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Entrevistão: Junior Escafura conta como convenceu Paulo Barros a voltar à Portela

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Quando foi conversar com Paulo Barros para convidá-lo de volta à Portela, Junior Escafura levou consigo uma camisa da escola e entregou nas mãos do carnavalesco. Paulo olhou para a camisa, disse que não estava acreditando, vestiu e chorou como uma criança. “É um cara que já ganhou muito no carnaval, não precisa provar nada pra ninguém. E ali, recebendo a camisa, chorou de verdade, de emoção, de estar voltando pra sua casa”, lembrou o presidente.

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A cena resume a virada de página do mandato de Escafura à frente da Portela: uma gestão que começou em junho de 2025, no meio da temporada, sob um 10º lugar no Carnaval 2026, e que tenta agora reunir a escola em torno da homenagem a um de seus maiores baluartes, mestre Monarco. Filho de Luiz Carlos Escafura, o Bolão, que presidiu a Portela entre 1995 e 1997, Júnior parece retomar, à sua maneira, o que o pai conseguiu décadas atrás: reaproximar a escola de si mesma. “Meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo”, resumiu o presidente.

No “Entrevistão”, Escafura não se eximiu de falar dos problemas da Portela. Ele comentou a relação com a vice-presidente Nilce Fran, o fim do antigo júri da disputa de samba, a perda do intérprete Gilsinho, a chegada de Bruno Ribas, a contratação da dupla Sérgio Lobato e Patrícia Salgado para a comissão de frente e as mudanças em curso na escola diante da expectativa para o carnaval que vai homenagear um dos maiores portelenses da história.

Você assumiu a presidência da Portela depois de uma eleição acirrada e teve como primeiro carnaval um 10º lugar. Fazendo o balanço hoje, o que você considera resolvido e o que ainda está sendo encaminhado para o próximo ano?

Junior Escafura: “Foi um ano muito desafiador, até porque a forma como a eleição da Portela funciona é uma coisa que a gente pretende mudar futuramente. A eleição foi no final de maio, o que significa assumir no meio do ano. Enquanto outras escolas já estão com o enredo definido, a gente ainda precisa montar toda uma estrutura de trabalho, e foi isso que tivemos que fazer às pressas, em junho, para poder começar. O que posso dizer é que avançamos em muita coisa, principalmente na organização financeira. Conseguimos parcelar dívidas antigas, reorganizar questões que tinham ficado para trás. Ainda temos muitos desafios pela frente, a caminhada é longa, mas acho que demos o primeiro passo. Já conversei isso com o conselho deliberativo da escola: a ideia é fazer uma mudança no estatuto para que a eleição aconteça logo depois do carnaval, e o próximo presidente já assuma pensando no ano seguinte, com tempo para organizar a escola: desmontar barracão, definir enredo, contratar profissionais, fazer o que é preciso ser feito para que a escola não fique atrasada em relação às outras”.

Seu pai, Luiz Carlos Escafura, o Bolão, presidiu a escola entre 1995 e 1997 e faleceu em 2010, 15 anos antes de você assumir. O que você diria hoje para o seu pai sobre a experiência de estar sentado na cadeira que ele ocupou?

Junior Escafura: “Eu vivi todo o período em que meu pai foi presidente. Tinha 14 anos e andava com ele diariamente na Portela. Ele é um dos ‘culpados’ por eu estar sentado nessa cadeira hoje. Curiosamente, muito jovem, algumas pessoas já apontavam isso pra mim. Uma pessoa muito importante da escola, a tia Dodô, queria muito que ela estivesse aqui hoje pra ver isso. Guardo até hoje, com muito carinho, um troféu que ela me deu com uma placa escrita ‘futuro presidente da Portela’. Posso dizer que me preparei muito para esse cargo. Não caí de paraquedas aqui, conquistei, de fato, esse lugar. Fui componente, diretor de harmonia, compositor, diretor de ala, presidente da ala de compositores, diretor de carnaval, diretor de eventos, presidente de ala comercial, vice-presidente até chegar à presidência. Fiz uma trajetória inteira dentro da Portela. Eu diria ao meu pai que estou tentando fazer um pouco do que ele fez. Minha principal inspiração nele é a união da escola. No primeiro ano dele, em 1995, fizemos um carnaval antológico, o “Gosto que me enrosco”, apontado por muitos como o campeão, mesmo sem ter sido. Ficou marcado na história porque a Portela se uniu de novo: pessoas afastadas, como Noca da Portela, João Nogueira e Paulinho da Viola, voltaram pra escola. Não é coincidência que, depois da briga que fundou a dissidência da escola (a Tradição), a Portela tenha ficado décadas sem ganhar o carnaval; só voltou a vencer em 2017, e ainda empatada. São essas brigas internas que causam tudo isso. Por isso sempre falei: no dia em que eu for presidente da Portela, meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo. Meu sonho é unir a escola. Ainda não consegui, mas estou no processo”.

A Portela é uma escola democrática, o que gera, como é comum em instituições democráticas, opiniões contrárias. Como administrar isso enquanto presidente?

Junior Escafura: “Não tenho problema nenhum com crítica, desde que não falte respeito, e desde que as pessoas não se escondam atrás de perfis falsos para atacar, às vezes até a vida pessoal de alguém. Ideias construtivas, críticas construtivas, não tem problema nenhum. A porta da minha sala, seja no barracão ou na quadra, está sempre aberta para qualquer pessoa. Esse ano estamos homenageando o mestre Monarco, e ele dizia uma frase que eu repito muito: ‘Nada é maior que a instituição’. Aprendi isso aqui dentro. Ninguém pode se colocar acima do pavilhão da Portela. Se a Portela não parar com essas brigas internas, vai acabar como outras escolas que têm problemas políticos enraizados; a escola vai caindo de grupo, lamentavelmente, por vaidade. Não estou aqui pra agradar A, B ou C, estou aqui pra fazer o melhor pela escola. É isso que luto todo dia, atrás de patrocínio, sabendo o quanto está caro fazer carnaval, porque a Portela é uma potência, e precisa funcionar como potência administrativa e financeira. É esse o legado que quero deixar”.

Disputa de samba na Portela é sempre quente. Como funciona sua cabeça durante todo o processo?

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Junior Escafura: “A ala de compositores da Portela é talvez a mais renomada do carnaval, gente de nome e expressão que funciona muito no mercado musical. Quando eles colocam samba na disputa, cada um tem seu fã-clube, e todos são muito competentes. Só que só pode ganhar um. Muitos criticavam o antigo modelo, em que 30, 40 pessoas votavam, e eu sempre fui contra isso. A primeira coisa que fiz como presidente foi mudar o método de julgamento e assumir a responsabilidade de escolher o samba. Aquele júri era muito ruim, as pessoas ficavam expostas, e os próprios compositores reclamavam. Quando assumi a escola, a primeira coisa que os compositores falaram foi: ‘Esse júri tem que acabar’. Eu já não gostava mesmo, e acabei com ele. Nada contra as pessoas, mas existia aquela história de ‘fulano só vota no samba de ciclano’. Para acabar com isso, ninguém mais fica exposto: o presidente escolhe o samba, como já acontece em outras escolas. Claro que escuto o diretor de bateria, o diretor de harmonia, o carnavalesco, a direção de carnaval… os segmentos. Mas a primeira coisa que a gente pensa é o que é melhor pra Portela: o samba mais adequado ao enredo, à proposta do carnavalesco, o que fica melhor para a bateria, para o cantor, o que a escola canta melhor… São vários fatores. Para 2027 a safra da Portela está maravilhosa, talvez a melhor dos últimos cinco anos”.

Quando Paulo Barros foi contratado para o Carnaval 2016, ninguém pensou que daria certo e ele foi campeão em 2017. Ele até fez uma tatuagem da águia. Como você vê a relação dele com a Portela?

Junior Escafura: “Acho que é uma relação de amor verdadeiro. O Paulo se encaixou muito bem na Portela. Fez só dois carnavais, está indo para o terceiro agora, mas parece que trabalha aqui há muitos anos, de tanta identificação. Veio e respeitou a história da Portela, o jeito da escola fazer carnaval. Trouxe a modernidade que a Portela precisava, mantendo a raiz e o fundamento que a escola gosta. Conseguiu dois bons resultados: um terceiro lugar que poderia ter sido campeonato e o título de 2017, quando a Portela não ganhava havia anos. Ele tem um respeito muito grande da torcida e volta agora muito mais maduro, experiente, com muita vontade de fazer um grande carnaval. O clima no barracão está maravilhoso. Estamos apostando muito que ele vai fazer de novo um grande carnaval para a Portela”.

Como surgiu a conversa para trazê-lo de volta à Portela e como foi o papo com ele?

Junior Escafura: “O Paulo sempre foi um sonho do portelense. Logo quando assumi, a gente criou um canal, ‘Fala Presidente’, e de dez pedidos, nove eram para trazer o Paulo de volta. Só que assumimos em junho, e já havia um carnavalesco que tinha sido renovado pela administração anterior. Respeitamos os profissionais que já estavam aqui. Depois do carnaval, entendendo que a Portela precisava mudar, o primeiro nome foi ele, aliás, não tinha segundo nome, era ele ou ele. Liguei e, na hora, ele topou conversar. Resolvemos rápido, porque a Portela queria ele e ele queria a Portela. Foi um momento de muita emoção. Teve um fato que me marcou muito. Quando fomos conversar, fui até meu carro, peguei uma camisa da Portela e dei na mão dele. Ele olhou pra camisa e falou: ‘Eu não tô acreditando’. Começou a chorar, vestiu a camisa, beijou. Chorava como uma criança, e isso me marcou muito. É um cara que já ganhou muito no carnaval, já tem seu nome gravado na história, não precisa provar nada pra ninguém. E ali, recebendo a camisa, chorou de verdade, de emoção, de estar voltando para sua casa”.

Os portelenses identificam que fazer de Monarco enredo é uma missão árdua, porque não pode ter vacilos. Como construir esse carnaval e controlar a expectativa do torcedor?

Junior Escafura: A expectativa do portelense sempre é alta, e por isso, quando o resultado não vem, a decepção é grande. Quando falamos do Monarco, a primeira coisa é uma responsabilidade enorme. Ele era um gentleman, dificilmente você via alguém que não gostasse de estar perto dele. O último samba-enredo que ele compôs para a Portela, infelizmente, ele não ganhou, mas foi comigo, em 2007; ele não gostava de participar de disputa, eu insisti pra ele vir. Ele sempre foi muito elegante, terno de linho branco com azul, chapéu Panamá. As pessoas olhavam e viam a Portela nele. Houve toda uma pesquisa com a família, dona Olinda, Mauro Diniz, Marquinho, os filhos, sempre muito solícitos, participando ativamente. Tenho certeza de que, onde ele estiver, vai estar desfilando com a gente”.

Você não teve receio de mudar o comando da bateria quando assumiu a presidência. Qual é sua análise do trabalho do mestre Vitinho?

Junior Escafura: “O Vitinho é um menino da casa, é cria da Portela desde sempre, e a gente entendia que era o momento de renovação. A Portela sempre precisa respeitar suas raízes e também olhar para frente. Estamos fazendo esse trabalho de dar oportunidade para os crias da escola; hoje temos vários deles no carro de som, nos casais de Mestre-sala e Porta-bandeira, entre ritmistas, passistas e direção de carnaval. Ele merecia essa oportunidade. Fez um trabalho grandioso, é muito dedicado, se deixar, trabalha 24 horas por dia, sempre criando. Apesar de a nota não ter sido a máxima, ele sabe o que aconteceu e está empenhado em fazer o melhor para 2027. O Vitinho é muito antenado com questões de mudança, e a gente não pode ter medo de arriscar. Se estivesse tudo bem, beleza, mas não está. O resultado não veio do jeito que o portelense quer, então a gente precisa mudar até achar o que precisa, que é colocar a escola brigando de igual para igual com todas, sempre em busca do título. O Vitinho tem muitas ideias e às vezes é bem empolgado, principalmente nas redes sociais. Então conversamos com ele esse ano: para ele ir mais devagar, ficar mais tranquilo, cabeça no lugar, porque é muito perfeccionista, busca a perfeição. É impressionante a capacidade de organização dele: se eu perguntar agora, ele já tem todas as medidas da bateria, o lugar de cada um, tudo desenhado”.

Como é ter ao lado uma vice como a Nilce Fran, que se posiciona o tempo inteiro e é respeitada pelos portelenses?

Junior Escafura: “A Nilce nasceu dentro da Portela. O pai dela, Vanderlei Francisco, criou a Ala dos Impossíveis, a primeira ala coreografada do carnaval. Ela foi rainha de bateria da escola quando meu pai era presidente, é passista de mão cheia e formou meninas que hoje são rainhas e musas. A Nilce sempre foi minha amiga, minha parceira, muito leal. Acho que não teria pessoa melhor para ser vice-presidente e caminhar comigo nisso. Ela é, acima de tudo, sambista. A Portela hoje é dirigida por sambistas, eu e ela entendemos a dor do sambista, passamos por várias coisas no carnaval. Ela é uma mulher admirável! Ela sabe o quanto eu a amo, quanto somos parceiros e amigos, mesmo discordando bastante às vezes, mas sempre dentro do respeito. Brigamos um dia, no outro também, mas tudo em prol da Portela. A Nilce cuida muito de questões como musas, shows, coisas que ela domina muito bem. No que eu preciso dela, ela está sempre disposta a ajudar, e vai aprendendo outras funções do carnaval também. Isso é importante, porque, no futuro, quem sabe, a Nilce Fran será presidente da Portela, a primeira mulher no cargo. Acho que ela vai chegar lá e precisa ir se preparando para isso, como eu me preparei. Acho que vai ser muito bom a Portela ter uma mulher no comando um dia”.

A Portela fez a melhor festa de protótipos para 2026. Vão repetir para 2027?

Junior Escafura: “Não vamos fazer festa de protótipo esse ano. A Portela está trabalhando um pouco diferente do ano passado, mais quietinho; o Paulo também prefere um formato mais interno, mostrando as fantasias só para os segmentos. Já estamos numa fase de finalização de protótipos e início de reprodução, então não vamos fazer essa formalidade de festa. A do ano passado foi incrível, era o momento certo para aquilo, mas esse ano entendemos que não é o caso; vamos apresentar os protótipos só para as pessoas dos segmentos da escola, sem alarde, trabalhando. Já está sendo feito de forma escalonada, à medida que cada fantasia fica pronta”.

A plástica da Portela é sempre o calcanhar de Aquiles ou acha possível ser diferente para 2027?

Junior Escafura: “A partir das reclamações da comunidade sobre o peso da fantasia, buscamos fantasias bonitas, com qualidade, mas mais acessíveis, para o componente conseguir brincar o carnaval sem carregar um peso que atrapalha a evolução e a harmonia da escola. Melhoramos também a estrutura do barracão, com obras, máquinas novas de costura e renovação de 90% dos funcionários do barracão. Na verdade, enredo e fantasia a Portela vem gabaritando nos últimos três anos. O problema da Portela em plástica está mais concentrado em alegoria”.

Para a comissão de frente, a Portela trouxe a dupla Sérgio Lobato e Patrícia Salgado. O que motivou essa escolha específica e o que muda nesse segmento para 2027?

Junior Escafura: “Primeiro porque são bons profissionais, já mostraram isso, e já trabalharam com o Paulo Barros em outra escola. Segundo, todo mundo conhece o olhar do Paulo para a comissão de frente: foi a primeira coisa que ele fez aqui na Portela, já pronta em desenho e estrutura de alegoria. Conversei com ele sobre isso logo de início, e ele mesmo disse: ‘Júnior, é a primeira coisa que eu faço’. Hoje a comissão de frente já tem figurino em reprodução, alegoria detalhada e elenco definido. Saímos na frente: tudo o que vai ficar pronto primeiro na Portela esse ano é da comissão de frente. É a primeira coisa que entra na Avenida”.

Como foi o momento que soube do falecimento do Gilsinho, a vinda do Zé Paulo e, agora, a volta do Bruno Ribas?

Junior Escafura: “Para você ter ideia do que eu e minha diretoria passamos: assumo a escola em junho e, em setembro, perdemos o maior intérprete que a Portela já teve. Em dois meses, uma mudança enorme. Tivemos que resolver sem tempo para nada, com final de samba, gravação, tudo em cima da hora. Contamos muito com a colaboração do Zé Paulo, que conseguiu a liberação junto à Maricá, sabendo que ficaria só por um ano. Fez o melhor que pôde, sou eternamente grato a ele. Não era fácil estar ali naquele momento, sabendo que ninguém ia substituir o Gilsinho; tem coisas que são insubstituíveis, e a gente nem procurou um substituto para o Gilsinho, porque não tem como. O Bruno já tinha trabalhado na Portela, aliás, foi aqui que fez sua primeira escola do Grupo Especial. Trazê-lo de volta era um pedido de muita gente, um nome quase consensual entre os portelenses. A Portela gosta que o intérprete tenha raiz aqui, e o Bruno tem. Passamos por essa transformação toda, e o Bruno está feliz. Também modificamos o carro de som, com uns 50% de mudança em relação ao carnaval anterior. Quando o Bruno chegou, ele já fez algumas alterações de intérprete (de apoio) e de cordas. Estamos trabalhando muito, todo mundo motivado para um grande trabalho”.

Para encerrar, seu pai foi presidente antes de você, e agora você está esperando um filho. O que você quer que ele veja de diferente na Portela quando crescer?

Junior Escafura: “Quero que meu filho cresça sabendo da história que o pai deixou na Portela, do legado que o avô dele deixou. Não vou forçá-lo a ser sambista ou gostar de carnaval, isso vai ser escolha dele, mas, como o pai e a mãe são ligados ao carnaval, ele vai acabar frequentando, e vou puxar para o lado portelense. A Mocidade tem sido uma escola muito parceira da Rafaela nesse momento, então também tem quem torça para ele ser independente, ele vai ter sempre carinho pela Mocidade, sabendo que a mãe foi tratada com muito carinho lá. Vou deixar ele decidir, mas ele vai levar a blusa azul, para não ter muito erro (Risos). Quero que ele tenha orgulho do pai, que conheça a história que construímos na Portela. Se estiver no sangue dele seguir o mesmo caminho, gostar de compor, de harmonia, e um dia quiser até ser presidente, vai ser escolha dele. Vou tentar primeiro que ele siga o caminho dos estudos, que é o mais importante, e depois ele escolher o que quiser”.

Evelyn Bastos apresenta nova fase do Instituto Morro da Mangueira com circuito de memória e turismo comunitário

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Foto: Divulgação

O Instituto Morro da Mangueira celebrou neste sábado, 29 de agosto, uma nova fase de sua atuação no território. Presidido por Evelyn Bastos, o encontro reuniu moradores, lideranças comunitárias, parceiros e convidados em um percurso que começou no alto do morro e terminou na sede da instituição, no Buraco Quente.

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A programação apresentou o projeto de um circuito histórico que vai identificar, por meio de marcos em azulejo, locais ligados à vida de mestres e mestras que ajudaram a construir a história da Mangueira. A iniciativa será integrada ao MangaTur, projeto de turismo comunitário que pretende proporcionar aos visitantes uma experiência conduzida a partir da memória, do patrimônio e do olhar dos próprios moradores.

O percurso também contou com uma experiência gastronômica. A parada incluiu batida de manga, fruta cuja árvore dá nome ao morro. Outras receitas com o ingrediente vão fazer parte dessa frente, que pretende relacionar turismo comunitário, sabores, identidade e geração de renda no território.

Na chegada ao Buraco Quente, a abertura da sede foi marcada pela retirada de um laço vermelho:

“Hoje a gente marca uma nova fase construída a partir da Mangueira e com a Mangueira. Eu nasci e fui criada aqui e sei que o nosso território não precisa que contem sua história por ele. Precisamos de instrumentos para preservar a memória, cuidar das pessoas e transformar talento em oportunidade. Por isso, em vez de cortar uma fita, nós desfizemos um laço. Queremos abrir caminhos sem cortar nossas raízes”, disse Evelyn.

Presidido por uma mulher nascida e criada no Morro da Mangueira, o Instituto é uma iniciativa da organização Nós, Favela! e possui governança formada quase integralmente por mulheres periféricas. Sua atuação está estruturada em educação; cultura, patrimônio e memória; acolhimento; e desenvolvimento social.

Entre as frentes apresentadas estão ações voltadas à saúde integral da mulher, autonomia profissional feminina, segurança alimentar, atividades esportivas para crianças e jovens e projetos culturais ligados à economia criativa e ao Carnaval.

O encontro contou ainda com a presença de Marcelo Freixo, que acompanhou a apresentação do Instituto e manifestou apoio à iniciativa.

Qual parceria é favorita para vencer a disputa de samba da Portela para o Carnaval 2027?

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

A Portela realiza nesta sexta, a partir das 22h, a final do concurso de samba-enredo para o Carnaval 2027, na quadra da escola, em Oswaldo Cruz. Três parcerias seguem na disputa. Abaixo, você pode votar e indicar quem é favorito para vencer. Vamos publicar o resultado na sexta.

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No próximo carnaval, a Portela apresentará o enredo “Ao Mestre, com Carinho”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros em homenagem a Monarco, um dos maiores nomes da história da agremiação. A Majestade do Samba será a primeira escola a desfilar na terça-feira.

 

Thelma Assis anuncia saída da Mocidade Alegre: ‘Vários capítulos lindos’

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Foto: Reprodução/Instagram

Thelma Assis, conhecida nacionalmente como Thelminha e vencedora do Big Brother Brasil 20, anunciou que, em 2027, não desfilará na Mocidade Alegre, escola do coração da médica desde antes da fama. Em postagem nos perfis de Instagram da celebridade e da própria escola, um texto com diversas fotos foi publicado:

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Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Thelma Assis (@thelminha)

Nesta entrevista, captada pela reportagem do CARNAVALESCO na gravação do audiovisual da Mocidade Alegre para o Carnaval 2026, Thelma contou um pouco da história dela com a Morada do Samba:

Atual campeã do Grupo Especial de São Paulo com “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a Mocidade Alegre será a terceira escola a desfilar no sábado do Grupo Especial em 2027.

No próximo desfile, a Morada do Samba brigará pelo bicampeonato de fato e pelo 14º título do Grupo Especial de São Paulo com o enredo “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a benção do sagrado manto“. O samba da Mocidade Alegre para 2027 é composto por Gui Cruz, Nikimba, Imperial, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, Portuga, Ratinho, Darlan Alves, Reinaldo, Luciano, Rapha Moreira, Ayr Júnior, Mala, Fal, Thiaguinho da Morada, Rafa Cria, Jorge Diego, Mario Presida, Marçal, Willian Tadeu e Vitor Gabriel.

Mangueira é eleita pelos leitores do CARNAVALESCO como o melhor enredo do Grupo Especial para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

A Estação Primeira de Mangueira foi eleita pelos leitores do CARNAVALESCO como a escola com o melhor enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2027. A Verde e Rosa conquistou 17,5% dos votos na enquete, superando por apenas 0,1 ponto percentual a Beija-Flor, que terminou na segunda colocação, com 17,4%. Sob o título “Oya por Nós”, o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Sidnei França mergulha na ancestralidade e na cultura afro-brasileira para abordar a força e a presença de Oyá. Felipe Tinoco e Sthefanye Paz são os enredistas da agremiação.

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A liderança da Mangueira foi recebida com entusiasmo pela direção da escola. Para a presidente Guanayra Firmino, o reconhecimento dos leitores do CARNAVALESCO demonstra que o projeto já estabeleceu uma conexão com o público mesmo antes de ganhar forma na Avenida.

“Receber esse reconhecimento do público do CARNAVALESCO é muito especial para a Mangueira, porque mostra que o nosso projeto já está despertando identificação, curiosidade e emoção muito antes de a escola entrar na Avenida. Ser a mais votada numa enquete como essa aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, mas também confirma que estamos no caminho certo. A expectativa para o enredo é enorme. ‘Oya por Nós’ tem força, ancestralidade, beleza e uma mensagem muito potente, e a resposta do público mostra que existe uma conexão verdadeira com o que a Mangueira está propondo para 2027. Agora é transformar toda essa expectativa em um grande desfile, à altura da história da Estação Primeira”, disse a dirigente.

O carnavalesco Sidnei França também destacou a importância do resultado e a expectativa criada em torno do enredo. Segundo ele, a votação demonstra que a proposta já desperta interesse e identificação entre os apaixonados pelo carnaval.

“Perceber que o enredo já mobiliza o público antes mesmo de ganhar corpo na Avenida é muito significativo. Essa votação do CARNAVALESCO mostra que ‘Oya por Nós’ despertou interesse, identificação e, principalmente, expectativa. Estamos falando de um enredo muito potente, que nos oferece inúmeras possibilidades narrativas, plásticas e emocionais. A Mangueira tem uma relação muito profunda com a ancestralidade e com a cultura afro-brasileira, e queremos transformar toda a força de Oya em um desfile arrebatador. Saber que o público já está esperando tanto desse trabalho nos estimula ainda mais. Queremos entregar uma Mangueira à altura dessa expectativa e, sobretudo, à altura de sua história”, afirmou o artista.

Diretor de carnaval da Mangueira, Dudu Azevedo ressaltou o envolvimento da comunidade com o projeto e celebrou o reconhecimento ainda durante o período pré-carnavalesco.

“Muito importante sermos eleitos o melhor enredo do ano de 2027. Eu acho que foi uma escolha da presidenta com o carnavalesco, mas que vem carregando um laço e uma interação total com a escola, fazendo com que todos os apaixonados, toda a comunidade, todo mundo que torce e os filhos de Oya se sintam representados. Então a gente fica muito feliz em saber que no pré-Carnaval, onde a gente gosta de falar de Carnaval o ano inteiro, em agosto, já vislumbramos um grande enredo, sendo eleito o melhor enredo do carnaval para o próximo ano, pela votação do CARNAVALESCO. Isso traz uma importância, sim! Mostra que estamos no caminho e vamos continuar aqui, trabalhando para sempre entregar uma grande homenagem à nossa Verde e Rosa”.

Disputa apertada pelo topo

A enquete mostrou uma disputa bastante equilibrada entre as duas maiores pontuadoras. A Mangueira terminou com 17,5%, enquanto a Beija-Flor alcançou 17,4%, diferença de apenas 0,1 ponto percentual. Na sequência, a Imperatriz Leopoldinense apareceu em terceiro lugar, com 11,3%, seguida de perto pela Viradouro, com 11%. O Paraíso do Tuiuti ficou na quinta posição, com 10,2%, enquanto a Grande Rio obteve 9,5%. O Salgueiro terminou com 6,1%. Unidos da Tijuca e Portela empataram com 5,1%, enquanto a Mocidade registrou 4,6%. Na parte final da classificação, União de Maricá e Vila Isabel também empataram, com 1,1%.

Calendário de Promoções: Ofertas Recorrentes e Torneios Disponíveis no Zeroum Bet login

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O calendário de promoções da ZeroumBet no Brasil reúne diversas ofertas. Após concluir o processo de Zeroum Bet login, os usuários podem acompanhar bônus recorrentes, promoções especiais, torneios e promoções relacionadas a eventos esportivos. As ofertas são organizadas por mecânica e duração, permitindo que você identifique rapidamente as promoções disponíveis e seus principais termos. O calendário também inclui ofertas para diversas categorias, desde caça-níqueis e jogos de cassino até apostas esportivas e e-sports. Neste artigo, apresentamos as principais promoções, torneios, campanhas de futebol e basquete da ZeroumBet, bem como pontos a serem considerados antes de participar.

Promoções Regulares da ZeroumBet

O calendário da ZeroumBet apresenta promoções regulares em diversas categorias da plataforma, desde slots e Cassino ao Vivo até apostas esportivas e eSports. Algumas ofertas são atualizadas semanalmente, enquanto outras estão disponíveis diariamente ou são ativadas quando determinadas condições são atendidas. Isso permite que os usuários escolham promoções não apenas com base no valor da recompensa, mas também no jogo ou formato de aposta que preferem. As ofertas regulares incluem bônus semanais para slots, rodadas grátis, cashback para Cassino ao Vivo, odds aumentadas e condições especiais para apostas acumuladas.

Bônus Semanal para Slots

Para os amantes de slots, a ZeroumBet oferece uma promoção semanal com um bônus adicional para o saldo de jogo. De acordo com os termos da oferta, os usuários recebem um bônus de 50% até BRL 600 ao depositar pelo menos BRL 60 às sextas-feiras. O bônus se aplica a slots, que contam para os requisitos de aposta de 100%, e o requisito de aposta é de 30x o valor do bônus. Esta oferta é destinada a contas verificadas que já utilizaram o pacote de boas-vindas. Para aproveitar a promoção, basta selecionar a oferta relevante na seção de depósito da conta e confirmar sua participação.

Giros Grátis nos Fins de Semana

O calendário também apresenta giros grátis para jogos de caça-níqueis selecionados. Os usuários recebem de 20 a 100 giros grátis, com cada giro custando BRL 0,50. Para participar, você deve fazer um depósito de pelo menos BRL 80 durante o período promocional e jogar o caça-níquel especificado nos termos e condições. Os ganhos são apostados 20x e os giros devem ser usados ​​em até 72 horas. Ao contrário de um bônus de depósito, esta promoção é focada diretamente na jogabilidade: após cumprir o requisito, o usuário recebe um certo número de giros grátis e os utiliza no jogo promocional selecionado.

BrindeZ: Presente Diário

O BrindeZ é uma das promoções regulares da ZeroumBet e oferece aos usuários um presente gratuito todos os dias. Para participar, basta acessar a conta e resgatar a recompensa disponível, sem necessidade de realizar um depósito ou fazer uma aposta específica. O conteúdo do presente varia e pode incluir freebets, créditos para cassino, rodadas grátis em slots e outros benefícios promocionais. Como a recompensa é renovada diariamente, o usuário precisa entrar na plataforma e conferir o presente disponível naquele dia. O BrindeZ funciona tanto no computador quanto no celular através da plataforma PWA, permitindo acompanhar e resgatar a promoção diretamente pelo navegador.

Campanhas Especiais e Outras Ofertas

Além das promoções que fazem parte da rotina semanal da ZeroumBet, a plataforma reúne campanhas com mecânicas e formatos próprios. Entre elas estão ofertas direcionadas ao aplicativo, campanhas ligadas a métodos de pagamento, presentes de aniversário, missões e sorteios. Esse grupo de promoções amplia o calendário para além dos bônus tradicionais de cassino e apostas esportivas, oferecendo diferentes formas de receber recompensas durante o uso da plataforma.

Promoções para o Aplicativo

A ZeroumBet oferece uma vantagem específica para quem realiza o primeiro depósito pelo aplicativo. O código promocional APP10 concede 10% extra sobre o primeiro depósito, limitado a BRL 100. Para utilizar a oferta, o usuário deve acessar o caixa pelo aplicativo, selecionar a opção para inserir um código promocional e informar o código antes de concluir o pagamento. O benefício é direcionado ao formato mobile e, por isso, complementa as demais promoções disponíveis na plataforma. A oferta é uma opção interessante para quem prefere utilizar o aplicativo para gerenciar a conta, fazer depósitos e acessar os jogos e apostas.

Promoções Ligadas a Métodos de Pagamento

O calendário também inclui campanhas relacionadas aos métodos utilizados para adicionar saldo à conta. Entre as promoções apresentadas pela ZeroumBet estão benefícios para depósitos realizados via Pix em dias selecionados. Esse formato permite associar uma recompensa a uma determinada forma de pagamento e a um período específico da campanha. A promoção aparece entre as ofertas adicionais da plataforma e funciona como um benefício complementar para usuários que já utilizam o Pix para realizar depósitos. Dessa maneira, o calendário promocional inclui não apenas recompensas relacionadas ao jogo, mas também campanhas vinculadas à forma como o usuário movimenta sua conta.

Missões, Aniversário e Sorteios

Outra parte do calendário reúne promoções que não dependem de um bônus de depósito tradicional. As Missões apresentam tarefas diárias relacionadas a jogos e apostas, permitindo receber prêmios após cumprir os objetivos definidos pela campanha. A ZeroumBet também oferece um presente de aniversário, que pode incluir rodadas grátis ou freebet. Já os sorteios utilizam uma mecânica diferente: o usuário recebe bilhetes para participar de premiações ao cumprir metas semanais. Esses formatos diversificam a programação promocional e criam oportunidades de recompensa associadas à atividade regular na plataforma.

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Foto: Divulgação

Torneios e Campanhas de Premiação

Os torneios ocupam um lugar especial no calendário promocional da ZeroumBet, transformando a atividade de jogo comum em uma competição por prêmios. Os participantes ganham pontos ao apostar em jogos elegíveis, acompanham seus rankings e competem por vagas na tabela de premiação. A plataforma hospeda torneios com diversos formatos, durações e valores de premiação. Isso inclui grandes competições mensais, campanhas temáticas e torneios criados para a atividade diária. Isso permite que os usuários escolham o formato apropriado e acompanhem seus resultados diretamente durante a competição.

Garagem ZeroUm

O Garagem ZeroUm é um dos torneios mais notáveis ​​da Zeroum, com uma premiação total de BRL 200.000. A mecânica é baseada no acúmulo de pontos: para cada BRL 0,01 apostado em jogos participantes, o usuário recebe um ponto no ranking. Quanto maior o número de pontos acumulados, melhor a posição do participante e a chance de chegar à mesa final. O torneio reúne usuários que apostam em diversas categorias de jogos, portanto, a competição não se limita a um caça-níquel ou formato de jogo específico. Os participantes podem acompanhar seu progresso e posição em relação a outros jogadores durante todo o período da campanha.

Torneios Temáticos e Grandes Prêmios

Além do Garagem ZeroUm, o Zeroum realiza competições temáticas com premiações separadas. Campanhas de torneios anteriores incluíram formatos como Caça ao PRO MAX, Modo Campeão, CupMania e Cash Todo Dia. Por exemplo, Caça ao PRO MAX e Modo Campeão ofereceram BRL 25.000 cada, CupMania ofereceu BRL 15.000 e Cash Todo Dia premiou até BRL 10.000 diariamente. Torneios individuais podem ser dedicados a jogos ou categorias de jogos específicos, permitindo que a plataforma altere os temas regularmente. Portanto, o calendário de torneios é constantemente atualizado com novos formatos e premiações.

Classificações são formadas e prêmios são distribuídos

A base da mecânica de torneios do Zeroum é um sistema de pontos. Diversas campanhas seguem uma regra comum: aposta de BRL 0,01 = 1 ponto por participar de jogos qualificatórios. Os pontos acumulados formam um ranking, que mostra a posição de cada participante em relação aos outros jogadores. Ao término do torneio, os prêmios são distribuídos entre os usuários que alcançaram as classificações necessárias. Algumas competições apresentam resultados diários, enquanto outras continuam por um período determinado e definem os vencedores após o cálculo final. Esse formato permite acompanhar as mudanças de classificação durante a campanha e entender a posição de um usuário na classificação geral do torneio.

Promoções de Futebol

Para os fãs de futebol, a ZeroumBet apresenta campanhas promocionais vinculadas ao Brasileirão e a outros eventos do calendário esportivo. Um dos exemplos é a Freebet de BRL 50 para o Brasileirão: o usuário realiza uma aposta de BRL 50 em uma partida elegível e, caso ela não seja vencedora, recebe o mesmo valor em forma de freebet para uma nova aposta. O crédito recebido não pode ser sacado diretamente, sendo destinado a apostas esportivas, e o lucro obtido com sua utilização pode ser retirado de acordo com as regras da promoção. A campanha acrescenta uma proteção promocional às apostas no campeonato brasileiro e acompanha o calendário das rodadas do Brasileirão.

Bônus para Eventos de Basquete

A programação esportiva da ZeroumBet também inclui ofertas específicas para a NBA. Uma das campanhas divulgadas pela plataforma oferece uma Freebet de BRL 70 para usuários que realizam uma aposta múltipla de pelo menos BRL 50 exclusivamente em jogos da NBA. Se a múltipla não for vencedora, o participante recebe BRL 70 em freebet para utilizar em novas apostas esportivas. O crédito não pode ser convertido diretamente em dinheiro: em uma aposta vencedora, o usuário recebe o lucro líquido, enquanto o valor original da freebet não retorna ao saldo. A promoção também não permite cashout na aposta feita com o crédito promocional.

O que verificar no calendário antes de participar

Antes de ativar qualquer promoção da ZeroumBet, é importante consultar as condições apresentadas na página da oferta. Mesmo quando duas campanhas oferecem recompensas semelhantes, os requisitos para participação, utilização e liberação do bônus podem ser diferentes. Para entender rapidamente se uma promoção é adequada, confira:

  • Período de validade 
  • Depósito mínimo 
  • Aposta mínima 
  • Limite da recompensa
  • Jogos e mercados elegíveis 
  • Requisito de rollover 
  • Prazo de utilização 
  • Ativação da promoção

 

Mocidade Alegre faz a quadra pulsar e mostra força da comunidade na gravação de videoclipe rumo ao Carnaval 2027

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Fotos: Almir Aprígio/CARNAVALESCO

A quadra da Mocidade Alegre foi tomada pela energia da comunidade no último domingo durante a gravação do videoclipe oficial do samba-enredo que conduzirá a escola no Carnaval 2027. Com o samba já na ponta da língua, componentes de diferentes setores participaram de uma série de apresentações registradas com canto, dança e evolução.

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A gravação começou com a comunidade cantando o samba à capela. Na sequência, foram realizados diferentes momentos de gravação, envolvendo dança e evolução dos componentes. A comunidade participou do videoclipe acompanhando o samba com coreografias. A evolução também esteve presente nos registros, com o bailar dos casais de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Alegre e de integrantes da comissão de frente. As baianas da Morada também participaram dos registros e, por fim, a apresentação para o audiovisual da escola contou com um bandeirão no meio dos componentes. O resultado foi um evento marcado pela descontração e pela participação dos componentes, que demonstraram conhecer e cantar o samba escolhido pela escola para o Carnaval 2027. Toda essa apresentação será disponibilizada pela escola em breve.

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Preparação para a gravação do videoclipe

A gravação do videoclipe foi realizada na própria quadra da Mocidade Alegre e contou com a participação de integrantes de diferentes setores da escola. A proposta, segundo a presidente Solange Cruz, foi aproveitar o espaço da agremiação e reunir a comunidade em uma produção voltada para o samba-enredo de 2027.

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“Quanto ao projeto audiovisual, a gente resolveu fazer aqui na quadra mesmo, aproveitando o coral da escola. A gente queria fazer um trabalho diferenciado, mas dentro da escola”, explicou Solange.

Durante a gravação, a comunidade participou dos registros de canto, dança e evolução. Para Márcio Rodrigues, diretor técnico, o audiovisual também funciona como uma forma de apresentar o samba e seus elementos aos componentes.

“No intuito hoje é justamente esse: fazer um audiovisual para que a gente possa divulgar para a nossa comunidade, para todo mundo ter um conhecimento geral do samba”, disse o diretor.

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Márcio Rodrigues, diretor técnico da Morada do Samba

O carnavalesco Caio Araújo também comentou sobre a gravação do videoclipe, destacando o trabalho da equipe de audiovisual da Mocidade Alegre.

“Eu acho que, em primeiro lugar, a nossa equipe de comunicação tem feito um trabalho lindo com tudo o que se propõe o audiovisual na nossa escola. Acho que hoje vocês podem esperar mais um grande vídeo, um grande clipe. Está sendo feito com muito carinho, está sendo pensado há bastante tempo já”, garantiu Caio.

Samba escolhido ganha força na comunidade

Após a escolha do samba-enredo, a presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, destacou a maneira como a comunidade recebeu a obra.

“A comunidade caiu dentro. Vocês podem averiguar. Estou superfeliz, contente, um samba para cima, animado, a escola está empolgada, os ensaios acontecendo, então graças a Deus escolhemos certo”, afirmou Solange.

Ao ser questionada sobre a importância de a comunidade abraçar o samba vencedor, Solange afirmou que a identificação dos componentes com o samba é fundamental para o desenvolvimento do carnaval.

“Porque se agrada eles, é meio caminho andado, porque eles que vão cantar, são eles que vão estar lá, e isso é superimportante”, declarou Solange.

O carnavalesco Caio Araújo também avaliou positivamente a escolha. Segundo ele, os primeiros ensaios serviram para confirmar que a escola tomou a decisão correta.

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“A gente já começou o ensaio, a gente está indo agora para a terceira semana oficial de ensaios e, no primeiro ensaio, já foi, assim, a certeza de que a gente fez a escolha correta. um samba que dita a energia do nosso desfile, que fala muito do que a gente vai levar para a avenida”, disse Caio.

Samba que ainda pode crescer

Para o intérprete oficial, Igor Sorriso, o samba escolhido se destacou por unir clareza na apresentação do enredo e o estilo que a Mocidade Alegre procura levar para o carnaval.

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“Esse samba era o samba que atendia a gente de uma forma didática, de uma forma clara, nítida do enredo e com o astral que a Mocidade Alegre gosta. Estava até conversando ali com os diretores que esse samba ainda tem muito a crescer, muito potencial. A gente está trabalhando para que ele chegue no seu auge lá em fevereiro”, afirmou Igor Sorriso.

Após os primeiros ensaios em quadra já com o samba-enredo escolhido, Igor destacou a facilidade proporcionada pela melodia do samba.

“Ele é um samba que é gostoso de cantar, agradável, que tem um caminho melódico muito bonito”, concluiu Igor Sorriso.

Samba também abre novos caminhos para o desfile

Márcio Rodrigues, diretor técnico, avalia que a escolha do samba pode contribuir para o desenvolvimento do próprio enredo. Para ele, os compositores conseguem encontrar elementos na sinopse que podem acrescentar novas possibilidades ao trabalho da escola.

“Às vezes eles pegam umas sacadas na sinopse e trazem no samba, que acaba até ajudando o carnavalesco, o enredista, a incrementar mais alguma coisa que poderia ter e acaba dando mais profundidade ao enredo. Estava até conversando ali com os diretores que esse samba ainda tem muito a crescer, muito potencial. A gente está trabalhando para que ele chegue no seu auge lá em fevereiro”, explicou Márcio.

‘Ritmo Puro’ já trabalha para o desfile

A preparação também chegou à bateria ‘Ritmo Puro’. Sombra, comandante da bateria, contou que o trabalho com o samba começou após a definição da obra e que os arranjos e bossas ainda passam por ajustes.

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“É trabalho. Ajuste, é encaixar as coisas, coloca bossa, tira bossa, que é o natural de todo ano, todos os sambas, até tentar o melhor possível para chegar no Anhembi num padrão que a escola merece. A gente está num processo crescente. É um processo de ajuste e atenção o tempo todo”, explicou Sombra.

O comandante da bateria também destacou que o trabalho continuará até o desfile oficial, com ensaios técnicos, ensaios de quadra e ensaios de rua.

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“É como eu falei, o trabalho não termina. A gente tem dois ensaios técnicos lá na frente, tem vários ensaios de quadra, tem ensaios de rua”, concluiu Sombra.

Imperatriz da Pauliceia lança samba que se curva à poesia para homenagear Dom Marcos, Ideval e Paulistinha

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O domingo à tarde foi de festa na Vila Nova Savoia, na Zona Leste de São Paulo. Em evento com a presença da coirmã Mocidade Unida da Mooca, a Imperatriz da Pauliceia anunciou o samba-enredo para o Carnaval 2027, que homenageará três dos grandes compositores de sambas-enredo paulistanos: Dom Marcos, Ideval e Paulistinha. O enredo, intitulado “Ideval, Dom Marcos e Paulistinha – Os Poetas da Paulicéia”, é assinado pelos carnavalescos Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila. A canção é composta por Gui Cruz, Rafael Falanga, Marçal, Imperial, Portuga, Clayton Reis, Luizão, Luciano Rosa, Reinaldo Marques, Willian Tadeu e Vitor Gabriel. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou uma série de personagens importantes para a Princesinha da Zona Leste, maneira pela qual a agremiação é conhecida. A Imperatriz da Pauliceia será a quarta escola a desfilar no Grupo de Acesso II em 2027.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Contato e inspiração

Nos últimos anos de vida, Marcos Antônio de Lima, popularmente conhecido como Dom Marcos, passou a ter voz muito ativa na Mocidade Unida da Mooca, escola que irá, em 2027, para o segundo ano no Grupo Especial de São Paulo. Não ironicamente, a parceria que compôs a obra para homenagear ele e outros dois grandes compositores são da MUM. Um deles, Gui Cruz, um dos intérpretes da agremiação ao lado de Pixulé, contou mais a respeito: “A gente tem uma história muito grande com o Dom Marcos, o Rafael mais do que toda a parceria. A gente começou a fazer os sambas da Mooca todos juntos, em 2016, e o Dom Marcos sempre esteve presente. Ele cantou durante muitos anos, ele era o cantor do seo Roberto Falanga, o cantor em que ele confiava. Quando surgiu esse enredo, ele já acionou a Mara e falou que ela poderia contar com a nossa ajuda para o que ela precisasse. Nisso, ela falou sobre o samba. Para a gente, foi uma honra muito grande. Foi um samba que saiu rapidamente, a sinopse foi muito inspiradora falando do aamba de São Paulo. Esse enredo da Imperatriz da Pauliceia é meio que uma extensão do nosso enredo na MUM para 2027, é um desdobramento, vamos assim dizer. Tudo para exaltar o nosso samba, para exaltar o nosso povo. Foi muito natural, foi uma parada que emocionou a gente falar do velhinho Dom Marcos; do seu Ideval que, para mim, é um dos maiores compositores do Brasil; Paulistinha também, que fez o primeiro samba-enredo do Brasil. A gente, como compositor, representar e estar dando voz ao enredo que fala sobre eles é maravilhoso”, disse.

Presidente da Mocidade Unida da Mooca, Rafael Falanga assumiu a fala do intérprete da agremiação liderada por ele e complementou: “Só um complemento: tem uma dose muito grande e emocional nessa história. O Dom Marcos foi um dos sambistas que ajudou a virar a chave da Mocidade Unida da Mooca num tempo em que a gente ainda não se encontrava como escola de samba. Quando a Mara anunciou o enredo, a primeira coisa que eu fiz foi ligar para ela e falar que estava emocionado, queria parabeniza-la e deixar a mão e a nossa estrutura, nossa maneira de pensar Carnaval e o que a gente pudesse contribuir para esse enredo da Paulicéia. Ela, de prontidão, como o Gui disse, destacou que queria um samba como a gente fazia na Mooca, com um refrão forte. Para mim, que desenvolvi o meu lado compositor com o Dom Marcos, vendo e vivendo o Dom Marcos, foi uma coisa de alma. Poder colocar a caneta nesse papel, contar a história em especial do Dom, mas ao lado de Paulistinha e Ideval, dois grandes compositores do Brasil. Fizemos o samba com muita emoção. Foi uma construção muito bonita”, emocionou-se.

Gui brincou a respeito: “O Rafael e o Dom Marcos, com o perdão do palavreado, eram igual bunda e cueca: um era o chaveirinho do outro, estavam sempre juntos. Um era o braço direito e o braço esquerdo do outro”, riu.

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Falanga, além de novamente confirmar o que Gui comentou, exaltou a localidade que une a Imperatriz da Pauliceia e a Mocidade Unida da Mooca: “O Dom Marcos foi, para mim, por muitos anos um grande mestre. Assim como hoje eu tenho do meu lado o Mestre Raimundo Mercadoria, eu tinha o Dom Marcos numa época passada. É um privilégio muito grande poder escrever esse samba. Também quero dizer que a parceria como um todo é inteira apaixonada pela Zona Leste de São Paulo. O quanto a gente puder fortalecer a Zona Leste, a gente vai fortalecer. Seja com o que for, para que a gente tenha cada vez mais representatividade do nosso Lado Leste lá em cima, para que a gente se fortaleça também. Paulicéia, estamos juntos, contem com a gente!”, exclamou.

Estilo popular

Enquanto alguns sambas-enredo para o Carnaval 2027 na cidade de São Paulo estão apostando em letras mais longas, a canção que a Imperatriz da Pauliceia levará para a avenida tem a duração mais próxima do que se tornou convencional na folia paulistana. Falanga novamente recorreu a um dos homenageados do enredo para afirmar que tal característica foi intencional ao compor: “Dom Marcos sempre dizia que difícil é fazer o simples. Esse é o resumo dessa história. Samba bom é o samba que o povo canta. Todas são palavras e ensinamentos do velho Dom. Ele falava isso compondo com a gente. Quando a gente começava a rebuscar a letra, ele falava para a gente parar. É isso que nós fizemos: um samba que o povo vai cantar muito, um samba de uma letra muito simples, genuína, de fácil absorção. Hoje foi a amostra, a comunidade cantando horrores”, pontuou.

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Gui Cruz focou no projeto da escola ao falar das características da obra composta também por ele: “Essa característica do samba é importante, também, para a estratégia da escola. Para a escola que vai desfilar no Grupo de Acesso II, buscamos fazer um samba simples, mas que tem toda a alma que o enredo precisa ter. Nesse ano, o samba vai se curvar à poesia desses três mestres e, quem sabe, levar a Imperatriz da Paulicéia para alcançar o tão sonhado Grupo de Acesso I”, explicou.

Competitividade alta

Marçal, outro dos compositores, do grupo, explicou como foi a dinâmica entre eles: “A Imperatriz da Pauliceia já tinha pedido um samba para o Rafael. Aí eu, reunido com o Gui, falei que a escola tinha me pedido um samba. A Mara já tinha falado com o Rafa e a gente não sabia! A gente achava que o Rafa ia fazer um samba e nós íamos fazer outro. Só nesse momento a gente falou para unificarmos tudo”, revelou.

Falanga retrucou: “O que o Marçal não fala é que ele não queria que a gente unificasse os sambas!”, disse. O companheiro de grupo foi além: “O Rafael adora disputas internas. A gente faz um samba, o outro faz outro e, no final, se não juntar, cada um vai com o seu samba. Ele estava meio bravo com a gente, ele não queria juntar com a gente, não queria fazer o samba. Depois de um tempo, nós que ligamos para ele e falamos que queríamos fazer juntos. Juntou a parceria e saiu esse samba que, graças a Deus, todo mundo está gostando. Se Deus quiser, Imperatriz no Grupo de Acesso I!”, empolgou-se.

Parte favorita

Ao falar do trecho predileto de cada um deles, as duas partes que se repetem foram citadas: “Minha parte favorita é o refrão!”, logo falou Marçal. Os demais, entretanto, citaram outros versos: “A minha parte favorita é o refrão do meio. Esse refrão do meio é muito bonito”, comentou Falanga. Já Gui Cruz trouxe uma visão mais técnica: “Tem uma malandreada no refrão do meio, tem uma parada extra, que é o grande encontro deles”, refletiu.

Diretoria feliz

Maralice Lazarini, presidente da escola que pediu aos compositores a obra, foi sucinta ao ser perguntada sobre o que achou da obra: “Eu adorei o samba! Na realidade, é exatamente aquilo que a gente esperava. A gente cultua exatamente as pessoas que têm de ser cultuadas, que são os nossos poetas”, destacou.

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Percio Junior, popularmente conhecido como Batata, vice-presidente e diretor de carnaval da Imperatriz da Pauliceia, mostrou-se bastante animado com a obra: “Melhor impossível! Ficou bem dentro do que a gente queria. A verdade é que a gente tinha algumas opções, e a gente escolheu aquele samba que mais tinha a ver com a gente, que mais fazia sentido na questão do enredo. É um enredo muito rico! A gente teve bastante critério para escolher o samba e a gente acertou. O samba era a melhor opção, mesmo. Um sambaço!”, comemorou.

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A presidente destacou que os pedidos da agremiação foram integralmente atendidos pela parceria: “Somos uma escola não muito grande no número de componentes, portanto é uma escola que precisa de um samba para frente, para empolgar, senão ela morre na avenida. A única coisa que eu pedi, porque eu confiava muito nos nossos compositores foi: um samba para frente, um samba para cima e um samba bem alegre. Foi a única coisa que eu pedi”, revelou.

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Batata foi perguntado sobre as próximas datas que a comunidade da Imperatriz da Pauliceia deverá marcar no calendário. Mais do que isso, ele trouxe uma novidade: “Agora é ensaio! Ensaio, ensaio e mais ensaio! Às quintas-feiras, a partir das 20h, e aos domingos, a partir das 16h. Agora é Carnaval, agora é dar play nos ensaios! Não tem muito para onde correr. Para 2027, a gente vai fazer alguns ensaios de rua, vamos pedir para o pessoal acompanhar nas redes sociais para a gente confirmar as datas: vai ter um em novembro, um em dezembro e um em janeiro, na nossa rua, mesmo, a gente vai fechar o espaço. A gente tem uma parceria boa com a Prefeitura, que nos ajuda da maneira que dá. Depois a gente tem o ensaio técnico, tem minidesfile na Fábrica… aí é o que eu falei: é play agora, agora é Carnaval na veia!”, exaltou.

Adequação ideal

No trio de carnavalescos da Imperatriz da Pauliceia, Leandro Santana é o que fica mais à frente de questões ligadas ao enredo. Atento à obra escolhida pela escola, ele fez questão de elogiar a canção: “Eu adorei o samba! Eu e toda a equipe da escola ficamos muito felizes com a escolha do samba. É um samba que condiz perfeitamente com a narrativa proposta pelo enredo, e é um samba que carrega tanto uma carga afetiva muito grande, por fazer essas referências a esses sambas que são imortais na história do samba paulistano, e também são animados. Eles condizem muito com a própria comunidade da Pauliceia, casou muito bem com a bateria, também. Eu estou extremamente feliz e tenho certeza que toda a comunidade da Pauliceia também”, comentou.

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Leandro também destacou que já completa comunhão entre a canção e o enredo assinado a seis mãos: “Esse samba diz perfeitamente a narrativa do enredo do começo ao fim. A gente não teve nem um grande problema, nem uma grande questão no que diz respeito à adequação do samba em relação ao enredo. Ele já veio muito redondo, ele já veio muito conciso e muito poético dentro da proposta que a gente tinha de coesão do enredo. Ele veio de uma maneira que só trouxe alegria e nos deixou muito empolgados e muito otimistas”, prometeu.

Músicos satisfeitos

Dois nomes responsáveis pela execução da canção também destacaram que gostaram da obra. Mestra Rafa, ritmista-mor da “Swing da Pauliceia”, bateria da escola, foi uma delas: “Eu gostei muito! Ele dá bastante possibilidade rítmica para a gente. A gente pensa na escola como um todo, e eu penso que é um samba bastante forte para a Imperatriz. Lógico que também pensamos na gente, mas o principal é a escola como um todo. O samba tem a cara da Paulicéia. Com o Dom Júnior não tem como errar, então vai dar tudo certo!”, elogiou.

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Citado por mestra Rafa, o intérprete foi na mesma linha: “Gostei bastante! O enredo da gente remete a compositores que são, a maior parte deles, oriundos da década de 1990, final de 1980 para 1990; o Paulistinha é um pouco mais para trás. O samba conseguiu trazer umas nuances desses sambas mais antigos, aquele balanço, aquela melodia mais bonita, mas sem perder a pegada que a gente sente atualmente, que é um pouco diferente. Vocês vão perceber um samba que tem um refrão muito atual, muito valente. Quanto ao desenvolvimento da letra, do contexto do samba, ele vem com uma característica um pouquinho saudosista. Eu gostei demais, porque eu acho que vai ao encontro da finalidade do enredo: saudar esses grandes compositores”, rememorou Dom Júnior.

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Imaginação a mil

Mais que falar o quanto a canção é interessante, Mestra Rafa pontuou que já está com uma bossa na rua: “A gente estuda assim que sai a letra final, a gente já começa o quanto antes. A cabeça da gente é assim que funciona. A gente já tem uma bossa de avenida, as outras duas a gente tem mas não vamos mostrar hoje. O que eu vou trazer é muita ancestralidade, quero trazer principalmente a ancestralidade paulista: a gente tem mania de ficar falando do Carnaval e nunca fala da gente, vamos mudar isso nesse ano. Dessa vez eu vou buscar influências paulistanas, e uma delas é o samba-rock, que também foi criado em São Paulo. É essa a primeira bossa que a gente vai lançar já aqui hoje”, prometeu e cumpriu a líder da Swing da Pauliceia.
Dom Júnior aproveitou para elencar um destaque da canção: “Para começar, vocês vão se surpreender com a largada do samba! É uma característica nossa, no samba de 2026 a gente fez aquela largada dos pontos de macumba. A gente tem como característica, no nosso trabalho, uma largada sempre diferente, sempre tendo um contexto do enredo, mas uma surpresa para que as pessoas já se interessem pelo samba-enredo logo com a introdução. Vocês vão perceber que é uma introdução que vai emocionar muito! A gente vai lembrar um pouquinho das composições desses caras geniais. A gente já entende que é um samba muito propício para isso. Já tem algumas coisas para a gente utilizar no intuito de emocionar, de trazer a galera para cantar junto, de fazer as pessoas lembrarem desses três compositores e muito mais: do samba antigo, das nossas raízes. O intuito é esse aí”, afirmou.

Em família

A semelhança nos nomes artísticos não é coincidência: Dom Júnior é filho de Dom Marcos, um dos homenageados pelo enredo. O rebento revelou uma sensação que costuma sentir ao falar da temática escolhida pela Princesinha da Zona Leste: “Isso não tem preço! A Imperatriz é uma família, é uma escola que me recebeu de braços mega abertos e isso, por si só, já seria um motivo para estar muito feliz. E eu estou! Quando a gente pensa nessa questão do enredo envolver o meu pai, penso que ele sempre foi um cara que defendeu muito a raiz, o samba, os que vieram antes dele. Ele sempre trouxe histórias, sempre falou muito para a gente sobre as pessoas que amassaram o chão para ele pisar. Hoje, falar dele e desses compositores é fazer um pouquinho do que ele ensinou: que é valorizar quem veio antes, quem fez, quem plantou para a gente colher um pouquinho melhor. Eu me sinto muito feliz, muito honrado. É emocionante! Eu ainda, de verdade, não consigo mensurar o quanto é importante e emocionante isso. Eu tento, em alguns momentos, principalmente quando eu estou cantando, desligar um pouquinho do emocional, senão a gente não canta, só chora. Eu brinco com a presidente Mara que tem um banner gigante no meio da quadra que tem a foto deles, e sempre quando eu estou cantando eu vejo a foto do meu pai gigante e eu sinto uma energia de que ele está falando que está tudo muito bom e feliz. Tenho certeza que ele, lá em cima, está muito feliz com isso”, emocionou-se.

Defensores do pavilhão em êxtase

Primeiro dos casais de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz da Pauliceia, Ronaldo Ferreira e Leila Cruz também gostaram da canção: “É maravilhoso o samba! Vocês ouviram a pedrada que foi! O samba é a cara da Imperatriz da Paulicéia. A cada ano que passa a Imperatriz está sempre se superando, sai um samba melhor que o outro. E esse vai ser o grande samba da história!”, prometeu a porta-bandeira.

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Ronaldo foi pela mesma linha: “É como a Leila falou: a cada ano nós estamos tendo a felicidade de apresentar um samba tão bom quanto o do ano anterior. Isso nos ajuda demais! É um samba para cima, que vai ajudar toda a escola na avenida”, pontuou.

Em relação ao que será feito na avenida, a dupla falou sobre a dinâmica de trabalho entre eles: “Em relação à coreografia, todo ano nós trabalhamos em cima do samba. Nós usamos elementos do tema e, quando o samba favorece, nós usamos elementos diretamente do samba. Mas nós, de uma maneira geral, trabalhamos muito em cima do enredo. Nesse ano nós fomos favorecidos nesse caso. Deu para colocar alguma coisa do samba, mas está no início ainda o nosso trabalho coreográfico. Nós estamos montando a coreografia e essa parte está em andamento. Sempre muda! Daqui até o dia do desfile vai mudar muita coisa, mas já temos um início”, afirmou.

Leila comentou que o documento que rege o concurso das escolas de samba também tem parte no que ainda pode ser alterado: “Nós já criamos algumas coisas! No meio do samba, já criamos uma coreografia para encaixar na letra do samba. Mas, como o Ronaldo falou, até o final do Carnaval algumas coisas irão se ajustar e até mudar. Mas, por enquanto está assim: a gente está trabalhando, colocando a nossa coreografia com toda a letra do samba. Vamos ver o que a gente consegue adaptar, porque a gente tem que esperar para ver o regulamento, que todo ano está mudando. A gente vai esperar vir o regulamento para ver onde a gente vai mexer. Mas o samba está bem favorável para colocar a nossa coreografia dentro dele”, finalizou.

Detalhes do evento

De maneira pontual, a agremiação começou o repertório do evento com shows de segmentos, como casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas e a Corte da Swing da Pauliceia, composta pela Rainha Ana Ishikawa e a Madrinha Priscila Araújo. A agremiação aproveitou, inclusive, para homenagear de maneira oficial, a Madrinha da bateria e nomear uma Passista de Ouro, Melina Pinheiro, e um Malandro de Ouro, Robinson Pinheiro. Após a despedida do samba-enredo de 2026 e o lançamento oficial da canção de 2027, chegou a vez da coirmã Mocidade Unida da Mooca, com diversas personalidades presentes – como a Rainha da Chapa Quente, Valeska Reis, e diversas musas.

‘Eu quero ver a terra seca tremer!’ Colorado do Brás retoma disputa de sambas com final decidida no detalhe

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Gustavo Lima e Pedro Ribeiro

A Colorado do Brás realizou no último domingo sua final de samba-enredo para escolher o hino que irá embalar a escola no Carnaval 2027. Em uma longa festa, iniciada por volta das 13h, a Arena Colorado, localizada no Canindé, recebeu um ótimo público, formado principalmente pela comunidade, que compareceu para prestigiar uma das etapas mais importantes do pré-Carnaval de uma escola de samba. Após abandonar o modelo de encomendas e retomar as eliminatórias, a Colorado do Brás se deparou, logo de cara, com uma safra de sambas de alto nível e uma disputa bastante equilibrada. A final foi uma prova disso. Ao término das apresentações, era difícil apontar um favorito. No entanto, o vencedor foi o Samba 07, último a subir ao palco. A parceria campeã é formada por Henrique do HC, Abraão Santos, André Mattos, Marcus Lopes, Hyder Oliveira, Leo Augusto, Anderson Monks e Roberto Holanda. A Colorado do Brás será a sexta escola a desfilar no sábado de carnaval, com o enredo “Ojuara: O Homem que Desafiou o Diabo”, assinado pelo carnavalesco David Eslavick. O CARNAVALESCO ouviu diversos segmentos da escola, que revelaram bastidores e opinaram sobre o que se sagrou vitorioso.

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“É um sentimento indescritível. É uma sensação que eu nunca tinha vivido, nada parecido. Peço licença a todos os compositores. Conversei com o Aquiles esta semana e mandei mensagem para o Turko. Eles são referências para mim. Só de estar disputando com eles já era uma grande vitória. Poder vencer e ser o samba da Colorado do Brás nessa retomada, depois de um grande carnaval, é uma responsabilidade gigantesca. Tenho certeza disso. Acho que é o primeiro ano de muitos. É caro, é muito caro, mas não tem como. É gostoso demais”, celebrou o compositor Henrique do HC, que encabeça os nomes da parceria.

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Disputa com referências e melodia sonhada

Segundo Henrique, a parceria é formada por pessoas de diferentes regiões e, mesmo assim, a união prevalece na hora de escrever a obra. “A nossa parceria tem pessoas do Rio de Janeiro e do interior de São Paulo. Então, nosso processo acontece muito por encontros virtuais. A gente vai se entendendo: um escreve um pouco, outro acrescenta, outro dá um pitaco, e assim vamos nos completando. Todas as pessoas da parceria participaram da composição. Não houve uma pessoa sequer que não tenha escrito no samba. De fato, somos uma parceria”, explicou.

Outro compositor vitorioso, Abraão Santos festejou a vitória, a primeira da parceria em uma disputa no Grupo Especial do Carnaval paulistano. “A nossa parceria já vem de outras disputas de samba. Fizemos sambas para carnavais de outras cidades, como Santos, e também no Rio de Janeiro. Mas esta é a primeira vez que disputamos um samba no Grupo Especial de São Paulo. Graças a Deus, ele nos honrou com essa vitória. É uma sensação inexplicável. Passa um filme na nossa cabeça, porque sabemos o quanto é difícil fazer e disputar um samba-enredo. A gente torce pela renovação do Carnaval em todos os segmentos. E, graças a Deus, a Colorado do Brás acreditou na gente e apostou em novos compositores. Agora é só comemorar”, comemorou.

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Talvez, o ápice do samba esteja no refrão do meio, que apresenta uma melodia envolvente e uma letra rica. Abraão falou sobre o processo de composição. “Eu vou contar uma coisa que não falei para ninguém: eu sonhei com a melodia desse refrão. Estava dormindo e, de repente, veio o som. Logo pensei em guardar aquilo para o refrão do meio. Mas os caras falaram: ‘O que acha de fazer na primeira?’. Eu lutei para que ficasse no refrão do meio. Lemos a sinopse e cada um foi dando uma letra em cima. Deus e os orixás nos honraram com essa melodia e com um refrão maravilhoso”, contou.

Processo respeitoso

No discurso do presidente Ka para anunciar o samba campeão no palco, o mandatário revelou à comunidade o quão acirrada havia sido a votação, com diferença de apenas um voto, e como a sensibilidade foi crucial para entender o que o povo vermelho e branco desejava. A escola ainda entoava o novo samba de 2027 quando o presidente comentou como funcionou todo o processo de eliminatória e fez uma análise sobre o resultado.

presidente colorado

“Na verdade, recebemos dez sambas e optamos por oito. A comunidade escutou os oito sambas. Destes, escolhemos seis, que foram à semifinal. E, nessa semifinal, a gente olhou muito a comunidade, a postura. A gente olha muito a comunidade para entender o samba que a comunidade e a diretoria abraçaram. ‘Batendo um papo’ com o próprio Léo, que vai cantar o samba, com a bateria em termos de conforto, o carnavalesco, o diretor de bateria e harmonia, cada um no seu quadrado. A gente respeita muito o que foi ouvido e apresentado. Os três sambas já estavam prontos para ir para a avenida. O processo foi muito delicado, tanto que foi cinco a quatro, a três. Foi uma coisa muito competitiva e eu fico muito feliz que os compositores que não venceram vieram me agradecer, vieram me parabenizar. Isso é muito legal e isso é muito digno. No Carnaval, está faltando essa ética e empatia. Por isso, para mim, tem muito valor eles respeitarem meu jeito de trabalhar e a qualidade da minha escola. Ganhou o que a gente escolheu e o que a escola preferiu”, afirmou.

O mandatário ainda exaltou a atitude dos componentes ao abraçarem o samba após o anúncio, além de comentar o que significa ser a sexta escola do sábado. “O pessoal rodou na quadra e está cantando o samba desde a primeira vez que escutou. O refrão é muito forte e vai ser funcional demais na avenida pelo momento. Nós somos a sexta escola no sábado, o jurado já estará meio saturado, porque vem julgando desde a sexta. Nós somos a sexta no sábado, ou seja, tínhamos que ser um sábado diferente, com um samba para frente e uma energia diferente. Graças a Deus, se Deus quiser, penso que acertamos mais uma vez”, completou.

Importância da comunidade

De acordo com o diretor de carnaval Jairo Roizen, a escolha do Samba 07 como grande campeão foi, de fato, disputadíssima. Para ele, que atua em diretorias de escolas de samba desde 2009, a decisão foi uma das mais difíceis, diante da qualidade das obras que já acompanhou.

jairo colorado
Diretor de carnaval Jairo Roizen

“Eu posso dizer que esse foi o processo mais intenso de uma escola de samba que eu já presenciei. Fizemos uma pré-audição antes de eles entregarem, até o desenvolvimento deles na semifinal, há 15 dias. Depois, a gente fez uma audição aqui na quadra, na voz do Léo, durante a semana passada, e agora, nesta semana da final. Cada dia era um samba que estava à frente e com a preferência. A Colorado acredita muito na energia e na comunidade. E hoje vimos, nos três sambas, que não havia nenhum erro. Os três sambas estavam corretos e prontos para irem para a avenida. E a gente viu no olhar das pessoas, no semblante das pessoas, o que elas queriam: elas queriam o Samba 07. Foi uma votação muito dividida. Mas o presidente Ka tem uma fé muito forte e, na hora em que ele viu ali, ele se arrepiou todo. Se desse empate, a gente ia ter que escolher um dos sambas, porque a gente sabia que tinha três sambas muito bons para a avenida. Se a gente juntasse um dos sambas, a gente ia ter um quarto samba que a gente não conheceria. A possibilidade de junção não existia. A gente não pensou nela em momento algum e fomos para a votação sabendo que teríamos que escolher um samba. E foi o que a gente fez”, contou.

O diretor ainda comentou a respeito da reação da comunidade ao anúncio do samba. “O resultado mostra que a escola está feliz. A comunidade da Colorado do Brás está feliz, os setores estão felizes e é isso que importa. Precisamos dessas pessoas felizes para que elas venham, a partir do dia 13 de setembro, ensaiar, porque teremos pouco tempo. Precisamos da nossa comunidade feliz para que a gente traga para a Colorado o maior resultado da sua história. Sem demagogia e sem querer dizer que a gente vai ser campeão ou não. A gente quer buscar o melhor resultado da nossa história, porque a Colorado merece. Uma escola que já passou por muita coisa e merece passar pela alegria de ter um resultado histórico”, avaliou.

Começo da preparação em cima do samba

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Brunno Mathias e Jessika Barbosa, esteve presente durante a final e falou sobre a expectativa e a preparação para o carnaval. “A gente ficou surpreso pelo samba. Mas, ao mesmo tempo, conforme a gente escutou nas eliminatórias, as histórias e mesmo no YouTube, a gente já tinha percebido que ele tinha essa pegada um pouco mais nordestina mesmo, sobretudo no modo de contar a história. A gente acabou gostando bastante. Esse é um samba ainda mais irreverente, que com certeza a escola vai abraçar. Aqui na quadra, somos nós quem montamos a coreografia juntos. Mas nós temos uma preparadora, que é Ana Paula Reis. A gente está começando um trabalho. Para o trabalho de pista, nós montamos também, e ela entra agregando, fazendo a limpeza ou acrescentando alguma coisa aos movimentos. Acaba que é um trabalho que é quase um trisal”, brincou.

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Casal de mestre-sala e porta-bandeira, Brunno Mathias e Jessika Barbosa

No caso de Brunno, o dançarino destacou a importância da adesão da comunidade ao samba-enredo. Agora, com a estrutura da música definida, a coreografia irá ganhar vida. “A gente foi estudando os três últimos sambas que foram para a final e entendíamos que os três possuíam potencial. O samba campeão foi o que a escola abraçou. Vamos passar e fazer bonito, como em todos os carnavais. Agora, com o samba campeão, não teremos uma coreografia abstrata. A gente consegue trabalhar em cima da letra. Entre a coreografia que a gente apresenta para o jurado e até o próximo jurado, vamos trabalhar em cima do samba para respirar, parar, mostrar o pavilhão para o público que estará lá para nos prestigiar. Com o samba campeão, a gente entrega para a Ana Paula, e ela vai trabalhar com a gente o que a gente pode construir para além do que já preparamos”, completou.

Felicidade em ter uma temática nordestina

O intérprete Léo do Cavaco avaliou o resultado da final, elogiou a obra escolhida e destacou o nível da disputa. “O resultado hoje foi bem difícil, porque eram três grandes sambas. Não é papo furado: a escola estava muito dividida entre os três. Tanto que todos receberam notas e a decisão foi no detalhe. Para nós, cantores, é complicado. Às vezes, tenho uma visão como compositor e, como cantor, sempre tento observar o que cada samba tem de melhor. Saio hoje de coração partido, porque gostava muito dos três sambas. Eu e muita gente estávamos em dúvida até o momento de votar. Mas fomos muito pelo que a comunidade quis. Como o presidente falou, foi uma votação apertada, inclusive dentro da comunidade. No fim, os dois sambas vencedores tiveram uma votação um pouco melhor. Agora é trabalhar. Acho que é um samba que tem um sentimento nordestino muito forte, uma letra muito boa e refrões fortes. É o que a escola precisa para o horário. Como sexta escola do sábado, precisamos de um samba com pegada. Agora é trabalhar, não tem muito para onde correr”, declarou.

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Intérprete Léo do Cavaco

Léo se destacou no Carnaval 2024 por uma grande atuação no enredo “Mandacaru”, outro tema nordestino. O cantor se diz feliz por trabalhar novamente com essa narrativa. “É uma temática de que eu gosto. Não só em 2024, mas a Colorado já tinha se destacado em 2017 com uma temática nordestina e quase subiu naquele ano. Então, a escola costuma dar sorte com esse tipo de enredo. Quando o enredista me apresentou o enredo do ‘Ojuara’, fui um dos mais apaixonados pela proposta. Sabia que iria gerar grandes sambas, e a resposta está aí hoje. Tenho que parabenizar todos os compositores, inclusive quem perdeu, porque fizeram um grande trabalho”, afirmou.

Tentativa de ousar, mas sem inserção de instrumentos

À frente da “Ritmo Responsa”, o mestre Fábio Américo recebeu com bons olhos o desafio de trabalhar um samba-enredo que, melodicamente, ultrapassa as fronteiras do samba ao se relacionar com a cultura e a musicalidade nordestinas. “Eram três grandes obras. Venceu a melhor para a escola. Tínhamos um pouquinho de cada coisa para cada samba, e agora é trabalhar muito e tentar aproveitar o máximo. É samba-enredo melodioso, ‘meio xaxado e arrasta-pé’, e vamos fazer um negócio legal para a comunidade, para a harmonia e o canto da escola. Vamos tentar fazer tudo com os instrumentos obrigatórios que a gente tem na bateria. A princípio, não adicionaremos nada e nenhum complemento, nem zabumba nem triângulo. Simplesmente com tudo que tem na bateria: chocalho, agogô, tamborim, caixa, repique e o surdo de primeira, segunda e terceira”, afirmou.

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Mestre Fábio Américo

Decisão equilibrada e aprovação da comunidade

O vice-presidente Marcelo Guedes, mais conhecido como Patchoco, enalteceu a competitividade da final e a aprovação da comunidade. “Fazia tempo que a gente não fazia uma disputa de samba, principalmente pela questão da estrutura. Como estávamos na rua, não dava para oferecer a estrutura que os compositores merecem. Os três sambas que chegaram à final, por incrível que pareça, tiveram a mesma votação na semifinal. Na soma dos votos, os três tiveram a mesma quantidade. Hoje, como o presidente falou, foi uma decisão muito apertada, por 5 a 4, mas venceu o samba que a comunidade também abraçou. Dá para perceber que a comunidade gostou mais do Samba 7 e o apoiou. Agora é trabalhar para o Carnaval e fazer o melhor desfile possível para a Colorado. O desfile deste ano foi muito elogiado por todo mundo, e queremos trabalhar para fazer cada vez melhor”, comentou.

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Vice-presidente Marcelo Guedes

Por ser a sexta escola do sábado, a Colorado do Brás será a penúltima a desfilar no Grupo Especial, e o gestor falou sobre a importância de uma obra com melodia para cima. “A gente precisa fazer um samba alegre. Se passarmos com um samba mais para baixo, a arquibancada já estará cansada depois de dois dias de desfiles. Então, precisamos vir com um samba para cima, alegre, para animar todo mundo que estiver esperando a Colorado”, disse.

Opinião: Parcerias de Cecília Cruz e Wanderley Monteiro sacodem a quadra na semifinal da Portela

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Em reta final da seleção do hino que contará a história do baluarte Monarco na Avenida em 2027, a Portela definiu as parcerias finalistas do concurso no último domingo. A escolha final será realizada na próxima sexta-feira, na quadra da Portela, em Madureira. No próximo ano, a escola abrirá a segunda-feira de Carnaval com o enredo desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros. O presidente Junior Escafura abriu as apresentações solicitando aos segmentos que se manifestassem sobre os sambas preferidos, a fim de a diretoria saber “qual samba a escola quer”. Deste modo, a escola se reorganizou para receber os torcedores: ao longo da disputa, a disposição das mesas, que tomava a maior parte da quadra e deixava o público geral distante do palco, agora toma as laterais da quadra, liberando o centro para as torcidas e sambistas em geral. Além disso, nesta fase, as parcerias puderam levar objetos cênicos para incrementar a torcida, como tiros de fumaça, papel picado, serpentina e bandeiras, presentes em todas as apresentações.

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Outro diferencial e destaque da noite, em todas as exibições: o mestre Vitinho preparou uma bossa que foi reproduzida no refrão do meio de todos os sambas apresentados, durante a quinta e a sétima passadas. Assim, esta novidade também será considerada em análise na presente fase da disputa. A seguir, confira a análise do CARNAVALESCO sobre as apresentações classificadas para a final.

Parceria de Cecilia Cruz: O samba da segunda apresentação da noite foi interpretado por Pixulé. A composição se conduz guiada pela força da lembrança, pintando uma bonita imagem de quem era o homenageado: “Tenho na lembrança a voz de um Mestre / A candura que ele veste / O filho, o avô, o poeta / Quando ouvi tanta beleza / Sublime realeza / Corri para ver quem era”. Ao relembrar a infância do baluarte, apresenta uma construção simples e eficaz, que gera nostalgia e uma melodia envolvente: “O cheiro do feijão / Balé de pipas no céu / Cavaco, rei, tempo bom / Fruta do pé, doce mel”. Outra sacada da construção lírica é o uso de um trecho de “Coração em Desalinho”, clássica composição de Monarco: “Te devo ‘afeto e carinho como retribuição’”, contrariando a ideia da composição original, que protestava contra a falta de consideração pelo “afeto e carinho” ofertado, e aqui usado a favor do homenageado. Um dos destaques líricos e melódicos é o refrão do meio: “Leva o peixe, freguesa / Bota tempero na mesa / Vem com a primeira, a roda vai começar / E a segunda é por mim / Refrão que pega é assim / Quando a pastora a voz entoar”, especialmente no verso “A segunda é por mim / Refrão que pega é assim”. Leve, cativante, a construção lírica carrega sua própria bossa, mas ganhou brilho maior embalada pelo desenho rítmico especial comandado pelo Mestre Vitinho na quinta e na sétima passadas. O refrão principal, “Minha maior alegria / É poder te exaltar / Se eu pudesse diria / Como foi bom te ouvir cantar / Se eu for falar de Monarco, se eu for falar de Monarco, se eu for falar de Monarco até posso chorar / (Laiá, laiá) / Se eu for falar da Portela não vou terminar”, teve excelente desempenho ao longo da apresentação. Na segunda passada, acompanhado pelo canto do carro de som, teve uma leve queda de energia, mas a estrofe retomou a força nos potentes versos “Se eu for falar de Monarco, se eu for falar de Monarco até posso chorar / (Laiá, laiá) / Se eu for falar da Portela não vou terminar”. Na terceira passada, o verso “O amor lhe fez compositor / E à Velha Guarda um fiel dedicado” foi menos cantado, mas novamente o refrão principal recuperou a força com um empurrãozinho dos animadores da torcida. Na quarta passada, o rendimento tomou uma força ascendente. Na sexta, houve uma leve perda de energia na estrofe “Pelas ruas da cidade / Fez seu altar à sombra da jaqueira / Regou a semente pra eternidade / Em Oswaldo Cruz, virou divindade”, sem comprometer o desempenho do refrão. A apresentação começou com um grito e resposta: “Portela!” / “Pisa forte nesse chão!”, completado com força e energia pelos presentes. Na primeira passada, os intérpretes jogaram o canto para o público, que sustentou completamente essa passada do samba, com canto constante e intenso, natural da letra na ‘ponta da língua’. O samba foi um sacode na quadra. A energia ultrapassou aqueles que demonstraram a preferência, se juntando à torcida no meio do público, e contagiou quem estava nas mesas e camarotes. Pela primeira vez na noite, o público cantou o refrão principal após o fim da exibição pelo menos umas cinco vezes, enquanto a parceria seguinte se organizava no palco. Foi um destaque da noite, com rendimento excelente.

Parceria de Wanderley Monteiro: A quarta parceria a se apresentar foi um dos pontos altos da noite. A obra da parceria de Wanderley Monteiro, defendida por Wander Pires e Wandinho, parte da exaltação ao legado de Monarco para falar também de sua permanência na alma portelense. Essa ideia de continuidade encontra sua síntese em “Eu sou a sua eterna continuação”, verso que reforça a presença eterna do baluarte na cultura do portelense. A composição traz entre seus trechos de maior força “Pra entender tem que ter um ‘a’ / De amor, e um ‘quê’ / De Madureira na alma / Tem que ter a luz / Carregar no peito Oswaldo Cruz”, que reúne destaque melódico e criativo. O trecho se mostrou ainda mais forte nesta apresentação, confirmando sua força. O verso ganhou mais brilho também com as bossas da Tabajara do Samba durante a quinta e a última passada, sendo bem recebidas pelo público. Outro destaque é a identificação que o verso “Tem que ter a luz / Carregar no peito Oswaldo Cruz” gera no portelense, transmitida através do gesto dos sambistas presentes, que bateram no peito durante a execução. O verso “Agora uma enorme saudade devora” traz uma alusão melódica e lírica ao clássico “Coração em Desalinho” e aparece de forma bem encaixada na canção, bem trabalhada pelos intérpretes, além de ser indutivo ao canto. Entretanto, na quarta passada, a estrofe apresentou leve queda de energia. A retomada da empolgação ficou a cargo do poderoso refrão principal “E por falar de amor, dos que não vão terminar / Falar de Monarco, meus olhos vão marejar / A Velha Guarda, teu sorriso na lembrança / Eu sou Portela desde os tempos de criança”, que reforça a identificação com a comunidade, especialmente no verso “Eu sou Portela desde os tempos de criança”, que cresceu ainda mais e foi gritado por toda a quadra, incluindo musas, baianas e Velha Guarda, que já cantavam bastante o samba. Além dos segmentos, a vice-presidente também cantou alguns trechos do samba. Outro ponto observado foi o verso “Raiz da inspiração / Samba em devoção”, menos cantado durante a quinta passada. Entretanto, novamente o refrão principal se encarregou de recuperar a energia da performance, retomando o desempenho de forma crescente na apresentação. Quando os cantores jogaram o canto para a torcida no início da performance, os sambistas sustentaram completamente o canto ao longo da primeira passada, com intensidade e com direito a dobradinha: o canto ainda se manteve firme na segunda passada, com a retomada das vozes principais. Na terceira, o refrão principal foi novamente jogado para o público, obtendo uma boa resposta. A apresentação teve um rendimento excelente, com muita energia do público. O samba, que já vinha desempenhando bem nas rodadas anteriores, chega à final fortalecido e ainda mais consolidado, dando um clima mais de ‘ensaio’ do que de disputa.

Parceria de Jorge do Batuke: O intérprete Zé Paulo Sierra deu voz ao samba da quinta parceria da noite. A composição de Jorge do Batuke e companhia traz uma das abordagens mais criativas e intrínsecas à identidade portelense. Também assume o formato de uma carta endereçada ao baluarte, mas não se prende a isso, indo além: Monarco funciona como fio condutor para um diálogo com a memória e para reviver a autoestima da maior campeã do carnaval. Já no início, a composição se destaca ao chamar a autoestima da comunidade em um momento em que isso se faz necessário: “Na fé, renasce bravamente o portelense / No samba, te refaço novamente”. A estrofe “Daqui, sigo escrevendo a quem me inspirou / Passado de glórias, que tanto cantou / De pai para filho, teu mundo é assim / Olinda, o amor não tem fim / É sangue que corre nas veias, louca vermelha paixão / No peito, Jacarezinho: dois pontos, exclamação!” resolve os amores e outros caminhos de Monarco de maneira objetiva, mas poética. O trecho “Passado de glórias, que tanto cantou / De pai para filho, teu mundo é assim” também teve boa resposta no canto do público ao longo da performance. Entretanto, o verso apresentou leve queda de canto na sexta passada. Um dos pontos altos está no refrão principal: “Chamei Casquinha pra versar um bom partido / Mestre Candeia para nos iluminar / Os batuqueiros de Marçal são atrevidos / Deixa a Portela passar / Alô, Paulinho! Mete a mão nessa viola / Lá vem a Águia de Paulo e Natal / Com Manacéia apresentando a Velha Guarda / Da maior campeã do carnaval”. A composição evoca o panteão da Portela, característica presente em grandes sambas da escola, que é profundamente ligada ao seu passado histórico. Os pilares da agremiação, Paulo e Natal, aparecem ao lado do ilustre mestre Marçal e de grandes parceiros compositores, como Casquinha, Candeia, Manacéia e Paulinho da Viola, que ‘presenteou’ Monarco à ala de compositores da azul e branco de Madureira. O recurso se mostrou eficaz na quadra: o refrão passou com força e foi gritado pelos componentes, especialmente nos versos “Deixa a Portela passar!” e “A maior campeã do carnaval”, cumprindo sua função de diálogo com DNA portelense. Outro destaque lírico e melódico está no refrão do meio: “A Tabajara no alvorecer / Meu povo canta: corri pra ver! / Para ver quem era a força ancestral / Te fiz poeta no meu quintal”. O trecho assume um tom aguerrido, dando o peso necessário aos versos, e teve excelente desempenho em quadra, especialmente no segundo verso, referência a um clássico da caneta de Monarco, eternizado pela Velha Guarda da Portela e que chamou o canto alto da comunidade em quase toda a performance. A bossa deu um novo impulso ao trecho, funcionando bem na maioria das passadas, exceto a quinta, que apresentou leve queda no canto, mas logo se reergueu; na sétima, foi responsável por aquecer o público novamente e propagar o canto pela quadra com mais intensidade. A performance teve um ótimo rendimento, de forma crescente. Na primeira passada, quando jogado ao público, a torcida estava menos numerosa, mas intensa: conseguiu sustentar quase toda a execução, cantando o samba ‘de cabo a rabo’. Na segunda, na retomada do canto dos intérpretes oficiais, o público se manteve firme e enérgico e conseguiu contagiar também quem estava nas mesas. Mesmo com leves quedas na energia em alguns momentos, o refrão principal e a bossa do refrão do meio foram capazes de recuperar o desempenho nas passadas e firmar a parceria como um destaque da noite.