Por Matheus Mattos
A Sociedade Rosas de Ouro foi atingida de surpresa por uma forte chuva que caiu durante sua montagem, porém nem a água desanimou os sambistas e principalmente a torcida presente no setor D. A agremiação azul e rosa realizou um ensaio acima das expectativas. Um ponto forte foi a estreia do casal oficial, Edgar e Isabel, ambos realizaram um treino bastante satisfatório.
Harmonia
O canto da escola foi um detalhe positivo. Algumas alas cantaram mais que outras e causou um certo desequilíbrio, mas nada que prejudicasse o quesito. O 2° setor trouxe bastante empolgação para o decorrer do ensaio.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Os responsáveis por ostentar o pavilhão principal da escola, Edgar Carobina e Isabel CasaGrande, pisaram no Sambódromo pela primeira vez como dupla oficial e demonstraram que o entrosamento não é mais um dos problemas. O casal usou a fantasia de desfile, e que causou um certo cansaço na Isabel no final do ensaio.

“Eu gostei. É o primeiro de tudo, porque a minha parceria com ele será o nosso primeiro ano, por isso achei excelente. O segundo vai melhorar e no terceiro vai ficar maravilhoso”, disse a porta-bandeira.
Samba-Enredo
O experiente intérprete Royce do Cavaco conduziu bem o samba. A ala musical do Rosas tem profissionais conceituados e que enriquecem a canção trabalhada. Em relação aos componentes, o samba deixou a impressão de que existem espaços para ele crescer ainda mais durante o desfile.
“Não conseguimos ver muita coisa porque estamos no carro de som, mas pela expressão das pessoas, e como primeiro ensaio, acho que foi bom, a escola passou perfeita, com energia, o que me deixa feliz é que a escola vem numa crescente”, afirmou o intérprete.
Bateria
A “Bateria com Identidade”, do mestre Rafa, demonstrou boa sustentação e condição para a escola. O andamento trabalhado deixa a entidade confortável e influencia positivamente o quesito de evolução. As bossas feitas impressionou e levantou o público presente. Destaque para o naipe de tamborins que mantém a qualidade e precisão nos desenhos.
“Ah foi legal por ser o primeiro, tem algumas coisas pra limpar, é até normal, mas eu gostei do desempenho mesmo. Pegamos a chuva também no começo, caiu a afinação pra caramba, se tivesse valendo a gente já tomava um prejuízo em afinação, mas a gente conseguiu reverter”, explicou o mestre.
Evolução
O quesito evolução demonstrou não ser um sério problema para a escola. Alas bem separadas, andando de forma uniforme e com coreografias que não comprometem.
Comissão de Frente
A comissão promete ser um ponto bastante interessante no desfile. A coreografia apresentada, confirmada que é a oficial, faz uma alusão ao genocídio do povo armênio. Os bailarinos empolgaram muitos apreciadores do quesito.
Outros Destaques
A agremiação azul e rosa trouxe cerca de 65 baianas, a maior quantidade da noite. Além de conter também uma ala totalmente inclusiva, com cadeirantes, deficientes auditivos, crianças com síndrome de down, etc.
Levando para o Sambódromo do Anhembi uma homenagem ao povo Armênio, através do enredo: “Viva Hayastan”, a Sociedade Rosas de Ouro será a 5° escola à desfilar na noite de sábado, por volta da 02h50.




Ainda com o Sambódromo do Anhembi quente após o ensaio da Mocidade Alegre, a Tom Maior entrou na avenida com bastante expectativa em relação a postura da escola após o último carnaval, no qual ficou em 4° lugar. O primeiro treino foi agradável em relação a parte musical, entrosamento entre o carro de som com a bateria foi um ponto de destaque durante o treino. O que precisa ser observado é o quesito de evolução, alas que se misturavam e alguns buracos durante o andar da escola foram notados. A escola realizou seu ensaio com folga, 62 minutos.
O começo do ensaio foi bem emocionante, sentimento que estava presente logo no 1° setor. Alas bem alegres e que cantavam com empolgação o samba, porém a animação caia conforme os outros setores apareciam. Alguns componentes não sabiam a letra e perto do portão de dispersão aconteceu a falta de sincronismo dos componentes com o carro de som.
O primeiro casal oficial, Jairo Silva e Simone Gomes, realizou um ensaio bastante satisfatório. O mestre-sala cortejou a porta-bandeira da foma devida, ato bastante presente no estilo de dança mais clássico. A dupla não esconde simpatia por onde passa, sendo considerada um dos pontos altos da agremiação no ensaio.
Como primeiro teste da obra no local do desfile oficial, o encaixe do samba com o canto da escola foi positivo. Impulsionados pelo intérprete Bruno Ribas, a ala musical da Tom Maior se destacou bastante. Entrosamento dos intérpretes e os arranjos do time de cordas enriqueceram o hino cantado.
A escola optou pela presença de balões nas mãos dos componente, ato que gerou um efeito visual agradável, principalmente, para os sambistas nas arquibancadas. O andar da escola no começo estava numa constante, mas isso acabou se perdendo durante o treino e fez com que fossem notadas a confusão entre algumas alas e o efeito sanfona.
A comissão apresentou uma coreografia com pitadas de desfile oficial. Alguns integrantes usavam adereços que já demonstravam o que representavam. Alguns pequenos detalhes de falta sincronismo foram vistos, mas consertados com o decorrer do ensaio.
O Vai-Vai encerrou a noite de ensaios técnicos deste sábado no Anhembi com um treino nos padrões que somente a Saracura é capaz de fazer. Com um enredo de identidade negra, como é o DNA da escola, a comunidade da Bella Vista passou como um verdadeiro arrastão no Sambódromo, tendo ensaiado boa parte debaixo de chuva e com uma multidão acompanhando o fim do ensaio, dando certo trabalho à direção de harmonia.
Embora já tenha realizado ensaios técnicos com o canto mais forte, o padrão elevado de ensaios da Bella Vista foi constatado na pista do Anhembi. A comunidade lavou a alma debaixo de chuva cantando o tempo todo. A falta de sonorização total na Avenida não foi empecilho para uma harmonia quase perfeita.
Alguns aspectos podem melhorar no quesito, tomando por base o regulamento do carnaval. A escola passou com um andamento de desfile irregular, ora mais acelerado, ora mais lento. De positivo a se destacar foi que a chuva não atrapalhou o ensaio. Forjado nas ruas, o Vai-Vai mostrou que não tem medo das condições climáticas.
Um dos mais emblemáticos sambas da safra de 2019, a obra cumpriu um excelente papel esta madrugada no Anhembi. Um samba de DNA negro, defendido com muita garra por uma cantora negra. Grazzi Brasil segue provando porque se tornou intérprete oficial da escola do povo.
Os comandados dos mestres Tadeu e Beto sacudiram o Anhembi com muitas bossas e o ritmo característico da Pegada de Macaco. Apesar de muita gente nas laterais da bateria, o desempenho dos ritmistas não foi afetado e eles encerraram o ensaio ovacionados pelo público do Anhembi.
Formada por homens negros paramentados com uma fantasia também totalmente negra, os dançarinos foram ovacionados ao se apresentar com uma criança a tira colo, representando um molequinho, que é um dos principais símbolos do Vai-Vai.
Cotada como uma das mais fortes candidatas ao título do Grupo Especial do Carnaval 2019, a Mancha Verde mostrou na noite deste sábado, no Sambódromo do Anhembi, todas as suas credenciais para finalmente realizar o sonho de ganhar o carnaval paulistano. No ensaio técnico a escola já demonstrou a assinatura do trabalho do multi campeão Jorge Freitas. Para coroar o grande ensaio uma forte chuva caiu no final, aumentando ainda mais a garra dos componentes da verde e branca.
Duelando em uma noite com gigantes do carnaval de São Paulo, a Mancha não ficou devendo nada às coirmãs. A comunidade cantou muito forte o samba-enredo. Em diversos pontos da escola, até mesmo naqueles longe da zona de influência da bateria, se ouvia um canto coeso e com força. A chuva impulsionou ainda mais o canto no final do ensaio.
Quesito importante nos projetos vencedores de Jorge Freitas, a evolução já tem a assinatura do artista. Com alas organizadas e que passam enfileiradas, sem comprometer as premissas básicas que o quesito exige, a Mancha esteve próxima da perfeição esta noite no Anhembi no quesito. A escola cruzou a faixa final de desfile após 63 minutos de treino.
Muito bem defendido pelo intérprete Freddy Viana o samba-enredo impulsionou o ensaio da verde e branca. Os refrões tiveram um excelente desempenho no Anhembi, principalmente, depois que começou a chover e ao invés de as pessoas desanimarem o que se viu foi uma escola pulsante e aguerrida, cantando com bastante força o samba-enredo.
Passou com correção o time de ritmistas comandado por mestre Maradona. As bossas tiveram boa execução e o andamento adotado permitiu com que o samba tivesse um bom desempenho no ensaio, entrosado com o intérprete oficial Freddy Viana. Viviane Araújo, rainha da bateria, estava deslumbrante, sempre com muita simpatia e samba no pé.
A Mancha Verde não economizou na apresentação de sua comissão. O grupo foi muito bem fantasiado. Entre eles dois representavam os orixás Xangô e Oxum. A apresentação foi impactante e arrancou muitos aplausos do público presente no Sambódromo do Anhembi, principalmente, no setor destinado à torcida da escola.
A bateria Ritmo Puro da Mocidade Alegre reviveu seus áureos tempos na noite deste sábado no Sambódromo do Anhembi. A agremiação foi a primeira do Grupo Especial a realizar seu treino em uma noite estrelada, que ainda teve Tom Maior, Mancha Verde, Rosas de Ouro e Vai-Vai. Com uma ousada coreografia, marca registrada do trabalho de mestre Sombra, a Morada do Samba enlouqueceu as arquibancadas. Mestre Marcão também participou do treino.
Foi o grande destaque da apresentação. Além do inconfundível Ritmo Puro, os ritmistas levantaram o Anhembi com duas ousadas coreografias. A primeira delas foi o tradicional caracol, quando os ritmistas trocam de posição girando em círculo. A segunda foi uma espécie de encaixe onde metade bateria se deslocava para um lado e a outra metade para o outro, invertendo as posições em sequência. Um show que levou o público nas arquibancadas ao delírio.
Um bom papel desempenhado pelo samba da escola. Graças muito ao belo desempenho do intérprete Igor Sorriso, que na Mocidade Alegre está em casa, agremiação que voltou a defender a partir do carnaval deste ano. Seguro e com as divisões corretas, contribuiu para o bom andamento do ensaio técnico, interagindo bastante com o público e os componentes.
A comunidade da Mocidade Alegre demonstrou que está com os ensaios em dia ao cantar bastante o samba-enredo na avenida. A obra passou em um andamento bastante confortável para o canto e a comunidade demonstrou grande entrosamento com o intérprete Igor Sorriso. Até mesmo as alas que estavam distantes do carro de som, com a sonorização ainda não completa para a avenida, cantaram junto com toda a escola o samba-enredo no tempo certo.
Uma das evoluções mais competentes do carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre fez um ensaio sem maiores problemas no quesito. Até mesmo as coreografias da bateria não atrapalharam o quesito. A escola realizou o treino em cerca de uma hora, o que está dentro do regulamento no dia do desfile. Ao cruzar a faixa de final de desfile a bateria ainda fez uma evolução voltando à pista e mesmo assim a agremiação concluiu seu treino de maneira confortável.
A comissão de frente da Mocidade trouxe bailarinos fantasiados e maquiados que desenvolveram uma coreografia com muito sincronismo, abrindo com muita beleza o ensaio técnico da Mocidade Alegre. Ao longo de toda a pista executaram uma coreografia com um sincronismo que chamou a atenção do público.
Emerson Ramires e Karina Zamparolli cruzaram a pista do Anhembi com as fantasias do desfile de 2018, causando grande admiração no público. A dupla passou com garbo e elegância e premiou o público presente com a exibição do pavilhão em diversos momentos do ensaio.