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Mocidade projeta renovação e apresenta time de peso para o Carnaval 2027

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O chão da quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel ferveu na noite do último domingo. A verde e branca abriu as portas na Vila Vintém para receber a comunidade com uma feijoada saborosa e sambas emblemáticos de sua história na voz de Evandro Malandro. O intérprete foi oficialmente apresentado como integrante do reforço da escola para o Carnaval 2027, ao lado do carnavalesco Jack Vasconcelos, da porta-bandeira Rafaela Theodoro e da intérprete da Estrelinha da Mocidade, Mariana Loureiro, que passa a apoiar a ala musical da escola-mãe.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor executivo Bryan Clem repercutiu o atual momento de renovação da Estrela-Guia diante dos resultados do carnaval deste ano, em que terminou na penúltima posição no Grupo Especial.

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Fotos: Ana Beatriz Campelo/CARNAVALESCO

“A gente olhou para dentro de casa e viu onde tinha que melhorar tudo. Reforçamos muito o nosso elenco com Evandro, Rafa e Jack. Muitas mudanças nos segmentos da escola, na parte de direção de carnaval e no dia a dia. Não paramos de trabalhar um minuto. Acredito que o balanço até hoje é muito positivo, porque realmente vimos a mudança acontecer. O evento da quadra hoje é uma boa resposta para isso”, declarou.

Bryan exaltou ainda o clima de competição presente na escola, dando ainda mais garra e motivação para fazer história na Sapucaí no ano que vem. A Mocidade será a primeira da noite de segunda-feira a cruzar a Avenida.

“Pode esperar uma escola alegre acima de tudo, mas querendo muito voltar a vencer. O Independente cansou de falar muita coisa, de querer brigar para retornar. Não tem mais desculpa nem meio-termo. É brigar, brigar e brigar. Acho que o nosso lema é competir em cada momento”, completou.

Ele também aproveitou para tecer elogios ao colega de elenco Jack Vasconcelos e prometeu que “o Independente pode ficar tranquilo”: “Ele vai ter um enredo para ter muito orgulho de falar e brigar na Avenida”.

Depois de sete anos, o renomado carnavalesco está de volta para assinar um novo trabalho em Padre Miguel. Sua última passagem pela verde e branca homenageou, em vida, a cantora Elza Soares, em um desfile emocionante que marcou a última vez da escola no Sábado das Campeãs.

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Segundo Jack, a previsão é que o enredo para 2027 seja revelado até o fim deste mês. Mas, enquanto a data não chega, ele divide com o CARNAVALESCO a felicidade de retomar a parceria com a agremiação: “É uma receptividade muito carinhosa. A escola sempre me tratou com muito carinho, tenho ótimas lembranças do ano em que desfilei aqui com o carnaval da Elza. Eu sabia que a gente ia se reencontrar um dia. Esse dia chegou e está lindo”.

E o 3 de maio, de fato, estava lindo. A torcida independente e os companheiros da Unidos de Padre Miguel, convidada para se apresentar naquela noite, finalmente puderam apreciar, no quintal da Vila Vintém, a voz e a presença únicas de Evandro Malandro. O cantor arrancou muitos sorrisos e olhares emocionados do público ao apresentar uma sequência de sucessos históricos da Mocidade, como “Ziriguidum 2001”, “Vira, Virou, a Mocidade Chegou” e “Sonhar Não Custa Nada! Ou Quase Nada”, além de outros de seu repertório mais recente, como “As Mil e Uma Noites de uma Mocidade para Lá de Marrakech”, “Elza Deusa Soares”, “Batuque ao Caçador”, “Pede Caju Que Dou… Pé de Caju Que Dá!” e “Rita Lee, a Padroeira da Liberdade”.

Após o show em conjunto com a bateria “Não Existe Mais Quente” e demais segmentos da escola, Evandro relembrou ao  CARNAVALESCO a emoção de ter recebido o convite para contar a história da agremiação na Passarela do Samba em 2027: “Me senti muito feliz. Foi um convite muito respeitoso. Eu estou muito feliz na nova casa, com a nova família. Muito feliz com a Mocinha”.

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Evandro também brincou que, além de caloroso, “o torcedor independente também é ciumento, cobra muito” e celebrou a resposta positiva que teve em sua estreia: “Estou muito feliz com essa recepção, porque eu gosto desse calor humano, dessa aproximação. Por isso, fiz questão de chegar aqui e, em vez de subir para o camarote, falei com todo mundo”.

Outro grande destaque do show na quadra tem nome e não deixa dúvidas de que honra o peso do pavilhão: Rafaela Theodoro. A nova porta-bandeira se apresentou pela primeira vez ao lado do mestre-sala Diogo Jesus e já deixou uma forte impressão da sintonia que a Sapucaí pode aguardar do primeiro casal.

Ela contou ao CARNAVALESCO que teve um pós-carnaval turbulento, mas que está muito feliz nesta nova fase. “Ter um parceiro como Diogo me deixa mais feliz, mais motivada, porque ele sempre foi um amigo e parceiro com quem eu tinha uma enorme vontade de dançar”, afirmou.

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Diogo também comentou sobre a parceria: “A nossa parceria tem sido maravilhosa. Temos conversado bastante sobre a nossa dança. Acho que a Rafaela tem uma dança peculiar e tradicional que só ela tem. E eu vou, com certeza, trabalhar para acompanhar. A gente até conversou que era uma dança que eu tinha e deixei de ter ao longo dos anos, mas que agora vamos resgatar, para que seja tradicional, leve e que encante também”.

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“Acho que a nossa parceria tem tudo para que possamos colher grandes frutos lá na frente. Tem dado certo desde o primeiro momento, assim que fui anunciada na Mocidade. Já começamos os trabalhos para 2027 e tenho certeza de que vou ser feliz, como já estou sendo muito feliz em casa. Nada melhor do que se sentir abraçada, acolhida e ver que acreditam no nosso trabalho”, completou Rafaela.

Após a exibição da Mocidade, foi a vez da Unidos de Padre Miguel mostrar sua potência sob o comando envolvente de Juan Briggs, Lissandra Oliveira e da bateria “Guerreiros”. A apresentação incluiu sambas inesquecíveis como “Ossain, o Poder da Cura”, “Egbé Iyá Nassô”, “Baião de Mouros” e “Kunhã-Eté: O Sopro Sagrado da Jurema”.

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O Boi Vermelho também fez uma homenagem simbólica a Deise Mara, matriarca da escola, que faleceu em março deste ano, que agora é presidente de honra da agremiação. Os componentes ergueram lenços brancos para o alto e reverenciaram a memória da avó da presidente Lara Mara. “O povo do samba te ama, brilha nossa estrela. Obrigada por tudo”, saudou a intérprete Lissandra.

Soberana! Jéssica Martin recebe Prêmio Dandara 2026 e reforça protagonismo feminino no samba

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Fotos: Juliana Barbosa/CARNAVALESCO

A noite deste domingo no Baródromo, na Tijuca, Zona Norte do Rio, foi marcada por emoção e reconhecimento. A intérprete da Beija-Flor de Nilópolis, Jéssica Martin, recebeu o Prêmio Dandara 2026, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro a mulheres negras que se destacam na luta contra o racismo, na promoção da igualdade de gênero e na transformação social.

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A entrega foi realizada pela deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), que ressaltou a importância do reconhecimento dentro e fora da Avenida. Durante a cerimônia, foi destacado o papel histórico de Jéssica como mulher a ocupar o posto de intérprete no Grupo Especial do Carnaval carioca, abrindo caminhos para outras vozes femininas no samba.

Ao comentar a premiação, Dani Monteiro reforçou o simbolismo do momento e a representatividade da artista. Segundo avaliação, o Prêmio Dandara cumpre o papel de valorizar mulheres negras que rompem barreiras em diferentes áreas, e a presença de Jéssica no principal palco do carnaval representa muitas outras trajetórias que ainda buscam espaço.

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“O Prêmio Dandara representa esse reconhecimento às mulheres negras que seguem abrindo caminhos. Jéssica simboliza muitas mulheres no carnaval e ocupa um lugar que historicamente não era delas. Hoje, esse espaço está sendo mantido e fortalecido”, afirmou.

Visivelmente emocionada, Jéssica Martin destacou que a homenagem marcou um momento decisivo em sua trajetória profissional. A intérprete relembrou o impacto de assumir o cargo e os desafios enfrentados ao longo do caminho.

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“Está sendo um marco gigantesco na minha vida. Quando assumi esse posto, confesso que senti medo, porque nós, mulheres, sempre somos levadas a duvidar se somos capazes de ocupar determinados espaços. Mas, quando a gente trabalha com fé, força e dedicação, as coisas acontecem”, declarou.

A artista também abordou o preconceito ainda presente na sociedade, especialmente quando mulheres conquistam posições de destaque. Jéssica relembrou uma das primeiras mensagens recebidas após assumir o posto, que questionava o mérito da conquista.

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“Uma das primeiras mensagens que recebi foi alguém perguntando o que eu tive que fazer para conseguir aquilo. Isso mostra como ainda existe uma visão distorcida sobre a mulher, como se não fosse possível chegar a um lugar por competência. Esse prêmio mostra que a gente pode, sim, conquistar nossos espaços”, disse.

Ao refletir sobre o significado da premiação, a intérprete reforçou que a conquista ultrapassa a trajetória individual e representa outras mulheres que seguem lutando por reconhecimento. “Esse prêmio não é só meu, ele representa a força de todas as mulheres que correm atrás dos seus sonhos. A gente não precisa estar limitada a um único papel. Podemos ir além, conquistar nossos objetivos e ocupar os lugares que quisermos”, afirmou.

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Inspirado na figura histórica de Dandara dos Palmares, símbolo de resistência e liberdade, o Prêmio Dandara reafirmou, em mais uma edição, a importância de reconhecer trajetórias que transformam realidades. Em 2026, a homenagem a Jéssica Martin evidenciou não apenas uma conquista individual, mas um avanço coletivo dentro do samba e da cultura brasileira.

Ao final da noite, ficou a certeza de que o som da voz feminina na Avenida ecoa cada vez mais forte, não apenas como canto, mas como afirmação de espaço, luta e permanência.

Pérola Negra celebra retorno ao Grupo Especial em noite de prêmios e reabertura da quadra

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Fotos: Letícia Sansão/CARNAVALESCO

O Pérola Negra voltou ao Grupo Especial e fez questão de celebrar como quem entende o peso dessa conquista. A Joia Rara do Samba reuniu sua comunidade em uma festa que foi muito além da comemoração pelo acesso; também foi simbólica pela retomada da quadra, que voltou a receber atividades após um período de interdição. Entre roda de samba, baião de dois e uma quadra finalmente reformada, o clima era de vitória coletiva, daquelas construídas na resistência. Vice-campeã do Grupo de Acesso 1 em 2026, após já ter conquistado o título do Acesso 2 no ano anterior, a escola alcança um feito raro no carnaval paulistano: dois acessos consecutivos.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, a presidente Sheila Mônaco reforçou que a conquista passou longe de ser simples: “Foi um trabalho muito intenso mesmo, com muitos momentos de insegurança. Mas é o que eu digo sempre: o amor sempre prevalece, e meu pavilhão é tudo. Quando a gente faz por amor, a gente faz milagre, e no final dá sempre tudo certo. Eu não sei nem explicar o que eu sinto. Eu sabia que a gente ia subir do Acesso 2, porque o Pérola, para mim, não é uma escola de Acesso 2. Subimos para o Acesso 1 com a ideia de nos mantermos, mas, quando é feito com amor, tudo dá certo. Lutamos, batalhamos e estamos aqui agora”.

Reconhecimento que valida o caminho

Além do acesso, o Pérola Negra também levou para casa dois reconhecimentos importantes. A escola foi eleita melhor desfile do Grupo de Acesso 1 no prêmio Estrela do Carnaval, enquanto Sheila Mônaco recebeu o prêmio de melhor gestora na premiação Destaques do Ano, ambos promovidos pelo CARNAVALESCO.

Durante a festa, a presidente recebeu a homenagem e aproveitou o momento para agradecer, mais uma vez reforçando o tom coletivo da conquista.

“Nosso espaço é muito simples, mas o nosso coração é muito grande e acolhedor. Receber esse prêmio de melhor gestora é um orgulho enorme para mim. Estou na escola há 34 anos, sou presidente há nove, e tudo o que eu sempre fiz por esta escola foi por amor, simplesmente por amor. Amor ao nosso pavilhão”.

Reabertura da quadra

Se o acesso já era motivo de festa, o reencontro com a quadra deu um peso ainda maior à noite. Interditada por cerca de dois anos por conta das obras estruturais no Viaduto Mofarrej, o espaço ficou por esse período com muito entulho e estrutura precária. Por muitas vezes, a escola precisou ensaiar na rua, enfrentar chuva e ficar sem local ideal para guardar os materiais.

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A reabertura, mesmo que ainda distante de um cenário ideal, virou símbolo de pertencimento. “Nós sofremos por dois anos. Estávamos sem um teto, ensaiando na rua, debaixo de sol, debaixo de chuva. E eu participo de tudo. Ajudei a pintar, a lavar, a fazer tudo. Hoje, olhar no olhinho das pessoas e vê-las brilhando, falando ‘Presidente, a gente tem uma quadra de novo’, isso é muito especial. Não é a quadra dos meus sonhos, porque eu queria estar na Vila Madalena, mas hoje é o nosso espaço. E ninguém vai atrapalhar a gente”.

Festa com cara de comunidade

A celebração teve exatamente o clima que se espera de uma escola que volta ao topo. Teve baião de dois, roda de samba e a tradicional bateria “Swing da Madá”, que passou por diversos momentos da história recente da escola, revisitando sambas de diferentes anos da agremiação.

A dupla de intérpretes formada por Lucas Donato e Juan Briggs também chamou atenção pela entrega e sintonia, reforçando a conexão criada há anos. Ao redor, nomes importantes do Carnaval marcaram presença, como Solange Cruz e o mestre Sombra, que prestigiaram o filho, mstre Sombrinha, uma das grandes promessas do carnaval.

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Mais do que comemorar, o Pérola quer transformar esse momento em ponto de virada para o futuro. E isso passa diretamente pela presença da comunidade na quadra: “Eu já queria ter recebido outra escola hoje, mas foi tudo muito corrido. Agora, para os próximos meses, se eu permanecer na presidência, quero fazer pelo menos um evento por mês. O componente do Pérola não tem esse hábito ainda, mas a gente vai construir isso. Eles vão aprender, e no final tudo vai dar certo”.

Entre o presente e o que ainda está por vir

De volta ao Grupo Especial, o Pérola será a primeira escola a desfilar na sexta-feira de varnaval, posição destinada à vice-campeã do Acesso 1. Ainda assim, o planejamento para o próximo desfile segue em aberto, especialmente por conta do calendário eleitoral da escola.

“Sobre enredo, colocação, isso eu ainda não posso dizer. Estamos em ano de eleição na escola, que acontece em maio. Eu acredito que vou permanecer”.

Portela se arma com trio coeso na direção de carnaval e mira retomada no desfile de 2027

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Com parceria e time coeso, o trio Dudu Falcão, Elisa Fernandes e Camarão Netto assume a direção de carnaval da Portela com a missão de fazer a Águia Altaneira de Oswaldo Cruz e Madureira voltar a alçar voos mais altos. Em uma função distribuída para três, o trabalho será construído em conjunto, com influência da aptidão de cada um.

Dudu Falcão, experiente diretor de harmonia, já com passagem pela Portela há alguns anos, cumprirá função dupla também na harmonia da escola em 2027 e afirma que a divisão de funções entre o grupo tem se dado de forma orgânica.

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“O trio se completa. É claro que, dentro do projeto, a gente acaba entendendo quem tem aptidão para isso ou para aquilo, quem tem mais sensibilidade para isso ou para aquilo. Mas, na verdade, todo mundo acaba respondendo por todo o projeto de carnaval, tanto no que tange à decisão quanto no que se refere também à demanda de presença. Quando um pode estar e o outro não, aquele vai atender por três. Quando os dois puderem, aqueles dois vão se dividir para suprir a ausência daquele que não pode estar. Isso está muito tranquilo com a gente, está sendo até orgânico”, contou Dudu.

Além de Dudu, Elisa também está de volta à casa em que foi diretora de alegoria. Os três se emocionam com a honra de voltar ao ninho e poder contribuir com a experiência e bagagem que trazem de outras agremiações.

“Poder ocupar essa função numa escola à qual a gente já se dedicou tanto, a gente vai poder contribuir ainda mais para o sucesso da escola, para trazer mais estrelas para a Portela, que é a maior campeã do Carnaval. Para mim, é uma alegria muito grande. Nós três somos muito amigos, então é uma equipe coesa que está a fim de fazer um bom trabalho. A gente realmente se dá muito bem, somos amigos e isso facilita muito o trabalho, é um diferencial. E a gente sabe que o Carnaval é muito grande, demanda muito, e é uma função que precisa de braços. Aqui nós temos seis braços para fazer a Portela brilhar e estar no lugar onde ela merece”, afirmou.

Camarão Netto é cria da casa, o membro mais jovem da Velha-Guarda Show da Portela, e agora integra a direção de carnaval da escola após sua passagem pela Unidos da Ponte. Para o diretor, o trabalho no trio será de aprendizado potencializado e troca de experiências.

“Eu costumo dizer que a vida, nós, neste plano aqui, estamos todo dia aprendendo. E, ao lado desses dois, eu vou aprender, acho que triplicado, quadruplicado, porque são duas pessoas experientes, com o histórico deles, com toda a experiência que eles têm, e eu estar ao lado deles absorvendo essa experiência também. Com união, força, muita garra e determinação, a gente vai conseguir, sim, colocar a Portela brigando pelo 23º campeonato”, afirmou.

Já Elisa destaca, além da parceria e união do trio, os princípios similares e a coesão, que trarão um saldo positivo para a escola.

“Lembrando que a gente tem muito que aprender com ele também. Inclusive, já estamos aprendendo que o Camarão é talentosíssimo, super dedicado e, além disso, uma pessoa maravilhosa. A gente realmente está com um grupo muito poderoso, porque temos filosofias de vida parecidas, princípios muito similares. O presidente, o Júnior Escafura, e a Nilce, que é a vice, por diversos motivos, conseguiram reunir um time muito coeso. Está muito bonito construir esse projeto de Portela 2027 com esses dois aqui”, disse Elisa.

Com todas as mudanças para o Carnaval 2027 na azul e branco de Madureira, uma delas dá mais esperança ao portelense. Paulo Barros, carnavalesco que deu o último título à escola em 2017, volta para a agremiação “com sangue nos olhos”. Elisa e Camarão apostam que será um dos grandes carnavais da Portela, mesmo com a forte concorrência, e confiam no potencial da equipe junto à excelência artística do carnavalesco. Já Dudu fala da experiência: testemunhou o trabalho de Paulo na Viradouro e afirma que o artista é exigente e tem uma atuação que vai além de ser apenas o carnavalesco.

“Eu já trabalhei com o Paulo na Viradouro e eu digo para todo mundo, sem medo, sem nenhum demérito para nós três: o Paulo é praticamente mais um diretor de barracão, mais um diretor de carnaval. Dificilmente se encontra um carnavalesco com tanto domínio de barracão como o Paulo, e talvez isso as pessoas não consigam enxergar. A gente está enxergando, mas talvez o Paulo esteja ainda mais. É um cara que se cobra, cobra muito, e os dois amigos podem até falar um pouquinho também sobre isso, mas é um Paulo que a gente está vendo com sangue nos olhos para fazer, talvez, o maior carnaval da vida dele”, declarou.

Paulo volta à Portela com o pé direito. O carnavalesco propõe um enredo em homenagem ao baluarte mestre Monarco para 2027, emocionando os portelenses e dando confiança à comunidade ao falar dos seus. E Camarão Netto adianta, parafraseando o homenageado: “E, como dizia o Hildemar Diniz, podem colocar as orelhas arrebitadas que a Portela vem aí”, afirmou Camarão.

Acadêmicos do Engenho da Rainha anuncia Patrícia Miranda como nova rainha de bateria para 2027

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Foto: Divulgação/@sub15.og

A Acadêmicos do Engenho da Rainha definiu quem estará à frente de sua bateria no Carnaval 2027. Patrícia Miranda foi anunciada como a nova rainha da Orquestra de Ouro. A escolha foi divulgada nas redes sociais da escola na tarde do último sábado.

Conhecedora da realidade da agremiação, Patrícia tem uma trajetória ligada à comunidade. Em 2022, desfilou como musa da escola e participou de momentos marcantes. Em 2024, afastou-se temporariamente das atividades para o nascimento de seu filho, João Davi. Mesmo distante da Avenida, manteve o vínculo com a escola. “Eu tive que diminuir um pouco o ritmo com a proximidade do parto. Mas meu coração sempre esteve com a escola, torcendo por essa comunidade que todos os anos transforma as dificuldades em luta e leva um espetáculo lindo para a avenida”, declarou.

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De acordo com o presidente Pedro Henrique, a escolha ocorreu de forma natural, considerando o histórico da nova rainha dentro da agremiação. “Patrícia foi rainha da escola de 2023 a 2024, antes disso, musa. A escolha foi natural, de musa à rainha da nossa Academia do Samba e agora como rainha de bateria. Ela é uma daquelas pessoas que se entrega de corpo e alma até o desfile chegar na avenida”, afirmou.

Além de sua atuação no Carnaval, Patrícia Miranda é corretora imobiliária, estudante de gestão empresarial, musa do Parque Acari e passista do Salgueiro. A nova rainha destacou o papel transformador do samba em sua vida. “Eu sou a prova de que o samba pode mudar trajetórias individuais e coletivas. Sou semente de um projeto social, foi lá que me apaixonei pelo Carnaval, tive a oportunidade de aprender mais sobre nossa cultura e me conectar à ancestralidade. Como passista, essa é a realização do sonho de muitas. Prometo não decepcionar a responsabilidade que a comunidade deposita em mim”, afirmou.

Em Cima da Hora anuncia Carol Padilha como nova musa para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Em Cima da Hora

A Em Cima da Hora confirmou a chegada de mais um reforço para o seu time de musas visando o próximo carnaval. Trata-se de Carol Padilha, nome já conhecido no cenário carnavalesco e que chega à agremiação em um momento simbólico, após o enredo da escola que exaltou as pombagiras.

A conexão temática com a trajetória da nova musa é vista como um alinhamento natural. Carol passa a integrar o quadro da escola com a missão de acrescentar ainda mais brilho, samba no pé e representatividade ao pavilhão. Com experiência consolidada, a nova musa ganhou projeção ao integrar a Corte do Carnaval como princesa em 2024. Mais recentemente, também ocupou o posto de rainha de bateria da Acadêmicos de Vigário Geral, onde esteve à frente dos ritmistas.

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A trajetória de Carol é marcada pela forte ligação com a cultura popular e por anos de atuação nos desfiles, com passagens por diferentes funções dentro do Carnaval. Esse histórico contribuiu para consolidá-la como um dos nomes em evidência no cenário carioca. Na Em Cima da Hora, a expectativa é de que a nova musa escreva mais um capítulo de sua carreira na Marquês de Sapucaí, levando energia, carisma e entrega à Avenida, além de representar a comunidade com destaque.

Torcida da Mocidade vê injustiça em 2026 e deposita confiança em reformulação

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

O CARNAVALESCO ouviu torcedores da Mocidade Independente de Padre Miguel presentes no sorteio da ordem dos desfiles para o Carnaval 2027. Eles vivem um momento de reconstrução e expectativa após o resultado de 2026. Para muitos, a frustração ainda é recente.

“Ficamos um pouco chateados, porque foi um excelente trabalho apresentado e acredito que algumas notas poderiam ter sido melhor julgadas”, afirmou Mayara Nascimento, 32 anos, gerente de restaurante e musa da escola.

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Apesar do sentimento, a confiança na retomada passa diretamente pelas mudanças promovidas pela escola. Sobre o retorno do carnavalesco Jack Vasconcelos, Mayara demonstrou entusiasmo. “Tive o prazer de desfilar em 2020, quando ele estava na escola, então estou empolgada com a volta dele e com a equipe que a escola montou para o próximo carnaval”, destacou. A musa também celebrou a chegada do intérprete Evandro Malandro. “Admiro demais o Evandro. Quando tive a surpresa de que ele saiu da escola anterior, fiquei bem esperançosa de que a Mocidade o trouxesse”, completou.

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Mayara Nascimento, 32 anos, gerente de restaurante e musa da escola. Foto: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

As novidades no elenco seguem animando a comunidade. Sobre a nova porta-bandeira, Mayara foi direta ao apontar a relevância da contratação. “Uma menina que soma vários 10 na carreira. Acho que ela vai somar muito para a escola. Expectativa de um grande trabalho, um grande enredo para a escola desenvolver na Avenida”, comentou a componente, que desfila pela agremiação há sete anos.

Entre os torcedores, a análise também passa por uma leitura mais crítica do último desfile. “O resultado ainda dói. Não sou daqueles que achavam que tinha que ter voltado para o desfile das campeãs, mas é inegável que o desfile de 2026 foi o melhor da Mocidade desde a pandemia. Acho, sim, que foi mal julgado, que merecia ficar ali no meio da tabela, brigando com Tijuca, Grande Rio e Tuiuti. Dói, sim”, desabafou Raphael Rocha, 39 anos, servidor público.

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Raphael Rocha, 39 anos, servidor público. Foto: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

Para Raphael, a volta de Jack Vasconcelos representa um reposicionamento importante. “A volta do Jack eu acho muito boa em um momento em que o maior questionamento é sobre as histórias que a Mocidade decide contar. Ele é um cara que sabe contar histórias, escolher temas e movimentar o mundo do carnaval. Acho uma boa escolha”, avaliou.

Sobre Evandro Malandro, ele destacou o peso da contratação. “Acho que é uma demonstração de força trazer um puxador que, na minha opinião, está no Top 3 dos melhores do carnaval. Acho que vai casar com a bateria da Mocidade, que é mais cadenciada. É um recado de que a Mocidade está pensando grande”.

O olhar atento também se volta para a reformulação do casal de mestre-sala e porta-bandeira. “Acho que a chegada da Rafaela foi uma ótima substituição à Bruna. Se você perde a Bruna, precisa trazer alguém à altura. Ela já foi estandarte, é mais testada, mais gabaritada”, afirmou Raphael. Para o próximo carnaval, a expectativa é de evolução. “Espero que a escola faça um bom desfile, possa voltar às campeãs. Voltar a ser sorteada já é uma grande vitória depois das mudanças promovidas, rumo a uma retomada”, completou.

Já Luciana Conceição, 40 anos, estudante, também demonstrou inconformismo com o último resultado. “Acho que merecia ter ficado em um lugar bem melhor em 2026. Um pecado o que aconteceu, mas vamos esperar por um resultado melhor em 2027”, afirmou.

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Luciana Conceição, 40 anos, estudante. Foto: Ana Júlia Agra/CARNAVALESCO

Sobre as novas contratações, ela acredita em impacto imediato. “A Rafaela eu conheço há muitos anos na Imperatriz e tenho certeza de que, na Mocidade, ela vai impressionar também o público”, disse.

Para o próximo desfile, a expectativa é clara: “Espero que reconheçam mais o esforço da comunidade com o carnaval levado para a Sapucaí”.

Com enredo sobre Getúlio Marinho, União da Ilha exalta raízes do samba para o Carnaval 2027

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A União da Ilha do Governador definiu o caminho que pretende trilhar no Carnaval 2027. Apostando na valorização de suas características mais marcantes, como a musicalidade, a carioquice, a afro-brasilidade e a irreverência, a escola levará para a Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem a um personagem fundamental da cultura brasileira, mas ainda pouco reconhecido pela história oficial: Getúlio Marinho, o “Amor”. A autoria é do carnavalesco Guilherme Estevão.

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Figura central na formação do samba carioca, Getúlio Marinho nasceu na Bahia e foi criado na região conhecida como Pequena África, no Rio de Janeiro. Frequentador dos tradicionais terreiros de Tia Ciata, Bebiana e João Alabá, ele participou diretamente do surgimento dos primeiros acordes do gênero que se tornaria símbolo nacional.

Integrante da primeira geração de bambas da Praça Onze, conviveu com nomes como Donga, João da Baiana e Sinhô. Ao longo da vida, atuou de forma decisiva na organização do carnaval, sendo responsável pela fundação de ranchos, blocos e agremiações, além de ter se destacado como um dos primeiros grandes mestres-sala da história.

Outro marco de sua trajetória foi a criação da União das Escolas de Samba, iniciativa pioneira na estruturação das agremiações carnavalescas. Marinho também inovou no campo musical ao desenvolver o gênero “macumbas” e ao se tornar um dos primeiros artistas a registrar em disco pontos de umbanda e candomblé, ampliando o alcance dessas manifestações religiosas e culturais.

Compositor de marchinhas e referência em diferentes áreas da cultura popular, Getúlio Marinho exerceu forte influência na música, no teatro e até nas manifestações juninas. Admirado por cronistas da época, teve papel relevante na consolidação da indústria fonográfica brasileira, contribuindo para a projeção de diversos artistas negros.

Sua popularidade o transformou em um dos maiores símbolos do carnaval de sua época, chegando a superar a figura do Rei Momo em representatividade popular. Eleito por diversas vezes como “Cidadão-Samba” pelas comunidades dos morros cariocas, consolidou-se como um dos grandes agitadores culturais do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX.

Com o enredo, a União da Ilha pretende resgatar e dar visibilidade a essa trajetória, apresentando ao público uma narrativa que destaca a importância de Getúlio Marinho para a construção do samba e do carnaval. O desfile de 2027 promete, assim, unir pesquisa histórica e identidade cultural em uma celebração ao “Amor” que ajudou a moldar a folia carioca.

Imperatriz abre diálogo com compositores e mira disputa de samba para o Carnaval 2027

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Foto: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A Imperatriz Leopoldinense dará início aos preparativos para a disputa de samba-enredo do próximo Carnaval com um encontro voltado aos seus compositores. A presidente da escola, Cátia Drumond, convocou os integrantes da ala e interessados em participar do concurso para uma conversa aberta no próximo dia 9 de maio, sábado, a partir das 9h, na quadra da agremiação, em Ramos.

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A programação começa com um café da manhã de recepção aos compositores, seguido por um bate-papo com foco nos processos que envolvem a tradicional disputa de samba-enredo da escola. A proposta é promover uma avaliação coletiva sobre o modelo atual, identificando pontos de melhoria e possíveis ajustes para fortalecer ainda mais o concurso rumo ao próximo desfile.

O encontro contará não apenas com a presença da presidente, mas também com a participação do carnavalesco Leandro Vieira, além de diretores dos segmentos de Harmonia, Bateria, Musical e Carnaval, que terão papel importante nas discussões.

Em declaração, Cátia Drumond destacou a importância do diálogo com os compositores e reforçou o compromisso da gestão com a valorização da ala:

“O samba-enredo é o combustível que faz a Imperatriz brilhar na avenida, e ele nasce da caneta dos nossos compositores. Este encontro não é apenas para apresentar diretrizes, mas para ouvir quem faz a nossa arte acontecer. Queremos construir uma disputa cada vez mais forte, justa e transparente, reafirmando o respeito que a nossa gestão tem por cada poeta do carnaval”.

Campeã da Série Ouro e ambiciosa: União de Maricá ainda celebra título e projeta estreia no Especial

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

A União de Maricá vive dias de festa após a conquista do campeonato, um marco histórico não apenas para a agremiação, mas para toda a cidade. O presidente Matheus Santos destacou a dimensão coletiva da vitória e o impacto do resultado na comunidade maricaense. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o dirigente ressaltou a emoção pelo título e a sensação de dever cumprido à frente da escola, além de exaltar o papel do samba como elemento de união entre diferentes setores da sociedade.

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“Busquei isso, estando à frente de uma escola, a gente sempre almeja ser o grande campeão do carnaval, mas hoje é um momento muito feliz, muito especial para mim. A ficha só caiu quando eu cheguei na minha quadra. Estou muito feliz, o sentimento ainda está pulsando em cada maricaense, e além de trazer de presente o título para uma comunidade, trazer o título para uma cidade, onde você vê que o povo, as secretarias, porque o samba tem disso, quem é de oposição, da situação, independente do governo, todo mundo está feliz com o samba. Porque o samba não tem bandeira, se é homem, mulher, preto, branco, quando você traz um título do samba para uma cidade, eu ganho três vezes mais”, afirmou.

A conquista reforça o crescimento da escola nos últimos anos e consolida a União de Maricá como uma força emergente no cenário do carnaval. Agora, com o acesso garantido, o foco se volta para o desafio de estrear no Grupo Especial em 2027. Mesmo em meio à celebração, Matheus Santos demonstrou segurança ao falar sobre o planejamento para a próxima temporada, destacando que o trabalho começa imediatamente, mas sem abrir mão da responsabilidade nas decisões.

“Nunca quis ganhar o campeonato trazendo pessoas antes do resultado sair. A União de Maricá é a caçulinha do grupo. É uma emoção e um desafio muito grande, e vamos buscar e tentar manter a Maricá, o elenco é para conseguir isso”, completou.