A União de Maricá, em parceria com a Prefeitura de Maricá, promove no próximo sábado, das 9h às 16h, uma grande ação social voltada para a população do município. A expectativa é atender centenas de moradores ao longo do dia, aproximando ainda mais os serviços públicos da comunidade, em sua quadra, no Centro.
A ação foi planejada para oferecer atendimento acessível em diferentes áreas, concentrando em um único espaço serviços essenciais que impactam diretamente o dia a dia da população. Entre os atendimentos disponíveis estarão identificação civil, assistência jurídica, atendimento e orientação às mulheres, serviços de empregabilidade e ações voltadas para a promoção da saúde.
Na área da saúde, os participantes terão acesso ao Odontomóvel e à Caravana da Saúde, com atendimentos de atenção primária. A Vigilância em Saúde também estará presente realizando vacinação e ações educativas sobre prevenção e combate à dengue. A programação contempla ainda o serviço de castração animal, ampliando o cuidado com os pets e contribuindo para a saúde pública do município.
Para o presidente da União de Maricá, Matheus Santos, a iniciativa representa mais um passo na missão da escola de fortalecer seus laços com a comunidade e ampliar seu papel social ao longo de todo o ano.
“Estamos muito felizes em realizar essa ação em parceria com a Prefeitura de Maricá. É uma iniciativa que aproxima ainda mais a escola de samba da população e mostra que o nosso trabalho vai muito além do carnaval. A União de Maricá está de portas abertas durante todo o ano, desenvolvendo projetos, promovendo cidadania e contribuindo para transformar vidas por meio da cultura, do acolhimento e das ações sociais”, destaca o presidente.
A cidadania também estará no centro da ação. O Procon Itinerante oferecerá atendimento para reclamações, denúncias e esclarecimento de dúvidas relacionadas aos direitos do consumidor. Já o Advogado Social prestará orientações e assistência jurídica em diversas áreas, contribuindo para ampliar o acesso da população à informação e à defesa de seus direitos.
O evento contará ainda com a participação do Sistema Nacional de Emprego (SINE), que realizará orientações sobre carteira de trabalho, oportunidades de emprego e demais serviços ligados à inserção e recolocação profissional. A Casa da Juventude também marcará presença, oferecendo informações sobre programas e projetos voltados para os jovens do município. A iniciativa busca criar oportunidades e aproximar a população das políticas públicas disponíveis.
Além dos atendimentos de saúde e cidadania, a ação contará com distribuição gratuita de mudas e hortaliças, incentivando práticas sustentáveis e a alimentação saudável. Serviços de estética também serão oferecidos ao público, promovendo bem-estar e autoestima. Outras atividades e atendimentos complementares estão previstos ao longo do dia, tornando a programação ainda mais abrangente.
Após um desfile aclamado em 2025 que acabou rebaixado por erros de regulamento, a Acadêmicos do Tucuruvi retornou ao Grupo Especial em grande estilo. Com folga na apuração do Grupo de Acesso I de 2026, o enredo “Anti-Herói Brasil” sagrou-se campeão do segundo pelotão do carnaval paulistano. A apresentação, assinada pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves, marcou o primeiro título de sua carreira e deu à “escola da Cantareira” sua primeira taça em 40 anos. Para entender os detalhes do desfile campeão e a adaptação do profissional (que também atua na Unidos da Ponte, do Rio de Janeiro), o CARNAVALESCO conversou com Nicolas Gonçalves.
Por vezes, a adaptação de um profissional em outra cidade pode ser desafiadora. Para Nicolas, entretanto, a recepção no Zaca superou as expectativas: “Me sinto 100% à vontade desde a minha chegada: tudo saiu como desejávamos. A escola queria ser diferente e eu gosto de propor essas pesquisas. Foi o casamento perfeito! Estamos sendo consagrados por isso e fico muito feliz com essa parceria”, comemorou.
Além da diretoria, o carnavalesco destacou o envolvimento dos componentes com a proposta artística: “Com certeza, a comunidade entendeu a mensagem. O sucesso desse desfile aconteceu quando a comunidade se enxergou como anti-heróica e percebeu que o enredo falava um pouco de cada um ali. É muito bonito quando o componente canta com identificação. Esse foi o nosso diferencial”, refletiu.
Sem preferências
Questionado sobre quais seriam suas alegorias ou fantasias favoritas, o carnavalesco preferiu exaltar a unidade do conjunto: “Isso é igual perguntar para um pai qual é o filho favorito! Gosto do desfile como um todo; acho que novamente consegui entregar um trabalho inteiramente coeso. É difícil escolher algo de que eu não goste muito. No fim, deu tudo certo!”, disse.
Pouco depois, entretanto, ele fez questão de pontuar momentos marcantes da exibição: “Fico feliz com essa abertura grandiosa, amo o último carro e sua mensagem poderosa. Com as fantasias é a mesma coisa: desde a comissão de frente até a última ala usando sacos de lixo. É uma realização trazer isso e poder saudar o grande mestre Joãozinho Trinta”, finalizou.
A Unidos da Tijuca mostrou que está firme na preparação para o Carnaval 2027. Em pleno Dia de Santo Antônio, a escola promoveu uma grande festa junina na quadra da Francisco Bicalho para apresentar oficialmente sua equipe para o próximo desfile. Com trio de forró, quadrilha, barracas típicas e até transmissão em telão do empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, o evento reuniu comunidade, componentes e dirigentes em um ambiente de celebração e confiança. Após o jogo, os profissionais responsáveis pelo próximo carnaval foram apresentados ao público. Entre veteranos e novidades, o discurso foi unânime: a Tijuca vive um momento de reconstrução e sonha em recolocar seu nome entre as protagonistas da Marquês de Sapucaí.
Uma das principais novidades da noite foi a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas, que defenderam o pavilhão da Unidos de Padre Miguel no último carnaval. Ao fazer um balanço de 2026, Marcinho exaltou a passagem pela escola da Vila Vintém.
“O carnaval na UPM foi maravilhoso. Não temos o que falar sobre a recepção da escola, sobre a estrutura e a gestão. Eles deram todo o suporte, tivemos uma fantasia maravilhosa que nos impulsionou a apresentar o trabalho na Avenida. Ficamos tristes, obviamente, com os décimos perdidos. A Unidos de Padre Miguel é uma escola que merece estar no Grupo Especial e merece todos os louros. Infelizmente, não consegue ter acesso a isso. Foi uma pena, mas ficamos muito felizes por fazer parte daquela escola e por estar mais perto da comunidade. Foi um ano muito especial”, afirmou.
Cristiane também destacou a experiência vivida em 2026 e celebrou a chegada à agremiação do Borel. “Foi um ano lindo para nós, incrível. Tivemos um desfile gostoso, leve, em uma escola muito acolhedora. Depois recebemos o convite da Tijuca e veio o retorno ao Grupo Especial. Estou muito feliz e realizada. A Tijuca é uma escola pela qual eu já tinha carinho e onde sonhava ser porta-bandeira um dia. Acho que agora chegou o nosso momento”, revelou.
Sobre a expectativa para o novo desafio, a porta-bandeira não escondeu a empolgação. “É a melhor possível. Estamos com sangue nos olhos. Estamos retornando ao Grupo Especial e queremos chegar fortes. A escola está com uma energia muito gostosa e chegamos junto com essa energia. Já estamos trabalhando há dois meses e queremos fazer um trabalho lindo porque a Tijuca merece. Está sendo muito gostoso viver esse dia a dia. Fomos recebidos com muito carinho e estamos recebendo tudo isso com muito amor”, concluiu.
Também vindo da Unidos de Padre Miguel, o carnavalesco Lucas Milato destacou a importância da antiga casa em sua trajetória e falou sobre os planos para o próximo desfile.
“A UPM sempre me deu toda a estrutura para fazer o meu trabalho, mesmo diante das dificuldades do Grupo de Acesso. Eles apoiaram minhas ideias e minhas loucuras. Se hoje estou na Tijuca e recebi esse convite, foi graças à possibilidade que a UPM me deu de fazer um grande carnaval e expor minhas ideias da melhor maneira possível. Sou muito grato à escola”, destacou.
Sobre a nova etapa, o carnavalesco Lucas Milato revelou encontrar uma escola disposta a crescer. “Cheguei a uma Tijuca com vontade de fazer mais e fazer diferente. O presidente e toda a diretoria vêm apoiando e confiando nas minhas ideias. Queremos fazer um carnaval para continuar mudando a história da escola. Na verdade, a Tijuca já está retornando ao seu lugar, e vamos continuar esse processo que já vinha sendo construído”, afirmou.
Questionado sobre o que o público pode esperar para 2027, o carnavalesco foi direto. “Acima de tudo, uma Tijuca leve e divertida. Mas também uma Tijuca que vai levar para a Sapucaí uma história muito bonita, com mensagens importantes. Esperem uma escola grandiosa, imponente e luxuosa. E, quando falo em luxo, não me refiro apenas aos materiais, mas também a ideias boas, inovadoras e propostas diferentes. A comunidade pode esperar um grande desfile em todos os sentidos”, declarou.
Promovidos aos cargos de diretores de carnaval, André Gonçalves e Gabriel Mello ressaltaram o trabalho desenvolvido nos últimos anos e o desejo de recolocar a escola entre as primeiras colocadas.
“Foi um ano de reencontro. A escola mudou, sustentou na Avenida um grande samba e um grande enredo. Revigorou-se, renovou o trabalho de comunidade e mudou sua forma de se posicionar. Esse trabalho continua para 2027. O carnaval não é construído apenas de um ano para o outro. É um processo de amadurecimento, e acredito que estamos no momento de colher os frutos do que foi plantado”, analisou Gabriel.
André reforçou a avaliação positiva.
“Fizemos um grande trabalho. Nós dois fazemos parte da escola há muito tempo e trabalhamos incansavelmente para que a Unidos da Tijuca pudesse galgar novos espaços. Conseguimos tirar a escola de uma posição em que parecia esquecida e vamos trabalhar ainda mais para alcançar os objetivos da Tijuca”, afirmou.
Sobre o próximo desfile, André projetou voos maiores. “Será um ano de muito trabalho. A expectativa é grande para que possamos entrar no Desfile das Campeãs. Queremos fazer a Tijuca voltar a ser aclamada como uma campeã”, declarou.
Gabriel também falou sobre o desejo de surpreender o público. “A Tijuca precisa voltar a fazer o carnaval-espetáculo que a consagrou. É uma escola que trabalha em silêncio. Já entendemos que ela precisa entregar ao público aquilo que fez em outras décadas: surpreender com coisas que as pessoas nunca viram. A expectativa é unir o trabalho de base que fizemos à criatividade para romper esse ciclo e colocar novamente o nome da Tijuca onde ele merece estar”, destacou.
À frente da premiada “Pura Cadência”, mestre Casagrande avaliou positivamente a trajetória recente da escola. “Acredito que a Tijuca encontrou um caminho legal, um caminho que já era dela. Principalmente na escolha dos enredos. A escola está resgatando uma linha de leitura, e isso é muito interessante. Quanto à bateria, procuramos manter os pés no chão. Mesmo com as notas conquistadas, buscamos entender tudo o que acontece ao nosso redor para manter a regularidade e o equilíbrio. O Carnaval 2026 já passou. Agora é outra leitura, outro enredo e outra concepção de samba”, comentou.
O mestre também destacou uma iniciativa voltada aos compositores. “A expectativa para 2027 é grande. A escola decidiu destinar 100% do valor do prêmio do samba aos compositores. Isso é muito importante e pode dar mais tranquilidade para que eles produzam seus trabalhos. Esperamos atrair mais obras e, quem sabe, encontrar novamente um grande samba para empurrar a escola na Sapucaí”, pontuou.
Responsáveis pela comissão de frente, Ariadne Lax e Bruna Lopes seguem no comando do segmento após a renovação de contrato.
“Nosso saldo foi superpositivo. Apostamos em um elemento pequeno, não motorizado, totalmente manipulado pelos bailarinos. O processo foi muito rico. Trabalhamos muito a parte teatral e emocional do elenco. Em vários momentos dos ensaios, precisávamos parar porque os bailarinos se emocionavam. Foi um trabalho muito intenso e especial”, relembrou Ariadne.
Bruna destacou o momento vivido pela escola e o potencial do próximo enredo. “A expectativa é muito alta. Pelo segundo ano consecutivo, a Tijuca leva a literatura para a Sapucaí. É um livro divertido, gostoso de ler e de fácil entendimento. A escola vive um momento muito bom e tenho certeza de que será mais um grande desfile”, afirmou.
Ariadne também demonstrou entusiasmo com o novo projeto. “É muito interessante porque o enredo permite explorar um lado mais cômico. Está sendo muito gostoso pesquisar esse universo. O Lucas é incrível, a equipe é incrível e estamos muito felizes com o processo”, destacou.
No carro de som, Marquinho Art’Samba celebrou o crescimento da escola. “Estou muito feliz com o desempenho do carro de som, da bateria e de toda a escola. A Tijuca está voltando a mudar sua história e estamos muito confiantes. Podem aguardar porque 2027 vem forte”, afirmou.
O intérprete também aproveitou a data para desejar sorte ao pavilhão tijucano. “Hoje é Dia de Santo Antônio. Desejo muita luz para essa escola e que tudo dê certo daqui para frente”, concluiu.
Encerrando a série de entrevistas, o presidente Fernando Horta destacou o empenho da diretoria na construção do próximo carnaval. “Fizemos um grande carnaval em 2026. Infelizmente, o resultado não foi aquilo que esperávamos, mas isso faz parte do ofício. Não podemos perder a esperança. A Tijuca já foi campeã e vamos correr atrás novamente em 2027”, garantiu.
O dirigente demonstrou confiança no trabalho que vem sendo realizado. “A expectativa é muito grande porque a escola está se preparando muito. Não estamos medindo esforços para contratar os melhores profissionais. A Unidos da Tijuca já começou a fazer o seu carnaval, e eu levo muita esperança para 2027”, concluiu.
A Mocidade Alegre lançou o enredo para o Carnaval 2027. De forma inédita, a agremiação do bairro do Limão levará para a avenida um tema de vertente nordestina, desafiando-se a contar novas histórias. O título do enredo é “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a bênção do sagrado manto”, assinado pelo carnavalesco Caio Araújo e pelo enredista Léo Antan. O anúncio ocorreu durante a Festa da Vitória, realizada na Arena Morada, no último domingo. A noite também contou com as campeãs dos grupos de Acesso 1 e 2 (Morro da Casa Verde e Tucuruvi), além de intérpretes convidados do Rio de Janeiro. O cantor Igor Sorriso demonstrou grande conhecimento do repertório da Morada do Samba e, para comemorar o título, cantou quase todos os sambas dos carnavais vencedores da escola. O carnavalesco Caio Araújo e o enredista Léo Antan concederam entrevista ao CARNAVALESCO e falaram sobre o enredo da Mocidade Alegre para o Carnaval 2027.
De acordo com Caio, o desejo da presidente foi um dos motivos para a temática nordestina entrar em cena na Mocidade Alegre no próximo carnaval.
“Neste ano, eu e o Léo queríamos testar algo diferente na Mocidade. Esse também era um desejo da nossa presidente: desenvolver um enredo de temática nordestina. Começamos a refletir sobre qual Nordeste queríamos retratar. O Léo iniciou uma pesquisa em busca de histórias que ainda não conhecíamos e acabamos encontrando a Nau Catarineta”, contou.
O enredista Léo Antan disse que o tema surgiu em uma troca de ideias com Allan Barbosa, membro da equipe de criação do Salgueiro.
“A ideia surgiu em uma conversa com o Allan Barbosa, que também integra a equipe do Salgueiro. Na verdade, era uma história que eu já conhecia. Esse enredo nasce um pouco do universo de Mário de Andrade. Para buscar um bicampeonato, fomos atrás de outro Mário. Durante suas viagens pelo Nordeste, Mário de Andrade registrou a Nau Catarineta, uma manifestação popular ligada ao fandango e à marujada, especialmente na cidade de Cabedelo, na Paraíba. A história é inspirada em um poema ibérico de origem popular, anônimo, e não se sabe ao certo se os fatos realmente aconteceram”, revelou.
Explicando o enredo, Léo resumiu a história da Nau Catarineta, fio condutor do tema. “A lenda fala sobre uma embarcação que se perdeu durante uma viagem de Pernambuco para Portugal. A tripulação passou sete anos e um dia à deriva no oceano, até que já não havia mais alimento. Nesse momento, o capitão decide sortear uma pessoa para servir de alimento aos demais tripulantes. É então que o diabo aparece para tentar a tripulação, oferecendo a chegada em terra firme em troca das almas de todos. O capitão resiste à tentação e se lança ao mar. No instante em que ele pula, um anjo e Nossa Senhora o salvam e, finalmente, a embarcação consegue chegar a Portugal. Essa história se transforma em marujada, chegança e fandango, recebendo diferentes nomes pelo país. É um enredo extremamente popular e festivo, como a Mocidade Alegre aprecia. Queremos abordar esse universo de forma popular, mas sem cair em estereótipos”, explicou.
Nordeste diferente
Segundo Léo Antan, o objetivo da escola é mostrar um Nordeste diferente, sem recorrer a estereótipos, como o mandacaru e o cangaço.
“Temos uma musicalidade e uma origem diferentes para este enredo. Toda a apresentação foi pensada a partir dessa ideia. Vamos utilizar a rabeca, instrumento semelhante ao violino. Estamos olhando para esse universo porque 2027 marca o centenário de Ariano Suassuna, um dos autores que escreveram sobre a Nau Catarineta. A história aparece citada em A Pedra do Reino, uma das obras mais importantes de Suassuna. Estamos explorando elementos do Nordeste que fogem da estética tradicional do cangaço”, declarou.
Seguindo a mesma linha, Caio Araújo valorizou as raízes nordestinas, mas ressaltou que a região deve ser explorada de outras maneiras.
“O enredo já é muito diferente porque toda a narrativa acontece no mar. Não temos a figura do sertão, da seca ou do calor intenso. Estamos desbravando novos caminhos e descobrindo esse universo juntos. Era muito importante para nós não apresentar mais um Nordeste reduzido a estereótipos. Isso também se reflete nas escolhas visuais do projeto. Vamos apresentar um Nordeste facilmente reconhecível pelo público do Anhembi, mas a partir de novas referências e novas formas de retratar as manifestações culturais desse povo. Aqui no Sudeste, pouca gente conhece a Nau Catarineta. O Nordeste é forró e xaxado, mas não se resume a isso. Existe uma riqueza muito maior, e a Mocidade Alegre quer mostrar justamente essa diversidade”, afirmou.
Emoção com o tema e o ineditismo na Mocidade
De acordo com Léo, vários enredos foram discutidos, pois, para definir um tema na Mocidade Alegre, é necessário emocionar a todos, além de apresentar uma narrativa muito bem construída.
“Trabalhamos em várias ideias antes de chegar a esta. Foi um ano difícil, porque, depois de uma vitória, o nível de exigência aumenta muito. Vivemos isso também no ano do enredo sobre Mário de Andrade. Perdemos a conta de quantos temas discutimos. Em nossas conversas, a presidente manifestou o desejo de falar sobre algo ligado ao Nordeste, e esta será a primeira vez que a Mocidade apresentará um tema totalmente nordestino. É algo inédito na história da escola. Conversei com Allan Barbosa, que tem uma verdadeira coleção de enredos, e ele sugeriu a Nau Catarineta. Lembrei imediatamente de Mário de Andrade. A partir daí, aprofundamos a pesquisa e percebemos que a história possuía uma riqueza visual muito grande, o que conquistou toda a diretoria”, contou.
Caio disse que se apaixonou rapidamente pela proposta, assim como a diretoria da agremiação, e ressaltou que o enredo traz algo inédito para a história da Mocidade Alegre.
“No momento em que o Léo me enviou a proposta do enredo, ela já me emocionou, assim como emocionou toda a diretoria. Ali percebemos que era a escolha certa para a busca do bicampeonato. Também acredito que este seja um momento importante para a Mocidade ousar e tentar algo diferente dentro de suas características. A religiosidade da escola e a resiliência da comunidade continuam presentes, mas agora abordadas de outra maneira. Este era o momento ideal para tentar fazer algo novo”, disse.
Espera por um grande samba
Com uma das melhores discografias do século, o sarrafo dos sambas da Mocidade Alegre está alto. A responsabilidade dos compositores que participam do concurso é enorme, e vencer representa uma conquista inesquecível.
Léo Antan espera que os autores saiam do óbvio e usou como exemplo a melodia do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense de 2023.
“Queremos criatividade e pedimos, com todo respeito, que os compositores evitem recorrer automaticamente à palavra ‘retado’. Nossa intenção é transmitir a imagem de um Nordeste alegre e festivo, fugindo também dos estereótipos nas letras dos sambas. Existem expressões muito associadas ao Nordeste que não precisam ser totalmente evitadas, mas devem ser usadas com inteligência. É impossível não lembrar do carnaval desenvolvido pelo Leandro na Imperatriz. Mesmo tratando do cangaço, um tema amplamente conhecido, o samba apresentava uma grande riqueza melódica e poética. Esperamos seguir um pouco desse caminho e acredito que a sinopse que estou preparando possa inspirar os compositores nesse sentido”, declarou.
Caio também quer um samba que fuja dos estereótipos e que seja alegre, elemento fundamental para mergulhar no enredo.
“Esperamos um samba alegre, que apresente bem a narrativa do enredo e tenha força. Também queremos explorar caminhos diferentes dentro do universo nordestino. Nosso grande objetivo é encontrar um samba que conte a nossa história de forma marcante, mas que consiga escapar dos clichês mais comuns”, concluiu.
A Dragões da Real tem um novo casal para o Carnaval 2027. Rubens de Castro, que está há muitos anos na agremiação, agora ganha uma nova parceira: Jéssica Gioz. A dançarina ficou muito tempo no Império de Casa Verde e, no último carnaval, optou por ficar fora da passarela. A porta-bandeira chega para substituir Janny Moreno, que permaneceu quatro carnavais na escola. Rubens é o mestre-sala mais experiente do carnaval de São Paulo e, ao formar uma nova dupla, torna-se uma das apostas da Dragões da Real para vencer o Carnaval 2027.
A porta-bandeira não escondeu a felicidade ao falar sobre sua nova casa. “Estou muito feliz. Aqui é tudo muito leve. As pessoas são receptivas e carinhosas. Estou contente e realizada”, disse.
O mestre-sala, que desfilou com Janny Moreno nos últimos quatro carnavais, revelou que se sente renovado com Jéssica Gioz ao seu lado.
“Se alguém pensou que eu ia parar, vai ter que esperar um pouco mais. Hoje tenho ao meu lado uma mulher forte, e é isso que me encanta nela. No primeiro giro oficial dela pela escola, a energia que ela me passou por meio da bandeira me rejuvenesceu pelo menos uns seis anos. Ou seja, ainda vai demorar bastante para eu parar”, comentou.
Ciclos diferentes: descanso para um, intensidade para outro
Após a saída de Jéssica do Império em 2025, ela optou por ficar fora do carnaval durante um ano, a fim de se reorganizar e se sentir completa.
“Foi necessário. Senti falta em alguns momentos, mas foi muito importante. Hoje me sinto inteira. Precisei me reorganizar e buscar partes de mim que ficaram pelo caminho. Agora me sinto completa aqui”, revelou.
Para Rubens, o Carnaval 2026 foi intenso. Ele refletiu sobre o resultado da escola e destacou a importância de olhar para o futuro.
“O último carnaval foi muito forte e intenso. A escola fez um desfile marcante. Erros acontecem, e vence quem erra menos. Não podemos olhar para trás. É preciso seguir em frente e aproveitar esse novo enredo de Reinaldo”, afirmou.
Enredo incrível
Em relação ao enredo, que homenageará o cantor Reinaldo, Jéssica rasgou elogios.
“Achei incrível. Vai trazer ancestralidade, samba, pagode e orixá. Será uma mistura sensacional”, declarou.
Rubens seguiu a mesma linha e comemorou o tema da Dragões da Real, destacando a essência de Reinaldo.
“Poucos sabem que trabalhei em gravadora, e digo com convicção: Reinaldo não se vendeu. Ele se tornou conhecido fazendo samba no Cruz Esperança, no Camisa Verde e Branco, em botecos de esquina e em casamentos. Ficou famoso pelo povo, foi reconhecido pelos sambistas de verdade. Reinaldo é a África. Reinaldo é a raiz”, concluiu o mestre-sala.
Foto: Rafael Catarcione/Divulgação Prefeitura do Rio
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, apresentou, neste sábado, o projeto da nova quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, em São Cristóvão, na região central da cidade. Com investimento estimado em R$ 14,7 milhões, a iniciativa prevê a construção de um espaço com capacidade para receber até 3 mil pessoas, destinado aos ensaios e ao desenvolvimento das atividades culturais, sociais e comunitárias da agremiação. As obras serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.
“Está na hora de erguer um novo palácio em São Cristóvão, que será a nova quadra do Paraíso do Tuiuti. O carnaval vai muito além do desfile das escolas de samba. O carnaval é identidade, pertencimento e transformação social. É uma manifestação cultural que movimenta a economia e muda a vida das pessoas, mostrando a força e a importância da cultura para a cidade do Rio”, declarou o prefeito Eduardo Cavaliere.
A futura quadra será construída na Rua Carneiro Campos, nº 31, em uma área localizada entre a Praça Argentina, a Rua São Januário e a Rua Coronel Cabrita, próxima ao Morro do Tuiuti, onde a escola foi fundada. O terreno possui cerca de 2,2 mil metros quadrados e receberá uma estrutura com aproximadamente 2,4 mil metros quadrados de área construída, projetada para oferecer mais conforto, acessibilidade e melhores condições para o público e os integrantes da agremiação.
O empreendimento foi planejado em diferentes pavimentos, distribuídos de acordo com as necessidades da escola. O térreo concentrará a principal área de convivência, com uma quadra coberta de 1,2 mil metros quadrados destinada a ensaios e eventos.
“Este é mais um grande investimento para o Carnaval da cidade, uma indústria tão importante que gera emprego, renda e benefícios para o Rio de Janeiro. Nossa expectativa é entregar um equipamento de qualidade, com segurança, que possa atender não apenas às atividades do samba, mas também às ações sociais desenvolvidas pela comunidade”, disse o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos.
Para garantir mais conforto ao público e aos integrantes da Tuiuti, o espaço contará com um telhado retrátil, que poderá ser aberto para melhorar a ventilação e reduzir o calor durante as apresentações. O setor ainda terá palco, loja, sala de troféus, cozinhas integradas aos bares, salas destinadas aos segmentos da escola e áreas de apoio ao público.
No pavimento inferior ficarão a bilheteria, a enfermaria, as áreas administrativas e o espaço destinado à ambulância. Já o pavimento superior reunirá 20 camarotes, camarote presidencial, varanda, palco da bateria, bares e espaços voltados aos segmentos da escola.
O projeto também prevê elevador, rampas de acesso e banheiros adaptados, garantindo acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
“Este é um momento histórico para o Tuiuti. Somos uma das escolas mais tradicionais do Carnaval carioca e ver a nossa velha guarda, os nossos componentes e toda a comunidade emocionados hoje mostra a importância dessa conquista. Me sinto muito feliz e orgulhoso por estar à frente da gestão que está tornando realidade esse sonho antigo da escola e da comunidade, garantindo ao Paraíso do Tuiuti o espaço que sempre desejou”, ressaltou o presidente do Paraíso do Tuiuti, Renato Thor.
A Acadêmicos de Niterói confirmou a renovação do carnavalesco Tiago Martins para o Carnaval de 2027. O profissional assinará seu quarto desfile pela azul e branca da Cidade Sorriso. Com mais de 20 anos de Carnaval, o artista foi campeão com a agremiação na Série Ouro em 2025 e assinou o desfile de estreia da escola no Grupo Especial em 2026.
“A Niterói é uma escola que me abraçou e me proporcionou grandes conquistas no Carnaval. Estou indo para o meu quarto ano e já adianto que todos podem aguardar um grande projeto, à altura do que a comunidade merece. Viemos de um Carnaval gigante e vamos provar, em 2027, que esta escola é especial”, disse o carnavalesco.
Do alimento mais presente na mesa dos brasileiros a símbolo de fé. É por meio dessa narrativa que a Tom Maior pretende buscar seu primeiro título no Grupo Especial de São Paulo. A escola da Zona Oeste apresentou oficialmente o enredo “Eu Sou o Pão da Vida”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello para o Carnaval 2027. A proposta da agremiação é contar a trajetória do pão ao longo da história da humanidade, explorando não apenas sua importância alimentar, mas também seus significados sociais, culturais e religiosos. O desfile percorrerá diferentes períodos históricos e civilizações, destacando a relação do alimento com o desenvolvimento dos povos e seu papel no combate à fome.
O lançamento do enredo aconteceu em um evento reservado para integrantes da comunidade, parceiros e profissionais da imprensa. Além da apresentação oficial do tema, a Tom Maior colocou em prática seu repertório de sambas históricos e apresentou novos integrantes da ala musical. Para revelar a narrativa do Carnaval 2027, a vermelho e amarelo montou um palco em formato de passarela que conduziu o público por diferentes épocas da história, da Antiguidade aos dias atuais. A encenação teve como ponto alto o ato final, em que o personagem central era um mendigo, interpretado pelo mestre-sala Ruhanan Pontes, que recebia o pão e encontrava nele um símbolo de acolhimento. Ao lado do carnavalesco Flávio Campello, a temática foi sendo revelada enquanto o vídeo oficial de divulgação era exibido. Após a apresentação, Flávio Campello conversou com o CARNAVALESCO sobre a construção do enredo. A Tom Maior será a quarta escola a desfilar no sábado de carnaval, dia 6 de fevereiro.
O carnavalesco comentou a escolha do tema e disse que terá liberdade para desenvolver o desfile da escola no próximo carnaval.
“Nós tínhamos três propostas de enredo na escola e acabou surgindo o pão como a quarta proposta. A gente topou na hora. A partir do momento em que conversamos com a galera que estava chegando com essa ideia, percebemos que poderíamos construir esse enredo da maneira que queríamos, porque a nossa primeira preocupação é a liberdade, e eles nos deram isso. Isso facilita muito a construção de um projeto. O pão é um tema que não é tão inédito assim, mas o caminho que construímos para esse enredo foi pensado por uma vertente mais social e histórica, mostrando esse paralelo e a importância do pão na vida do povo. Afinal de contas, quem constrói a história da humanidade é o povo. Então, fazemos uma homenagem a esse alimento que não só sacia a nossa fome física, mas também a nossa fome espiritual. É um enredo que acabou se transformando, mais uma vez, em um grande presente para mim como carnavalesco, porque me dá inúmeras possibilidades de desenvolvimento”, contou.
Promessa de investimento
Flávio Campello exaltou o presidente Carlão. De acordo com o profissional, o dirigente não mede esforços para ver uma Tom Maior visualmente impecável no Anhembi.
“A gente começa contando, na abertura do nosso carnaval, a Revolução Francesa. Isso vai me render um visual incrível. Tenho certeza de que será algo surreal, com a proposta que a gente tem. O Carlão é um presidente que compra a ideia. É muito gostoso trabalhar na Tom Maior por isso. Ele pensa sempre no visual que esse enredo pode proporcionar e de que maneira esse carnaval pode ser conduzido. O Carlão tem uma preocupação com a avenida. Isso me deixa muito tranquilo para trabalhar, porque a gente gosta de luxo. Carnaval é isso. Acho que o Joãozinho Trinta, quando dizia que quem gosta de pobreza é o intelectual e que o povo gosta mesmo é de luxo, tinha total razão. Até porque eu acho que carnaval é isso: é para a gente poder mostrar uma realidade totalmente diferente daquela que o povo vive no dia a dia”, explicou.
Religiosidade dentro do enredo
Entrando em detalhes da narrativa, Flávio explicou a abordagem do tema, em que, além do lado social, o enredo irá abordar momentos importantes da presença do alimento na humanidade, especialmente dentro das religiões.
“A gente fala de povos e civilizações que caminharam lado a lado com esse alimento. A gente fala do encontro de todas essas religiões que têm o pão como alimento sagrado. Na pesquisa, percebemos que isso não fica limitado apenas ao islamismo, ao judaísmo e ao cristianismo. Tem o budismo, tem o hinduísmo. Há tantas religiões que consideram o pão um alimento sagrado, cada uma com a sua cultura. Por exemplo, os hindus preparam um pão feito à base de arroz. Então, eles oferecem esse pão aos seus deuses. Se a gente parar para pensar, o pão tem uma história muito forte, tanto do ponto de vista histórico quanto religioso e espiritual. A gente vai unir esses dois caminhos para construir o nosso projeto de carnaval de 2027”, declarou.
Resultado almejado
Flávio relembrou o resultado do Carnaval 2026 e disse que quer brigar pelo título, que seria inédito para a Tom Maior.
“Por um décimo, a gente não esteve dentro do Desfile das Campeãs. Na verdade, empatamos no resultado final com a Barroca e, no critério de desempate, eles ficaram à nossa frente. Este ano, o presidente está com a mentalidade de realmente ir para cima, de lutar pelo título, até porque a escola ainda não tem essa estrela que ele tanto sonha conquistar. A gente está batalhando muito por isso, logicamente respeitando as coirmãs, que também trabalham pelo mesmo objetivo. A gente vai fazer um projeto para disputar esse título e trazer para a Tom Maior algo que ela ainda não tem em sua história: essa estrelinha dourada no pavilhão”, concluiu.
Copa do Mundo é sinônimo de camisas verde e amarelo, bandeiras nas janelas e ruas pintadas. E para manter essas tradições o Baródromo, bar reduto do carnaval, preparou uma pintura na rua em homenagem ao mestre Ciça, enredo campeão da Viradouro no carnaval deste ano.
“Estávamos buscando algo que remetesse a o carnaval e samba ao mesmo tempo e dessa forma chegamos a essa ideia de trazer o mestre Ciça levantando a taça de campeão da Copa”, explicou Felipe Trotta, proprietário do bar.
A criação da arte foi de Antonio Vieira, ilustrador, muralista e artista visual, que criou os logos de enredo do próximo carnaval para as escolas Mocidade Independente de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Paraíso do Tuiuti e Viradouro, escola do homenageado. A pintura foi realizada em parceria com Levi Cintra, carnavalesco, designer gráfico e produtor cultural.
“Criar uma imagem sobre um personagem do carnaval tão querido como o Ciça é muito fácil. Ele é uma figura simpática, divertida e que todos amam. Tanto que quando chamei o Levi para me ajudar a pintar, quando ele soube quem era, topou na hora!”, comentou Antonio Vieira.
O mestre de bateria esteve presente para conhecer a arte em sua homenagem e brincou: “Esse Ciça aí está mais bonito que eu”. E não escondeu a emoção: “mais uma homenagem pra mim e pro samba”.
Nos jogos do Brasil durante a Copa do Mundo o Baródromo terá telão e Roda de Samba com o Grupo Samba Enredo de Raiz, comandado por Igor Viana.
A atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro, foi homenageada pela Câmara Municipal de Niterói em celebração aos seus 80 anos de história e pela conquista do título do Carnaval de 2026. A solenidade, realizada na sede do Legislativo municipal, reuniu representantes da agremiação, componentes, dirigentes e autoridades locais.
A iniciativa partiu do vereador Leonardo Giordano, presidente da Comissão de Comunicação e Cultura da Casa Legislativa. Durante a cerimônia, foi concedido o título de cidadão niteroiense ao presidente da escola, Marcelinho Calil. Mestre Ciça recebeu a Medalha José Clemente, a maior honraria concedida pela Casa.
Em seu discurso, Marcelinho Calil destacou a importância da escola em sua trajetória pessoal e profissional, além de ressaltar os valores que considera fundamentais para o sucesso da agremiação.
“Agradecer à Viradouro por tudo. Aos nossos queridos profissionais. O primeiro dos sentimentos é a gratidão. Essa escola, nos últimos anos, alimentou muitas coisas importantes nas nossas vidas. Sem nunca deixar o lado competitivo vencer o lado humano. A materialização do título é de extrema importância. Foram três títulos nos últimos seis anos. Dessa forma, com a escola vindo do Acesso, é uma coisa nova. Junto à gratidão vem a coragem. É presente de uma forma muito viva. Procuro levar isso para minha vida. O terceiro sentimento é a lealdade. Somos leais a pessoas que são importantes na história da escola e não abandonamos ninguém. Essa escola e essa cidade sempre terão minha lealdade. Esse título de cidadão niteroiense está conectado com essa mistura de sentimentos”, afirmou o dirigente.
Foto: Eduardo Carvalho/Ascom Neltur
Já mestre Ciça celebrou a homenagem e enalteceu os resultados alcançados pela escola nos últimos anos.
“Estou muito orgulhoso de receber essa homenagem. Em seis anos essa gestão conquistou três títulos. Apoiem muito mais, porque a Viradouro é uma escola séria”, declarou o mestre de bateria.
A homenagem reforçou a ligação histórica entre a Viradouro e a cidade de Niterói. A escola consolidou-se como uma das principais forças do carnaval carioca e vive um dos períodos mais vitoriosos de sua trajetória. Além da celebração pelos 80 anos, a cerimônia destacou a recente conquista do campeonato de 2026, resultado que reafirmou o protagonismo da vermelho e branco no cenário do samba.