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Conjunto visual e comissão de frente são destaques no desfile da Vila Santa Tereza; falha no som afeta escola

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A Unidos de Vila Santa Tereza trouxe a história de Solange Cruz Bichara Rezende, presidente da Mocidade Alegre, tradicional escola de samba de São Paulo, recém bicampeã da folia paulistana. Com destaque para a comissão de frente e o conjunto visual, a escola teve um problema causado por um cabo que fez o funcionamento de caixas de som pararem, e evidenciou questões de harmonia em relação ao canto da escola. Com o enredo “Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba”, a escola foi a quarta a se apresentar na Intendente Magalhães no último dia da Série Prata.

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Comissão de Frente

Representando foliões preparados para saudar Solange, a comissão de frente da Vila Santa Tereza veio muito bem coreografada, com uma dança de pares, e passos firmes, que lembravam passos de flamenco. A fantasia veio bem trabalhada, tanto a roupa quanto a maquiagem dos componentes.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal formado por Matheus Soli e Giselly Assumpção dançou muito bem durante o desfile, com passos bem tradicionais, giros bem executados, e com muita leveza e alegria a cada apresentação, seja para o júri ou público. Ambos vieram de “Confetes e serprentinas”, que abrilhantaram os carnavais de salão antigamente.

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Enredo

“Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba” foi enredo desenvolvido pelo carnavalesco Caaio Araújo. Ele contou a trajetória, a fé e a gestão de Solange Bichara, presidente da escola de samba paulistana Mocidade Alegre. Iniciando com um cortejo carnavalesco, adentrou na vitoriosa gestão de vinte anos de Solange na Mocidade Alegre, e encerrou na fé da homenageada, tudo de forma bem estruturada e explicada.

Alegorias

O abre-alas da Vila Santa Tereza trouxe a homenageada Solange Cruz, num universo lúdico carnavalesco, representando uma grande celebração. Apenas ela vinha de componente humano no carro, cercada de estátuas de arlequins e pierrôs, uma escultura de colombina logo atrás, lembrando mais um universo infantil do que o proposto universo carnavalesco, inclusive pela presença da escultura de um soldadinho também no carro. Este mesmo carro teve alguns problemas de deslocamento ao longo do desfile, com pessoas tendobque ajudar no realocamento dele na pista. Os outros carros vieram bem acabados, com destaque para o último que trouxe a águia, símbolo da escola, mascarada para brincar o carnaval, belas esculturas em geral.

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Fantasias

Muito bem acabadas, as fantasias foram de fácil leitura para explicar a história de Solange. Em geral bem acabadas, transmitiram muito bem o enredo que estava sendo contado, como a ala 6, representando a Morada do Samba, com destaque para fantasia das baianas que vieram de “Encontro de pavilhões”, entre a Vila Santa Tereza e a Mocidade Alegre.

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Harmonia

Danilo Cézar foi o cantor que puxou o samba na Intendente, levando a missão muito bem. Ocorreu então, um problema com o sistema de som da intendente, em que as caixas pararam de funcionar quando a escola se aproximava do terceiro módulo de julgamento. Ali ficou evidenciado que a escola não estava cantando, com exceção da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Durante o tempo que seria o refrão principal havia tentativas não muito acertadas de cantá-lo.

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Samba-enredo

Muito bem interpretado, contou com o lema de Solange e da Morada na íntegra em sua letra: “A vitória vem da luta, a luta vem da força e a força da união”, um destaque da letra, junto do refrão da obra, e do falso refrão do meio da composição, sendo bem executado na passagem da escola.

Evolução

O início da escola veio bem na evolução. Mais para o fim do desfile a escola apertou o passo para não estourar o tempo, após a apresentação da comissão e do casal para o último módulo, passando muito rápido na pista.

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Outros Destaques

Solange Cruz, ao ser reconhecida, foi aplaudida pelo público, a quem retribuia com acenos e sorrisos. A presidente Patrícia Drummond veio à frente da escola com mais algumas mulheres, todas com um terço na mão fazendo referência a forma com que Solange geralmente está, com diversos terços na mão. Além disso, durante o problema com o carro de som, o público ficou incentivando o canto da escola, o giro das baianas e batendo palmas para transmitir força para a escola.

Abolição faz desfile correto e empolga público com comissão de frente

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A Acadêmicos da Abolição foi a terceira escola a desfilar na Intendente Magalhães no segundo e último dia de desfiles da Série Prata. Com um samba que casou muito com o enredo apresentado, e uma comissão com efeitos interessantes, a escola passou pela pista da Intendente com tranquilidade.

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Comissão de Frente

Ensaiada por Felipe Rodrigues, a comissão com o nome “A busca de Zazi nas matas. O ritual ancestral!”, trouxe onze dançarinos, com dez representando as árvores sagradas da floresta, enquanto um vinha trajado de Zazi em busca dos elementos para formar o elemento primordial. Com uma dança mais simples, porém condizente com o enredo e bem executada, a comissão trouxe lanterninhas de mão que acendiam em momentos específicos da coreografia, além de Zazi estar com um cajado de onde também saía um efeito logo nos primeiros momentos de apresentação para os jurados.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Raison Alves e Dandara Luiza formaram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Abolição, e trouxeram um bailado tradicional, mostrando um bom entrosamento e confiança entre eles, com destaque para os momentos de cortejo dele para com ela. A fantasia de ambos representou as forças ancestrais que tiraram Zambi do seu banzo melancólico, que o faria parar com a criação do mundo.

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Enredo

O enredista Vladmir Rocha trouxe o enredo “Axé Ngoma! A festa do batuque ancestral”, que contou a história do tambor, tão ancestral quanto o homem, através de Zazi buscando alegrar Zambi e criando Ngoma o primeiro tambor para tirar o deus supremo do banzo que ele se encontrava, realizando a festa do batuque ancestral. Depois o enredo seguiu pela travessia atlântica dos escravizados e luta para não deixar o batuque morrer no Brasil, com formas que utilizaram o tambor ao longo da história e terminou numa homenagem à Estação Primeira de Mangueira. O enredo teve um bom desenvolvimento, com exceção do setor da travessia que teve um leitura um pouco mais difícil pelas fantasias.

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Alegorias

O abre-alas veio com uma escultura com movimentos, porém um dos destaques parecia escondido em meio a estrutura da árvore com rosto que se destacava na frente. A alegoria trazia árvores sagradas com rostos, representando os espíritos que originaram o Ngoma. O segundo e o último carro teve diversos surdos, tambores e caixas em verde-e-rosa, com duas árvores simbolizando mangueiras inclusive trazendo mangas “flutuantes”, na sua homenagem a Mangueira, onde eram movimentadas por fios conectados a um integrante que estava atrás do carro.

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Fantasias

Algumas fantasias estavam com bom acabamento, bem feitas e confeccionadas, em geral antes da bateria, ainda que bem simples. Já de algumas das alas que vieram depois pareciam não ter o mesmo trabalho de acabamento, como a ala 21, ä boa malandragem e batucada”, onde alguns adereços pareciam ter sido feitos em cima da hora. Os figurinos dos componentes dos carros estavam todos muito bem feitos. As baianas, em um figurino bem próximo ao tradicional, vieram de “Calmaria e tempestade”, representando a calmaria de Oxalá e a tempestade de Matamba. As passistas vieram de “A dança ancestral”, o ritmo do batuque vindo da África e proibido pelos sinhôs mas que deram origem a diversas danças Brasil afora.

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Harmonia

A voz de Digão Audaz conduziu bem o samba da agremiação, que teve uma abertura com muitos componentes cantando o samba, porém após o abre-alas uma boa parte cantou apenas o refrão. A situação voltou a um canto mais constante da bateria até o fim da escola.

Samba-enredo

Muito poético, o samba da Abolição traduziu muito bem o enredo proposto e ajudou a contar a história trazida pela escola na Intendente. O primeiro refrão foi o mais cantado pela escola que trouxe os versos: “Dobra O ‘rum que é pra saudar… NGOMA / Dobra O ‘rum no ritual de fé / No meu terreiro Alabê toca samba / Abolição é casa de bamba”.

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Evolução

A escola evoluiu bem tranquila, sem maiores preocupações, bem solta e leve ao longo da pista, terminando o desfile dentro do tempo regulamentar.

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Outros Destaques

A bateria cumpriu muito bem o papel ao longo do desfile. O professor Luiz Antonio Simas veio desfilando na escola novamente, já que um de seus textos foi a principal base para o enredo da escola neste ano.

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Independentes de Olaria faz bom desfile e comissão de frente é destaque

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A Independente de Olaria passou pela Intendente Magalhães contando a história do ritmo mais carioca do Brasil, o choro, com o enredo “Ao Som do Chorinho, Vou Sorrir Serei Feliz..Bem Feliz!”. O titulo faz alusão à música “Carinhoso”, de Pixinguinha, o personagem mais importante dessa história. A escola da Leopoldina fez um desfile animado, cantando bem o samba com disciplina pela avenida. Destaque para comissão de frente. O desfile teve duração de 39 minutos.

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Comissão de Frente

A comissão de frente, da coreógrafa Ranna Jalilahs, veio representando o som do chorinho, com onze componentes. Sete mulheres representando as notas musicais e regendo os quatros homens representando os cantores de choro. Cada um deles com um instrumento: cavaco, pandeiro, flauta e saxofone. A coreografia foi bem executada em todos os módulos, com leveza e entrosamento sem deixar brechas ou espaço durante sua apresentação.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal, Léo Chocolate e Laís Menzes, representou estrelas da noite. Fantasias luxuosas e de muito brilho. Bailaram lindamente pela pista. Laís com pegada firme na bandeira e vários giros durante sua coreografia, com um lindo sorriso que abrilhantou ainda mais sua apresentação. Com a mesma destreza, Léo Chocolate cortejou de forma perfeita sua dama, com olhar centrado, também com um sorriso no rosto, levantou o público.

Enredo

O enredo, de criação de André Bonatte e de criação do carnavalesco Bruno de Oliveira, contou a história da criação do choro no Rio de Janeiro pela visão póstuma de um dos seus maiores nomes, Alfredo Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Ritmo nascido no subúrbio da cidade carioca, tendo o Lundu, uma dança africana, como sua principal inspiração. A abordagem lúdica do tema foi o que mais chamou a atenção durante o desfile.

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A história que foi contada pelo personagem central com uma visão de fácil entendimento. Pontuou o surgimento do ritmo em uma época que o país buscava sua própria identidade após o fim da monarquia portuguesa, o escândalo da sociedade conservadora com a apresentação de outro ícone importante para o enredo, Chiquinha Gonzaga, até sua popularização com o advento do rádio.

Alegorias

A escola passou com duas alegorias, o abre alas representava as Raízes Africanas, retratando a ancestralidade da musica africana percussora do chorinho, o Lundu. O carro estava bem finalizado esteticamente, destaque para o símbolo da escola o Lobo Guardião. A segunda alegoria, “Nas entranhas do subúrbio, o trem ecoa o Chorinho de Pizindim”, foi apresentado em forma de um trem, que além de cortar o bairro, também é conhecido pelas manifestações culturais. O carro esteticamente estava com acabamento bem feito e muito brilhante, porém, uma falha na sua condução deixou a alegoria sem rumo por algumas vezes causando um pequeno espaço no último setor.

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Fantasias

As fantasias estavam esteticamente lindas, com belos acabamentos e muitos elementos que remetiam a ancestralidade e o surgimento do ritmo. Destaque para fantasia da alas das baianas, que representou Vovó Cambinda, em homenagem a avó do Pixinguinha, ela é cultuada na umbanda como a benzedeira e rezadeira.

Harmonia

Comandados pelo interprete Juan Briggs e seu carro de som, eles passaram cantando o samba de forma animada e bem divertida, levantando toda escola. Destaque para a ala de “Ogum guerreiro”, que além de suas coreografias, estava com o samba afiado e não perdeu o ritmo.

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Samba-enredo

O samba, de composição de Sergio Fonseca e Ailton Moura, tem um entendimento claro e fácil de ser cantado, empolgou o público das arquibancadas. De letra forte em ancestralidade, contou a história do choro e alguns fatos da vida do Pixinguinha, de forma lúdica que envolveu que estava acompanhando o desfile.

Evolução

A escola veio bem coesa, com as alas enfileiradas sem deixar espaços ou brechas durante quase todo o desfile. Infelizmente, teve um problema na última alegoria que causou um espaço considerável em frente a última cabine dos jurados.

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Outros Destaques

No esquenta antes de começar o desfile o carro de som cantou a música “Carinhoso”, deo Pixinguinha, fazendo toda a arquibancada cantar junto em um momento muito emocionante. A bateria, de mestre Marquinhos Swing, em vários momentos de sua apresentação fez várias bossas que remetiam ao choro, causando um impacto positivo para o público.

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Com destaque para alegorias, Tubarão de Mesquita faz alerta sobre o futuro da água

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No segundo dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca a Tubarão de Mesquita foi a primeira escola a desfilar na Intendente Magalhães apresentando o enredo “A Água de Nossos Rios Deságua Num Rio maior”. Fazendo uma viagem aos rios da Baixada Fluminense até a chegada a capital carioca. A escola fez um desfile que transbordou toda sabedoria em relação às aguas, desde a lágrima do choro, seja ele de alegria, ou de tristeza até a chuva que lava a alma na vida e na avenida durante o carnaval. Com destaque para o conjunto de fantasias e adereços, a escola passou com 850 componentes com tempo de 38 minutos.

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Comissão de Frente

A comissão de frente, das coreógrafas Marcela Maciel e Monica Victorino, passou com 11 integrantes, com a fantasia que representou a água, que é a origem da vida, e também os rios da Baixada que dão de beber ao irmão maior, a cidade do Rio de janeiro. Com uma coreografia bem ensaiada e executada, levando elementos que faziam lembrar ondas do mar ao se movimentarem. Apresentando belos sorrisos no rosto todas as componentes fizeram uma linda apresentação.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeira casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thuan Matheus e Crislane Santos, usaram a fantasia chamada: água, a origem da vida, complementando a história iniciada pela comissão de frente. Utilizando bem a pista, eles bailaram e fizeram coreografias com força e pegada. Sempre segura, Crislane dançou com sutileza pela avenida. Thuan, com muito preparo, foi perfeito em todo seu bailar. Uma pequena falha aconteceu no primeiro módulo, Thuan não conseguiu pegar a bandeira para se despedir dos jurados, mas isso não atrapalhou em nenhum momento o desenvolvimento do casal, passando nos outros módulos perfeitamente bem.

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Enredo

O enredo de criação do carnavalesco Sidiney Rocha contou a história dos rios da Baixada Fluminense até a chegada a cidade do Rio de Janeiro, mostrando a importância de cada um deles na formação da sociedade Fluminense. Além de terem abordado a forma prática da história, desde a criação de chafarizes, bacias d’agua e até a construção do mais famoso aqueduto carioca que hoje é mais conhecido como Arcos da Lapa. Abordando histórias de personagens importantes do sincretismo religioso como Iara e Oxum, que abriram os caminhos e abençoaram a escola pela sua trajetória na avenida.

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Alegorias

Composta por três alegorias a escola se propôs a mostrar o nascimento das águas tanto quanto os ritos e mitos. No carro abre alas apresentou a origem de tudo, com uma ideia movimento, transformação e fertilidade espalhando bolhas de sabão pela avenida. O tripé representava um jarro fazendo alusão ao útero materno e também simbolizando a importância das águas nos cerimoniais das religiões de matrizes africanas. A terceira alegoria foi o destaque da escola com uma enorme cachoeira de led e o Cristo Redentor abençoando as águas, o carro estava muito bem finalizado e chamou muita atenção do público.

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Fantasias

Muito bem feitas e finalizadas com detalhes brilhantes dando vida ao desfile. As cores, predominante em azul, com tons dourados davam um efeito com as luzes da avenida. A fantasia que se destacou foi a “preservar é preciso, poluir é proibido”, que representava a poluição, feita com trapos e um rato enorme nos ombros de seus componentes.

Harmonia

Comandada por Ito Melodia e seu carro de som, a escola não deixou o samba cair durante a passagem na avenida, todas as alas com a obra na ponta da língua e interagindo com o público. A harmonia foi um grande destaque na avenida. A ala coreografada fertilidade e beleza foi a que mais mais se destacou.

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Samba-enredo

O samba,de composição de Sergio Fonseca e Ailton Moura, tem um entendimento claro e fácil de ser cantado, empolgou o público das arquibancadas. A letra é uma poesia que aborda as águas dos rios, das lágrimas e a falta dela que causa sofrimento para a população.

Evolução

A escola passou coesa e bem estruturada em quase todos os módulos. No último, em frente ao júri, antes do carro da cachoeira, abriu um pequeno espaço, que foi corrigido em pouco tempo, mas prejudicando um pouco a parte final da escola.

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Outros Destaques

A bateria, do mestre Michel RP, que estava fantasiada de aguaceiros, passou pela avenida mostrando batidas intensas, com várias bossas e paradinhas. Fizeram uma parada no último módulo se apresentando por quase um minuto não só para os jurados, mas como para o público.

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Após sair da Unidos da Tijuca, Alexandre Louzada é o novo carnavalesco da Unidos de Padre Miguel

Um dos mais experientes artistas do carnaval, Alexandre Louzada, se junta ao carnavalesco Lucas Milato como os novos líderes criativos da Unidos de Padre Miguel. A agremiação, que conquistou o título da série Ouro em 2024, está se preparando para sua estreia no Grupo Especial em 2025 e já começou a montar sua equipe.

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Foto: Divulgação/UPM

Louzada, conhecido por sua habilidade e sucesso, trará sua vasta experiência para a parceria, enquanto Milato teve seu contrato renovado com a agremiação da Vila Vintém após a conquistado tão sonhado título.

“A história do carnaval é pontuada de momentos marcantes ! É uma honra pra mim fazer parte de um acontecimento histórico como esse , e é com muito orgulho e humildade que abraço a comunidade da Unidos de Padre Miguel e seus segmentos para que juntos possamos trabalhar na transformação de sonhos em realidade com a mágica do carnaval“, contou o novo carnavalesco.

Com um histórico de desfiles marcantes em escolas como na Beija-Flor de Nilópolis, Mangueira, Vila Isabel e Mocidade Independente de Padre Miguel, Louzada acumula diversos títulos e até mesmo uma vitória no carnaval de São Paulo com o Vai-Vai em 2011.

Após uma breve passagem pela Unidos da Tijuca no Carnaval de 2024, Louzada fará sua estreia no Boi Vermelho ao lado de Milato, prometendo trazer novas e emocionantes criações para o desfile da escola.

Inaceitável! Julgadores tiraram décimos do samba ‘Gbalá’ por ‘pouco uso de rimas e universo vocabular de repetições’

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No desfile de 2024, a Unidos de Vila Isabel reeditou o samba-enredo de 1993 que fez uma viagem ao templo da criação para ressaltar a importância das crianças para um mundo melhor: “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”. O histórico samba recebeu duas notas 9.8 e duas notas 10 em 2024. Os julgadres alegaram que as “frases estavam demasiadamente conclusivas e com pouco uso de rimas, figuras de linguagem e um universo vocabular de repetições das palavras”.

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Foto: DivulgaçãoIna

O jurado Cyro Delvizio deu nota 9,8 com a justificativa: “Melodia (-0,1): Frases demasiadamente conclusivas no início dos dois primeiros versos prejudicam fluidez da canção (“meu deus… perdeu” e “então foram…templo da criação”). Letra (-0,1): Menor quantidade de rimas na terceira estrofe cria estrutura poética desigual”.

A jurada Alice Serrano deu 9,8 com a justificativa: “Letra (-0,1): Em riqueza poética considerando o Manual do Julgador (pg. 42) e o princípio comparativo de análise dos sambas de enredo como critério de julgamento. Apesar da letra do samba ser tocante no seu aspecto mais profundo, que é a mensagem o seu conceito e razão de existir, pode ser observado pouco uso de rimas, figuras de linguagem e um universo vocabular de repetições das palavras esperança, geração, salvar, criança, criador, criação, criado. Melodia (-0,1): Oferece pouca diversidade melódica e contrastes, o que prejudica a atenção do público durante toda a sua extensão”.

Os julgadores Alessandro Ventura e Alfredo Del-Penho deram nota 10.

Falha luminotécnica e faltas de revestimento tiram décimos das alegorias da Imperatriz

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A Imperatriz Leopoldinense fechou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no domingo, 11 de fevereiro, com o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, mais uma ideia autoral do carnavalesco Leandro Vieira. As alegorias e adereços foram criticadas com falha luminotécnica e algumas faltas de revestimento.

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Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

O jurado Fernando Lima deu a nota 9,8 com a justificativa: “Elemento cenográfico – “caravana”, a cobertura (fechamento) sobre os caminhões no formato de “laje”, não favoreceu o conjunto cênico, apesar da utilização para os destaques. Alegoria 02- Falha luminotécnica na base das escadas e rampas onde os “malandros” dançavam. Elemento cenográfico- “ o destino traçado”, o exagero de ferragens e cabos aparentes nos “ponteiros”, assim como falhas no revestimento dourado, cito o elemento superior traseiro esquerdo. Concepção: 4,9, Realização: 4,9. Total: 9,8”.

O jurado Walber Ângelo de Freitas deu a nota 9,8 com a justificativa: “Realização (-0,2) Penalizada por apresentar nas alegorias 02 e 06, problemas luminotécnicos. Tanto na alegoria 02 como na 06, os holofotes apagados deixaram de destacar e, consequentemente, valorizar os desfilantes com suas maquiagens especiais e os astros giratórios. A pintura das mãos apresentou avaria perceptível. No elemento cenográfico, as mãos eram temática principal que, conceitualmente, indicavam a previsão do futuro pela leitura delas, o que justifica a penalização”.

O jurado Madson Oliveira deu a nota 9,9 com a justificativa: “0,1 foi descontado: Conjunto alegórico irregular pelo destaque evidenciado no Abre-Alas e problemas de realização em: Alegoria 2 (dificuldades luminatécnicas). O mesmo ocorreu na alegoria 4 (spots apagados na estrutura circular, onde orbitavam os planetas). Na alegoria 3, foi notada pequena avaria em um dos braços”.

O jurado Soter Bentes deu a nota 10.

Após um belo trabalho plástico em 2024, Beija-Flor renova com carnavalesco João Vitor

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A Beija-Flor anunciou a renovação do carnavalesco João Vitor para o desfile de 2025. Confira abaixo o comunicado da escola.

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“Seguiremos com esses grandes profissionais no nosso time. Beija-Flor de Nilópolis, rumo ao carnaval de 2025”.

O desfile marcou o reencontro da azul e branca com a sua identidade visual que marcou história no carnaval, o conjunto de alegorias e fantasias teve gigantismo, luxo e acabamento de primeira marcaram todo o desfile. Apresentando o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que fez sua estreia na azul e branca de Nilópolis de forma extremamente positiva, a escola homenageou a cidade de Maceió por meio do personagem Rás Gonguila, um filho de escravizados que acreditava ser descendente da realeza etíope.

Mangueira perde ponto por falta de acabamento nas alegorias e adereços

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A Estação Primeira de Mangueira terminou no sétimo lugar em 2024. A Verde e Branco contou sobre a vida e carreira da cantora Alcione, com o enredo “A Negra Voz do Amanhã” na Avenida. A escola ficou com um total de 268,8 pontos. O quesito “Alegorias e Adereços” foi julgado por Fernando Lima, Walber Ângelo de Freitas, Madson Oliveira e Soter Bentes. A agremiação recebeu um 9,7, dois 9,8 e um 10, com 29,6 no total. A retirada de pontos foram justificadas pela falta de acabamento das alegorias e adereço e, também, pela falha das luminárias da alegoria.

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A nota mais baixa do quesito foi dada pelo jurado, Fernando Lima, com 9,7. “Alegoria 01- falhas no adornos e fitas de arremate dos revestimentos e apliques dourados (desalinhados) (-0,05). Alegoria 02 – Luminárias dos adornos nas arestas e traseira da alegoria, passaram totalmente apagadas em frente ao módulo (-0,05). Alegoria 3 – Muitas falhas na execução dos revestimentos nos elementos cênicos detectado uma sacola abaixo do platô do destaque superior central. Escultura da homenageada danificada, tendo a cabeça sustentada por um componente (-0,1). Tripé “Alerta geral” – composição volumétrica e cromática (preto/cromado) monótona, não produziram, visualização favorável conjunto (-0,1). Concepção – 4,9 Realização – 4,8. Total – 9,7”.

Walber Ângelo de Freitas deu 9,8 para a Mangueira no quesito Alegorias e Adereços. “Concepção: (-0,1) A concepção de “caixas“ como fechamento posterior, presente na maioria das alegorias, desvalorizou o conjunto pela pouca inovação, pêso visual e comprometeu a criatividade necessária ao desfile comparativo. Realização: (0,1) Penalizada pelo esquecimento de uma sacola plástica ou similar, na lateral traseira da alegoria 03, exatamente na lateral que é vista pelo nosso módulo. Observou-se acabamento fosco, de pouco impacto visual, na alegoria 04, que desmereceu a ideia e o produto final”.

Novamente outra nota 9,8 a agremiação recebeu por Madson Oliveira. A ausência de criatividade e versatilidade, além do acabamento, aparecem nos argumentos do jurado. “0,2 foram descontados. Conjunto alegórico apresentado mostrou-se pouco criativo por utilizar soluções estéticas muito comuns e, portanto, com um pouco impacto visual. Na alegoria 3 o costeiro do destaque alto estava soltando, assim como havia problemas de forração e acabamento”.

Para Soter Bentes o quesito Alegorias e Adereços da Verde e Rosa foi nota 10.

Marcinho e Cris, casal da Vila Isabel, são penalizados pelo ofuscamento da indumentária

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A Vila Isabel ficou na sexta posição do carnaval carioca, – com a releitura do enredo “Gbala”, feito em 1993 – a escola teve pontuação total de 268,8. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel, Marcinho Siqueira e Cris Caldas não alcançaram o gabarito no carnaval de 2024. O total da nota foi 29,5, contando com três 9,8 e um 9,9. No desfile o casal decidiu mais um ano arriscar e inovar no desfile, em suas fantasias carregavam leds combinando com o efeito de iluminação da Sapucaí. No entanto, os jurados descontaram alguns décimos, justificados a partir da dificuldade de visualizar a dança do casal com as luzes de led, pegada do pavilhão de costas do mestre sala e da ausência de tradição e nobreza da apresentação.

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O jurado Fernando Bersot retirou dois décimos do casal. A nota foi 9,8, em sua justificativa, foi tirado um décimo porque a iluminação atrapalhou a visualização da dança.

“-0,1 A pouca iluminação e os raios que saiam da indumentária atrapalharam a visualização no início. -0,1 Por duas vezes o Mestre-Sala ao segurar o pavilhão o fez de costa. Porém, uma das vezes pareceu acidental e não coreografada”.

A segunda pontuação de Marcinho e Cris foi 9,9. O jurado, Paulo Rodrigues, descontou um décimo pela falta de olhar do mestre sala na porta-bandeira e na proteção do pavilhão.

“Lindo casal figurino maravilhoso Muito Interessante a apresentação do casal com efeito e trabalho rico com a iluminação. No meu campo de visão surtiu efeito positivo, porém Mestre-sala, por alguns momentos, em sua execução foram práticos perdeu o contato com sua porta-bandeira olhando para o público. Executando seu bailado por instante perdendo a relação e a proteção do seu pavilhão. Mestre-sala A forma de assegurar o pavilhão executam no giro para apresentá-lo não surtiu o efeito desejado, momento brusco; O símbolo maior da escola tem que ser reverenciado e apresentado com mais nobreza e glamour.

Já João Wlamir pontuou o casal com 9,8, de acordo com ele os principais problemas foram: a escuridão que dificultou a visualidade e a falta dos cortejos e bailados tradicionais.

“-0,1 Boa ideia do figurino, mas a execução foi prejudicada pela escuridão do início onde impediu de se ver a evolução do casal – na transformação do a dela acendeu (depois de um tempo acendeu a dele) provocando uma falta de unidade visual. -0,1 Pouco tempo do bailado característico do casal, provocado pelo execrado de “movimentos criativos paralelos” e quando bailavam não era bem executado, com finalizações apressadas e sem limpeza, prejudicando até as pegadas no pavilhão”.

Monica Barbosa, a última pessoa a julgar o casal, elogiou a dança do casal da Vila, porém tirou dois décimos, fazendo 9,8 também.

“No escuro, as luzes saídas da indumentária como “desordem” e depois substituídas por uma iluminação forte de “poder e energia”, seriam ótimas em um espetáculo qualquer. O problema é que estamos falando da dança do Mestre-Sala e Porta-bandeira! Cheia de simbolismo, tradição e autenticidade. A bandeira, símbolo máximo, representa a escola, a comunidade; a Porta-Bandeira a carrega como a extensão do seu próprio corpo conduzindo e apresentando e o Mestre-sala a protege reverenciando sua Porta-Bandeira. Bailam com leveza e com uma conexão no olhar. No escuro que foi uma boa parte da apresentação não consegui ver esses olhares, essa conexão, nem tampouco o pavilhão e quando a “luz se deu” a dança principalmente do Mestre Sala é prejudicada pleno peso e forma do seu figurino, limitando seus movimentos e perdendo a energia e agilidade, a dança ficou sem leveza. E mesmo com a luz forte das duas indumentárias, a luminosidade ofusca a expressão do rosto do casal. E também na execução, quando o mestre-sala vai buscar a bandeira de costas e virar de frente para apresentá-la, por 2 vezes, o seu toque na bandeira foi um pouco busco no modelo 4”.