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Em novo local, Porto da Pedra volta à rua e mostra a força de seu samba e bateria para o carnaval de 2022

Por Gabriel Gomes e Isabelly Luz

Em um novo lugar, agora no Centro da cidade de São Gonçalo, a Porto da Pedra realizou, na noite do último sábado (26), seu primeiro ensaio de rua para o carnaval de 2022. Embalado pela força de seu samba, um dos mais elogiados no pré-carnaval, com a presença e o canto da comunidade, o alto desempenho da bateria, comandada por mestre Pablo e a força do carro de som comandado por Pitty di Menezes, o tigre avassalador de São Gonçalo retomou com firmeza sua volta às ruas e prometendo briga pelo título.O primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, Rodrigo França e Cintya Santos, também foi destaque da noite.

“A importância do ensaio de rua é para trazer a comunidade, mostrar a nossa escola pro público do município e fazer um belo treinamento para a Sapucaí. Podem esperar uma escola que vai brigar pelo título”, disse Aluísio Mendonça, da direção de carnaval.

Com a já citada força do samba e do carro de som, o canto de escola se mostrou bastante forte ao longo do ensaio, em que pese algumas alas com componentes ainda sem decorar toda letra do samba. As alas “Passarão” e “Amigos do Tigre” se destacaram positivamente em relação ao canto, com componentes animados e cantando forte. A comunidade do Porto da Pedra leva a fama de ser muito fiel não é à toa.

Rumo ao quarto carnaval pela Vermelha e Branca de São Gonçalo, Rodrigo França e Cintya Santos, o primeiro casal da escola, provaram, mais uma vez, que estão dentre os melhores da Série Ouro. Com uma roupa no vermelho da escola e detalhes em branco e prata e sua tradicional “dança solta”, o casal brindou o público com uma bela apresentação na principal avenida gonçalense.

Um dos mais elogiados durante o longo pré-carnaval de 2022, o samba da Porto da Pedra, assinado por Obá Adriano Abiodun, Guga Martins e Cia, mostrou toda sua força no ensaio de rua da escola. Além da bela obra, o ensaio também contou com um show à parte do intérprete Pitty di Menezes, que foi um dos destaques da noite, demonstrando todo seu entrosamento com a bateria e embalando a comunidade gonçalense. O refrão principal, com o ápice no trecho “No toque do aguerê, chamei o povo”, foi a parte mais cantada pelos componentes da escola e pelo público presente.

“É um ano de celebrar, momento de celebração, a gente sai da Covid-19 para poder voltar a ensaiar nas ruas de São Gonçalo, nosso município e a comunidade nos recebe com esse abraço calorento. São Gonçalo é amor, fraternidade, amizade e, embora seja grande, todo mundo se conhece. Então, se Deus quiser, com essa garra, com essa união, nós vamos em busca do nosso campeonato e, hoje, é o pontapé inicial de tudo. Eu não tenho palavras para esse samba, ele me arrepia só de falar e a comunidade e o povo do samba receberam com muita aceitação. A comunidade está cantando muito, o povo do samba está cantando muito, então, eu não preciso fazer muito esforço, é só cantar que o resto, a comunidade faz”, disse o intérprete.

A bateria “Ritmo Feroz”, comandada mais um ano por mestre Pablo, foi outro destaque do ensaio de rua do Tigre de São Gonçalo. Em sua apresentação, a bateria apresentou uma bossa na final da passada do samba, antes da subida pro refrão principal, no trecho “Roda yabá é ginga!/Canta pra firmar curimba”. A rainha da bateria, Tati Minerato, também esteve presente no ensaio, com uma roupa em dourado e foi muito tietada pelo público.

“A comunidade está em peso, a escola veio forte, com garra, as garras do tigre, que é o símbolo da escola, e rumo ao campeonato. Eu acho que a Porto da Pedra já está 100% pronta para desfilar na avenida. Mas é sempre bom ensaiar pra dar um condicionamento, porque 100% pra gente não é o suficiente, a gente quer 1000% pra entrar naquela avenida e dar o nosso máximo para trazer o caneco para São Gonçalo. É muito legal ensaiar a céu aberto. A gente acaba tendo noção de como fazer o recuo, a saída do recuo. É diferente do ensaio parado da quadra, onde só a comunidade fica rodando enquanto a bateria ali fica parada”, comentou mestre Pablo.

A evolução foi contagiada pelo samba e pela empolgação do intérprete Pitty de Menezes e seu carro. Soltos e leves, os componentes da Unidos do Porto da Pedra desfilaram de maneira muito coesa e animada pela rua gonçalense. A ala de passistas do Tigre, com uma roupa vermelha e muito samba no pé, e a ala das baianas, numa tradicional roupa branca, foram umas das mais animadas da noite. Foi aparente o esforço em realizar um ensaio altamente técnico e digno para todos ali presentes. Podendo ajustar um errinho aqui e outro lá, a Porto da Pedra prometeu usufruir ao máximo de seus ensaios de rua para o ensaio na Sapucaí e consequentemente desfilar sem erros no dia principal.

A Unidos do Porto da Pedra será a quarta escola a desfilar na primeira noite de desfiles da Série Ouro, com o enredo “O Caçador que traz alegrias”, desenvolvido pela carnavalesca Annik Salmon, em seu segundo carnaval pela escola.

Leonardo Antan: ‘Linguagem de carnaval: como os quesitos de um desfile se relacionam’

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Enredo, alegoria e fantasias. Você sabe como esses quesitos se relacionam e podem ser analisados num desfile de escola de samba? Entender que os desfiles são formados por uma “linguagem carnavalesca” é fundamental.

arte curso

Um desfile de escola de samba tem uma linguagem, uma gramática visual estabelecida no imaginário comum. Há uma série de signos e símbolos que já são fundamentais na construção de um cortejo. São elementos desde os mais simbólicos, como a ala de baianas, passistas e a velha guarda, que reafirmam a ancestralidade do samba e se constituem como personagens da festa, até os quesitos julgados pelos jurados, como bateria, comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira. Uma escola de samba se torna uma não só por cruzar o sambódromo nos dias de carnaval, mas por reunir esses signos.

Ao analisar um desfile, é preciso entender o uso desses elementos e suas funções técnicas e narrativas. Central na experiência humana de modo geral, a narrativa também assume protagonismo em um desfile de escola de samba. Há uma história a ser contada, e para isso são usados alas, alegorias, grupos coreográficos, além de aspectos não visuais, como o samba-enredo e as bossas de uma bateria. Tudo isso é enredo. Da dança do passista até o toque para um orixá, na maioria das vezes, essas tramas se sobrepõem, criando ambiguidades e contradições.

Assim, como um diretor cinematográfico dispõe de elementos para compor sua obra, da composição de planos aos elementos da cena, constituindo assim uma chamada “linguagem cinematográfica”, sistematizada e estuda por diversos pesquisadores na área, parece-me evidente que as escolas de samba dispõem de uma “linguagem carnavalesca”. Esta, ainda pouco sistematiza e estudada em pesquisas sobre as artes.

Muito se debate sobre a rigidez que o julgamento submete as escolas de samba, carnavalescos como Leandro Vieira e Jack Vasconcelos já declaram que preferiam um formato de cortejo mais solto e que permitisse diferentes usos de elementos dessa linguagem carnavalesca.

Por exemplo, desde os anos 2000, quase todas as agremiações tem o mesmo tipo de organização: um cabeça com Comissão de Frente, seguida por casal de mestre-sala e porta-bandeira, abre-alas, um conjunto de quatro a seis alas e mais uma alegoria e assim sucessivamente. E se os artistas do visual pudessem brincar com essa estruturar? Imaginar dezenas de alegorias e tripés pequenos, inverter posição de alas e alegorias, isso daria uma diversidade muito maior ao espetáculo.

Mas e os jurados? Como entenderiam isso? É claro que o julgamento é um elemento preponderante para as escolas de samba desde 1930. A competição e o desejo do pódio é algo que faz as agremiações seguirem tendências que são balizadas pelo júri e levam o caneco, explicando assim porque certos artistas e estilos não conseguiram mais fôlego. Para uma liberdade maior na “linguagem carnavalesca”, seria necessário um júri mais aberto e bem formado, que entendesse que não importa se escola levou alegoria mais luxuosa ou maior, mas se outra apostou em carros pequenos e baixos que servem ao enredo também são dignos de nota máxima.

Entender um desfile de escola de samba passa por muitas complexidades e é sobre isso que vou falar no meu novo curso. Quer saber como analisar os elementos de um desfile?

A partir do dia 09 de maio, vou oferecer o curso “Arte+carnaval: o visual como quesito” irá se debruçar no estudo desses elementos clássicos do carnaval brasileiro: enredo, alegorias e fantasias. Irei analisar junto com a turma grandes desfiles e o estilo de vários carnavalescos em alas participativas e dinâmicas.

O curso irá discutir elementos narrativos e visuais dos desfiles, propondo ao final um exercício de análise para os participantes. Os encontros partirão de investigar o carnaval como linguagem artística e seu contato com outras formas de artes institucionais, investigando a formação artística e conceitual de um desfile. Ao final dos 3 encontros, será proposto aos alunos um exercício de análise dos cortejos baseados no conteúdo das aulas. O exercício não será obrigatório. Mas será realizado um último encontro híbrido (presencial e online) na Casa da Escada Colorida para um debate e conversa sobre o exercício. As aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para os alunos.

Encontros totalmente online, com aulas gravadas e disponíveis para assistir depois.

Calendário de encontros:
Encontro 1 – Enredo do meu samba (Dia 09/05 – 19h)
Encontro 2 – Fantasias já usadas na Avenida (Dia 11/05 – 19h)
Encontro 3 – Super Alegorias (Dia 16/05 – 19h)
Encontro 4 – Conversa sobre o exercício proposto (presencial e online) (Dia 21/05 – 14h)

Inscrições pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/laboratorio-arte-carnaval-o-visual-como-quesito/1496491

Instituto do Samba lança série ‘Samba comentado’ do Grupo Especial do Rio

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O Instituto do Samba, em parceria com os “Doentes da Sapucaí”, está lançando a série “Samba Comentado”, que pretende explicar o que está por trás das 12 letras dos sambas das escolas de samba do Grupo Especial para o carnaval de 2022. Explicados em formato de vídeo, mostrando de forma ilustrada e dinâmica toda a história, o projeto visar mostrar as curiosidades e as mensagens que estão por trás de cada letra. Ao todo, serão 12 vídeos, um para cada escola de samba do Grupo Especial do RJ de 2022. Cada vídeo tem duração média de 10 minutos e utiliza imagens, vídeos, entrevistas com os compositores, animações e muita pesquisa para ilustrar de maneira didática e dinâmica o significado de cada trecho dos sambas. A apresentação do projeto coube à jornalista Aline Bordalo, pesquisas do jornalista e compositor Alexandre Araujo e direção, produção e edição de Mill Müller. As gravações e as entrevistas dos compositores foram realizadas no Baródromo (Tijuca, RJ) e no Assembleia Bar (Vila Mariana, SP).

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Rogério Portos, presidente do Doentes da Sapucaí, e um entusiasta do carnaval, falou sobre o projeto. “Quanto mais entendemos, mais gostamos de um samba. O samba-enredo é de fazer inveja a qualquer livro de história. Responda rápido: você sabe quem foi o 1º presidente do Brasil? A resposta está no samba da Imperatriz 1989, que dizia “Na noite quinze reluzente, com a bravura, finalmente, O marechal que proclamou foi presidente Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós! ”. Em 15 de novembro de 1989 o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a república e se tornou o 1º presidente do Brasil. Identificamos que a profundidade do conhecimento a respeito da história por trás da letra do samba está diretamente ligada ao quanto a pessoa gosta daquele samba. O Samba comentado quer colocar luz nos sambas de enredo para o público possa entender melhor a mensagem que está por trás das letras, e assim levar conhecimento ao público para aumentar seu interesse no samba e valorizar o rico conteúdo nele inserido”.

A exibição será feita pelo canal do Instituto do Samba no YouTube (www.youtube.com/institutodosamba). O lançamento será no dia 01 de abril e os 12 vídeos serão publicados diariamente, em sequência. Após o dia 13 de abril, serão divulgados trechos de entrevistas com os compositores, com o presidente da Liesa, entre outros materiais que auxiliarão na promoção do projeto. O 1º episódio que irá ao ar será o da Vila Isabel, que trará detalhes do samba feito em homenagem ao mestre Martinho da Vila, como por exemplo a explicação do trecho “Eu vou junto da família. Do Pinduca à Alegria pra brindar. Modéstia à parte, o Martinho é da Vila”. Por que “Do Pinduca à Alegria”? Vale a pena conferir!

Marcos Seixas Soares, vice-presidente do Instituto do Samba, contou como surgiu a ideia de criar o samba comentado. “O “Samba Comentado” nasceu da ideia de entender passo a passo o samba da Imperatriz Leopoldinense de 2018, que falou sobre o Museu Nacional do RJ e que sofreu um incêndio meses depois de ser enredo da Imperatriz daquele ano. Naquela época, de forma amadora e ancorado apenas em pesquisas pela internet, o 1º Samba Comentado foi criado. Um ano depois veio a 2ª edição, agora falando sobre o enredo dos Doentes da Sapucaí de 2029: “As 10 Campeãs da Sapucaí”.

Segundo o jornalista e sambista Alexandre Araujo, o trabalho faz com que você tenha uma nova visão sobre o samba-enredo. “Nós compositores ouvimos que os sambas são muito parecidos, mas acho que nunca houve um trabalho que esmiuçasse e explicasse o que está por trás de cada letra de samba. Acho que essa série vai fazer com que muita gente se eduque e passa a olhar os desfiles de escolas de samba com uma outra perspectiva”.

Perlingeiro revela ao CARNAVALESCO que apuração segue no Sambódromo

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O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, revelou para o site CARNAVALESCO que a apuração dos desfiles das escolas de samba seguirá acontecendo no Sambódromo, na Praça da Apoteose. A ideia era levar para Cidade do Samba, mas não será ainda esse ano. Vale lembrar que a leitura das notas será feita na terça-feira, dia 26 de abril, com transmissão da TV Globo. Após o Grupo Especial acontecerá a apuração da Série Ouro.

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Foto: Divulgação/Liesa

“Eu tinha um projeto para a Cidade do Samba, já estava praticamente preparado, mas a TV Globo conversou com a gente e eu concordei que esse ano fosse ainda no Sambódromo, na Praça da Apoteose. Terá nova roupagem, com tenda, com bancos novos, com outra cara, aquilo que estava eu não gostaria mais, enquanto eu for presidente, aquilo não acontece. O horário será às 16h, terça-feira, dia 26 de abril”, revelou Perlingeiro.

O presidente da Liesa falou também sobre a divulgação das justificativas das notas dadas no Carnaval de 2022 no Grupo Especial. “Vamos divulgar após 48 horas após os desfils. Vão ser publicadas na quinta-feira. Pela primeira vez e não mais 90 dias depois do resultado”.

Perlingeiro respondeu sobre o andamento da venda de ingressos. “Está indo bem. Melhorou depois dos ensaios técnico. É o nosso divisor de águas, faltava iniciar os ensaios técnicos para dar credibilidade que vai ter carnaval. A casa cheia aqui na Marquês de Sapucaí, a gente estava precisando disso. Aqueles que nós devolvemos, já recuperamos e agora a tendência é terminar alguns detalhes na Sapucaí, enfim, as coisas estão caminhando, eu acredito que nós vamos fazer um grande carnaval”.

Beija-Flor exalta ícones pretos em ensaio técnico na Sapucaí

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Confiante na missão que chamou de “empretecer o pensamento”, a Beija-Flor de Nilópolis cruzou a Marquês de Sapucaí neste domingo, em seu ensaio técnico para o Carnaval de 2022, homenageando diversas personalidades pretas importantes para a história da azul e branca, das escolas de samba do Rio de Janeiro e para o Brasil.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

Diretores da agremiação entraram na Avenida vestindo camisas produzidas especialmente para o treino e estampadas com os rostos de figuras como Tia Ciata, Dona Zica, Jamelão, Paulo da Portela, Fernando Pinto, Ney Vianna e Jorge Lafond, entre outros. Monarco, baluarte portelense, e Maria Helena, porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, perdas recentes para o mundo do samba, também foram lembrados na Avenida. Houve ainda menção a Laíla, eterno diretor de carnaval da “Deusa da Pasarela”, lembrado especialmente durante o ensaio na camisa vestida por Gabriel David, hoje diretor de marketing da Liesa.

icones pretosbf2 A iniciativa é parte das ações que a Beija-Flor têm promovido em prol da exaltação, do respeito e da memória da intelectualidade e da cultura negra do Brasil. As iniciativas estão inseridas no enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, que será apresentado ao público do Sambódromo em abril — com uma “palhinha” neste domingo.

icones pretosbf3 “Entendemos que seria importante trazer essas pessoas para a Sapucaí de alguma maneira nesse ensaio, o primeiro que fazemos no “templo do samba” depois dos adiamentos do Carnaval. Tínhamos que exaltar cada um deles com o samba, que cura as dores das perdas e cicatriza as memórias. Vão ser lembrados eternamente pelo povo da Beija-Flor”, explica Almir Reis, presidente da escola e idealizador do tributo.

icones pretosbf4 A Beija-Flor será a sexta e última escola a se apresentar em direção à Apoteose no dia 23 de abril, sábado. O enredo é desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, em busca do 15º campeonato da história da agremiação.

CARNAVALESCO e Guaracamp premiam os destaques dos ensaios técnicos do fim de semana

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Como brincou o perfil da Unidos da Tijuca, a noite do último domingo (28) foi o encontro de milhões. Unidos da Tijuca, Beija-Flor e Salgueiro ensaiaram no Sambódromo com excelente evolução e canto, sem falar nas arquibancadas lotadas. Com tantos pontos positivos, o site CARNAVALESCO e o Guaracamp tiveram a árdua missão de escolher os destaques dos ensaios técnicos.

Os premiados foram o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Phelipe e Denadir, que enfim puderam estrear na Avenida. Lá em Nilópolis o prêmio ficou para a bateria Soberana, de mstre Rodney. Enquanto o Salgueiro recebeu o destaque pelo carro de som, comandado por Emerson Dias e Quinho.

Há mais de um ano na escola, mas passando pela avenida pela primeira vez com o casal da Unidos da Tijuca, Phelipe e Denadir, destacaram a parceria e o carinho entre eles, elogiaram a nova tinta da pista e pediram ajuda ao síndico da passarela para ajustar alguns desníveis em frente as cabines 2 e 3.

casal tijuca

“Eu sou uma porta-bandeira que não tinha prêmios até hoje, são 31 anos e é uma alegria ganhar esse destaque”, disse Denadir. Já Phelipe agradeceu ao site CARNAVALESCO e ao Guaracamp. “Esse é o primeiro de milhões que a Denadir vai receber. Também fiquei muito feliz com o reconhecimento, mas a maior felicidade é ter a Denadir comigo”, exaltou o mestre-sala.

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Depois foi a vez dos 250 ritmistas da Soberana botarem a Deusa da Passarela para sambar e cantar muito, sem falar das arquibancadas. O mestre Rodney se disse feliz com a homenagem, destacou a alegria de ver vários meninos do projeto social, que estiveram na bateria durante o ensaio técnico, chorando quando saíram da pista. “A bateria do ensaio teve até mais gente do que vai ter no desfile, mas eu vou dividir esse prêmio com todo mundo, ao todo são 280 pessoas, vai cada um beber um golinho”, brincou.

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Fechando a noite foi a vez da dupla mais diferente e irreverente do carnaval mostrar o que mestre Sabiá ensinou. O Salgueiro levantou a Sapucaí com um esquenta longo, com sambas tradicionalíssimos da agremiação. Emerson e Quinho conduziram a escola com o bom humor e energia que já são tradicionais e por isso foram os destaques da noite.

A dupla se disse machucada pela série de críticas que o samba vem recebendo e se sentiram orgulhosos de mostrar que o samba é na Avenida. “É muito gratificante, dentre tantos quesitos fortes que o Salgueiro tem Patrick Carvalho, Sidclei e Marcella, mestres Guilherme e Mestre Gustavo, a gente se destacar é uma alegria. Muito obrigado ao site CARNAVALESCO pelo reconhecimento”, explicou Emerson.

Bateria dá Unidos de Padre Miguel dá show em ensaio na Sapucaí e mestre Dinho prepara duas ‘surpresas’

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Em 2022, a Unidos de Padre Miguel vai levar o enredo ‘Iroko – É tempo de Xirê’ para a Marquês de Sapucaí. E, na última segunda-feira, a escola deu mais um passo rumo ao desfile no próximo mês. A bateria do mestre Dinho ensaiou no setor 11 do Sambódromo e mostrou entrosamento, eficiência e criatividade. O comandante da Guerreiros da Unidos celebrou o retorno à Avenida e revelou que está guardando duas novidades que serão mostradas no ensaio técnico do dia 9.

“Esses dois anos parado foram muito difíceis, mas que bom que podemos estar voltando agora pra fazer o que amamos. É aqui na Sapucaí que tudo se resolve. Temos esse teste agora no setor 11 e ainda o ensaio técnico. Então, estamos sempre melhorando. Acho que até o dia da entrega da fantasia a gente vai estar melhorando alguma coisa. Eu trabalho sempre com três bossas e gosto de fazer aquele paradão para dar uma incentivada na comunidade. E tem mais duas novidades aí que estão no sapatinho e vamos colocar no ensaio técnico”, disse Dinho, antes de emendar:

“Eu já estou fazendo 10 anos de Unidos de Padre Miguel e nesse período acho que fomos a escola que mais estampou a capa do CD do acesso. Foram vários vices, um terceiro, um quarto. Agora só falta pra gente ganhar. Tenho certeza que quando esse título chegar, o que acho que deve acontecer esse ano, vai ser a única escola que não vai ser contestada, e sim aclamada pelo povo, por todos os últimos carnavais que vem fazendo. Estamos prontos para o Grupo Especial”, completou o mestre.

Como dito por Dinho, a Unidos de Padre Miguel tem batido na trave nos últimos anos. Nos últimos seis carnavais, a escola ficou na segunda colocação da Série Ouro em quatro oportunidades. A bateria da UPM é uma das forças da escola em busca do título e fez ótimo ensaio. Em uma das bossas, a escola vai destacar os atabaques e agogôs, enquanto outra apresenta uma paradinha que ressalta o refrão. A agremiação também levou para o treino a comissão de frente, casal e carro de som.

“Dois anos sem cantar aqui. É sempre um prazer voltar. Retomamos nossos ensaios de rua há um mês, mas aqui é jogar no campo de jogo. Esse ensaio aqui ajuda a gente na preparação e mata a saudade também. É um treino para a bateria, mas acaba sendo para todos os segmentos que vem aqui também. Temos que estar sempre polindo o trabalho. A energia conta muito, então estar aqui na Sapucaí, mesmo que só no setor 11, já dá uma ideia do que vamos fazer no dia 9 e no desfile oficial”, disse o intérprete Diego Nicolau.

“A preparação para tentar o título está sendo perfeita. Eu estive no barracão esses dias e a escola está linda. Mas vale o dia, o que a gente fizer aqui. Vamos entrar aqui com muita força e muita vontade, cruzando aquela linha de chegada com sorriso no rosto e muita emoção. Expectativa é a melhor possível. Estou bem confiante”, completou o cantor.

Bangu faz ensaio de bateria na Sapucaí e Léo Capoeira promete diversidade nas bossas: ‘Fazer jus ao nosso homenageado’

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Com enredo em homenagem a Castor de Andrade, grande patrono da Mocidade e personalidade ímpar do Rio de Janeiro, a Unidos de Bangu voltou à Sapucaí na última segunda-feira. A escola pisou novamente no Sambódromo para o ensaio de bateria da Caldeirão da Zona Oeste, que vem com variadas bossas para 2022. O mestre Léo Capoeira comemorou o retorno e analisou a importância de treinar no setor 11 da Avenida.

“Depois de dois anos estamos aqui novamente para fazer o que mais gostamos. O mais importante é que estamos vivos depois dessa pandemia. Eu tive covid-19 duas vezes, mas hoje estou bem. Esse ensaio aqui é importante principalmente por a gente poder estar agrupando todos os ritmistas no palco principal, que a Sapucaí. Para os que jogam futebol, é o reconhecimento do gramado. Agora é trabalhar para dia 9 voltar aqui e fazer um grande ensaio técnico”, disse Léo, antes de completar:

“A gente teve um pouco de dificuldade nos últimos meses para juntar todo mundo. Tivemos que trabalhar muito por vídeo, por whatsapp, youtube. Eu fazia coisas no estúdio e mandava pro pessoal. Mas a expectativa é muito boa, porque a gente está trabalhando em cima do que o Castor de Andrade merece. Quando ele pisava aqui, era mágico, então o trabalho está baseado nessa alegria e irreverência dele no Carnaval. Vamos fazer jus ao nosso maio homenageado”, complementou o mestre.

A Unidos de Bangu vai levar 230 ritmistas para a Sapucaí no desfile oficial, e Léo Capoeira não vai economizar nas bossas. De acordo com o mestre, seis serão realizadas na Avenida no dia 20 de abril. As bossas são das mais variadas, desde a paradinha no refrão para o canto de ‘Vai dar Bangu na cabeça’, até outras com pratos e agogôs. Além da bateria, a escola também levou para o treino, passistas e o carro de som, comandado por Thiago Brito.

“Foram dois anos de muita apreensão e agonia para a gente que ama o Carnaval. Desde moleque eu sempre curti o Carnaval, e no dia que seria o desfile, em fevereiro, eu fiquei muito triste. ‘Essa hora era para estar me arrumando’, ‘agora estaria entrando na Sapucaí’. Fique pensando nisso. Mas respeitamos, tomamos todas as doses da vacina e podemos estar aqui novamente”, disse Thiago, antes de finalizar:

“Agora fica a expectativa para o ensaio técnico e o desfile no próximo mês. Ainda não pude ir no barracão, mas pelo que tem sido me passado, o Carnaval da Bangu está pronto. Tem um grande enredo e uma comunidade aguerrida. Expectativa é a melhor, vamos brigar nas cabeças. Vou vir com minhas loucuras de roupas diferentes, vai ser legal, vamos trazer algumas coisas bacanas para a Sapucaí”, encerrou o intérprete.

Arreretização completa! Comunidade da Mocidade faz o chão da ‘Guilherme tremer’

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A Mocidade Independente fez no último domingo, o segundo ensaio de rua de 2022. Durante o percurso entre a praça de Guilherme da Silveira até a quadra em Padre Miguel pela rua Coronel Tamarindo. Uma chuva fraca apareceu antes do ensaio. Mas, assim que a Não existe mais quente começou a aquecer, a chuva foi embora. Como de costume, tanto a praça quanto a rua estavam repletas de Independentes. A torcida da escola também sempre presente fez a costumeira festa na passarela que cruza a linha férrea com as faixas e bandeiras, a escola fez o seu treino em 1h13.

Samba-Enredo

Um dos mais badalados e cotado como um dos melhores sambas da temporada de 2022 e que promete deixar toda a Sapucaí “areretizada”, que já deixou um gosto na apresentação na Cidade do Samba, desta vez no ensaio deste domingo, deu mais uma demonstração de sua força. A obra de Carlinhos Brown, Diego Nicolau e Cia foi embalada por Wander Pires e toda a equipe do carro de som da Mocidade. Desde 2017, a escola tem escolhido sambas que encaixam com o andamento da bateria. Este detalhe fundamental facilita o canto da comunidade. Samba, bateria e comunidade em sintonia fazem com que o já aclamado samba-enredo tenha um desempenho bastante satisfatório.

A arrancada do samba tem uma energia incrível, Wander canta e é acompanhado por ritmistas que tocam agogô de duas bocas e timbal. A primeira do samba é acompanhada pelas cordas, depois entram os timbales e por último os agogôs de duas bocas. É possível perceber o canto forte da comunidade. Na subida para a cabeça a bateria entra.

O desempenho do samba foi bastante satisfatório durante o ensaio. O experiente cantor, Wander Pires usa com maestria a melodia para dar um jeito todo especial para a levada do samba. O uso de cacos durante o ensaio foi bastante aceitável. Este é um ponto em que os jurados estão sempre atentos e são passíveis de desconto de décimos preciosos na apuração. Logo, o uso com moderação é fundamental para a correta execução da obra. Outro ponto a se destacar da execução do samba foi os microfones das três cantoras de apoio: Milena, Viviane e Débora. Eles estavam mais altos em comparação com os microfones dos outros apoios. Roninho e Roger Linhares. De acordo com o diretor de carnaval da escola, Marquinho Marino essa foi uma escolha proposital para equalizar o carro de som. “Ttivemos mais atenção com a equalização do carro de som. As questões do grave e o agudo das meninas”.

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Na avaliação de Wander Pires, está dando tudo certo com o samba e o rendimento está dentro do esperado. “O rendimento do samba está sendo maravilhoso graças a Deus. Está dando tudo certo. Tudo conforme a gente esperava”.

Ainda segundo o cantor, é uma tendencia natural que o samba de 2022 tenha um rendimento melhor que o samba de 2020. isso se dá pelo entrosamento do time da Mocidade. Já que Wander, Dudu Capoeira e Marino são pratas da casa e estão todos juntos desde 2017. “Eu espero sim, que o samba de 2022 renda mais que o de 2020. Porque o do último desfile tinha momentos diferentes que o samba desse ano . São sambas muito diferentes. A tendência é essa”.

Harmonia

Nos últimos quatro anos, a comunidade verde e branca é uma das que mais cantam. Bem verdade que facilitado pela continuidade do cantor, Wander Pires, da direção de bateria, comandada por mestre Dudu e direção de harmonia de Wallace Capoeira. Esse entrosamento facilita o trabalho com a comunidade. O canto da escola foi coeso, com bastante energia e vigor. Sobretudo, nos refrões e na passagem do samba “Quem é de Oxossí é de São Sebastião”. Mesmos com o carro de som e a bateria o canto dos componentes era bastante forte. O principal aconteceu justamente quando toda a harmonia para e deixa a comunidade como protagonista no canto. É algo impressionante. Mesmo o samba tendo palavras afros e no refrão do meio trocando os Orixás “Ogum” e Exú” não foi notada dificuldade ou troca de palavras no momento do canto dos componentes.

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Ornamentação das alas: Como virou costume nos ensaios/desfiles da Mocidade, a ala Loucos de Paixão é sempre a primeira ala da escola. os componentes usaram um bastão com luz de led verde que deu um belo visual para o ensaio de rua. As alas 18 e 19 serão alas coreografadas. A 18 usou lança e escudo e a 19 veio com uma madeira em cada uma das mãos. Outro destaque, foram as guardiãs do segundo casal Jeffinho e Isabella Moura. Elas estavam vestidas com uma saia azul e amarela, turbante azul e amarelo, blusa azul e faziam uma coreografia em volta do casal.

Na avaliação de Marquinho Marino, o ensaio foi bastante proveitoso. Após o primeiro ensaio do ano realizado na quinta tiveram alguns problemas técnicos e os mesmos foram corrigidos para o treino deste domingo. “Muito proveitoso. Na quinta fizemos um ensaio e tivemos algumas falhas técnicas, não foram falhas de desfile e de ensaio. Mas, é bom acontecer no treino para a gente poder corrigir. E hoje foi mais claro e tivemos mais atenção com a equalização do carro de som”.

Evolução

O quesito que por anos foi uma espécie de calcanhar de Aquiles da escola, hoje com o trabalho feito pela direção de carnaval, comandada por Maquinho Marino e pela harmonia da escola, vem passando sem grandes sustos. Pelo contrário, a escola literalmente desfila. Sem correr e nem ficar muito tempo parada. Pelo que foi explicado pelo diretor de carnaval, no ensaio deste domingo, foi inserida uma espécie de flutuação.

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“A escola não pode ficar estática esperando. Então, ela balança. Faz um movimento lateral faz com que a escola flutue na avenida. A explicação para este movimento é que fazemos três paradas técnicas ao longo do ensaio/desfile. Com isso, a escola precisa ficar parada para que o casal, comissão de frente e bateria façam suas apresentações para os jurados. Mas, os componentes não podem ficar estáticos neste momento. Eles precisam se movimentar dentro de suas alas sem que invadam a ala da frente ou de trás”.

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Antes do ensaio, notamos que vários representantes da harmonia fizeram reuniões com algumas alas. E durante o ensaio identificamos a presença dos “harmonias” no interior das alas para garantir esta “flutuação” citada pelo Marino. Por exemplo, o casal se apresentou usando uma passada exata do samba. A execução do movimento não gerou desconforto, invasão de alas ou espaçamento na saída e entrada da bateria no recuo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal Diogo Jesus e Bruna Santos, que vai para o segundo carnaval juntos, está cada vez mais entrosado. Diogo estava calça verde, camisa verde, cinto brano e sapato com brilhos. Bruna usou uma bota verde, saia verde e branca que ao rodar deu um belo efeito e camisa verde. Usaram bastante o samba para fazer coreografias, como por exemplo, a flecha certeira, na parte em que o samba cita “quem rege meu Orí” eles apontam para a cabeça e na parte que cita Exú, Diogo cruza os braços para trás, na parte “Quem é de Oxossí é de São Sebastião” o casal estende os braços lembrando a imagem do padroeiro da escola e da cidade do Rio. Como os dois são altos, a coreografia de Diogo e Bruna ganha bastante profundidade. A dupla baila com bastante vitalidade e força física. Também é possível notar o contato visual de ambos.

Bateria

A “Não existe mais quente”, de mestre Dudu, sofreu um duro golpe no carnaval passado. Foram 3 notas 9,9 e duas notas 10. O que fez a bateria perder 0,2 décimos na nota final. A bateria virá com 276 componentes para o Carnaval 2022. Usará o andamento entre 142 e no máximo 144 BPM (batidas por minuto). Pois, de acordo com o diretor acima de 144 descaracteriza a bateria da escola. “Bateria vai desfilar entre 142 e 144. É o andamento da escola. Aqui não compete colocar o andamento 148 ou muito pra trás”.

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A bateria fará ao menos quatro bossas executadas dentro da melodia do samba. Pelo que mestre Dudu conversou com nossa reportagem, ele já usou sete bossas e isso trouxe um desconforto por deixar a bateria exposta para os jurados. “Eu estou cansado de tomar porrada de jurado eu tentei fazer muitas bossas complexas. Para este ano eu fiz um trabalho um pouco diferenciado”.

Ao longo do ensaio de rua, a Mocidade usou seis timbales para execução das bossas. Para o desfile, Dudu pretende levar 10. Sendo que irá ter uma mescla entre os instrumentos de percussão, seja o timbal ou seja o atabaque. Vai depender de como estará o tempo no dia do desfile. Em caso de chuva, a tendência é que a bateria desfile somente com timbal. Por conta da afinação dos atabaques.

“Quem trabalha com bateria sabe que é um trabalho árduo. Trabalhar esse tempo todo com atabaque, chover na hora e acabar com a afinação. Com quatro timbales da uma boa sonoridade. Já o atabaque precisaria de pelo menos seis”.

Foram realizadas duas coreografias durante o ensaio. Em ambos os casos os ritmistas param de tocar todos os instrumentos e viram para o público dos dois lados da pista. Em uma delas eles fazem as flechas de Oxossí e no “Arere Komorodé” estendem os braços.

Giovana Angélica, rainha de bateria, esteve presente no ensaio de rua e mostrou muita simpatia e samba no pé. Em uma das bossas executadas pela bateria, existe uma interação entre a rainha e a ala de chocalhos. Os componentes saem da bateria e fazem a coreografia.

A Mocidade será a terceira escola a desfilar na segunda noite de desfiles do Grupo Especial no dia 23 de abril. Levará para a avenida o enredo “Batuque ao caçador”, do carnavalesco Fábio Ricardo.

Vídeos ensaio técnico do Salgueiro: arrancada, completo, casal de mestre-sala e porta-bandeira e bateria

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