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Roteiro dos Desfiles pronto para os desfiles do Carnaval 2022

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Imagina se não tivesse o Roteiro dos Desfiles? Mas chegou a hora! O Roteiro dos Desfiles vestiu a fantasia, decorou seus carros alegóricos e traz seus destaques para mais uma edição exclusiva da publicação mais querida da Sapucaí.

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Ao longo de 13 anos, o trabalho inédito do RD (Roteiro dos Desfiles) permitiu um mergulho mais profundo na criação artística das agremiações, ressaltando os aspectos históricos e culturais dos enredos, bem como valorizando os artistas, o público folião, os turistas nacionais e estrangeiros, a imprensa e instituições carnavalescas.

Nos dias 20, 21, 22, 23 e 30 de abril, como já é tradição do Carnaval carioca, o roteiro será distribuído gratuitamente no Sambódromo do Rio.

A distribuição começa às 18h nas roletas que dão acesso à Passarela do Samba. Chegue cedo e garanta seu exemplar: porque com o Roteiro nas mãos, todos aproveitam integralmente os momentos inesquecíveis dos desfiles da Sapucaí.

Terreirão do Samba é reaberto para Carnaval 2022

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No próximo dia 20, a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, abre a temporada de shows no Terreirão do Samba Nelson Sargento que será reaberto pela primeira vez para a celebração do Carnaval deste ano com uma programação dedicada ao samba. Serão 5 dias de shows a partir das 19h.

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Foto: Rafael Catarcione/Riotur

O evento marca a estreia de Paulinho da Viola no local, além de contar com figuras ilustres do gênero, como Alcione, Tereza Cristina, Tia Surica e Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador. O valor da entrada inteira é R$20,00 e da meia-entrada, R$10,00. O Terreirão do Samba está localizado na R. Benedito Hipólito, 66, no Centro.

PROGRAMAÇÃO TERREIRÃO DO SAMBA NELSON SARGENTO

20/04
19h – DJ
20h00 – Ginga Pura, Quintal do Pagodinho, Brasil, Elaine Machado, Gabrielzinho de Irajá, Dunga, Wanderley Monteiro, Alamir e Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador
22h20 – Teresa Cristina
22h40 – Chico Alves
23h20 – Alcione
00h30 – DJ
01h00 – Belo
02h10 – DJ
02h30 – Toninho Geraes

21/04
19h00 – DJ
20h30 – Almirzinho e Banda, Marquinho Diniz, Dorina e Alex Ribeiro
23h00 – Fundo de Quintal
00h30 – DJ
01h00 – Clareou
02h3 – DJ
03h00 – Caju para Baixo
04h30 – DJ

22/04
19h00 – DJ
20h00 – Tempero Carioca, Zé Luiz do Império, Matriarcas do Samba e Tia Surica
22h10 – Banda do Terreirão
22h40 – Luiz Camilo
23h10 – Bruno Maia
23h20 – Zeca do Trambone
23h30 – Carlos Dafé
00h00 – Agita Samba
01h00 – DJ
01h30 – Diogo Nogueira
03h30 – Pique Novo

23/04
19h00 – DJ
20h00 – Bruno Gama, Mauro Diniz, Juliana Diniz, João Diniz, Marquinho Sathã e Velha Guarda do Império Serrano
23h30 – Delcio Luiz
00h00 – Jorge Aragão
02h00 – DJ
03h00 – Vou pro Sereno

30/04
19h00 – DJ
20h00 – Terreiro de Criolo, Didu Nogueira, Pedrinho da Flor e Amanda Amado
23h00 – Paulinho da Viola e Beatriz Rabelo
00h30 – DJ
01h00 – Lecy Brandão
02h30 – DJ
03h30 – Péricles
05h00 – DJ

Série ‘Barracões’: Tucuruvi relembra antigos carnavais ao propor reflexão sobre o futuro da festa

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Os Acadêmicos do Tucuruvi abrirão, na noite do dia 22 de abril, os desfiles do Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi. Em seu retorno à elite da folia paulistana, a escola pretende levantar o público com o enredo “Carnavais… De lá pra cá o que mudou? Daqui pra lá o que será?”, mas também propor uma reflexão sobre o que as pessoas querem para o futuro dessa festa popular. A equipe do site CARNAVALESCO visitou o barracão do Zaca e conferiu o andamento dos preparativos.

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Procurando entender onde a gente se perdeu

A apresentação, desenvolvida pelos carnavalescos Dione Leite e Fernando Dias, foi proposta pelo presidente Jamil. Teve como principal fonte de inspiração as pessoas da própria comunidade, mas também deu voz a todos aqueles envolvidos com o carnaval de alguma forma.

“Tivemos o cuidado de mostrar o que as pessoas falavam dentro da nossa escola, em outras escolas, pessoas que não são de escolas. Todas as pessoas que têm alguma ligação com o carnaval usavam praticamente as mesmas falas. O que é o engessamento do carnaval de São Paulo? Quais são os valores que estão balançando contra o pavilhão de uma escola de samba? Onde foi parar o samba no pé?”, disse Dione.

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Ao longo dos quatro setores, o público será convidado a viajar nos “Trilhos da Saudade”. A escola irá relembrar como era brincar no carnaval de São Paulo desde os seus primórdios, partindo do Vale do Anhangabaú, passando pela Avenida Tiradentes até chegar no Anhembi, para compreender onde a alegria e a simplicidade deixaram de ser prioridades.

“Precisávamos ir lá atrás, falar sobre o passado, trazer a essência do carnaval, discutir a ideia onde ela acontece com muita força. Como que isso começa a se diluir, em que parte da história que isso se perdeu ou não, que essa é a pergunta do enredo. Para que se chegasse ao final do enredo e tivéssemos uma conclusão com perguntas muito bem embasadas, e houvesse uma comparação. Não tinha como falar do que é ou o que será sem refletir com o que estava lá no passado”.

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O ápice da liberdade foi na Avenida Tiradentes

O diretor de carnaval da Tucuruvi, Rodrigo Delduque, marca presença no carnaval desde os tempos da Tiradentes. Tempos esses em que as regras não eram tão complexas, o folião sambava despreocupado e trazem lembranças calorosas para todos aqueles que testemunharam os anos dourados das escolas de samba. Em sua opinião, o desenvolvimento do enredo ajudou a própria escola a rever seus conceitos.

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“É uma das coisas que fez com que nós também mudássemos um pouco a cabeça da Tucuruvi. Relembrar tanto o passado, com alegria, e hoje estamos em um jogo, uma disputa com outras 13 coirmãs. Mas que a gente também não deixe de levar a alegria, não deixe de levar a essência e as pessoas que fizeram tanto pelo nosso carnaval”, declarou Rodrigo.

O peso da globalização com a chegada ao Anhembi

“Eu vejo o Anhembi como o grande divisor do carnaval. Quando chegamos ao Anhembi, recém-chegados da Tiradentes, nós não tínhamos carnaval para a tal estrutura. Era certo que o carnaval cresceria para que o Sambódromo nos acolhesse na forma como é hoje. Com essa mudança toda, esse crescimento todo, tende a administração também imperar. A partir daí começamos a mostrar a grandiosidade do Anhembi, o crescimento das escolas de samba, e começamos a apontar até que ponto o jogo é sadio. Até quando o número é muito melhor que a essência. Hoje nós deixamos de fazer essência para fazer jogo, resultado”, opinou o diretor.

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“Nós nos globalizamos. Nos transformamos no maior espetáculo da Terra quando chegamos ao Anhembi. E isso é bom para o carnaval, é ótimo e é reconhecido. Não podemos ser hipócritas e dizer que isso aqui está tudo errado ou que não está. O que está errado é a forma como as pessoas olham o carnaval, como estão cuidando do carnaval, da forma que estamos fazendo as coisas por ele. Quando ele chega no Anhembi, cresce de uma forma muito grande e toma essa proporção mundial. Isso nos traz o bônus, mas também tem o ônus”, completou Dione.

O Grande Cassino Carnaval

Um dos momentos de maior destaque no desfile dos Acadêmicos do Tucuruvi será o terceiro carro da escola, batizado de “O Grande Cassino Carnaval”. O público conseguirá identificar diversas críticas que são muito comuns de serem feitas entre as pessoas no cotidiano das agremiações. Uma grande mão errante será a responsável por apontar quem são aqueles que se enquadram dentro de todos aqueles elementos retratados, ou seja, algo visto pela escola como imprevisível nos dias de hoje.

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“Uma grande aposta. Sabe-se lá o que vai acontecer. Antes da quarta de cinzas é uma interrogação para qualquer ser humano ligado ao carnaval. Uma coisa que o nosso diretor sempre defende muito é que não há surpresa. Não existem surpresas quando você se prepara, quando você realmente trabalha em prol disso. Só que muitas vezes no carnaval há algumas surpresas. E essas surpresas nem sempre estão relacionadas ao dia do resultado. Não é só sobre o resultado. Mas é sobre o dia a dia do carnaval. Nós trabalhamos 365 dias fazendo o carnaval para a grande noite, e na grande noite nós nem vemos o que acontece. O que a gente vivencia do carnaval são os 365 dias, que é quando você planeja, executa, vai atrás, motiva, se motiva, e isso para mim é o que dá uma diferença grande. E esse Cassino Carnaval fala um pouco de tudo. É onde tem uma pitada bem mais assim, uma ‘alfinetadinha’ muito legal para quem irá se identificar. Acho que é o carro da identificação. Quem estiver lá na arquibancada vai conseguir olhar, se identificar e dizer ‘é, eu também acho que é isso aí’”, explicou o carnavalesco.

Conheça o desfile

Primeiro setor: “Uma viagem nos trilhos da saudade”
Dione: “A gente começa nos primórdios de tudo. Damos uma pincelada para termos uma referência do surgimento do carnaval, que vem do povo preto, do povo de alma simples. Mas ao mesmo tempo tem a parte europeia do carnaval, que traz toda a grandiosidade dos salões, traz as riquezas, traz os corsos pela cidade, e isso cria um contraste. É onde o samba se encontrava nesse momento, ele estava em todos os lugares. Mas quem será que é o preferido dele? A simplicidade do seu povo, que andava pela rua com qualquer roupa, batendo em lata de graxa, ou quem estava no salão de luxo, que havia até interferências de outras culturas na arte do carnaval? É a partir desse ponto que começamos a mostrar para o público onde o samba sempre quis estar, que é no meio do povo dele, por causa da essência dele.”

Segundo setor: “Um desfile na Avenida Tiradentes”
Dione: “A partir desse ponto, vamos traçar um segundo momento. Vamos recordar a Avenida Tiradentes, que é onde o carnaval de São Paulo ganha uma base muito forte e uma avenida para si. Ganha notoriedade e charme para fazer seu carnaval. Nós não vivemos a época da Tiradentes, mas escutamos as pessoas falando. Escutamos o Rodrigo e todo mundo falando, que tem cada história incrível, e isso nos encantou. Né, Rodrigo? Fala um pouco da Tiradentes para a gente.”

Rodrigo: “As lembranças que tenho da Tiradentes é que toda vez que eu conseguia chegar lá com a minha mãe, só conseguíamos assistir a Peruche, que hoje é retratada dentro da nossa bateria como uma das grandes essências do carnaval. Por estar no segundo setor, onde evidenciamos a Tiradentes, não poderíamos deixar de destacar também uma escola como a Peruche, dentre tantas outras que virão nesse setor e ao longo do nosso carnaval. Também é um presente ao nosso mestre de bateria (Serginho), que foi criado dentro do Peruche”.

Terceiro setor: “De lá pra cá, o que mudou?”

Fernando: “No nosso terceiro setor é a parte aonde chegamos no Anhembi, no nosso templo. Ele é construído e nós vamos para lá. E assim vão surgindo novas histórias e novas escolas, como as escolas de torcida, as disputas, que nem hoje estamos envolvidos nela. A partir daí começamos a ter outro momento, outra visão do carnaval, em uma época em que se criam as regras em que estamos dentro para poder nos organizar e ter um outro caminho. Porque não dá para chegar lá e crescer sem ter uma disciplina, uma regra. Não dá para chegar no oba-oba”.

Dione: “É exatamente como o Fernando falou. Vem a questão das disputas entre as escolas. Há uma questão, que foi taxada de forma pejorativa como ‘escolas de torcida’, mas elas trouxeram para o carnaval mais organização. A partir disso nós vimos que não dá para ficar dormindo, está aparecendo gente nova e precisamos começar a nos organizar também. Então o carnaval ele ganha, só que ao mesmo tempo, quando o Fernando fala sobre as regras, nós nos perguntamos muito, porque nem tudo também está escrito. Nós também estamos engessados”.

Quarto setor: “Daqui pra lá, o que será?”

Dione: “É uma reflexão para que todas as pessoas possam pensar que, se não mudarmos de atitude, o que pode acontecer com o carnaval? Esse último setor está muito pautado nas falas das pessoas. Nós como escolas de samba não afirmamos nada. Nosso dever é fazer com que as pessoas pensem, para que possam ter as suas respostas. Vamos pegar a fala das pessoas, colocar dentro de um enredo plasticamente, para que tenha alguma identidade e quem sabe isso se torne a grande voz que o povo do samba está tendo a oportunidade de usar. Tivemos esse cuidado de que não fosse apenas a voz do Tucuruvi, mas de todo o carnaval, de todo sambista, para que possamos repensar o caminho futuro da nossa festa”.

Ficha técnica

Enredo: “Carnavais… De lá pra cá o que mudou? Daqui pra lá o que será?”
Alas: 14
Alegorias: 4
Componentes: 1800

Série ‘Barracões’: Mocidade Alegre exalta Clementina de Jesus

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A Mocidade Alegre pisará no Sambódromo do Anhembi em 2022 fazendo uma pergunta que não quer calar. “Quelémentina, cadê você?”. Tal questionamento é o título do enredo em homenagem a cantora Clementina de Jesus. A resposta será desvendada ao longo do desfile da escola do bairro do Limão, na forma de uma homenagem que exaltará a importância dessa mulher na representação da africanidade do povo brasileiro.

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Fotos de Diego Cesilio/Divulgação

Rainha Ginga, Quelé, ou até mesmo “Mãe”, são algumas das diferentes formas de carinho e respeito utilizadas por amigos e fãs para se referir a Clementina de Jesus da Silva. Filha de pai senegalês e de mãe que, assim como ela, nascida na cidade de Valença, interior do Rio de Janeiro. Demorou mais de meio século, mais precisamente 63 anos, para iniciar sua carreira na música, sendo descoberta nas caminhadas até a praia do compositor Hermínio Bello de Carvalho, enquanto cantava na Taberna da Glória, na capital carioca.

Quem foi Quelé? Entendendo a proposta do enredo

A ideia da Morada do Samba é fazer a coroação de Clementina e seu legado, narrando a jornada da cantora, que acompanhou de perto os primeiros passos da Portela, mas que, quando se casou com Albino Pé Grande, se mudou para o Morro da Mangueira e pela verde e rosa foi arrebatada. O carnavalesco Edson Pereira contou sobre como a ideia dessa homenagem nasceu.

“Assim que eu finalizei o último ano de carnaval da Mocidade Alegre, eu percebi que é uma escola muito movida a emoção. Esse é o ponto de partida da Mocidade Alegre. E aí eles me pediram que sugerisse um enredo, e já existia na minha cabeça a ideia de fazer um enredo sobre Clementina de Jesus. Eu acredito na força de Clementina, e acho que ela não foi reconhecida em vida como a grande mulher que ela é. Morreu como uma pessoa pobre, muito pouco reconhecida ainda. Só depois que morreu que ela foi reconhecida. Então o que a gente quer agora, com a Mocidade, é coroar a Negra Quelé como Rainha Quelé”.

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A Rosa dos Palcos da voz de navalha

Ainda criança, Clementina se mudou para a capital carioca, onde viveu por muitos anos no bairro de Oswaldo Cruz. Aprendeu rezas e cânticos ancestrais acompanhando o trabalho de sua mãe ganhadeira, que era o nome popularmente dado às escravas que lavavam roupas para comprar a própria alforria. Músicas que cantou ao longo de toda sua vida, e as quais não abandonou nem quando foi enfim revelada para o grande público.

Em seus primeiros anos de carreira, Clementina de Jesus se apresentou no show Rosa de Ouro ao lado de artistas consagrados como Paulinho da Viola e Nelson Sargento, e que foi dirigido pelo mesmo Hermínio Bello de Carvalho que a revelou. Sua voz ficou conhecida por ecoar belas músicas em um tom que não escondia os tantos anos da vida humilde que sempre levou. Essa simplicidade encantou Edson durante suas pesquisas para o desenvolvimento do enredo.

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“O que mais achei interessante foi saber que uma mulher com tanta simplicidade, tanto conhecimento, tantas coisas para nos ensinar, tinha tanta humildade. Isso valorizou muito mais o trabalho em si”.

‘Fui feita pra vadiar’

Todas as línguas passam por constantes transformações ao longo dos anos. A palavra “vadiar” se consolidou apenas pela referência a pessoas que não fazem nada de útil, relevante, produtivo. Mas teve tempos que, ao dizer que alguém vadiava, era o mesmo que dizer que essa pessoa apreciava a vida de forma despreocupada. Essa era uma característica da personalidade da artista que inspirou o compositor Candeia a escrever a música “PCJ”, cuja sigla significava Partido Clementina de Jesus, e que foi imortalizada na parceria entre Quelé com Clara Nunes. O samba da Mocidade Alegre faz referência a versos dessa canção no seu refrão do meio.

A prece no cantar da Filha de Zambi

O público que comparecer ao Sambódromo do Anhembi apreciará, ao conhecer a trajetória de Clementina de Jesus, como era o estilo de vida dos primeiros descendentes de escravos libertos, que nasceram na mesma época que Quelé, apenas poucos anos após a assinatura da Lei Áurea.

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Conheceremos a jornada de uma mulher que não foi muito diferente do que conhecemos de pessoas que fazem parte do dia a dia de uma escola de samba. Clementina deu seus primeiros passos na Mangueira, mas também desfilou em blocos, participou do grupo Folia de Reis, e viu a Portela se tornar escola muitos anos antes de ter sido revelada como artista. Muitos sambistas irão se reconhecer nas fantasias das alas e nas alegorias do desfile da Morada do Samba. Edson Pereira sabe que fez uma grande escolha de enredo, e vê nessa identidade o grande trunfo a ser aproveitado pela escola.

“É a comunidade inteira da Mocidade, que abraçou e aceitou muito bem esse enredo. A escola está organizada, e eu acredito muito que será um grande desfile.”
Em função da pandemia, o carnaval de 2022 contará com um menor número total de alegorias e desfilantes por escola, mas o tempo de desfile está mantido em até 65 minutos. A presidente Solange Bichara quer agraciar o público com diferentes surpresas, e pede a todos para ficarem atentos.

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“Como viremos com a escola muito mais compacta, e o tempo de desfile é o mesmo, com um desfile mais calmo várias coisas irão acontecer. Mas aí eu vou pedir para vocês ficarem de olho”.

Ficha técnica:
Enredo: “Quelémentina, cadê você?”
18 alas
4 Alegorias + 1 Tripé
2800 componentes

Mocidade perdeu 35% de décimos em quesitos plásticos nos últimos cinco anos. Comissão, casal e enredo são destaques

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A Mocidade Independente de Padre Miguel vive um excelente momento depois que o fim da Era Castor de Andrade deixou a escola vários carnavais como coadjuvante no Grupo Especial. Mas entre 2017 e 2020 a escola voltou a ser campeã, tirou um 3º lugar e vem voltando no sábado das campeãs nos últimos quatro anos, algo só repetido nos áureos anos 90.

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A Estrela Guia é a escola analisada na série de reportagens ‘De olho nos quesitos’. Se foi campeã em 2017, certamente é possível afirmar que outros campeonatos poderiam ter chegado não fosse o desempenho em quesitos plásticos, conforme a reportagem do CARNAVALESCO comprova neste material. Ao longo dos últimos cinco anos a verde e branca perdeu 60 décimos, 21 deles em alegorias e fantasias. A média de perda foi de 1,2 ponto por ano, muito graças ao desfile de 2016, quando a escola foi penalizada com um total de 3,5 pontos. Entre 2017 e 2020 a média cai para apenas seis décimos perdidos por ano.

Confira o desempenho da Mocidade quesito a quesito:

Alegorias e Adereços

Os independentes mais atentos reconhecem: o que tem tirado a Mocidade da chance de ser campeã são os quesitos plásticos, notadamente aqueles que são 100% dependentes do aspecto visual, caso de alegorias. Especialmente em 2016 e 2019 a escola foi muito penalizada (oito dos nove décimos perdidos no período foram nesses anos). Em 2018 a perda foi mínima, de um décimo. Isso torna o quesito o de segundo pior desempenho da Mocidade nos últimos carnavais.

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Bateria

Em que pese alguns julgamentos injustos sofridos pela Não Existe Mais Quente, foram seis décimos de penalização nos últimos cinco desfiles, o que dá uma média superior a um décimo por ano. Apenas em 2018 e 2019 a escola fechou a apuração com os 30 pontos. 2016 responde por 50% da perda total no período e nem no título de 2017 a escola conseguiu gabaritar no seu quesito mais famoso.

Comissão de Frente

Certamente um dos quesitos mais consistentes de todo o Grupo Especial é a comissão de frente da Mocidade. Se o independente já chega no desfile preocupado com as notas em alegorias e fantasias, também já sabe que dificilmente a escola deixará pontos em comissão de frente. Foram apenas quatro décimos perdidos em cinco anos, média inferior a um por ano. E seria ainda mais positivo não fosse o desfile de 2016, onde todos os quesitos sofreram penalizações altas. Desde o antológico Aladin de 2017 foi apenas um décimo perdido no quesito, em 2019.

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Enredo

Quesito de desempenho idêntico à comissão de frente. Dos quatro décimos de punição nos últimos cinco anos, três aconteceram em 2016, quando a escola terminou na 10ª posição. De lá pra cá, Alexandre Louzada e Jack Vasconcelos garantiram à escola 119,9 pontos em 120 distribuídos no quesito. A Mocidade não é penalizada em enredo desde 2017, mas é preciso lembrar que esta punição se deveu a um erro da Liesa que não atualizou uma mudança no roteiro de desfile da escola, fazendo com que o julgador tirasse um décimo da escola. A falha foi responsável pela divisão de título com a Portela naquele ano.

Evolução

Como o fã de carnaval pode perceber, a média de penalizações da Mocidade fica prejudicada pela consideração do desfile de 2016, que foi o último onde a escola passou muito mal pela avenida. Em evolução, por exemplo, a verde e branca perdeu meio ponto somente no fatídico desfile citado e nos últimos quatro carnavais apenas dois décimos, em 2018, por causa de uma saída equivocada da bateria do segundo recuo que causou um buraco no último módulo. O total da perda do quesito foi de sete décimos.

Fantasias

Na apuração de 2018 a Mocidade caminhava se não para o bicampeonato mas para brigar até o último décimo pelo título, até que no quesito fantasias foram quatro décimos de punição de uma só vez. Em 2016 foram mais cinco e no último desfile em 2020 outros três. 1,2 ponto perdido em cinco anos, média de 0,2 por desfile. Números que tornam o quesito fantasias o calcanhar de aquiles dos desfiles da Mocidade.

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Harmonia

Considerada como uma das melhores harmonias do atual Grupo Especial, a Mocidade perdeu apenas dois décimos no quesito nos últimos quatro anos. Em 2017, 2018 e 2020 a nota máxima foi alcançada. Mesmo com os três décimos de desconto em 2016, o quesito se coloca como o de segundo melhor desempenho da escola, atrás apenas de comissão de frente, enredo e mestre-sala e porta-bandeira.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A Mocidade é um celeiro de formação de portas-bandeiras. Babi Cruz, Lucinha Nobre e a atual detentora do pavilhão, Bruna Santos, são bons exemplos. Além disso, Marcella Alves também já passou pela Estrela Guia. Coincidência ou não, este é um dos quesitos mais fortes da escola. Apenas quatro décimos de punição em cinco carnavais. Foram dois décimos em 2016, um em 2019 e um em 2020 e o restante 30 pontos. Ao lado de enredo e comissão de frente o melhor desempenho da escola.

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Samba-Enredo

Pode surpreender a muito independente o fato de o samba-enredo representar o segundo pior desempenho da escola ao lado de alegorias. Mas como já dito nesta reportagem, o acidentado desfile de 2016 puxa todas as médias para baixo. Naquele ano a punição foi de seis décimos, o pior quesito da Mocidade em toda a apuração. Mas se pegarmos entre 2017 e 2020 são apenas três décimos perdidos, todos em 2019. Ao lado de comissão de frente, enredo e harmonia samba-enredo foi o único a gabaritar três vezes nos últimos cinco carnavais.

É de arrepiar! Com grande público na Conde de Bonfim, Salgueiro dá show de canto em último ensaio

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O Salgueiro fechou a temporada de ensaio para o Carnaval 2022 com o tradicional treino na Conde de Bonfim. A escola levou ótimo público para as ruas da Tijuca e promoveu grande espetáculo digno de emocionar qualquer um, salgueirense ou não. Com forte canto da comunidade e grande trabalho da bateria Furiosa, a agremiação se mostrou pronta para o desfile na próxima sexta-feira.

Com grito de campeão preso há 13 anos, a comunidade do Salgueiro colocou mais uma vez à prova a força do chão da comunidade. Empolgadas e vestidas com as roupas do ensaio técnico, todas as alas passaram cantando do início ao fim. A ala de passistas e Maculelê, do mestre Carlinhos do Salgueiro também deram show à parte. O refrão do samba foi gritado não só pelos componentes, mas também pelo público presente.

“Daqui a pouco chega o Natal, mas não chega o Carnaval. Agora são cinco dias, mas vão virar uma eternidade. A expectativa é muito grande para a gente executar o que temos treinado em mais de 780 dias. Só queremos desfilar. Marcamos mais uma vez a história da Tijuca com esse ensaio. Viemos consagrar esse conjunto de bairros aqui da Grande Tijuca que também faz parte da nossa comunidade e nos ajuda a crescer cada vez mais. Hoje o Salgueiro é reconhecido no mundo todo, temos gente de Portugal, Estados Unidos, que vem desfilar com a gente, que vira salgueirense. E isso é graças a essa comunidade, que leva a alegria para o povo do Carnaval. Eu comecei a trabalhar em barracão em 2011, e afirmo que esse é o maior Carnaval que eu já fiz na minha vida”, analisou o diretor de Carnaval, Alexandre Couto.

Com barracão grandioso, rico em detalhes e de acabamento impecável, o Salgueiro promete grande espetáculo na Sapucaí na próxima sexta-feira. Será o terceiro Carnaval do presidente André Vaz à frente da Academia do Samba. Desde 2010, a escola volta no desfile das campeãs, com três vice-campeonatos, mas para o mandatário, esse ano a expectativa é pelo lugar mais alto do pódio.

“Foi muito difícil o que todos nós passamos, mas com muita união e muito empenho, conseguimos estar prontos para o desfile em 2022. Nós vamos surpreender o público com um grande espetáculo, e que a gente possa conquistar esse campeonato tão sonhado pela escola. Nós chegamos muito fortes para essa briga pelo título. Temos um samba bom, que já tá na boca do povo. Fantasias maravilhosas, carros alegóricos imensos, tripés, além de todos os segmentos muito unidos. Fora a nossa comunidade, que dispensa comentários. Vamos para cima e ganhar esse campeonato”, projetou André Vaz.

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Alguns membros importantes do Salgueiro já aproveitaram estes últimos dias para descansar e poupar energia para a apresentação no Sambódromo, como foram os casos de Marcella Alves, Sidiclei e Quinho. Sem perder pontos nos dois primeiros anos que comandaram a Furiosa, os irmãos Guilherme e Gustavo impulsionaram a escola e o público com bastante energia da bateria. A dupla falou sobre o longo trabalho até aqui e comentou a expectativa para sexta-feira.

“O início foi muito difícil por conta da pandemia, muitos ritmistas com medo, foi um ano bem atípico, no qual tivemos que entender a galera. Alguns perderam empregos, mudaram de horários, foi difícil para todos, temos que entender. Mas conforme o tempo passou as coisas se ajustaram e tudo correu bem até esse momento. Além da gente trabalhar no Salgueiro, somos salgueirenses, de berço, então a gente curte estar na nossa escola. Estamos sempre acompanhando tudo de perto, no barracão, em contato com Emerson e Quinho, Marcela e Sidiclei, tudo unido. Isso tudo é em prol do Salgueiro. O presidente deu todo suporte na dificuldade e hoje a gente chega no barracão e se emociona. Aqui tem uma energia e uma garra muito grande pra conseguir esse título”, vibrou Gustavo.

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“Sendo sincero, eu estou tranquilo, já estamos acostumados com os desfiles há muitos anos. Mas claro, cada ano é uma emoção diferente. Não quero pensar em nervosismo, fizemos um ensaio técnico muito bom, a bateria e a escola estão vibrando demais, e isso deixa a gente com ainda mais vontade. Quero curtir o Carnaval também, na quarta, na quinta. Amanhã a gente faz a entrega das fantasias com aquele último retoque na afinação dos instrumentos que vão para a Sapucaí. Vamos fazer as coisas com calma, são só cinco dias, mas dá para organizar tudo direitinho, temos que curtir o processo também. Hoje almoçamos com toda diretoria, então é um clima de família e união mesmo”, comentou Guilherme, que finalizou:

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“Essa semana nós fomos no ensaio da comissão de frente, do Patrick, já com os figurinos, com tripé funcionando, e foi um espetáculo. Eles começaram a ensaiar às 3h30 da manhã. Vimos a prova de roupa da Marcela e do Sidiclei. Participamos da reunião dos harmonias. Então essa parte de curtir o processo é muito bacana. Está todo mundo com vontade de ser campeão. Eu acho que vencer é parte do que a gente vai fazer lá no dia, são vários quesitos únicos, como Mestre-Sala e Porta-Bandeira é uma nota, bateria é outra. O mais importante é que está todo mundo muito feliz com o trabalho. No dia vai bater aquele nervosismo, é normal, mas nós sabemos o que temos que fazer. Vai dar tudo certo”, encerrou o mestre.

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Freddy Ferreira: Panorama das baterias da Série Ouro para o Carnaval 2022

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A proposta do panorama pré desfile é informar o que se aguarda das baterias da Série Ouro no geral, além de pontuar o que se espera de uma a uma individualmente. Muitas das vezes, além da produção sonora, uma bateria busca passar algum aspecto cultural envolvido ao enredo da escola de forma musical, agregando inestimável valor ao ritmo. A intenção desse conteúdo, portanto, visa garantir ao leitor uma quantidade de informações mínimas, no intuito de guiar os sambistas e apreciadores de ritmo, proporcionando uma absorção musical mais fluída de cada bateria.

No dia do desfile oficial após a passagem de cada escola será publicado um texto, analisando a bateria pela pista e pontuando as passagens pelos módulos de julgadores. Numa análise que, além de exaltar fatores positivos e mencionar peculiaridades de cada ritmo, também fará ponderações de caráter técnico, levando em conta as apresentações das baterias para os jurados. No final de cada dia de desfile será gravado um vídeo contendo um apanhado geral sobre os ritmos, resumindo as passagens de cada bateria como quesito.

Em Cima da Hora

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Da bateria da Em Cima da Hora de Mestre Wando se espera uma sonoridade marcada por um timbre um pouco mais grave, com pulsação firme. Além de um acompanhamento de peças leves que complementem com qualidade o ritmo da Sintonia de Cavalcante, auxiliando nas bossas de modo eficaz. É aguardada uma bateria que mostre seu valor sonoro na tradicional Em Cima da Hora.

Cubango

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Na Acadêmicos do Cubango a expectativa é de um ritmo marcado pelo equilíbrio entre naipes, por parte da bateria Ritmo Folgado (RF) de Mestre Demétrius. Tudo isso acompanhado por paradinhas de alto grau de complexidade e bom gosto musical. Vale ouvir com carinho a execução em conjunto das bossas envolvendo os atabaques na bateria da Cubango.

Unidos da Ponte

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A Ritmo Meritiense da Unidos da Ponte, sob a batuta do estreante Mestre Branco Ribeiro, exibirá uma concepção musical ousada. Uma bateria da Ponte mais pesada, com afinação grave de surdos, mas com peças leves eficientes para preencher seu ritmo. Paradinhas que pretendem unir boa musicalidade e espontaneidade.

Porto da Pedra

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A Ritmo Feroz de Mestre Pablo mesclará boa sonoridade a bossas de grau de dificuldade elevado. A base musical das paradinhas envolverá ritmistas que tocam timbal, produzindo uma sonoridade peculiar, inclusive na largada da bateria subindo o samba da Unidos do Porto da Pedra.

União da Ilha

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A Baterilha dos Mestres Keko e Marcelo promete uma apresentação com destaque para a batida de caixas com sua acentuação rítmica tradicional e um acompanhamento acima da média das peças leves. Além das paradinhas com boa concepção musical e um elemento audiovisual com potencial de alto impacto.

Unidos de Bangu

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A bateria Caldeirão da Zona Oeste (CZO) de Mestre Léo Capoeira levará para a Avenida um amplo leque de paradinhas com grau de dificuldade extremo. Os destaques vão para as bossas do refrão do meio e para a complexa paradinha da segunda do samba, onde a bateria da Unidos de Bangu pretende fazer uma alusão rítmica à bateria da Mocidade.

Acadêmicos do Sossego

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A bateria Swing da Batalha de Mestre Laion aliará bom ritmo a uma desenvoltura acima da média. As paradinhas da bateria da Acadêmicos do Sossego unem produção de sonoridade com solidez a movimentos sincronizados, na tentativa de instigar o público a “cair dentro” do samba da escola.

Lins Imperial

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Na estreia de Mestre Átila, a expectativa é por uma bateria da Lins Imperial tentando cativar a plateia com sua musicalidade e espontaneidade. A paradinha iniciada no refrão principal terá acentuado nível de dificuldade, além de movimentos interativos pela pista. O destaque sonoro tem tudo para ser a bossa em que os ritmistas da Lins Imperial tocarão com as características da bateria da Mangueira, no enredo sobre Mussum.

Inocentes de Belford Roxo

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A estreia de Mestre Juninho na Cadência da Baixada tem a expectativa por uma bateria mais pesada. As bossas terão grau de dificuldade acima da média. No acompanhamento das peças leves, uma ala de tamborins com elevado número de ritmistas (por volta de 40) pretende complementar o ritmo e ajudar na equalização com a afinação mais grave da bateria da Inocentes.

Estácio de Sá

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A bateria Medalha de Ouro juntará sua musicalidade identitária a uma desenvoltura que pretende ter destaque. Uma bateria da Estácio de Sá dirigida por Mestre Chuvisco buscando unir boa musicalidade a uma passagem arrojada, na tentativa de levantar o público da Sapucaí, principalmente os rubro-negros.

Acadêmicos de Santa Cruz

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A bateria Tabajara da Zona Oeste de Mestre Riquinho planeja aliar bom ritmo à leveza de movimentos sincronizados. A cabeça do samba terá uma bossa de execução praticamente constante. Além de uma paradinha do refrão de baixo, que unirá ritmo a uma saudação ao público e julgadores.

Unidos de Padre Miguel

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A bateria Guerreiros de Mestre Dinho exibirá uma plataforma sonora mais grave aliada a um acompanhamento de peças leves buscando destaque. As paradinhas são de elevado grau de dificuldade. A bateria da Unidos de Padre Miguel contará com a utilização de atabaques, tentando preencher o ritmo com boa musicalidade.

Acadêmicos de Vigário Geral

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A Bateria Swing Puro de Mestre Luygui produzirá um ritmo pautado pela melodia, executando viradas na tentativa de impulsionar o samba, se aproveitando das nuances da obra. A paradinha de maior destaque engloba um solo de agogôs e atabaques no refrão principal, numa bossa que se estende em complexidade e musicalidade até parte da primeira.

Império da Tijuca

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A bateria Sinfonia Imperial regida por Mestre Jordan unirá seu tradicional ritmo com naipe de caixas de guerra e afinação de surdos característica a um bom acompanhamento de peças leves. A bossa iniciada na segunda passada do refrão principal é a de maior complexidade musical, com participação de surdos de terceira com duas macetas preenchendo a sonoridade.

Império Serrano

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A estreia de Mestre Vitinho, filho de Mestre Faísca, na bateria Sinfônica do Samba é cercada de expectativa. Uma bateria do Império Serrano disciplinada é aguardada. Assim como paradinhas de grau de dificuldade elevado e construção musical refinada. Destaque para a bossa onde os tradicionais agogôs da Serrinha tocarão em ritmo de Capoeira, em alusão ao enredo sobre o capoeirista Besouro Mangangá.

Considerações finais

As baterias da Série Ouro do Grupo de Acesso prometem apresentações de invariável qualidade. Além da concepção musical muito bem elaborada, é aguardado um desempenho acima da média das baterias envolvidas, no que tange a desenvoltura. A expectativa é por uma mescla entre boa sonoridade e espontaneidade. Garantindo assim, além da produção de bom ritmo, uma tentativa cada vez mais nítida de tratar seus desfiles como autênticos espetáculos. A busca será, portanto, por aliar musicalidade à apresentações que propiciem interação popular, transformando a passagem da bateria das agremiações numa parte primordial inserida no show de cada escola de samba.

Grupo de Avaliação e Série Bronze abrem o carnaval da Superliga na Intendente Magalhães

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A Superliga Carnavalesca do Brasil prepara um grande show com suas escolas filiadas na Intendente Magalhães. Nesta semana, abrem as celebrações no bairro de Campinho as escolas do Grupo de Avaliação, quinta-feira, dia 21 de abril e a Série Bronze, na sexta-feira, 22 de abril. Os desfiles marcam a volta do carnaval após o período de pandemia.

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Foto: Divulgação

Com entrada franca, o público presente curtirá duas noites de grandes apresentações. No total, 33 escolas cruzarão a pista levando suas comunidades para o maior espetáculo da terra. Quem for assistir deverá apresentar o cartão de vacinação para acessar as arquibancadas populares.

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Foto: Gabriel Monteiro – Riotur

“Foram dois anos de incertezas, mas as escolas seguiram trabalhando, mesmo em home office. O retorno dos desfiles é aguardado por todos, as agremiações fizeram um lindo trabalho e vão ser coroados na avenida. Independente da disputa, todas já são vencedoras,” revelou o Presidente Clayton Ferreira.

No grupo de avaliação, 21 escolas lutarão por 8 vagas para o acesso à Série Bronze em 2023. Já no Bronze, 12 agremiações disputam por 6 vagas na Série Prata no próximo carnaval. Os desfiles da Série Prata acontecerão nos dias 29 e 30 de abril.

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Foto: Gabriel Monteiro – Riotur

Confira a ordem

GRUPO DE AVALIAÇÃO – 21 DE ABRIL – 20H

1º IMPÉRIO DE BRÁS DE PINA2º BANGAY3º COROA IMPERIAL4º ALEGRIA DO VILAR5º FLAMANGUAÇA6º MOCIDADE UNIDA DA CIDADE DE DEUS7º CAMISA 108º UNIDOS DA BARRA DA TIJUCA9º BALANÇO DO IRAJÁ10º UNIDOS DE COSMOS11º IMPÉRIO DA ZONA NORTE12º COROADO DE JACAREPAGUÁ13º CONCENTRA IMPERIAL14º UNIDOS DO CABRAL14º IMPÉRIO DE NOVA IGUAÇU16º TUBARÃO DE MESQUITA17º ACADÊMICOS DA PEDRA BRANCA18º COLIBRI19º GATO DE BONSUCESSO20º FLOR DO JARDIM PRIMAVERA21º UNIÃO RIO MINAS

SÉRIE BRONZE – 22 DE ABRIL – 20H

1º MOCIDADE UNIDA DO SANTA MARTA2º ACADÊMICOS DO JARDIM BANGU3º UNIÃO CRUZMALTINA4º IMPÉRIO DE PETRÓPOLIS5º ACADÊMICOS DO DENDÊ6º ACADÊMICOS DO PEIXE7º IMPÉRIO RICARDENSE8º VICENTE DE CARVALHO9º GUERREIROS TRICOLORES10º UNIDOS DE MANGUINHOS11º ACADÊMICOS DE JACAREPAGUÁ12º ARRASTÃO DE CASCADURA

CARNAVALESCO e Instituto do Samba preparam mais uma edição do prêmio ‘Estrela do Carnaval’ em São Paulo

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O site CARNAVALESCO, em parceria com o Instituto do Samba, prepara mais uma edição do prêmio “Estrela do Carnaval” para os melhores do Carnaval de São Paulo. Dessa vez, iremos premiar também a campeã e vice do Acesso 1 de 2022. O resultado dos vencedores será divulgado na segunda-feira, dia 25 de abril, a festa de premiação será em maio.

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“É uma honra estar novamente com o site CARNAVALESCO no prêmio Estrela do Carnaval. Faremos uma grande festa de premiação para celebrar os melhores dos desfiles de 2022″, disse Rogério Portos, presidente do Instituto do Samba e do grupo Doentes da Sapucaí.

Confira todas categorias de 2022: Desfile do Ano do Grupo Especial, Bateria, Samba-Enredo, Comissão de Frente, Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Carnavalesco, Conjunto de Alegorias, Conjunto de Fantasias, Intérprete e Baianas.

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“A votação é feita de forma secreta. Participam os nossos jornalistas que trabalham no Anhembi. Sabemos da responsabilidade que temos de escolhermos os melhores em todas categorias. Mais uma vez, a parceria com o Instituto do Samba nos orgulha por serem sambistas e apaixonados por carnaval. Vamos fazer em maio uma grande festa”, disse Alberto João, editor responsável pelo site CARNAVALESCO.

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Série ‘Barracões’: O retorno da Imperatriz aos tempos de glória

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Rendas, babados, pompons. O gresilense pode esperar um reencontro com a plástica que coroou a Imperatriz Leopoldinense na década de 90 em seu próximo carnaval. Com o enredo “Meninos, Eu Vivi… Onde Canta o Sabiá, Onde Cantam Dalva e Lamartine”, a escola retorna ao Grupo Especial após uma reedição campeã e imponente na Série Ouro, em 2020. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Rosa Magalhães, responsável por desenvolver o enredo e Bruno de Oliveira, seu assistente nesta jornada, revelam detalhes do que o público deve receber na avenida nas próximas semanas.

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De acordo com a carnavalesca, a ideia original do enredo partiu de Luiz Pacheco Drumond, ex-presidente da escola que faleceu em julho de 2020. “O Luizinho foi lá em casa, e me convidou para fazer a escola esse ano. Ele me disse que queria que o enredo fosse esse. Então, quem escolheu foi ele. ‘Tem que ser o Arlindo’, aí eu disse tudo bem. Na verdade, eles eram muito amigos e o Arlindo deu o primeiro título para a Imperatriz. E depois, saiu da escola, mas acabou voltando. O último carnaval do Arlindo ele fez aqui. E aí acabou morrendo no meio do ano. Era uma escola pequena, porém conhecida. De repente deu aquele salto”, conta Rosa.

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Bruno de Oliveira é assistente de Rosa Magalhães na Imperatriz

Todo o desenvolvimento da pesquisa ficou a cargo de Rosa Magalhães. Entretanto, Oliveira que é também carnavalesco da Caprichosos de Pilares, assumiu como o seu braço direito para auxiliar na execução das fantasias que a escola levará para a Marquês de Sapucaí. “A minha função começa a ser mais atuante quando se iniciam os protótipos das fantasias. Ela elabora os figurinos e eu começo a discutir com ela a questão de tirar do papel. Em termos de pesquisa eu fui atrás de imagens, coisas que eu sugeri para ela a fim de influenciar no desenvolvimento das fantasias. Tudo o que eu conhecia, carnavais e fantasias antigas do Arlindo eu passava para a Rosa. Eu sou um apaixonado pelo Arlindo”, revela.

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Oliveira teve uma passagem longe da escola a partir de 2017. Mas o seu retorno veio cercado de muita expectativa e boas surpresas, afinal, ao saber que dividiria os trabalhos com a professora, realizava também um sonho. O primeiro croqui de fantasia que ele teve contato foi elaborado por Rosa Magalhães, dessa forma, ela o inspirou a desenhar fantasias de carnaval. Para o desenvolvimento desse enredo, ele foi atrás dos materiais que Rodrigues costumava usar, bem como as texturas para chegar ao máximo possível da qualidade esperada.

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“Além de aprender a execução, como pessoa ela é muito tranquila, didática em suas explicações, desprovida de vaidades. Ela dá a possibilidade de voz para contribuição. Eu me senti um privilegiado. Eu me lembro quando fui à casa dela discutir os figurinos, algumas situações ela indicava, mas falou fique à vontade, então não tem coisa melhor de ouvir da professora. E na pandemia, não tínhamos esse contato pessoalmente, muita coisa foi definida por vídeos e fotos. Ela costumava dar muitas dicas dos tons das cores, por exemplo. A Rosa é conhecida no Brasil e no mundo e sempre me incentiva. Isso me dá força e vontade para trabalhar. No fim das contas, ela exercitou uma coisa que eu nunca havia feito que é tirar do papel. Testar textura, volumetria, o que fica ou não legal. Ela desenhou e eu executei, geralmente é o contrário”, completa.

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Há uma semelhança entre os estilos executados nas histórias de Rosa Magalhães e Arlindo Rodrigues. Para Oliveira, ao assistir o carnaval de 1995, ele consegue observar similaridades como a modelagem das fantasias e a renda utilizada. Com base nessas pesquisas, ele buscou refinar essas questões para que o desfile lembre a obra do carnavalesco, mas sem deixar de lado o estilo dela, respeitando sua identidade.

Rosa revelou também algumas curiosidades do passado com Rodrigues e reforça a homenagem que o enredo proporcionará. “Alguns elementos, por exemplo, eu sei que eles começaram com essa coisa do vime, inclusive quem começou com isso era um senhor, a gente chamava de Vimoso. O Arlindo fazia as coisas para o Salgueiro em uma loja de vime em Botafogo, adereço de mão, porque eles inventaram isso tudo por causa da versatilidade, material leve, material mais barato, fibra natural. Tudo isso não é invenção de ontem, é de muito tempo atrás”, explica.

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Na visão de Oliveira, a própria escola e comunidade serão o grande trunfo da Imperatriz nesse carnaval, afinal, com o fato de retornar ao Grupo Especial, a agremiação vive uma nova e saudosa fase. Com vigor e força, ele acredita que não só eles, como toda a equipe, vão buscar resgatar a história campeã que a escola fez durante muitos anos. Já na visão da carnavalesca, ainda não está claro, embora ela tenha alguns palpites.

“A gente pensa que o trunfo é alguma coisa, e é sempre outra. Eu acho que primeiro a emoção, por vários motivos. Vai ser a primeira escola a desfilar neste carnaval após esse pesadelo da pandemia. Querendo ou não, acho que as pessoas não vão ficar em casa, vão querer chegar logo para ver. Então, eu acho que essa vai ser a mola do carnaval, o suspiro de alívio graças a Deus. Ainda tem o fato de o Luizinho ter morrido, o enredo que ele escolheu. A Maria Helena que já estava com um lugar no carro para sair direitinho. Eu acho que vai ser uma válvula de escape, esquece tudo e agora começa uma coisa nova”, completa.

Sem dúvidas, a plástica que a escola levará para a avenida é uma das questões mais aguardadas para esse carnaval, afinal, se trata de um belo resgate. Oliveira revela que a Imperatriz virá com volume e muito bem-vestida. “Foi o Arlindo quem trouxe. Depois disso, o Max e a Rosa consagraram o estilo. Em resumo, será a Imperatriz se reencontrando do jeito que ela gosta de se vestir. Vai ter muito babado, pompom, lógico que não de uma forma muito retrô. Não queremos que seja algo anos 90, pelo contrário. Estamos dando uma nova roupagem ao estilo”, diz.

imperatriz barracao22 1Ao ser questionada sobre as alegorias, Rosa Magalhães acredita que estamos vivendo na era do “carrão”. “Os carros antigamente eram muito pequenos. Eu particularmente acho um exagero, mas está na época, isso passa, vai ficar uns 10 anos assim, depois muda. Você pode marcar uns 10 anos certinho. A coisa muda, isso eu acho que é uma tendência. O que que vem? Não me pergunte. Mas que vai mudar, vai. É natural que mude, tudo vai evoluindo. O importante é que ele seja bem feito, bem cuidado, com segurança. Não pode arriscar a vida das pessoas. Segurança é o item principal”, enfatiza.

Arlindo Rodrigues teve passagens memoráveis na história de outras duas grandes escolas: Mocidade e Salgueiro. Dessa forma, o enredo irá homenagear as duas escolas em setores distintos do desfile. “A parte do Salgueiro nós pegamos a narrativa de personagens até então desconhecidos e que Arlindo dá voz, assim como Xica da Silva, Zumbi dos Palmares. Em seguida vem o setor da Mocidade. Nós não vamos pincelar vários carnavais, ou seja, escolhemos o primeiro campeonato do Arlindo por lá e fizemos um mini desfile com o carnaval de 1979. Aí depois vem a chegada do carnavalesco na Imperatriz que ele consegue o bi e depois o tricampeonato. E daí vamos passeando, quem viver, verá”, explica Oliveira.

A espinha dorsal do desfile começa a se desenvolver com o Theatro Municipal. Na sequência, o próximo setor exalta a força e a negritude do Salgueiro. O terceiro setor consagra o primeiro campeonato da agremiação de Padre Miguel no ano de 1979, “O Descobrimento do Brasil”. Na sequência, a chegada de Rodrigues e a inspiração para uma nova Imperatriz e, por fim, a grande apoteose que ele se tornou não só para a história da escola, mas também para outros carnavais e carnavalescos.

Primeira escola a desfilar na abertura do Grupo Especial em 2022, a Imperatriz Leopoldinense contará com 3000 componentes, cinco alegorias e dois tripés, sem contabilizar o que a comissão de frente utilizará. Além do abre-alas acoplado, serão ao todo 28 alas e dois grupos. Se depender do trabalho competente da carnavalesca e seu assistente, além do trabalho exemplar desenvolvido pela direção, a escola de Ramos retorna com força total na busca pelas primeiras posições do carnaval carioca. Eterna seja!