
Após um desfile aclamado em 2025 que acabou rebaixado por erros de regulamento, a Acadêmicos do Tucuruvi retornou ao Grupo Especial em grande estilo. Com folga na apuração do Grupo de Acesso I de 2026, o enredo “Anti-Herói Brasil” sagrou-se campeão do segundo pelotão do carnaval paulistano. A apresentação, assinada pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves, marcou o primeiro título de sua carreira e deu à “escola da Cantareira” sua primeira taça em 40 anos. Para entender os detalhes do desfile campeão e a adaptação do profissional (que também atua na Unidos da Ponte, do Rio de Janeiro), o CARNAVALESCO conversou com Nicolas Gonçalves.
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Aclimatação
Por vezes, a adaptação de um profissional em outra cidade pode ser desafiadora. Para Nicolas, entretanto, a recepção no Zaca superou as expectativas: “Me sinto 100% à vontade desde a minha chegada: tudo saiu como desejávamos. A escola queria ser diferente e eu gosto de propor essas pesquisas. Foi o casamento perfeito! Estamos sendo consagrados por isso e fico muito feliz com essa parceria”, comemorou.
Além da diretoria, o carnavalesco destacou o envolvimento dos componentes com a proposta artística: “Com certeza, a comunidade entendeu a mensagem. O sucesso desse desfile aconteceu quando a comunidade se enxergou como anti-heróica e percebeu que o enredo falava um pouco de cada um ali. É muito bonito quando o componente canta com identificação. Esse foi o nosso diferencial”, refletiu.
Sem preferências
Questionado sobre quais seriam suas alegorias ou fantasias favoritas, o carnavalesco preferiu exaltar a unidade do conjunto: “Isso é igual perguntar para um pai qual é o filho favorito! Gosto do desfile como um todo; acho que novamente consegui entregar um trabalho inteiramente coeso. É difícil escolher algo de que eu não goste muito. No fim, deu tudo certo!”, disse.
Pouco depois, entretanto, ele fez questão de pontuar momentos marcantes da exibição: “Fico feliz com essa abertura grandiosa, amo o último carro e sua mensagem poderosa. Com as fantasias é a mesma coisa: desde a comissão de frente até a última ala usando sacos de lixo. É uma realização trazer isso e poder saudar o grande mestre Joãozinho Trinta”, finalizou.









