
No final de semana, aconteceu a Virada Cultural na cidade de São Paulo e, pela primeira vez, o evento recebeu escolas de samba em três dos palcos que fazem parte da festa. Muitos sambistas cobravam a presença das agremiações no “festival dos festivais”, já que a data é marcante para São Paulo e as entidades contribuem significativamente para a cultura da capital paulista. A indagação era a seguinte: tantos artistas participam do evento, mas por que as escolas de samba são deixadas de lado? Desta vez, a Secretaria Municipal de Cultura e a Liga-SP tiveram a iniciativa de firmar esse acordo. A Mocidade Alegre, grande campeã do Carnaval 2026, se apresentou no principal palco, o Anhangabaú, localizado no Centro. A Tucuruvi, vencedora do Grupo de Acesso I, marcou presença na Parada Inglesa, na Zona Norte, enquanto o Morro da Casa Verde também se apresentou na região, no palco Freguesia/Brasilândia. O CARNAVALESCO esteve presente nos palcos do Anhangabaú e da Parada Inglesa, acompanhando os repertórios apresentados pela Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tucuruvi.
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Honra em participar e espetáculo de qualidade
No centro da cidade, o intérprete Igor Sorriso falou sobre a importância de estar presente na festa paulistana. “É um momento muito importante, valorizando a cultura e a arte aqui na cidade de São Paulo. Poder fazer parte desse momento junto com outras escolas de samba, com a nossa Mocidade Alegre e com a orquestra do João Carlos Martins é muito prazeroso. Estamos muito felizes por participar desse evento. Vai ser uma tarde e uma noite muito lindas”, disse.

O cantor comentou que a presença das escolas é importante para proporcionar espetáculos de qualidade às pessoas presentes na festa. “Cada vez mais estamos abrindo espaço para o samba, para o carnaval e para a música popular, promovendo essa integração entre ritmos e estilos, valorizando a arte e a cultura para que os jovens e todo o público tenham acesso a bons eventos. A cereja do bolo foi essa junção da orquestra do João Carlos Martins com a bateria Ritmo Puro”, completou.
Responsabilidade, mas objetivo cumprido
A presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, celebrou a participação da escola na Virada Cultural. “Foi incrível estar em um dos palcos centrais, um dos mais importantes e maiores do evento, além da responsabilidade de tocar com a orquestra e ser regida por esse ícone incrível que é o maestro João Carlos Martins. Ficamos felizes e lisonjeados. Tivemos muito cuidado com a nossa apresentação e acredito que conseguimos atingir o objetivo, pois recebemos várias mensagens positivas. É muito importante ressaltar esse engajamento e elevar cada vez mais o nome do samba dentro da nossa cultura. Acho que conseguimos isso junto com o secretário Totó Parente”, declarou.











