InícioSão PauloEm seu segundo ensaio, Rosas consolida organização e samba; Bateria rouba cena

Em seu segundo ensaio, Rosas consolida organização e samba; Bateria rouba cena

Mesmo com pequena queda no canto, a Roseira fez um ensaio bem organizado

Fechando o final de semana de ensaio técnico no Anhembi, a Rosas de Ouro fez seu segundo e último ensaio na pista do Sambódromo. A escola trará um enredo muito atual, rituais de cura, e mostrando que o samba também tem o seu poder de curar, é o ‘Sanitatem’ da roseira. Em um dia chuvoso de São Paulo, a Rosas de Ouro manteve organização, evoluiu com tranquilidade e também de modo geral na harmonia. Porém, o canto não foi tão intenso como no primeiro ensaio. Enquanto a presidente Angelina Basílio trocou a roupa de Madre Tereza e veio como uma roupa indígena.

Fotos de Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

Harmonia oscilou no canto, mas nível é alto

A harmonia da escola não foi o principal destaque como no primeiro ensaio. Desta vez os componentes cantaram um pouco menos. Mas vale lembrar que naquele ensaio foi um coro muito intenso. E, segundo o diretor de carnaval, Evandro do Rosas, em entrevista para o site CARNAVALESCO isso pode ter um motivo. “Talvez seja porque hoje a gente também tem mais componentes novos. Talvez deva ter acontecido essa oscilação no canto. Mas agora temos quase um mês para o desfile, a gente consegue unir mais a escola e reforçar o canto”.

Sem ensaios técnicos no Anhembi, a Rosas de Ouro agora trabalhará um mês dentro da quadra e nos ensaios em sua comunidade para vir pronta para o carnaval e trazer a cura ao Anhembi. “Agora todas as semanas tem ensaio de rua, todos os domingos, com alas, bateria, escola completa, para a gente suprir essa perda de um ensaio técnico que temos aqui. Então é se preparar lá e chegar aqui para tentar conquistar o título do carnaval”.

A comissão de frente fez uma apresentação com um elemento cenográfico, já projetando o abre-alas. Enquanto as baianas estavam mescladas, algumas toda de branco, outras com a barra da saia amarela, e ainda com a bandana amarela na cabeça, dançaram bastante. Foram vistos muitos destaques no que serão alegorias, de símbolos religiosos variados como indígenas, africanas, umbanda, candomblé, entre outros. Destaco uma ala da escola, a de inclusão social do projeto ‘Inclui Sampa’ com componentes de cadeira de rodas e deficientes visuais. E no canto, foi a Ala Amantes da Madrugada. As alas vieram com adereços nas mãos como bexigas.

Mestre-sala e porta-bandeira fizeram ensaio leve

Carregando o pavilhão, o casal Everson Sena e Isabel Casagrande manteve o seu bailado com muita tranquilidade. A chuva deu uma trégua durante o desfile da Rosas, ao menos não foi intenso como de outras escolas da noite. E com isso conseguiram executar seus movimentos, treinar em frente as cabines do jurado e bailar para delírio das arquibancadas.

Samba-enredo manteve bom nível

Sob comando de Royce do Cavaco, o samba-enredo funcionou novamente no ensaio técnico. A escola cantou principalmente no refrão e na hora que a bateria fazia suas brincadeiras, intensificava mais. O carro de som mais uma vez é um ponto positivo da Rosas de Ouro, o samba está na ponta de língua, e como diz a letra é “o povo cantando em oração”.

Bateria tirou onda

Com comando do mestre Rafa, a Bateria Com Identidade roubou a cena com suas interações. Desfilou com mais leveza que no primeiro ensaio. As bossas funcionaram, fez a escola explodir no canto quando fizeram paradões, inclusive foi notável ver os integrantes cantando bastante neste ensaio. Vale ressaltar que o mestre Rafa usou um artificio de fumaça nos momentos que a bateria agachava e parava de tocar, ou seja, foi legal de ver. Após desfile, mestre Rafa mostrou dever cumprido.

“Cara, eu nem sei mais de nada. Está legal pra caramba. Estamos muito felizes com o trabalho. Não é prepotência. A gente sabe o que faz, sabe o trabalho que tem feito e tudo mais. Achar que estamos a mais, está se sentindo, não é nada disso. A gente sabe o trabalho que faz e para nós mais uma vez foi bom. Tomara que a galera, que o povo que assistiu tenha gostado também, e espero muito mais que no dia (do desfile) o jurado goste, né?. Alguns ajustes fizemos, em um andamento, afinação. Tinha uma bossa que corria, e ela correu menos. Em alguns lugares correu, mas bem menos que no primeiro ensaio. Tem bastante ensaio ainda para fazer. Não sei se a gente chega lá perfeito, mas no topo, no auge, a gente chega”.

Sobre o ponto alto do desfile, Rafa disse para o site CARNAVALESCO: “Gostei e gosto de ver a alegria do meu povo, do meu pessoal. A gente estava há dois anos sem sentir isso aí e voltar aqui em alto nível, tocando mesmo, alegre, sem perder muitas pessoas para a pandemia. É uma felicidade imensa poder estar com saúde e pisar aqui nesse solo que para a gente, para o sambista de verdade, é um solo sagrado”.

Ao lado da bateria vieram jovens mulheres com rostos pintados e com roupa branca, formaram um corredor. Destaco também duas fileiras no início da bateria da roseira com camisa da denominação ‘Gazelas’, formado por sua maioria mulheres, e são um show à parte.

Evolução progrediu, mas sempre tem ajuste

Neste ensaio, a evolução da roseira seguiu o mesmo padrão. Mesmo desta vez mais sério, já que no primeiro foi dito para o componente brincar mais, ficar leve, desta vez foi um treino definitivo para o dia do desfile. E mesmo assim, a agremiação foi tranquila no quesito evolução, passou tranquilamente pela pista, mas sempre tem ajustes. O diretor de carnaval, Evandro do Rosas, avaliou: “Ainda estamos analisando. Tivemos alguns probleminhas que eu acho normal. Coisas que dá para arrumar, tranquilo. O ensaio foi bom, a escola cantou. Termos de evolução tem algumas coisinhas para melhorar, mas estamos indo pelo caminho certo”.

Outros destaques

A rainha da escola, Ana Beatriz Godoi veio com uma roupa azul, e em um estilo indígena. A musa da escola, Thais Bianca, sempre roubando a cena com seu look prateado. Fernanda Catanoce também marcou presença e rosas pela roupa, na cabeça, e uma trança enorme.

As passistas vestindo rosa e azul claro, e os passistas de azul bebê sambaram muito. Atento, o carnavalesco Paulo Menezes acompanhou tudo do desfile pelo lado da pista, no espaço da imprensa. Do lado de fora da pista, vale ressaltar a participação da Torcida Furacão que acendeu sinalizadores, ergueu bandeiras de mastro e interagiu junto com a escola.

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