Início Site Página 1373

Desfiles da Década: O sonho que se tornou real de uma Mocidade pra lá de Marrakesh

0

O site CARNAVALESCO dá prosseguimento a série de matérias intitulada de “Desfiles da Década”, na qual apresentações marcantes que passaram pela Marquês de Sapucaí, entre os anos de 2011 e 2020, serão relembradas. Hoje, um desfile que simbolizou o reencontro da Mocidade Independente de Padre Miguel com seus grandes carnavais e que rendeu o sexto título a Verde e Branca, com o enredo “As mil e uma noites de uma ‘Mocidade’ pra lá de Marrakesh”. Em 2017, toda uma geração de torcedores independentes puderam ver pela primeira vez a escola fazer uma apresentação para disputar campeonato, que desde da comissão de frente, uma das mais marcantes no século XXI, até o quesito plástico, um dos maiores problemas da agremiação em anos anteriores, encantaram a Marquês de Sapucaí. Tudo isso embalado por um dos mais belos sambas-enredo da última década, defendido com brilhantismo por Wander Pires.

Antecedentes

O processo de resgate da Mocidade teve início às vésperas do carnaval de 2014. Na ocasião, a escola enfrentava uma grave crise que já durava alguns anos, agravada durante os preparativos para o desfile. O então presidente Paulo Vianna foi afastado temporariamente pela Justiça acusado de cometer irregularidades e má administração no cargo, tendo o vice Wandyr Trindade, mais conhecido como Vô Macumba, que assumir a presidência às pressas. Diante de um cenário desesperador, em que faltava apenas dias para apresentação oficial e não se tinha quase nada pronto, a agremiação contou com um verdadeiro mutirão para conseguir ir para Avenida e com ajuda fundamental de Rogério Andrade, que passou a ocupar o posto de patrono.

Após superar as dificuldades em 2014, a nova diretoria da Mocidade quis investir pesado para o carnaval de 2015 e apostou suas fichas na contratação do artista mais badalado na época: o carnavalesco Paulo Barros. Além disso, trouxe os coreógrafos Jorge Teixeira e Saulo Finelon, responsáveis pela comissão de frente da Grande Rio no ano anterior, para comandar o quesito. O enredo escolhido na ocasião foi o fim do mundo, uma proposta autoral de Paulo Barros, baseada em uma música de Paulinho Moska e Billy Brandão. Apesar dos esforços, o investimento feito não se concretizou na Avenida e a escola ficou na modesta sétima colocação, amargando mais um ano fora do desfile das campeãs.

mocidade2017 3
Jorge Teixeira e Saulo Finelon foram os responsáveis pela comissão de frente. Fotos: Henrique Matos/Liesa

Para 2016, já sem Paulo Barros, a escola recontratou o carnavalesco Alexandre Louzada, que já tinha tido uma passagem pela agremiação em 2012 e 2013. Houve também a contratação de outro artista, que vinha despontando com trabalhos na Unidos de Padre Miguel pela Série A: Edson Pereira. A dupla formada foi a responsável por desenvolver o enredo sobre Dom Quixote, que mesclava um passeio pelas principais obras da literatura brasileira com críticas ao cenário político e social do país. No entanto, por mais um ano, a Mocidade enfrentou problemas nos bastidores e na pista, terminando em um incomodo décimo lugar.

A parceria entre Edson e Louzada teve vida curta e, já para 2017, o segundo carnavalesco seguiu sozinho na escola. E depois dos fracassos anteriores, a agremiação resolveu arriscar a sorte em uma homenagem ao Marrocos, visando obter algum tipo de patrocínio. Em um primeiro momento, a ideia desagradou a comunidade e recebeu diversas críticas. Porém, o olhar lúdico dado por Alexandre Louzada ao enredo e o samba escolhido para o desfile serviram como o começo de uma virada na história independente, que culminaria na apresentação surpreendente daquele ano.

O desfile

A apresentação arrebatadora da Mocidade Independente começou justamente na comissão de frente, assinada pelos coreógrafos Jorge Teixeira e Saulo Finelon, intitulada “Teatro de Ilusões”. A ideia era de brincar com o universo mágico e os personagens relacionados aos contos das Mil e Uma Noites. De beduínos a odaliscas, a comissão reunia um total de 23 integrantes, oito a mais do que o limite máximo de 15 aparentes permitido pelo regulamento vigente à época. No entanto, tudo não passava de um truque de ilusão, conforme brincava o título da apresentação. Os beduínos se tratavam de bonecos, que eram controlados pelas odaliscas, que “magicamente” surgiam de dentro dos cestos que eles carregavam. Porém, este não era o único e nem o principal truque.

mocidade2017 4

O grande ápice acontecia no momento em que o bailarino representando Aladim saia de dentro do elemento cenográfico em formato de tenda, que acompanhava a comissão de frente, em cima de um “tapete mágico”, com o qual passeava pelo chão da Marquês de Sapucaí. Em seguida, ele retornava para dentro da tenda e depois de alguns segundos um aeromodelo, simulando o Aladim no tapete, saia sobrevoando a pista e as arquibancadas. O cuidado com os detalhes e as proporções criava a ilusão para o público presente na Avenida, pelo menos por uns instantes, de que realmente o componente estava voando. Uma cena que gerou um verdadeiro êxtase na plateia, com direito a muitos gritos e aplausos. Algo que não era visto desde a comissão de frente do desfile “É segredo”, da Unidos da Tijuca, em 2010.

“Este carnaval se resume em uma explosão de emoções. Apostar no que você acredita e ver tudo dando certo, o sentimento de dever cumprido em uma festa que mexe com o coração de muitos torcedores… Quando o Aladim fez seu primeiro voo no setor 1 foi o ápice que não vou esquecer nunca. Vou levar para o resto da minha vida! Essa comissão teve um papel muito importante na nossa carreira. Seremos lembrados para sempre como os pais do Aladim”, relatou o coreógrafo Saulo Finelon, um dos responsáveis pela comissão de 2017, em conversa com o site CARNAVALESCO.

mocidade2017 2

Após a comissão levar o público ao delírio, chegava a vez de Diogo Jesus e Cristiane Caldas, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade, se apresentarem. Tratava-se do segundo ano da dupla junta defendendo o pavilhão principal da Verde e Branca de Padre Miguel. Já com um maior entrosamento em relação a estreia, os dois realizaram uma apresentação segura e sem falhas, com um figurino luxuoso, todo nas cores da escola. A fantasia da porta-bandeira trazia ainda um certo toque de ousadia ao abrir mão do uso do costeiro.

Depois do casal, o desfile tinha sequência com uma primeira ala, representando guerreiros marroquinos nas cores do país homenageado, até a chegada do imponente carro abre-alas, denominado “Bem vindos ao Reino Encantado do Marrocos”. Na frente da alegoria, nove pequenos tripés acoplados simbolizavam uma caravana de camelos, todos dourados e com movimentos. No chassi principal, uma reprodução de um monumento erguido ao rei Mohamed V, na cidade de Rabat, capital do Marrocos. Um carro que impressionava, mais do que pelo luxo ou pelo tamanho, pela beleza do conjunto.

Ainda no começo do desfile, outro momento de deleite visual ocorria durante a passagem da tradicional ala de baianas da Mocidade Independente, comandadas por Tia Nilda, que na ocasião vinham trajadas como vendedoras de chá de hortelã. A fantasia das senhoras de Padre Miguel era toda em tons de verde, mesclado com preto e detalhes em prata, e tinha direito a plumas na cabeça e no costeiro. Um detalhe interessante é que elas borrifavam uma fragrância sobre o público, enquanto evoluíam pela Sapucaí.

mocidade2017 1

Na sequência da apresentação, a segunda alegoria do desfile, que tinha como nome “Nos Mercados do Marrocos, Meu Ouvido é de Mercador, retratava o comércio do país africano e toda sua gama de produtos. Em alusão ao verso do samba-enredo que dizia “É o Saara de lá com o Saara de cá”, que por sua vez fazia uma brincadeira com o deserto marroquino e a região de comércio popular no centro do Rio, havia ainda um paralelo da relação Brasil – Marrocos, com o encontro das duas nações. Vale destacar, neste carro, o esmero nas esculturas e o belo trabalho de iluminação.

E assim como na segunda alegoria, há de se elogiar o trabalho luminotécnico realizado no terceiro carro, intitulado de “Abre-te, Sésamo, que o Samba Ordenou: As Riquezas do Solo Marroquino”. Todo em dourado, o carro fazia referências a história de Ali Babá e os 40 ladrões, tendo cavernas nas laterais representando os esconderijos em que os bandidos escondiam os frutos dos roubos. Uma curiosidade é que a escultura central, que representava Ali Babá, ganhou o rosto do carnavalesco Alexandre Louzada em uma homenagem feita pela equipe do barracão da escola.

“O carnaval de 2017 tem um significado especial para a minha carreira por se consolidar como o resgate da auto estima da Mocidade Independente, dessa torcida apaixonada que voltou a sorrir orgulhosa depois de um jejum de muitos anos desde a era Renato Lage. É importante pra mim também por ter sido um trabalho fruto de muita luta e dificuldades, superadas com um trabalho artesanal e criatividade, já que os recursos eram bem pequenos. Ao contrário do que muitos pensam, não houve patrocínio do Marrocos, pelo menos não que eu saiba, e também por reunir grandes profissionais”, afirmou Alexandre Louzada ao site CARNAVALESCO.

No setor seguinte, que abordava as riquezas e os mistérios do oceano que banha o Marrocos, o destaque fica para a bateria Não Existe Mais Quente. Os ritmistas comandados por Mestre Dudu vieram com a fantasia “Quem Dera Eu Fosse Simbad, Aventureiro, Marujo dos Sonhos”, um traje leve, que permitia uma boa evolução e não atrapalhava a execução dos motivos. Em relação ao ritmo, a bateria soube conduzir de forma segura o samba-enredo melódico, com direito a algumas bossas e até a coreografia.

Ainda nesta parte musical, também há de se destacar o trabalho da harmonia e da boa interação dos ritmistas com o carro de som liderado por Wander Pires, retornando para sua quinta passagem pela Estrela Guia de Padre Miguel. Aliás, o intérprete, que é cria da Mocidade, deu um verdadeiro show no microfone oficial em uma performance praticamente irretocável. Destaque também para o trabalho competente da direção de carnaval, comandada por Marquinho Marino, que devolveu para Padre Miguel a organização de desfile e uma defesa forte de todos os quesitos.

E muito deste bom desempenho de bateria e carro de som ocorreu graças a qualidade acima da média da obra composta por Altay Veloso, Paulo César Feital, Zé Glória, J. Giovanni, Dadinho, Zé Paulo Sierra, Gustavo, Fábio Borges, André Baiacú e Thiago Meiners. O samba-enredo não só era um dos melhores da safra de 2017 como também configura entre os melhores da última década. Além disso, o samba tocava no fundo do coração do componente e do torcedor independente ao exclamar, no final do refrão principal, o verso “Sonha Mocidade”. Um sonho, que diante daquela apresentação, era cada vez mais real.

“O samba de 2017 é uma coisa muito especial. Altay Veloso e eu sentamos para fazer esse samba, sabíamos que ia sair uma coisa bonita, mas dentro de uma escola onde a gente nunca havia participado de nada, como era a Mocidade, achei que íamos chegar como uma dupla estranha. Mas, para minha surpresa, o samba pegou dentro da quadra. Ele foi muito bem aceito e aquilo me motivou absurdamente. Era uma trilha nova, até porque o samba-enredo para mim era muito recente, porém comecei a sentir que aquela linha melódica estava entrando nos corações das pessoas. E o curioso é que esse samba foi feito muito rápido, em mais ou menos uma hora ele já estava pronto. Acho que o legado que este samba deixa é o de resgatar as células dos sambas antigos, de beleza, de apaixonamento, de emoção. Nós voltamos a imprimir em um samba-enredo a matriz dele”, disse o compositor Paulo César Feital para o site CARNAVALESCO.

A identificação do componente com a letra se refletiu no canto da escola, que entoou o samba-enredo do início ao fim. Até mesmo no quesito evolução isso se refletiu, com uma apresentação sem correrias ou sobressaltos, com o desfilante solto e animado.

“Minha memória mais marcante deste desfile foi quando eu vi, logo no início, o povo nas arquibancadas cantando o refrão do samba. Aquilo, para mim, estrondou no meu coração de tal forma como se Deus estivesse dentro de mim, e Ele está realmente, e naquele momento ele fosse um Rei Momo interno. Uma emoção, assim, maravilhosa”, contou Feital.

Fechando o setor sobre o oceano, a quarta alegoria, chamada de “Contos de Areia e Mar – Mil e uma Aventuras na Lendária Costa Marroquina”, trazia figuras reais que habitam a profundeza das águas, como os cavalos-marinhos, até aquelas do imaginário popular, como as sereias. A alegoria mesclava o colorido dos corais com um predomínio do verde e do azul, dando um belo efeito visual. Outro fator interessante era que, ao ser vista de cima, era possível ver a forma de um grande cavalo-marinho de 35 metros de comprimento.

No entanto, apesar da beleza, a quarta alegoria foi uma das mais problemáticas do desfile. Em diversos momentos da passagem pela Sapucaí, ela apresentou dificuldades de locomoção e chegou a encostar nas laterais da pista. Já no final do Sambódromo, um queijo que trazia uma destaque descolou e caiu. Apesar da queda, a componente não se feriu e deixou a Avenida normalmente. E como a estrutura que quebrou estava do lado oposto ao da última cabine de jurado, o incidente não iria acarretar na perda de pontos para escola.

Em seguida, ao falar da educação, o penúltimo setor do desfile era encerrado com uma alegoria que retratava a primeira universidade do mundo. Intitulada de “Oásis do Saber: Candeia da Humanidade”, ela era toda em branco e mudava de cor conforme a luz. Nela, havia ainda a presença da velha guarda da Mocidade Independente, em uma posição de destaque, em uma justa homenagem aos grandes guardiões do conhecimento e da história da escola.

A integração entre Marrocos e Brasil através do carnaval e da Mocidade era o tema do último setor. O carro que fechava a apresentação, denominado “Miragem Carnavalesca: Das Praças do Marrocos à Praça da Apoteose”, mostrava figuras clássicas da folia, como pierrô e colombina, mas tinha como grande destaque o símbolo maior da agremiação: o escudo, com a estrela-guia, todo em néon verde. Um grande desfecho, para um desfile emocionante, de uma escola que se reencontrava, após longos anos de crises e insucessos.

Apuração

Ao término dos desfiles, a sensação era de que a Mocidade Independente finalmente conseguiria retornar ao Desfile das Campeãs, depois de 14 anos longe. Os erros cometidos por escolas consideradas como favoritas ao título, como a atual campeã na época Mangueira, davam ainda uma esperança de algo a mais para escola. Na quarta-feira de cinzas, o que se viu foi uma disputa acirrada pelo caneco e uma liderança, de certa forma, surpreendente da Mocidade até o último quesito lido: Enredo. Após receber duas notas 9,9 em sequência, a Verde e Branca de Padre Miguel viu o campeonato escapar e ir para Portela, que voltava a vencer após 33 anos de jejum. Já a Estrela-Guia ficou com o vice-campeonato, que foi celebrado tanto quanto uma vitória.

Encerrada a apuração, a classificação final do carnaval 2017 do Grupo Especial teve a Portela em primeiro lugar com 269,9 pontos, apenas um décimo à frente da Mocidade Independente de Padre Miguel, que fechou com 269,8 pontos. A diferença mínima, décimo a décimo, também pode ser vista nas posições seguintes. Enquanto o Acadêmicos do Salgueiro concluiu com 269,7 pontos na terceira colocação, a Estação Primeira de Mangueira terminou em quarto com um total de 269,6. As duas últimas vagas no sábados das campeãs ficaram com a Acadêmicos do Grande Rio e com a Beija-Flor de Nilópolis, que mesmo em sexto lugar concluiu com somente 0,7 abaixo da Portela.

Na sequência da classificação, a Imperatriz Leopoldinense, a União da Ilha do Governador, a São Clemente e a Unidos de Vila Isabel ficaram no meio de tabela. Já as duas agremiações que enfrentaram graves acidentes durante os seus desfiles, a Unidos da Tijuca e a Paraíso do Tuiuti, ficaram na penúltima e última posição respectivamente. Todavia, ambas não correram risco de rebaixamento. A Liesa, liga responsável pelo Grupo Especial do Rio, decidiu cancelar o descenso para Série A naquele ano em uma plenária de emergência, realizada momentos antes da leitura das notas. Na reunião, também ficou decidido que, para compensar, duas escolas seriam rebaixadas no ano seguinte, o que acabou não ocorrendo.

Erro de jurado e divisão do título

Mas as surpresas e reviravoltas com o resultado não pararam por aí. Vinte dias depois da apuração, a Liesa divulgou as justificativas das notas dos jurados e um erro foi constatado no julgamento de Valmir Aleixo, do quesito Enredo. O jurado em questão descontou um décimo da Mocidade devido a falta de um destaque que considerava importante para a apresentação do enredo na Avenida. O problema é que a interpretação de Aleixo se baseava em informações da primeira edição do livro Abre-Alas, roteiro das escolas que é fornecido pela liga aos julgadores. Na versão atualizada, não constava mais a presença do destaque, retirado do desfile da agremiação após a ida de Camila Silva para o posto de rainha de bateria.

“A questão do erro do jurado cria um precedente único, pois o julgador em questão havia ignorado a errata enviada em tempo permitido pelo regulamento onde constava a retirada da Camila Silva da posição de musa e a sua inclusão como rainha de bateria. Um deslize que poderia ter passado despercebido, mas que a Mocidade estava atenta. Porém, quero ressaltar a vitória partilhada com a Portela que também fez um belo desfile naquele ano”, declarou Alexandre Louzada ao site CARNAVALESCO sobre o episódio.

Para efeito de comparação, caso a Mocidade Independente não tivesse perdido a pontuação, a Verde e Branca de Padre Miguel seria a campeã de 2017, porque ficaria empatada com a Portela. O desempate, conforme foi anunciado no início da apuração, era o quesito Comissão de Frente, em que a Azul e Branca de Madureira perdeu um décimo e a Estrela-Guia alcançou os trinta pontos. Diante disso, a Mocidade entrou com um recurso administrativo que solicitava a divisão de título. O pedido foi julgado em um plenária realizada no dia 05 de abril de 2017, entre a diretoria da Liesa e os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial. Durante a votação, sete escolas de samba, incluindo a própria Mocidade, foram a favor da divisão do campeonato. Houve cinco abstenções, incluindo o Império Serrano que voltava à elite após vencer a Série A daquele ano. A única contrária à decisão foi a Portela.

Imperatriz Leopoldinense faz homenagem para Luizinho Drumond em sua bandeira

A Imperatriz Leopoldinense apresentou sua nova bandeira com uma homenagem ao seu patrono e presidente Luiz Pacheco Drumond. Foram adicionadas as letras LPD abaixo da estrela maior na bandeira, que simboliza o bairro de Ramos.

bandeira imperatriz

A presidente Cátia Drumond falou sobre a homenagem:

“Mais do que um marco no tempo, o 62° aniversário da Imperatriz Leopoldinense pontua uma nova era para nossa escola querida. Trata-se da primeira passagem após a partida de nosso eterno presidente Luiz Pacheco Drumond, a primeira vez em que celebrar, mais do que um ato festivo, se torna um auto de respeito e reverência. Por aqui, seguimos trabalhando forte, focados num grande desfile para o próximo festejo, buscando a superação, a transposição dos limites, na rumo ao nosso grande ideal.

Nesta data tão especial, apresentamos a todos os Gresilenses, à nossa comunidade, aos torcedores e ao mundo do samba, através do bailado de nosso 1° Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira Thiaguinho e Raphaela, a bandeira que brilhará em nosso próximo cortejo, ostentando suas formas e cores tradicionais, agora com o brilho e a força da assinatura de nosso eterno patrono, através das iniciais LPD.

Este é o presente da Imperatriz em honra e gratidão ao homem que tanto lutou para transformá-la na verdadeira realeza da folia. Um carinho à memória de nosso herói! Ao fundo, o altar de São Judas Tadeu – nosso santo padroeiro – emoldura este momento mágico para toda a nação leopoldinense; sagrando assim o nosso manto para uma nova caminhada, guardando o passado em nosso olhar para o futuro, estabelecemos outra vez a conexão divina entre o céu e a terra, entre quem vive para perpetuar o legado passado pelas gerações e as lembranças daqueles que tanto amaram o carnaval.

Dizem os mais antigos, que quando um casal ergue seu pavilhão e dança em profunda harmonia, a energia viva do nosso chão vibra através do passo riscado dos pés e se eleva ao firmamento no giro bravio da bandeira, iluminando a morada dos sambistas que cumpriram sua jornada. Que esta dança, neste dia, nesta intenção, seja o prenúncio da eternidade de nossa querida agremiação, um gesto de carinho e inspiração, para que se cumpra a ciranda dos herdeiros, no terno semear da continuidade de nossa cultura e de nossa identidade gloriosa”.

Cláudio Vieira: ‘Não era o pintor’

0

Como fazia habitualmente, Dona Neuma Gonçalves almoçou bem, tomou as suas braminhas e foi tirar uma  soneca no sofá da sala, onde a porta estava sempre aberta. A casa da filha de Seu Saturnino – um dos fundadores da Verde e Rosa – tinha uma frequência somente comparável à da própria quadra da Estação Primeira, ali ao lado.

Naquela tarde, Dona Neuma foi acordada com alguém batendo no portal, chamando. Sobressaltada, deu um pulo do sofá, procurando os óculos. Enxergou apenas o vulto de um homem, que dizia, timidamente:

08mar neuma2

– Dona Neuma, sou eu, o Nenê.

Dona Neuma nem percebeu que o escurinho usava chapéu, um terno bem-ajambrado e fazia mesuras, saudando uma das mais importantes figuras da Corte Verde-e-Rosa. Reagiu, contrariada:

– Que pintor?! Eu não chamei pintor nenhum. Pintei minha casa outro dia. Vocês estão pensando o quê? Que eu sou milionária?

O sujeito ficou mais encabulado ainda. Resolveu se aproximar e se identificou:

– Não sou pintor, Dona Neuma. Sou o Nenê, o Nenê da Vila Matilde.

Era o fundador da afilhada paulistana, que vinha pedir permissão para homenagear a Mangueira no enredo daquele ano.

Viradouro estreia reality com aderecistas do Grupo Especial

A Viradouro estreia nesta terça, às 19h, o primeiro reality show do Carnaval carioca. “O Aderecista”, que será exibido pelas redes sociais da escola (Facebook e Youtube), é uma competição entre profissionais das escolas de samba do Grupo Especial, com o objetivo de valorizar e dar visibilidade aos artesãos da festa.

aderecistaAlém de troféu, o vencedor ganha um aparelho de TV em LED e os demais concorrentes, fornos micro-ondas. Na primeira edição, participam profissionais da Portela, Mocidade e Viradouro. Cada agremiação indicou um aderecista e um assistente. Representando a Portela, estarão Vera Galvão e Deborah Portela; pela Mocidade, os indicados foram Guilherme Ferreira e Kaleb Lopes. A terceira dupla do programa de estreia é formada por Biano Ferraro e Wladimir Viana, da Unidos do Viradouro.

Os jurados da disputa são os carnavalescos Alexandre Louzada, da Beija-Flor, Edson Pereira, da Vila Isabel, e o ator Aílton Graça, torcedor do Salgueiro e da Mangueira. A jornalista Alice Fernandes é a apresentadora da atração, que tem ainda as participações de Tarcisio Zanon e Marcus Ferreira, carnavalescos da escola de Niterói, orientando os competidores.

“O Aderecista” é um projeto da Muitamídia, que vai produzir outros modelos inéditos de reality para a Viradouro – última campeã da Sapucaí, em 2020 -, também enaltecendo profissionais que têm pouco destaque e que são fundamentais para a realização dos espetáculos que encantam o público no Sambódromo carioca.

Em recuperação médica, Quinho vê live do Salgueiro e agradece apoio da direção

0

Um espectador ilustre acompanhou a live do Salgueiro, na noite de sexta-feira, em comemoração aos 68 anos da escola. O intérprete Quinho, ausente por estar se recuperando de uma cirurgia, após ser diagnosticado com uma infecção urinária, assistiu todo o show salgueirense, a homenagem feita pelo companheiro de carro de som, Emerson Dias, e, disse ao site CARNAVALESCO que ganhou estímulo para uma recuperação rápida da cirurgia.

Em recuperação médica, Quinho vê live do Salgueiro e agradece apoio da direção

“Eu sou muito emotivo. Essa live foi um bálsamo de felicidade e tenho certeza que já me deu um ânimo na minha recuperação. Sempre fui muito relapso ao cuidar da minha saúde. Achava que tudo externamente estava bom. Internamente, eu percebi que não estava. Tive essa infecção urinária e comecei um tratamento urgente”, explicou o cantor.

Quinho ressaltou o apoio do presidente do Salgueiro, André Vaz, e, mais uma vez, falou do amor que tem pela Academia do Samba.

“Desde o primeiro momento, o presidente André Vaz não mediu esforços e me ajudou de todas as formas para que eu tivesse um tratamento de qualidade. O Salgueiro é a minha vida, o meu amor e a minha paixão. Assim que eu receber alta, quero poder sentar na quadra da minha escola e pensar em tudo até os dias de hoje”, disse o intérprete salgueirense.

Carnavalesco Eduardo Gonçalves retorna à Lins Imperial para o Carnaval 2022

A Lins Imperial anunciou que a dupla de carnavalescos Eduardo Gonçalves e Raí Menezes será a nova responsável pelo desenvolvimento do enredo que a verde rosa levará para a Marquês de Sapucaí, no retorno da agremiação à Série Ouro da Lierj.

Carnavalesco Eduardo Gonçalves retorna à Lins Imperial para o Carnaval 2022

Conhecido da agremiação desde 2005 quando entrou na escola como carnavalesco, permanecendo até 2008, Eduardo Gonçalves à convite do presidente Flavio Mello retornou à agremiação para o Carnaval 2021 como diretor de arte e cultural, e foi promovido à carnavalesco para o Carnaval 2022, quando a agremiação do Lins desenvolverá o enredo em homenagem ao Antônio Carlos, o popular e inesquecível Mussum.

“A palavra carnavalesco para mim hoje é só mais um conceito. Pertencer a um projeto tão importante quanto essa homenagem da Lins Imperial ao Antonio Carlos Bernardes Gomes, o saudoso Mussum, é de um prazer imenso. De certa forma, eu já estava dentro dele como diretor de arte, desde o seu momento mais embrionário. Mas, voltar a assinar carnaval na verde e rosa do Complexo do Lins veio como uma surpresa, e me sinto honrado pelo convite e confiança, potencializando a responsabilidade para fazermos um carnaval diferenciado. A escola me acolheu em quatro grandes projetos, inclusive o campeão da Série B de 2007, a reedição do enredo “Chico Mendes o arauto da natureza.” São mais de 30 anos de carnaval, 28 trabalhos assinados, todos nos grupos de acesso, 5 campeonatos e só tenho orgulho de todos eles. É gratificante voltar a trabalhar com carnaval, ainda mais com pessoas as quais pude estabelecer trocas profissionais maravilhosas em outro anos, como o carnavalesco Raí Menezes, o diretor de carnaval, Maurício Dias, e o próprio presidente, Flavio Mello. É só felicidadis!”, comemora Edu Gonçalves.

Responsável pelo ateliê de roupas estratégicas da Lins Imperial há 6 anos, o estilista Raí Menezes assinará pela primeira vez um carnaval na Marquês de Sapucaí. Raí que trabalha há 31 anos no carnaval, estreou na Lins Imperial no último carnaval, já se tornando campeão em seu primeiro ano. Uma aposta alta da verde e rosa do Lins.

Cláudio Vieira: ‘O preço de uma sociedade’

0

Natal voltava das compras com uma de suas amigas. O carro estava abarrotado de sacolas de supermercado, que foram descarregadas na calçada.

Foi quando o motorista do presidente da Portela percebeu que o marido daquela tal criatura estava plantado na porta do prédio, braços cruzados, soltando fumaça pelas narinas.

Preocupado, cochichou com Natal:

– Chefe, o homem está aí na porta…

05mar Natal2

Natal não se fez de rogado. Desceu do velho Ford e foi logo dizendo para o marido da tal criatura:

– Escuta aqui… Você vai ficar aí olhando ou vem ajudar a carregar as compras?

Após prova de conhecimento, Waleska Gomes assume a primeira posição no Carnaval Wall

0

A disputa está ficando acirrada no Carnaval Wall. A prova desta semana foi de conhecimento e contou com a participação de Gisele Alves, a Passista do Milênio. A beldade contou um pouquinho da sua trajetória e, ao final, os participantes tiveram que responder questões ligadas a história da sambista. Waleska Gomes levou a melhor e assumiu a ponta com 280 Confetes.

Os confinados ficaram encantados com a visita da Passista do Milênio que tem 51 anos de vida e 31 de Avenida. O bate-papo que parecia despretensioso, na verdade era uma prova! Os participantes tiveram que acertar as perguntas feita pela nossa apresentadora, Mari Rodrigues. Cada pergunta possuía três opções de resposta e eles deveriam levantar a plaquinha com a letra correspondente. Com esta prova, Waleska alcançou o primeiro lugar com 280 pontos. Oito participantes estão empatados com 240 pontos são eles Rhuanan, Jhonatan, Bruna Negreska, Robério Theodoro, Sérgio Cordeiro, Daniel Oliveira, Isadora Salles e Rodolfo Massera. Em seguida temos Flávia Felix com 200 e João Arruda e Kaka Morenah empatados com 160.

Não conseguiu assistir o sexto episódio? Veja abaixo:

Produção disponibiliza sirene na casa do Carnaval Wall

Depois de um dia de prova a casa do Carnaval Wall amanheceu com uma sirene. A produção disponibilizou um alarme fornecido por um dos parceiros do programa que servirá como uma espécie de ajuda. Quem precisar conversar, reclamar, desabafar, vai poder tocar a sirene e ir para um lugar reservado encontrar com Mari Rodrigues. Jhonatan já estreou o apoio! Ele foi desabafar sobre a treta que rolou na primeira festa e confessou, se pudesse, eliminaria Flávia Félix. Os confinados não sabem disso.

Enquanto alguns sambistas curtiam o dia de sol na piscina, Jhonathan decidiu tocar o alarme. Ele foi para a suíte da apresentadora, Mari Rodrigues e desabafou sobre o desentendimento entre Flávia Félix e Waleska Gomes.

“Teve uma briga entre duas personalidades do carnaval, só que foi uma briga desnecessária e isso deixou a casa dividida. Sou amigo de todo mundo aqui não tenho problema com ninguém, conheço todo mundo, alguns, claro, tenho mais afinidade. Me envolvi com o intuito de separar. As duas são minhas amigas, mas Waleska conheço há mais tempo. A casa amanheceu dividida”, contou Jhonatan para Mari.

Mari acalmou o participante e perguntou caso ele tivesse o poder de eliminar uma das duas do jogo, quem ele escolheria. O confinado disse que tiraria Flávia Felix. Ao final da conversa, a apresentadora informou que Jhonatan não pode contar aos outros participantes que esteve com ela, caso isso aconteça, será automaticamente eliminado.

Veja abaixo o episódio 7:

Presidente da Mangueira confiante no apoio da Prefeitura do Rio para o Carnaval 2022

0

O presidente da Estação Primeira de Mangueira, Elias Riche, comemorou o encontro com o prefeito Eduardo Paes e sinalizou que o carnaval do Rio de Janeiro pode ter dias melhores em um futuro próximo.

“A reunião foi muito boa, proveitosa e uma injeção de ânimo para todo mundo. O prefeito é uma pessoa que gosta de carnaval, tem olhar para cidade do Rio de Janeiro, e sabe da importância das escolas de samba”, explicou o presidente mangueirense ao site CARNAVALESCO.

elias

Segundo Elias, o contrato entre a Prefeitura do Rio e as escolas do Grupo Especial está previsto para ser assinado entre março e abril.

“A prefeitura vai assinar o contrato do Carnaval 2022 com todas escolas e tentar antecipar os recursos para começarmos os trabalhos. São muitas pessoas que estão passando muita necessidade, ele (Paes) está preocupado com isso, e temos certeza que as coisas vão melhorar. Entre março e abril, vamos poder dar empregos para todas pessoas do carnaval”.

‘Palco Portela: Sons de Nossos Terreiros’ é o segundo episódio da série ‘#Tbt Portela TV’

0

A Portela apresenta nesta quinta-feira, mais um episódio do “#Tbt Portela TV”, em seu canal, no YouTube. O programa dessa semana, “Palco Portela: Sons de Nossos Terreiros”, traz de volta um momento importante que vivemos em 2020.

O Palco Portela foi a live que marcou o reencontro da escola com sua torcida e seus artistas, quando a pandemia já nos obrigava a ficar em casa em quarentena e em alguns casos, em lockdown.

Na atração há uma homenagem especial ao nosso querido Dinho Santiago, que tocou nesse dia, mas que hoje toca o seu tantam junto a tantos outros baluartes em outra dimensão! O clima de nostalgia e uma grande vontade de estarmos todos reunidos foram traduzidos em mais de quatro horas de uma viagem fascinante pelo mundo portelense.

No recorte que apresentamos nesta quinta-feira, trazemos sambas de fundadores como Paulo da Portela e Antonio Caetano, assim também como do nosso querido Mestre Monarco, que traduzem em música e melodia o jeito de viver dos antigos terreiros de Osvaldo Cruz, Madureira, Bento Ribeiro e muitos outros bairros no entorno da Portela.

Veja abaixo o programa: