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Oficial! Anitta é a nova rainha de bateria da Grande Rio para o Carnaval 2027

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Foto: Reprodução/Instagram

A Grande Rio terá Anitta como sua nova rainha de bateria no Carnaval 2027. A confirmação saiu na edição deste domingo do jornal O Globo. A cantora assume o posto que ganhou enorme destaque nos últimos anos e chega à tricolor de Caxias com uma relação ainda mais direta com o desfile: além de ocupar a frente dos ritmistas, ela é uma das compositoras que participam da disputa pelo samba-enredo que a escola levará para a Marquês de Sapucaí.

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A escolha coloca Anitta em uma posição inédita em sua trajetória no carnaval. Caso o samba de sua parceria seja o vencedor da disputa, marcada para o dia 20 de setembro, a cantora poderá atravessar a avenida como rainha de bateria e, ao mesmo tempo, autora do hino oficial da Grande Rio para 2027.

Em entrevista ao jornal O Globo, Anitta afirmou que não se preocupa com possíveis comparações ao assumir um posto que já foi ocupado por nomes de grande repercussão na escola. A cantora também destacou que encara a nova função sem estabelecer uma permanência a qualquer custo.

“Se todo mundo gostar, a gente vai continuando. Se não, agradeço com amor, carinho e passo o bastão”, afirmou Anitta ao O Globo.

A artista também comentou a identificação que encontrou entre o enredo da Grande Rio e o momento de sua carreira. “O enredo parece feito sob medida para o álbum”, disse ao jornal.

‘Já chorei desde a entrada’: Evandro Malandro revela emoção ao chegar à Mocidade

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Foto: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

A chegada de Evandro Malandro à Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2027 tem sido marcada por emoção. Novo intérprete da escola, o cantor participou neste sábado da final de samba-enredo e conversou com o CARNAVALESCO sobre o início da nova trajetória. Segundo ele, o convite para defender a Verde e Branco teve um significado ainda maior por causa da relação de sua família com a agremiação.

“Muita felicidade! É lógico que a gente fez um bom trabalho na Grande Rio, um trabalho que foi reconhecido por todos, mas eu, como Malandro, não tinha noção de que o trabalho estava tão bacana a ponto de uma escola grandiosíssima como a Mocidade me chamar. E aqui eu tenho muita história, tenho a história da minha família. Já chorei desde a entrada até aqui. A Mocidade me emocionou muito, muito mesmo”, afirmou.

Para 2027, Evandro promete levar à ala musical da Mocidade a identidade que marcou sua trajetória, mas sem abrir mão do cuidado técnico. O intérprete ressaltou que pretende manter características como o vibrato e os finais de frase, além de atenção especial à afinação.

“O que vocês podem esperar da ala musical para 2027 é um canto com muito personalismo, mas também com muito cuidado. Eu tenho esse cuidado e esse carinho com tudo o que faço. Não vou deixar de fazer o meu vibrato, o final de frase, cuidar da afinação. Eu sou muito chato com isso, vocês já sabem. Eu sou muito chato com isso”, destacou.

Evandro também apontou a cobrança da direção musical como um elemento importante para encontrar o equilíbrio entre sua identidade e a característica da Mocidade.

“Acho que o meu trabalho não pode deixar a desejar, principalmente porque o meu diretor musical, o André, cobra muito isso e conseguiu encaixar muito bem o trabalho do Malandro com a Mocidade”, explicou.

A integração com a comunidade e, especialmente, com a bateria também já começou. O intérprete contou que participou de reuniões internas antes mesmo de sua chegada ser oficializada e que vem estreitando a relação com os profissionais responsáveis pela parte musical da escola.

“Sobre esse encaixe com a comunidade da Mocidade e, principalmente, com a bateria, a gente já está trabalhando. Antes mesmo de tudo acontecer, eu já vinha participando de reuniões internas, muitas reuniões internas”, contou.

Evandro destacou o acolhimento recebido de Bryan Clem e Rodrigo Coutinho, diretores da escola, que, segundo ele, foram fundamentais nesse processo de adaptação.

“Eu sou muito feliz e muito grato. Eles foram à minha casa e me deram toda a estrutura para trabalhar, inclusive tudo aquilo que eu nem tinha pedido. Sou muito grato por esse acolhimento e por tudo que estão proporcionando para que eu possa fazer o meu trabalho da melhor maneira possível”, concluiu.

Mangueira é preta, macumbeira e de oyá! Em final histórica, parceria de Lequinho vence o samba para o Carnaval 2027

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Foto: Reprodução de internet

Por Marcos Marinho, Mariana Santos, Matheus Morais e Vanessa Vicente

A noite de 5 de setembro e a madrugada de 6 de setembro de 2026 entraram para a história quase centenária da Estação Primeira de Mangueira. Por volta das 5h, a presidenta Guanayra Firmino anunciou a vitória da parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Orlando Ambrósio, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim, dizendo que é “preta macumbeira e de Oyá”. A Verde e Rosa fechará os desfiles do Grupo Especial do Rio na terça-feira do Carnaval 2027, com o enredo “Oyá Por Nós”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França.

Compositoes campeões falam com o CARNAVALESCO

“É muito difícil expressar o que estou sentindo, porque somos todos seres humanos. Eu perdi meu pai há um tempo e, no ano passado, acabei não entregando um samba à altura dos meninos que ganharam e dos outros sambas que estavam na disputa. Quando lançaram o enredo de Oyá, foi essencial para mim, porque eu tenho um desejo muito grande de fazer samba afro sempre que surge essa possibilidade. Quando soubemos que seria Iansã, que já havíamos mencionado em alguns sambas, sentimos que era uma oportunidade de me recuperar também de algumas coisas da vida. E conseguimos. É uma emoção muito grande falar de Oyá para a Mangueira, não apenas por ela ser a orixá protetora da escola, mas porque, para mim, ela sempre passa à frente. Tudo o que se fala, a gente consegue expressar bem, mas não é só a parceria: é a escola, que se veste bem. O Lequinho falou sobre as nossas brigas, e essa é uma grande verdade. A gente briga muito, mas nenhuma dessas brigas é por vaidade. Tínhamos uma missão praticamente impossível: seis homens precisavam se vestir do feminino e chegar o mais próximo possível dessa essência. Fizemos um pacto para conseguir isso. E eu não sei explicar como nasce uma frase que eu faço, assim como os meninos também não conseguem explicar. Para mim, o dom é divino. Não tem outra explicação”, disse o compositor Junior Fionda.

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Compositor Junior Fionda

“Esse ano, a gente viveu uma disputa histórica. É uma disputa que eu tenho 18 anos de Mangueira e eu nunca vivi nada igual. E é a disputa do nosso pré-centenário. A gente fez história. Epahey, Oyá!”, disse o compositor Paulinho Bandolim, em entrevista ao CARNAVALESCO, ele que chegou ao sétimo título na escola.

“Eu faço samba na Mangueira há 26 anos e posso dizer que nunca vi o que vi hoje. É uma sensação indescritível. Nunca tinha visto essa quadra em ebulição dessa maneira, então não tenho palavras para definir o que aconteceu. Eu nem esperava, acho que ninguém esperava. Quando a gente acompanha as disputas, sempre quer o melhor, mas isso é mais do que o melhor. Estou muito emocionado, muito, muito emocionado, e muito feliz de ver a comunidade da Mangueira abraçando o samba dessa maneira. Espero que, no Carnaval, isso se projete para a Marquês de Sapucaí, para fecharmos o carnaval da melhor forma possível, sonhando e vencendo dentro da quadra da Mangueira”, afirmou o compositor Gabriel Machado.

Mangueira não prevê mudanças na letra

A Mangueira não fará alterações na letra do samba-enredo escolhido para representar a escola no Carnaval 2027. A confirmação foi feita pelo diretor de carnaval, Dudu Azevedo, em entrevista ao CARNAVALESCO durante a final da disputa realizada neste sábado. Segundo ele, ajustes poderão acontecer na melodia e na interpretação do cantor oficial Dowglas Diniz, mas a composição vencedora será preservada. Os ensaios de canto começam em outubro, enquanto os ensaios de rua têm início marcado para 15 de novembro.

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“Não tem mudança de letra, não. Tem de melodia, da interpretação do Dowglas (Diniz), claro. A gente não prevê mudanças, não”, garantiu Dudu Azevedo.

Como passaram os sambas na final

Parceria de Lequinho: O final catártico e histórico da final veio sob o comando de Tinga. A cantora Daniela Mercury, que fez uma participação especial na gravação oficial e no clipe da obra, cantou durante a performance junto com os intérpretes oficiais. A última passada da composição da parceria de Lequinho como concorrente a hino de 2027 pelo Palácio do Samba consolidou sua força lírica e melódica. Mesmo em momentos de menos energia — porém, não menos canto —, os versos finais de cada estrofe provocavam canto alto dos sambistas, traziam imagens que faziam os torcedores dançarem e gesticularem, interpretando a letra, cada um à sua maneira. E o poderoso refrão principal cumpriu seu papel explosivo em cada passada, incendiando a quadra da Verde e Rosa.

Parceria de Arlindinho: Para encerrar a jornada em busca do hino para 2027, a parceria de Arlindinho trouxe um show em honra ao brilhante caminho construído. A cantora Majur, que interpreta a canção na gravação e no clipe, esteve presente para dar voz à obra na primeira passada. Foi bem recebida pelo público, que acompanhou o canto com força. No geral, a performance foi aguerrida, tendo momentos de canto irregular, levados na garra do carro de som. Muitas vezes, os intérpretes, Majur e seus dançarinos foram ao meio do público para reconquistar o canto da galera. Por sua vez, os sambistas se mostraram muito dependentes das vozes principais. Em uma das passadas, ao jogarem para a torcida, sem cantores principais e bateria, os presentes cantaram com pouca intensidade a segunda parte da canção. Apesar disso, um dos refrões mais populares da disputa de carnaval confirmou sua força e foi responsável por recuperar a energia da performance na maioria das passadas.

Mangueira eleva o sarrafo no show da final

O show da Estação Primeira de Mangueira neste sábado, na final de samba-enredo para o Carnaval 2027, subiu o sarrafo dos shows das finais de samba do carnaval carioca. De uma cabaça surge um búfalo, uma das representações de Oyá. O casal foi ovacionado pela quadra após uma entrada triunfal digna de Iansã e Xangô, o casal do dendê, anunciado pela cantora Nina Rosa, e o pavilhão verde e rosa foi, desta vez, encantado por Oyá, sintetizando o início do novo ciclo da escola. Dowglas Diniz e a competentíssima ala musical e bateria passearam por clássicos da escola, trazendo arranjos de cordas e vocais, além das bossas da bateria comandada por Taranta Neto e Rodrigo Explosão, que fizeram o público cantar muito no Palácio do Samba. A rainha Evelyn Bastos entrou em cena durante o samba de 2023 e foi ovacionada pelos mangueirenses, além do time completo de musas da escola.

Lucinha Nobre revela emoção ao assumir preparação de Matheus e Cintya na Mangueira

A Mangueira terá Lucinha Nobre à frente da preparação artística e técnica do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira para o Carnaval 2027. A porta-bandeira, que encerrou sua carreira recentemente, foi convidada para trabalhar com Matheus Olivério e Cíntya Santos e terá ao seu lado a coreógrafa Camille Salles. Em entrevista ao CARNAVALESCO durante a final de samba da Verde e Rosa, Lucinha revelou que o trabalho começa imediatamente após a definição do samba-enredo.

Mangueira eleva o sarrafo nas finais de samba com show inspirado em Oyá

Mangueira não prevê mudanças na letra do samba campeão e inicia ensaios de rua em 15 de novembro

‘Casal que eu amo’: Lucinha Nobre revela emoção ao assumir preparação de Matheus e Cintya na Mangueira

Mangueira eleva o sarrafo nas finais de samba com show inspirado em Oyá

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Fotos: Reprodução de internet

O show da Estação Primeira de Mangueira neste sábado, na final de samba-enredo para o Carnaval 2027, subiu o sarrafo dos shows das finais de samba do carnaval carioca. De uma cabaça surge um búfalo, uma das representações de Oyá.

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O casal foi ovacionado pela quadra após uma entrada triunfal digna de Iansã e Xangô, o casal do dendê, anunciado pela cantora Nina Rosa, e o pavilhão verde e rosa foi, desta vez, encantado por Oyá, sintetizando o início do novo ciclo da escola. Dowglas Diniz e a competentíssima ala musical e bateria passearam por clássicos da escola, trazendo arranjos de cordas e vocais, além das bossas da bateria comandada por Taranta Neto e Rodrigo Explosão, que fizeram o público cantar muito no Palácio do Samba. A rainha Evelyn Bastos entrou em cena durante o samba de 2023 e foi ovacionada pelos mangueirenses, além do time completo de musas da escola.

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Sob a direção artística de Fábio Batista, o show da final da Mangueira mostrou que há múltiplas formas de a comunidade incorporar o enredo. E fez isso muito bem com um grande corpo de bailarinos, que abrilhantou a noite, com destaque para as bailarinas que executaram com vigor o barravento.

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‘Casal que eu amo’: Lucinha Nobre revela emoção ao assumir preparação de Matheus e Cintya na Mangueira

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Foto: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

A Mangueira terá Lucinha Nobre à frente da preparação artística e técnica do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira para o Carnaval 2027. A porta-bandeira, que encerrou sua carreira recentemente, foi convidada para trabalhar com Matheus Olivério e Cíntya Santos e terá ao seu lado a coreógrafa Camille Salles. Em entrevista ao CARNAVALESCO durante a final de samba da Verde e Rosa, Lucinha revelou que o trabalho começa imediatamente após a definição do samba-enredo.

O convite para assumir a preparação do casal foi recebido com emoção pela porta-bandeira, que destacou a relação afetiva com Matheus e Cíntya e contou que a parceria com Camille era um projeto que as duas planejavam desenvolver quando sua carreira nos desfiles chegasse ao fim.

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“Eu recebi o convite com muita emoção, foi uma surpresa muito grande, um casal que eu amo de paixão e eu chamei a Camille para fazer esse trabalho comigo, até por entender a importância”, afirmou.

Lucinha explicou que, apesar de já ter encerrado sua trajetória como porta-bandeira, não imaginava que assumiria tão rapidamente uma nova função dentro do carnaval. A ideia inicial era aproveitar um período mais tranquilo, mas o convite da Mangueira mudou os planos.

“Eu sei o quanto a gente vai poder acrescentar juntas. Sendo a primeira vez, eu acho que é um trabalho que eu sempre sonhei em desenvolver com ela quando a minha carreira terminasse. Era uma coisa que a gente vinha sonhando e planejando calmamente há alguns anos, mas eu não pensei que fosse ser logo no meu primeiro ano”, contou.

A experiência acumulada durante a carreira foi um dos fatores que levaram Lucinha a aceitar o desafio. Para ela, o compromisso com o samba permanece mesmo depois de deixar de desfilar como porta-bandeira.

“O meu planejamento era ficar de boa, curtir um pouco, mas o trabalho chama. Eu sou sambista, eu vou estar sempre pronta e preparada para o que o samba precisar de mim e, nesse momento, a escola do tamanho da Mangueira, precisando da minha expertise, do meu know-how, eu estou muito emocionada”, declarou.

Trabalho começa após a escolha do samba

Com a expectativa voltada para a escolha do samba-enredo que conduzirá a Mangueira no Carnaval 2027, Lucinha já estabeleceu o próximo passo da preparação de Matheus Olivério e Cíntya Santos. Segundo ela, a coreografia começará a ser desenvolvida já na segunda-feira seguinte à final.

“É um casal que eu amo, e, assim, a gente está trabalhando com muito afinco já. Eu estou muito ansiosa pela noite de hoje, para a gente já ter o nosso samba, e segunda-feira já começa a coreografia. Eu estou muito feliz”, afirmou.

A escolha do samba será, portanto, um momento importante também para o trabalho do casal. A partir da composição definida, Lucinha e Camille poderão desenvolver uma coreografia alinhada à obra que será apresentada pela Mangueira na Marquês de Sapucaí.

Parceria de 20 anos com Camille Salles

A escolha de Camille Salles para dividir a preparação do casal não aconteceu por acaso. A coreógrafa acompanhou praticamente toda a carreira de Lucinha Nobre e as duas trabalham juntas há cerca de duas décadas.

“A Camille Salles foi minha coreógrafa durante praticamente toda a minha carreira. A gente trabalha junto há 20 anos”, explicou Lucinha.

A experiência construída ao longo dos anos será utilizada agora em uma nova função, com as duas trabalhando na preparação artística e técnica de Matheus Olivério e Cíntya Santos.

“E a gente vai desenvolver essa coreografia em parceria com a Mangueira. Eu estou muito, muito, muito emocionada”, completou.

Mangueira não prevê mudanças na letra do samba campeão e inicia ensaios de rua em 15 de novembro

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

A Mangueira não fará alterações na letra do samba-enredo escolhido para representar a escola no Carnaval 2027. A confirmação foi feita pelo diretor de carnaval, Dudu Azevedo, em entrevista ao CARNAVALESCO durante a final da disputa realizada neste sábado. Segundo ele, ajustes (antes, a gente tinha entendido que tinha citado que teria em melodia, mas Dudu nos procurou e esclareceu que não) na interpretação do cantor oficial Dowglas Diniz, mas a composição vencedora será preservada. Os ensaios de canto começam em outubro, enquanto os ensaios de rua têm início marcado para 15 de novembro.

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Dudu Azevedo avaliou de forma positiva o trabalho desenvolvido desde sua chegada à Mangueira e destacou a estrutura oferecida pela presidente Guanayra Firmino para a preparação do desfile. Para o diretor, o ambiente encontrado na escola tem contribuído para a execução do planejamento elaborado para o Carnaval 2027.

“Eu estou muito feliz, me sinto muito abraçado pela escola. Tenho muita satisfação de falar que a Guanayra é uma presidente que dá muita estrutura para a gente trabalhar. E o clima, a energia do barracão, a quadra, como recebe e aceita todo o planejamento nosso”, afirmou.

O diretor também ressaltou a organização interna da Mangueira, citando as reuniões mensais com as lideranças e a rotina de ensaios técnicos. Dudu destacou ainda a importância do diálogo para colocar em prática as ações planejadas pela equipe.

“Nós temos uma reunião de lideranças que acontece uma vez por mês. Eles têm um diálogo muito bom nas reuniões. Eles conseguem planejar e executar”, comentou.

Para Dudu, a combinação entre a energia característica da Mangueira e o trabalho técnico desenvolvido pela equipe pode ser um dos diferenciais da escola na Marquês de Sapucaí.

“É um balanço de um olhar de uma Mangueira que tem muita energia, uma técnica bem apurada para desfilar, e aí a gente espera levar sempre isso para a avenida”, completou.

Samba será mantido

Após a escolha do samba-enredo, uma das primeiras definições da direção de carnaval é a preservação da letra apresentada na final. Dudu Azevedo afirmou que não existe previsão de mudanças no texto da composição vencedora.

“Não tem mudança de letra, não. Tem da interpretação do Dowglas (Diniz), claro. A gente não prevê mudanças, não”, garantiu.

O dirigente também destacou a qualidade dos sambas que chegaram à decisão e afirmou que a expectativa é transformar a energia observada durante a disputa em força para o desfile oficial.

“A gente está muito feliz com os dois sambas. A gente acha que vai ser uma grande escolha e a gente espera essa energia que vibrou aqui durante o concurso, que a gente consiga levar até o carnaval”, afirmou.

A preparação para a comunidade cantar o samba começa já no próximo mês. De acordo com Dudu, os ensaios de canto serão iniciados em outubro. Na rua, a Mangueira começa a preparação no dia 15 de novembro.

Sidnei França ganha elogios pela plástica

Responsável pelo desenvolvimento visual do desfile, o carnavalesco Sidnei França também recebeu elogios do diretor de carnaval. Dudu afirmou que o trabalho do artista vem agradando aos mangueirenses e criou uma expectativa positiva para alegorias e fantasias que serão levadas para a avenida.

“O Sidnei vem encantando a gente com a plástica dele. O mangueirense está feliz com isso. Eu acho que ele vai repetir essa alegria que ele vem trazendo para o pessoal. Essa felicidade que ele vem trazendo para o mangueirense com uma boa plástica”, declarou.

Final da Mocidade: enquete do CARNAVALESCO aponta parceria de Léo Peres na liderança

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A enquete realizada pelo CARNAVALESCO com os leitores para escolher o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2027 aponta uma disputa extremamente equilibrada. A parceria de Léo Peres, Leandro Fregonesi, Felipe Pires, Rogerinho, Wilson Paulino e Bruno Serrinho aparece na liderança, com 35,6% dos votos, seguida de perto pelo grupo formado por Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Jorginho Via 13, W. Corrêa e Cabeça do Ajax, com 33,8%. Em terceiro lugar, também muito próximo, está a parceria de Paulo César Feital, Alex Saraiça, Denilson do Rosário, André Russo, Carlinho da Chácara e Fábio Bueno, com 21,6%. Em quarto a parceria de Jefinho Rodrigues, Xande de Pilaes, Marquinho ÍNdio, Estevão Civatta, Cleiton Roberto e Prof. Renato Cunha ficou com 9%. Os números reforçam o equilíbrio da disputa que chega à sua grande decisão neste sábado, na quadra da Mocidade, em Padre Miguel.

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A escola realiza uma das grandes finais de samba-enredo do carnaval carioca e prepara uma programação especial para a noite. Depois de reunir cerca de 10 mil pessoas na edição do ano passado, a expectativa é de um público ainda maior para a escolha do hino oficial de “Latinamente Independente”, enredo que levará à Marquês de Sapucaí a proposta de valorização da identidade latino-americana. A festa terá palco externo, encontros inéditos, rap, samba, música latina e um after especial. O evento também contará com transmissão ao vivo em parceria com a Rio Carnaval.

Uma das principais novidades será o Palco Latinamente Independente, espaço externo criado em sintonia com o conceito que inspira o próximo desfile da escola. A programação reúne diferentes manifestações culturais e gêneros musicais, reforçando a proposta de celebrar a diversidade e a identidade latino-americana.

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Foto: Mike Bleak/Mocidade

Entre os destaques está o encontro entre as Velhas Guardas da Mocidade e da Mangueira, em uma celebração à história e à tradição do samba. O palco também receberá a Nata do Rap Carioca, o Jet Samba Black e a banda latina Saoko. Na manhã de domingo, o after ficará por conta do Bonde das Maravilhas.

A gastronomia também terá espaço na festa. A Feira da Glória e a Feira da Rita comandarão uma área de alimentação com barracas e opções inspiradas na culinária latino-americana.

Outra novidade será a parceria com a faculdade Estácio, que oferecerá serviços gratuitos ao público. Os independentes poderão aproveitar uma área com massagem, maquiagem e tranças, além de participar de uma ação que sorteará 10 bolsas para cursos gratuitos da instituição.

A programação começa às 20h, com Lekinho, que retornará ao palco em diferentes momentos para conduzir a noite. O encontro das Velhas Guardas está previsto para 21h50, seguido pela apresentação da banda Saoko, às 23h20.

Na madrugada, a programação continua com a Nata do Rap Carioca, às 0h50, e o Jet Samba Black, às 2h.

Às 3h, o Palco Latinamente Independente terá uma pausa para a transmissão, nos telões e com som ao vivo, da programação do Rio Carnaval. A festa retorna ao amanhecer com o after do Bonde das Maravilhas, às 5h, seguido pelo DJ Jhury, às 6h10, e Lekinho DJ, às 7h20.

Enquanto o palco externo será tomado pela programação musical, a quadra da Mocidade concentrará o principal momento da noite: a escolha do samba-enredo que terá a responsabilidade de embalar o desfile da escola no Carnaval 2027.

A disputa pela escolha do samba começa às 2h30 e encerra uma competição que foi conduzida em clima de Libertadores da América, reunindo compositores e parcerias em busca da obra que apresentará na Sapucaí a mensagem de “Latinamente Independente” e reafirmará o manifesto da escola: “o nosso Norte é o Sul”.

Com o camarote superior já esgotado, a expectativa é de uma grande celebração na Vila Vintém, reunindo torcedores da Mocidade, amantes do Carnaval e diferentes gerações. A escola pretende transformar a final do samba em um verdadeiro festival, com música e atrações ao longo de toda a madrugada.

Enquete do CARNAVALESCO aponta favoritismo da parceria de Lequinho na final da Mangueira

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Foto: Divulgação/Mangueira

A parceria de Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Orlando Ambrósio, Guilherme Sá, Paulinho Bandolim chega à grande final da disputa de samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira como favorita entre os leitores do CARNAVALESCO. Em enquete realizada pelo CARNAVALESCO, o samba nº 8 recebeu 79,1% dos votos, enquanto a obra nº 10, da parceria de Arlindinho, Pedro Terra, Tomaz Miranda, Herval Neto, Paulo César Feital e Igor Leal, somou 20,9%. A decisão acontece neste sábado, a partir das 22h, no Palácio do Samba, com transmissão do canal Rio Carnaval, no YouTube. A final definirá o samba-enredo que representará a Verde e Rosa no Carnaval 2027 e será levado pela escola para a Marquês de Sapucaí. As composições disputam o direito de embalar o enredo “Oya por Nós”, desenvolvido pelo carnavalesco Sidney França para o próximo desfile da Mangueira.

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A programação da noite começa às 22h, com o show da final, que prepara a quadra para o momento decisivo. A partir das 2h da madrugada, as duas parcerias finalistas sobem ao palco para defender suas obras diante da comunidade mangueirense.

A expectativa é de casa cheia para a última etapa de uma disputa marcada pela participação da comunidade. Mais do que escolher uma composição, a final definirá a trilha sonora que acompanhará a Mangueira durante toda a preparação para o Carnaval 2027 e na apresentação na Avenida.

O resultado está previsto para ser anunciado às 4h. Na madrugada deste domingo, a Estação Primeira de Mangueira conhecerá oficialmente o samba-enredo que levará para o desfile do Carnaval 2027.

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Sidnei França revela os bastidores do enredo da Mangueira e explica a construção do desfile sobre Oyá

Sabrina Sato fala sobre gravidez, desfile e cuidados médicos em ensaio nos Gaviões da Fiel para o Carnaval 2027

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A noite de sexta-feira tipicamente paulistana, com garoa e vento ameno, trouxeram uma personagem muito importante para os Gaviões da Fiel. Sabrina Sato, histórica integrante da escola e Rainha da “Ritimão”, bateria da Torcida Que Samba, compareceu pela primeira vez à quadra da escola no ciclo para o desfile de 2027 mesmo grávida de seis meses. Com ótima presença de público na Sede Mundial dos Gaviões da Fiel, o CARNAVALESCO esteve presente na coletiva de imprensa de Sabrina Sato, realizada na quadra da agremiação pouco antes do ensaio ter início.

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Espírito feliz

Conhecida pela simpatia e pelo carisma com que trata todos que se direcionam a ela, Sabrina Sato mostrou-se bastante à vontade e sorridente ao longo de toda a noite. Prova disso foi uma frase dita pouco depois de chegar, em uma van com toda a equipe que a auxilia: “Eu estou muito feliz! Estou realizada, a gestação está tranquila. E ele já vai nascer no samba!”, brincou.

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Vida de gestante

Perguntada sobre como estão os dias no aguardo do segundo filho, Sabrina destacou o quanto quer estar (e já está) ligada ao rebento: “O que mudou na minha vida é a conversa que eu tenho com ele antes, fico tentando explicar pra ele pra onde ele está indo. Na verdade, eu estou com a mesma energia que eu sempre tive. Eu achei que eu estaria muito mais cansada e eu até estou um pouquinho mais, mas a minha vida continua igual. Só que, agora, grávida. Continuo acordando às seis da manhã, levando minha filha para a escola… essa agenda corrida, de trabalho e de compromissos, e também tem o samba. Meu filho tem que saber que a mãe dele é e o que a mãe dele faz”, refletiu.

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Mesmo com seis meses de gestação e ciente que terá um filho do sexo masculino, ainda não se sabe como ele será chamado. A mãe explica: “A gente ainda está decidindo o nome do bebê. Por mim, já estaria decidido; mas a Zoe quer escolher junto com a gente e ela tem todo o direito, ela é a irmã dele. Estamos decidindo e vamos entrar em um consenso: eu, a Zoe e o Nicolas”, explicou Sabrina, citando a filha mais velha, de sete anos de idade.

Pensando no carnaval

Sabrina foi perguntada sobre detalhes da fantasia que usará no desfile, mais especificamente sobre como viria em relação ao abdômen. “Sobre a fantasia, provavelmente eu devo vir com a barriga de fora. Na gravidez da Zoe, eu fui coroada Rainha de Bateria dos Gaviões. Naquela fantasia, eu não mostrava tanto a barriga porque eu estava mais tímida. Agora, com 45 anos de idade, eu estou bem mais tranquila em relação a isso”, comentou.

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A resposta é importante porque a previsão é que o filho de Sabrina nasça entre o final de 2026 e o início de 2027, obviamente antes do próximo desfile dos Gaviões da Fiel. Há, entretanto, o período conhecido como puerpério, que dura cerca de quarenta dias após o parto e reestabelece a saúde feminina física e emocionalmente de maneira gradual. No ensaio, ela fez questão de mostrar a barriga em uma fantasia cheia de brilhos.

A Rainha da “Ritimão” também foi perguntada sobre como a equipe médica que cuida dela reagiu à ida ao desfile e sobre a vontade de Sabrina Sato desfilar pouco depois do parto: “Minha médica, a dra. Vania Assaly, é maravilhosa! Minha médica está me acompanhando desde o início, converso com ela sobre vir para os ensaios e tudo. Eu estou completamente dentro do que ela me autorizou fazer. No início da gestação, eu fiquei de repouso: eu tive um descolamento. Mas, agora, eu estou super bem. Estou fazendo atividade física, já que quanto mais uma grávida se mexe, melhor ela fica. Ir para o ensaio e sambar faz bem para a mamãe e faz bem para o bebê também. Não tem nada que esteja proibido! Eu vou dar uma sambadinha mais de leve hoje por ser o primeiro ensaio que eu venho, só. Vamos pegar leve, vamos começar devagar para ele se acostumar, também. Mas foi lindo!”, finalizou.

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Tudo definido

Os Gaviões da Fiel serão a segunda escola a desfilar no sábado do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo em 2027. O enredo da agremiação será “É Noite de Gira na Casa de Ogum”, assinado pelos carnavalescos Julio Poloni e Rayner Pereira.

O samba-enredo dos Gaviões da Fiel para 2027 é assinado por Grandão, José Rifai, Luciano Costa, Sukata, Dentinho do Morro, Fadico, Marcelo Paschoal JB, Gabriel Lima, Alex Biro, Morganti, Oliveira, Neck, Andrezinho, Cláudio Russo, Luiz Antônio Simas e Chico Poeta.

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Madureira na alma e Oswaldo Cruz no peito! Parceria de Wanderley Monteiro vence samba da Portela para o Carnaval 2027

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Por Júnior Azevedo, Mariana Santos, Marcos Marinho e Miguel Correia

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Apoiada por todos os segmentos portelenses a parceria de Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Orlando Ambrosio, W. Correa & Rafael Gigante venceu a disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2027. O resultado foi divulgado por volta das 5h deste sábado e com a quadra ainda lotada. Wanderley Monteiro chega ao nono samba vencedor na Portela. O compositor já havia vencido em 2009, 2011, 2012, 2013, 2016, 2022, 2023 e 2024. Vinicius Ferreira e Rafael Gigante alcançam a quinta vitória na escola. Jefferson Oliveira chega à quarta e Hélio Porto, à terceira. Para Orlando Ambrosio e W. Correa, é a primeira conquista na Azul e Branco. O enredo “Ao mestre, com carinho” é desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros. A Majestade do Samba será a primeira a desfilar na terça-feira.

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Maior vencedor da disputa de samba portelense o compositor Wanderley Monteiro conversou com o CARNAVALESCO após o resultado: “É uma alegria imensa, porque a gente já ganhou e já perdeu, mas toda vez que ganha é uma emoção nova, é como se fosse a primeira vez. E falar de Monarco não dá para terminar. O mestre é o nosso mestre, é um ícone no samba para todos os sambistas, e a gente teve essa felicidade de ganhar o samba na disputa e ter o samba na avenida falando de Monarco. É uma felicidade imensa, enorme, não dá nem para descrever. A Portela está muito organizada, está fazendo um belo trabalho, e eu tenho certeza que ela vai fazer um belo desfile e nós vamos para as cabeças com esse samba do Monarco”, garantiu Wanderley Monteiro.

O compositor Rafael Gigante frisou frequentar a Portela desde 1994. Ele comparou a vitória com o título da Copa do Mundo. “Faltam palavras para expressar o tamanho dessa emoção. Primeiramente, vencer na Portela significa triunfar na escola que nos formou como compositores, cidadãos e sambistas. Sou nascido e criado em Marechal Hermes, e a minha proximidade com Oswaldo Cruz e Madureira existe ‘desde os tempos de criança’, como diz a própria letra. Frequento a escola desde 1994 e componho para ela desde 2010. Poder representar a águia na Sapucaí com um enredo sobre o mestre Monarco, em um carnaval tão emblemático que exalta a personificação do portelense, sua elegância, garbo, profundeza e responsabilidade é algo indescritível. O Monarco nos deixou um legado de comportamento, de postura e de como agir com serenidade e compromisso diante das situações. A ficha ainda nem caiu; acho que só vou mensurar o tamanho disso com o tempo. Colocamos todo o nosso coração na composição, ao lado de uma parceria que já vem junta há muito tempo. Ganhar esse concurso é como levantar uma Copa do Mundo. Estou feliz demais”, disse ao CARNAVALESCO o compositor Rafael Gigante.

O compositor Hélio Porto conquistou sua terceira vitoria consecutiva na Portela e compartihou que seu trecho preferido no samba campeão é o refrão “Ao falar de Monarco meus olhos sempre vão marejar”, citou.

O compositor Vinicius Ferreira também celebrou a vitória: “Durante um bom tempo na nossa vida a gente fica buscando chegar no lugar ideal para vencer o samba-enredo e, todo ano, nós temos essa luta, vontade, esperança que cresce a cada dia. E quando chega no dia da final e isso acontece do jeito que a gente imaginava, acaba não sendo do jeito que a gente imaginava. É sempre muito melhor. É minha quinta vitória na Portela”, revelou.

Show emocionante

O show da Portela revisitou momentos emocionantes da trajetória do mestre Monarco. Desde sua passagem pela Unidos de Jacarezinho até o encontro com seu grande amor, Dona Olinda. As cenas foram embaladas por clássicos do cancioneiro de Monarco, celebrando em corpo e ritmo o baluarte. Jan Oliveira, diretor artístico, trouxe pessoas da comunidade de Osvaldo Cruz e Madureira para o corpo de baile da apresentação.

Bruno Ribas comandou o show do palco, cantando clássicos da Azul e Branco de Osvaldo Cruz e Madureira como “Gosto que me enrosco”, “Lendas e Mistérios do Amazônia” e “Madureira sobe o pelô”. A rainha Bianca Monteiro foi ovacionada pela quadra quando entrou no samba “Um defeito de cor” em um bloco de homenagem a Gilsinho. Na apresentação do samba de 2025, em homenagem a Milton Nascimento, representantes mulheres das harmonias de todas as escola de samba do Grupo Especial entraram no palco durante a música “Maria, Maria”. Antes do samba do Carnaval 2026, muito celebrado pelos portelenses.

Como foram as apresentações na final

Parceria de Wanderley Monteiro: Wander Pires defendeu o samba da parceria de Wanderley Monteiro, Vinícius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Orlando Ambrósio, W. Correa e Rafael Gigante. A apresentação confirmou a força da obra que se viu ao longo de toda a disputa de samba na Portela. Na primeira passada, Wander puxou e deixou a quadra cantar a plenos pulmões todo o samba. O refrão principal foi cantado com força por Oswaldo Cruz e Madureira. Os versos “eu sou a sua eterna continuação” foram cantados com paixão pelos torcedores, que levantaram os braços. O refrão do meio passou com menos intensidade; ainda assim, foi cantado. A segunda parte cresceu em todas as passadas até explodir no refrão principal. Excelente apresentação, que confirma a trajetória do samba como um dos favoritos da safra 27.

Parceria de Jorge do Batuke: Zé Paulo Sierra defendeu o samba da parceria de Jorge do Batuke, Márcio Carvalho, Luiz Matos, João Menna Barreto, Lucas Alves, J. Ferreira e Araguaci. O refrão principal faz uma homenagem bonita aos baluartes da Portela, sendo o momento mais bem cantado do samba. O samba cresceu de andamento depois da primeira passada, dando mais vigor ao samba. O refrão do meio passou aguerrido, porém a quadra como um todo recebeu o samba de modo mais frio em relação à parceria anterior. Já o trecho final do refrão principal é aguerrido e bem cantado. Ainda assim, Zé Paulo defendeu o samba com muito vigor.

Parceria de Cecília Cruz: Pixulé cantou o samba da parceria de Cecília Cruz em uma performance enérgica. O canto foi bem sustentado pela torcida na primeira passada, sem apoio do cantor principal e da bateria, bem como em todas as vezes que o canto ficou a cargo da plateia. Entretanto, o rendimento foi decrescente, com perdas de energia dos presentes, especialmente na cabeça do samba e no refrão do meio. O fôlego se recupera com o trecho que faz alusão ao clássico do baluarte “corri pra ver”, e o sensível refrão principal, que foi responsável pelo último gás na passada final.