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Paes faz reunião com dirigentes da Liesa e os Bombeiros para liberar a Cidade do Samba

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez uma reunião nesta quarta-feira com o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, o deputado estadual Chiquinho da Mangueira, e o comandante do Corpo de Bombeiros, Leandro Monteiro, para desinterditar a Cidade do Samba.


Segundo o jornalista, Ancelmo Gois, de O Globo, será feita uma vistoria na Cidade do Samba e depois assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura do Rio, válido por cinco anos, para liberação do local.

Em janeiro de 2021, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, obteve na Justiça decisão determinando a interdição da Cidade do Samba até que as instalações sejam reestruturadas de forma a minimizar os riscos de incêndio. A ação ressalta que vistorias realizadas pelo Corpo de Bombeiros em diferentes anos identificaram não só irregularidades no estado das instalações, como também a ausência de plano de controle e prevenção contra incêndios.

“Infere-se, portanto, que estão presentes os requisitos autorizadores do deferimento da tutela recursal, tendo em vista que a farta documentação anexada aos autos demonstra o descumprimento das determinações para implementação de plano de prevenção e controle de incêndios na Cidade do Samba. Além disso, eventual demora no julgamento do feito prolongará a situação de risco a que estão expostos não só os trabalhadores, como todas as pessoas que frequentam o local”, afirma o Juízo na decisão.

Em seu post nesta quarta-feira, mais uma vez, Eduardo Paes defendeu a reeleição de Jorge Castanheira para presidência. O site CARNAVALESCO informou que o pleito está marcado para o dia 18 de março.

Lugar de fala: ‘Quero falar sobre a cultura do nosso povo e lutar pelos direitos ainda não conquistados’, diz Samir Trindade

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“Heróis da liberdade”, “Voa majestade”, entre outros sucessos, acompanham a carreira do compositor Samir Trindade, 37 anos, dos quais 25 são comemorados no percurso da música, com grandes composições e parcerias nas escolas de samba. Pai, compositor, sambista: essas características presentes em um único homem revelam o grande talento que passou por longas batalhas até se tornar um profissional que tem entre outras aptidões pessoais a paixão pelo samba. Com passagens no Império da Tijuca, Unidos de Padre Miguel, Santa Cruz, Beija-Flor e Portela, escola do coração, Samir é o personagem do “Lugar de Fala” nesta semana e recebeu o site CARNAVALESCO para um bate-papo repleto de amor e samba.

O portelense começou a trilhar o caminho na arte com apenas cinco anos, quando era considerado a atração das festas em casa ao chegar cantarolando os sambas, aos 12 anos o passo foi mais largo com direito ao apoio do avô.

“Fiz um samba para disputar num bloco perto de casa e o pessoal brincou que eu seria mesmo sambista, pedi ao meu avô para comprar uma calça branca, era um bloco, o povo na rua de chinelo e eu vestido de sambista”, declara Samir aos risos ao lembrar do sentimento natural que nasceu após um encontro com o samba e a Portela.

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O sonho de criança cresceu com o apoio da esposa Danielli Trindade e dos quatro filhos. A presença da família é fundamental no processo de amadurecimento pessoal e o compositor sentiu essa importância no início da carreira. O cenário de adversidades não estagnou o intérprete que já foi considerado um forasteiro em 2016 ao tentar investir em sambas para Portela e não ser visto, esse foi o alerta que ele precisa para estudar, pesquisar e aos poucos colher os frutos.

“O samba foi me ajudando a construir minha vida, sei que não sou a regra, sou exceção, minha esposa sempre ao meu lado, já torceu para o meu samba sozinha no meio da quadra, hoje minha torcida é uma multidão que viu alguma coisa em mim”.

A trajetória não foi fácil mas contribuiu para um desenvolvimento rápido para enfrentar as dificuldades.

“Tive a minha primeira filha com 18 anos e ainda não tinha me formado profissionalmente, nos primeiros dois anos minha filha morou na casa da minha sogra com a minha esposa, sofria com aquilo e tomei a decisão de morar junto mesmo sem ter condições, ganhava 1 salário-mínimo de R$ 240,00 como ajudante em uma Kombi e pagava aluguel de R$ 200,00 nos fins de semana fazia bicos quando tinha. Os obstáculos podem nos tornar mais resistentes e fortes com um tempo, além de renovar as ideias na hora de compor”.

O envolvimento do compositor desde cedo em competições não o tornou vencedor primário. Samir conheceu as escolas com o apoio do avô, mas durante cinco anos era anônimo na Portela e enfrentou mais dez anos de disputas na quadra da Beija-Flor onde viu os sambas serem cortados nas primeiras fases. Quem o ajudava era o Manelzinho Poeta autor de Menor abandonado da São Clemente, quando ele faleceu, o intérprete resolveu compor sozinho em 2007.

“Tinha visto o Pixulé cantar na final da Beija-Flor em 2002 e resolvi chamar para cantar, ele deu três preços diferentes, fora das condições. Ele pediu pra ir na casa dele cantar o samba e acabou gravando de graça, no ano seguinte indicou outra parceria mais forte, fui aprimorando e em 2010 veio a primeira vitória”.

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Na hora da disputa de samba-enredo o objetivo é claro: vencer. Esse é o prêmio mais cobiçado pelos integrantes que colocam em cada letra o desejo de mudar o pensamento das pessoas, resgatar as raízes do carnaval, a cadência e deixar um legado. Samir foi três vezes campeão no Grupo Especial, é concursado, e se orgulha de ter amigos e a família que construiu, além do apoio da torcida que o acompanha voluntariamente nos eventos. Essas vitórias abrem espaços para quebrar correntes e formar novas lideranças que desejam exercer o protagonismo, uma tarefa que envolve a dedicação, arrepio, choro, ansiedade e outras sensações para deixar tudo perfeito e apresentar o amor ao carnaval.

“Quando faço samba que falam da luta do preto, por tudo que nosso povo passou, muitos dizem que me dou bem fazendo samba com cunho de africanidade, na verdade pouco estudei sobre o assunto e minha religião é católica, mas é algo que vem desde os meus ancestrais, quero escrever sambas que falem da vitória do preto que nos exalte, que nos coloque em lugar de realeza, não quero mais cantar sofrimento e dor, quero escrever sobre o quanto somos lindos, falar sobre a cultura do nosso povo e lutar pelos direitos ainda não conquistados e pensamentos implícitos na sociedade, esse é o meu lugar de fala”.

E tudo começou com o apoio de referências dentro e fora da família. Entre as figuras de grande motivação está o Dom Beto, avô de Samir e modelo de homem no qual o compositor aprendeu a equilibrar a vida.

“Via a importância de compor, mas nunca deixou de lado a família, fazer samba é o que eu nasci para fazer, que dá retorno financeiro e prazer ao mesmo tempo, mas sem a minha família nem teria cabeça pra fazer nada é a minha base e isso e aprendi”.

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Outra pessoa de grande destaque para o sambista foi o cantor David Corrêa, que faleceu em maio de 2020 devido à Covid-19, ele foi homenageado na introdução do samba-enredo.

“Seus sambas alcançaram o povo, eram simples, contagiantes, e ricos em harmonia, ele é um gênio, certamente o maior compositor da história de enredos da Portela”.

Ser negro na sociedade brasileira é lutar para conquistar o reconhecimento e igualdade racial. Com mais de 130 anos da aprovação da Lei Áurea ainda é fácil perceber os grandes obstáculos e a grande necessidade de desconstruir pensamentos antigos que remetem à escravidão. Isso porque mesmo após o término do período colonial, o Brasil não se estruturou para cuidar da população e hoje enfrentamos o que é chamado de racismo estrutural, o que aumenta a necessidade de pensar em políticas públicas para valorizar aqueles que durante muitos anos foram considerados marginalizados e excluídos devido as marcas históricas. O samba, por exemplo, era ligado apenas à cultura negra e malvista na época, hoje é considerado um símbolo nacional.

“O samba me deu a oportunidade de conhecer histórias e personagens que não conheci e sentar na mesma mesa de pessoas de outra camada social, ser ouvido e repeitado, também o embasamento cultural para falar de igual para igual com qualquer pessoa, venho de um segmento muito discriminado que é o de compositor e uma vez ganhamos um prêmio grande no carnaval e fui informado de que não poderia levar nenhum acompanhante comigo, como sou premiado e não tenho direito de sentar na primeira fileira com quem lutou comigo desde o início? Reclamei e fui atendido, senti ali que era uma voz de importância na luta dos compositores do carnaval”.

Em 2019, das 1.075 mortes no estado do Rio entre janeiro e julho 80% das vítimas eram negras. Os números são reais e revelam uma demanda por fiscalizações dos agentes públicos de segurança na ação de policiais. Samir, homem negro e morador da Vila da Penha, Zona Norte, já sentiu na pele as dores do preconceito quando era mais novo e não entendia o tamanho da injustiça que muitas vezes é considerada comum de maneira equivocada.

“Estava voltando do trabalho dentro do ônibus todo sujo na época e só com minha marmita na mochila, o policial entrou e só me revistou, pediu para ver a minha mochila e marmita caiu no chão, ele gritou mandando pegar. Outra vez fui pedir informação a uma pessoa ela começou a correr não entendi nada”.

Mesmo diante de uma realidade adversa e contraditória há figuras importantes de resistência. Na ala de compositores, os históricos fundadores das escolas de samba, o nome Paulo da Portela faz o coração de Samir pulsar de alegria, pois o príncipe negro é lembrado como o herói dos sambistas. Antigamente, o samba era voltado para o terreiro e o dia a dia da escola, hoje as letras das composições evoluíram e ganharam mais importância, assim como a interesse de sair do lugar comum e expandir um olhar crítico na sociedade.

“Sou discriminado no meu segmento por falar o que penso, às vezes estou certo, em outras não, mas nunca deixo de falar o meu pensamento, influenciar pessoas em busca de um carnaval mais forte é mais importante do que ganhar”.

Viver, viver, viver! Esse é o lema do cantor que leva a vida de forma simples, supera as dificuldades e sabe que o importante é ter saúde para prosseguir decididamente. Além de acreditar que a situação atual, seja boa ou ruim não é definitiva e a postura assumida diante da realidade pode ter impacto nos valores pessoais. A trajetória é longa e ter parceiros contribui para o desenvolvimento de novos projetos, composições, eventos e outras iniciativas com o objetivo de enriquecer o carnaval, pensando nisso, Samir, destaca o papel fundamental de carnavalescos em preparar novos sambistas assim como eles foram convidados e influenciados por outras pessoas.

“Temos um legado a carregar, mas não queremos mais ser rei só por um dia como cantou Candeia, quero ver o sambista do morro mandando no carnaval e não só como empregado da festa, aí sim, o pensamento vai ser em prol do samba, das escolas, quero ver carnavalescos pretos de sucesso em destaque, temos poucos. O samba veio dessa negritude, é a raiz dentro de nós, quando faço meu samba de alguma forma me sinto herdeiro de Candeia, mas quando brigo pelo samba, quando peço importância para as escolas, me sinto mesmo que ainda tenha muito o que aprender um cara que ama, estuda e orgulha o legado de Paulo da Portela”, finaliza o compositor.

Eleição na Liesa está marcada para o dia 18 de março

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A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realiza no dia 18 de março sua eleição presidencial. O pleito deve confirmar, por unanimidade, a vitória de Jorge Perlingeiro, que ocupará o lugar de Jorge Castanheira, no comando desde 2007.

Votam no pleito os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, além dos representantes das escolas fundadores e grandes beneméritos. O próximo presidente comandará pelo triênio 2021-2024.

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro foi fundada em 1984. Além de gerir o Grupo Especial, desde a criação do regulamento, manual e escolha dos julgadores, a Liesa é a responsável pela venda de ingressos e representa todas agremiações nos contratos firmados com os patrocinadores e o poder público.

É função da Liga também administrar o funcionamento da Cidade do Samba e ser a responsável pela organização de toda a infraestrutura do Sambódromo para a realização dos desfiles do Grupo Especial, Série Ouro e da Associação das Escolas Mirins.

Com história no Futebol, São Clemente apoia time do Império Serrano

Sandro Avelar, presidente do Império Serrano, revelou ao site CARNAVALESCO que pretende montar um time de futebol da escola para disputar a Série C do futebol carioca. De acordo com o dirigente imperiano, a camisa do será verde e branca, mesmas cores da agremiação. Outras novidades serão reveladas no dia 23 de março, quando a escola fará uma live para celebrar a data.

Com vasta experiência e títulos no futebol, a São Clemente apoiou a iniciativa da co-irmã. Segundo o presidente Renato Almeida Gomes, novos talentos poderão surgir para o futebol.

“As escolas de samba têm a sua comunidade, o que pode ajudar e dar oportunidades a novos talentos. Muitos meninos não conseguem espaço em times maiores e um projeto como esse pode abrir portas. Parabéns ao presidente Sandro Avelar pela iniciativa, foi uma bela jogada”.

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A relação do futebol com o samba não é algo novo. A São Clemente, por exemplo, é fruto da bola. Em 1951, jovens do bairro de Botafogo disputavam campeonatos defendendo a São Clemente Futebol Clube e viajavam para disputar torneios em outras comunidades.

“Numa dessas partidas, enquanto aguardava o início da viagem, meu pai Ivo da Rocha Gomes pegou duas barricas vazias de uva e transformou em instrumento. Ali nasceu um bloco com as cores azul e branca, que mais tarde se transformou em escola de samba”, contou o presidente Renatinho.

A escolha pelo amarelo e preto aconteceu depois que o fundador Ivo da Rocha assistiu uma partida de futebol entre Fluminense e Peñarol e se apaixonou pelas cores do time uruguaio.

O presidente Renatinho fala com orgulho do time de futebol da São Clemente, uma das suas grandes paixões, e revela o sonho de um dia seguir o caminho do Império Serrano.

“A São Clemente é tricampeã estadual na praia, tem títulos de vários torneios importantes. Quando não ganha, ficamos entre os quatro primeiros colocados. Eu não sei onde guardar tanto troféu. Ainda não jogamos futebol profissional, mas se um dia tivermos um campo, podemos também montar um time. Temos muita história no futebol”.

Enquanto os ensaios de quadra não voltam, por conta da pandemia da Covid-19, a escola se movimenta para ajudar a comunidade. Durante a live “Conversa Clementiana de Botequim”, serão arrecadadas cestas básicas destinas a funcionários e colaboradores da São Clemente.

Sandro Avelar fala da criação do Império Serrano Esporte Clube para disputar o Carioca de futebol profissional

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O Império Serrano, uma das escolas mais tradicionais do carnaval, com nove conquistas na elite da folia (1948, 1949, 1950, 1951, 1955, 1956, 1960, 1972 e 1982), ultrapassou o limite das quadras e avenidas, entrou para a turma da bola e disputará o Campeonato Carioca de futebol profissional da Série C em 2021. A notícia foi divulgada pelo site futeboldorio.com e o CARNAVALESCO ouviu o presidente imperiano, Sandro Avelar, sobre a novidade da escola da Serrinha.

“Temos priorizado a questão de resgatar ao longo dos meses iniciais da nossa gestão no Império Serrano o legado e as raízes da nossa escola, entre elas, o compromisso com o social. Além dos serviços de entrega de cestas básicas, encaminhamento para emissão de documentos e outros, iniciamos oficinas de diversos esportes como capoeira e muay thai, daí surgiu também a ideia de um time próprio de futebol para disputa do Campeonato Carioca. Será o Império Serrano Esporte Clube, com as mesmas cores da nossa escola de samba: verde e branco”, explicou Sandro Avelar.

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O dirigente imperiano deu detalhes do projeto do clube de futebol e prometeu mais surpresas no dia 23 de março, quando a escola fará uma live em comemoração do seu aniversário.

“Conseguimos efetuar a filiação junto à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e estamos buscando alguns apoios necessários para estruturação e logística. Iremos a disputa da Série C do Campeonato Carioca ainda nesta temporada 2021. Iremos anunciar alguns detalhes na live de aniversário da escola”.

Sandro Avelar disse que a iniciativa pioneira do Império Serrano pode motivar outras escolas de samba.

“Já temos um caminho onde surgiram escolas ligadas a clubes de futebol, estamos indo num caminho inverso. O Carioca, por natureza, é apaixonado por samba e futebol. Quando resolvemos intensificar as oficinas de diversas modalidades esportivas e foi sugerida a questão do futebol, buscamos as possibilidades e aqui estamos”.

‘O carnaval mudou a minha vida’: a história do cantor e compositor Diego Nicolau

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O menino que via os carros na concentração com o pai e só assistia os desfiles pela televisão se tornou o experiente cantor e compositor de mais de cem sambas enredo. Nascido no Rio de Janeiro, em 1982, morador de São Gonçalo, com uma família sem grandes referências no samba, Diego Nicolau, hoje, intérprete oficial da Unidos de Padre Miguel, teve que se virar sozinho para conseguir se inserir no universo do carnaval, pelo qual a paixão crescia desde cedo mesmo que o acompanhando de longe.

“Eu não sou de uma família de sambistas, mas o carnaval me conquistou e era algo que eu aguardava durante todo ano: o lançamento dos sambas enredo e o desfile, obviamente. Na época, não existia os ensaios técnicos na Sapucaí e como minha família não era do samba eu também não ia nos ensaios de quadra. Fui crescendo e as influências eram os desfiles apenas. Não era um cara que frequentava ensaio, nada disso. Depois comecei a frequentar por conta própria, já adolescente para adulto, e aí, em determinado momento, eu resolvi compor um samba enredo, na época na Acadêmicos do Cubango, em 2003. Eu tinha 21 anos, e aí, juntei mais três amigos e a gente concorreu, e, para a nossa surpresa, o samba foi muito bem, chegou na final, teve apoio do Mestre Jorjão, saudoso mestre Jorjão, mestre de bateria da Cubango na época, e dali eu comecei a pegar confiança, fui fazendo mais sambas, até que dois anos depois eu venci pela primeira vez” lembra Diego.

Ouça abaixo o podcast por aqui ou pelo Spotify

O samba vencedor foi “Na magia da Escrita, a Viagem do saber” produzido para o Carnaval 2006 da Acadêmicos do Cubango, interpretado no desfile pela voz de Tiãozinho Cruz que convidou Diego Nicolau par integrar o carro de som da agremiação naquele ano. Ali iniciava a trajetória de Diego como cantor, mesmo que ainda no grupo de apoio. No Rio, além da Unidos de Padre Miguel, o sambista também esteve à frente do carro de som, como intérprete oficial, na Renascer, Viradouro e União de Jacarepaguá.

Quando começou a fazer sambas, Diego Nicolau, tinha, em alguns compositores renomados, as influências e inspirações para a carreira. O menino que admirava grandes nomes da composição de sambas enredo, anos depois, conquistou o direito de se tornar colega destes artistas.

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“Como influência, nessa questão de carreira de compositor, são aqueles caras que ganhavam muito samba na época, a mim em especial, o Gustavo Clarão, foi uma influência imensa, é até hoje. E André Diniz, Claudio Russo, o Lequinho. Hoje, graças a Deus, eu fiz samba com todos eles, como a vida é engraçada! Acho que o que me toca mais no Carnaval é justamente essa paixão que o carnaval desperta nas pessoas. É algo cultural, algo que acrescenta às pessoas, e ao mesmo tempo tem essa paixão. Claro, que não tanto hoje em dia como era antigamente, mas é quase que obrigação pelo carioca, ter uma escola de samba e um time de futebol. Então, essa paixão, essa emoção que um desfile de escola de samba causa nas pessoas e nos sambistas é algo que também toca muito o meu coração” entende o cantor.

Formado em Educação Física desde 2002, Diego deixou de lado o direito de exercer a profissão e hoje se dedica inteiramente ao samba cantando e compondo obras para diversas agremiações do Brasil. Só de sambas que assinou foram mais de sessenta. Contando aqueles em que participou, mas não colocou nome, as composições passam de cem. Diego Nicolau, hoje, é figurinha fácil em finais de samba por todo o país e consegue juntar trabalho e paixão.

“O que me fez estar inserido no carnaval, sem dúvida nenhuma, foi essa questão de identificação, de ritmo, de batida, de bateria, uma música sendo cantada ao mesmo tempo por tanta gente, dentro e fora da pista. Acho que como eu sou um cara que sempre gostou tanto de música, essa foi uma questão preponderante para que eu quisesse estar inserido no mundo do carnaval e, por fim, foi determinante para que fosse me levando nessa seara como profissão. O Carnaval para mim hoje é profissão, além de ser um amor, tem toda a questão passional. O carnaval mudou minha vida neste sentido, me trouxe para a cultura, me fez descobrir uma profissão, me fez descobrir um dom, o dom de escrever, o dom de cantar, o dom da arte, de ser um artista. Isso foi o carnaval que me apresentou. E, de toda forma, acabou mudando minha vida completamente. Eu fiz faculdade e trabalhei seis meses em uma área e o carnaval me levou, me arrebatou, e graças a Deus estamos aí agradecendo sempre as oportunidades” explica Nicolau.

Diego chegou na Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2020 e tenta agregar com seu talento para a Vermelha e Branca da Zona Oeste conseguir o tão sonhado acesso que tem batido na trave nos últimos anos. Mais experiente, o intérprete deseja ajudar novos talentos a realizar seus sonhos dentro do carnaval como ele mesmo realizou. E, por fim, também almeja que o sambista receba o respeito que merece.

“Eu torço muito para que no Rio de Janeiro, nunca mais tenhamos um prefeito, um governo, que não entenda o quão é importante o carnaval para a cidade. Essa é a expectativa que eu tenho para todos nós, sambistas, para um grande grupo que depende do carnaval para viver, para botar comida em casa, para botar material escolar na mochila do filho e para tudo na vida. Todos nós que somos profissionais, do que ganha menos, ao que ganha mais, todos nós precisamos do respeito da gestão pública com o carnaval. O carnaval para o Rio é sagrado, não pode ser mexido. Então, eu aguardo e espero muito que a gente só tenha governantes que entendam a importância do carnaval para a cidade, para o estado, para o Brasil. Eu me vejo também inserido nesta questão, que eu possa contribuir com os meus sambas, com o meu canto, que eu possa ajudar a revelar novos talentos, também, tendo essa liderança como intérprete oficial, e, enfim, dar sequência a carreira. No final, eu espero, que o carnaval obtenha o tempo todo o respeito que ele merece” completa Diego Nicolau.

Salgueiro cria mascote Sabiá inspirado no sucesso das equipes de basquete da NBA e dos clubes de futebol

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O Salgueiro anunciou na sexta-feira passada, data do aniversário da escola, a criação do mascote “Sabiá”, uma homenagem ao presidente de honra da agremiação, falecido em 2020, que carregava o apelido adquirido na juventude, durante suas participações nas tradicionais peladas do morro do Salgueiro.

Segundo Nelson de Andrade, diretor de marketing da escola, a ideia de desenvolver o personagem, provoca empatia com o público em geral.

“Os grandes clubes de futebol e também as grandes franquias da NBA têm seus mascotes os quais representam a paixão dessas torcidas. O samba é uma paixão nacional e nada melhor que o Salgueiro lançar, neste momento em que o segmento sofre esta carência afetiva de contato com suas referências da folia, um personagem que vai representar toda essa paixão. A estratégia visa ampliar a empatia e a comunicação entre as marcas de forma lúdica. O que estamos percebendo é que existe uma necessidade de aliar a tradição à modernidade trazendo de volta para as quadras, um público que, por diversos motivos, vinha se afastando delas. Da criança ao idoso, o Sabiá representa esse novo momento que queremos alcançar, sem contar nas infinitas possibilidades de produtos que teremos inspirados no novo membro da família salgueirense”.

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O novo integrante participará ativamente do cotidiano da agremiação e a aposta é que torne-se mais um ícone dentro da escola.

“A ideia é que o Sabiá esteja, futuramente, em todos os eventos oficiais da escola, sem contar que o torcedor vai poder levá-lo para casa, já que estamos preparando uma edição limitada de lançamento e o nosso sócio-torcedor terá, como sempre, a prioridade de compra. Temos a certeza de que ele será muito popular e querido não somente pelos salgueirenses apaixonados, mas também pelos sambistas em geral”, comenta André Vaz, presidente da vermelha e branca.

O mascote, lançado durante a live de aniversário da escola, tem como padrinho, nada menos do que Haroldo Costa, escritor, jornalista e ilustre salgueirense.

“É uma honra apresentar mais essa inovação, entre tantas feitas pelo Salgueiro ao longo de sua história. A ideia é brilhante e tenho certeza de que o Sabiá vai conquistar o coração de todos, não importa a idade, assim como já conquistou o meu”, comenta Haroldo.

Carnaval Wall: Grupo Serpentina leva a melhor em prova de estratégia

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A disputa está ficando acirrada no Carnaval Wall. Esta semana os confinados participaram de mais uma prova. Desta vez de estratégia, uma espécie de “caça ao tesouro”. A produção do reality escondeu seis taças brancas pela casa e os participantes deveriam encontrar todas em menos tempo. A equipe vencedora seria beneficiada com 120 confetes, a outra ganharia apenas 60. Dessa vez o Grupo Serpentina levou a melhor. Assista o episódio na íntegra abaixo:

Sérgio Cordeiro, Isadora Salles, Brunetty Montilla, Rodolfo Massera, João Arruda e Kaka Morenah demostraram muita habilidade e rapidez. A equipe finalizou a prova em 4 minutos e 28 segundos e ganharam 120 confetes cada um. Já o Grupo Confete fez em em 7 minutos e 16 segundos, cada integrante ganhou 60 confetes (Waleska Gomes, Jhonatan Henrique, Bruna Negreska, Rhuanan Lucas, Daniel Oliveira e Flávia Felix).

Apesar de ser uma disputa, depois da prova os sambistas deixaram a competição de lado e foram se divertir juntos numa brincadeira de infância “Detetive e ladrão”.

No próximo episódio, eles vão fazer um desfile. Aguarde!

Cláudio Vieira: ‘O Dragão da Leopoldina’

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Hoje vamos falar da Independentes de Cordovil, o Dragão da Leopoldina, berço de sambistas inspirados como Nego Lu, Gambazinho, Jorjão da Alta e Lula Barbudo, o outro. E do não menos inspirado presidente Salustiano Canela Fina, o Salú, com a sua voz de pato rouco: curta e grossa.

Certa vez, ainda no tempo da antiga Liesga, que reunia todas as Agremiações dos Grupos de Acesso, o presidente Paulo de Almeida apresentava os currículos dos candidatos ao quadro de julgadores do Grupo C.

Leu os predicados de um possível julgador de Alegorias e Adereços, um rapaz de 22 anos com uma extensa folha acadêmica de cursos feitos no Brasil e no exterior. Além de engenheiro, arquiteto e designer, tinha paixão pela música clássica, tocava diversos instrumentos, fazia concertos e gostava de compor óperas. Mas a sua grande paixão era o
samba!

Depois da leitura, Almeida dirigiu-se ao ilustre representante do Dragão:

– Presidente Salú, o que o senhor acha do nosso indicado: aprova ou veta?

Salu foi sincero:

– Acho o candidato muito suspeito, presidente. Com tão pouca idade, o cara já fez tudo isso?! Ahhh… Pode parar! Deve ser um tremendo 171. E assim sendo, tá vetado.

09mar cordovil2E vetou mesmo. Ponto final.

Aline Araújo é a nova rainha de bateria do Cubango

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Prata da casa. A nova rainha de bateria do Cubango é a passista Aline Araújo, que desfila na escola há 27 anos. Ela começou na ala das crianças, aos 7 anos, e nunca mais parou de desfilar na verde e branco de Niterói. Nos últimos dois carnavais, Aline desfilou como musa da agremiação.

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“Minha vózinha foi a primeira porta-bandeira da Acadêmicos do Cubango. Já fui da ala de passistas, onde passei a maior parte da minha vida, fui também composição de carro alegórico e musa. Hoje, é com muita emoção e alegria que chego ao posto de rainha da bateria da Ritmo Folgado. Tenham certeza que vou dar o melhor de mim para honrar a minha querida comunidade e a minha escola tão amada. Sou muito grata a minha presidente, Patrícia Cunha, e minha vice, Gracyenne Helena, por me confiar o posto e me dar essa oportunidade”, disse Aline.