A Unidos de Padre Miguel anunciou que a passista Luanda Araújo, de 32 anos, será a mais nova musa da agremiação. O convite para o posto de “Musa da Comunidade” foi feito pela direção da escola, na última sexta-feira, durante o primeiro ensaio de rua da agremiação, na Vila Vintém.
Foto: Divulgação/Unidos de Padre Miguel
Cria da escola, Luanda está na UPM há 14 anos. Já fez parte da comissão de frente, e, durante 10 anos, integrou a ala de passistas do Boi Vermelho.
“Receber o convite da escola foi uma grande surpresa pra mim. A sensação é mágica. Tive alguns problemas pessoais e cheguei a pensar em me afastar do samba, mas o convite da Unidos veio de certa forma para me reerguer e não me deixar desistir do carnaval. Sei que é uma grande responsabilidade e o sonho de muitas meninas. Estou muito feliz e muito grata”, disse a mais nova musa.
No carnaval de 2023, a Unidos de Padre Miguel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo Baião de Mouros, dos carnavalescos Edson Pereira e Wagner Gonçalves. A escola será a quinta a se apresentar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro.
No sábado (10) foi a vez da Primeira da Cidade Líder marcar sua apresentação na exposição do Bicentenário na Fábrica do Samba. A escola fundada em 1993, está indo para seu quarto ano desfilando no Grupo de Acesso II, ou seja, no Sambódromo do Anhembi, e mostrou muita interatividade e organização na sua apresentação. Um dos diretores de harmonia, Elias Aracati, visitou a exposição antes da apresentação junto com membros da comunidade, e elogiou o evento.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
“Nós passamos uma vivência maravilhosa em nossa história, a Independência do Brasil, Dom Pedro foi uma figura importante, Tiradentes, como todos os outros. E o caminho é esse, não deixar a cultura morrer. O único jeito de nós conseguirmos levar nossa história é não deixar a cultura morrer. Só agradecimento, o espaço está maravilhoso e o evento de hoje foi maravilhoso. Nossa harmonia parabéns, Murilo, Márcio, diretoria da escola, casais, ala musical, foi tudo bom. Deixamos nosso recado hoje”.
A apresentação atraiu público para dançar
Com constantes resultados importantes no Grupo de Acesso II, mesmo em pouco tempo, a agremiação tem mostrado suas cartas com muita organização. E no evento da exposição do Bicentenário não foi diferente, a bateria do Mestre Alexandre, Batucada de Primeira ditou o ritmo e fez o público se movimentar. Outro diretor de harmonia, Murilo Labonia comentou como foi a preparação da escola.
“A gente segue um padrão de nós quatro, o Flávio não está hoje, mas combinamos mais ou menos o que vamos fazer lá na hora. Como somos uma comissão de diretores de harmonia, a gente traça um plano, um padrão. Chega na hora, olhamos o espaço e depois decidimos o que será feito. Já tinha vindo aqui e visto mais ou menos como era, mas é assim que trabalhamos, decisão dos quatro. A exposição, vi pela segunda vez hoje, parabenizar a Liga e agradecer por manter nossa cultura viva”.
A escola de samba da Zona Leste de samba, é forte em sua comunidade, mas demonstrou força em atrair o público. Thiago Melodiah agitava o público e puxou sambas históricos, como ‘Aquarela do Brasil’, que foi cantado pelo público presente e também pela escola. A rainha Amanda Martins e o rei Robson Sambista mostravam muita simpatia e samba no pé.
Com o enredo em homenagem ao Salgueiro, os dois casais presentes chamaram atenção com o pavilhão que ostentavam as cores e o emblema da escola carioca. O segundo casal da escola ostentava o pavilhão vermelho salgueirense, enquanto o casal mirim, tinha um lado com o pavilhão da Primeira da Cidade Líder e o outro lado era do Salgueiro, muito bonito o efeito.
Para fechar a apresentação, colocou o público presente para sambar em ritmo da bateria que se posicionou em forma de corredor, agitando o público. Ainda desfilou até a porta da exposição, com a batucada conduzindo o ritmo do público que seguia atrás para acompanhar.
Sobre a escola e enredo ‘Made in Rio de Janeiro’
Com o quarto lugar em 2019 e repetido em 2022, a escola ficou próxima do tão sonhado acesso ao Grupo Especial. O diretor da escola, Elias Aracati contou um pouco sobre o projeto e como funciona o atual momento e a busca pela conquista.
“A Cidade Líder nesta nova gestão, assumimos em 2016, e estamos com um feito maravilhoso, é uma escola de comunidade mesmo. Em 2019 chegamos no Sambódromo, esse é o nosso quarto ano no Anhembi e neste ano ficamos com dois décimos do título, empataria com a Nenê, e ganhava no critério de desempate que seria o samba enredo. Esse ano de 2023, próximo carnaval, Cidade Líder vem para brigar pelo título, me perdoa as outras coirmãs, mas nós estamos vindo para brigar pelo título, uma egrégora maravilhosa, uma junção de energias, a escola está toda feliz. Deu para ver um pedacinho da escola e vimos a energia, a alegria do pessoal”.
Outro diretor, Marcio Restuccia contou sobre o enredo que chamou atenção desde o Lançamento do CD e foi reforçado nesta apresentação que é uma homenagem para a tradicional escola carioca: Acadêmicos do Salgueiro.
Marcio: “O enredo 2023 foi elaborado pelos gêmeos, pela direção de carnaval da escola, e foi uma coisa bem bacana. Foram até o Salgueiro pedir a benção para que esse samba pudesse ser cantado na avenida, é uma coisa bem legal, o Salgueiro aprovou e talvez venha alguém do Salgueiro para representá-lo na avenida neste ano de 2023. Esse ano as coirmãs terão uma grande surpresa tanto no samba quanto nas fantasias, alegorias, e a pista vai nos dizer tudo”.
A Torcida Jovem do Santos fez sua apresentação no último domingo (11) e veio com seu segundo casal de mestre sala e porta bandeira, ala musical, e destaque para a bateria comandada por Marcelo Caverna. O diretor geral de harmonia, Giba, que que por muitos anos comandou a Acadêmicos do Tatuapé, deixou sua opinião sobre o espaço do barracão aproveitado culturalmente.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
“Na verdade fomos comunicados, tem uma sequência, todas as escolas estão se apresentando e criamos uma apresentação e viemos para cá. Já vi algumas fotos, imagens, e é um negócio maravilhoso. Um espaço que na verdade, o barracão está sendo muito bem aproveitado”.
A apresentação chamou atenção pela bateria
Com a Bateria Firmeza Total comandada por Marcelo Caverna, foi um show a parte, até pelo fato do Mestre sempre participar da apresentação com algum instrumento, e não foi diferente, ditou o ritmo com um atabaque. Outro destaque fica com o comandante da ala musical, Adeilton.
Para o site CARNAVALESCO, o diretor Giba falou da importância do evento para as escolas estarem em conjunto com o espaço da Fábrica do Samba: “O Grupo Acesso II já faz parte da Liga, é uma grande mudança, e a grande maioria não conhece a Fábrica. A última apresentação do Lançamento do CD, e apresentação como essa do Bicentenário, agrega muito para nós. Até pelo fato de ser uma curiosidade de alguns que não conhecem o espaço, é muito interessante”.
O segundo casal da escola esbanjou simpatia em sua dança, com o pavilhão bonito em azul estampado Iemanjá, o enredo da escola para 2023, colocou o público para acompanhar o ritmo e bailado com trocas de olhares e toques na mão.
Para 2023
A Torcida Jovem já disputou o Grupo de Acesso I, mas foi somente em 2011. Desde então, busca o retorno e bate na trave no acesso com boas colocações, desde vice-campeonato e terceiro lugar.
Em 2023, a escola aposta no tema: “Torcida Jovem está presente e canta nas águas de Mãe Iemanjá”, e o experiente diretor Giba, tem a missão de levar a escola bem, como fez um trabalho importante na Acadêmicos do Tatuapé nos últimos anos e quer repetir no novo desafio.
“O plano é sempre o melhor, a proposta é fazer o melhor desfile que a Torcida Jovem já fez até hoje. O importante que falo para eles é fechar o portão com a sensação de dever cumprido, se andou no seu limite e não deu, paciência, você andou no seu limite. As notas estarão dentro do envelope e saberemos depois”.
Com a comunidade em peso e o canto forte, o Morro da Casa Verde agitou a tarde de domingo na Fábrica do Samba. A escola verde, rosa e branco mostrou suas credenciais e levou bem a sério a apresentação na exposição do Bicentenário, usou como um pequeno ensaio e isso no dia seguinte do seu ensaio. A diretora de harmonia Ana André comentou sobre o espaço.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
“É importante para divulgar a Fábrica, tem muita gente que é do samba e não conhece a Fábrica, é um evento legal, evento de família, trazer seu filho, neto, brincar, e isso é importante, falta no mundo do carnaval. Então até então só tínhamos o sambódromo e agora temos a Fábrica que também é a nossa casa, então é uma divulgação legal”.
O presidente Emerson deu um panorama sobre as pessoas ainda estarem com receio pós-pandemia: “Para a cultura do Brasil, eu vim na exposição, trouxe um pessoal, tem gente que não conhece. O pessoal dá uma explicação, como foi desde a época antiga e atual. E é bom que as pessoas saem para se apresentar. Pois parece que a pandemia ainda está no carnaval, as pessoas não estão aparecendo no ensaio. Então a apresentação aqui, as pessoas voltam a aparecer, que o carnaval é bom, a cultura. Você está com problema, vai no carnaval que esquece de tudo, é muito bom esse espaço, a apresentação, gostaria que tivesse mais espaço, mais apresentação para as escolas de samba não ficarem tão esquecidas”.
Apresentação com muita garra da comunidade
Com os setores envolvidos na apresentação, o Morro da Casa Verde veio forte, a bateria estava em grande número e a frente sua rainha Paula Santos com muito samba. Assim como as passistas, comissão de frente, diretores e membros da comunidade que cantaram bastante. O presidente Emerson Campos falou sobre a importância deste momento para a escola.
“A gente vem preparando isso faz tempo, é um pré-desfile para nós. Como se fosse um carnavalzinho, pequeninho, para mostrar o que a gente vai fazer na avenida. Então para nós essas apresentações são muito importantes para afinar a bateria, o canto, e a comissão de frente. Em geral, tudo”.
O casal Leonardo Silva e Júlia também marcaram presença, assim como a presidente de honra Dona Guga que deu o seu tom muito animado na apresentação. Com 76 anos, é a primeira presidente mulher de uma escola de samba, e é sempre uma presença marcante em qualquer evento. A diretora Aninha comandava a escola durante a apresentação e explicou como foi a programação da escola.
“É tudo um plano B né. Foi organizado há algumas semanas, com vários setores, veio um pouquinho de cada setor…. Estamos levando isso muito a sério, e estamos utilizando esses eventos, tudo que chamam a gente para fazer realmente como se fosse um ensaio. Então o pessoal está preparado para ensaiar, se chamar a gente para a rua agora, nós vamos ensaiar. Tudo é como um ensaio”.
Para 2023
A escola vai cantar “Dynasteia. História, Poder e Nobreza”, comandado por Danilo Dantas, que inclusive também esteve na apresentação. Enquanto Aninha reforçou que a escola vai vir com muita luta para 2023.
“Muita garra, muita luta, vamos vir com força e fé, que iremos fazer um belo carnaval. Estamos trabalhando para isso, conversando muito com os setores, estamos unidos para que isso aconteça. Para apresentar lá no carnaval”.
No primeiro dia do “Encontro de Quilombos”, a Beija-Flor ensaiou na avenida Mirandela, em Nilópolis, após o treino do Paraíso do Tuitui. Penúltima a desfilar na segunda-feira de carnaval, a azul e branca viveu noite memorável: o projeto de convidar uma co-irmã para ensaiar na rua é uma dádiva, o quesito harmonia é perfeito e o samba será o impulso que a escola precisa para brigar pelo topo. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO
Para completar a noite, choveu. A água do céu caiu para testar se alguém diria que a Beija-Flor lavou a alma. Clássico clichê do carnaval, em Nilópolis, o “derreter das nuvens” não tem esse papel. Mais ainda, o fenômeno da natureza parece combustível para que cada componente cante mais. É como se molhados, o volume aumentasse e tudo vira um grande “cantando na chuva”.
“A gente vem ensaiando toda quinta-feira na quadra. Este é o segundo ensaio na rua e a gente está pensando muito na evolução e no canto. Fico muito satisfeito com esses dois pontos da escola. Daqui até o carnaval, a gente chega no ápice”, contou Dudu Azevedo, o diretor de carnaval.
E, no cantar, a Beija-Flor não vai precisar de chuva, mas de volume para seu enredo. “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”, de autoria dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues e do pesquisador Mauro Cordeiro, será o tema do desfile no Carnaval 2023. A ideia é fazer uma convocação para reinvindicar a verdadeira independência do povo brasileiro. E nada mais justo que o samba ser entoado alto e forte.
Harmonia
Quesito que não gera problemas para a escola, mais uma vez, uma grande exibição da comunidade. A bateria parou algumas vezes, por uma passada inteira, para deixar o canto com os componentes, segundo Dudu Azevedo. E eles corresponderam como sempre.
Mestre-sala e porta-bandeira
Ainda que seja um ensaio para reforçar o canto, e mesmo que chova, Claudinho e Selminha Sorriso sabem ser protagonistas. Donos da pista, enquanto ela doma a bandeira molhada, ele confia na experiência de quem pode bailar sem pensar em derrapar. Apresentação segura do casal ícone do carnaval que, como sempre, recebeu bastante aplausos do público.
Samba-enredo
Samba com o DNA nilopolitano não tem outra: sucesso entre as alas. A obra, que tem cacos no meio e pontos de explosão, rendeu um ensaio forte e ajuda o componente a se engajar mais no desfile.
Evolução
Zero problema. Das alas coreografadas ao alinhamento dos passistas. Compacta, a Beija-Flor fez um ensaio organizado e tranquilo. A noite deste sábado foi mais que um ensaio. No discurso de abertura, ao pegar o microfone e desejar feliz natal, o presidente Almir, com os olhos brilhando, disse: “hoje, nós fazemos história”. Se referindo ao presidente Renato Thor e a presença do Tuiuti na Mirandela. Ideia do próprio Almir, o “Encontro de Quilombos” é um dos grandes acertos da Beija-flor. Traz uma ideia nova de como as escolas podem se relacionar, que podem se apresentar juntas além da quadra e que é possível deixar a competição um pouco de lado.
“O Almir fala da união das escolas e da gente fazer o carnaval o ano inteiro, de estar unido. Os desfiles das escolas de samba é um espetáculo que finda um ano de trabalho e, por isso, tende haver união. E ele convidou a gente para estar aqui, porque a Mirandela tem o tamanho da avenida. Não dá para convidar todas, mas para a gente é maior prazer. Essa festa do povo é muito importante para a gente”, falou Dudu Azevedo.
Bateria
Mestre Rodney tem a bateria que pediu em suas orações. Fica claro que, no bom sentido, ele tem os ritmistas na mão. O clima é o melhor possível e fica claro que eles não gostam muito quando o ensaio acaba; até a hora de devolver os instrumentos ao caminhão, eles vão batucando. Nem o público gosta quando acaba, porque precisará esperar pelo próximo ensaio para ouvir o agradável balanço da bateria soberana.
Agora, o “Encontro de Quilombos” terá mais duas datas: 7 e 21 de janeiro, com Império Serrano e Portela.
Na estreia do Encontro de Quilombos 2022, evento promovido pela Beija-Flor, o Paraíso do Tuiuti se apresentou na Avenida Mirandela, em Nilópolis. Escola que abrirá os desfiles da segunda de carnaval, a agremiação levou o clima de São Cristóvão para a Baixada e contou com interações e respostas positivas do público, principalmente, durante as apresentações do casal de mestre-sala e porta-bandeira e da bateria. * VEJA AQUI A GALERIA DE FOTOS
Em 2023, o Tuiuti levará para a avenida o enredo “Mocangueiro da Cara Preta”, de autoria da dupla Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. No samba, diz que o Tuiuti não tem medo de careta e, aparentemente, também não tem medo de jogar fora de casa. Esse seria o termo, caso o assunto fosse futebol. Ainda a respeito dos gramados, sob analogia, era como se o Paraíso fosse o time visitante em um amistoso longe da pegada de competição.
Claro que eles não saíram de São Cristóvão até Nilópolis para fazer qualquer coisa. O Tuiuti foi um belo visitante com 15 ônibus, cerca de 1.500 pessoas e muita vontade de sambar. O público viu uma escola com astral lá no alto, canto afiado e desfilando rainhas pela avenida Mirandela, já que, além da badalada majestade da bateria Mayara Lima, a recém-coroada Rainha do Carnaval 2023, Mari Mola, também veste as cores do Tuiuti.
“Eu acho que todas as co-irmãs deveriam promover evento como esses. Foi maravilhoso para o Tuiuti (estar aqui). Nós viemos fazer um ensaio com a grande Beija-flor de Nilópolis”, disse André Gonçalves, diretor de carnaval do Tuitui, comemorando o desempenho da escola.
Harmonia
Cantando o samba de ponta a ponta, o Tuiuti não teve aquele apoio do público, que está acostumado ver quando ensaia em casa. Mas, os componentes fizeram questão de tentar ensinar para quem estava assistindo. De tanto que essa escola canta, difícil não motivar o pessoal da grade a pular e cantar, pelo menos, o refrão.
Quando não tinha gente cantando, aparecia logo um harmonia para chamar a atenção. A vontade era tanta que, até durante as apresentações da comissão da frente, uma bailarina gritava “vamos cantar, gente”. Isso que é vontade de ganhar 10 no quesito.
Comissão de frente
Os bailarinos liderados pelos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias estão com a sincronia em dia. O ato foi apresentado com bastante vigor, mostrando que energia e preparo não faltará ao quesito no desfile. A marcação dos passos foi tão precisa, que assistir foi uma tarefa satisfatória e confortável. Belo número.
Mestre-sala e porta-bandeira
Raphael, rei da Mirandela, por onde passava, tinha um grupo que o tietava. Dandara, inspirada, recebeu um “como ela gira certinha”, da jovem que a assistia bailar com a leveza de sempre. Se tem uma coisa que não faltou ao casal, foi simpatia aos nilopolitanos. Tudo bem que não faltou nada, mas o carisma merece destaque.
Quanto a danca, vem o melhor: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, despistam e juram que vêm mudando as coreografias conforme os ensaios acontecem e a oficial ainda não está tão definia. Na noite deste sábado, tiveram dancinhas com as mãos, movimentos com a cabeça, meio carimbó meio dança indiana. Um surto. Tudo muito bem marcado e uma coreografia incrível. Tão legal, que deveriam pensar em levar para o desfile.
Samba-enredo
A melodia ajuda no andamento do samba. Bom de cantar, fica fácil do componente não parar nenhum minuto. Mais ainda, algumas partes favorecem que o componente evolua com coreografia, nada muito ensaiado, mas que ajuda a tirar do conforto de apenas balançar enquanto canta.
Evolução
Com continente reduzido, em relação ao que apresentam em São Cristóvão, a escola não encontrou dificuldades para evoluir na Mirandela. Bom trabalho da equipe, que pôde se divertir junto com os componentes.
Bateria
A bateria do mestre Marcão não mediu esforços para levantar o público. Entre paradinhas e bossas, eles arrumaram um paradão; foi uma passada deixando apenas o canto da escola, que correspondeu a missão dada. Um verdadeiro show em plena sintonia com o carro de som, liderado por Wander Pires.
Outros destaques
Primeiro, o registro de que se Wander Pires está feliz, o carnaval está feliz. Grande apresentação do cantor, que conduz um samba feito sobre medida para sua consagrada voz.
Segundo, as rainhas em estado de graça. Mayara Lima é um fenômeno e, se ela não sabia, descobriu que tem fãs em Nilópolis. Influenciadora, carismática e plena no que faz. E Mariana Ribeiro, a Mari Mola, que esteve no meio da escola com a faixa de rainha do carnaval, foi de um lado para o outro saudando o público e convidando todo mundo para cair no samba com o Tuiuti.
Diferente do que o carnaval está acostumado a ver, o “Encontro de Quilombos” vai além de convidar uma escola para se apresentar na quadra e cantar alguns sambas. O evento criado pela Beija-Flor é formoso por natureza. Não é uma competição de quem ensaia melhor, mas sai da caixa, ao chamar outra escola para ensaiar na rua, junto de seu povo. A prova disso, foram os 15 ônibus do Tuiuti e uma pista lotada de gente para ver o pessoal de São Cristóvão dar um show.
Transbordando solidariedade para a sua comunidade, a Imperatriz Leopoldinense realizou, na manhã deste sábado mais uma ação do programa “Imperatriz Social”. A escola distribuiu 2 mil brinquedos e mil cestas básicas para moradores do Complexo do Alemão.
Foto: Divulgação/Imperatriz
A distribuição aconteceu após um cadastro prévio organizado por integrantes da Imperatriz que moram na região. Um dos pré requisitos para receber os presentes era ser morador do CPX. João Drumond, diretor executivo da escola, fala sobre a emoção proporcionada na quadra pelo segundo ano consecutivo.
“Ver o olhar dessas crianças recebendo presentes e das mães tendo a certeza que terão o que pôr na mesa, de fato é uma das maiores emoções que já senti na vida”, afirma.
Mayara Simões, passista da Imperatriz e moradora do CPX, trouxe os dois filhos para o evento. “Tudo isso é muito marcante. Vejo a realidade de muitas pessoas no nosso dia a dia. E tudo isso se transforma quando as famílias mais vulneráveis recebem um carinho como esse. A Imperatriz é mais que escola de samba para a gente”, declara.
Para realizar a ação, a escola contou com o apoio de dezenas de voluntários. Além dos componentes da agremiação também colaboraram o Club Med e o Instituto Bees Of Love.
O Natal chegou mais cedo no Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em grande festa realizada na manhã deste sábado, na quadra do CIEP Presidente Salvador Allende, a Unidos de Vila Isabel presentou famílias da comunidade com brinquedos e cestas básicas.
Foto: Diego Mendes/Divulgação Vila Isabel
Vestido com as tradicionais cores da agremiação, azul e branco, Papai Noel subiu o morro e fez a alegria das crianças. O bom velhinho teve a ajuda de componentes e diretores da escola de samba, distribuindo mais de 1.400 brinquedos como bolas e bonecas.
Mas, não foram só os mais jovens que saíram com um sorriso no rosto. Os adultos também ganharam presentes, com 500 cestas básicas sendo destinadas às famílias, o que corresponde a cerca de 10 toneladas de alimentos.
No desfile de 2023, com a presença da comunidade e dos moradores do Morro dos Macacos, a Vila Isabel será a terceira a desfilar no Sambódromo, na segunda-feira de Carnaval, pelo Grupo Especial, com o enredo “Nessa festa, eu levo fé”.
Um incêndio atingiu um ateliê de fantasias da Grande Rio, em Duque de Caxias. Segundo a escola, não houve feridos e apenas cinco alas estavam em produção no local. Em 2023, a Tricolor da Baixada vai tentar o bicampeonato do Grupo Especial do Rio. Confira abaixo a nota da escola.
Foto: Reprodução de internet
“O Acadêmicos do Grande Rio informa que o incêndio ocorrido nesta madrugada (17) em um dos seus ateliês em Duque de Caxias, na localidade do Centenário, não causou nenhuma vítima. Das 30 alas da escola, apenas 5 estavam em fase de produção no local. A Presidência e a Direção da Grande Rio estão em reunião esta manhã para elaborar um novo cronograma de confecção de fantasias, o que será perfeitamente viável pelo tempo que ainda temos até a data do nosso desfile.
Agradecemos imensamente as mensagens de solidariedade e preocupação recebidas por parte de todos e todas. Nosso bem maior, que são nossos colaboradores, nada sofreram. Assim, continuamos trabalhando com o afinco de sempre e o resultado na Avenida será o mesmo que foi planejado desde o início. Seguimos firmes!”