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Beija-Flor divulga fantasias de alas comerciais e de comunidade para o Carnaval 2023

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A Beija-Flor de Nilópolis, atual vice-campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, divulgou algumas fantasias de alas comerciais e de comunidade para o Carnaval 2023. Novamente, a azul e branco prepara um enredo de forte apelo popular e com pegada crítica. A escola pretende levar para a avenida um novo olhar sobre a Independência do Brasil, através do enredo: “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”, de autoria dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues.

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Ameaça vermelha (ala de comunidade): Em dois momentos distintos de nossa história, em 1937 e 1964, setores conservadores da sociedade brasileira fizeram do medo o combustível para justificar intervenções autoritárias que romperam com as garantias constitucionais e instituíram regimes de exceção. Não à toa, nos dois momentos, teorias conspiratórias sobre uma ameaça comunista no Brasil ganharam força com o objetivo de criar na população temor e insegurança. Mobilizando valores, crenças e ideias construíram uma representação que se disseminou acerca do comunismo e legitimou ações violentas. Sendo um país forjado na desigualdade e erguido, em seus pilares, para manutenção desta, uma corrente ideológica que defende a transformação social entra em choque com o sentido desta nação, com a sua lógica fundante, sua razão de ser. O anticomunismo se enraizou graças à ação de órgãos estatais e entidades privadas que o disseminaram com forte apoio e adesão de setores conservadores da sociedade como, por exemplo, a Igreja e os militares. Tanto no Estado Novo quanto na Ditadura civil-militar o que se viu foram intervenções arbitrárias que cercearam direitos duramente conquistados para evitar uma ‘ameaça vermelha’ que nunca esteve próxima de se concretizar. Assim, ainda hoje, em momentos de crise ou instabilidade política institucional, o fantasma de um ‘perigo vermelho’ é acionado para legitimar medidas autoritárias, excludentes e antidemocráticas. A grande ironia é que a justificativa da implantação destes dois períodos ditatoriais foi uma suposta defesa do regime democrático.

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República da espada e do coturno (ala comercial): Se o tripé que sustentava o Império brasileiro era composto pela relação monarquia-latifúndio-escravidão, não surpreende perceber que com a abolição da escravatura em 1888, as oligarquias latifundiárias descontentes retiram seu apoio a monarquia e, no ano seguinte, é proclamada a República que decreta o banimento da família imperial do território brasileiro. A República no Brasil já nasceu velha, restringindo a cidadania a poucos e protagonizada por militares. É neste período, da Primeira República, que se consolida o projeto de nação iniciado no Império em suas características principais: a exclusão, a desigualdade e o autoritarismo. Operando através da construção de símbolos, o movimento republicano irá forjar uma ideia de Brasil que terá êxito na promoção dos seus valores. O país do futuro que silencia as mazelas do passado e as agruras do presente. O lema da bandeira nacional tem inspiração positivista. O progresso foi pensado como consequência da manutenção da ordem. Esta ordem, no Brasil, foi mantida através da violência, a partir da ação autoritária do Estado em um país desigual desde o seu alvorecer. Em nome da ordem e para manutenção da desigualdade, brasileiros e brasileiras sangraram nos sertões, nas florestas, campos e cidades. Eis a nossa República.

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Quem tem fome, tem pressa (ala de comunidade): A miséria, a extrema pobreza e a fome são sintomas do caráter desigual e excludente da formação nacional. Desde a colonização, o modelo econômico e social imposto em nosso território produziu a escassez e a insegurança alimentar. A brutal concentração de terras, o sistema escravista e a prioridade para exportação são algumas das raízes desta mazela. Este gigante de dimensões coloniais, onde a produção de alimentos bate recorde, ano após ano, também é o país onde o flagelo da fome é fato histórico. Uma nação verdadeiramente independente não pode conviver com a fome. Enquanto no ano de 2014 comemoramos o fato do país ter saído do Mapa da Fome da ONU; hoje, dados do Segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil apontam que mais de 33 milhões de brasileiros não têm garantido o que comer, vivendo em situação de insegurança alimentar. O combate à fome no Brasil é uma luta histórica pela preservação da própria vida daqueles e daquelas condenados à carestia. A sociedade civil organizada é protagonista na denúncia, na mobilização, no enfrentamento e na conscientização em prol da conquista de políticas públicas que promovam a diminuição da pobreza. O objetivo primordial é garantir a todos os brasileiros e brasileiras o acesso a alimentação saudável, nutritiva e suficiente. Quem tem fome, tem pressa.

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Indígenas na luta pela terra (ala comercial): Em luta pelo seu direito originário desde a invasão colonial, as comunidades, os povos e nações indígenas conquistaram, através de ampla mobilização e organização coletiva, o reconhecimento desse direito na Constituição de 1988. Embora previsto em lei, a luta pela demarcação das terras indígenas segue sendo uma pauta fundamental em um contexto político de avanço do desmatamento, do agronegócio e da captura do Estado por estes interesses comerciais e produtivistas. A articulação dos povos indígenas têm marchado contra as duras investidas que ainda sofrem não apenas através de projetos de leis que autorizam, por exemplo, o garimpo em seus territórios mas também pela forte violência armada durante essas atividades e as invasões que ainda ocorrem nas poucas áreas demarcadas. Eles bradam, em alto e bom som, em defesa do direito fundamental dessas nações na busca de liberdade e autonomia: NÃO AO MARCO TEMPORAL! Indígenas são entraves aos interesses monopolistas dos latifundiários da burguesia agrária. Além de seus saberes ancestrais, tecnologias e formas de vida que desafiam a lógica castradora e uniformizante do Estado nacional, estabelecem uma relação com a terra que não é econômica; muito pelo contrário: a terra é fonte significativa da sua experiência comunitária. Possuem uma imensa diversidade sociocultural e linguística que insistem em preservar em um cenário de epistemicídio de todos os modos de conhecimento para além do paradigma ocidental judaico-cristão.

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Ode aos “Botocudos” (ala de comunidade): Indígenas integrantes do complexo Macro-jê, os “botocudos” são caçadores e coletores seminômades que cultivam a crença nos espíritos encantados dos mortos. Seus hábitos e modos de vida foram classificados pelo olhar eurocêntrico do colonizador, desde o primeiro contato, como obstáculos a um projeto civilizatório homogeneizador e violento. No ano de 1808, assim que a Corte Portuguesa chegou ao país, Dom João declarou uma guerra ofensiva aos chamados botocudos que só seria revogada em 1831. O que justificava esta medida e a guerra que se instaurou era o interesse nas terras. No século XIX, eles ocuparam os sertões de Minas Gerais e do Espírito Santo, na região dos rios Doce, Mucuri e Jequitinhonha, lugar cobiçado no roteiro de expansão econômica que tinha justamente na questão fundiária uma pauta decisiva. Mesmo durante as guerras da independência, os conflitos entre as tropas do nascente Império brasileiro e os indígenas não cessaram. No alvorecer de um Brasil emancipado de Portugal, indígenas, filhos desta terra, foram combatidos como inimigos da nação a se construir. Em 1824 os “botocudos” realizam um cerco na cidade de Vitória em um episódio emblemático de insubmissão em um contexto violento onde a própria existência desta nação indígena estava em jogo. Reconhecemos sua altivez e bravura através de diferentes táticas e estratégias em uma saga de resistência heróica. Fazemos aqui nossa ode a estes heróis da terra.

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O sonho de liberdade Malê (ala de comunidade): Permeava o imaginário de todos os cativos, o sonho da liberdade. Após o grito de 1822, não compreendia-se a tal Independência com tantos ainda presos e forçados ao trabalho, sustentando sob a barbárie os alicerces do “progresso” desta terra. A manutenção da escravidão estava nas letras miúdas deste pacto mentiroso. A tensão dos escravizados explodia por vários cantos do Brasil. Salvador, que entre escravizados e libertos, tinha 78% da população composta por afrodescendentes, foi palco de diversas rebeliões negras sendo a mais significativa dentre estas a Revolta dos Malês. Um protesto coletivo, um levante, uma rebelião que, embora tenha sido rapidamente controlada, estremeceu a classe senhorial em seu temor de um novo Haiti. Este movimento pode ser compreendido a partir de uma combinação sui generis de três elementos: pertencimento étnico, condição de classe e religião. Os malês eram negros muçulmanos de origem iorubá – nagôs, haussás, ewes e etc. – e esta identidade étnica e religiosa se articulava a condição de classe: a maior parte dos revoltosos eram escravizados. Mesmo os revoltosos libertos, compunham o estrato mais baixo da pirâmide social. Nas reuniões de mobilização havia a leitura e a memorização de passagens do Alcorão. Partilhavam coletivamente a crença no poder protetor de amuletos. Os filhos de Alá na Bahia ensejaram transformar radicalmente a sua realidade e embora não tenham sido vitoriosos, os malês legaram heranças históricas e culturais até hoje presentes em nosso cotidiano, mas, acima de tudo, nos ensinaram, através de sua experiência, a importância da organização coletiva para os nossos anseios de liberdade, por isso um retrato glorioso em nosso ato, aos que vieram antes e lutaram. Vestir-nos de Malê é incorporar seus sonhos, mesmo que marginalizados em um projeto de sociedade.

No topo dos maiores vencedores da Portela, Wanderley Monteiro celebra legado portelense

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Com a vitória na disputa de samba-enredo da Portela para o Carnaval 2023 o compositor Wanderley Monteiro chegou ao topo dos compositores mais vencedores da Águia. Ele se igualou com Noca e David Corrêa, que também venceram sete vezes na escola de Oswaldo Cruz e Madureira. Além dele, assinam a obra do ano que vem os compositores Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelāo. A azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira falará do seu centenário, através do enredo “O azul que vem do infinito”, do casal de carnavalescos Márcia e Renato Lage. * OUÇA AQUI O SAMBA (VERSÃO CONCORRENTE)

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Fotos: Allan Duffes/site CARNAVALESCO

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele festejou a conquista e enalteceu o legado portelense. “Primeiro, igualar a Noca e a David é uma alegria muito grande, mas a gente tem que saber que eu igualei apenas o número de vitórias. O legado que o Noca está deixando e que o David deixou é muito maior. Fico muito feliz, ainda ter igualado em alguma coisa com eles. Alegria é muito grande. Como se fosse ganhar a primeira vez, isso é mais importante”.

O sabor da vitória é ainda mais especial por assinar a obra que a Portela apresentará no desfile do centenário. “Foi uma disputa bonita, pelo centenário, pela disputa disputadíssima que nós tivemos, a Portela ganhou muito com isso. Os sambas muito qualificados, ganhamos contra compositores maravilhosos, isso me deixa mais feliz, porque foi disputa uma muito apertada, como eu já falei, a gente chegou a final e conseguiu levar junto com meus companheiros, a parceria está de parabéns mesmo”.

O compositor falou que o apoio da comunidade foi essencial para a vitória na disputa de samba. “Foi fundamental a comunidade abraçar o samba. Cantamos os carnavais emblemáticos que a Portela fez durante esses cem anos, falamos dos personagens da Portela, isso mexe com o coração portelense”, disse Wanderley Monteiro.

Escolas de samba já têm calendário oficial de ensaios técnicos na Sapucaí para 2023

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As escolas de samba do Rio Carnaval definiram, na noite desta terça-feira, 1º, o calendário oficial dos ensaios técnicos para 2023, que começam em 15 de janeiro. A grande novidade da temporada será a extensão do período de testes de luz e som na Marquês de Sapucaí. Antes, somente a primeira colocada do ano anterior era contemplada com a estrutura completa do Sambódromo. Agora, as quatro primeiras terão esse benefício (Grande Rio, Beija-Flor, Viradouro e Vila Isabel).

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Assim, serão facilitados os ajustes técnicos rumo aos dias de desfiles, em fevereiro. Da mesma forma em quem outras edições, a entrada será gratuita e o público poderá participar dos eventos levando itens de alimentação e bebida para consumo próprio.

Ao todo, são seis datas chanceladas pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e colocadas à disposição do calendário de eventos da capital fluminense, com potencial para atrair turistas do Brasil e do mundo todo.

15 de janeiro
Império Serrano – 20h30
Paraíso do Tuiuti – 22h

22 de janeiro
Imperatriz – 20h30
Unidos da Tijuca – 22h

29 de janeiro
Mocidade – 20h30
Mangueira – 22h

05 de fevereiro
Salgueiro – 20h30
Portela – 22h

11 de fevereiro – Teste de Som e Luz
Lavagem da Avenida – 18h30
Vila Isabel – 20h30
Viradouro – 22h

12 de fevereiro – Teste de Som e Luz
20h30 – Beija-Flor
22h – Grande Rio

Pegada afro! Saiba como foi a gravação do samba-enredo da Unidos de Bangu

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“Ê Kabecilè Kaô, a maldade vira cinza, na fogueira de Xangô”. Esses versos trazem toda a religiosidade do samba da Unidos de Bangu. Depois de homenagear o patrono em 2022, Castor de Andrade, em um desfile marcado por alguns problemas, a Vermelha e Branca da Zona Oeste trouxe um enredo diferente em relação ao do carnaval passado. Já na gravação oficial da obra para as plataformas digitais, a agremiação trouxe toda a africanidade que o enredo “Aganjú… a visão do fogo, a voz do trovão no reino de Oyó” quer mostrar. Instrumentos típicos utilizados em cultos e cerimônias das religiões de matriz africana estarão presentes na faixa para dar uma ambientação ao tema. Mestre Laion, que fará sua estreia na Vermelha e Branca da Zona Oeste depois de comandar a bateria da Acadêmicos do Sossego em 2022, explicou um pouco do que construiu dentro da bateria para apresentar o samba.

“O samba da Bangu é considerado um dos melhores sambas dos últimos carnavais da escola. Estamos com uma proposta, com maturidade, explorar o máximo do enredo, busquei convenções dentro da melodia, dentro da métrica do samba, com um andamento confortável de 140 BPM”, revelou o mestre.

O samba tem autoria de Diego Nogueira, Domingos PS, Dudu Senna, Fábio Turko, Júnior Fionda, Marcelinho Santos, Marcelo Adnet, Orlando Ambrósio e Tem-Tem Jr. Outro que conseguiu deixar a sua marca na obra a partir da gravação foi o intérprete Pixulé, que está de volta a agremiação para o carnaval 2023. Ele elogiou o hino da Bangu para o próximo carnaval colocando ele entre os melhores da safra.

“O refrão de baixo e a cabeça do samba são muito marcantes. ‘Ê Kabesilè Xangô’ vai impulsionar. E a cabeça do samba “Babá Alapala Obá” , isso vai ficar bem marcante. Acho que o samba da Unidos de Bangu será um dos melhores sambas do Grupo de Acesso, e devido o samba ser um samba valente , aguerrido, a Bangu vai fazer um belo desfile por causa disso, devido ao samba que é valente demais, e é bonito, um samba que é a minha cara, tem uma temática afro em que eu me identifico muito”, avalia o cantor.

Quem irá produzir o desfile da Unidos de Bangu em 2023, será o carnavalesco Robson Goulart, tricampeão pela Independente da Boa Vista, do Espírito Santo. No Rio de Janeiro, no Grupo B, desenvolveu desfiles para escolas como Inocentes de Belford Roxo, Independente da Praça da Bandeira e Unidos da Ponte. O diretor de carnaval Marcelo do Rap, remanescente do último carnaval, que também apareceu para acompanhar as gravações da faixa, projetou o trabalho da escola em um ano que tem sido diferente em termos de planejamento.

“Partindo agora da nossa gravação, a gente teve um carnaval atípico no meio do ano. As escolas estão se organizando agora, e nessa organização a gente tem que fazer um planejamento totalmente diferente dos outros anos. Normalmente o carnaval termina em fevereiro, e já se começa em março a pensar no próximo carnaval. E esse ano a gente teve um carnaval no meio do ano, então complica um pouco as coisas. A gente agora está voltando para o Cassino Bangu, que sempre foi a nossa casa, a gente voltou a fazer uma parceria com eles. Estamos projetando começar os ensaios de canto e de bateria, ensaio de segmentos”, apresentou o cronograma o diretor de carnaval.

Quem também projeta um bom trabalho até o próximo carnaval é o mestre Laion, comandante do Caldeirão da Zona Oeste, que aguarda com ansiedade o início dos ensaios.

“A proposta é muito boa, agora na Bangu, com uma expectativa muito grande da escola.A bateria já foi capaz de uma nota 40, o objetivo é manter, é de alta responsabilidade, o foco é manter esse trabalho maduro que a escola vem fazendo, e ajudar ainda mais a Bangu a conquistar boas colocações, ainda mais acima. Os nossos ensaios são às quartas-feiras, por enquanto está parado por conta de espaço, mas logo estaremos retornando aos ensaios”, espera mestre Laion.

A Unidos de Bangu, em 2023, será a terceira escola a pisar na Sapucaí na segunda noite de desfiles da Série Ouro.

Viradouro coloca à venda fantasia de ala para 2023

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Para contar o enredo “Rosa Maria Egipcíaca” no próximo Carnaval, a Unidos do Viradouro levará à Avenida 2.500 componentes, divididos em 23 alas. Deste total, apenas uma será comercializada, com 70 fantasias.

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Fotos: Wagner Rodrigues/Divulgação Viradouro

Criada pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, a fantasia que será vendida é intitulada “À luz do Encantado reflete o azul”, que representa a última profecia de Rosa, mulher preta, escravizada, que foi de meretriz a santa, apontada como a primeira negra a escrever um livro no país, e que terá sua história mostrada na Avenida pela escola de Niterói.

Nas fotos, vestem as fantasias, Carol Neris e Pablo Jales, passista da escola, que foram maquiados por Christina Gall. As fantasias foram confeccionadas por Alessandra Reis, chefe do ateliê da Viradouro. Os interessados devem entrar em contato com Luciene Altman – 21 99914504, via WhatsApp.

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A Viradouro vai encerrar o espetáculo do Grupo Especial no Sambódromo em 2023. Será a última escola do desfile de Segunda-Feira de Carnaval.

CARNAVALESCO abre fase de indicações para o prêmio ‘Destaques do ano 2022’

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O site CARNAVALESCO prepara mais uma edição do prêmio “DESTAQUES DO ANO“. É a terceira edição da premiação. Até o dia 20 de novembro, o leitor poderá indicar pessoas e escolas de samba. De 28 de novembro até 11 de dezembro será o prazo para votação. A festa de premiação acontecerá em local que ainda será divulgado pelo site.

Nesta fase atual de indicações, vamos levar em consideração apenas os nomes citados pelo público. Na outra etapa o sistema de pontuação será o seguinte para cada categoria: 40 pontos para o mais votado pelos internautas, 30 pontos para o mais votado pela equipe do CARNAVALESCO e 30 pontos para o mais votado entre os jornalistas. Em caso de empate, o escolhido será o que venceu na votação popular.

Saiba como foi a gravação do samba-enredo da União de Jacarepaguá em seu retorno para Sapucaí

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“Firma ponto, eu quero ver, vai ter batuquejê/ Chama o povo do samba e samborê”. Os primeiros versos do samba da União de Jacarepaguá já trazem um pouco do enredo “Manuel Congo e Marianna Crioula, os Heróis do Vale do Café” que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Lucas Lopes e Rodrigo Meiners. A escola está de volta à Sapucaí depois de um longo período desfilando na Estrada Intendente Magalhães. O mestre de bateria Marcus Vinícius, em entrevista CARNAVALESCO, durante a gravação oficial da escola do samba para a Série Ouro falou um pouco sobre a emoção do retorno e o que preparou para a gravação. A União de Jacarepaguá vai abrir a segunda noite de desfiles da Série Ouro em 2023. A Liga-RJ lança os sambas para o Carnaval 2023, no dia 10 de dezembro, novamente, com o mini-desfile na Cidade do Samba.

“Felicidade resume. Foram oito anos de muita luta para que a gente pudesse viver esse momento que estamos vivendo hoje, o retorno à Marquês de Sapucaí. Eu coloquei duas bossas só na gravação, até porque a gravação é para a gente conseguir divulgar melhor o samba da escola. Nós preenchemos alguns espaços para abrilhantar ainda mais essa obra maravilhosa”, explicou Marcus.

O diretor musical da União de Jacarepaguá, James Bernardes, explicou que a Verde e Branca tomou algumas providências para a melhor preparação para a gravação oficial.

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“O mestre de bateria preparou duas bossas para a gravação, a gente vai ter as congas, as tumbadoras para fazer aquela pegada afro. A gente vai tentar dar uma cara afro mesmo para a gravação, para mostrar um pouquinho da cultura do Vale do Café, jongo, capoeira, maculelê vai estar todo inserido nesta gravação. A bateria fez três ensaios para a gravação, fizemos reunião, fizemos uma gravação prévia da escola para se preparar para a gravação oficial”, revela James Bernardes.

O intérprete Luiz Paulo Júnior, estreante na Sapucaí, na União de Jacarepaguá desde 2020, explicou um pouco de como se organizou para o momento de colocar a voz oficial no samba.

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“A preparação que eu faço geralmente é o aquecimento vocal antes, tenho acompanhamento do Chico Donadoni, que é um profissional que acompanha uma galera boa do carnaval, e no caso da gravação do samba no estúdio é um misto de emoção, é técnica e eu acho que, se não me engano, é a parte mais difícil do carnaval”, acredita Luiz.

O samba é de autoria dos compositores Valtinho Botafogo, Victor Rangel, João do Gelo, Temtem Jr., Marcelino Santos, Cláudio Matos, Diego Nicolau, Douglas Ribeiro, Phabbio Salvatt e Thiago Bahiano. O intérprete Luiz Paulo Júnior comentou sobre as possibilidades que podem ser trabalhadas na obra, vencedora na disputa da agremiação.

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“A melodia do samba é bem trabalhada, remete a ancestralidade, ao povo preto que é o foco principal do nosso enredo, e traz uma força para impulsionar a comunidade para ela cantar junto com a gente na Sapucaí”.

Ainda com a gravação sendo produzida, a escola já deu início a sua preparação para o próximo carnaval. Mestre Marcus Vinicius comentou sobre os ensaios e prometeu um grande carnaval da Verde e Branca da Zona Oeste.

“Os ensaios, a ansiedade toma conta, porque falta pouco, a cada compromisso oficial como esse da gravação a adrenalina dispara. A expectativa é que a gente possa fazer um excelente trabalho para conseguir trazer as notas que a escola precisa para que a gente possa ficar em uma ótima colocação. Não tenham dúvidas que a União de Jacarepaguá fará o maior carnaval da sua história em 2023. Nossos ensaios acontecem às quartas-feiras sempre às oito da noite na nossa quadra. Aproveito para convidar os que queiram desfilar com a gente, é só comparecer aos ensaios”.

Veja mais fotos da gravação

Salgueiro divulga duas fantasias de alas comerciais para o Carnaval 2023

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O Salgueiro divulgou nas redes sociais duas fantasias de alas comerciais para o desfile de 2023. Ano que vem, a escola vai levar para a Sapucaí o enredo “Delírios de um paraíso vermelho”, desenvolvido pelo estreante na Academia, o carnavalesco Edson Pereira, que busca realizar uma valorização da liberdade de expressão mostrando que o paraíso cada um é que constrói o seu.

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Fotos: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

Ala 05 – Paraíso é um Tesouro Guardado a Sete Chaves: O pecado é cortês, é burguês. O dedo apontado vem daqueles que mais cobiçam o tesouro e as riquezas do paraíso original. A Avareza dos “bons investidores” os leva a saquear essas riquezas. Os tesouros tropicais precisam ser conquistados e saqueados a qualquer custo. Ter sempre e querer muito mais: Eis o propósito!
Contato: Carolina – (21) 96745-6317 ou
[email protected]

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Ala 24 – Regência de Baco: Nas festividades eternas do Paraíso Vermelho todos se entregam as taças e pratos cheios, relembrando a embriaguês e a fartura das festas de Baco que marcam a origem do carnaval. Sob as leis de um Baco Tropical o Paraíso Vermelho é sinônimo de festa e abundância. E os exageros não são pecado!
Contato: Carolina – (21) 96745-6317 ou [email protected]

Sandro Avelar diz que enredo do Império Serrano é popular e vai comover o público no objetivo da escola seguir no Grupo Especial

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O desfile de 2023 marca a volta do Império Serrano ao Grupo Especial do Rio de Janeiro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Sandro Avelar falou da missão de comandar a escola neste momento. * OUÇA AQUI O SAMBA DO IMPÉRIO (NA VERSÃO CONCORRENTE)

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Ser presidente do Império representa muita coisa, o Império é uma escola muito de ancestralidade e eu sou filho desse fruto do Império Serrano, dessa ancestralidade. Meu pai foi quem me fez virar presidente do Império Serrano, participou aqui como meu avô também foi presidente. Acho que tenho essa missão de colocar o Império digno na Avenida para exaltar todo mundo que me dá apoio, os mais velhos que estão aqui presentes, que de fato me colocaram como presidente, e também essa ancestralidade que a gente preserva muito no Império Serrano”.

O dirigente falou qual será a tônica do desfile imperiano no Carnaval 2023: “Na verdade, é um enredo muito emotivo, o imperiano pedia muito, sempre teve esse desejo mostrar sua gratidão para o Arlindo Cruz, foi uma pessoa importante para o legado do Império Serrano, com a contribuição com os sambas, com seus shows, às vezes com recurso próprio ele ajudou o Império. Ele levou a marca da escola para diversos lugares, eu acho que a família imperiana vê esse enredo como uma forma também de mostrar as origens do Império Serrano. Essa ancestralidade que ele carrega e também de ter um enredo que cause um apelo popular que leve o Império Serrano a permanecer no Grupo Especial e comover o grande público. Acho que o Império Serrano é uma escola bastante emotiva, nós somos chorões, nós choramos na avenida, somos uma escola de samba de fato bastante voltada para emoção”.

O enredo ”Lugares de Arlindo” está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Alex Souza que fará sua estreia no Reizinho de Madureira. A ideia é passear pela carreira, vida e os gostos do grande baluarte da escola Arlindo Cruz. Em 2023, o Império Serrano vai abrir a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

De volta aos palcos: ‘Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia’

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Após a temporada de sucesso no Sesc Copacabana, o espetáculo “Joãosinho e Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia”, com texto de Márcia Santos e direção de Édio Nunes, retorna aos palcos para apenas quatro apresentações, no Teatro Dulcina em cartaz de quinta a domingo, entre 10 a 13 de novembro, às 19h. A montagem propõe render sua homenagem ao samba e a essas relevantes figuras do carnaval carioca, cujas vidas fazem parte da história da cidade do Rio de Janeiro. Pode-se dizer até mesmo, da história do país, dada a importância deste patrimônio cultural popular e histórico que é o carnaval. O espetáculo percorre por acontecimentos de grande comoção midiática entre os anos de 1989 e 1990 e traz oito sambas enredo costurando a cronologia do espetáculo.

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Fotos Claudia Ribeiro/Divulgação

Cridemar Aquino e Wanderley Gomes dão vida aos ícones do carnaval, Laíla e Joãosinho Trinta, respectivamente, trazendo a genialidade do diretor de carnaval e carnavalesco no emblemático desfile da Beija-Flor de Nilópolis em 1989, com o enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”. O maior desfile da história do carnaval do Rio de Janeiro traz a Praça da Apoteose para o palco. O elenco, que ainda conta com Ana Paula Black, Milton Filho e Fábio D Lellis, leva ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.

Todo aquele contexto revolucionário de mendigos fantasiados e mendigos reais, com a réplica da estátua do Cristo Redentor – em farrapos – coberta por um plástico preto, que tantas reflexões levaram ao público que lotava a Marquês de Sapucaí chega agora ao teatro provando o quão importante é o carnaval para a quebra de paradigmas, a desconstrução de preconceitos, e para a formação da cultura e valores de um povo. A ideia surgiu de uma conversa de Édio Nunes, diretor da peça, que participou do histórico desfile, com o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho.

“Jamais esqueci a cena em que nós, os mendigos, arrancávamos o plástico preto (desfile das campeãs) que cobria a réplica da estátua do Cristo Redentor, um Cristo mendigo, que havia sido censurado pela Igreja e execrado pela mídia. Durante o desfile, a gente foi arrancando aquele plástico, desvelando aquele Cristo, provocando uma comoção. Essa memória me veio conversando com meu amigo Patrick, sobre Laíla e Beija-Flor. Fui percebendo que havia ali um espetáculo. Resolvi, então, levar para o palco aquela memória tão viva dentro de nós, aquele desfile que foi um divisor de águas”, exalta Édio.

O polêmico enredo – que sacudiu a sociedade com um profundo debate sobre a secular questão da desigualdade social no país – tinha por trás os incríveis Joãosinho Trinta e Laíla. Geniais e geniosos, os dois construíram uma trajetória de produção criativa e campeã, e uma relação pessoal repleta de admiração recíproca, de um lado, e de conflitos e embates entre temperamentos e vaidades, de outro.

O texto é assinado por Márcia Santos. Ela observou que este ano, uma escola de samba vencera o carnaval carioca levando para a avenida os diversos aspectos de Exu, arquétipo e entidade da religiosidade africana, confirmando a importância do carnaval na desconstrução de preconceitos, na formação de conhecimento e na divulgação de valores históricos.

“Joãosinho e Laíla são, com certeza, dois dos responsáveis pela construção do espaço de transgressão e de irreverência que tem a arte, essa poderosa ferramenta social e política”, explica Márcia. O texto de autoria mostra traços da personalidade de Joãosinho e Laíla, assim como os bastidores do desenvolvimento de um desfile, figuras e elementos do universo carnavalesco. Ela continua: “Minha sensação é de que, em sincronia com o tempo, nossa temporada no Dulcina crava a relação que o Centro da Cidade e o samba tem. Os fundamentos do carnaval nasceram no quintal da Tia Ciata. Os primeiros desfiles aconteceram no Centro do Rio de Janeiro, assim como nos dias atuais. Estar neste território é ratificar a importância deste lugar na construção de uma cultura popular”.

SINOPSE

O espetáculo foca em conflitos, tendo como recorte temporal o processo de criação do desfile “Ratos e urubus” e os acontecimentos dele decorrentes, buscando jogar luz nos temperamentos, visões de mundo e de vida de cada um dos artistas.

O elenco conta a história daquele desfile e seus personagens e leva ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.

Serviço
Joãosinho & Laíla
De quinta a domingo
Horário: 19h30
Local: Teatro Dulcina
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e 15,00 (meia)
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro
Informações: 21 2240-4879
Horário de funcionamento da bilheteria: Aberta 1 hora antes do espetáculo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 75 minutos
Lotação: sujeito à lotação