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Julinho Nascimento e Rute Alves conhecem figurinos para estreia da União de Maricá no Grupo Especial

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Foto: Luciano Junior/União de Maricá

No barracão da União de Maricá, na Cidade do Samba, o carnavalesco Edson Pereira apresentou a Julinho Nascimento e Rute Alves, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, os croquis das fantasias que serão utilizadas no desfile que marcará a estreia da escola no Grupo Especial. Atual casal campeão da elite, os dois chegaram à União de Maricá neste ano e agora se preparam para viver esse momento histórico ao lado da escola.

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Para Julinho Nascimento, o momento representa a continuidade de uma trajetória construída junto à União de Maricá e também a oportunidade de reencontrar um parceiro com quem já viveu momentos importantes no Carnaval. O mestre-sala destacou a felicidade de novamente trabalhar ao lado do carnavalesco Edson Pereira, com quem formou uma parceria vitoriosa em outro momento de sua carreira. Em 2018, eles foram campeões da Série A pela Viradouro.

“É uma alegria muito grande viver mais esse capítulo com a União de Maricá e, principalmente, poder estar novamente ao lado do Edson. A gente já teve uma história muito bonita juntos, fomos campeões em 2018 pela Viradouro, e agora temos a oportunidade de construir mais uma página dessa parceria. Espero que essa união continue trazendo coisas boas e que a gente possa fazer um grande desfile para a União de Maricá”, celebrou Julinho.

Rute Alves também destacou a emoção de conhecer o figurino que levará para a estreia da escola no Grupo Especial. Para a porta-bandeira, cada nova etapa da preparação aumenta a expectativa para o momento em que a União de Maricá ocupará pela primeira vez a Sapucaí entre as grandes escolas. Ela ressaltou ainda a importância de transformar em realidade, por meio da fantasia, toda a simbologia que envolve o projeto da agremiação para 2027.

“É uma emoção enorme ver mais uma etapa do nosso Carnaval tomando forma. Conhecer o nosso figurino torna tudo ainda mais real e aumenta a vontade de chegar à Sapucaí, defender o pavilhão e viver esse momento tão especial junto com a nossa escola”, afirmou Rute.

A União de Maricá fará seu primeiro desfile no Grupo Especial no domingo, 7 de fevereiro de 2027. A escola levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, que propõe uma viagem pela trajetória, pelo pensamento e pelos sonhos do educador, antropólogo e escritor Darcy Ribeiro.

Tia Surica recebe Medalha Chiquinha Gonzaga em homenagem à trajetória no samba

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Foto: Divulgação/Portela

Tia Surica, uma das figuras mais importantes da história da Portela e do samba carioca, recebeu a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro a mulheres que se destacam em causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais. Aos 85 anos, a cantora e matriarca da azul e branca teve sua trajetória reconhecida por mais de oito décadas de ligação com a escola de Madureira e pela atuação na preservação da memória e da tradição do samba.

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A cerimônia foi realizada na própria casa da sambista, o tradicional Cafofo da Tia Surica, espaço que há décadas integra a história cultural de Madureira e do samba carioca. O encontro teve roda de samba e apresentação da bateria da Portela, reunindo música, memória e celebração em torno da trajetória da homenageada.

“Receber essa medalha é uma alegria muito grande. A Portela e o samba fazem parte da minha vida desde menina. Divido essa homenagem com as mulheres que vieram antes de mim, que cantaram, cuidaram das nossas escolas e abriram caminho para tanta gente. É uma história que a gente precisa continuar contando”, declarou Tia Surica.

Vida inteira dedicada à Portela

Nascida em Madureira, em 17 de novembro de 1940, Iranette Ferreira Barcellos começou a desfilar pela Portela aos quatro anos, acompanhada pela família. Desde a infância, construiu uma relação profunda com a escola e com a comunidade que ajudou a formar sua identidade artística e cultural.

Em 1966, Tia Surica foi uma das vozes que conduziram o samba-enredo “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Paulinho da Viola, apresentado pela Portela no desfile que terminou com o título da escola.

A partir de 1980, passou a integrar a Velha Guarda da Portela, grupo com o qual participou de shows e gravações e que se tornou uma das principais referências de preservação da memória musical da agremiação.

Ao longo das décadas, Tia Surica consolidou-se não apenas como intérprete, mas também como uma das grandes guardiãs da história do samba e da Portela.

Para o presidente da Portela, Júnior Escafura, a homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória que se confunde com a própria história cultural do Rio de Janeiro.

“Tia Surica ajudou a construir a Portela que o mundo conhece. Ver essa trajetória reconhecida é motivo de orgulho para cada portelense e reforça a importância de valorizar as mulheres que sustentam a história do samba”, afirmou.

Cafofo da Tia Surica também é parte da história

A escolha do Cafofo da Tia Surica para a entrega da medalha deu um significado especial à homenagem. O espaço, conhecido pelos mais íntimos como Cafofo da Tia Surica, tornou-se ao longo dos anos um importante ponto de encontro da música e da cultura popular em Madureira.

A casa já recebeu grandes nomes da música brasileira e foi palco de encontros que ajudaram a manter viva a tradição do samba. Entre os artistas que passaram pelo local estão Teresa Cristina, Marisa Monte, Zeca Pagodinho e Clara Nunes, amiga íntima de Tia Surica.

Mais do que receber artistas consagrados, o Cafofo tornou-se um espaço de convivência, música e celebração do samba. Rodas e encontros realizados no local ajudaram a revelar e fortalecer talentos, transformando a casa em uma espécie de extensão da própria história de Tia Surica.

Por isso, receber a Medalha Chiquinha Gonzaga no Cafofo significou mais do que uma cerimônia. O reconhecimento aconteceu justamente no espaço que testemunhou parte da trajetória da artista e que também se tornou um dos lugares de preservação da memória do samba carioca.

Medalha valoriza protagonismo feminino

Criada em 1999, a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga leva o nome da compositora e maestrina brasileira, considerada uma referência do pioneirismo feminino na música brasileira.

A distinção concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro busca reconhecer mulheres que contribuem para a sociedade em diferentes áreas, incluindo as artes, a cultura, as causas humanitárias e a defesa de valores democráticos.

Ao receber a homenagem, Tia Surica passa a integrar uma lista de mulheres reconhecidas por suas contribuições à sociedade e à cultura carioca.

No caso da matriarca da Portela, a medalha também simboliza o reconhecimento de uma história construída dentro do samba, desde a infância em Madureira até a consolidação como uma das principais referências da Velha Guarda e da memória da Portela.

Aos 85 anos, Tia Surica segue como uma personagem fundamental para compreender a história do samba no Rio de Janeiro. Sua trajetória atravessa gerações, sambas, desfiles, rodas e encontros, mantendo viva uma memória que também pertence à Portela e a Madureira.

Salgueiro 2027: ouça o samba nas vozes de Zezé Motta e Igor Sorriso

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Foto: Thaynara Andrade/Divulgação Salgueiro

Cinquenta anos depois de eternizar Xica da Silva no cinema, Zezé Motta volta a dar voz a essa história. O Acadêmicos do Salgueiro lançou uma versão inédita e intimista de seu samba-enredo para o Carnaval de 2027, com a participação especial da atriz e cantora. O registro começa com Zezé Motta declamando um poema que introduz a narrativa do samba. Em seguida, a artista também canta o refrão ao lado do intérprete oficial da escola, Igor Sorriso. A gravação ganhou uma atmosfera acústica e poética, diferente da versão que será produzida para o álbum oficial das escolas de samba do Grupo Especial. Escolhido no último dia 12 de setembro, o samba da parceria liderada por Ian Ruas será a trilha do enredo “Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira e pelo enredista Leonardo Antan.

Vila Isabel lança gravação do samba-enredo para o Carnaval 2027

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A Unidos de Vila Isabel lançou a gravação oficial do samba-enredo que levará à Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Quarta escola a desfilar no domingo de Carnaval, em 7 de fevereiro, a agremiação apresentará o enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado no romance Torto Arado, de Itamar Vieira Junior. Assinado por Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz, o samba marca o início da preparação da escola para os ensaios e a construção do desfile do próximo ano. OUÇA ABAIXO O SAMBA

SOU A VOZ DA ENCANTARIA
DAS MEMÓRIAS E MAGIAS
TORTUOSA TRAVESSIA QUE O DESTINO RESERVOU
E A POEIRA ANUVIOU
A COBIÇA INEBRIANTE LAPIDAVA DIAMANTES
NUM TERRENO TRAIÇOEIRO
MUITO RICO E FEITICEIRO
ERA TANTA TERRA PRA PLANTAR
QUANDO A PEDRA PAROU DE CANTAR
NÃO É DOCE O MEL DA CANA, SINHÁ
O ADEUS PRA CAXANGÁ
ÁGUA NEGRA, SOL ABRASADOR, CASA DE BARRO
E UMA GENTE DE VALOR

NA BRINCADEIRA, O BATUQUE DO JARÊ
RODO NA GIRA DO CORPO PRA CORPO BENZER
À LUZ DO VELHO NAGÔ, O LUME DE UM LAMPIÃO
O CARURU NA TIJELA, COMENDO COM A MÃO

O CARURU NA TIJELA, COMENDO COM A MÃO À LUZ
DO VELHO NAGÔ, O LUME DE UM LAMPIÃO
RODO NA GIRA DO CORPO PRA CORPO BENZER
NA BRINCADEIRA, O BATUQUE DO JARÊ

MAS TUDO NÃO FINDA QUANDO CAI O CURADOR
A PROFESSORA DA AS MÃOS À PROFETIZA
NOS DRAMAS, NA LIDA, NA FÉ E NO AMOR
MULHERES DESTEMIDAS NÃO SE CALAM
CONTRA INJUSTIÇAS E GRILHÕES
E A LUTA PELA TERRA VAI SEGUINDO GERAÇÕES

A SEMENTE QUE FICOU, É SE JUNTAR
DIVIDIR O QUE PLANTOU, E SE A VIDA DERRUBAR
SOU EU QUE ENXUGO O PRANTO,
SOU EU DE AZUL E BRANCO
NA FAVELA OU NO CAMPO, TE LEVANTO PRA LUTAR

NAS PÁGINAS DE UM LIVRO ADMIRADO
TORTO ARADO É RETRATO BRASILEIRO

A NOSSA VILA, MAIS QUE UMA ESCOLA
AGUERRIDA QUILOMBOLA, RISCA O CHÃO DESSE TERREIRO
VILA, MAIS QUE UMA ESCOLA AGUERRIDA
QUILOMBOLA, RISCA O CHÃO DESSE TERREIRO

VAMOS LÁ VILA ISABEL

Lives, Chats e Torcidas em Tempo Real: Como o Conteúdo Ao Vivo Está Redesenhando as Apostas Online no Brasil

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O Brasil é um país que aprendeu a viver o presente em alto volume. Do samba que pulsa nas quadras de ensaio às arquibancadas lotadas nos domingos de futebol, existe uma cultura enraizada de viver o momento junto com os outros, comentando, gritando, comemorando em conjunto. Essa mesma lógica migrou para as telas dos celulares e computadores, e hoje encontra um novo capítulo nas plataformas de entretenimento digital que transmitem eventos ao vivo, criam comunidades instantâneas e transformam cada segundo de um jogo em um ponto de interação coletiva.

Não é mais sobre assistir a uma partida isoladamente. É sobre comentar em tempo real, reagir junto com milhares de pessoas desconhecidas que, por noventa minutos, compartilham a mesma ansiedade. Plataformas conhecidas como Betao se inserem exatamente nesse contexto, ao oferecer transmissões ao vivo integradas a ferramentas de interação, permitindo que o usuário acompanhe estatísticas, converse com outros espectadores e tome decisões enquanto o placar ainda está em movimento.

Essa combinação entre imagem ao vivo, dado instantâneo e conversa simultânea é o que diferencia a experiência atual daquela de apenas cinco ou dez anos atrás, quando bastava um resultado final para encerrar o interesse do público.

Da Arquibancada Virtual às Telas do Celular

Durante décadas, a experiência de torcer coletivamente dependia de um espaço físico: o bar da esquina, a casa de um amigo, o estádio. Hoje, esse espaço se multiplicou em formato digital. Grupos de WhatsApp, canais de Telegram e salas de chat dentro de aplicativos cumprem uma função parecida: reunir pessoas em torno de um evento comum, mesmo que fisicamente distantes.

Alguns elementos explicam essa mudança de comportamento:

  1. A popularização da internet móvel de alta velocidade em regiões antes desassistidas.
  2. O crescimento de transmissões esportivas gratuitas ou de baixo custo em aplicativos.
  3. A normalização do comentário em tempo real como parte da experiência de consumo.
  4. A criação de rankings, estatísticas ao vivo e enquetes que mantêm o espectador engajado além do simples placar.

O resultado é um espectador mais ativo, que não apenas assiste, mas participa, opina e reage dentro de uma comunidade formada especificamente para aquele momento.

Comunidades Que Nascem Durante o Jogo

Um fenômeno interessante do entretenimento digital brasileiro é a velocidade com que comunidades se formam e se dissolvem. Um grupo de torcedores pode se organizar minutos antes de uma partida começar, trocar mensagens intensamente durante os noventa minutos e simplesmente desaparecer horas depois, sem deixar rastro além de prints e memes compartilhados.

Essas comunidades temporárias têm características próprias:

  • Linguagem própria, cheia de gírias regionais e códigos internos.
  • Hierarquias informais, onde usuários mais ativos ganham reconhecimento dos demais.
  • Ritmo acelerado de mensagens, que acompanha os lances da partida.
  • Memória curta, já que o foco está sempre no evento presente, não no histórico.

Esse tipo de dinâmica se assemelha bastante ao comportamento observado em blocos de carnaval de rua, onde grupos se formam espontaneamente ao som de um trio elétrico e se dissolvem ao final do desfile, mas deixam uma sensação de pertencimento que motiva o retorno na próxima ocasião.

Leia também: A Influência do Comportamento Mobile-First e das Atenções Reduzidas no Setor de Apostas Online

O Cronômetro da Torcida: Decisões em Segundos

Um dos aspectos mais marcantes do consumo de conteúdo ao vivo é a compressão do tempo de decisão. Se antes uma pessoa podia refletir por horas antes de tomar uma atitude relacionada a um evento esportivo, hoje esse intervalo caiu para segundos. Um escanteio, uma expulsão, uma virada no placar: cada lance gera uma onda imediata de reação coletiva.

Esse ritmo acelerado impacta diretamente a forma como as pessoas consomem informação esportiva:

  • Notificações instantâneas substituem a checagem manual de resultados.
  • Comentaristas ao vivo em redes sociais tornam-se referência tão importante quanto a própria transmissão oficial.
  • Estatísticas atualizadas a cada minuto criam um segundo nível de narrativa, paralelo ao jogo em si.

Essa velocidade também exige mais responsabilidade por parte de quem consome esse tipo de conteúdo, já que decisões tomadas sob pressão emocional intensa tendem a ser menos ponderadas. Por isso, a educação sobre consumo consciente de entretenimento digital tem ganhado espaço em discussões públicas, especialmente entre públicos mais jovens que cresceram acostumados à imediatez.

Quando o Anonimato Vira Pertencimento

Um detalhe curioso dessas comunidades digitais é que a maioria dos participantes nunca se encontrou pessoalmente. Ainda assim, existe uma sensação genuína de pertencimento, construída por meio de interações repetidas durante os eventos ao vivo. Um usuário que sempre comenta durante os jogos de determinado time passa a ser reconhecido por outros participantes, mesmo sem revelar nome, rosto ou qualquer dado pessoal além de um apelido.

Esse fenômeno reflete uma característica mais ampla da cultura digital brasileira: a capacidade de criar vínculos afetivos rápidos, baseados em experiências compartilhadas momentâneas, mas emocionalmente intensas. É a mesma lógica que explica o sucesso de transmissões ao vivo de shows, jogos e até desfiles carnavalescos, onde milhares de espectadores comentam simultaneamente sem nunca terem se encontrado fora da tela.

O entretenimento ao vivo, aliado a ferramentas de interação em tempo real, deixou de ser apenas um formato de consumo passivo para se tornar um espaço social completo. Nele, o usuário assiste, conversa, reage e participa de uma comunidade temporária que se forma ao redor de um único evento. Essa transformação diz muito sobre como o público brasileiro se relaciona com o tempo presente, a coletividade e a emoção compartilhada, elementos que sempre estiveram no centro da cultura nacional e que agora encontram novas formas de expressão dentro do universo digital.

Ela está de volta! Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2027

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Foto: Rafael Reis/Divulgação Imperatriz

A Imperatriz Leopoldinense tem uma nova rainha de bateria para o Carnaval 2027. A atriz Paolla Oliveira chega à Rainha de Ramos para brilhar na Marquês de Sapucaí a frente da “Swing da Leopoldina”, de mestre Lolo. Ícone do Carnaval moderno, com apresentações marcantes na passarela do samba, Paolla recebeu o convite da presidente Cátia Drumond, e sua coroação está marcada para acontecer no próximo dia 17 de outubro.

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“É com muita alegria e honra que a nossa escola recebe a Paolla como rainha de bateria. Tenho certeza que ela chega para somar ao nosso time, aos nossos ritmistas e principalmente à comunidade de Ramos e toda Zona da Leopoldina, que está ansiosa para abraçar e reverenciar sua nova majestade. Que ela seja muito bem-vinda e claro, muito feliz conosco”, afirmou Catia.

A nova realeza da bateria Estandarte de Ouro de 2025 também celebrou sua chegada à Imperatriz, e motivada para o novo desafio ao lado da agremiação nove vezes campeã do Carnaval.

“O Carnaval vive em mim, vocês sabem. E a vida tem essa beleza do inesperado, onde a gente percebe que pode ainda ter muita coisa bonita para viver, sem nunca perder de vista tudo o que ja foi vivido. Estou muito feliz de estar aqui, de coração aberto e para começar mais uma história no carnaval. Chego com muito respeito, vontade de estar perto, conhecer, aprender e viver mais uma vez essa experiência rica e coletiva. Tem frio na barriga, claro, mas tem também uma alegria enorme por tudo que está começando”, afirmou a atriz.

Com o enredo “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”, idealizado pelo carnavalesco Leandro Vieira, a Imperatriz Leopoldinense será a quarta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, fechando a segunda-feira de Carnaval, 08 de fevereiro, em busca do 10º título de sua história.

Como a Confiança Visual Decide Onde o Torcedor Brasileiro Clica

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Foto: pixabay

Antes de apostar em um placar, decidir se um time vai vencer por dois gols ou avaliar se vale a pena seguir uma sugestão de especialista, o torcedor brasileiro passa por um processo silencioso e quase automático: ele julga a aparência do site em menos de três segundos. Esse julgamento instantâneo não tem relação direta com estatísticas de futebol, mas com algo mais primitivo – a sensação de segurança que uma interface transmite. Cores, tipografia, velocidade de carregamento e organização visual acabam pesando tanto quanto o conteúdo em si na hora de decidir se determinada página merece atenção ou se será fechada no ato.

Esse fenômeno não é exclusivo do universo esportivo, mas ganha contornos particulares quando envolve dinheiro, expectativa e paixão nacional pelo futebol. Em um cenário digital saturado de opções, o mercado de Palpites Futebol segue em expansão constante, e isso obriga cada plataforma a competir não apenas pela qualidade da informação, mas pela forma como essa informação é apresentada. Um site que demora para carregar, que exibe anúncios invasivos ou que possui menus confusos perde credibilidade instantaneamente, mesmo que suas análises sejam tecnicamente precisas.

A construção de confiança online segue lógica parecida com a de uma loja física bem organizada: prateleiras limpas, iluminação adequada e atendimento claro fazem o cliente se sentir seguro para comprar. No ambiente digital, o “atendimento” é substituído por elementos como certificados de segurança visíveis, políticas de uso transparentes e um design que não tenta esconder informações relevantes atrás de pop-ups excessivos.

O peso invisível do primeiro clique

Estudos de comportamento digital mostram repetidamente que usuários formam opiniões sobre a confiabilidade de um site antes mesmo de ler qualquer texto. Isso acontece porque o cérebro humano processa formas e cores muito mais rápido do que palavras. Aplicado ao universo dos palpites esportivos, esse fenômeno significa que:

  • Um layout limpo, com hierarquia visual clara entre jogos do dia, análises e estatísticas, transmite organização e seriedade.
  • Fontes legíveis e contraste adequado reduzem a sensação de cansaço visual, especialmente em usuários que acessam o conteúdo pelo celular durante o intervalo do trabalho.
  • A ausência de excesso de banners piscantes evita a associação (ainda que injusta) com páginas de baixa qualidade.

Esses detalhes técnicos, muitas vezes invisíveis para quem não trabalha com desenvolvimento web, são justamente os que determinam se um visitante vai explorar o restante do conteúdo ou abandonar a página nos primeiros segundos.

Usabilidade como ponte entre informação e decisão

De nada adianta possuir uma base de dados robusta sobre confrontos, retrospectos e desempenho de equipes se essas informações estiverem organizadas de forma confusa. A usabilidade funciona como uma ponte: ela transforma dados brutos em decisões compreensíveis. Um usuário que busca uma previsão para o clássico do fim de semana não quer navegar por cinco menus diferentes até encontrar o que precisa.

Alguns elementos práticos ajudam a medir se uma plataforma realmente prioriza a experiência do usuário:

  1. Tempo de carregamento inferior a três segundos, mesmo em conexões móveis mais lentas.
  2. Filtros de busca intuitivos por campeonato, data ou time.
  3. Textos objetivos, sem excesso de jargão técnico que afaste o público casual.
  4. Compatibilidade real com smartphones, já que grande parte do acesso brasileiro a conteúdos esportivos acontece fora de casa.

Leia também: Futebol e Tecnologia: A Nova Era dos Esportes

Regionalismo e identidade visual como fator de identificação

O Brasil é um país de dimensões continentais, e essa diversidade se reflete diretamente na forma como diferentes públicos reagem a determinados designs. Um torcedor do Nordeste, habituado a rádios locais e transmissões regionais, pode ter expectativas visuais diferentes de um usuário paulistano acostumado a aplicativos de bancos digitais extremamente minimalistas. Plataformas que conseguem equilibrar simplicidade com elementos culturalmente reconhecíveis – como referências a rivalidades tradicionais ou linguagem próxima do vocabulário popular do futebol – tendem a gerar maior identificação.

Esse cuidado regional também aparece em pequenos detalhes, como:

  • Uso de expressões populares do futebol brasileiro em vez de traduções literais do inglês.
  • Exemplos de partidas que envolvam clubes de diferentes regiões, e não apenas os times do eixo Rio-São Paulo.
  • Horários exibidos de forma clara, considerando os fusos horários dentro do próprio país.

Quando esses fatores são ignorados, o usuário sente uma espécie de distância cultural, mesmo que o conteúdo técnico esteja correto.

Transparência como moeda de confiança

Por fim, nenhum design bonito substitui a transparência. Sites que deixam claro como determinada análise foi construída, quais critérios foram usados e que reconhecem publicamente as limitações de qualquer previsão esportiva tendem a construir relações mais duradouras com seus usuários. A confiança digital não nasce de promessas de acerto absoluto – isso, aliás, é fisicamente impossível no futebol – mas da honestidade em admitir que estatísticas indicam tendências, não certezas.

Esse tipo de postura transparente também se reflete em pequenos gestos, como disponibilizar o histórico de análises anteriores, permitir comentários de usuários ou explicar de forma simples os indicadores utilizados. Quando o usuário entende o raciocínio por trás de uma recomendação, ele se sente mais seguro para tomar sua própria decisão, em vez de apenas seguir cegamente um número.

No fim das contas, a escolha entre uma plataforma e outra raramente depende de um único fator isolado. É a combinação entre visual convidativo, navegação fluida e discurso honesto que constrói, aos poucos, a confiança necessária para que o torcedor volte a acessar o mesmo site na próxima rodada – não porque foi convencido por uma promessa, mas porque a experiência, como um todo, fez sentido para ele.

São Clemente aposta na união de dois sambas para contar a ‘gambiarra à brasileira’ na Sapucaí

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Por Marcos Marinho e Victor Busch

A São Clemente definiu no último sábado o samba-enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval 2027. Em uma final marcada por apresentações equilibradas e uma disputa acirrada, a escola optou pela união das obras das parcerias de Nelson Amatuzzi e Helinho 107. O samba resultante ainda será divulgado oficialmente, mas já tem definida a relação de compositores que assinará a composição. A obra será assinada por Nelson Amatuzzi, Cesar Ouro, Leozinho Nunes, James Bernardes, Eugênio Leal, Armandinho do Cavaco, Andre Russo, Edmar Jr, Vando Cardoso, Victor Mendes, Hugo Bruno, Claudio Russo, Helinho 107, Claudio Filé, Henrique Figueira, Edu Cuíca, Julio Pagé, Luciano Fogaça, Robson Trindade, Julinho Azevedo e Cesar Ricardo. No Carnaval 2027, a São Clemente será a primeira escola a desfilar na sexta-feira, 5 de fevereiro, pela Série Ouro, com o enredo “Crialogia – gambiarra à brasileira”, desenvolvido pela carnavalesca Annik Salmon.

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Fotos: Marcos Marinho e Victor Busch/CARNAVALESCO

O presidente Thiago Almeida fez um balanço positivo do momento vivido pela escola e destacou o retorno de integrantes da comunidade e de segmentos tradicionais da agremiação.

“Foi bastante positivo. Estou muito feliz com a quantidade de clementianos que voltaram e que estão entrando para a escola. Foi uma retomada importante para a gente. Nossa escola, com a Ala de Compositores, a Velha-Guarda, todo mundo em peso, precisava de um respiro novo. Acho que já fazia um tempo que a gente precisava trilhar um caminho diferente”, afirmou.

O dirigente também fez questão de reconhecer a trajetória de Renatinho, seu antecessor na presidência da escola. “Ele fez história, isso é um fato, e a marca que a São Clemente se tornou com ele a gente não tem o que falar. Mas hoje estou muito feliz e com a quadra cheia, está incrível. Foi uma disputa acirrada: muitos bate-papos, encontros, conversas e trocas. Mas acho que hoje a gente tirou o nosso melhor”, completou.

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Presidente Thiago Almeida

Fora da quadra, a São Clemente também acelera os trabalhos para colocar o projeto de Annik Salmon na Sapucaí. Segundo Thiago Almeida, a troca na presidência aconteceu apenas em junho, o que reduziu o tempo disponível para a montagem da equipe de ateliê e exigiu uma corrida contra o relógio.

“Conseguimos trazer de volta o Thiago Borges, nosso chefe de ateliê, que trabalhou muitos anos com a gente aqui na São Clemente. A gente olhava para os desenhos pensando: ‘como é que ele vai tirar isso do papel?’, e ele conseguiu transformar tudo. As fantasias ficaram lindíssimas, na pegada que a Annik queria levar. A obra é dela. Fez um trabalho lindo. Ficamos de cara com o que ela apresentou. Acho que vai ser o xodó da gente. Ainda não vimos os outros, mas, pelo que ela explica do projeto, está incrível. Se a gente conseguir executar, vamos levar um carnaval bonito para caramba para a São Clemente”, comentou o dirigente.

Compositores celebram o resultado

Entre os compositores da obra escolhida está Claudio Russo, que viveu uma situação especial na disputa. O compositor contou que seu filho foi campeão no ano anterior sem a sua participação na parceria e que, desta vez, o convidou para integrar a composição.

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Claudio Russo e o filho

“É muito importante para mim, porque meu filho ganhou ano passado e eu não estava na parceria. Ele me chamou este ano para entrar na parceria que tinha sido campeã, e mais uma vez a gente consegue ganhar, especialmente ao lado do meu filho”, afirmou.

A vitória também aumentou a marca de Nelson Amatuzzi na escola. Pentacampeão na São Clemente, o compositor não escondeu a emoção com mais uma conquista.

“É uma emoção maravilhosa. Sou pentacampeão nessa escola do meu coração. Estou muito emocionado”, declarou.

Como passaram os sambas na final

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Compositor Helinho 107

Parceria de Edinho: O samba passou de maneira regular na final. O refrão principal traz uma síntese interessante do enredo e do momento que a escola está atravessando. O refrão do meio e a segunda do samba cairam de rendimento ao longo das passadas, mas o samba conseguiu encontrar sustentação na sequência. Uma passagem regular.

Parceria de Helinho 107: Defendido por Igor Sorriso, o samba fez uma excelente exibição. O refrão foi muito cantando pela torcida com muita força. A segunda parte do samba conta com belas melodias muito bem trabalhadas por Igor. O samba saiu do palco levado no gogó pela torcida da parceria.

Parceria de Nelson Amaruzzi: Rafael Tinguinha esteve à frente do microfone do samba. Apesar de contar com versos mais literais na primeira parte, o samba passa bem e se mostra de fácil entendimento e canto. O refrão do meio brinca com situações que evocam a ideia de gambiarra, o que é uma boa sacada para dar uma virada. O refrão principal é bem cantado, mas não cresce em relação ao restante do samba, ganhando o destaque como refrão. De todo modo, outra excelente exibição na noite de final.

Parceria de Marcelo Adnet: Defendido por Pixulé, o samba passou com bastante pressão desde o início. Destaque para a segunda do samba com versos poéticos que sintetizam bem o enredo da escola. O refrão principal também é cantado com força, evocando o momento da escola e reafirmando a gambiarra como sabedoria popular, mas com avançar das passadas o rendimento do samba caiu um pouco.

Malandreado, Camisa Verde e Branco apresenta samba para o Carnaval 2027

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Por Almir Aprígio e Will Ferreira

O Camisa Verde e Branco apresentou o samba-enredo da escola para o Carnaval 2027 no último domingo. Décimo colocado em 2026, a agremiação aposta em uma temática muito voltada para brasilidades com o enredo “Ajuruetês – O Voo da Terra Brasil”, assinado pelo carnavalesco Marcus Ferreira. A canção é composta por Claudio Russo, Turko, Rafa do Cavaco, Silas Augusto, Zé Paulo Sierra, Fabio Souza, Luis Jorge, Dr. Elio e Bruno Giannelli. Nove vezes campeão do primeiro pelotão da folia paulistana, o Camisa Verde e Branco será a última escola a desfilar na sexta-feira do Grupo Especial de São Paulo. Sempre presente em eventos importantes para as agremiações da cidade, o CARNAVALESCO conversou com personagens importantes do Camisa Verde e Branco para o desfile de 2027.

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Fotos: Almir Aprígio e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Diretor empolgado

Se o enredo vai em um caminho bem diferente do que o Camisa Verde e Branco estava acostumado a mostrar, Armando de Souza Lima Junior, popularmente conhecido como Armando Polêmico, diretor musical da escola, mostrou confiança no sucesso que a obra fará: “Eu acompanhei tudo mais por cima, mas os compositores mergulharam nesse enredo que é muito complexo para fazer esse samba maravilhoso. Foi uma criação maneira para caramba, os caras viajaram legal para poder chegar nesse ponto que chegou esse samba. A complexidade desse enredo fez com que o nível do desafio fosse maior para os compositores, é bem natural isso. Ainda mais por você sair de Exu como tema e ir para um enredo desse, tropical. É um desafio muito grande. Mas aqui, na Barra Funda, como a gente gosta de desafio, está tudo tranquilo. Vai ser muito bonito isso aí na avenida, pode ter certeza”, destacou, falando pelos compositores, que não compareceram ao evento.

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Armando de Souza Lima Junior, popularmente conhecido como Armando Polêmico, diretor musical da escola

Mostrando ciência de como a obra foi concebida, Armando destacou a dinâmica de trabalho tal qual nos tempos antigos: “Eu não participei da criação diretamente do samba, mas sei que eles se reuniam quase todos os dias para poder suprir essa parada para o Camisa poder vir bonitão desse jeito. Eu fiquei sabendo que eles se encontravam quase todo dia para poder fazer esse samba. E, mais do que isso: foi tudo presencial”, disse.

Régua alta

Mostrando a força da escola que representa, Armando falou sobre o quanto os últimos sambas-enredo, aclamados pelo público, não tiram a paz da Ala Musical do Trevo: “Não tem um grande desafio porque cada ano é um ano. O que passou ficou lá para trás. Agora é tropical, e a gente vai vir totalmente tropical para esse desfile, que vai ser maravilhoso. Pode ter certeza de que na manhã da sexta para o sábado vai ser diferente o que vai acontecer em São Paulo, pode ter certeza. Vai ficar bem tropical. É um samba de mais melodia, o outro era um samba mais agressivo; esse é um samba mais cadenciado. Mas, por ser mais cadenciado, é mais a cara do Camisa ainda. Para a gente é tranquilo. A gente vai trabalhar conforme o que foi entregue e vai ser bem maneiro na avenida, pode ter certeza”, prometeu.

Uma canção com nível técnico igualmente alto também foi algo anunciado por Armando: “A gente vem de anos com sambas bons, com expectativas altas. E esse samba não vai abandonar essa característica, vai chegar legal na avenida. É uma expectativa que foi criada e vai ser atendida. Para a gente não vai ter problema nenhum, vai ser só um diferencial mesmo de enredo, porque o resto para a gente está tudo tranquilo. Todo ano só tem uma coisa que pode levar ao sucesso: o trabalho. É trabalhar e fazer acontecer. O resto não tem como eu contar uma história para você que não vai acontecer. Tem que trabalhar, e é do trabalho que vem o sucesso”, refletiu.

O Diretor Musical também elencou qual a parte favorita dele na canção apresentada à comunidade do Trevo neste domingo: “Eu gosto muito do final da segunda: ‘Malandreando a Barra Funda vem / E a Furiosa não tem pena de ninguém’. Isso aí é o básico de tudo. Esse verso, inclusive, vai ser algo que a gente vai usar muito: sabendo como a Furiosa desce a avenida, todo mundo vai esperar uma Furiosa sem pena de ninguém”, comentou.

Comandantes felizes

Dois dos principais nomes do Camisa Verde e Branco também mostraram satisfação ao falar do samba. Érica Ferro, presidente da escola, foi sucinta: “Tanto o enredo quanto o samba já caíram nas graças da comunidade: todo mundo abraçou e gostou, a comunidade inteira está feliz. Toda a diretoria, eu enquanto presidente, o vice-presidente… eu te garanto que vai ser um sacode na avenida”, disse.

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Érica Ferro, presidente da escola

Vice-presidente citado pela mandatária e também diretor de carnaval, João Victor Ferro destacou o caráter único da temática: “A nossa intenção foi trazer uma proposta de enredo diferente das demais treze escolas que são nossas concorrentes no Grupo Especial. A gente entendeu que algumas escolas estavam indo bastante para a linha do afro ou do afro religioso. Eu propus para Marcus um enredo que venha na contramão das outras treze. Ele falou que tinha um e já estava há um tempo namorando esse enredo, mas ele não sabia se São Paulo estava preparado para algo tão diferente. Eu respondi dizendo que não queria nem saber qual era o enredo, seria aquilo. A gente aprovou, ele trouxe a proposta, a gente leu, estudou, deu bom. O Marcus traz uma proposta totalmente diferente do que eu já fiz nos últimos anos, a galera vai gostar. E o samba também foi essa viagem. O que eu propus para os compositores, porque não era eliminatória, era encomendado, era que eu precisava de um samba leve, gostoso e que despertasse a galera. O samba do Exu era um samba mais denso, de pegada, um samba mais agressivo, e não era essa viagem de 2027. Os meninos entregaram para a gente aquilo que a gente propôs. Deu certo, deu bom. Eu gostei, a escola gostou. Agora é fazer acontecer”, animou-se.

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Vice-presidente citado pela mandatária e também diretor de carnaval, João Victor Ferro

Idealizador identificado

Ao falar sobre o samba-enredo, Marcus Ferreira, carnavalesco estreante no Camisa em 2027, aproveitou para falar um pouco da temática desenvolvida por ele: “Gostei do samba! Gostei muito, ele atingiu a alegria que a gente precisa para encerrar a sexta-feira. Ele tem a diferença que a escola me pediu a partir da experiência do enredo. Eles queriam um enredo que tivesse um pouco da energia histórica do Camisa Verde e Branco e que fosse algo diferente. No histórico dos meus trabalhos, lá no Rio de Janeiro, sempre gostei desses enredos inéditos, que dialogassem com a história das escolas por onde eu passei. Chegando aqui, a gente tinha uma ideia de enredo, mas, de rompante, a presidenta Érica Ferro me ligou e perguntou se eu tinha algo diferente, porque ela via um caminho diferente para esse ano. Eu pedi um dia para pensar porque eu tinha algumas ideias, mas, para que a gente siga algo palpável, ela me deu a referência do meu enredo sobre o caju, da Mocidade Independente de Padre Miguel de 2024, alguma coisa que impulsione a escola, que traga alegria, que traga força e leveza. E, aí, surgiu o enredo. O samba transmite essa alegria que o enredo proporcional, e o Carnaval está irreverente, está alegre, está a cara da escola”, observou.

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Marcus Ferreira, carnavalesco estreante no Camisa em 2027

Mais músicos

Outro estreante no Trevo é Antônio Wilson, popularmente conhecido como Tuninho Jr. O intérprete foi mais um integrante do Camisa a elogiar a obra: “Gostei muito do samba! Samba assim tem a minha cara: um samba alegre, um samba com garra e com a cara do enredo, também, que é alegre. Combina com o meu jeito de trabalhar e o jeito da escola, também: uma escola valente, uma escola raiz. Vai dar muito certo esse samba no Anhembi”, vislumbrou.

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Antônio Wilson, popularmente conhecido como Tuninho Jr, é o intérprete

Ao ser perguntado sobre o quanto um samba encomendado pode ajudar o próprio trabalho, Tuninho não negou o quanto prefere sentir a execução da obra presencialmente: “Eu já fico pensando em variações melódicas e cacos para o samba ao ouvi-lo, sim… apesar que, no ao vivo, eu consigo sentir mais o que o samba está pedindo, para onde o samba está indo. Um samba encomendado também tem suas coisas boas: no estúdio, a gente tem um contato anterior com o samba bem antes do que algumas escolas. A gente tem um pouco de mais de tempo de criação para fazer o samba evoluir cada vez mais na quadra e, consequentemente, lá na no Anhembi”, disse.

Com dois mestres de bateria, a escola teve mais alguns nomes que elogiaram a canção. Jeyson Ferro foi um deles: “Eu gostei demais do samba! Gostei muito, graças a Deus. É um samba alegre, que dá para explorar bastante e vai falar da nossa origem, do Brasil. A gente veio de dois temas muito fortes, de Cazuza e Exu; e, agora, é um samba que vai totalmente contra o que veio dos dois sambas anteriores. É um samba que vai abranger muito o Brasil em si”, comentou.

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Jeyson Ferro e Jeferson da Conceição, popularmente conhecido como Cachorrão

Já Jeferson da Conceição, popularmente conhecido como Cachorrão, destacou que o trabalho ainda está em andamento em relação à obra: “O samba é bom! Vai dar para a gente trabalhar legal, o arranjo já está meio que pronto, inclusive. Uma coisinha ou outra a gente vai ajustar, é claro, mas o trabalho já está sendo feito. Lógico que, se você for comparar com o do Exu do ano passado, é algo completamente diferente no estilo. O pessoal vai gostar do que o Camisa vai mostrar”, afirmou.

Há, entretanto, uma dinâmica que está muito adiantada, de acordo com Cachorrão: “Não só o arranjo como as bossas já estão todas prontas. A gente já está ensaiando até para a gravação do CD. O O BPM é aquele: 142, 140 no máximo. Não adianta, a característica da bateria do Camisa é essa, não adianta correr. Fica feio. A batida de caixa traz isso. Só não pode ser um pagodão, mas é uma parada valente, mas que também não pode ser corrido. A gente está adequado, está tudo certinho, já”, exemplificou.

Jeyson, porém, destacou o quanto o caminho pode ser alterado: “A gente já cria algumas coisas com antecedência e deixa de stand-by, só esperando mais ou menos o que vai vir no samba. Como a gente já tinha uma coisa alinhada com a direção da escola e conseguimos ouvir um pouquinho do samba antes, já tínhamos as coisas bem encaminhadas. Mas a gente sempre grava uma coisa e muda no meio do caminho: para a gravação do clipe, vão duas bossas prontas; aí, mais para frente, a gente coloca mais uma. Depois do trabalho sempre vem alguma coisinha. Às vezes a gente até muda essas duas bossas que estavam no começo porque vem mais ideias, uma coisa mais legal, a gente tira daqui e coloca dali. Mas a base é essa”, comentou.

Os mestres de bateria também elogiaram o fato da escola manter o mesmo grupo de compositores que produziram as duas últimas (e elogiadas) obras: “Facilita muito a parceria já conhecer tão bem a casa. Eles já têm a linhagem, já sabem o que a escola pede, o que a bateria gosta e quer… já sabem que, aqui, não adianta a bateria vir muito para frente, aqui não vai. Para mim, o trabalho com eles é sensacional”, elogiou Cachorrão.

Citando nominalmente alguns dos compositores, Jeyson foi mais específico: “Eu tenho amizade com o Rafa do Cavaco faz tempo, tenho amizade com o Turko e com os demais meninos, a gente já sabe mais ou menos o tipo de melodia que vai vir quando eles estão numa composição. A gente dá uma ideia disso aí que vai vir e a gente faz algumas coisas em cima do que vem. Além dos breques, a gente tem a parada do surdo de terceira, que a gente sempre põe um desenho em cima da melodia junto com os arranjos de tamborim. Aí dá para ter mais ou menos uma prévia do que que eles estão fazendo, do que que eu posso fazer lá na frente. Sabendo dos caras, quem é que está fazendo, dá para a gente fazer uma coisa mais adiantada”, comemorou.

Dinâmica especial

‘Diferente’, de fato, é uma palavra que pode sintetizar bem o ciclo do Camisa Verde e Branco para o Carnaval 2027. Marcos Costa e Lyssandra Grooters, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, inclusive, valorizou a característica bastante ímpar do samba-enredo apresentado pela agremiação: “O samba é diferente do padrão que a gente vinha acostumando a ouvir aqui no Camisa ou até mesmo em São Paulo: é um samba que explica o enredo. Hoje em dia, a gente vê muito samba que exalta mais a escola, às vezes, do que fala sobre o enredo. E o samba do Camisa está falando mais sobre o enredo. É um samba que é mais difícil para o nosso lado de dança: não é um samba que, no primeiro olhar, você ouve e fala que deu vontade de fazer algo em específico. É um samba que a gente vai precisar escutar e trabalhar em cima para poder desenvolver. Mas é um bom samba”, afirmou Marquinhos.

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Marcos Costa e Lyssandra Grooters, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola

Lyssandra valorizou o desafio que a obra traz para a dupla, que só ganhou notas máximas nas duas últimas apurações: “É um samba difícil para nós. No ano passado foi aquele sambão que a gente já imaginava um monte de coisa. Esse ano já não: a gente já vai ter que dar mais uma estudada no samba e ver os movimentos, é o Marquinhos que monta a coreografia e ele já está de olho nisso. Ao escutar, é um samba que está contando a história de todo o nosso enredo: se você parar, você vai ver, olhar a sinopse e perceber que todos os pontos estão no samba. É mais a nossa comunidade aceitar, abraçar o samba e a gente cantar lá no Anhembi e fazer virar um sambão”, comentou.

Se o trabalho individual é realizado quase que diariamente, o trabalho específico voltado para o samba-enredo é bastante recente, revelou Marquinhos: “Sendo bem sincero, a gente começou os nossos trabalhos na semana passada. Foi o nosso primeiro trabalho voltado para o Carnaval 2027, já que a gente está renovando o quadro: está chegando um novo segundo mestre-sala e chegando um casal mirim. Lógico que cada um está se cuidando pessoalmente, trabalhando com as respectivas preparações física. Eu trabalho com dança, estou constantemente dançando. Mas, voltado para o Carnaval 2027, a gente começou na semana passada. Agora, que a gente já tem o samba, temos a ideia do que a gente vai precisar trabalhar. Daqui para frente, só vamos parar no Desfile das Campeãs, se Deus quiser”, comentou.

Lys detalhou melhor a fala do companheiro de dança: “A gente começou mais precisamente na quinta-feira, e o nosso trabalho é muito dinâmico: tem casais que ficam ensaiando, a gente não. A gente vai, o Marquinhos já monta e a gente já tenta decorar. No próximo ensaio, a gente já quer executar na base da perfeição. A gente vai alinhando o que dá para fazer, o que não dá para fazer. É no ensaio técnico que a gente tem a noção mesmo do que a gente vai realmente conseguir fazer. Normalmente, a gente vai até o final na coreografia que o Marquinhos monta, é bem difícil nós mudarmos alguma coisa. Nosso trabalho é árduo: não é diferente de nem um outro casal, mas o nosso é bem dinâmico. A gente separa uma hora, ensaiamos uma hora e acabou. Na outra quinta-feira é outra hora e assim sucessivamente. A gente é bem específico e rápido. Mas, agora, até o Carnaval, a gente não para e nem pode parar”, finalizou.

Evento marcante

A apresentação do samba-enredo do Camisa Verde e Branco para 2027 teve uma série de atrações, todas elas comandadas por Adriana Gomes, das grandes porta-bandeiras da história do Carnaval de São Paulo. A Herdeiros do Trevo, escola mirim da agremiação, por exemplo, ganhou um novo primeiro mestre-sala: João, que fará dupla com Luna. Heloísa é a Rainha Mirim da bateria da escola e Andressa é a Rainha Infantil dos pequenos ritmistas.

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A Velha-Guarda Musical, o Samba Òrun Ayê e o Pagode da Furiosa também se apresentaram antes do show do Camisa Verde e Branco, que teve algumas canções interpretadas por Carlos Junior (atualmente cantor do coirmão Rosas de Ouro e revelado no Camisa) e Rogério Papa (integrante do carro de som do Trevo). Encerrando a grande noite, a coirmã Nenê de Vila Matilde abrilhantou a festa.

O evento previa, também, uma apresentação de outra coirmã: o Vai-Vai, que teve a final de samba realizada também neste domingo. Por conta de um problema em um dos ônibus que levava os integrantes da Escola do Povo para a Barra Funda, entretanto, o show da Alvinegra foi remarcado para a Festa da Bateria do Camisa, à priori marcado para o dia 14 de novembro.

Povo escolheu! Na Bela Vista, Vai-Vai faz a escolha da comunidade e consagra a parceria de Naio Denay

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Por Gustavo Lima e Pedro Ribeiro

Debaixo de chuva e com a Bela Vista tomada pela comunidade, o Vai-Vai definiu, na noite do último domingo, o samba-enredo que levará para o Carnaval de 2027. A obra composta por Naio Denay, Francis Gabriel, Anderson Neguinho e Danilo Alves, formada por nomes ligados à escola, foi escolhida após uma disputa acirrada, com três parcerias na briga para ter seus nomes como hino da maior campeã do carnaval paulistano. O samba confirmou o favoritismo e foi bastante celebrado no anúncio feito pelo intérprete Luiz Felipe. A final também foi marcada pelo reencontro do Vai-Vai com suas raízes, na rua, no bairro da Bela Vista. O local foi tomado por vaivaienses, que celebraram o pertencimento de estar naquele espaço. Todos os segmentos da agremiação também não esconderam a felicidade de novamente terem conseguido realizar a decisão do samba-enredo na rua Rui Barbosa. Assinado pelos carnavalescos Victor Santos e Alexandre Louzada, o Vai-Vai irá desfilar com o enredo “3 Obás de Xangô – A Mãe Bahia em Cantos, Cores e Memórias”, sendo a segunda escola de sexta-feira a passar pela avenida.

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Fotos: Gustavo Lima e Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

“É sempre um momento especial, de extravasar toda a energia que sentimos durante a disputa. Quando chegamos à reta final, é natural sentir aquele frio na barriga, ter noites mal dormidas e ficar pensando em tudo o que está acontecendo. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. É mais um samba conquistado. É uma felicidade saber que alcançamos o nosso objetivo de fazer uma obra que a escola e a comunidade abraçassem. Nosso sentimento é esse: a alegria de ter conseguido atingir aquilo que buscávamos”, afirmou Naio Denay, que venceu seu décimo segundo samba no Bixiga.

Grande influência da comunidade

O presidente Paulo Mello destacou a força da comunidade do Vai-Vai durante a final de samba-enredo, realizada na Bela Vista, mesmo sob forte chuva. “É até difícil comentar como foi esta noite, porque é indescritível. Choveu a tarde inteira e durante toda a noite, mas a comunidade do Vai-Vai se fez presente. Tinha muita gente mesmo! Quero agradecer à nossa comunidade pela força e pela presença. Com essa energia, mesmo debaixo de chuva, vamos fazer um belo carnaval”, declarou.

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Presidente Paulo Mello

Sobre a escolha do Samba 19, Mello explicou que a decisão levou em consideração diferentes fatores, mas principalmente a identificação da obra com a comunidade. “As três obras que se apresentaram hoje tinham letras e melodias excelentes, então foi uma decisão muito difícil. A escolha foi tomada após a apresentação dos três sambas. Ouvimos muito a comunidade e consideramos o seu apelo. Precisávamos dessa potência, e ela veio. Por isso, escolhemos o Samba 19, que conquistou a comunidade”, disse.

O Vai-Vai realizou eliminatórias com três chaves, além de quartas de final e semifinal, algo que se perdeu no Carnaval de São Paulo. O mandatário explicou a importância do formato adotado pela escola neste ano. “A importância das chaves é trazer a comunidade para dentro do processo de escolha, permitindo que ela também participe da decisão. Não queremos que somente uma comissão executiva ou a diretoria escolha o samba. Afinal, quem canta é a comunidade, é o chão da escola que vai cantar, é a bateria que vai tocar e é a ala de compositores que vai incentivar tudo isso. Como também fui diretor de harmonia durante muitos anos, tenho essa preocupação no sangue. Observamos todos esses fatores”, afirmou.

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Sobre o Carnaval 2027, o presidente revelou que os trabalhos no barracão estão avançados. “O trabalho dos nossos carnavalescos, Alexandre Louzada e do Victor Santos, está fantástico. O barracão está a todo vapor, e as alegorias já estão praticamente estruturadas. Eu diria que estamos em torno de 60% desse processo. A parte de fantasias também está avançando muito bem. Provavelmente, vamos preparar uma surpresa para a comunidade na semana que vem, talvez durante o ensaio. Todos os protótipos já estão prontos, e muitas alas já foram fechadas. Estamos pensando em dar esse presente à comunidade para que ela possa sentir como a escola está pulsando, tanto interna quanto externamente”, completou.

Postura diferente e a volta às suas raízes

Um dos grandes nomes da história do Vai-Vai, e que ainda faz parte da direção de carnaval, Seo Fernando Penteado também destacou o simbolismo de ver a escola novamente nas ruas da Bela Vista. “Para mim, este é um dos momentos épicos da história do Vai-Vai. É o nosso velho Vai-Vai de volta às ruas, na Bela Vista, debaixo de chuva, como a comunidade está acostumada. Se tivéssemos uma noite linda, com estrelas no céu, talvez não tivéssemos a emoção que estamos vivendo hoje. A chuva, as pessoas se acotovelando, os bons sambas e uma disputa realmente acirrada tornaram esta noite especial. Ganhou o samba aprovado pela comunidade, e vamos fazer um grande desfile neste ano”, disse.

Penteado também afirmou que espera uma mudança de postura do Vai-Vai no próximo carnaval e prometeu uma escola potente no Anhembi. “Estamos voltando às nossas origens. Nos últimos anos, por mais que o Vai-Vai se esforçasse, não conseguiu agradar. Mas prometo à comunidade e a vocês, da imprensa, que ficarão surpresos com o Vai-Vai na avenida. Respeitamos todas as entidades e todas as escolas de samba, mas a nossa escola vai colocar a sua força na avenida. Será aquele Vai-Vai que todos conhecem”, contou.

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Sobre o Samba 19, ele ressaltou a identificação da obra com a comunidade. “O Samba 19 já chegou grande. Desde a primeira apresentação, conquistou a comunidade e veio nos braços dela. Os outros sambas também tinham grande valor e eram muito bem construídos, mas essa obra conseguiu uma identificação especial com a escola. Sou diretor da escola e vou para a avenida, mas não sou eu quem canta o samba. Quem canta é a comunidade. Por isso, precisamos fazer a escolha olhando para ela. Meu pai costumava dizer que, em uma guerra, a bala do oficial não mata ninguém; quem faz a diferença é a bala dos soldados. A nossa comunidade é o nosso soldado. É ela que precisa ir para a avenida e cantar. Nós vamos juntos, acompanhando. Se a comunidade abraçou o samba, é assim que tem que ser. O samba é esse, e já está na boca do povo. Graças à nossa obra, vamos fazer um grande carnaval, sempre respeitando todas as coirmãs”, afirmou.

Com décadas de história no Vai-Vai, Penteado também falou sobre o atual presidente, Paulo Melo. “Sem desrespeitar os outros presidentes que tivemos, porque cada um teve sua fase e desenvolveu seu trabalho à sua maneira, o Paulo Mello, para mim, é o meu presidente. Ele começou no Vai-Vai com cinco anos de idade. É filho do senhor Mello, que também foi presidente da escola, e da dona Águeda, que era diretora social. É um vaivaiense nato, nasceu no Bixiga e tem a família ligada à nossa história. A escola precisava, neste momento, de um presidente jovem, com a mentalidade aberta e experiência em harmonia, que soubesse como a escola desfila. E não é só ele: temos também o Buiú como vice-presidente e o Mingau, que são grandes nomes da escola. Graças a Deus, estamos em boas mãos”, finalizou.

Samba com a característica da escola e a busca de uma marca especial

Sobre o processo de composição, Naio explicou a preocupação da parceria em construir uma obra que dialogue com a identidade da escola. “O Vai-Vai é uma escola especial quando se trata de samba-enredo. Procuramos sempre enfatizar a música, com uma melodia para a frente, para o alto, que coloque a escola para cima. Na letra, buscamos envolver diferentes momentos, como a empolgação, a tranquilidade e a demonstração do amor pela escola”, celebrou.

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O compositor ainda falou sobre a marca que persegue na escola. “Em número de sambas, estou atrás apenas do Zé do Cavaco, que tem 13. Não sei se vou conseguir ultrapassá-lo, só Deus sabe. Já estou com uma certa idade e participo das disputas desde a década de 1980, quando ainda se divulgavam os sambas na rua, na época em que se catituava. Depois vieram as fitas cassete e, posteriormente, os CDs. Hoje é muito mais fácil divulgar uma obra. Estou nessa caminhada desde aquela época. Mas sigo nessa caminhada como compositor buscando o melhor para o Vai-Vai”, disse.

Feito para emocionar a Bela Vista

Francis Gabriel, outro compositor campeão da noite, destacou a relação de sua parceria com a Bela Vista. “É alegria total! A gente ama demais isso aqui. Nem tenho palavras para descrever o sentimento. Vivemos o Vai-Vai de janeiro a janeiro e defendemos esse pavilhão o ano inteiro. A nossa parceria completou dez anos fazendo samba para o Vai-Vai. Acredito que seja uma das parcerias formadas exclusivamente por compositores da escola, sem ninguém de fora. Sempre tivemos esse cuidado de não trazer compositores de outras agremiações. Também não escrevemos para nenhuma outra escola”, ressaltou.

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Francis defendeu a preservação dessa identidade nas disputas de samba-enredo. “Acho importante ressaltar isso porque acredito que o carnaval vem perdendo essa característica com as firmas e as empresas. A beleza do carnaval está justamente nisso: cada tribo tem sua linhagem melódica e seus compositores. Quando essa essência se perde, o carnaval também vai perdendo parte de sua identidade. Nossa parceria luta para resgatar isso. Somos 100% Bela Vista. Não é fácil participar de uma disputa, porque fazer samba hoje custa caro. Mais uma vez, contamos com a ajuda do nosso povo do Bate Fundo, movimento e roda de samba que tenho na zona sul de São Paulo. O pessoal colaborou comprando rifas e camisetas, como fazemos todos os anos. Não temos patrocinador, patrono ou qualquer outro tipo de apoio financeiro. Tudo é feito na raça, com a ajuda do povo do Bate Fundo. Esse troféu é deles mais uma vez”, comemorou.

A parte do samba localizada antes do refrão de cabeça é a parte que emociona a comunidade, mesmo estando fora do enredo. É uma declaração de amor ao pavilhão. Francis também explicou a construção do trecho, pensado para aproximar ainda mais a obra dos componentes. “A nossa parceria é engraçada porque todo mundo participa de tudo. Acredito que a primeira ideia do trecho tenha sido do Danilo, que é um grande mestre da melodia do Vai-Vai. Ele trouxe a ideia, nós lapidamos e chegamos ao resultado. Não é algo que parte de uma única pessoa, mas sim de uma construção coletiva. Ainda assim, acho que o Danilo foi quem começou com essa ideia. Ele é craque e sabe como conquistar o povo. Todos os anos, procuramos colocar alguma coisa no samba para tocar o componente e conquistar a comunidade. É algo proposital, pensado para mexer com o Vai-Vai e com o povo da Bela Vista. Graças a Deus, conseguimos isso mais uma vez”, revelou.

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Sobre a expectativa antes da final, Francis celebrou a repercussão do Samba 19. “É uma honra saber que éramos apontados como favoritos. A gente nem sabe direito como lidar com isso. Estamos há dez anos escrevendo sambas para o Vai-Vai e, nesse período, perdemos mais do que ganhamos. Esta é apenas a nossa segunda vitória. Por isso, é um momento difícil de explicar, mas maravilhoso. Agora é viver e aproveitar essa conquista”, concluiu.

Obra que mexe com os sentimentos

Intérprete do Vai-Vai, Luiz Felipe ressaltou a emoção de cantar para a escola novamente na Bela Vista. “É muito louco. Tudo o que você canta e tudo o que você faz aqui arrepia, porque o Vai-Vai está presente em todos os lugares. É raiz, está no chão, está na árvore, está em todo lugar. Aqui é diferente, ainda mais no nosso bairro. O Vai-Vai se potencializa na Bela Vista. É muito bom estar aqui com o nosso povo, cantando esse grande samba que vamos levar para o Carnaval de 2027. Na minha opinião, é um dos melhores sambas do carnaval de São Paulo, e isso não sou eu que estou dizendo. É o próprio povo do samba. Agora é trabalhar para fazer esse samba crescer cada vez mais”, comentou.

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Para Luiz Felipe, o Samba 19 reúne características marcantes da escola. “É um grande samba, com cara de Vai-Vai, com corpo e jeito da escola. A melodia, então, nem se fala. Você escuta e já pensa: ‘É Vai-Vai’. Agora temos a responsabilidade de fazer esse samba ficar gigantesco até o dia 5 de fevereiro”.

O intérprete também falou sobre a emoção de cantar o trecho final da obra e colocou um discurso positivo em relação ao próximo desfile. “‘O meu Vai-Vai é coração, amor, paz e religião’. Quando chega essa parte, eu falo: ‘Vocês cantam que eu choro’. Já está explicado. É difícil, é um momento que mexe muito comigo. Passamos por momentos difíceis nos últimos anos, principalmente em relação às colocações. Não merecíamos algumas situações, mas, infelizmente, elas acontecem. Agora temos tudo para virar essa chave. Temos uma nova direção e novos pensamentos. A partir de agora, depende de nós”, completou.

Gigante escola de samba

Carnavalesco que assinará o Carnaval 2027 da escola, Victor Santos contou o quanto o aspecto ‘chão’ do Vai-Vai é determinante para a escolha de um samba-enredo. “Os sambas que chegaram aqui já são competentes de acordo com o enredo. A gente chegou aqui aberto ao que a escola quisesse, porque não é o carnavalesco, o presidente, a executiva e a direção de carnaval que vai cantar o samba. É a escola. Nós vimos que não tinha outra escolha. Nós somos a escola do povo, onde o protagonista é a comunidade. Como eu vou dar outro samba senão o que a escola cantou? Eu não posso fazer isso. Se eu fizesse isso, eu estaria indo contra tudo que o Vai-Vai acredita, e tudo o que a escola se propôs a fazer na sua fundação. Hoje, o Vai-Vai escolheu um samba do povo e para o povo”, reforçou.

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Após afirmar, visivelmente emocionado, que agora o Vai-Vai possui ‘o melhor refrão do carnaval’, Victor salientou o privilégio e a responsabilidade histórica de estar à frente da maior campeã do carnaval paulistano: “Seo Juarez me ensinou muito bem. Eu tenho muito orgulho de ser sambista e de viver isso aqui. Ter nascido no meio do carnaval e hoje ser um menino que sonhou ser carnavalesco com o Vai-Vai é um sonho realizado. E hoje, uma ideia minha (o enredo), de construir algo e se tornar um carnaval do Vai-Vai não é pouca coisa. Ninguém começa pelo Vai-Vai, pela porta da frente. E eu tenho a honra de começar, porque Exu é meu melhor amigo. Eu tenho a consciência e a certeza de que esse desfile entrará para a história. Não por resultado, mas por trazer e lembrar o Vai-Vai como sentinela da cultura e como obra. Ele reencontra os seus e faz acontecer. Meu povo, minha gente, minha raça, minha escola, é hora de ir para a rua e fazer acontecer”, defendeu.

Trabalhando dentro da obra

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O primeiro mestre-sala, Pedro Trindade, também destacou como correta a decisão da escola, ao ouvir o clamor da comunidade para embasar o resultado, além de antecipar o impacto que o novo samba-enredo do Vai-Vai para o Carnaval 2027 produz na coreografia do quesito. “Foi uma emoção. Um samba que a nossa comunidade queria. Foram três obras maravilhosas para a final. O ano de 2027 está chegando, e estamos com tudo pronto e trabalhando os movimentos de coreografia afro em cima do samba. O refrão do meio será um espaço onde adaptaremos a nossa coreografia de pista e a coreografia de quadro dentro deste refrão”, contou.

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