou sobre a importância do quesito samba-enredo para um bom desempenho da Academia do Samba no carnaval. “Hoje, o samba é mais da metade do desfile. O samba-enredo voltou a ter protagonismo no resultado do carnaval – da forma que deve ser sempre. Estamos muito bem servidos de samba, que é um dos melhores do ano. Isso vai impulsionar a nossa harmonia e a evolução. Acredito que ele pode ser, sim, um diferencial para o Salgueiro”, contou.

Outros destaques

A Bateria Furiosa não poderia ficar de fora dos destaques. Com 180 ritmistas e um andamento entre 146 e 147 BPM, os mestres Guilherme e Gustavo ressaltaram, na prática, o bom entrosamento entre o segmento e o carro de som. Segundo Guilherme, as duas ruas de ensaio impõem desafios que, para ele, contribuem no preparo para a Passarela do Samba.

Salgueiro20231218 024“Como a Conde de Bonfim é diferente da Maxwell, não ensaiamos nas mesmas condições que é o desfile – o que causa algumas dificuldades. Por um lado isso é bom, porque no dia oficial a facilidade da Sapucaí é muito melhor. Aqui tem curvas e tem horas que a bateria fica muito estreita e a bateria fica muito comprida. Isso atrapalha no andamento e na realização de bossas. Vamos jogando com esses obstáculos, e isso é bom. É um ensaio bom para passar as bossas, fixar na cabeça do ritmista o que iremos fazer na Sapucaí e acertar o andamento. Isso faz parte do trabalho para que no dia a gente consiga chegar em um denominador comum”, analisa o mestre de bateria.

Assim como Charles, mestre Gustavo também enfatizou a boa relação e o trabalho coletivo entre os diversos segmentos da agremiação. Para ele, isso resulta em um ótimo resultado para o carnaval da escola. “A relação é sempre a melhor possível. Nós, o Emerson, Alemão e a galera da harmonia trabalhamos com uma tremenda união. Às vezes até comento com o Guilherme que, graças a Deus, temos um ambiente de trabalho muito assim. Todo mundo se ouve, dá opinião, sai junto para almoçar e trocar uma ideia. É jogado em time, e isso facilita muito o trabalho e faz com que a gente apresente não só o melhor para o Salgueiro, mas , também, nos satisfaz”, completa Gustavo.

Disciplinada, Grande Rio faz último ensaio de rua do ano perfeita na parte técnica e sobrando na garra dos componentes

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A Grande Rio deu um até logo aos ensaios na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, a agremiação fará uma pausa para o Natal e Ano Novo nas próximas duas semanas. E fechou com chave de ouro este ciclo, tendo muita correção e eficiência em todos os seus quesitos, disciplinada, organizada mas com a garra do componente para evoluir e cantar bastante o samba de 2024. Apenas a comissão de frente não participou deste último teste em 2023. Evandro Malandro e mestre Fafá mostraram o entrosamento de sempre, e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel Werneck e Taciana Couto foram muito bem mais uma vez, tendo eficiência nos movimentos e mostrando um algo a mais nas coreografias. Agora o desafio para janeiro é manter o foco e não deixar o nível cair, voltar com o astral e a técnica lá em cima para se preparar para o ensaio técnico na Sapucaí que para a Tricolor de Caxias acontece em 28 de janeiro.

O diretor de carnaval Thiago Monteiro, ao fim do ensaio, avaliou junto a reportagem do CARNAVALESCO como foi o rendimento desta finalização de um primeiro ciclo de preparação para o carnaval 2024.

“A minha avaliação é muito positiva. Esse foi o último ensaio de rua do ano e a gente completa esse ciclo de 2023 de forma muito feliz. Acho que a escola está cantando, está atingindo um nível de canto muito bom. Lógico, é cada vez mais dentro desse nosso processo de sempre, sempre exigindo cada vez mais. Hoje, seguramente, é o ensaio que nós tivemos a comunidade mais presente, mais cheio. E isso é normal, agora em janeiro, além de ter uma escola lotada, a gente vai ter o povo de Caxias ainda mais cheio, embora hoje a presença já tenha sido muito boa”, avalia Thiago.

O diretor de carnaval da Grande Rio também revelou que a escola busca usar os ensaios na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no centro de Duque de Caxias, para testar diversas situações que possam acontecer no desfile oficial na Sapucaí.

Grande Rio20231218 013“Hoje nós temos umas questões técnicas que a gente ensaia na Brigadeiro e tem conseguido ensaiar isso. A gente tem feito algumas simulações, e até são coisas internas, as pessoas nem percebem, e simulados algumas coisas para que na hora do desfile se precisar, a gente possa lançar mão de uma coisa ou outra. Treino é treino , jogo é jogo, mas a gente tem que tentar no máximo reproduzir o que pode vir acontecer conosco na hora do jogo. Saio muito satisfeito e feliz, parabéns para a comunidade, parabéns para os segmentos, vamos entrar agora em 2024, que é tão curto esse início de ano, mas botando essa onça para rugir forte”, projeta o profissional.

Em 2024, a tricolor de Caxias levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Nosso destino é ser onça”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Com o desafio de abrir o desfile já que neste treino não havia comissão de frente, Daniel Werneck e Taciana Couto apresentaram uma coreografia, como característica do casal, mesclando passos mais clássicos do quesito, mas investindo também em movimentos mais coreografados, pontuando bastante o samba. E esses movimentos deram todo um charme e um destaque para a dança, como por exemplo no trecho do samba ” Kiô! Kiô, Kiô, Kiô, Kiera” em que apontavam os braços e os movimentavam como flechas, apontando um para o outro. Vestidos de branco, logo na cabeça do samba, no ” trovejou” , erguiam um braço para o alto e iniciavam movimentos mais intensos. Na segunda vez do refrão do meio, no ” É preta, parda, é pintada feita a mão…” a dupla fazia um movimento muito de muita beleza com os braços e o tronco indo e voltando, na métrica do samba, bem sincronizado, que produziam um belíssimo efeito. Apresentação sem defeitos.

Harmonia

O canto da escola tem sido um destaque e mesmo que muitas vezes o samba seja avaliado ou taxado como uma obra com palavras difíceis, encontros de fonemas que possam dificultar a desenvoltura no canto, a comunidade esteve bem à vontade com a letra e com a melodia da obra, se mostrando bem treinada com as partes que podem dificultar um pouco mais como a entrada da segunda do samba. E importante, o público que acompanhava o ensaio também cantou junto, inclusive as partes consideradas mais “trava-linguas”. Membros da direção de harmonia da escola, que também é formada por Cacá Santos e Andrezinho, Clayton Bola e Jefferson Guimarães falaram sobre o trabalho realizado pela escola para ter êxito no canto da comunidade, com ou sem palavras difíceis.

Grande Rio20231218 022“O nosso trabalho na quadra tem sido muito intenso para que o canto possa chegar forte na rua, o chão da Grande Rio é tão forte que não tem samba que eles falaram que seria um trava língua. E o chão da Grande Rio está provando que não tem trava língua, a comunidade caiu pra dentro, e cada treino está sendo melhor que o anterior”, acredita Clayton.

“Muitas escolas já vieram com sambas até mais difíceis que o nosso. Na verdade, a gente tem mostrado que não existia dificuldade com o samba, era uma questão de treinamento, ensaio exaustivo e o resultado é esse aí que a gente está vendo no ensaio de rua. Tem coisa para melhorar? Sempre tem. Todo o ensaio é diferente porque a gente sempre tenta melhorar uma coisinha ou outra, para a gente tentar chegar no dia 100%”, entende Jefferson.

Evolução

Grande Rio20231218 014A escola terminou o seu desfile pela Avenida Brigadeiro Lima e Silva com cerca de pouco mais de 1h10, fruto de uma evolução bem cadenciada, dando oportunidade do componente brincar bastante o samba, no ritmo também de como o departamento musical tem planejado o samba para escola. Mas também com muita garra, e principalmente nas primeiras alas apostando em alguns movimentos coreográficos, algumas alas em si mais voltadas para esse aspecto no seu desfile predominante, e outras mais restritas a alguns pequenos trechos do samba. Pode-se ver no ensaio muita gente carregando algum apetrecho, desde bolas, bastões iluminados ou bastões enfeitados na temática do Natal. Evolução próximo da perfeição, sem buracos ou alas se embolando.

Samba-enredo

A obra escolhida para 2024 da Grande Rio tem características bastante peculiares e se molda ao que Evandro Malandro e Fafá, responsáveis pelo departamento musical da escola, têm pensado para a agremiação em termos de samba e que tem sido chancelado pela diretoria da Grande Rio. Além disso, a obra se apoia muito no enredo, e apresenta muito da encantaria e do misticismo. O andamento também se molda às características da bateria da Grande Rio, e, como tem sido em outras apresentações, neste treino, o samba valorizou muito o trabalho das cordas e permitiu que a parte harmônica dos instrumentos como violão de sete e cavaquinho casasse inclusive com as bossas de Fafá. No trecho ” Sussuarana no sertão que vem e vai” era possível ouvir clareamento e de forma limpa o grave do violão de sete cordas se relacionando com o ritmo mais puxado para uma batida de baião da bateria. Se o samba com suas características mais melódicas será bem visto pelos jurados, apenas na apuração na quarta-feira de cinzas vai se descobrir, mas o que não se pode negar é o ótimo trabalho musical que a escola, principalmente nas figuras de Fafá e Evandro, tem feito com a obra.

Grande Rio20231218 010Outros destaques

Antes do ensaio, a emissora detentora dos direitos de transmissão dos desfiles da Liesa fez uma ação e gravou alguns vídeos. O processo contou com a participação de Milton Cunha que foi bastante tietado pelo público que compareceu ao ensaio. Antes do treino começar, o presidente Milton Perácio desejou feliz natal e agradeceu a comunidade pela dedicação neste final de ano e único de preparação para o carnaval de 2024. Emocionado, o mandatário convocou de forma bastante inflamada o componente não só no ensaio de hoje a mostrar sua garra, mas para a reta final de preparação a partir de janeiro. Algumas beldades chamaram a atenção do público, como a musa da escola Mulher Melão que vinha logo no início e a musa Luciene Santinha, a frente dos passistas que deram um show de samba no pé. No final, uma grande ala de crianças mexia muito com o público pela fofura e vontade com que cantavam o samba. Assim como foi bonito ver a ala de casais mirins defendendo o pavilhão.