Início Site Página 719

Liesa vai testar cronometragem dos esquentas e novidades na transmissão durante os ensaios técnicos

0

Um encontro na Cidade do Samba entre dirigentes da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e os diretores de Carnaval das 12 agremiações do Grupo Especial, na última quarta-feira, acertou os últimos detalhes para os ensaios técnicos de 2024. As atividades começam no Sambódromo no dia 7 de janeiro e vão até 4 de fevereiro, uma semana antes dos desfiles oficiais.

rio carnaval
Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Durante a reunião, também foram abordadas questões técnicas das apresentações oficiais, que serão simuladas nos ensaios, como tempo de esquenta e novidades de transmissão.

“Os ensaios técnicos já fazem parte do calendário oficial do Rio de Janeiro. Cariocas e turistas sempre ficam ansiosos por esse momento de reencontro com o Carnaval. Nossas escolas de samba já estão prontas para mais esse espetáculo”, ressaltou o diretor de Carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos.

Confira o calendário dos ensaios técnicos do Rio Carnaval 2024:

7 de janeiro
Porto da Pedra- 20h30
Mocidade – 22h

14 de janeiro
Portela – 20h30
Unidos da Tijuca – 22h

21 de janeiro
Paraíso do Tuiuti- 20h30
Salgueiro – 22h

28 de janeiro
Grande Rio – 20h30
Mangueira – 22h

3 de fevereiro
Lavagem da Sapucaí – 19h
Beija-Flor – 20h30
Vila Isabel – 22h

4 de fevereiro
Viradouro – 20h30
Imperatriz – 22h

TV Globo define equipe de apresentadores dos desfiles do Grupo Especial de São Paulo

0

A TV Globo definiu que os apresentadores dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2024 vão ser os mesmos do Grupo Especial de São Paulo, que acontecem na sexta e sábado, no Anhembi, Assim, a equipe terá Alex Escobar, Milton Cunha e Karine Alves.

ligasp
Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Até o Carnaval 2023, a TV Globo dividia o time de apresentadores. Esse ano estiveram Rodrigo Bocardi e Aline Midlej. A grande novidade é que Karine Alves chega na equipe.

Nos dias 9 e 10 de fevereiro, sexta e sábado, as agremiações do Especial disputam o título de campeã.

9 de fevereiro, sexta-feira

1 – Camisa Verde e Branco
2 – Barroca Zona Sul
3 – Dragões da Real
4 – Independente
5 – Acadêmicos do Tatuapé
6 – Mancha Verde
7 – Rosas de Ouro

10 de fevereiro, sábado

1 – Vai-Vai
2 – Tom Maior
3 – Mocidade Alegre
4 – Gaviões da Fiel
5 – Águia de Ouro
6 – Império de Casa Verde
7 – Acadêmicos do Tucuruvi

Vote: Qual é o melhor samba do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2024?

0

Está no ar a enquete do site CARNAVALESCO sobre os sambas do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2024. Você pode votar até 20h do dia 4 de janeiro. Vamos divulgar o resultado no dia 5 de janeiro.

 

Barracões Acesso 2 SP: Amizade está pronta para homenagear Eduardo Basílio

0

Amizade ZL20231227 002De onze escolas que militarão no Grupo de Acesso II da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) em 2024, três delas escolheram temas relacionados a outras escolas de samba. Uma delas é o Amizade Zona Leste, que falará de um grande baluarte do carnaval paulistano e de uma coirmã que possui sete títulos da divisão especial da folia na maior cidade da América do Sul. Com o enredo “Eduardo Basílio — Um Mar de Rosas de Ouro. Do Quilombo da Brasilândia para o Mundo”, contando a história do fundador e primeiro presidente do Rosas de Ouro e da Liga-SP, a agremiação de São Mateus será a quarta a desfilar na noite de 03 de fevereiro.

A equipe de reportagem do CARNAVALESCO visitou o barracão da escola da Zona Leste de São Paulo e entrevistou alguns dos integrantes da Comissão de Carnaval da agremiação. Camilo Augusto, presidente do Trevo, foi quem respondeu às questões, com Pedro Nagy e Eduardo Nagy também presentes.

Exaltação a um grande nome

Amizade ZL20231227 005De maneira sucinta, Camilo buscou explicar o que será levado para o Anhembi.”‘Eduardo Basílio — Um Mar de Rosas de Ouro. Do Quilombo da Brasilândia para o Mundo’. O nome do enredo, por si só, já fala o que queremos colocar na avenida. Vamos contar a história do sr. Eduardo Basílio, um baluarte do samba, reconhecido por todas as agremiações, e os grandes feitos dele – que, por consequência, são os grandes feitos da Sociedade Rosas de Ouro”, destacou, aproveitando para citar o nome do enredo ipsis literis.

Contando um pouco mais sobre a grande referência do que está programado, Camilo destaca que a união entre o homenageado e a escola será a tônica da apresentação. “A referência principal é a Sociedade Rosas de Ouro, a agremiação. Ele foi muito exaltado por ter sido o primeiro presidente da Liga-SP e do Rosas de Ouro, mas a grande referência são os grandes feitos que ele teve frente à escola”, pontuou.

Na ocasião, o presidente aproveitou para contar detalhes sobre a setorização do Amizade em 2024. “São três setores. Começamos com a história do Rosas de Ouro: o que é a flor dourada, símbolo da escola; as princesas católicas…toda alusão à logomarca e o que eles pensaram quando fundaram a agremiação. Ela vem, inicialmente, com a história da escola; o nosso abre-alas traz a data de aniversário do sr. Eduardo, que sempre foi uma data histórica, já que ele sempre revelava os enredos no próprio aniversário. Nosso abre-alas virá dessa forma. Depois, vem o quilombo da Brasilândia, uma parte mais afro, até porque isso de fato existe: até hoje as pessoas entendem a Brasilândia como um quilombo contemporâneo, onde o negro se sente incluído e acolhido. Realmente acreditamos que o bairro é um quilombo contemporâneo. Depois, concluímos com um grande desfile – como o de 2005 [Mar de Rosas]. A finalização, o terceiro setor, vem com os grandes desfiles e títulos da escola”, detalhou.

Cooperação da Roseira

Amizade ZL20231227 004Ao ser perguntado sobre eventuais surpresas e destaques em toda a pesquisa realizada para conceber o enredo, os integrantes da Comissão de Carnaval pontuaram o quanto a escola foi pioneira na gestão de uma agremiação. “Surpresa nós não tivemos, porque a história do sr. Eduardo é bem conhecida até por quem não o conhece e nem o conheceu. Ocorreu um fenômeno bem curioso no carnaval porque ele é conhecido por pessoas que não são do tempo dele. Jovens, nos dias de hoje, conhecem a história dele. Então, não tivemos surpresa nenhuma. O que realmente chamou atenção foi a profissionalização que o Rosas de Ouro, há décadas atrás, já tinha. Hoje, vemos isso nas grandes escolas (inclusive nas médias e pequenas também), mas, naquela época, ele já tinha. Isso chamou muita atenção e será muito exaltado no nosso desfile”, pontuou Camilo.

Perguntado sobre o quanto a coirmã ajudou para que o desfile fosse colocado na avenida, Camilo recordou como começou a relação institucional entre as duas instituições “A colaboração do Rosas de Ouro se dá, principalmente, pela amizade e pela irmandade que se criou entre as duas agremiações. Em 2017, nosso enredo foram os jurados, com o tema ‘Quem é o culpado?’. Falamos de todos os quesitos do carnaval nesse desfile. No quesito mestre-sala e porta-bandeira, fizemos uma homenagem à presidente do Rosas de Ouro, Angelina Basílio. Fizemos um carro alusivo à escola e ela veio como uma porta-bandeira nesse carro. Desde então, não nos separamos mais. As baianas estão conosco desde aquela época, alguns componentes… Rosas de Ouro e Amizade, então, se tornou uma grande amizade. A contribuição vem dessa forma. Óbvio que componentes do Rosas estarão conosco – e não serão poucos. A contribuição foi essa: a amizade e a parceria entre as duas agremiações”, revelou, aproveitando para relembrar o fato de que a atual mandatária da Roseira já teve outras incumbências na instituição.

O resultado da cooperação está em uma quase que fusão entre as duas instituições durante o desfile. “Nós queremos colocar na avenida o Amizade Zona Leste e a Sociedade Rosas de Ouro. Óbvio que, neste grupo que nós estamos, não temos recursos suficientes para fazer um carnaval a nível do Grupo Especial e a nível do que merece o sr. Eduardo Basílio. Mas… quem ver o Amizade entrando enxergará, também, o Rosas de Ouro. Com a humildade do nosso enredo e dos nossos recursos, procuramos fazer o máximo para que a apresentação visual seja minimamente à altura do que é Eduardo Basílio e do que é Rosas de Ouro”, observou Camilo.

Homenagens são positivas?

Amizade ZL20231227 003A Comissão de Carnaval foi interrogada sobre o quanto a escolha de um tema ligado a outra escola de samba poderia impactar na avaliação por parte dos jurados, destacando que outras duas escolas do Grupo de Acesso II também terão enredos ligados a outras instituições – a Uirapuru da Mooca falará sobre a Mocidade Independente de Padre Miguel, enquanto a Primeira da Cidade Líder tratará da Portela. Na visão deles, tal situação é muito benéfica. “As escolas estão entendendo que falar de sambistas, do samba, de si próprio, ajuda muito. É óbvio que conhecemos enredos patrocinados, que não criticamos e não somos contra, já que sabemos das dificuldades e seria hipocrisia dizer que isso é ruim – até porque, se isso acontecesse na nossa agremiação, faríamos o mesmo. Mas é óbvio que falar de sambista e do samba seria maravilhoso. Quando anunciamos o enredo, uma fala da Solange Cruz Bichara Rezende, presidente da Mocidade Alegre, que estava com a presidente Angelina Basílio, foi incrível, uma fala fantástica. Ela disse ‘parabéns Angelina, só conta história quem tem”. Essa foi uma fala maravilhosa da presidente Solange, a quem eu rendo minha homenagem e um grande abraço. A gente só conta história de quem tem história; quem não tem, a gente não conta”, lembrou, destacando outras baluartes do carnaval paulistano.

Organização para obter o resultado

Com todas as alegorias e as respectivas esculturas já devidamente embaladas, chamou atenção o quanto o Amizade já estava praticamente com trabalhos concluídos. A impressão foi confirmada pela Comissão de Carnaval ao ser perguntado sobre o cotidiano da agremiação. “Nosso dia a dia é sempre muito profissional. Eu costumo dizer que, na nossa agremiação, pelo grupo que estamos e pela verba que recebemos, só falta, realmente, registrar a carteira de trabalho dos trabalhadores. No restante, já atuamos como empresa. Começamos às 07h com café digno, paramos às 11h para o almoço e, às 16h, todo mundo vai para sua casa. Nesse ritmo, desde o carnaval passado, já estamos com o nosso carnaval 100% pronto em dezembro. O ritmo é esse: muita organização, trabalho sério e profissional, com cuidado e respeito a quem está trabalhando”, pontuou Camilo.

Também organizados estão os números da agremiação, citados de cor e salteado pelo presidente e integrante da Comissão de Carnaval. “Vamos desfilar com um contingente entre 700 e 750 componentes, dez alas, duas alegorias (sendo a segunda acoplada) e uma alegoria também grande da comissão de frente”, pontuou Camilo, que aproveitou para deixar um recado a todos os envolvidos com o carnaval paulistano. “Nosso recado é desejar um grande carnaval a todas as agremiações. Sabemos a dificuldade que é colocar um carnaval na avenida. Que Deus abençoe a todos e que consigamos todos fazer um grande carnaval. Esse é o desejo da escola de samba Amizade Zona Leste”, comentou.

Outros elogios

Amizade ZL20231227 001Um político também foi homenageado por Camilo – agora, ao falar do espaço em que estão os barracões das escolas de samba dos Grupos de Acesso I e II, localizado na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo. “O espaço da Fábrica do Samba II é um espaço maravilhoso. Foi adquirido através do vereador Milton Leite, que é um defensor do carnaval, muito homenageada e que merece todas as homenagens que tem. O que ele fez pelo carnaval paulistano foi histórico, daqui cem anos vão ter que falar o nome desse homem, grande política e ser humano. Não estou puxando sardinha: é o reconhecimento de um trabalho de um grande sambista. Veja que estamos com nossas alegorias prontas e bem acomodadas, sem pegar chuva nem Sol graças a esse espaço maravilhoso que temos aqui”, finalizou o presidente.

‘Dar a volta por cima’, promete vice-presidente da Mocidade

0

Após o Carnaval de 2023, a Mocidade Independente de Padre Miguel protagonizou momentos conturbados nos bastidores. Uma disputa na política interna da agremiação resultou em uma decisão judicial que não permitia a realização de eleição da nova diretoria e nem o anúncio do enredo. Por conta disso, a escola foi a última entre as doze que compõem o Grupo Especial do Rio a divulgar o tema que levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no ano que vem. Com isso, a verde e branca só tornou público a sua proposta para 2024 em 28 de junho, após a reversão de parte do impedimento pela Justiça. Em entrevista concedida com a reportagem do site CARNAVALESCO, o vice-presidente da Mocidade, Luiz Claudio Ribeiro, comentou o cenário delicado enfrentado pela estrela-guia e como estão sendo os trabalhos visando o próximo desfile.

final mocidade 2024 26
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A gente se preocupa muito em fazer carnaval e dar a volta por cima. Nós, da direção, assumimos a responsabilidade pelo que aconteceu no último Carnaval e desde então a gente só tem feito trabalhar. Te confesso que da parte jurídica quem pode falar melhor é o nosso departamento jurídico. A gente da administração, eu e o presidente Flávio, só pensamos em produzir um belo espetáculo, porque o independente está cobrando isso e com razão. É o nosso papel como dirigente da escola. Hoje, aqui na quadra, fizemos uma festa linda, com excelentes sambas. O enredo para o ano que vem é irreverente e estou confiante que vai mudar a tendência do Carnaval. Costumo brincar que a primeira de segunda-feira é a sétima a desfilar e tenho certeza que a escola vai com garra total. O nosso intérprete Zé Paulo tem mostrado de fato muita qualidade, muito empenho no seu trabalho, a comunidade e a escola abraçaram ele. Não tenho dúvida que o trabalho de barracão, a comissão de Carnaval e o entrosamento da comunidade vai levar a Mocidade para as cabeças em 2024”, afirmou o vice-presidente da estrela-guia.

Barracões Acesso 2 SP: Unidos de São Lucas exalta trabalhadores e se inspira em Clara Nunes

0

Sao Lucas20231226 002Com dois desfiles no Grupo Especial de São Paulo na virada do milênio, a Unidos de São Lucas estava com saudades do Anhembi. Desde 2017 desfilando longe do Sambódromo paulistano, a escola da Zona Leste retorna em 2024 ao principal solo do carnaval da cidade de São Paulo no dia 03 de fevereiro, como a segunda escola a desfilar no Grupo de Acesso II da Liga-SP – fruto do título no Especial de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) em 2023. Para desenvolver o enredo “O Canto das Três Raças… o grito de alforria do trabalhador!”, a agremiação desenvolve um trabalho conjunto capitaneado por Fernando Dias, carnavalesco da vermelha, preta e branca.

Em visita ao barracão da escola, localizado na Fábrica do Samba II, na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, o profissional recebeu a reportagem do CARNAVALESCO para falar sobre o desenvolvimento do projeto.

Homenagem – à cantora e ao povo

Sao Lucas20231226 005Ao observar o título do enredo, não há como não se lembrar do clássico cantado por Clara Nunes. Das grandes baluartes do samba e da Música Popular Brasileira (MPB) em geral, a portelense já estava na mente da diretoria da escola para a apresentação em 2024. “Quando eu cheguei na escola, a ideia já existia com o Raphael Maslionis, nosso diretor de carnaval, e com o Adriano Freitas, o Nanão, nosso presidente. Queríamos cantar o Canto das Três Raças como um grito de alforria, porque até hoje, se a gente parar para pensar, ainda somos escravizados. Conseguimos colocar uma roupinha, um tênis, mas… quando os invasores chegaram, eles levaram uma porção de coisa e continuam fazendo a mesma coisa hoje em dia, mas um pouquinho disfarçado. O problema é que eles seguem levando”, destacou Fernando Dias.

Apesar disso, a canção não será retratada diretamente pela agremiação, na visão do próprio carnavalesco. E há um motivo especial para que isso aconteça. “Nós não estamos dentro da música, nós usamos a canção da Clara Nunes como inspiração, para falarmos desse grito nosso. A música já é marcante, então queríamos trabalhar em paralelo como a música. É tudo para dizer que continuamos com a forca no pescoço, digamos assim”, comentou.

Pouco depois, a confirmação do próprio profissional: ao ser indagado sobre a grande referência para o desfile como um todo, a cantora sequer foi citada – em uma frase curta e bastante enfática. “A referência maior é a nossa classe trabalhadora. No nosso último setor nós falamos de nós mesmos, trabalhadores, nos dias de hoje”, vaticinou o carnavalesco.

Projeto de resgate

Sao Lucas20231226 004O impacto de voltar a desfilar no Anhembi, logicamente, é um desafio para qualquer escola de samba. Não seria diferente para a vermelho, preto e branca da Zona Leste. E, na visão de Fernando, há uma característica que se destaca em tudo que está sendo feito para o carnaval 2024. “Nosso grande trunfo é que estamos em uma sequência de enredos mais culturais. Ano passado viemos com ‘Jongo’, esse ano viemos com o Canto das Três Raças… estamos resgatando um pouco parte da nossa cultura. A chegada da São Lucas aqui é para marcar, procuramos ter um tema marcante para 2024”, destacou, relembrando o enredo campeão do Grupo Especial de Bairros da UESP em 2023.

Um projeto, obviamente, é formado por muitas pessoas. Além dos já citados Raphael Maslionis, diretor de carnaval, e Adriano Freitas, o Nanão, presidente da escola, mais um componente-chave da Unidos de São Lucas foi citado ao longo da entrevista para falar sobre o trabalho desenvolvido. “A pesquisa foi feita junto de todo mundo e com o Felipe Diniz, nosso enredista. A gente sempre acha alguns fatos diferentes, mas, como o nosso tempo é muito enxuto, temos que enxugar ao máximo e retratar logo de cara o que queremos falar. Não dá para ficar viajando”, comentou.

Eficiência e funcionalidade

Sao Lucas20231226 003Falando sobre o desfile em si, Fernando foi bastante sucinto ao apresentar o que será exibido para o público. É importante destacar, justamente, a literalidade da canção de Clara Nunes transposta para o que será visto. “Nós abrimos a escola com os invasores, a parte indígena. Quando os invasores chegaram, eles falam que descobriram, mas nós já tínhamos os índios que moravam aqui. Eles não descobriram nada! Depois, chega a parte afro e, por fim, aparece o branco, que também é trabalhador”, explicou.

O carnavalesco aproveitou para destacar, também, algumas das observações feitas por ele e pela escola para evitar desafios ainda maiores. “São duas alegorias, de acordo com o regulamento. Havia a opção de ter acoplamento, mas, toda vez que subimos da UESP, é muito dificultoso para quem chega. Lá é uma outra realidade, a competição aqui envolve projetos gigantes. Além dos carros, teremos um tripé representando os inconfidentes – Tiradentes, no caso. Teremos na faixa de seiscentos componentes em dez ou onze alas”, pontuou o profissional, aproveitando para dar outro detalhe da ficha técnica da agremiação.

Retorno alegrando a comunidade

Como não poderia deixar de ser, os componentes da Unidos de São Lucas não veem a hora de retornar ao Anhembi após anos distante do Sambódromo. A agremiação, que abraça uma no Sudeste da capital, próxima das divisas de São Paulo com Santo André e São Caetano do Sul, quer mostrar seu valor no principal palco da folia paulistana. “A escola está muito feliz, apesar de termos juntado dois sambas. Conseguimos fazer essa junção, e sei que é muito difícil fazer essa união e conseguir um resultado tão bom quanto a gente conseguiu. A galera aceitou e está com o samba já na ponta da língua, toda sexta-feira estou na quadra e posso falar isso. Tivemos também a apresentação das fantasias, demos um ‘up’ na escola e todos estão animados. Queríamos o choque, queríamos mostrar que não estamos no Grupo de Acesso II à toa”, afirmou Fernando.

No barracão, o carnavalesco aproveitou para contar um pouco do cotidiano dele na escola e revelou uma informação muito relevante para o prosseguimento do trabalho até o desfile. “Meu dia a dia aqui começa cedo e se divide em dois ou três. Tenho que ir na quadra acompanhar a reprodução de fantasias, algo que já está oitenta por cento pronto – sobrando mais tempo para ficar no barracão. Como os barracões ficam um ao lado do outro, facilita muito o desenvolvimento do trabalho em duas agremiações – sempre de comum acordo entre as duas instituições”, destacou ele, que também auxiliar outras instituições carnavalescas.

Por sinal, o profissional aproveitou para elogiar a infra-estrutura da Fábrica do Samba II novamente citando a experiência no local que já possui. “Eu já conheço a Fábrica do Samba II graças a trabalhos em outros anos e escolas. Quando entregaram para as escolas, percebi que era um grande ganho. Ter um local para que você desfile e traga em segurança, recuperando muita coisa sem Sol ou sem a chance de jogarem fogo. A estrutura que a Liga-SP conseguiu para nós é muito boa. A São Lucas já tinha um espaço de barracão, mas muitas da UESP não tem. Ainda assim, não é algo comparável ao espaço que temos aqui”, relembrou o carnavalesco – também se colocando no lugar de outros profissionais com o mesmo cargo em co-irmãs.

Confiante, Fernando aproveitou para dar o tom do que será visto no Anhembi. “A única coisa que eu posso dizer é: aguardem a São Lucas. Ela vem para gritar”, finalizou.

‘Escola com uma roupagem muito nova’, prometem carnavalescos da Grande Rio

0

A dupla de carnavalescos formada por Gabriel Haddad e Leonardo Bora fez sua estreia na Acadêmicos do Grande Rio no Carnaval de 2020. Logo no primeiro ano, os artistas conquistaram um vice-campeonato com o enredo “Tata Londirá – O Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias”, sobre o pai de santo baiano Joãozinho da Gomeia. O trabalho seguinte foi ainda mais além e alcançou o tão sonhado título para a escola de Duque de Caxias com “Fala Majeté! Sete Chaves de Exu”, que desmostificava a figura do orixá. Agora, após um sexto lugar em 2023 homenageando o cantor e compositor Zeca Pagodinho, os dois querem novamente levantar o caneco com “Nosso Destino É Ser Onça” sobre a simbologia do animal no cenário artístico-cultural brasileiro.

final grande rio 2024 40
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A Rosa Magalhães uma vez deu uma entrevista falando que todo Carnaval é novo. O ferro é novo, o isopor é novo, o tecido é novo. Claro que é uma brincadeira, mas diz muito sobre esse espírito do que é uma criação carnavalesca. Esse próximo trabalho nosso na Grande Rio é um desafio imenso. É um enredo que a gente vem pesquisando há muito tempo, que foi sendo maturado e desenvolvido ao longo dos anos. Com certeza, os torcedores da tricolor de Caxias, os amantes, os espectadores do Carnaval em geral, podem esperar uma escola com uma roupagem muito nova, ainda mais experimentação, mais inovação, algo muito diferente do que está todo mundo acostumado”, antecipou Leonardo Bora em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO.

Conforme destacado por Leonardo Bora, o tema que a tricolor caxiense levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no ano que vem é fruto de uma pesquisa iniciada ainda em 2016. A ideia surgiu a partir da leitura do livro “Meu Destino É Ser Onça”, do escritor Alberto Mussa, que narra como a onça possui papel central na cosmovisão dos Tupinambá. Desde então, o enredo foi sendo trabalhado pela dupla de carnavalescos até que, após uma conversa com o autor da obra, decidiram tirar o projeto do papel e contar essa história na Avenida. Ao comentar sobre isso, Gabriel Haddad ressaltou que mesmo a proposta sendo complexa, ela não deixa de ser popular também.

“A gente não classifica os enredos em gavetas, são histórias amplas e a cada divulgação que a gente faz, a cada história que a gente conta, são trabalhados de maneiras diferentes. Por isso, não posso tentar enquadrar a comunidade da Grande Rio de maneira aleatória. Não posso olhar para um enredo e dizer ‘ah, isso aqui eles não vão entender’. Se fosse só escolher o que é fácil todo ano seria as quatro estações, os dias do ano, algo bobo. Não posso entender a comunidade da Grande Rio, enquanto uma comunidade que não vai entender o enredo. É uma comunidade inteligente, que frequenta os ensaios, que entende o samba, entende a sinopse. Então, preciso confiar neles. Tenho certeza que vão entender o nosso enredo para 2024, assim como entendeu o Exú, o Tata Londirá, o Zeca, que não foram propostas fáceis. Este ano, a única diferença de construção de enredo é que inspirado em um livro do Alberto Mussa. De fato, é um enredo complexo, que envolve muita pesquisa, mas eu duvido você achar alguém na Cidade do Samba que vai escrever o livro Abre-alas sem ter um estudo extremamente aprofundado do tema. O quesito enredo tem sido muito bem avaliado, então esse embasamento é fundamental”, defendeu Haddad.

Encontro com o artista: João Vitor, da Beija-Flor

0

Grandes personagens do samba contam o que o Natal significa para eles e como vão passar o feriado

0

Ilustra Natal20231224 001O ano de 2023 vai chegando ao fim e, com isso, todos costumam juntar seus familiares e amigos para as datas festivas. O Natal é um feriado que possui um sentido muito especial. Celebrado no dia 25 de dezembro, é uma comemoração cristã que relembra o nascimento de Jesus. As pessoas têm a oportunidade de festejar a união, a paz, a saúde e o amor próximas de seus entes queridos. Mesmo aqueles que não são religiosos, usam a data para esse propósito. Para muitos, o Natal representa o início de um novo ciclo e a renovação de suas esperanças.

Algumas tradições fazem parte dessa data, como a ceia de Natal, que traz muitas comidas consideradas típicas, como o peru, o bacalhau, a rabanada e o panetone. É a chance de se alimentar de pratos não tão comuns durante o ano, ao lado de sua família. Outra tradição importante é a troca de presentes, que simbolizam todos os sentimentos que as pessoas têm pelas outras.

E como não poderia ser diferente, os sambistas também aproveitam o Natal junto aos seus. A reportagem do Site CARNAVALESCO conversou com algumas personalidades importantes do mundo do samba para entender como eles passam o feriado e qual é o sentido do Natal para eles.

Ito Melodia, intérprete da Unidos da Tijuca:

ito tijuca“O meu Natal é maravilhoso! Eu passo com a família, com a mulher que mudou a minha vida, Maria do Carmo, com minha filha Maria Alice, com Deus. Também passo com meu pai Aroldo Melodia e mamãe que já se foi também, que Deus os tenha. Passo com os meus orixás, com a minha religião, o axé. Peço a Deus que permita que nós possamos fazer nesse ano que vai entrar um belíssimo desfile, que acredito que vamos fazer, e que possamos voltar a disputar o título, que é a grande intenção e o grande objetivo da Unidos da Tijuca. Um feliz Natal para todos, ano novo, saúde e paz”.

Marquinho Art’Samba, intérprete da Mangueira:

Mangueira20231215 026“O Natal representa tudo o que há de bom. Representa estar com a família – embora eu tenha tido algumas perdas que não são fáceis. O Natal é o símbolo familiar, sempre um novo ciclo que se inicia e a esperança de uma vida melhor e um ano novo. Sempre sonhamos com novas conquistas, isso é o Natal e o Ano Novo. O período da pandemia foi muito difícil, só agora que estamos conseguindo nos recuperar. Em relação à comida, o que não gosto é arroz com passas – horrível. Pernil, bacalhau, rabanada – adoro comida natalina. Mas hoje estou mais ‘devagar’ e vou optar pela salada de bacalhau. Lá em casa o Natal é com todo mundo comendo e bebendo. Eu costumo dizer que o Natal, lá, é igual a porco: A gente bebe, come e fica sentado escutando música”.

Emerson Dias, intérprete do Salgueiro:

emerson dias“Natal é família, é confraternização para você lembrar dos seus entes queridos e trocar carinho, felicidade. Na época da pandemia foi bem complicado, porque o grande afeto que o Natal proporciona pra gente, tivemos que deixar de lado. Mas, graças a Deus já passou tudo. O que eu mais gosto de comer no Natal é o bacalhau. Na verdade, é a minha comida preferida na vida. Mas no feriado, eu aproveito e como mais ainda. Uma coisa que eu não gosto é tâmara, tem gosto estranho. Não faço nada na cozinha, só abro a boca pra comer. Na minha casa é muita festa. Minha família é muito grande. Então, junta meus primos, meus amigos, minha irmã, meu irmão de vida Dudu Azevedo. A gente faz amigo oculto, toma banho na piscina, joga água e farinha nos outros, é muita festa”.

Rafaela Teodoro, porta-bandeira da Imperatriz:

rafaela imperatriz
Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Pra mim, o Natal representa esperança, renovação, fé, harmonia. Relembramos o nascimento do menino Jesus e, com isso, agradecemos por nossas vidas, por nossas famílias, pela saúde de todos. Eu costumo passar o Natal em casa mesmo, com eles. No período da pandemia foi muito difícil, mas não deixamos o espírito natalino de lado. Com todos os obstáculos, buscamos forças para seguir em frente na esperança de dias melhores. Na ceia, eu adoro comer o salpicão que a minha mãe faz, sempre é a minha escolha. Não gosto muito de nozes. Eu sempre fiquei com a parte decorativa da festa. Gosto de enfeitar, arrumar a mesa com as frutas que compro na feira. Na cozinha, sou só uma ajudante mesmo”.

Rute Alves, porta-bandeira da Viradouro:

rute“O Natal significa uma festa de união e paz. Sempre passo em casa. Meu filho vem sempre. Meus enteados vêm um ano sim e outro ano não. Esse ano, minha neta também vem. Estou tão feliz por isso que até contratei um Papai Noel. Na época da pandemia foi muito triste, porque tive que ficar distante dos meus no feriado e também não pude viajar para visitar ninguém. Também tinha o temor de não saber quando poderíamos voltar a nos ver. Esses sentimentos ficam muito aflorados no Natal. Sobre as comidas, eu gosto de comer minha tradicional bacalhoada, sem dúvida. Rabanada eu até faço, mas não como. Faço tudo na cozinha! A ceia completa, além de um pavê que criei e já virou tradição. O resto dos doces encomendo com minha sobrinha. Ela faz uns doces ‘dos deuses’!”.

Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor:

claudinho selminha1“Natal representa a reflexão sobre o que é família, gratidão, amor e união. Quando as pessoas se encontram, depois de um ano inteiro sem se ver, acaba sendo uma oportunidade muito peculiar. É uma data que mexe muito com o nosso sentimento. Unir tudo isso para falar do passado, do presente e do futuro. É muito especial. Eu costumo passar em casa, mas desde que passei a namorar o Magal do Clareou, comecei a passar na casa dele, com a família dele. E meu filho também costuma passar lá. Mas esse ano, em especial, ele vai passar com o pai. A pandemia foi muito pesada, mas quem conseguiu extrair coisas boas, um aprendizado do que é estar junto aos seus, e agradecer a Deus por cada momento, pela água, pelo alimento, pelo contato físico, pela liberdade. Hoje a gente agradece mais e é mais feliz. O que eu mais gosto de comer é castanha, acho que como mais de um quilo. Eu amo castanha! Eu não gosto muito de carne suína, então o pernil não me atrai muito. Costumo cozinhar sim, principalmente a minha rabanada, que é um show! Ela é clarinha, fofinha, não é gordurosa. Só de olhar já temos vontade de saborear. Mas também faço outros pratos. Fui ao mercado e saí com o carro cheio, para ver como eu gosto”.

Beija-Flor entrega 4 mil cestas de Natal pelas ruas de Nilópolis

0

Beija20231223 002

Fotos: Eduardo Hollanda

A escola ainda sorteou cerca de 200 eletrodomésticos entre seus colaboradores e parceiros e promoveu um jantar de Natal beneficente para 200 pessoas em situação de rua

Nesta sexta-feira, 22, a Beija-Flor realizou sua carreata de Natal em Nilópolis, entregando um recorde de quatro mil cestas de Natal, 500 a mais do que no ano passado. Os moradores foram presenteados com itens como bacalhau, azeite, panetone, nozes, entre outros, pelas ruas da cidade.

À noite, a quadra da escola foi palco do jantar de Natal beneficente promovido pela escola para as pessoas em situação de rua. Cerca de 200 pessoas foram convidadas e puderam desfrutar de uma ceia completa, com sobremesas e frutas. A ação foi liderada por Débora Rosa, a tia Débora, presidente da galeria da velha guarda nilopolitana, além dos setores de harmonia e baianas da escola.

Beija20231223 005Ainda em clima de festa, a Beija-Flor não poupou esforços para expressar sua gratidão àqueles que contribuem para o sucesso do Carnaval. Na quinta-feira, 21, a escola realizou sua tradicional confraternização de fim de ano, premiando seus colaboradores e parceiros com um almoço de Natal, além de sortear cerca de 200 eletrodomésticos entre os presentes. Itens como fritadeiras elétricas, fornos, aspiradores de pó e secadores foram entregues.

“Festejar o Natal e expressar nossa gratidão àqueles que fazem tanto por nós é uma prioridade para a Beija-Flor de Nilópolis. O olhar dedicado à nossa comunidade e aos nossos colaboradores é uma característica fundamental que cultivamos diariamente e, de forma especial, durante esta época festiva”, destacou Almir Reis, presidente da Beija-Flor de Nilópolis.

A iniciativa reforça o compromisso da escola não apenas com o espetáculo no Carnaval, mas também com o bem-estar da comunidade local. A Beija-Flor de Nilópolis encerra o ano de 2023 reafirmando seu papel como agente de transformação e celebração na vida dos nilopolitanos.