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Paraíso do Tuituti sem medo de careta escolhe samba-enredo da parceria de Claudio Russo para o Carnaval 2023

O Paraíso do Tuiuti escolheu o samba-enredo da parceria de Claudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia para o Carnaval 2023. A final começou na noite de sexta-feira e o resultado saiu depois das 5h30 deste sábado. A quadra ficou lotada também para a coroação de Mayara Lima, que assumiu o posto de rainha de bateria. Para o desfile do ano que vem, o Tuiuti levará para Avenida o enredo “Mogangueiro da cara preta”, dos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. A história inédita narra a chegada dos búfalos ao Brasil, na Ilha do Marajó, e como isso se transformou em manifestação cultural. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO CAMPEÃO DO TUIUTI

“É uma vitória de muita luta, muita vontade de representar o Tuiuti. É a nossa família desde 2016. Quando chegamos aqui, a escola subiu com “Boi Mansinho” (A farra do Boi). Se Deus quiser o Boi do estado do Pará vai trazer muita sorte pra escola. Quando a gente remete ao ritmo do carimbó. No ‘é lá, é lá, é lá’, que eu acho que pegou e vai pegar no Rio de Janeiro todo. Por ser do carimbó, a gente misturou o samba com esse ritmo que é lá do Pará e que vai dar muito certo”, afirmou o compositor Claudio Russo.

“É uma vitória que representa muita coisa, estou muito feliz, ainda mais ao lado do meu parceiro Cláudio Russo, é a nossa terceira vitória aqui. Eu acho que é um samba bonito, que contagiou toda a quadra, os refrões são extremamente fortes e vai impulsionar o desfile da escola, teve uma demora pra dar o resultado, mas graças a Deus saímos campeões mais uma vez, acredito que todo mundo saiu feliz com esse resultado”, disse o compositor Julio Alves.

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A parceria campeã do samba do Tuiuti 2023. Fotos de Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

“O samba tem uma melodia linda. É diferente e graças a Deus vai para avenida”, comemorou o intérpete Tinga.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Renato Thor comentou, mais uma vez, ter a responsabilidade de abrir os desfiles na segunda-feira do Grupo Especial.

“Vou ser sincero, abrir a segunda-feira de carnaval é uma responsabilidade muito grande, mas o Paraíso do Tuiuti está cada vez mais se preparando para alcançar seus objetivos. Vamos encarar essa missão, nos organizar o máximo possível para realizarmos um espetáculo a altura. Com certeza, o que aconteceu no último carnaval nós vamos nos organizar o máximo para não repetir, temos perdido para nós mesmos e isso precisa acabar”, disse Thor.

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Presidente Renato Thor

O dirigente também falou sobre a coração da rainha Mayara Lima. “Ela representa a nossa comunidade, as escolas de samba. A verdadeira escola é isso que está acontecendo aqui nessa quadra, falar da Mayara é fácil, ela chegou aqui bem novinha e desde pequena já estávamos olhando pra ela, fico feliz por vê-la nesse posto”.

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Mayara Lima com Gabriel David e o presidente Renato Thor

O presidente do Tuiuti também comentou a chegada de Rosa Magalhães e Wander Pires. “Isso é para todos perceberem o que o Tuiuti deseja. Nós tivemos o Paulo Barros, agora estamos com a Rosa, que dispensa comentários, o João Vitor que é um talento, essa dupla está dando muito certo no barracão”, garantiu.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Rosa Magalhães e João Vitor falaram da parceria na produção do desfile de 2023 do Paraíso do Tuiuti. Os artistas revelaram que já concluíram os protótipos das fantasias.

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Rosa Magalhães e João Vitor

“Está sendo ótimo trabalhar com o João. Ele é talentoso, muito inteligente, estamos trocando muito. Eu estou tentando passar um pouco de experiência pra ele. Sobre o enredo, a gente vai falar do Norte, mas fomos por um outro caminho que ainda não foi feito. Os protótipos das fantasias ficaram um beleza”, disse Rosa.

“Esse é ou já foi o sonho (trabalhar com Rosa Magalhães) de muitos carnavalescos. A Rosa era uma carnavalesca que eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer. Agora que eu tenho contato com ela todos os dias, eu vejo como que é uma honra. É isso, uma honra e também é muito bom no futuro poder dizer que eu não trabalhei para Rosa, mas trabalhei com a Rosa Magalhães. No enredo de 2023, nós resolvemos ir por Marajó. Embarcamos nessa história linda e cheia de brasilidade. Vamos levar cultura e conhecimento para os amantes de carnaval, mas para os não apaixonados também. A ideia é mostrar essa história que começa na Índia e chega no Brasil. Terminamos nossos protótipos em tempo recorde. Nós também já temos três alegorias sendo montadas ao mesmo tempo e está tudo correndo bem”, completou João Vitor.

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Wander Pires no palco do Tuiuti

Uma das principais contratações do ano, a chegada do intérprete Wander Pires no Tuiuti foi muito festejada por toda escola. Ao CARNAVALESCO, o cantor falou da decisão de sair da Mocidade e ir para agremiação de São Cristóvão.

“O Tuiuti é a continuação de uma história. Essa história começou em 1994, mas o começo no samba em 1989. Hoje é nosso reinício. É diferente, porque o Tuiuti é muito jovem, então é diferente. Essa escola é cheia de valores e já estava pra vir desde 2017. Falei com o presidente Thor que se eu saísse da Mocidade, o Tuiuti seria a primeira escola que eu iria ouvir e como sou homem de palavra, liguei pra ele e agora estou aqui. Está sendo maravilhoso trabalhar com o mestre Marcão, minha ala musical que é incrível, relacionamento bom com os patrões. O presidente Thor me falou que nunca mais vou sair daqui”, brincou Wander Pires.

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Jeferson Carlos e Luiz Carlos Amâncio

Um dos principais quesitos de um desfile, a Harmonia, terá uma dupla no comando no Tuiuti: Luiz Carlos Amâncio terá a companhia de Jeferson Carlos. A dupla está bem alinhada sobre o trabalho que precisa ser desenvolvido até a chegada na Sapucaí.

“A gente não muda nada, só estamos fortalecendo cada vez mais o segmento de harmonia. Temos a chegada do Jeferson que veio para trabalhar junto comigo, a equipe está muito feliz e firme no objetivo de fazermos um grande carnaval. Dia 10 de outubro já vamos começar nossos ensaios. A escola terá 3.200 componentes”, revelou Amâncio.

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Equipe do Tuiuti reunida na quadra na final de samba-enredo para o Carnaval 2023

“É muito gratificante trabalhar ao lado do Amâncio, da comissão de carnaval e de todos no geral. Estamos aqui para somar e tenho certeza que vai ser um grande trabalho. O caminho é trabalhar bastante, é exaustivo e árduo. Mas vamos chegar na avenida fazendo o que a gente faz durante quatro ou cinco meses para podermos alcançar nosso objetivo”, explicou Jeferson Carlos.

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Mayara Lima reinando com a bateria do Tuiuti

Prêmio Estrela do Carnaval 2022, como melhor bateria do Grupo Especial, mestre Marcão deu detalhes do que pode vir no ritmo do Tuiuti em 2023. “Por enquanto tenho nada em mente, mas estamos pesquisando sobre o carimbó e outros ritmos. Por enquanto nenhuma bossa, nem instrumento. A partir de segunda-feira é que vamos ver o tem para fazer. Nós vamos começar a trabalhar agora em cima do samba vencedor”.

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Tuiuti fez uma grande exibição com seus componentes nas apresentações dos sambas históricos

André Gonçalves, diretor de carnaval do Tuiuti, explicou como está o trabalho da escola para o Carnaval de 2023. “Hoje, encerramos nossos protótipos. A partir de segunda-feira vamos iniciar a produção das nossas fantasias. No nosso barracão já está funcionando a ferragem, carpintaria. A ferragem já está entregando nossos carros prontos. O que eu tenho hoje é um trabalho avançado, estamos trabalhando todos os dias até sábado no barracão sem parar. Agora é alcançar o objetivo que não alcançamos esse ano. A partir do dia 10 iniciaremos nossos ensaios na quadra e na segunda semana de novembro já estaremos ensaiando na rua. A gente não faz carnaval pra se manter e sim para campeonato. Continuaremos e vamos insistir nesse trabalho. Esse ano estamos com uma turma toda renovada. Montamos um grupo com a direção de carnaval, harmonia e também os dois carnavalescos que são super profissionais. Vamos tentar pegar o erro e consertar, mas continuo falando que a gente faz carnaval para competir”, afirmou.

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André Gonçalves, diretor de carnaval do Tuiuti

Pelo segundo ano consecutivo, Raphael e Dandara, seguem como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Tuiuti. Agora, a dupla vestirá fantasias desenhadas por Rosas Magalhães e João Vitor.

“É uma responsabilidade muito grande entrar numa fantasia desenhada pela professora e pelo João, esse talento maravilhoso. Já estamos trabalhando juntamente com a nossa coreógrafa Karine Dias. Estamos trabalhando bastante para poder estar a altura da fantasia”, disse Raphael.

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Raphael e Dandara, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Tuiuti

“Eu fiquei feliz quando vi. Geralmente, eu preciso de um tempo para assimilar, mas foi uma fantasia que gostei de cara. Mas estou muito empolgada pra ver ela saindo do papel”, revelou Dandara.

Coroação de Mayara Lima na final

A noite foi muito especial para todo mundo que aprecia o samba legítimo no pé e o protagonismo dos sambistas. Mayara Lima, uma das principais personagens do Carnaval 2022, foi coroada nova rainha de bateria do Tuiuti para o desfile do ano que vem. Coube ao diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, colocar a coroa na jovem.

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Mayara Lima, já coroada, com Gabriel David e o presidente Renato Thor

O Tuiuti caprichou na festa. A quadra ficou lotada e o público presente foi brindado com um grande show da escola, que foi feito antes das apresentações do três sambas finalistas. A ala de passistas, comandada por Alex Coutinho e Jorge Amarelloh, representou bem demais a maioria dos sambas históricos. A turma da comissão de frente, dos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias, também caprichou nos movimentos. Sem falar nas musas do Tuiuti, Mari Mola, Fernanda Florentino e Escarlet Cristina, que deram espetáculo de samba no pé. Duas rainhas do Grupo Especial e de comunidade, Bianca Monteiro (Portela) e Evelyn Bastos (Mangueira), marcaram presença, além de Carlinhos Salgueiro.

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Musas do Tuiuti, Mari Mola, Fernanda Florentino e Escarlet Cristina, que deram espetáculo de samba no pé

Análise das apresentações dos sambas na final

Parceria de Eli Penteado: A parceria contou com um número razoável de torcedores, a grande maioria com bandeiras e balões coloridos. Zé Paulo Sierra foi o responsável por liderar o comando do samba, a atuação do intérprete foi um ponto alto na apresentação. O samba foi cantado de maneira satisfatória, não só pela torcida, mas também pelos componentes presentes na quadra e por vários segmentos da escola. Durante os refrões principais, o samba crescia e contagiava toda a quadra, principalmente, na parte “Ninguém segura a manada do Tuiuti”. Porém, foi possível notar alguns torcedores cantando com menos empolgação nos minutos finais da apresentação.

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Parceria de Igor Leal: A segunda parceria da noite se apresentou com Evandro Malandro no comando do microfone principal. A presença dele fez com que o samba rendesse bem durante toda a apresentação, a torcida foi menor em comparação com a das outras parcerias, porém, o canto foi uniforme. Todos estavam com bandeiras nas cores da escola, amarela e azul, além de cordas que formavam laços, fazendo alusão ao enredo da escola e também a uma parte do samba que diz para jogar o laço no boi. O refrão principal foi a parte mais cantada.

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Parceria de Claudio Russo: A turma vencedora pisou forte na quadra. Tinga, o mister final (quando ele está dificilmente perde), deu seu tradicional show na condução da obra. A última parceria da noite começou sua apresentação com bastante garra, antes mesmo da contagem oficial a torcida já cantava o samba à capela. O samba foi cantado com muito entusiasmo pelos torcedores, que levaram balões e bandeiras nas cores da escola, a parceria recorreu também a pirotecnia para chamar atenção do público, fumaça de hidrogênio e fogos de artifícios fizeram parte do show. O refrão que homenageia o ritmo do carimbó animou a todos. Vale destacar que a torcida foi a maior da noite. Foi possível observar vários integrantes da harmonia da escola cantando o samba com muita empolgação. Sem dúvida, foi a apresentação mais empolgante da noite. Uma obra com a cara do Paraíso do Tuiuti.

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O Paraíso do Tuiuti abrirá a segunda-feira de carnaval do Grupo Especial, dia 20 de fevereiro.

Mayara Lima é coroada rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti: ‘serei uma eterna passista’

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A final do concurso de samba enredo do Paraíso do Tuiuti nesta sexta-feira estará marcada para sempre na vida de Mayara Lima, além da escolha do hino que a escola levará a para avenida no próximo carnaval, a noite também foi marcada pela coroação da sambista como rainha de bateria da escola, muito emocionada, Mayara sambou ao lado dos ritmistas de mestre Marcão e esbanjou a sincronia que a fez viralizar no último carnaval, quando ainda era princesa e viu seu vídeo sambando ganhar proporções jamais imaginadas antes. As rainhas de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, e da Portela, Bianca Monteiro, estiveram presente para prestigiar a coroação de Mayara, elas, que também são oriundas da comunidade, ficaram bem emocionadas.

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Fotos: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

Durante a coroação, o presidente Renato Thor falou sobre a importância de Mayara para a escola e desejou que a rainha seja muito feliz, durante seu discurso, o presidente destacou ainda a mãe de Mayara, figura fundamental para que ela chegasse até aqui. Thor ainda convidou Gabriel David, diretor de Marketing da Liesa, para subir ao palco e coroar a rainha. Ele se mostrou grato e desejou um ótimo reinado para a musa.

“A coroação da Mayara representa a nossa comunidade, representa as escolas de samba, representa que a verdadeira escola é isso que está acontecendo aqui nessa quadra, falar da Mayara é fácil, ela chegou aqui bem novinha e desde pequena já estávamos olhando pra ela, fico feliz por vê-la nesse posto. Procuramos investir no segmento, hoje é um dia histórico, estamos aqui coroando a nossa rainha, todos sabem que meu trabalho é árduo, manter essa escola no Grupo Especial não é fácil, buscamos sempre o título e não só permanecer, acredito que fortalecendo a equipe, ficamos próximos disso. Gostaria de chamar a mãe da Mayara, Márcia, sei que sem ela, a Mayara não estaria aqui hoje. Eu como presidente convidei o Gabriel David para coroar a Mayara, agradeço o trabalho incansável dele na Liesa e também na coirmã Beija-flor de Nilópolis”, disse o presidente.

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Mayara também falou sobre esse momento, disse que é a concretização de um sonho e espera poder retribuir todo o carinho da comunidade, ela conta que passa um filme pela sua cabeça, da época em que sua mãe a levava para as escolas.

“Eu estou muito feliz, hoje é um dia muito especial pra mim, passa um filme na minha cabeça e em relação a minha trajetória no mundo do samba, minha mãe levando pra escola mirim quando eu era nova, hoje a ficha ainda custa cair de que estou sendo coroada como rainha, então realmente passa um filme e eu fico muito feliz”, conta Mayara.

A chegada de Mayara ao posto de rainha de bateria é muito simbólica, afinal, ela passou por todas as etapas dentro de uma escola de samba até chegar nesse cargo, foi da ala de crianças, passista, musa, princesa e agora rainha, com aprovação unanimidade da comunidade da agremiação de São Cristóvão e de todo povo do samba, Mayara ainda sintetiza que pretende representar todas as meninas que sonham chegar nesse posto.

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“Em relação a questão de uma menina da comunidade vir a frente da bateria é muito importante pra mim, representa demais, porque eu sempre digo que meu maior intuito é poder representar meninas, que assim como eu, também sonham, vão sonhar ou sonharam em ser rainha de bateria, fico feliz de poder representar nossa arte, nossa cultura, sempre vou ser uma eterna passista”, pontua Mayara.

Mayara revelou que ser rainha do Tuiuti é muito especial e que ser a rainha do Mestre Marcão é ainda mais emblemático, segundo a própria, ele foi o primeiro mestre de bateria que ela viu quando pisou em uma escola de samba e guardou em pensamento que um dia seria rainha de bateria de uma escola comandada por ele.

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“O primeiro mestre que eu tenho como referência é o mestre Marcão, é até emocionante pra mim, é uma coisa de louco, a primeira vez que eu pisei numa escola de samba ele era o mestre, depois que eu passei a entender de fato como funcionava, o que era o carnaval, eu pensava que seria incrível ser rainha de bateria desse mestre, com as reviravoltas que o mundo da hoje eu estou aqui numa escola incrível, com um mestre incrível e uma bateria maravilhosa, ninguém sabe dessa ligação, é algo muito pessoal minha, nunca expus, é algo muito meu, é a realização de um sonho, de passista a rainha de bateria do mestre Marcão”, fala Mayara emocionada.

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Sobre o seu primeiro desfile como rainha, ela disse estar bem tranquila, que não gosta de se precipitar e deixa a emoção falar mais alto.

“Por incrível que pareça eu estou tranquila, eu vou esperar antes de criar expectativas, eu sou uma pessoa muito calminha, não gosto de me precipitar, sou muito cautelosa pra tudo na minha, gosto de emoções, gosto de sentir o frio na barriga, vamos ver como vai ser”, finaliza Mayara.

  • Colaborou Walter Farias

Final do Paraíso do Tuiuti: acompanhe a final de samba para o Carnaval 2023

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Leitores apontam parceria de Marquinhus do Banjo favorita para vencer na União da Ilha

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A União da Ilha realiza sua final de samba-enredo para o Carnaval 2023 nesta sexta-feira. A escola levará para Avenida o enredo “O encontro das águias no templo de Momo”, desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. São quatro obras na decisão. Para os leitores do site a parceria de Marquinhus do Banjo, Gugu Candongas, Paulinho Poeta, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Mikaia, Bigode, Arlindinho Cruz e Igor Leal foi considerada favorita para vencer. Ela recebeu 53,7% dos votos, seguida da parceria de Noca da Portela, Almir da Ilha, Diogo Nogueira, Ciraninho, Queiroga, Claudio Gaspar, Nilton Carvalho, Valter, Emerson Xumbrega e DG com 25,4%.

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A parceria de Marcelão, Marinho, Carlinhos Fuzileiro, Deco, Rony Sena, Lobo JR, Geraldo M Felício, Thiago Mainers, Claudio Mattos e Marco Moreno ficou com 16,4%. E a parceria de Ginho, Serginho Versador, Silvana, Niu Souza e Daniel ganhou 4,5%.

Sambas finalistas:

– Marquinhus do Banjo, Gugu Candongas, Paulinho Poeta, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Mikaia, Bigode, Arlindinho Cruz e Igor Leal 
– Noca da Portela, Almir da Ilha, Diogo Nogueira, Ciraninho, Queiroga, Claudio Gaspar, Nilton Carvalho, Valter, Emerson Xumbrega e DG 
– Ginho, Serginho Versador, Silvana, Niu Souza e Daniel 
– Marcelão, Marinho, Carlinhos Fuzileiro, Deco, Rony Sena, Lobo JR, Geraldo M Felício, Thiago Mainers, Claudio Mattos e Marco Moreno

Quadra da Unidos da Tijuca passa por transformação com projeto dentro da temática do enredo

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Quem chega na quadra da Unidos da Tijuca se surpreende com a beleza em que o lugar se transformou, é como se fosse uma extensão da Baía de Todos os Santos, tema do enredo da escola para o carnaval do próximo ano. O chão virou um grande mar, o teto lembra o céu, no palco tem a presença uma igrejinha baiana e até mesmo a reprodução de uma nau portuguesa pode ser vista em um dos camarotes, esses e outros detalhes serão conhecidos pelo público no dia 15 de outubro, data da semifinal do concurso de samba da agremiação.

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Fotos: Luan Costa/Site CARNAVALESCO

O projeto da quadra temática é de Marcelo Augusto, artista de 48 anos, sendo 36 de carreira e com vivência em vários países ao redor do mundo. Antes de tudo, ele é um apaixonado por carnaval e pelas escolas de samba. Contou que logo aos 12 anos, levado por sua avó, já estava dentro de um barracão contribuindo com sua arte, desde então sua relação com o carnaval se intensificou, teve passagens pela Beija-Flor de Nilópolis, onde trabalhou com grandes profissionais, como Laíla e Xangai, seu trabalho mais reconhecido e premiado foi a da comissão de frente do Paraíso do Tuiuti, em 2018, ao lado de Patrick Carvalho e Jack Vasconcelos, hoje carnavalesco da Unidos da Tijuca.

“Eu comecei numa escola lá atrás, com 12 anos de idade, minha avó pegava a cadeirinha de praia dela com o isopor e o lanchinho, ela foi a maior incentivadora da minha arte, imagina um garoto de 12 anos fazendo uma pintura de arte dentro de uma escola de samba. Eu sou cria do carnaval, mas tive a oportunidade de trabalhar com outros grandes artistas mundo afora, já expus no Louvre, já rodei 83 países, são vivências, porque arte é arte em qualquer lugar do planeta, acredito que vamos vivendo experiências, não faço nada diferente lá fora do que faço aqui dentro, o carnaval me proporcionou muito conhecimento e tive a oportunidade de trabalhar com grandes mestres, toda experiência vai embasando a gente artisticamente e dando o olhar do artista brasileiro, através da nossa arte a gente chega a lugares que nunca imaginamos chegar, eu pude trazer a Madona para o morro da Providência e foi muito bacana”, conta Marcelo.

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Por sua afinidade com o carnaval e com o incentivo de sua patrocinadora, surgiu a oportunidade de levar sua arte novamente para uma escola de samba, a escolhida foi a escola do Borel, a partir daí ele entrou em contato com o diretor de carnaval da escola, Fernando Costa, que prontamente pediu que ele fosse ao barracão para uma conversa inicial, a princípio todos gostaram do projeto, mas havia uma dúvida se o presidente Fernando Horta iria embarcar, porém, Marcelo conta que tudo fluiu bem e se sentiu muito honrado pela confiança de todos em seu trabalho.

“Eu gostaria novamente de fazer uma pintura de arte para uma escola de samba, eu recebi o convite da Colorgin e dentro da agenda que tenho com eles eu trouxe esse projeto pra Tijuca, eu entrei em contato com o Fernando Costa, a gente veio e desenvolveu esse projeto pra cá. Quando eu trouxe a proposta a galera que trabalha com o Horta há muitos anos disse que ele não iria aceitar, mas acabou que a ideia da quadra partiu dele, porque eu fui levar uma proposta para o carnaval, que seria uma empreitada junto com a Sherwin-Williams, acredito que seria muito legal investir no que é o maior espetáculo a céu aberto do planeta. A quadra hoje é tombada pelo IPHAN, quando você mexe numa estrutura dessas que é o patrimônio da escola, dos componentes, da comunidade, tudo acontece na quadra, a escolha do hino, o pavilhão é exaltado”, pontua o artista.

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Em entrevista, Fernando Costa, diretor de carnaval da Tijuca, contou que as primeiras conversas com Marcelo já foram animadoras, mas que o projeto inicial não era da quadra temática, que só surgiu depois, ele acredita que os componentes podem se sentir mais próximos do enredo, além do orgulho em ver a quadra remodelada e mais bonita, ele disse ainda que os comentários nas redes sociais são ótimos e que o componente da Tijuca está mordido por conta do resultado do último carnaval.

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“As coisas foram acontecendo, eu não conhecia o Marcelo, ele entrou em contato falando que tinha um patrocínio, pedi pra ele ir até o barracão pra gente conversar pessoalmente, o projeto inicial não tinha nada a ver com a quadra, era uma outra coisa, levei ele até o presidente e durante o papo surgiu a ideia de fazer algo na quadra, queríamos alguma coisa dentro do enredo, ele fez o projeto e a gente aprovou. Ele já fez coisas que nem estavam no projeto inicial, ele é um cara muito profissional, super conhecido, o trabalho dele é super importante, tem vários projetos espalhados por aí. Ele é de carnaval e isso já ajuda, as ideias foram surgindo e até o dia 15 tem mais coisa pra fazer. Eu acho que a quadra nova aproxima mais, eu mostro fotos e as pessoas doidas, acredito que a autoestima volta, o componente vê e anima, os comentários nas redes sociais são ótimas, depois do resultado deste ano estão todos mordidos, passamos um ano sendo massacrados, mas na avenida mostramos nosso valor”, disse Fernando.

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Para o próximo carnaval, as histórias e belezas da Baía de Todos-Os-Santos formam o tema da Unidos da Tijuca, através do enredo “É onda que vai… É onda que vem… Serei a Baía de todos os santos a se mirar no samba da minha terra”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, Marcelo conta que começou a estudar o enredo para poder encaixar o projeto de arte dentro dele e que a primeira coisa que pensou foi em fazer a ligação entre os portugueses que chegaram na costa brasileira, com o presidente Fernando Horta, que é português, o artista conta também que fez uma pintura em homenagem ao português, como forma de reconhecimento.

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“Quando lançou o enredo eu fui pesquisar pra entender a proposta e fiz a ligação, nós temos um português na escola e estamos falando de um lugar que foi onde os portugueses chegaram, como posso fazer o português comprar a ideia, então fiz no camarote dele a caravela, onde a primeira Vela é a vela da Tijuca, é a nau portuguesa, ele é o comandante deste barco, tenho muito carinho e respeito, fiz uma homenagem pra ele também com a pintura na parede, eu acho que homenagens devem ser feitas em vida, é importante reconhecer. Quando ele viu o projeto ficou doido e falou pra gente ir dentro”, disse Marcelo.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

Marcelo conta que o projeto todo ainda não foi finalizado e que algumas surpresas serão reservadas para a final do concurso de samba enredo, para ele, a revitalização da quadra pode ser um fator determinante para trazer de volta o orgulho do torcedor tijucano, que viu em 2022 a escola ser alvo de vários boatos no pré-carnaval e que mesmo assim chegou na avenida e apresentou um belíssimo desfile, ele aproveitou para exaltar a equipe artística da escola e acredita que em 2023 a Tijuca retornará aos anos de glórias.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

“A gente tinha um provisionamento de uma data para fazer a inauguração, mas eles acharam mais bacana guardar pra semifinal e final, inclusive pra final vai ter mais coisa, terá algumas coisas diferentes, tem coisa guardada, uma cartada final, é onde vamos escolher o hino para 2023. A Tijuca não se contentou com o resultado desse ano e promete vir de uma forma avassaladora para o carnaval 2023, o projeto é muito bacana, o Jack é um cara iluminado naquilo que se propõe a realizar, o Horta tá trazendo um equilíbrio pro time, tá compondo o quadro artístico da escola. Vamos fazer o barulho mostrando na prática, sem forçar, o burburinho que teve nas redes sociais por conta da quadra nova, vi os tijucanos orgulhosos com a quadra sendo revitalizada, ainda mais dentro do enredo e acredito que isso possa fazer diferença no carnaval para 2023”, disse Marcelo.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

Em números gerais, Marcelo conta que foram gastos mais de 300 sprays de tinta e que somente no piso foram mais de 300 litros de produtos, entre tintas e seladoras, a lavagem do chão durou cerca de 12 horas para que tudo pudesse ficar da melhor forma, ele destaca que se preocupou muito em não colocar o símbolo da escola no piso no chão, para ele, pisar no pavilhão é algo contraditório e foge do objetivo principal, que é reverenciá-lo, portanto, o objeto dele é que os passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira se sintam no mar, outra preocupação foi com os produtos utilizados, para evitar escorregões dos componentes.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

“A gente tá vivendo uma questão aqui no Rio de Janeiro que é a chuva, esse mês choveu quase todos os dias, o que acabou me atrapalhando porque ainda tem um pedaço da área externa que é onde eu vou fazer a parte do piso, então meio que deu uma pausa, mas o trabalho todo foi em 9 dias, é o meu estilo, estar inspirado e querer executar, transformar o lugar me motiva, as vezes fico dois, três dias direto, tenho minha equipe que me acompanha ao longo dos anos, são artistas também que participam, pra mim é importante que essa galera esteja comigo. Através de uma conquista de uma, é importante oportunizar os outros, é isso que vai fazendo o fomento, que torna o trabalho referencial. Agradeço ao presidente da Sherwin-Williams, pelo apoio, é importante que tenha essa parceria, só no piso foram mais de 300 litros de produtos, entre tintas e seladoras, foram 12 horas de lavagem no piso, essa proposta da gente trazer o mar no chão, é algo diferente, não queríamos o pavilhão no chão, a maioria das escolas tem o pavilhão no chão, acho até um pouco contraditório. Existiu todo um tratamento para evitar que ocorra quedas, conseguimos tratar bem o piso, através da tinta que é em escala industrial, pra quem tá frequentando, os passistas, a Denadir e os outros casais se sentirem confortáveis, se sentindo num mar. Foram também 300 latas de spray no total, além da parte das plataformas que me permite ficar no alto”, finalizou o artista.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

A volta do orgulho tijucano comentado por Fernando Costa e pelo Marcelo pode ser refletido nas redes sociais da escola, sempre que uma parte da quadra é mostrada, os comentários são diversos e extremamente positivos, é o caso de Giovanna Brammer, torcedora da escola que costuma frequentar a quadra mesmo sendo moradora de São Paulo, para ela, ver a quadra se adequando ao enredo tem sido revigorante e um estímulo a mais para a Tijuca reviver seus melhores anos.

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“Sou torcedora da Tijuca desde 2010 e acompanho a quadra desde 2013, a primeira sou de São Paulo, então tem essa essa distância, essa dificuldade de conseguir ir pra escola sempre e tudo mais, mas sempre que posso e vou ao Rio passar pela Tijuca. A quadra nova eu vi uma parte dela quando fui na primeira eliminatória, o chão ainda não estava pronto, mas eu acompanhei todo o processo pelas redes sociais, por fotos de amigos meus que são tijucanos, é revigorante, sabe? É um ar novo, parece que é uma escola nova, é uma escola diferente depois de tantos anos, desde 2017 que a gente tem passado por tantas dificuldades, acho que agora é um start novo, o carnaval de 22 foi uma lavagem de alma pra gente, ter sido tão respeitado novamente, acho que esse ano a Tijuca com a quadra nova, com o enredo bom, o enredo novo, o enredo com temáticas africanas, coisas que a gente não falava há muito tempo, me despertou assim a gente tá de volta, sabe? A gente está voltando ao que era em 2010, algo que éramos a potência. Então, assim, até presunçoso da minha parte, talvez, mas me dá esse ar novo, me dá essa cara. Está tudo bem. A gente está no caminho. Então, a quadra nova tem sido revigorante pra mim que sou torcedora e acho que é um status de que a gente está tentando voltar com tudo e se Deus quiser voltaremos”, disse Giovanna.

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Diretoria e segmentos da Mangueira avaliam o que não pode faltar no samba que vai embalar o desfile da Verde e Rosa em 2023

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Com a final de samba da Estação Primeira de Mangueira batendo na porta do mundo do samba, o site CARNAVALESCO perguntou a alguns integrantes da diretoria mangueirense e para alguns segmentos do que precisa ter o samba que será escolhido para ser a trilha sonora do desfile da Verde e Rosa em 2023 que vai apresentar o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”. Para a presidenta Guanayra Firmino, a obra tem que ter o jeito único da escola, representar o modo de ser Mangueira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“O que não pode faltar é um samba com a cara da Mangueira. E o que o mangueirense pode esperar é muita garra, muita emoção, muita surpresa também”.

Já para o diretor de carnaval, Amauri Wanzeler, a palavra de ordem é a garra que todo o mangueirense tem quando desfila pela agremiação.

“O que não pode faltar no samba da Mangueira é a garra do mangueirense, a garra da sua comunidade e a gente vai ter uma final de samba muito bonita, com muita festa, muita alegria, após a pandemia a gente vai voltar a ter alegria nesta quadra, o calor humano de sua comunidade, uma expectativa muito grande com relação ao desfile da Mangueira 2023, esse enredo é maravilhoso e nossos carnavalescos estão desenvolvendo”.

O carnavalesco Gui Estevão acredita que a obra deve sintetizar a alegria do enredo focando na mensagem dos cortejos negros, trazendo também o forte enfoque no feminino.

“O que não pode faltar é animação, porque isso é o termometro principal do enredo da Mangueira, e acima disso tudo, amensagem forte dos cortejos negros, a importância da formação social e como isso tudo é consolidadado pela mão das mulheres, mas eu tenho a felicaidade de dizer que osa sambas que estão na Mangueira, contemplam isso muito bem, a safra realmente incorporou o espírito do enredo, que vença o melhor”, avalia Guilherme.

A carnavalesca Annik Salmon elogiou a safra e acredita que o samba escolhido vai retratar bem o enredo e será elogiado pelo mundo do samba.

“Os compositores esse ano arrebentaram, são muitas obras boas, todos estão perfeitos, com letras que conseguiram abordar o que a gente colocou na sinopse, com melodias bacanas, e assim já tem o samba campeão e perfeito”, entende a carnavalesca.

Bateria preparada para o desafio do desfile de 2023

De volta ao comando da bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”, agora ao lado de Taranta Neto, mestre Rodrigo Explosão, campeão com a escola em 2016, revela que houve uma grande reformulação na bateria durante esse início de preparação para o próximo carnaval, visando selecionar os melhores para representar o grupo tão tradicional de ritmistas do Grupo Especial.

“Estamos começando a fazer um processo, ano passado ficamos bastante tempo sem tocar, e foi um ano bem complicado até na nossa volta. Agora começamos a ensaiar mais cedo, era muita gente voltando a bateria, que estava querendo desfilar, abrimos um processo com a bateria praticamente nova, quem estava dentro não tinha cadeira cativa, abrimos seleção para todo mundo e enxugamos, e colocamos o que tínhamos de melhor. Hoje nós achamos que o que de melhor nós temos, está dentro da bateria. E nós começamos a fazer um processo de evolução, daqui a pouco vamos ter escolha do samba, e aí que a gente continua esse processo todo”, explica Rodrigo.

mestres mangueira
Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Outro fato que o mestre considera importante, é o entrosamento com o carro de som, Marquinhos Art’Samba segue na escola agora dividindo o microfone oficial com Dowglas Diniz, cria do morro da Mangueira e com passagem até mesmo na bateria da Verde e Rosa.

“Não poderia estar melhor (o entrosamento). O Marquinhos e o Dowglas, que também é oriundo da bateria da Mangueira, então fica tudo mais fácil, Marquinho é nosso amigo para caramba, e no carro de som tem o Digão também e o Vitor Arte, que é da casa, então não poderia ter aliança melhor esse ano”.

cantores mangueira

Já Marquinhos Art’Samba falou sobre sua relação com o agora também intérprete oficial da Mangueira. “A minha relação com o Dowglas já dura quase cinco anos, não tem nenhum problema, o Dowglas me chama de pai, daí eu acho que eu não preciso dizer mais nada. É uma coisa bem natural, ele é mais jovem, tem um ímpeto um pouco lá na frente, mas isso não atrapalha em nada, e eu não vejo pra ele nenhum motivo para mudança do estilo, porque eu já tenho esse estilo, já é o meu estilo, e ele tem o estilo dele e isso não atrapalha”.

Tuiuti abre nesta sexta-feira calendário das finais de samba para o Carnaval 2023; público aponta parceria favorita

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O Paraíso do Tuiuti define nesta sexta-feira, a partir das 21h, o samba vencedor para o Carnaval 2023. Três obras estão classificadas para decisão. No ano que vem, a agremiação vai levar para a Avenida o enredo “Mogangueiro da cara preta”, dos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. A história inédita narra a chegada dos búfalos ao Brasil, na Ilha do Marajó, e como isso se transformou em manifestação cultural. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, bairro de São Cristóvão. A entrada custará R$ 30 e só será vendida na hora do evento. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS 

hoje tuiuti

O site CARNAVALESCO preparou uma cobertura especial. Nosso esquenta começa a partir das 21h, e a transmissão da final meia noite com muito conteúdo em texto, vídeos e fotos. Além da definição do hino que a escola levará para o próximo carnaval, acontecerá também a coroação de Mayara Lima como rainha de bateria.

* LEIA AQUI: Compositores falam da emoção e expectativa de disputar final de samba-enredo no Tuiuti

Renato Thor, presidente da agremiação, contou o que não pode faltar no samba campeão e também o que o torcedor pode esperar da escola para o carnaval 2023, para ele, o samba campeão deve ter a essência da escola, além de garantir nota boa, como vem ocorrendo desde 2016, para o próximo ano ele espera repetir o feito de 2018, quando o Tuiuti terminou no segundo lugar do Grupo Especial.

* LEIA AQUI: Mayara Lima assume posto de rainha de bateria do Tuiuti e fala sobre coroação: ‘expectativa enorme, mal consigo dormir’

“Não pode faltar a essência do Paraíso do Tuiuti, em termos de samba enredo estamos bem, temos gabaritado desde 2026, perdi um décimo esse ano. Podem esperar mais um belíssimo carnaval, mais empenho e mais dedicação, nos últimos dois anos temos perdido para nós mesmo, carnaval não é mais para amador, tô procurando mais uma vez colocar a mão nesse volante, mostrar que sabemos fazer e repetir 2018”, disse o presidente.

Público aponta parceria favorita

Com 45,5% dos votos, a parceria de Eli Penteado, Bujão, Régis, Wagner Zanco e Almeida Sambista foi eleita a favorita pelos leitores do site como a favorita para vencer. Em segundo lugar ficou a parceria de Claudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo
Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia com 40,3%. A parceria de Igor Leal, Inácio Rios, Rafael Prates, Neto, Evandro Santos e Sormany Justem recebeu 14,4%.

Vídeos: Nino do Milênio canta os sambas finalistas da Mocidade

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Vídeos: Emerson Dias canta os sambas finalistas do Salgueiro

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Mangueira prepara grande show para final de samba-enredo

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A Estação Primeira de Mangueira realizará neste sábado em sua quadra uma grande festa para escolher o hino que levará para avenida no próximo carnaval. O enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”, desenvolvido pelos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon, apresentará as construções das visões de África na Bahia a partir de sua musicalidade e instituições carnavalescas negras, destacando o protagonismo feminino nesse processo e as lutas contra intolerância, racismo e pelo fortalecimento da identidade afrobrasileira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Foto: Divulgação/Mangueira

Para a escolha, a agremiação verde e rosa tem três sambas na disputa. As obras dos compositores Gilson Bernini e cia; Lequinho e Cia e Thiago Meiners e Cia se apresentarão por 40 minutos com o apoio da bateria da Mangueira.

Em um show montado especialmente para este dia, a escola celebrará a música baiana e seus ritmos. Coordenado pelo diretor artístico da escola, Fábio Batista, o número promete emocionar o público.

Desde o pré-carnaval de 2020 a escola não recebe os apaixonados pelo carnaval para escolher o samba na quadra, a última disputa ocorreu através de lives por conta da pandemia.

SERVIÇO
Final de samba-enredo da Mangueira
Local: Palácio do Samba – Quadra da Mangueira
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira
Data: 08/10 – Horário: 22h
Ingresso antecipado: R$70,00
Mesa (na hora do evento): R$60,00
Ingresso.mangueira.com.br
Ingresso no dia: R$80,00