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Fotos: Alegorias do Salgueiro na área de concentração do Sambódromo

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Leandro de Itaquera desfila com investimento em alegorias e se destaca na evolução

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A Leandro de Itaquera foi a penúltima escola a desfilar. Levando para a avenida o enredo “No ecoar dos tambores e no feitiço da Leandro – de Dahomé as terras de encantaria – O cortejo da rainha Jeje e os segredos de Xelegbtá”, a agremiação contou com um alto desempenho quesito evolução para passar na pista. Dentro do tempo de 56 minutos, se viu alas compactas e com coreografia padronizada dentro do samba. Por conta disso, a comunidade da Zona Leste não sofreu nada com o tempo e pôde passar tranquilamente, sem se preocupar com o temido 60 minutos do Acesso I. Porém, a escola teve um desempenho abaixo no quesito harmonia. Foi o ponto fraco na apresentação. Devido a isso, pode sofrer e perder alguns pontos.

Comissão de frente

A ala, comandada pelo coreógrafo Marcelo Gomes, representa o ritual da Pantera Negra e o culto aos voduns. A dança apresentada, foi totalmente cênica e, dentro da pista, mostrou- se personagens diferentes, sendo seis panteras e guardiões texossus, além de dois orixás (Oxalá e Exú) e a sacerdotisa Agotime.

A apresentação levou Elemento alegórico gigante com uma pantera no meio mexendo as cabeças, dando um belo efeito para a abertura da escola. Cobras ao lado das panteras também. A agremiação gosta bastante de exaltar os animais dentro de seus desfiles. Vale destacar a bela maquiagem dos integrantes.

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A apresentação da comissão de frente consistiu em uma dança, onde os orixás Oxalá e Exú são os protagonistas dentro da coreografia.

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal José Luís e Juliana, representou o “A grandiosidade de reino do Dahome”. A dupla executou movimentos leves e uma coreografia satisfatória dentro do samba. Em frente à cabine do recuo, mostrou o pavilhão com garra e o jurado se curvou. Detalhe para sorrisos, toques e beijos nas mãos que o mestre-sala deu na porta-bandeira. A fantasia era tranquila e não atrapalhou a dança.

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Harmonia

No minuto onze, onde a bateria executou uma bossa do apagão, localizada nas últimas estrofes interligadas com o refrão principal, houve uma pequena atravessada nas alas que estavam perto da bateria. Ainda dentro do quesito, não houve equilíbrio no canto entre as alas. Apenas o segundo setor passou cantando de forma satisfatória. As demais, não tiveram um desempenho dentro do esperado.

Enredo

A concepção do enredo e desfile realizado pelo carnavalesco Amarildo de Melo, é de grande ousadia e grandiosidade. Porém, por ser muito complexo, o entendimento perante ao público, pode não ser como esperado.

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Entretanto, falando do desfile, a escola optou por setorizar tudo e levar tudo de formar linear. Fazia total sentido, pois o carro abre-alas se conectava bastante com a comissão de frente, visto que representava a grandeza do reino Dahomé. Muitas esculturas reais no carro, mostrando a imponência que o local que o Amarildo quis passar. Tal citação, é uma prova de que apesar da concepção ser difícil, a leitura se bem analisada dentro da pista, pode se tornar considerável para o público.

Evolução

Foi o quesito destaque da escola. Havia uma coreografia padronizada. No refrão do meio, em cada frase, os componentes balançavam os seus corpos para trás e frente. Nos costeiros, dava um belo efeito na pista.

Também houve um ótimo efeito na entrada do recuo. Muita ousadia. As passistas entraram no recuo e, a bateria, passou no meio delas para fazer a entrada. Sendo assim, não deixou espaço nenhum. Algo que com certeza foi muito ensaiado e perfeitamente executado.

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Samba-enredo

A ideia do samba da agremiação da Zona Leste, é apresentar mais elementos afros possíveis. Porém, isso é cantado de uma forma diferente. A escola não optou por colocar várias palavras oriundas africanas em seu hino. Ao invés disso, o contexto é contado inteiro como uma história em ordem cronológica. O intérprete Hudson Luiz teve um desempenho satisfatório. As partes dos refrões foram as mais cantadas.

Fantasias

Apostaram muito em costeiros e materiais mais simples em baixo. A ala das baianas representou “Nochê Naê”, que é considerada a mãe de todos os voduns, teve destaque pelas cores quentes no laranja e vermelho. Passistas se misturaram entre homens e mulheres e, a fantasia, simbolizava “princesas tobossís e os príncipes”.

Alegoria

O abre-alas representou “A grandiosidade do reino de Dahomé”, era um carro gigante com esculturas de animais, como, cavalos, rinocerontes, elefantes e, no topo, o leão, que é o símbolo da agremiação.

A segunda alegoria, nomeada “Desbravando as águas Agotime em travessia rumo ao seu destino”, deu uma clara sensação de rio. Esculturas em cima e em baixo, além da presença de figuras de peixe e tecido simples em azul, dando uma aparência de ondas ou mexida nas águas

Última alegoria com uma mãe de santo no topo e duas mulas sem-cabeça. Realmente representando algo mítico.

Outros destaques

A bateria da agremiação, regida por mestre Pelé, executou bossas empolgantes. A maior delas, foi o apagão realizado no refrão principal, onde a batucada inteira para junto ao carro de som e deixa a comunidade cantar sozinha à plenos pulmões. Destaque para os agogôs, chocalhos e desenho de tamborim da bateria. Ouvindo o som, era notório a presença mais forte desses três fatos.

Império Serrano alia técnica e emoção, e fica perto de voltar ao Grupo Especial

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O segundo dia de desfiles da Série Ouro foi encerrado com grande desfile do Império Serrano, que ficou próximo de um retorno à elite do Carnaval. A escola teve bom desempenho em todos os segmentos e viu concorrentes pecarem. A Unidos de Padre Miguel fez apresentação plasticamente impecável, com alegorias grandiosas, mas abriu enorme buraco na avenida e terá problemas na apuração. Com grande enredo e apresentação correta do início ao fim, o Império da Tijuca também promete briga nas primeiras posições.

Recém-promovida, a Lins Imperial fez bom desfile, somou bom conjunto plástico e deixou recado de não querer mais retornar à Intendente Magalhães. Inocentes de Belford Roxo e Acadêmicos de Santa Cruz também fizeram boas apresentações, mas cometeram erros de evolução. Com reedição do enredo de 1995, a Estácio de Sá se destacou no canto e na performance do casal, mas deixou a desejar na plástica, enquanto Vigário Geral também abriu buraco apesar do bom desempenho do samba.

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LINS IMPERIAL: Após 10 anos sem pisar no solo sagrado da Sapucaí, a Lins Imperial abriu a segunda noite de desfiles da Série Ouro se destacando no geral em alegorias e fantasias, e contando de forma bastante leve a história do humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. Alguns pontos em evolução, como a abertura de alguns buracos, devem fazer com que a escola perca alguns décimos. A harmonia também esteve um pouco irregular com as alas cantando bastante o samba e outras nem tanto. Com o enredo “Mussum pra sempris – traga o mé que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé”, a escola encerrou seu desfile com 55 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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INOCENTES DE BELFORD ROXO: A Inocentes de Belford Roxo apresentou um belíssimo conjunto visual em seu desfile, com destaque para as fantasias, com cores variadas e bastante volume, a escola encantou visualmente, porém, a evolução deixou a desejar e pode comprometer uma melhor colocação da escola na apuração. Logo no início, o carro abre-alas apresentou dificuldades de se locomover pela avenida e ao menos dois buracos foram abertos, um no setor três e outro no último módulo de julgadores. Além do conjunto visual, a entrada da escola, com a comissão de frente e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira também se destacou no desfile. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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ESTÁCIO DE SÁ: Terceira escola a desfilar no segundo dia de apresentações da Série Ouro, a Estácio de Sá se destacou com a Comissão de Frente e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Contudo, apesar do bom início, a escola perdeu força estética, cometeu erros em fantasia, que acabaram impactando na leitura do enredo. O último carro da escola também destoou dos dois primeiros pela simplicidade e acabamento ruim. A agremiação reeditou o enredo de 1995 em homenagem ao Flamengo, com título ‘Cobra Coral, Papagaio Vintém, Vestir Rubro-Negro, Não Tem Pra Ninguém’, e passou pela Sapucaí em 54 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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SANTA CRUZ: A Acadêmicos de Santa Cruz realizou uma justa homenagem ao ator, cantor e diretor Milton Gonçalves. A Verde e Branco apresentou na avenida o enredo “Axé, Milton Gonçalves! No catupé da Santa Cruz”. A agremiação da Zona Oeste se destacou com uma bela apresentação da bateria de mestre Riquinho, da sua comissão de frente e de seu conjunto alegórico. Porém, a escola pecou em evolução e harmonia, abrindo um buraco no setor 6, em frente a última alegoria. O desfile durou 53 minutos. * VEJA FOTOS

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UNIDOS DE PADRE MIGUEL: A Unidos de Padre Miguel apresentava pelo menos a melhor abertura de uma escola na Série Ouro de 2022, juntando elemento alegórico da comissão de frente, pede passagem com a cabeça do boi vermelho, e o abre-alas trazendo a grande árvore sagrada. Mas justamente o abre-alas que compunha o conjunto que mexeu com o público desde os primeiros minutos, apresentou problemas que geraram consequências negativas para a evolução da escola. A presença de um enorme buraco entre os setores 6 e 8 deve custar preciosos décimos. O canto da escola, a comissão de frente e o casal também se destacaram na Vermelha e Branca de Padre Miguel. Com o enredo “Iroko – É tempo de Xirê”, a Unidos foi a quinta escola a desfilar na segunda noite da Série Ouro, encerrando sua apresentação com 52 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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VIGÁRIO GERAL: Um desfile que começou promissor e terminou de forma caótica, assim pode ser definida a passagem da Acadêmicos de Vigário Geral, a comissão de frente emocionou e trouxe uma mensagem muito forte logo no início, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira também merece destaque, visualmente a escola cometeu alguns erros, porém, o quesito mais problemático da escola foi a evolução, devido uma grande dificuldade de locomoção do segundo carro ocasionou vários buracos ao longo da avenida. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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IMPÉRIO DA TIJUCA: O Império da Tijuca desfilou na madrugada desta sexta-feira no Sambódromo e contou, de forma brilhante, a história da Grêmio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo. O carnavalesco Guilherme Estevão trouxe para a Avenida a agremiação criada pelo intérprete Candeia, e fez várias referências ao baluarte da Portela na apresentação. Além do destaque para o enredo, o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira também teve ótima exibição, assim como a Comissão de Frente. Fantasias sem grande impacto visual e pequenos erros de acabamento nos carros foram os pontos negativos. A escola passou na Avenida de forma correta, sem erros de evolução, em 54 minutos de desfile. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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IMPÉRiO SERRANO: O presidente Sandro Avelar falou mais de uma vez que o desfile de 2020 era o pior da história do Império Serrano em sua história. Se é verdade, a escola então se redimiu com um desfile sem erros, perfeito em evolução, com destaque também para o canto da escola, bateria do estreante mestre Vitinho e a comissão de Patrick Carvalho, que ainda que um efeito não tenha funcionado no segundo módulo, resumiu de forma clara o enredo. A Verde e Branco da Serrinha esteve menor do que algumas outras agremiações, mas entregou alegorias e fantasias de bom gosto. Com o enredo “Mangangá”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, a agremiação encerrou a última noite dos desfiles da Série Ouro com 53 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

Participaram da cobertura: Lucas Santos, Luan Costa, Leonardo Damico e Eduardo Fróis

Comissão de frente e abre-alas se destacam, mas fraco desempenho em harmonia e evolução, podem comprometer o projeto de volta ao Especial da Pérola Negra

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Fechando os desfiles do Grupo de Acesso I, a Pérola Negra, apresentou para o público o enredo “O mergulho nos rios sagrados em busca da cura, do corpo e da alma”. O que se viu na apresentação da comunidade da Vila Madalena, foi um ótimo primeiro impacto. Uma comissão de frente encenada, bem vestida e de fácil entendimento. Além disso, um casal de mestre-sala e porta-bandeira que teve um desempenho de maneira correta e, por fim, um carro abre-alas imponente.

Quem assistiu esse começo, se impressionou e se empolgou. Porém, com o passar do tempo, a escola começou a ter alguns erros, principalmente em harmonia e evolução. Contudo, não se pode ficar parado e não saber o samba-enredo do carnaval da agremiação e, devido a isso, as punições em nota podem chegar e adiar o sonho de voltar ao Grupo Especial, que seria logo depois de uma queda em 2020.

Comissão de frente

A dança, comanda pelo coreógrafo Robério Theodoro, teve como quatro personagens encenando, simbolizando o batismo no Rio Jordão. Sendo eles, Jesus Cristo, João Batista, pomba do divino Espírito Santo e Os Anjos Celestiais e o poder das águas do rio Jordão. A apresentação teve como os anjos saudando o público e dançando de um lado para o outro. Ocupando toda a pista. Os personagens Jesus Cristo e João Batista, dançavam esporadicamente e faziam movimentos leves.

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A dança dos integrantes contava com uma fantasia de costeiros e capas azul. Os dançarinos puxavam a todo instante, dando um belo efeito na pista

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal, Gabriel Vullen e Joice Prado, que estava representando Faraó e Cleópatra, tiveram um desempenho satisfatório nesta noite. Preservaram-se por fazer movimentos leves e seguros. O sorriso no rosto, principalmente da porta-bandeira, é algo a se destacar dentro da apresentação. Quando se apresentavam às torres de jurados, se via um curvamento perante à dupla.

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Harmonia

Claramente dá para ver no semblante que muitas pessoas não sabiam o samba, apesar de ouvir um certo canto nos apagões da bateria. Aparentemente, era o único momento em que a escola se empolgava. De resto, em questão de ânimo das alas e tônica do samba, o desempenho foi muito abaixo. Sem sombra de dúvidas, foi o ponto fraco da escola no desfile.

Enredo

O conceito do enredo da Pérola Negra, consiste em apresentar o poder dos rios na cura do corpo e da água. Segundo o tema, as águas do rio trazem tudo o que há de mais puro para o ser humano, como a conexão espiritual e o culto aos deuses na antiguidade. Na concepção do enredo, é algo muito fácil de se entender logo de cara, seja lendo ou vendo vídeos sobre o que se trata.

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Sobre a pista, ficou muito a proposta da escola. A história dos rios, como a humanidade usou e a importância dessas águas, foram pontudas muito bem.

Evolução

Assim como a harmonia foi muito fraca, a evolução também. Muito dos componentes não dançavam direito. A sensação que deu é que estavam ali por estar. Não houve quase nenhuma empolgação por parte da escola. Nitidamente, no semblante, além de não saberem o samba, a evolução era lenta. Óbvio que não é generalizando, mas a maior parte da comunidade desfilou desse jeito.

Samba-enredo

O mais interessante do samba, é a ambiguidade da letra. O hino começa com um culto à orixá, que é Oxum e, logo após, entra no catolicismo, onde se fala do batismo de Jesus Cristo no sagrado Rio Jordão. Na segunda parte, após o refrão, cita o orixá Oxalá. Então, essa mistura entre o afro e uma parte do catolicismo, foi algo interessante de se observar dentro da letra

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O carro de som, liderado pelo intérprete Daniel Collete, teve um desempenho satisfatório. O experiente cantor é forte em fazer as ‘antecipações’ dentro do samba. Em mais um desfile, Collete conseguiu executar.

Fantasias

Como dito anteriormente, a comissão de frente impressionou com as suas fantasias. Principalmente a dos integrantes vestidos de azul com vestido claro, fazendo movimentos e dando um belo contraste na pista. Outro grande destaque para as fantasias, vai para as vestimentas das baianas. Elas vestiam Oxum em um dourado fortemente brilhoso. São as duas melhores alas em questão de roupas. Porém, ao todo, a Pérola Negra foi com um conjunto de material simplificado. Aparentemente, dentro das alas normais, não quiseram ousar e, apenas, cumprir o que o regulamento manda.

Alegoria

A primeira alegoria, representou o “Esplendor do templo do Deus Sobek ás margens do Rio Nilo”. Um abre-alas com crocodilos na frente, junto ao letreiro da escola. Presença de led simbolizando a água e escultura realista simbolizando o Egito. Cada detalhe e adereço muito bem feito. O abre-alas foi outro ponto positivo do desfile

O segundo carro, simbolizou “O templo da deusa Ganga”, feito todo em lilás com brilho e uma escultura central de um homem.

Fechando o desfile, a terceira alegoria consiste no Rio Oxum e ao Rio Paraíba do Sul. O carro levou uma grande escultura de Nossa Senhora de Aparecida e Oxum carregando um filho pequeno. Outra bela ação para unificar as religiões.

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Outros destaques

A bateria da escola, que é regida pelo mestre Fernando Neninho, mostrou cadência e grande destaque nas caixas. Tal naipe mostrou uma forte imponência dentro do desfile. A bossa destaque vai para o refrão principal, onde a bateria faz uma paradinha junto ao carro de som, apenas deixando os atabaques tocando, fazendo os componentes da Pérola Negra cantarem a uma só voz.

Morre menina atropelada por carro alegórico

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Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, imprensada pelo abre-alas da escola Em Cima da Hora contra um poste, morreu na tarde desta sexta-feira. O acidente aconteceu na quarta-feira, na dispersão. A jovem estava internada no hospital Souza Aguiar e chegou a ter uma perna amputada. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, teve traumatismo no tórax e respirava por aparelhos. A informação é do portal “G1.com”.

Menina morre esmagada por carro alegorico
Foto: Reprodução / Rede Social

Funcionários do hospital disseram que Raquel teve um hemorragia interna. A tia da jovem ligou para a mãe da menina para dar a notícia do falecimento. Ao chegar no Souza Aguiar, Marcela Portelinha desmaiou.

Em entrevista para o portal “G1.com”, o prefeito Eduardo Paes lamentou a fatalidade.

“Vamos acompanhar de perto a investigação policial que apura as responsabilidades e estamos, através de nossa secretaria de Assistência, dando apoio aos familiares. Minha solidariedade neste momento de dor”, disse Paes.

‘Estou emocionado de defender a minha escola do coração’, declara Mestre-Sala da Estácio de Sá

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A Estácio de Sá levou para a avenida uma homenagem ao Flamengo com a reedição do carnaval de 1995, o ano do centenário do clube. Com o enredo  ‘Cobra Coral, Papagaio Vintém, Vestir Rubro-Negro, Não Tem Pra Ninguém’. A comissão de frente e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira se destacaram. A bateria Medalha de Ouro, do Mestre Chuvisco, também deu o show que sempre costuma dar.

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Foto: Site CARNAVALESCO

O casal Feliciano Junior e Alcione Carvalho conversou com o site CARNAVALESCO e falou da emoção de defender o pavilhão do Leão. A Escola passou sem problemas nos módulos e levantou o público. O Mestre-Sala ainda fez o ‘Vapo’, gesto em ‘X’, no pescoço que foi popularizado pelo meia Gerson, ex-jogador do Flamengo e a comemoração do Gabigol.

“Foi incrível, superou minhas expectativas. Ainda tem a emoção de poder estar voltando para o nosso palco depois da pandemia. Estou muito emocionado de estar com a minha escola do coração. A apuração entrego nas mãos dos jurados”, declarou Feliciano.

“Foi lindo. Conseguimos fazer tudo que ensaiamos. Agora, é só esperar o resultado. Terça-feira é 40 pontos e Estácio campeã”, disse Alcione.

A comissão de frente chamou muita atenção de todos que estavam assistindo. Comandada por Ariadne Lax, o quesito trouxe o famoso “vestiário” dos estádios para o Sombódromo, na intenção de trazer o clima de pré-jogo entre os atletas antes da bola rolar.

“Estou encantada com o trabalho da galera. Foi tudo incrível. Vamos para o título”, declarou a coreógrafa.

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Foto: Site CARNAVALESCO

A bateria “Medalha de Ouro”, do Mestre Chuvisco, faz sucesso por onde passa e, na Sapucaí, mostrou a que veio: “Falei com a galera na concentração que a gente só precisava repetir o que fez no ensaio técnico e eles atenderam meu pedido. Fizemos um desfile maravilhoso”, declarou.

Claro que não poderia faltar alguns jogadores que fizeram história com o Manto Sagrado do Flamengo. Dentre eles, estava Athirson. O ex-atleta falou da emoção de poder estar representando o clube de uma forma tão legal.

“Participar de um carnaval representando o Flamengo é muito bom. Ver a galera cantando, brincando não tem como não se emocionar. Muito bacana participar desse espetáculo”.

 

Grande Rio e Mocidade apostam na juventude dos casais de mestre-sala e porta-bandeira e colhem frutos

Todos sabem que defender o pavilhão de uma escola de samba não é tarefa fácil, a pressão e responsabilidade são enormes, afinal, é um quesito inteiro nas mãos de duas pessoas, agora imaginem quando essa missão é dada para casais jovens? Esse é o caso dos casais de mestre-sala e porta-bandeira da Grande Rio, Daniel Werneck e Taciana Couto, e da Mocidade, Diogo Jesus e Bruna Santos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO falaram um pouco sobre a aposta das diretorias neles, rotina de ensaios e o que esperam para o futuro.

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Foto: Site CARNAVALESCO

Taciana fez sua estreia como primeira porta-bandeira da Grande Rio no desfile de 2019, ao lado de Daniel Werneck, que defende o pavilhão da tricolor de Caxias desde 2015. No primeiro ano eles receberam apenas uma nota 10 dos jurados, mesmo assim contaram com todo apoio e confiança da escola, o resultado veio no desfile de 2020, o casal se destacou, encantou a todos e recebeu nota máxima.

“Pra gente é sempre gratificante saber que a escola está apostando em novos talentos e confiando no nosso trabalho. A gente vem junto com a escola e com as condições que ela nos permite para trabalhar bem, nos dar toda condição que a gente precisa ter pra conseguir trazer a nota. Então é só agradecer e curtir esse momento”, pontua Daniel.

Cria da comunidade, Taciana passou pela Pimpolhos da Grande Rio e projeto Escola de Mestre Manoel Dionísio, ela se diz feliz por estar na escola que tanto ama, agradeceu a aposta da diretoria e reforçou a importância da comunidade para colher bons frutos.

“Feliz e grata por ser a primeira porta-bandeira da minha escola do coração, por eles terem confiado no meu trabalho eu só tenho a agradecer, ao meu presidente e a minha comunidade, que sempre me receberam com muito carinho e continuam dando todo suporte e amor que a gente precisa pra poder trabalhar”, destaca Taciana.

Saindo da Baixada Fluminense e indo direto para a Zona Oeste, temos outro exemplo de casal jovem sendo aposta de uma grande agremiação, como defensores do pavilhão da Mocidade Independente de Padre Miguel, Diogo Jesus e Bruna Santos estão indo para o segundo ano juntos.

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Foto: site CARNAVALESCO

Ele já é mais experiente e dançou de 2015 até 2017 na escola, quando sagrou-se campeão. Bruna começou na Estrelinha da Mocidade e era a segunda porta-bandeira da agremiação. Em 2019 dançou no Acadêmicos do Sossego.

Em 2020, Bruna estreou como primeira porta-bandeira da Mocidade e ao ser anunciada pegou muita gente de surpresa, por conta da pouca experiência, o que era desconfiança virou admiração assim que ela pisou na avenida, bastante elogiada, Bruna comenta como foi chegar até esse lugar.

“Foi uma responsabilidade muito grande, mas graças a Deus papai do céu colocou pessoas maravilhosas no meu caminho, meu mestre-sala com a experiência dele me ajudou bastante, a minha coreógrafa Vânia Reis, que eu conheço desde pequena, eu faço balé na academia dela então foram pessoas de confiança que estavam ali comigo. A diretoria da escola nos deu total apoio, total segurança, então isso ajudou bastante para que possamos fazer um belo desfile”, destaca Bruna.

“Ser jovem em muitos aspectos faz a diferença, mas aqui na Mocidade nós temos uma base muito boa, é muito bom ver como a escola prestigia os seus, a Bruna é cria e eu chego pra somar, somos jovens, mas temos pessoas empenhadas para fazer a gente brilhar nessa avenida”, conta Diogo.

Dança tradicional x Modernidade

Arte, bailado e muita tradição, assim pode ser definida a dança de mestre-sala e porta-bandeira. A dança surgiu com os ranchos carnavalescos, com o objetivo de defender o símbolo maior do grupo. Na dança o mestre-sala corteja a porta-bandeira e passa a sensação de proteção do símbolo maior da escola de samba: o pavilhão. Ela, por sua vez, é responsável por conduzir e ostentar o elemento que carrega a história do grupo. Não se curva diante de ninguém e mantém desfraldada a bandeira da agremiação.

Nos últimos anos os julgadores pedem que os casais tragam um toque de modernidade para suas danças, a discussão sobre um bailado mais livre ou com passos mais coreografados se tornou frequente no carnaval, sobre isso, os casais falam a respeito.

“A dança clássica ajuda muito na postura, em alinhamento de braços, nas finalizações, que é algo que os jurados vem muito em cima, então eu acho que é uma junção dos dois, da dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira que é o primordial pra gente, é o principal, da tradição dessa arte, unindo fica tudo maravilhoso, sempre buscando somar pra levar o melhor pra Mocidade”, pontua Bruna.

Diogo vem de uma base mais tradicional e destaca a importância da coreógrafa Vânia Reis para conseguir mesclar a melhor dança e trazer bons frutos para a Mocidade.

“Eu venho dessa coisa mais sambistica, do malandro, o chão mesmo do samba, apesar de ser novo eu tive que modernizar minha dança, com a chegada da Vânia eu acho que isso aconteceu de fato, eu consegui imprimir uma dança boa, com uma finalização bacana e hoje eu consigo trazer o tradicional e juntar com a modernidade para fazer a nossa dança ficar muito bonita”, conta Diogo.

“A gente mantém a nossa base tradicional com a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira, isso a gente nunca vai perder, mas a gente gosta de trazer sim um pouquinho da inovação, a gente vai procurando uma coisa aqui e outra ali que não agrida a nossa tradição”, pontua Taciana.

Preparação para o desfile e Futuro

Para chegar na avenida e aguentar o peso da roupa, aliado a emoção do momento, são meses de preparo e trabalho. Treinamentos exaustivos, criação de coreografia e repetições, tudo para beirar chegar a perfeição e alcançar a nota máxima. Hoje em dia os casais são considerados atletas, profissionais dão todo o suporte para ajudá-los em pontos importantes para o desenvolvimento na avenida: resistência física, coreografia e movimentos obrigatórios da dança.

Daniel Werneck fala sobre a importância desse treinamento e diz que é fundamental para que o casal realize um bom desempenho na avenida.

“É muito importante, hoje a gente se tornou atleta, até pela questão da evolução da dança do mestre-sala e da porta-bandeira, os treinos ajudam bastante na questão do condicionamento, da respiração, então acho que é muito válido sim o trabalho do preparador físico”, destaca Daniel.

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Já coreógrafa do casal da Mocidade, Vânia Reis destaca a importância de se treinar com a roupa oficial do desfile e diz que nos ensaios incentiva a dupla a se preparar para todas as adversidades que possam surgir no dia do desfile.

“Já tivemos dois ensaios com a fantasia e isso faz toda diferença, o bailado assim é uma coisa, mas com 25 kg é diferente, embora eu coloque colete com peso pra eles, caneleira no Diogo, pra já quando a fantasia chegar eles já estarem bem preparados, então o ensaio com a fantasia e unido a preparação física é tudo de bom”, comenta a coreógrafa.

Para o futuro, a resposta dos quatro é unânime, todos querem construir bons resultados em suas escolas, marcar o nome na história e ficar por muitos anos juntos.

“O meu sonho é continuar na escola até ficar velhinho, espero que a escola queira o mesmo, enquanto a gente tiver vamos aproveitar muito esse momento, é muito bom, é muito importante, se Deus quiser a gente vai ficar até na velha guarda da Grande Rio”, disse Daniel.

Taciana corrobora o desejo de seu parceiro e deseja ficar por muitos anos defendendo o pavilhão da Grande Rio.

‘Foi lindo ver a Sapucaí lotada e celebrando a vida’, declara Porta-Bandeira da Inocentes

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A Inocentes de Belford Roxo foi a segunda a pisar na Sapucaí e deu o nome. A Escola apresentou uma estética muito bonita, com cores vivas. Pecou um pouco na evolução por conta do abre-alas que apresentou certa dificuldade de locomoção e acabou abrindo dois buracos, um no setor três e outro no último módulo de julgadores. Ainda assim, em entrevista para o site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval, Saulo e afirmou ter ficado satisfeito com a apresentação.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Fiquei muito satisfeito. Acho que a escola cantou bem, evoluiu, veio compacta. Acho que foi o carnaval da superação e a escola se comportou muito bem. Tudo aquilo que nós fizemos nos ensaios, conseguimos fazer. eu falei que a escola ia chegar no ápice no dia do desfile e acredito que chegou”.

O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira brilhou. Douglas Valle e Jaçanã Ribeiro estavam com uma fantasia que representava “A penumbra da meia-noite”. A dupla mostrou sincronia, muito bailado e uma linda coreografia.

“A noite foi linda. Executamos tudo que ensaiamos, estamos com a sensação de dever cumprido e foi lindo ver a Sapucaí lotada e celebrando a vida. A gente representou “A penumbra da meia-noite”, declarou Jaçanã.

“Foi maravilhoso. Depois de dois anos pudemos passar pela Marquês de Sapucaí. Agora vamos aguardar o resultado porque tenho certeza que Belford Roxo vai estar de volta para o Grupo Especial”, comentou Douglas.

Mestre Julinho estreou no solo sagrado do carnaval como Mestre de bateria e disse estar sem palavras para descrever o momento vivido. O segmento veio com 250 ritmistas e levantou o público com as bossas bem realizadas.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Sem palavras. Não tem como explicar a emoção de passar pela primeira vez na avenida como Mestre de bateria. A gente espera fazer tudo que ensaiou e quando dá certo, é maravilhoso”, declarou o estreante.

O carnavalesco Lucas Milato também ficou feliz com o trabalho apresentando: “Agora estou aliviado. Estava muito apreensivo porque é a realização de um sonho, mas graças a Deus deu tudo certo. Espero que todo mundo tenha gostado”.

Beija-Flor promete homenagear Laíla em desfile e comunidade fala do amor pelo seu grande Griô

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No próximo carnaval, a Beija-Flor de Nilópolis levará para avenida o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, a escola abordará a contribuição intelectual do negro em todas as esferas da sociedade e prepara uma série de homenagens a grandes figuras negras da sua história. Falecido no ano passado, em decorrência de complicações da Covid-19, Laíla será um desses homenageados. Afinal, toda comunidade de Nilópolis o enxerga como um grande Griô, afinal, foram 24 desfiles consecutivos no comando do carnaval da escola, sem contar as outras passagens do diretor pela azul e branca. A relação que se rompeu em 2018 não foi capaz de apagar os anos de dedicação e amor que dedicou a escola, agora, o reconhecimento virá em forma de homenagem.

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Foto: Site CARNAVALESCO

O site CARNAVALESCO ouviu os componentes da escola sobre o que eles esperam da homenagem ao Laíla. Alguns contaram um pouco da relação que tiveram com ele e da importância dele dentro da história da agremiação. Uma certeza: Laíla faz falta e seus ensinamentos sempre estarão vivos na memória de todos que conviveram com ele.

Na escola há 35 anos, a coreógrafa Valéria Brito, chegou na agremiação no mesmo período que Laíla e diz que conviveu diretamente com o diretor, para ela, todos os anos juntos serviram como um enorme aprendizado.

“Conheci o Laíla quando ele tava chegando na equipe do Joãozinho Trinta, desde o início ele sempre teve esse dom de liderança, sempre foi uma pessoa que demonstrou um profissionalismo incrível dentro do carnaval, com a experiência dele, não só na harmonia, mas também na bateria e em outros segmentos, ele era um cara incrível na visão ampla do que é o carnaval, de como é fazer um carnaval dentro de uma escola de comunidade. O Laíla sempre valorizou a comunidade, sempre brigou pela gente, sempre defendeu a gente, em questões simples ou mais complicadas. Lembro que ele sempre brigou pela ampliação da quantidade de alas da comunidade, focava muito em quem era Beija-Flor”, conta Valéria

Apesar da fama de ter temperamento explosivo, Valéria conta que Laíla agia como um verdadeiro líder e tratava todos com muito respeito: “Era um pessoa que muita gente temia, pelo fato dele ser um grande líder ele tinha que ter pulso forte, brigar com a gente, cobrar e chamar atenção, mas fora do palco ele era um ser humano maravilhoso, tenho lindas lembranças dele, agradeço as oportunidades que ele me deu, graças a ele eu já coreografei um show da Beija-Flor na Suíça, ele me puxou pra frente da escola com a minha ala, então eu tenho toda gratidão e respeito por ele. Eu acho muito bacana essa homenagem da escola, dentro da quadra tem a imagem dele e ele fica no coração de cada um”, destaca a coreógrafa.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“O Laíla foi um grande mestre para toda escola, não só para a Beija-Flor, mas para todo o mundo do samba, os ensinamentos dele é algo que com certeza a comunidade vai levar pra vida, a questão da dança, da garra, da força e da energia é algo que vem muito dele, por mais que ele não esteja aqui hoje, ele sempre vai existir na Beija-Flor, sempre vai estar com cada componente, toda vez que a gente entrar na avenida vamos carregar um pouquinho de Laíla. Todo mundo que conheceu ele, que teve a oportunidade de conviver um pouco com ele vai levar isso, é isso que faz com que o samba resista, então o Laíla sem dúvidas é um dos grandes nomes do samba e merece todas as homenagens possíveis”, conta Shayana Baptista.

Além da perda de Laíla, durante o pré-carnaval, grandes personalidades do samba nos deixaram, dentro da Beija-Flor algumas perdas foram sentidas por toda a comunidade, como a do intérprete Bakaninha e de Léo Mídia, integrante da comissão de carnaval.

Sobre essas perdas, Shayana comenta: “As perdas foram grandes e foram num espaço muito curto de tempo, a gente vem de um período da pandemia em que tudo é muito conturbado, acho que tudo isso influencia, mas acredito que vamos entrar na avenida com muita garra, essas perdas vão fortalecer ainda mais a comunidade”, comenta a bailarina.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“O Laíla pra mim foi a melhor pessoa que passou pela escola nesses anos todos, na época que ele tava lá ele comandava tudo, então ele faz muita falta, inclusive pra mim que não aceitei a saída dele até hoje. Ele tinha o jeito rude, mas tinha o maior amor pela comunidade, ele sempre falou que gostava muito da comunidade de Nilópolis. Nós vamos para a avenida com bastante garra, buscar homenagear os que partiram da melhor forma possível, vamos pensar positivo nos que se foram, a comunidade vai dar tudo de si, somos uma escola guerreira e as pessoas que se foram fazem muita falta”, comenta a componente Solange Baltazar.

Com o enredo “Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor”, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, a agremiação de Nilópolis será a última a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial, na sexta-feira, 22 de abril.

‘Uma emoção poder estar de voltar à Sapucaí’, declara presidente da Lins Imperial

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A Lins Imperial voltou à Sapucaí e foi a responsável por abrir a segunda noite de desfiles da Série Ouro. Com o enredo “Mussum pra sempris. Traga o ‘mé’ que hoje com a Lins vai ter muito samba no pé”, a escola fez uma boa apresentação, com destaque para fantasias e comissão de frente, que retratava diferentes “Mussuns” e foi coreografada por Carlos Bolacha. A semelhança do sósia Rildo Martins com o ator chamou bastante atenção.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Desde que recebi esse presente foi maravilhoso falar do Mussum, que era um cara muito contagiante, onde ele chegava passava alegria”, declarou o coreógrafo, em entrevista para o site CARNAVALESCO.

Mesmo com a dura missão de ser a primeira agremiação da noite a passar pela Sapucaí, o presidente Flávio Mello acredita que a escola fez um bonito desfile e falou da emoção de poder voltar ao solo sagrado do carnaval.

“Missão cumprida. Depois de tantos anos estamos de volta para Sapucaí. É muita emoção. Fizemos um lindo desfile. Sempre tem que ter uma adrenalina no final, mas o importante é que a Lins passou compacta, cantando, brincando, colorida e feliz como era o Mussum”.

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Foto: Site CARNAVALESCO

O samba também agradou. Puxado por Lucas Donato e Rafael Tinguinha, a composição de Matheus Pranto foi cantada pelos componentes. Um dos trechos que mais foi ouvido foi o refrão principal. O público também curtiu utilização de expressões do contexto do humorista homenageado como “mé” e “pra sempris”.

“A escola passou linda na avenida com esse samba que remete ao Mussum, Antônio Carlos Bernardes Gomes, e remete as várias faces que esse grande artista da cultura popular brasileira. É uma alegria ver a Lins desfilar contente, alegre, com um samba contagiante”.