Análise: confira como se saíram os sambas na primeira noite de eliminatórias na Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra iniciou sua disputa de samba-enredo durante a feijoada realizada no últmo sábado, em sua quadra, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A escola será a terceira a desfilar na sexta-feira de carnaval da Série Ouro, com o enredo “Porto Kalunga”, desenvolvido pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, estreantes na agremiação. Foram oito classificados para a próxima etapa que ocorrerá neste sábado. A seguir, o CARNAVALESCO analisa as apresentações dos sambas classificados nesta fase do concurso.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Parceria de Bira: Uma das grandes apresentações da noite foi protagonizada pelo samba da parceria de Bira, Oscar Bessa, Márcio Rangel, Rafael Raçudo, Miguelzinho, Jarrão, Éric Costa, Vinicius Ferreira e Rafael Gigante, o segundo a se apresentar. A obra foi brilhantemente conduzida por Wic Tavares. A voz feminina e potente de Wic deu um tom especial ao samba. Além do bom encaixe da letra com o enredo, a melodia é muito inspirada e apresenta diversas variações. Entre os destaques está o refrão do meio: “Ê, criança que corre as areias da ilha / Mussulo é feito Bahia, e o Rio, espelho de quem vem de lá / Dança de preto, descalço, em Lobito / Crença que eu acredito / Feitiço que abraça o olhar!”. O refrão principal também teve ótimo rendimento: “Meu Porto Kalunga hoje é Porto da Pedra / Forte feito / Macumba, enverga e não quebra! / O meu povo é liberdade, união de samba e pemba / O tigre é feito no semba”. O samba contou ainda com uma forte torcida na quadra, com bandeiras. Bela apresentação, que coloca a obra muito forte na disputa.
Parceria de Maia: O samba da parceria de Maia foi o terceiro a se apresentar na noite. A obra foi muito bem conduzida pelo intérprete Gustavo Pipico. O destaque ficou por conta do refrão principal: “Sou Porto da Pedra valente e guerreiro / Na tua cultura me fiz pioneiro / Nas garras do tigre eu faço história / Brasil, te abraça, meu povo de Angola”. A parceria teve um bom número de torcedores na quadra, com bandeiras e outros elementos.
Parceria de Vaduka: O samba da parceria de Vaduka foi o quarto a se apresentar na noite. A obra foi defendida por Alexandre Simpatia, que teve boa condução. O samba, porém, teve desempenho aquém na quadra. Como ponto positivo, destaque para o refrão principal: “Quando a arte do bem integra / ‘O chocalho da morena’ faz meu povo dançar / É semba, é samba que brota da veia / Ancestralidade cruzando o mar”. A parceria também levou um bom contingente de torcedores, com bandeiras nas cores da escola.
Parceria de Vadinho: Parceria tradicional na Porto da Pedra, o samba de Vadinho, Marquinho Coração, Zé Alex, Denil, Marcos Pimentel, Isaías Demócrito, Adenor e Miltinho foi o quinto a se apresentar na quadra. A obra foi bem conduzida por Leonardo Bessa e Niu Souza. O principal destaque do samba está na melodia, marcada por diversas variações e trechos muito inspirados. Em termos de letra, a obra apresenta muito bem o enredo, com destaque para a passagem que faz menção a Martinho da Vila: “Um dia Martinho José Ferreira / O poeta embaixador / Juntou a negritude brasileira / Pra mãe terra embarcou”. O refrão principal também teve grande desempenho na quadra: “Porto da Pedra é quilombo feiticeiro / Somos Brasingola, flor do velho embondeiro / Preto na pele, na alma e no sangue / Os filhos de Zambi, herdeiros de Zambi”. A parceria contou com um bom número de torcedores, com bandeiras nas mãos. Foi uma grande apresentação.
Parceria de Oswaldo Barba: O samba da parceria de Oswaldo Barba foi o sexto a se apresentar na noite. O samba teve um desempenho regular, aquém das parcerias que alcançaram maior destaque nesta primeira etapa. O ponto alto ficou por conta do refrão principal: “Eu sou o tigre / O mais forte do terreiro / Sai da frente, sou guerreiro / Ninguém vai me derrubar”.
Parceria de Leon Azevedo: O samba de Leon Azevedo, Rafael Ferreira, Jeánn Bessa, JC Couto, Eduardo Katata, Dionízio, Gilsinho da Vila, Leozinho Nunes e Paulinho Ferreira foi o sétimo a se apresentar. A obra fez uma grande apresentação, conduzida por Igor Pitta e Leozinho Nunes. Antes da apresentação da parceria, a quadra teve uma rápida queda de luz, o que não impactou em nada o desempenho da obra. O principal destaque ficou por conta do refrão: “Angola, tua voz me chamou / No peito, orgulho e paixão / Porto da Pedra é Brasingola / A travessia é agora”, além do trecho: “Quando a Kalunga se abriu / A minha alma sorriu e navegou”. A parceria contou com um bom número de torcedores, com bandeiras nas cores da escola. O samba fez uma apresentação surpreendente e segura.
Parceria de Porkinho: O samba da parceria de Porkinho foi o nono a se apresentar na noite, em uma excelente apresentação na quadra da Unidos do Porto da Pedra. Defendida por Thiago Britto e Ronaldo Ylê, a obra teve uma passagem muito forte e aguerrida, contagiando os presentes. O destaque ficou por conta do refrão principal: “(Ê Kalunga) / Ê Kalunga nação / O batuque da canção é Brasingola / Eu sou o Porto da Pedra fundamental / O terreiro original do samba”. A cabeça do samba também é muito inspirada, sobretudo no trecho: “Porto da Pedra, eu te chamo pelo nome / Como um dia o tambor chamou pelos ancestrais”. A parceria também contou com grande torcida na quadra. Foi uma grande apresentação, que credencia a obra para voos maiores na disputa.
Parceria de Cristiano Teles: O samba da parceria de Cristiano Teles, Leandro Gaúcho, Paulo Beckham, Rod Torres, Ornellas Jr, Kiko Ribeiro, Duda SG, Richardson Catarino e Matheus Rangel foi o último a se apresentar na primeira noite de disputa na Porto da Pedra. A obra foi defendida pelos intérpretes Dodô Ananias e Duda SG. O samba fez uma apresentação aguerrida na quadra, com a participação de torcedores com bandeiras. Musicalmente, o destaque ficou por conta da melodia, além do refrão do meio: “Ê Luandê, ê Luanda / Bate cabeça pra pisar no meu terreiro / Incendeia, jindungo na veia de punho cerrado / Nas garras do povo que teve seu corpo marcado”, que foi a parte mais cantada na quadra.
Opinião: Parcerias de Diogo Rosa e Marquinhos Beija-Flor se destacam na semifinal da Beija-Flor

A Beija-Flor realizou na última quinta-feira a semifinal de sua disputa de sambas-enredo para o Carnaval 2027, em uma noite de quadra lotada e de forte mobilização das torcidas. Entre os seis sambas que subiram ao palco, as apresentações de Diogo Rosa e Marquinhos Beija-Flor foram os principais destaques, enquanto Júnior PQD e a escola de samba paraense Bole-Bole, de Belém, também apresentaram credenciais para a grande final. As obras que chegaram à reta decisiva têm nos refrões um de seus principais trunfos, com diferentes momentos de forte resposta da quadra. A decisão acontece na próxima quinta-feira, quando será escolhido o samba que embalará o enredo “Zeneida: O sopro do pó de louro”, do carnavalesco João Vitor Araújo. Abaixo, a análise do CARNAVALESCO dos quatro sambas classificados.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Parceria de Diogo Rosa: Tinga e Charles Silva conduziram a apresentação do samba de Diogo Rosa, Julio Assis, Kirraizinho, Manolo, Clay Ridolf e Dr. Luiz Claudio em uma passagem marcada pela força do carro de som e pela participação intensa da quadra. Antes mesmo do início, a numerosa torcida já se posicionava com referências à Amazônia, acompanhada por bateria própria, sons de pássaros e elementos cenográficos que remetiam ao universo de Zeneida Lima. No palco, Tinga imprimiu vigor à apresentação e contou com um grupo de apoio eficiente, mantendo a obra sustentada e com bom rendimento durante todas as passadas. A presença dos segmentos da escola também ajudou a ampliar o volume do canto e a criar um ambiente próximo ao de um desfile oficial. Na passagem destinada à torcida, cantada à capela, o samba 01 cumpriu bem a proposta. O canto perdeu um pouco de intensidade na segunda metade, mas a quadra recuperou rapidamente a força na chegada do refrão principal, justamente o momento de maior impacto da apresentação. O conjunto cenográfico, com uma pequena alegoria móvel e a representação da pajé, completou uma performance de forte apelo visual e bastante participação popular.
Parceria de Marquinhos Beija-Flor: Com Pixulé à frente, o samba de Marquinhos Beija-Flor, Claudio Russo, Chacal do Sax, Ronaldo Massacesi, Júlio Alves e Léo Freire encontrou na força coletiva da quadra seu principal combustível. Antes mesmo do início da apresentação, a torcida já cantava aquele que é o refrão mais ‘chiclete’ da disputa. Acompanhado por atabaques, o clima de animação se manteve até o início da apresentação. Quando os cantores assumiram a condução, o desempenho do carro de som se mostrou consistente, com Pixulé liderando uma interpretação segura. Os segmentos da escola, especialmente a harmonia, tiveram participação expressiva e contribuíram para que o samba ganhasse corpo ao longo da apresentação. A quarta pesada reservada à torcida apresentou um canto firme, mesmo com uma proposta visual mais simples, baseada em bandeiras azuis e brancas. A transição até o refrão principal foi outro ponto positivo: a quadra respondeu de maneira crescente e transformou a chegada do trecho em um dos momentos mais fortes da noite. Embora a apresentação não tenha alcançado o mesmo nível de outras passagens da parceria na temporada, o samba 13 terminou a noite demonstrando força suficiente para seguir com credenciais à final.
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Parceria de Júnior PQD: O samba de Júnior PQD, Ailson Picanço, Junior Billy Mandy, Geraldo, M. Felício, Marquinho Paloma e Marcelo Moraes teve Pitty de Menezes como responsável pela condução do carro de som. A apresentação começou cercada por uma torcida numerosa e bastante mobilizada, que já vinha cantando o refrão principal antes da entrada dos intérpretes. Pitty apresentou ótimo rendimento ao longo de toda a passagem, com uma interpretação segura e bem apoiada pelos demais cantores. O desempenho vocal manteve o samba estável, enquanto a torcida acrescentou um componente cênico importante à disputa, com fantasias, um tripé e a representação de Zeneida Lima. No momento reservado ao canto da torcida, a escola respondeu de forma satisfatória. Houve uma queda perceptível de intensidade depois do refrão do meio, mas o rendimento foi recuperado na sequência e ganhou novo impulso com a chegada do refrão principal. O trecho voltou a mobilizar a quadra e reforçou uma característica que marcou a apresentação: a capacidade do samba de provocar uma resposta coletiva forte nos seus momentos de maior apelo.
Ver essa foto no Instagram
Parceria da escola de samba Bole-Bole (Belém – PA): Vencedora da etapa da disputa em Belém e semifinalista em Nilópolis, a obra de Herivetto Martins e Silva, o Vetinho, fechou a noite com uma apresentação vigorosa e bastante celebrada pela quadra. A torcida paraense, embora naturalmente reduzida diante da dimensão da disputa em território nilopolitano, se mostrou animada e participativa, contando ainda com o apoio de simpatizantes presentes na quadra. No carro de som, Wantuir ajudou a conduzir uma passagem segura, que encontrou boa resposta do público. Musicalmente, o samba apresenta uma melodia envolvente e de construção progressiva, com destaque para a força do refrão principal. A obra também se beneficia de uma narrativa em primeira pessoa, colocando Zeneida como personagem e narradora de sua própria trajetória. O recurso aproxima o ouvinte da história e permite que diferentes momentos de sua vida sejam apresentados de maneira encadeada, desde a infância marcada pela encantaria até a descoberta de sua missão e a atuação em defesa da natureza e da cultura. A letra percorre elementos da pajelança, da ancestralidade e da religiosidade amazônica, incorporando referências como a figura de Maria Mineira Naê Agotime, o avô pajé e a devoção a Nossa Senhora de Nazaré. O samba constrói, assim, uma personagem que se apresenta como herdeira de saberes ancestrais e responsável por preservar um legado. O trecho “plantei uma escola-floresta” sintetiza essa dimensão de transformação do conhecimento em ação, enquanto as referências ao maracá e ao carimbó reforçam a identidade cultural paraense. O refrão principal é o grande ponto de chegada da obra. De melodia marcante e fácil assimilação, “Xerequê, Xerequê” cria uma assinatura sonora forte e conduz a narrativa para a ideia de equilíbrio do mundo e do legado de Zeneida. No conjunto, a Bole-Bole apresentou um samba de identidade própria, com boa fluidez melódica, narrativa bem definida e capacidade de comunicação. A boa recepção em Nilópolis mostrou que, mesmo vindo de uma disputa regional e com uma torcida numericamente menor, a obra conseguiu conquistar espaço e terminar a noite em alta.
Ver essa foto no Instagram
Opinião: Parcerias de Ian Ruas e Lico Monteiro realizam grandes apresentações na semifinal da Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca realizou a semifinal da sua disputa de sambas-enredo na última quinta-feira, com torcidas liberadas para as parcerias pela primeira vez na eliminatória. Com maior público e apresentações mais quentes, os sambas de Ian Ruas e Lico Monteiro tomaram a dianteira, com atuações de alto nível, cada obra com suas valências. A parceria de Arlindinho obteve um desempenho que ficou um pouco atrás, mas, com a qualidade de sua obra, também se coloca firme na disputa para ser o hino da escola no Carnaval 2027. A seguir, a análise do CARNAVALESCO sobre as apresentações semifinalistas.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
Parceria de Arlindinho: Arlindinho comandou o samba de sua autoria e dos compositores Igor Leal, Diego Nicolau, Fred Camacho e Bruno Dallari, ao lado de Rodrigo Tinoco e Milena Wainer. O trio comandou uma obra com ótimas variações melódicas e elementos de arrasta-pé. A primeira parte é um achado em narrativa e, sobretudo, em melodia. O verso “sem sorte, sem eira nem beira, errante, distante do quê?”, apesar de ser mais espremido dentro da melodia, consegue ter ótimo balanço. Uma narrativa divertida aparece nos versos “Nessa peleja aperreado de saudade, dei com os zói em caridade, nos festejos de Antônio, achei um canto bão pra esticar os pé, e acordei com as muié me pedindo matrimônio”. Algo semelhante, em termos melódicos, ao verso citado na primeira parte acontece no refrão central “Joana queria José, mas Zé só pensava em Maria, Maria não sabe o que quer, nem com quem se casaria, foi tanto causo de amor que apareceu, no fim das contas vi que o santo era eu”, que passou muito bem. A segunda parte é um pouco mais convencional em suas soluções, mas também tem momentos inspirados, vide os versos “era o rosário o amor, que vai comigo até onde Deus quiser, e corre chão a romaria, chega um punhado de alegria, e só não chega se acabar a nossa fé”. O refrão principal “êta cadência arretada, escola danada do meu coração, Tijuca, vem e me vira a cabeça, que Santo Antônio abençoe o pavão” teve ótimo rendimento em todas as passadas. A apresentação foi competente, apesar da ausência de Igor Sorriso, mantendo a força da obra durante a maior parte da disputa, com destaque para as soluções melódicas, que foram bem realçadas. O refrão principal teve ótimo desempenho, sendo cantado por alguns segmentos além da torcida. A segunda parte apresentou algumas oscilações de rendimento, afetando um pouco o conjunto, que, nas duas últimas passadas, teve menor vigor.
Ver essa foto no Instagram
Parceria de Ian Ruas: Dowglas Diniz e Vitor Cunha conduziram o samba de Ian Ruas, Caio Miranda e José Carlos. Uma narrativa bastante poética e sentimental na primeira parte, onde são relatadas as dores e os medos de Samuel, vide versos como “delírios plantados em terra rachada, florescem num rastro de dor, será que a estrada esconde o segredo do amor, será que a estrada revela o segredo do amor?”. O refrão central “Ê, batuque em terreiro de arraiá, gingado, balão, festim, panela de mungunzá, abre a roda que o cabra incorporou, cabeça do santo herdei, cabeça do santo sou” é poético e tem uma variação melódica muito dolente, sendo outro destaque da obra. A segunda parte segue qualificada, principalmente nos versos finais “Tijuca, ao lume do teu candeeiro, o sonho de um simples vaqueiro, que mãe batizou Samuel, Tijuca, milagre encontrei em Rosário, no Rio, em teu santuário, meu Juazeiro é o chão do Borel”. O bonito refrão principal “em terra de fé, brotou, o fruto da oração, traz viola, meu sinhô, a sanfona anunciou, tem festança no sertão (vem sambar no meu baião)” fecha muito bem a composição. A primeira passada, feita sem a bateria, foi primorosa, com uma roupagem harmônica que explorou toda a beleza e qualidade melódica do samba. Um samba sedutor que se sustentou na quadra pela construção, mesmo com a inconstância do som dos microfones em alguns momentos. A torcida não se fez presente em grande número, mas esteve entusiasmada. Alguns segmentos reagiram bem à apresentação. Foi, principalmente, uma passagem muito linear, com ótima condução dos intérpretes e uma obra bastante envolvente, unindo lirismo e força de comunicação com o público. Sustentou-se com força do início ao fim, mostrando que sambas dessa característica também possuem ótima funcionalidade. Desempenho de samba que almeja a vitória.
Ver essa foto no Instagram
Parceria de Leandro Gaúcho: Wantuir liderou o samba de Leandro Gaúcho, Ailson Picanço, Padre Felipe Calisto, Marcelo Moraes e Ricardo Construção. A primeira parte tem uma melodia muito bem realizada, empolgante, e uma letra com destaques em sua narrativa, como no trecho “em Caridade tem fuzuê, moganga de boiadeiro, xetruá, o problema foi o santo responder, a promessa pra menina se ajuntá”. O refrão central “Não tenha medo, isso não é feitiço de visagem, catiço, venha ouvir o meu canto, arriado ele atende pedido, mas tudo tem preço, pois eu não sou santo” tem uma letra interessante e jocosa, superior à melodia do trecho, que passou um pouco mais despercebida. Na segunda, o samba perde força e passa de forma mais cansativa, apesar do bonito trecho final “Meu pai, quantas vezes te esperei ao pé da porta, pedi todo dia, roguei sua volta, e veja só, sempre esteve aqui, é hora, pai, de seguir pro meu Juazeiro, levando um rosário batendo no peito, outro milagre ainda está por vir”. O refrão principal “Santo Antônio pequenino, do sertão eu trouxe a luta, venha abrir nossos caminhos, a vitória da Tijuca, ele é de fé! Amansador de burro brabo, se dúvida é melhor tomar cuidado” é criativo e possui uma linguagem mais coloquial, de assimilação simples. O samba rendeu mais no refrão principal e na primeira parte, quando se mostrou mais convidativo ao canto. Principalmente na segunda, o desempenho caía bastante, com pouca sustentação. A torcida não acompanhou a passagem com o samba na ponta da língua; foram poucos os que cantaram de fato. A obra chegou às últimas passadas de forma morosa, sem o fôlego inicial, apesar da firme condução de Wantuir.
Ver essa foto no Instagram
Parceria de Lico Monteiro: Wander Pires cantou o samba de Lico Monteiro, Telmo AG da Estiva, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane e Juca Gomes. Um samba gostoso de ouvir, com a interpretação de Wander valorizando a linha melódica da obra, muito boa desde os primeiros versos da cabeça “Ô de casa, ô de fora, se acomode e venha cá, um cadinho do sertão, tô aqui pra lhe contar, ô de casa, ô de fora, meu cordel já começou, se o mundo estava torto, Santo Antônio endireitou”. O samba possui uma letra que explora bem o sentimento de melancolia e solidão de Samuel nos versos “Sou Samuel, filho do vento e da sorte, sonho menino, relicário feito à mão, prometo mãe, seguir meu caminho, buscar sentido que me falta desde então”. O refrão central “Corre o fuxico no ar, coisa de interior, vai-e-vem do arraiá, meu passo desalinhou” tem ótima pegada e dá um ar leve à narrativa. A segunda parte começa com um dos trechos de maior destaque melódico da obra, “é só rezar pra Santo Antônio ouvir, ô diacho, me esqueça, vou achar um cazuá, atender a simpatia pra Toinho descansar”. Outro momento melódico de destaque surge nos versos finais “chorar, chorei, toca o sino e vem a romaria, guardo no peito o amor de Rosário, meu coração se fez moradia”. A narrativa do enredo é bem-feita e criativa, mas, melodicamente, o samba possui um brilho maior. O refrão principal “Eu digo amém, o milagre vai chegar, e muito além, faço o povo acreditar, sou nordestino que vai à luta, a missão será cumprida, Tijuca” possui uma narrativa que chama o canto do componente e exala raça. A apresentação foi muito sólida, com passadas fortes e sem oscilação de desempenho. Os apoios de Wander Pires tiveram ótimo rendimento, sustentando tons mais altos durante toda a passagem. A torcida apoiou bastante a obra, cantando quase o tempo todo, e foi um molho a mais na ótima atuação da parceria. Os dois refrãos tiveram grande rendimento, potencializando outro desempenho de alto nível na noite.
Ver essa foto no Instagram
Parceria de Wanderley Monteiro vence enquete do CARNAVALESCO antes da grande final da Portela

A parceria de Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Orlando Ambrosio, W. Correa e Rafael Gigante foi a preferida dos leitores do CARNAVALESCO na enquete sobre o samba-enredo da Portela para o Carnaval 2027. A composição recebeu 37,2% dos votos, ficando à frente da parceria de Cecília Cruz, Cláudio Cruz, Luciano Fogaça, Fabinho Gomes, Gêmeos, Osmar Fernandes e Julio Pagé, que alcançou 35,3%. A parceria de Jorge do Batuke, Márcio Carvalho, Luiz Matos, João Menna Barreto, Lucas Alves, J. Ferreira e Araguaci terminou em terceiro, com 27,5%. A Majestade do Samba escolhe nesta sexta-feira o samba-enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Três parcerias chegaram à decisão, depois de uma disputa que começou com 36 obras e reuniu mais de 200 compositores. A programação começa às 22h, na quadra da escola, em Oswaldo Cruz. O enredo “Ao mestre, com carinho” é desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
A noite terá um formato especial para celebrar Monarco, homenageado pela escola com o enredo “Ao mestre, com carinho”. Antes do show da Portela e das apresentações dos sambas finalistas, a agremiação fará uma roda de samba no meio da quadra, aproximando músicos e público em uma configuração diferente da tradicionalmente adotada nas finais de samba-enredo.
A proposta é recriar o ambiente que marcou a trajetória musical de Monarco. O repertório reunirá composições do baluarte portelense, como “Passado de Glória” e “Coração em Desalinho”, além de sambas que atravessaram diferentes gerações da história da azul e branco. Em seguida, a quadra recebe o show da Portela, com a participação dos segmentos da escola.
“Monarco foi o maior portelense de todos os tempos. Sua obra ajudou a construir a identidade da Portela, que tem mais de 100 anos. A gente reverencia e agradece a esse homem que transformou a própria vida em legado para o samba”, afirma Luiz Carlos Escafura, presidente da Portela.
Ver essa foto no Instagram
Três sambas seguem na disputa
A ordem de apresentação das parcerias foi definida por sorteio. A primeira a se apresentar será a parceria de Wanderley Monteiro, formada também por Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Orlando Ambrosio, W. Correa e Rafael Gigante. Na sequência, será a vez da parceria de Jorge do Batuke, com Márcio Carvalho, Luiz Matos, João Menna Barreto, Lucas Alves, J. Ferreira e Araguaci. A terceira apresentação será da parceria de Cecília Cruz, composta também por Cláudio Cruz, Luciano Fogaça, Fabinho Gomes, Gêmeos, Osmar Fernandes e Julio Pagé. Cada parceria fará duas passadas do samba sem o acompanhamento da bateria. Depois, terá mais 20 minutos de apresentação com a Tabajara do Samba.
Uma final para celebrar Monarco
Nascido em 1933, no Rio de Janeiro, Monarco foi criado em Oswaldo Cruz e se aproximou da Portela ainda menino. Entrou para a Ala de Compositores da escola em 1950 e, ao longo das décadas seguintes, construiu uma obra que se tornou inseparável da identidade musical da agremiação.
Suas composições atravessaram gerações e foram gravadas por nomes como Paulinho da Viola, João Nogueira, Beth Carvalho, Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho. Entre elas estão “Lenço”, “Passado de Glória”, “O Passado da Portela”, “Coração em Desalinho”, “Portela Desde Criança” e “Portela é uma Família Reunida”.
Monarco morreu em dezembro de 2021, aos 88 anos. Deixou uma obra profundamente ligada à memória de Oswaldo Cruz, de Madureira e da própria Portela.
Olinda, esposa do compositor, acompanha de perto a preparação da homenagem e vê na roda de samba preparada para a final uma maneira de reencontrar um pouco do ambiente em que Monarco passou grande parte da vida.
“É muito emocionante ver a Portela preparando tudo isso para ele. Monarco amava essa escola, amava estar no meio dos amigos, cantando e fazendo samba. Acho que uma roda no meio da quadra tem muito a ver com quem ele era. Ele gostava dessa proximidade, dessa simplicidade. Tenho certeza de que seria uma noite de muita felicidade para ele”, afirma Olinda.
Nova Portela para 2027
A final acontece em meio a uma série de mudanças promovidas pela Portela para o próximo carnaval. Paulo Barros assumiu o comando artístico da escola. Bruno Ribas retornou como intérprete oficial 21 anos depois de sua última passagem pela agremiação. Na comissão de frente, Sérgio Lobatto e Patrícia Salgado passam a conduzir o quesito, enquanto a direção de Carnaval é formada por Dudu Falcão, Elisa Fernandes e Camarão Netto. Na harmonia, Marcelo Jacob, Almir Souza e Vitor Leite foram promovidos à direção geral. Marlon Lamar e Squel Jorgea seguem como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Mestre Vitinho também permanece à frente da bateria Tabajara do Samba. A Portela será a primeira escola a desfilar na terça-feira de Carnaval em 2027.
Ingressos
Camarotes e mesas para a final já estão esgotados. Os ingressos de pista continuam à venda a partir de R$ 50 pelo Meu Bilhete. A classificação etária é de 16 anos. A final também terá transmissão da Rio Carnaval.
Serviço
Final de samba-enredo da Portela 2027
Sexta-feira, 4 de setembro
A partir das 22h
Quadra da Portela — Rua Clara Nunes, 81, Oswaldo Cruz
Ingressos: a partir de R$ 50
Classificação etária: 16 anos
Vendas: Meu Bilhete
Transmissão: Rio Carnaval
Acadêmicos do Tucuruvi anuncia saída de Sofia Nascimento

Contratada logo depois do Carnaval 2026, Sofia Nascimento deixa a Acadêmicos do Tucuruvi durante o ciclo para o desfile de 2027. A própria agremiação, por meio das redes sociais, compartilhou a informação. Luan Caliel, mestre-sala do Zaca, permanece como defensor do pavilhão da Cantareira.
Em 2026, Sofia Nascimento foi a primeira porta-bandeira do Império de Casa Verde no desfile “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”. Em 2025, ela defendeu a Unidos do Peruche em “Axé, Griô! Carlão do Peruche, o Cardeal Preto do Samba”. Luan é o primeiro mestre-sala da Tucuruvi desde 2020.
Em 2027, a Acadêmicos do Tucuruvi será a última a desfilar no sábado do Grupo Especial com o enredo “Ogbódirin, Ògbóni”, assinado pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.
O samba-enredo de “Ogbódirin, Ògbóni” é assinado por Thiago Meiners, Thiago Morganti, Claudio Mattos, Sukata, Wilson Mineiro, André Valencio, Ítalo Pires, André Aranha, Serjão Português, Thiago Piccirillo, Don Souza, Daniel Tubino e Rafael Tubino.
Suporte bancário 24/7: resolva suas dúvidas a qualquer momento
Ter acesso a ajuda quando você mais precisa faz toda a diferença na experiência com serviços financeiros. Seja para esclarecer uma transação, resolver um problema urgente ou simplesmente tirar uma dúvida sobre funcionalidades, contar com mercado pago atendimento disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, traz tranquilidade e segurança para o seu dia a dia. Esse tipo de suporte garante que você não fique desamparado em situações inesperadas, independentemente do horário ou do dia da semana.

Por que o atendimento contínuo é essencial para seus serviços bancários
A vida financeira não para nos finais de semana nem durante a madrugada. Problemas podem surgir a qualquer momento: uma compra não reconhecida, dificuldade para acessar sua conta, dúvidas sobre taxas ou simplesmente a necessidade de orientação para usar uma nova funcionalidade. Quando o suporte está disponível apenas em horário comercial, você pode ficar horas ou até dias aguardando uma resposta, o que gera ansiedade e pode até comprometer suas finanças.
Com assistência ininterrupta, você tem a liberdade de buscar ajuda quando for mais conveniente para você. Se trabalha durante o dia e só consegue resolver pendências à noite, ou se viaja frequentemente e precisa de auxílio em fusos horários diferentes, o atendimento 24/7 se adapta à sua rotina, e não o contrário. Essa flexibilidade representa um ganho significativo de autonomia e controle sobre suas finanças.
Além disso, situações de emergência exigem respostas rápidas. Imagine perceber uma movimentação estranha na sua conta durante um feriado ou precisar bloquear um cartão perdido na madrugada de um domingo. Nesses momentos, cada minuto conta, e ter canais de comunicação sempre abertos pode evitar prejuízos maiores e trazer alívio imediato.
Canais de comunicação que funcionam para você
A variedade de canais disponíveis para contato é outro aspecto fundamental de um bom suporte. Algumas pessoas preferem resolver tudo por chat, outras gostam de falar ao telefone, e há quem prefira enviar mensagens e aguardar resposta sem pressa. O importante é que você tenha opções e possa escolher a forma de comunicação que melhor se encaixa no seu perfil e na urgência da situação.
Os chats automáticos inteligentes evoluíram muito e hoje conseguem resolver grande parte das dúvidas mais comuns de forma rápida e eficiente. Eles entendem sua pergunta, oferecem soluções práticas e, quando necessário, direcionam você para um atendente humano especializado. Essa combinação entre tecnologia e atendimento pessoal garante agilidade sem perder a qualidade.
Para questões mais complexas, o suporte via telefone ou mensagem direta com especialistas continua sendo indispensável. Nesses casos, você pode explicar sua situação com mais detalhes, receber orientações personalizadas e ter a certeza de que seu problema está sendo tratado com a atenção que merece. A chave está em oferecer essa diversidade de opções sem complicar o processo de acesso.
Como o suporte ágil melhora sua experiência financeira
Quando você sabe que pode contar com ajuda sempre que precisar, sua relação com os serviços bancários muda completamente. A confiança aumenta, o estresse diminui e você se sente mais seguro para explorar funcionalidades novas ou realizar operações que antes pareciam complicadas. Essa sensação de respaldo constante transforma a maneira como você gerencia seu dinheiro no dia a dia.
Um atendimento eficiente também significa menos tempo perdido com problemas técnicos ou burocráticos. Em vez de passar horas tentando descobrir sozinho como resolver uma questão, você obtém respostas claras e diretas em poucos minutos. Esse ganho de tempo se reflete em mais tranquilidade e produtividade, permitindo que você foque no que realmente importa.
Outro benefício importante é a prevenção de problemas maiores. Muitas vezes, uma dúvida simples não esclarecida pode se transformar em uma complicação séria. Ter acesso fácil a orientações corretas evita erros, protege suas informações e garante que você esteja sempre usando seus serviços financeiros da melhor forma possível.
Tecnologia a favor da sua tranquilidade
Os avanços tecnológicos tornaram possível oferecer assistência de qualidade em tempo integral sem comprometer a personalização. Sistemas inteligentes conseguem identificar padrões, antecipar necessidades e oferecer soluções proativas, muitas vezes antes mesmo que você perceba que precisa de ajuda. Essa abordagem preventiva representa um salto significativo na experiência do usuário.
As ferramentas de autoatendimento também evoluíram bastante, permitindo que você resolva diversas questões por conta própria, no seu ritmo e sem depender de terceiros. Desde consultar extratos detalhados até ajustar configurações de segurança, essas funcionalidades colocam você no controle total das suas finanças, com o suporte sempre disponível caso surja alguma dúvida durante o processo.
A integração entre diferentes canais garante que seu histórico de atendimento seja preservado, independentemente de como você entrou em contato. Isso significa que você não precisa repetir sua história toda vez que busca ajuda, tornando cada interação mais fluida e eficiente. Essa continuidade no atendimento demonstra respeito pelo seu tempo e valoriza sua experiência como cliente.
Qual parceria é favorita para vencer o samba na Mocidade para o Carnaval 2027?

A Mocidade Independente de Padre Miguel realiza no sábado uma das maiores finais de samba-enredo do Carnaval carioca. Após reunir cerca de 10 mil pessoas na edição do ano passado, a escola espera um público ainda maior em 2027. Além de escolher o hino oficial de “Latinamente Independente”, a festa contará com uma programação especial, que reúne samba, rap, música latina, encontros históricos e atrações especiais. O evento também contará com transmissão ao vivo em parceria com a Rio Carnaval. Abaixo, você pode ouvir os sambas e votar na parceria favorita para vencer. Vamos divulgar o resultado na manhã de sábado.
Tuninho Júnior é o novo intérprete do Camisa Verde e Branco

Nove vezes campeão do Grupo Especial de São Paulo, o Camisa Verde e Branco anunciou o intérprete da escola para o Carnaval 2027: trata-se de Tuninho Júnior, com passagens marcantes por escolas de samba de diversas praças.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
A carreira do intérprete começou em 2004, na Aprendizes do Salgueiro, escola-mirim da Academia do Samba carioca. De lá para cá, passou por escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro, como Unidos de Vila Isabel, Império Serrano e Unidos da Tijuca; e foi o intérprete oficial da Acadêmicos de Niterói em 2024 e da Tradição em 2025. O intérprete também tem passagens pelo carro de som de duas coirmãs paulistanas: Águia de Ouro e Imperador do Ipiranga. O profissional também já atuou em escolas de samba de Manaus e de Uruguaiana.
Atualmente, Tuninho Júnior é o intérprete oficial da Independentes de Olaria, da Série Prata do Rio de Janeiro. O cantor também integra o carro de som da Acadêmicos do Salgueiro, juntamente com Charles Silva, intérprete do Camisa Verde e Branco em 2026.
Para 2027, o Trevo da Barra Funda terá como enredo “Ajuruetês – o voo da Terra Brazil“, assinado pelo carnavalesco Marcus Ferreira. O Camisa Verde e Branco será a última escola a desfilar na sexta-feira do Grupo Especial do Carnaval 2027 na maior cidade da América do Sul.
‘Escola voltou a sorrir’: São Clemente inicia caminhada para o Carnaval 2027 com esperança renovada
A São Clemente realizou, na última sexta-feira, em sua quadra, no Centro do Rio, a abertura da escolha do samba-enredo para o Carnaval 2027, e o CARNAVALESCO conversou com integrantes sobre como eles veem a escola desde a troca recente na presidência, com a saída de Renato Gomes e a chegada de Thiago Almeida, e sobre como a escola vem se preparando para o seu retorno à Sapucaí. A escola abrirá os desfiles na sexta-feira de carnaval pela Série Ouro.
* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp
O presidente Thiago Almeida falou de sua alegria ao ver as pessoas retornarem a conviver com a São Clemente e da emoção de ver a escola voltar a desfilar na Marquês de Sapucaí. Ele disse que, apesar da dificuldade da Intendente Magalhães, a Sapucaí faz com que a elaboração do desfile fique melhor de preparar.

“Eu estou muito feliz, na verdade, com o que vem acontecendo. As pessoas estão abraçando, as pessoas estão retornando. E os que já estão também estão muito felizes com a escola. A Annik (carnavalesca) está caprichando no projeto, graças a Deus o tema foi muito bem aceito. Não posso dar spoiler, mas ela está preparando um grande projeto para gente”, contou Almeida.
Para Annik Salmon, carnavalesca que chegou à escola, a sensação foi de estar em casa desde sua entrada na São Clemente. Ela revelou que o enredo foi muito bem recebido por ser a cara e a identidade da agremiação e que, com o começo da disputa de samba, os compositores conseguiram respeitar a sinopse proposta por ela. Agora, começa a fazer os protótipos e a preparação dos carros para o desfile.

“A expectativa está a melhor possível. A gente já começou com o pé direito. Enredo muito bom, com a cara da escola, com a identificação, a comunidade toda feliz, satisfeita. Todo mundo se encontrando nessa temática. Agora, a gente parte para essa fase, que são os sambas. Tivemos sete obras e todas as sete atenderam à nossa perspectiva de sinopse, conseguiram fazer sambas muito bons, cada um com a sua melodia, seu trabalho mais melódico, mas todos com a letra bem dentro de acordo. A gente começa a fazer protótipos, desenhar carros, estou muito feliz. A escola é muito família, as pessoas trabalham com muito amor, vontade, isso é muito bom. Eu estou me sentindo realmente em casa”, garantiu a artista.
Para o novo intérprete da escola, Chicão, a troca no comando da agremiação ficou dentro da família. Ele afirmou que o presidente Thiaguinho vai fazer um grande trabalho e contou a emoção de liderar um carro de som na Sapucaí pela primeira vez. O intérprete revelou que recentemente quase fechou com outra escola e que nem nos melhores sonhos imaginava cantar como intérprete oficial na Marquês de Sapucaí.

“É uma renovação dentro da escola. O bom é que sempre fica dentro da família. O Renatinho passou a bola para o Thiaguinho. Não tenho dúvida de que vai fazer um grande trabalho, vai dar uma renovada na escola. A São Clemente vem para fazer um grande carnaval em 2027. Eu vou ser sincero foi um presente que eu recebi. Soube esperar, ficar quietinho e ganhei esse presente que estou estreando. Nem nos melhores sonhos eu imaginei”, comentou o cantor.
Para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Thais Romi, o começo do Carnaval 2027 começou com o pé direito. Ela também falou que a escola mostrou um perfil mais técnico para confirmar que voltou para a Sapucaí para ficar e impactar logo de cara na Avenida.
“Eu acredito que a São Clemente começou no pé direito, com a escolha do enredo e depois com os segmentos. Está tudo sendo feito com muito cuidado. E muita técnica, eles estão tendo muito profissionalismo. Fazer um desfile que impacte logo de cara na Avenida. E a gente está sentindo isso no dia a dia, porque é essa energia da escola”.

Já para Alex, a chegada de Thiaguinho, que chamou de sobrinho, deixou a escola feliz, assim como era com Renatinho. Ele afirmou que todos vêm trabalhando e que não pensam em ser a primeira escola a pisar na avenida, mas em fazer um ótimo desfile e marcar os dois pés dentro da avenida.
“A gente está muito feliz, assim, já era feliz com o Renatinho, lógico, com toda sua família. O Thiago é um familiar também, é sobrinho, e a gente tá trabalhando pra fazer um bom carnaval, já que a gente está voltando à Sapucaí, primeira escola, mas não tem que pensar nisso, precisamos pensar e fazer um ótimo carnaval, chegar com o pé direito e o pé esquerdo e deixar um recado na Sapucaí”.

