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Beija-Flor exalta ícones pretos em ensaio técnico na Sapucaí

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Confiante na missão que chamou de “empretecer o pensamento”, a Beija-Flor de Nilópolis cruzou a Marquês de Sapucaí neste domingo, em seu ensaio técnico para o Carnaval de 2022, homenageando diversas personalidades pretas importantes para a história da azul e branca, das escolas de samba do Rio de Janeiro e para o Brasil.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

Diretores da agremiação entraram na Avenida vestindo camisas produzidas especialmente para o treino e estampadas com os rostos de figuras como Tia Ciata, Dona Zica, Jamelão, Paulo da Portela, Fernando Pinto, Ney Vianna e Jorge Lafond, entre outros. Monarco, baluarte portelense, e Maria Helena, porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, perdas recentes para o mundo do samba, também foram lembrados na Avenida. Houve ainda menção a Laíla, eterno diretor de carnaval da “Deusa da Pasarela”, lembrado especialmente durante o ensaio na camisa vestida por Gabriel David, hoje diretor de marketing da Liesa.

icones pretosbf2 A iniciativa é parte das ações que a Beija-Flor têm promovido em prol da exaltação, do respeito e da memória da intelectualidade e da cultura negra do Brasil. As iniciativas estão inseridas no enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, que será apresentado ao público do Sambódromo em abril — com uma “palhinha” neste domingo.

icones pretosbf3 “Entendemos que seria importante trazer essas pessoas para a Sapucaí de alguma maneira nesse ensaio, o primeiro que fazemos no “templo do samba” depois dos adiamentos do Carnaval. Tínhamos que exaltar cada um deles com o samba, que cura as dores das perdas e cicatriza as memórias. Vão ser lembrados eternamente pelo povo da Beija-Flor”, explica Almir Reis, presidente da escola e idealizador do tributo.

icones pretosbf4 A Beija-Flor será a sexta e última escola a se apresentar em direção à Apoteose no dia 23 de abril, sábado. O enredo é desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, em busca do 15º campeonato da história da agremiação.

CARNAVALESCO e Guaracamp premiam os destaques dos ensaios técnicos do fim de semana

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Como brincou o perfil da Unidos da Tijuca, a noite do último domingo (28) foi o encontro de milhões. Unidos da Tijuca, Beija-Flor e Salgueiro ensaiaram no Sambódromo com excelente evolução e canto, sem falar nas arquibancadas lotadas. Com tantos pontos positivos, o site CARNAVALESCO e o Guaracamp tiveram a árdua missão de escolher os destaques dos ensaios técnicos.

Os premiados foram o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Phelipe e Denadir, que enfim puderam estrear na Avenida. Lá em Nilópolis o prêmio ficou para a bateria Soberana, de mstre Rodney. Enquanto o Salgueiro recebeu o destaque pelo carro de som, comandado por Emerson Dias e Quinho.

Há mais de um ano na escola, mas passando pela avenida pela primeira vez com o casal da Unidos da Tijuca, Phelipe e Denadir, destacaram a parceria e o carinho entre eles, elogiaram a nova tinta da pista e pediram ajuda ao síndico da passarela para ajustar alguns desníveis em frente as cabines 2 e 3.

casal tijuca

“Eu sou uma porta-bandeira que não tinha prêmios até hoje, são 31 anos e é uma alegria ganhar esse destaque”, disse Denadir. Já Phelipe agradeceu ao site CARNAVALESCO e ao Guaracamp. “Esse é o primeiro de milhões que a Denadir vai receber. Também fiquei muito feliz com o reconhecimento, mas a maior felicidade é ter a Denadir comigo”, exaltou o mestre-sala.

mestre rodney

Depois foi a vez dos 250 ritmistas da Soberana botarem a Deusa da Passarela para sambar e cantar muito, sem falar das arquibancadas. O mestre Rodney se disse feliz com a homenagem, destacou a alegria de ver vários meninos do projeto social, que estiveram na bateria durante o ensaio técnico, chorando quando saíram da pista. “A bateria do ensaio teve até mais gente do que vai ter no desfile, mas eu vou dividir esse prêmio com todo mundo, ao todo são 280 pessoas, vai cada um beber um golinho”, brincou.

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Fechando a noite foi a vez da dupla mais diferente e irreverente do carnaval mostrar o que mestre Sabiá ensinou. O Salgueiro levantou a Sapucaí com um esquenta longo, com sambas tradicionalíssimos da agremiação. Emerson e Quinho conduziram a escola com o bom humor e energia que já são tradicionais e por isso foram os destaques da noite.

A dupla se disse machucada pela série de críticas que o samba vem recebendo e se sentiram orgulhosos de mostrar que o samba é na Avenida. “É muito gratificante, dentre tantos quesitos fortes que o Salgueiro tem Patrick Carvalho, Sidclei e Marcella, mestres Guilherme e Mestre Gustavo, a gente se destacar é uma alegria. Muito obrigado ao site CARNAVALESCO pelo reconhecimento”, explicou Emerson.

Bateria dá Unidos de Padre Miguel dá show em ensaio na Sapucaí e mestre Dinho prepara duas ‘surpresas’

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Em 2022, a Unidos de Padre Miguel vai levar o enredo ‘Iroko – É tempo de Xirê’ para a Marquês de Sapucaí. E, na última segunda-feira, a escola deu mais um passo rumo ao desfile no próximo mês. A bateria do mestre Dinho ensaiou no setor 11 do Sambódromo e mostrou entrosamento, eficiência e criatividade. O comandante da Guerreiros da Unidos celebrou o retorno à Avenida e revelou que está guardando duas novidades que serão mostradas no ensaio técnico do dia 9.

“Esses dois anos parado foram muito difíceis, mas que bom que podemos estar voltando agora pra fazer o que amamos. É aqui na Sapucaí que tudo se resolve. Temos esse teste agora no setor 11 e ainda o ensaio técnico. Então, estamos sempre melhorando. Acho que até o dia da entrega da fantasia a gente vai estar melhorando alguma coisa. Eu trabalho sempre com três bossas e gosto de fazer aquele paradão para dar uma incentivada na comunidade. E tem mais duas novidades aí que estão no sapatinho e vamos colocar no ensaio técnico”, disse Dinho, antes de emendar:

“Eu já estou fazendo 10 anos de Unidos de Padre Miguel e nesse período acho que fomos a escola que mais estampou a capa do CD do acesso. Foram vários vices, um terceiro, um quarto. Agora só falta pra gente ganhar. Tenho certeza que quando esse título chegar, o que acho que deve acontecer esse ano, vai ser a única escola que não vai ser contestada, e sim aclamada pelo povo, por todos os últimos carnavais que vem fazendo. Estamos prontos para o Grupo Especial”, completou o mestre.

Como dito por Dinho, a Unidos de Padre Miguel tem batido na trave nos últimos anos. Nos últimos seis carnavais, a escola ficou na segunda colocação da Série Ouro em quatro oportunidades. A bateria da UPM é uma das forças da escola em busca do título e fez ótimo ensaio. Em uma das bossas, a escola vai destacar os atabaques e agogôs, enquanto outra apresenta uma paradinha que ressalta o refrão. A agremiação também levou para o treino a comissão de frente, casal e carro de som.

“Dois anos sem cantar aqui. É sempre um prazer voltar. Retomamos nossos ensaios de rua há um mês, mas aqui é jogar no campo de jogo. Esse ensaio aqui ajuda a gente na preparação e mata a saudade também. É um treino para a bateria, mas acaba sendo para todos os segmentos que vem aqui também. Temos que estar sempre polindo o trabalho. A energia conta muito, então estar aqui na Sapucaí, mesmo que só no setor 11, já dá uma ideia do que vamos fazer no dia 9 e no desfile oficial”, disse o intérprete Diego Nicolau.

“A preparação para tentar o título está sendo perfeita. Eu estive no barracão esses dias e a escola está linda. Mas vale o dia, o que a gente fizer aqui. Vamos entrar aqui com muita força e muita vontade, cruzando aquela linha de chegada com sorriso no rosto e muita emoção. Expectativa é a melhor possível. Estou bem confiante”, completou o cantor.

Bangu faz ensaio de bateria na Sapucaí e Léo Capoeira promete diversidade nas bossas: ‘Fazer jus ao nosso homenageado’

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Com enredo em homenagem a Castor de Andrade, grande patrono da Mocidade e personalidade ímpar do Rio de Janeiro, a Unidos de Bangu voltou à Sapucaí na última segunda-feira. A escola pisou novamente no Sambódromo para o ensaio de bateria da Caldeirão da Zona Oeste, que vem com variadas bossas para 2022. O mestre Léo Capoeira comemorou o retorno e analisou a importância de treinar no setor 11 da Avenida.

“Depois de dois anos estamos aqui novamente para fazer o que mais gostamos. O mais importante é que estamos vivos depois dessa pandemia. Eu tive covid-19 duas vezes, mas hoje estou bem. Esse ensaio aqui é importante principalmente por a gente poder estar agrupando todos os ritmistas no palco principal, que a Sapucaí. Para os que jogam futebol, é o reconhecimento do gramado. Agora é trabalhar para dia 9 voltar aqui e fazer um grande ensaio técnico”, disse Léo, antes de completar:

“A gente teve um pouco de dificuldade nos últimos meses para juntar todo mundo. Tivemos que trabalhar muito por vídeo, por whatsapp, youtube. Eu fazia coisas no estúdio e mandava pro pessoal. Mas a expectativa é muito boa, porque a gente está trabalhando em cima do que o Castor de Andrade merece. Quando ele pisava aqui, era mágico, então o trabalho está baseado nessa alegria e irreverência dele no Carnaval. Vamos fazer jus ao nosso maio homenageado”, complementou o mestre.

A Unidos de Bangu vai levar 230 ritmistas para a Sapucaí no desfile oficial, e Léo Capoeira não vai economizar nas bossas. De acordo com o mestre, seis serão realizadas na Avenida no dia 20 de abril. As bossas são das mais variadas, desde a paradinha no refrão para o canto de ‘Vai dar Bangu na cabeça’, até outras com pratos e agogôs. Além da bateria, a escola também levou para o treino, passistas e o carro de som, comandado por Thiago Brito.

“Foram dois anos de muita apreensão e agonia para a gente que ama o Carnaval. Desde moleque eu sempre curti o Carnaval, e no dia que seria o desfile, em fevereiro, eu fiquei muito triste. ‘Essa hora era para estar me arrumando’, ‘agora estaria entrando na Sapucaí’. Fique pensando nisso. Mas respeitamos, tomamos todas as doses da vacina e podemos estar aqui novamente”, disse Thiago, antes de finalizar:

“Agora fica a expectativa para o ensaio técnico e o desfile no próximo mês. Ainda não pude ir no barracão, mas pelo que tem sido me passado, o Carnaval da Bangu está pronto. Tem um grande enredo e uma comunidade aguerrida. Expectativa é a melhor, vamos brigar nas cabeças. Vou vir com minhas loucuras de roupas diferentes, vai ser legal, vamos trazer algumas coisas bacanas para a Sapucaí”, encerrou o intérprete.

Arreretização completa! Comunidade da Mocidade faz o chão da ‘Guilherme tremer’

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A Mocidade Independente fez no último domingo, o segundo ensaio de rua de 2022. Durante o percurso entre a praça de Guilherme da Silveira até a quadra em Padre Miguel pela rua Coronel Tamarindo. Uma chuva fraca apareceu antes do ensaio. Mas, assim que a Não existe mais quente começou a aquecer, a chuva foi embora. Como de costume, tanto a praça quanto a rua estavam repletas de Independentes. A torcida da escola também sempre presente fez a costumeira festa na passarela que cruza a linha férrea com as faixas e bandeiras, a escola fez o seu treino em 1h13.

Samba-Enredo

Um dos mais badalados e cotado como um dos melhores sambas da temporada de 2022 e que promete deixar toda a Sapucaí “areretizada”, que já deixou um gosto na apresentação na Cidade do Samba, desta vez no ensaio deste domingo, deu mais uma demonstração de sua força. A obra de Carlinhos Brown, Diego Nicolau e Cia foi embalada por Wander Pires e toda a equipe do carro de som da Mocidade. Desde 2017, a escola tem escolhido sambas que encaixam com o andamento da bateria. Este detalhe fundamental facilita o canto da comunidade. Samba, bateria e comunidade em sintonia fazem com que o já aclamado samba-enredo tenha um desempenho bastante satisfatório.

A arrancada do samba tem uma energia incrível, Wander canta e é acompanhado por ritmistas que tocam agogô de duas bocas e timbal. A primeira do samba é acompanhada pelas cordas, depois entram os timbales e por último os agogôs de duas bocas. É possível perceber o canto forte da comunidade. Na subida para a cabeça a bateria entra.

O desempenho do samba foi bastante satisfatório durante o ensaio. O experiente cantor, Wander Pires usa com maestria a melodia para dar um jeito todo especial para a levada do samba. O uso de cacos durante o ensaio foi bastante aceitável. Este é um ponto em que os jurados estão sempre atentos e são passíveis de desconto de décimos preciosos na apuração. Logo, o uso com moderação é fundamental para a correta execução da obra. Outro ponto a se destacar da execução do samba foi os microfones das três cantoras de apoio: Milena, Viviane e Débora. Eles estavam mais altos em comparação com os microfones dos outros apoios. Roninho e Roger Linhares. De acordo com o diretor de carnaval da escola, Marquinho Marino essa foi uma escolha proposital para equalizar o carro de som. “Ttivemos mais atenção com a equalização do carro de som. As questões do grave e o agudo das meninas”.

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Na avaliação de Wander Pires, está dando tudo certo com o samba e o rendimento está dentro do esperado. “O rendimento do samba está sendo maravilhoso graças a Deus. Está dando tudo certo. Tudo conforme a gente esperava”.

Ainda segundo o cantor, é uma tendencia natural que o samba de 2022 tenha um rendimento melhor que o samba de 2020. isso se dá pelo entrosamento do time da Mocidade. Já que Wander, Dudu Capoeira e Marino são pratas da casa e estão todos juntos desde 2017. “Eu espero sim, que o samba de 2022 renda mais que o de 2020. Porque o do último desfile tinha momentos diferentes que o samba desse ano . São sambas muito diferentes. A tendência é essa”.

Harmonia

Nos últimos quatro anos, a comunidade verde e branca é uma das que mais cantam. Bem verdade que facilitado pela continuidade do cantor, Wander Pires, da direção de bateria, comandada por mestre Dudu e direção de harmonia de Wallace Capoeira. Esse entrosamento facilita o trabalho com a comunidade. O canto da escola foi coeso, com bastante energia e vigor. Sobretudo, nos refrões e na passagem do samba “Quem é de Oxossí é de São Sebastião”. Mesmos com o carro de som e a bateria o canto dos componentes era bastante forte. O principal aconteceu justamente quando toda a harmonia para e deixa a comunidade como protagonista no canto. É algo impressionante. Mesmo o samba tendo palavras afros e no refrão do meio trocando os Orixás “Ogum” e Exú” não foi notada dificuldade ou troca de palavras no momento do canto dos componentes.

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Ornamentação das alas: Como virou costume nos ensaios/desfiles da Mocidade, a ala Loucos de Paixão é sempre a primeira ala da escola. os componentes usaram um bastão com luz de led verde que deu um belo visual para o ensaio de rua. As alas 18 e 19 serão alas coreografadas. A 18 usou lança e escudo e a 19 veio com uma madeira em cada uma das mãos. Outro destaque, foram as guardiãs do segundo casal Jeffinho e Isabella Moura. Elas estavam vestidas com uma saia azul e amarela, turbante azul e amarelo, blusa azul e faziam uma coreografia em volta do casal.

Na avaliação de Marquinho Marino, o ensaio foi bastante proveitoso. Após o primeiro ensaio do ano realizado na quinta tiveram alguns problemas técnicos e os mesmos foram corrigidos para o treino deste domingo. “Muito proveitoso. Na quinta fizemos um ensaio e tivemos algumas falhas técnicas, não foram falhas de desfile e de ensaio. Mas, é bom acontecer no treino para a gente poder corrigir. E hoje foi mais claro e tivemos mais atenção com a equalização do carro de som”.

Evolução

O quesito que por anos foi uma espécie de calcanhar de Aquiles da escola, hoje com o trabalho feito pela direção de carnaval, comandada por Maquinho Marino e pela harmonia da escola, vem passando sem grandes sustos. Pelo contrário, a escola literalmente desfila. Sem correr e nem ficar muito tempo parada. Pelo que foi explicado pelo diretor de carnaval, no ensaio deste domingo, foi inserida uma espécie de flutuação.

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“A escola não pode ficar estática esperando. Então, ela balança. Faz um movimento lateral faz com que a escola flutue na avenida. A explicação para este movimento é que fazemos três paradas técnicas ao longo do ensaio/desfile. Com isso, a escola precisa ficar parada para que o casal, comissão de frente e bateria façam suas apresentações para os jurados. Mas, os componentes não podem ficar estáticos neste momento. Eles precisam se movimentar dentro de suas alas sem que invadam a ala da frente ou de trás”.

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Antes do ensaio, notamos que vários representantes da harmonia fizeram reuniões com algumas alas. E durante o ensaio identificamos a presença dos “harmonias” no interior das alas para garantir esta “flutuação” citada pelo Marino. Por exemplo, o casal se apresentou usando uma passada exata do samba. A execução do movimento não gerou desconforto, invasão de alas ou espaçamento na saída e entrada da bateria no recuo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal Diogo Jesus e Bruna Santos, que vai para o segundo carnaval juntos, está cada vez mais entrosado. Diogo estava calça verde, camisa verde, cinto brano e sapato com brilhos. Bruna usou uma bota verde, saia verde e branca que ao rodar deu um belo efeito e camisa verde. Usaram bastante o samba para fazer coreografias, como por exemplo, a flecha certeira, na parte em que o samba cita “quem rege meu Orí” eles apontam para a cabeça e na parte que cita Exú, Diogo cruza os braços para trás, na parte “Quem é de Oxossí é de São Sebastião” o casal estende os braços lembrando a imagem do padroeiro da escola e da cidade do Rio. Como os dois são altos, a coreografia de Diogo e Bruna ganha bastante profundidade. A dupla baila com bastante vitalidade e força física. Também é possível notar o contato visual de ambos.

Bateria

A “Não existe mais quente”, de mestre Dudu, sofreu um duro golpe no carnaval passado. Foram 3 notas 9,9 e duas notas 10. O que fez a bateria perder 0,2 décimos na nota final. A bateria virá com 276 componentes para o Carnaval 2022. Usará o andamento entre 142 e no máximo 144 BPM (batidas por minuto). Pois, de acordo com o diretor acima de 144 descaracteriza a bateria da escola. “Bateria vai desfilar entre 142 e 144. É o andamento da escola. Aqui não compete colocar o andamento 148 ou muito pra trás”.

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A bateria fará ao menos quatro bossas executadas dentro da melodia do samba. Pelo que mestre Dudu conversou com nossa reportagem, ele já usou sete bossas e isso trouxe um desconforto por deixar a bateria exposta para os jurados. “Eu estou cansado de tomar porrada de jurado eu tentei fazer muitas bossas complexas. Para este ano eu fiz um trabalho um pouco diferenciado”.

Ao longo do ensaio de rua, a Mocidade usou seis timbales para execução das bossas. Para o desfile, Dudu pretende levar 10. Sendo que irá ter uma mescla entre os instrumentos de percussão, seja o timbal ou seja o atabaque. Vai depender de como estará o tempo no dia do desfile. Em caso de chuva, a tendência é que a bateria desfile somente com timbal. Por conta da afinação dos atabaques.

“Quem trabalha com bateria sabe que é um trabalho árduo. Trabalhar esse tempo todo com atabaque, chover na hora e acabar com a afinação. Com quatro timbales da uma boa sonoridade. Já o atabaque precisaria de pelo menos seis”.

Foram realizadas duas coreografias durante o ensaio. Em ambos os casos os ritmistas param de tocar todos os instrumentos e viram para o público dos dois lados da pista. Em uma delas eles fazem as flechas de Oxossí e no “Arere Komorodé” estendem os braços.

Giovana Angélica, rainha de bateria, esteve presente no ensaio de rua e mostrou muita simpatia e samba no pé. Em uma das bossas executadas pela bateria, existe uma interação entre a rainha e a ala de chocalhos. Os componentes saem da bateria e fazem a coreografia.

A Mocidade será a terceira escola a desfilar na segunda noite de desfiles do Grupo Especial no dia 23 de abril. Levará para a avenida o enredo “Batuque ao caçador”, do carnavalesco Fábio Ricardo.

Em seu segundo ensaio, Rosas consolida organização e samba; Bateria rouba cena

Fechando o final de semana de ensaio técnico no Anhembi, a Rosas de Ouro fez seu segundo e último ensaio na pista do Sambódromo. A escola trará um enredo muito atual, rituais de cura, e mostrando que o samba também tem o seu poder de curar, é o ‘Sanitatem’ da roseira. Em um dia chuvoso de São Paulo, a Rosas de Ouro manteve organização, evoluiu com tranquilidade e também de modo geral na harmonia. Porém, o canto não foi tão intenso como no primeiro ensaio. Enquanto a presidente Angelina Basílio trocou a roupa de Madre Tereza e veio como uma roupa indígena.

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Fotos de Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

Harmonia oscilou no canto, mas nível é alto

A harmonia da escola não foi o principal destaque como no primeiro ensaio. Desta vez os componentes cantaram um pouco menos. Mas vale lembrar que naquele ensaio foi um coro muito intenso. E, segundo o diretor de carnaval, Evandro do Rosas, em entrevista para o site CARNAVALESCO isso pode ter um motivo. “Talvez seja porque hoje a gente também tem mais componentes novos. Talvez deva ter acontecido essa oscilação no canto. Mas agora temos quase um mês para o desfile, a gente consegue unir mais a escola e reforçar o canto”.

Sem ensaios técnicos no Anhembi, a Rosas de Ouro agora trabalhará um mês dentro da quadra e nos ensaios em sua comunidade para vir pronta para o carnaval e trazer a cura ao Anhembi. “Agora todas as semanas tem ensaio de rua, todos os domingos, com alas, bateria, escola completa, para a gente suprir essa perda de um ensaio técnico que temos aqui. Então é se preparar lá e chegar aqui para tentar conquistar o título do carnaval”.

A comissão de frente fez uma apresentação com um elemento cenográfico, já projetando o abre-alas. Enquanto as baianas estavam mescladas, algumas toda de branco, outras com a barra da saia amarela, e ainda com a bandana amarela na cabeça, dançaram bastante. Foram vistos muitos destaques no que serão alegorias, de símbolos religiosos variados como indígenas, africanas, umbanda, candomblé, entre outros. Destaco uma ala da escola, a de inclusão social do projeto ‘Inclui Sampa’ com componentes de cadeira de rodas e deficientes visuais. E no canto, foi a Ala Amantes da Madrugada. As alas vieram com adereços nas mãos como bexigas.

Mestre-sala e porta-bandeira fizeram ensaio leve

Carregando o pavilhão, o casal Everson Sena e Isabel Casagrande manteve o seu bailado com muita tranquilidade. A chuva deu uma trégua durante o desfile da Rosas, ao menos não foi intenso como de outras escolas da noite. E com isso conseguiram executar seus movimentos, treinar em frente as cabines do jurado e bailar para delírio das arquibancadas.

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Samba-enredo manteve bom nível

Sob comando de Royce do Cavaco, o samba-enredo funcionou novamente no ensaio técnico. A escola cantou principalmente no refrão e na hora que a bateria fazia suas brincadeiras, intensificava mais. O carro de som mais uma vez é um ponto positivo da Rosas de Ouro, o samba está na ponta de língua, e como diz a letra é “o povo cantando em oração”.

Bateria tirou onda

Com comando do mestre Rafa, a Bateria Com Identidade roubou a cena com suas interações. Desfilou com mais leveza que no primeiro ensaio. As bossas funcionaram, fez a escola explodir no canto quando fizeram paradões, inclusive foi notável ver os integrantes cantando bastante neste ensaio. Vale ressaltar que o mestre Rafa usou um artificio de fumaça nos momentos que a bateria agachava e parava de tocar, ou seja, foi legal de ver. Após desfile, mestre Rafa mostrou dever cumprido.

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“Cara, eu nem sei mais de nada. Está legal pra caramba. Estamos muito felizes com o trabalho. Não é prepotência. A gente sabe o que faz, sabe o trabalho que tem feito e tudo mais. Achar que estamos a mais, está se sentindo, não é nada disso. A gente sabe o trabalho que faz e para nós mais uma vez foi bom. Tomara que a galera, que o povo que assistiu tenha gostado também, e espero muito mais que no dia (do desfile) o jurado goste, né?. Alguns ajustes fizemos, em um andamento, afinação. Tinha uma bossa que corria, e ela correu menos. Em alguns lugares correu, mas bem menos que no primeiro ensaio. Tem bastante ensaio ainda para fazer. Não sei se a gente chega lá perfeito, mas no topo, no auge, a gente chega”.

Sobre o ponto alto do desfile, Rafa disse para o site CARNAVALESCO: “Gostei e gosto de ver a alegria do meu povo, do meu pessoal. A gente estava há dois anos sem sentir isso aí e voltar aqui em alto nível, tocando mesmo, alegre, sem perder muitas pessoas para a pandemia. É uma felicidade imensa poder estar com saúde e pisar aqui nesse solo que para a gente, para o sambista de verdade, é um solo sagrado”.

Ao lado da bateria vieram jovens mulheres com rostos pintados e com roupa branca, formaram um corredor. Destaco também duas fileiras no início da bateria da roseira com camisa da denominação ‘Gazelas’, formado por sua maioria mulheres, e são um show à parte.

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Evolução progrediu, mas sempre tem ajuste

Neste ensaio, a evolução da roseira seguiu o mesmo padrão. Mesmo desta vez mais sério, já que no primeiro foi dito para o componente brincar mais, ficar leve, desta vez foi um treino definitivo para o dia do desfile. E mesmo assim, a agremiação foi tranquila no quesito evolução, passou tranquilamente pela pista, mas sempre tem ajustes. O diretor de carnaval, Evandro do Rosas, avaliou: “Ainda estamos analisando. Tivemos alguns probleminhas que eu acho normal. Coisas que dá para arrumar, tranquilo. O ensaio foi bom, a escola cantou. Termos de evolução tem algumas coisinhas para melhorar, mas estamos indo pelo caminho certo”.

Outros destaques

A rainha da escola, Ana Beatriz Godoi veio com uma roupa azul, e em um estilo indígena. A musa da escola, Thais Bianca, sempre roubando a cena com seu look prateado. Fernanda Catanoce também marcou presença e rosas pela roupa, na cabeça, e uma trança enorme.

As passistas vestindo rosa e azul claro, e os passistas de azul bebê sambaram muito. Atento, o carnavalesco Paulo Menezes acompanhou tudo do desfile pelo lado da pista, no espaço da imprensa. Do lado de fora da pista, vale ressaltar a participação da Torcida Furacão que acendeu sinalizadores, ergueu bandeiras de mastro e interagiu junto com a escola.

Comissão de Frente é o destaque do ensaio da Dragões da Real

A Dragões da Real realizou no último domingo seu primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi. Embalada pelo enredo em homenagem ao sambista Adoniran Barbosa, a comunidade de Gente Feliz mostrou grandes atributos para lutar pelo primeiro título no Grupo Especial, do qual encerrará a primeira noite de desfiles. Mas o canto da escola precisará passar por ajustes caso queiram alcançar seu principal objetivo.

Dragões da Real de alma lavada

A chuva do início da noite não foi ignorada pelo diretor de carnaval, Márcio Santana, ao analisar o desempenho da escola. Mas a mesma foi vista com bons olhos, e se alegrou pela presença em bom número da comunidade no ensaio. “Primeiro vamos falar da meteorologia, né. A chuva veio pra lavar. Lavar toda amargura, angústia e o sofrimento desses dois anos com tanta dificuldade e também sem o samba. Passada a chuva a escola aconteceu. A gente trabalhou muito pra que a gente tivesse a comunidade aguerrida, envolvida e empenhada, e isso eu acho que foi fundamental. Se eu tivesse que destacar qualquer coisa do nosso ensaio foi a presença da nossa comunidade”, celebrou.

Ao falar dos pontos de destaque da apresentação da Dragões, Marcos também observou não apenas o tempo sem desfilar, mas também as excepcionalidades que o carnaval de 2022 reserva para as escolas. “Eu colocaria a evolução e o canto da escola no mesmo pé. Evolução foi muito boa. É claro que depois de dois anos a gente perde a mão e tem algumas correções a serem feitas. É um carnaval novo, porque a gente tem a dinâmica de só ter quatro alegorias, diminuição no número de componentes. Então naturalmente a evolução tem que passar por algumas correções. O canto foi contínuo e linear, e isso pra gente foi muito positivo. É claro que a gente espera mais, a gente pode mais, e tenho certeza que no nosso próximo ensaio técnico a gente vem numa progressiva, numa evolução, para que no dia do desfile a gente esteja 100% para realizar o maior desfile de nossas vidas”, acrescentou.

O amor do diretor pela escola tricolor ficou evidente ao falar do sentimento de estar de volta ao Sambódromo. “Eu vou ser bem sincero. Eu sou um apaixonado pela escola. Minha história de vida se confunde com a do samba e em muitos momentos eu tive que controlar a emoção para não chorar. A gente tenta ter a frieza da técnica, mas a emoção fala alta quando a gente pisa aqui, a sirene toca, o portão abre. É um filme que passa dos dois anos que estivemos afastados”, concluiu.

Um momento para se divertir e não esquecer

A Dragões da Real sofreu um desfalque importante no ensaioe. A porta-bandeira, Evelyn Silva, sofreu uma pequena torção durante o ensaio de quadra do dia anterior. Para que a titular possa repousar e estar recuperada para o próximo ensaio técnico, nada melhor do que contar com a amiga de infância Ianca Bastos para acompanhar o mestre-sala Rubens de Castro. “Hoje foi meu ensaio técnico como uma convidada para representar minha amiga Evelyn. Estou muito agradecida por essa oportunidade. Somos amigas desde onze anos de idade, e para mim foi uma experiência maravilhosa. Espero que a Dragões venha com tudo, e está vindo. Está maravilhosa”, disse Ianca.

Rubens também aproveitou para curtir o momento. Dançou com tranquilidade, interagiu com o público de maneira muito bem humorada e falou sobre o clima da escola neste ensaio. “O carnaval volta com tudo. O ensaio técnico, para qualquer pessoa hoje que pisou nessa avenida, é de emoção. O próximo ensaio é técnico, esse é para lavar a alma, de voltar, e resgatar esse Sambódromo que é nosso, não é de ninguém não. Com a nossa Ianca, ensaiar foi uma diversão de muita responsabilidade segurar o pavilhão. Os passos que a gente ensaia todos os dias, eu e a Evelyn, é muito mecanizado. Não tem como trazer nada que é nosso para a Ianca, não teria sentido”, declarou.

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Fotos Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

O mestre-sala exaltou a sua acompanhante da noite ao falar sobre o que mais gostou no ensaio. “O reconhecimento do público para essa moça que veio apenas substituir a Evelyn. Ela foi aplaudida como reconhecimento e agradecimento. Isso que é legal, o carnaval é para isso, carnaval é humano, não é de negócios, é isso que a gente espera”, exaltou.

Ianca esbanjava felicidade e não escondeu a importância daquele momento para ela. “O ponto alto foi a experiência que eu adquiri hoje. Fui muito agradecida por essa oportunidade, estou muito feliz. Estou feliz de a Evelyn confiar em mim para ser a primeira porta-bandeira. Então estou sem palavras. Só agradecimento mesmo”, finalizou.

Se um já fez história, imagine só 200

Só mesmo tendo Tornado como mestre para dar conta de 200 Adonirans Barbosa, que serão os ritmistas caracterizados da bateria Ritmo que Incendeia nesse carnaval. Focado em garantir a nota 10, com quatro bossas e o regulamento “debaixo do braço”, o comandante foirigoroso ao analisar o desempenho de seus pupilos. “Temos sempre que melhorar. Hoje eu daria 9.9. Vamos melhorar mais, temos que melhorar. Pode, deve e vamos melhorar. Faltou um pouco mais de tesão, só isso. A chuva atrapalhou um pouco, mas não foi só para a gente, para as outras coirmãs também. E foi isso, de resto foi bem ensaiada, bem tocada, o ritmo do começo ao fim maravilhoso, e é isso carnaval”, comentou.

Durante o ensaio, a bateria realizou alguns “paradões”, onde só se ouvia o time de canto e a comunidade. Mestre Tornado falou a respeito, e também exaltou o homenageado da escola. “O legal é isso. A escola está cantando, a escola e bateria abraçaram as bossas e a comunidade está junto. Esse foi o ritmo do começo ao fim. Manutenção do ritmo, que não caiu, além da escola cantar. A escola cantou, está vibrando, e isso é maravilhoso. Adoniran é maravilhoso, 100 anos do cara, então a gente tem que lembrar desse ano”, encerrou.

E além disso, tem outra coisa…

Dono de uma das vozes mais icônicas do carnaval paulistano, Renê Sobral dessa vez foi acompanhado dos lendários Demônios da Garoa no time de canto da Dragões da Real. Juntos, esquentaram a bateria ao som de clássicos de Adoniran Barbosa, e fizeram um conjunto esplendoroso no ensaio. O intérprete não escondeu o nervosismo inicial que sentiu ao dar sua resenha sobre o andamento do samba no ensaio, mas aproveitou para enaltecer a sua comunidade de gente feliz. “Eu estava um pouco apreensivo, principalmente porque ficamos muito tempo sem ensaiar. Com pouco tempo de ensaio de quadra, sendo que quase não tivemos ensaio de rua, ensaio de canto ‘à vera’, a gente fica um pouco apreensivo. Mas eu me surpreendi com a garra da escola hoje. O povo estava cantando muito, o povo caiu dentro do samba, que deu um resultado muito positivo no efeito de melodia, de canto e no efeito da emoção. Então estou muito feliz com o resultado do ensaio hoje. Estamos rumando no caminho certo”, manifestou.

componente dragoes

Renê é um profissional exigente, que sabe que pode obter sempre resultados melhores. Fez observações sobre pontos a serem ajustados, mas aproveitou para falar do que mais gostou de ver na avenida. “Eu sou sempre do lado de pegar no pé do componente pra ele cantar cada vez mais. Então acredito que dá pra ele cantar mais, dá para esperar um efeito melhor. Tem alguns acertos de melodia que precisamos fazer com a comunidade, mas que no decorrer nós vamos acertando. Nesse ensaio foi bom, e no próximo será melhor ainda. Além disso, eu gostei muito da nossa entonação quando damos uma ênfase no ‘Dragões amanheço em teus braços, eternizando nossos laços’. Ficou maravilhoso, o povo cantou e foi de arrepiar”, concluiu.

Evolução brilhante, comissão cativante, mas o canto pode melhorar

A Dragões da Real vem batendo na trave já há alguns anos. Ignoremos colocação final de desfile, pois no final são sempre poucos décimos que separaram a escola do título tão sonhado. Mesmo tão jovem, já são 10 anos de Grupo Especial e ninguém ignora a capacidade da tricolor de fazer grandes desfiles.

Sua comissão de frente deixará bem claro para o público do que se trata o enredo. É Adoniran Barbosa na sua plena essência, relembrando os bons tempos que marcaram a carreira de um dos artistas mais importantes da história do samba paulistano. A equipe exibiu uma dança impecável, que ficou bem casada com o pequeno, porém funcional tripé que utilizarão na apresentação. Foi sem dúvidas o ponto alto do ensaio.

rene dragoes

Em se tratando de harmonia, alguns pontos precisam ser observados. O primeiro setor da escola apresentou canto irregular, que foi crescendo exponencialmente conforme os componentes passavam. Destaque positivo para as alas que retratarão coirmãs que estiveram presentes nos antigos carnavais, onde até mesmo a pioneira Lavapés foi lembrada. O canto foi forte e vieram com roupas fazendo referência a essas agremiações. Talvez, a ala das baianas vir logo atrás do carro Abre-alas possa não ter sido uma solução adequada, mas quem sabe no segundo ensaio o alto astral da parte final se espalhe para o começo.

mestre dragoes

Sempre é importante destacar que a equipe que comanda a Dragões da Real é bastante esforçada, e aprendeu a fazer carnaval de acordo com o que é preciso para as notas atingirem o esperado. Subestimar a capacidade deles de voar e se superar pode ser um erro fatal para as concorrentes ao troféu principal. Coirmãs, cuidado para não se tornarem ‘taubas de tiro ao Álvaro’ dessa gente feliz…