A Beija-Flor de Nilópolis promove neste sábado, um workshop de samba no pé gratuito, dedicado ao público interessado a aprender a modalidade de dança com artistas gabaritados do mundo do Carnaval. O evento acontecerá na quadra da azul e branca a partir das 10h e não requer inscrições antecipadas.
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor
Para a ocasião, a azul e branca convidou os _”experts”_ Gabriel Castro (coordenador da ala de passistas da Vila Isabel e diretor artístico do Império Serrano) e Mari Mola (musa do Paraíso do Tuiuti).
Aulas no mesmo formato têm sido promovidas pela Beija-Flor e, geralmente, direcionadas a passistas em iniciantes. Desta vez, no entanto, a intenção é compartilhar o conhecimento da dança com o maior número de aprendizes possíveis.
A quadra da Beija-Flor é na rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1.025, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.
Vice-campeã do Carnaval passado e perseguindo o 15º título de sua história, a Beija-Flor decidiu acolher a própria vocação para anfitriã e, a partir deste sábado, passará a receber em Nilópolis as escolas de samba coirmãs do Grupo Especial em megaensaios de rua. Batizado de “Encontro Quilombos”, em referência às origens afro das comunidades dessas agremiações, o projeto acontecerá na Avenida Mirandela, uma das principais do município da Baixada Fluminense, onde a azul e branca já costuma treinar. Já foram selecionadas três datas para a iniciativa.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
Na primeira delas, 17 de dezembro, a Beija-Flor vai receber na Mirandela a Paraíso do Tuiuti. A convidada desfilará primeiro, com concentração marcada para às 18h, e a “Deusa da Passarela” realizará seu cortejo em seguida, a partir de 19h — o padrão será o mesmo nas outras ocasiões.
A seguir, em 7 de janeiro, será a vez do Império Serrano. No dia 21 do mesmo mês, a Portela irá ao encontro de sua afilhada. Neste fim de semana, especificamente, os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí já estarão acontecendo, sempre aos domingos: eles começam no dia 15 (com Tuiuti e Império Serrano) e vão até dia 12 de fevereiro (quando a Beija-Flor divide o último teste de luz e som com a Grande Rio).
Para o diretor de Carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo, o projeto é uma oportunidade de aproximar as escolas, suas comunidades e seus artistas, sem perder o foco na preparação para os desfiles em fevereiro:
“A Beija-Flor é esse grande quilombo, tanto quanto as outras escolas. E trazê-las para Nilópolis é a nossa forma de demonstrar o quanto respeitamos e admiramos os trabalhos que elas fazem com suas comunidades”, diz Azevedo, complementando: “Além disso, a Mirandela é um palco tradicional do samba em Nilópolis. O público do município gosta do Carnaval e vai saber recepcionar nossas coirmãs calorosamente”.
Em 2023, a Beija-Flor apresentará o enredo “Brava Gente! O Grito dos Excluídos no Bicentenário da Independência”, dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues, em referência às parcelas da população que foram deixadas à margem da Independência do Brasil em 1822.
A Paraíso do Tuiuti, por sua vez, vai homenagear a Ilha de Marajó (PA) e o multiartista Mestre Damasceno. O Império Serrano vai destacar a trajetória do cantor e compositor Arlindo Cruz e a Portela, enquanto isso, vai focar em seu próprio centenário.
O Carnaval Globeleza em 2023 não vai ser igual ao que passou. A alusão à marchinha de carnaval faz ainda mais sentido por conta das novidades da cobertura da festa no próximos ano. A começar pela dupla de apresentadores: Aline Midlej e Rodrigo Bocardi assumem a transmissão dos desfiles do grupo especial de São Paulo, que será feita para toda rede nos dias de 17 e 18 de fevereiro. No Rio de Janeiro, a transmissão do grupo especial, que acontecerá nos dias 19 e 20, permanece sob o comando de Maju Coutinho e Alex Escobar. A dupla, que estreia na missão de apresentar a folia no Anhembi, é só alegria e expectativa para a maratona que começa com as visitas nas quadras, bem antes de a folia propriamente dita ir ao ar.
Fotos: Daniela Toviansky e Wanezza Soares/TV Globo
“Voltar para a minha terra, sendo voz e coração da maior festa popular do país é pura celebração. E num ano tão especial, em que o desfile do Grupo Especial de São Paulo volta a ser transmitido para o Brasil, sendo reconhecido por sua qualidade e relevância crescentes. Sou suspeita e orgulhosa! Pude testemunhar esse crescimento em muitas coberturas feitas no Sambódromo ao longo dos anos. Como sempre digo, o jornalismo é sobre pessoas, assim como o Carnaval, então, vai ser lindo formar essa nova dupla com o Bocardi, outro paulistano apaixonado pela cidade e suas histórias”, celebra Aline, ao lado do colega, não menos empolgado. “Minha experiência em transmissão de carnaval foi como repórter e sempre posicionado no calor da bateria. Emoção nota 10! Poder participar da apresentação de escolas inteiras – ao lado da alto astral Aline Midlej e de toda a nossa equipe – é honra, prazer, desafio, é globeleza. E a ansiedade é grande para extravasar a descontração e a informalidade que tento imprimir diariamente. Que o público me dê a chance de curtirmos juntos até a última escola passar!”, espera Bocardi.
Enquanto a folia não começa pra valer, o ‘Seleção do Samba’ trata de esquentar os tamborins. Neste sábado, 17 de dezembro, o último programa dedicado às escolas de São Paulo apresentará os sambas-enredos do Império da Casa Verde, Mocidade Alegre, Águia de Ouro e Mancha Verde. Apresentado por Milton Cunha, o ‘Seleção’ mostra ainda os enredos contados pelos carnavalescos de cada escola e homenageia personagens que ajudaram a construir a história de cada uma destas agremiações. O ‘Seleção do Samba’ irá ao ar no sábado, dia 17 de dezembro, após o ‘Central da Copa’.
Hexacampeão do carnaval paulistano, Jorge Freitas, mais uma vez, está de casa nova: em 2023, ele estreará na Dragões da Real. A escola, que será a última a desfilar nas noites da folia de São Paulo, também encerrou as apresentações na festa de lançamento do CD das escolas de samba, no dia 03 de dezembro. No dia, o profissional concedeu entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO.
O casamento entre carnavalesco e escola foi exaltado por Freitas. Sem esconder a competência de quem conquistou seis vezes o Grupo Especial da cidade, ele aproveitou para destacar a organização da agremiação da Zona Oeste de São Paulo falando da responsabilidade de chegar à casa nova.
“A escola já tem uma qualidade muito boa. Eu implantei o estilo Jorge Freitas, super bem aceito. Desde o momento em que houve a contratação, eles já sabiam que eu iria implantar o estilo. Essa disciplina, essa coordenação que a escola já tinha e tem, junto com o trabalho do profissional Jorge Freitas, tem muito a acrescentar para o carnaval”, pontuou.
Em outro momento, mais um aspecto do casamento entre escola e profissional foi citado. Comentando sobre a dinâmica toda especial dos ensaios na Vila Anastácio, Freitas pontuou que o conhecimento dele somado aos eventos da agremiação são interessantes para todos os envolvidos.
“O carnaval é muito recíproco. Quando você se doa e passa algo, você aprende algo bom. Foi exatamente isso o que aconteceu: com a minha experiência, aprendi muito com
a comunidade da Dragões da Real, assim como eles também entenderam o que gosto e valorizam isso”, destacou.
Escolas de samba tradicionais e desportivas: tem diferença?
Os seis títulos de Freitas no carnaval paulistano foram conquistados por quatro escolas distintas. Duas delas ligadas a escolas de samba desportivas (duas taças na Gaviões da Fiel e outras duas na Mancha Verde) e outras duas em agremiações ligadas à localidade (Rosas de Ouro e Império de Casa Verde).
Para o carnavalesco, o importante é o trabalho realizado em cada instituição, sem qualquer mudança no cronograma de acordo com o “berço” da escola. O experiente carnavalesco também destacou que não vê dificuldade alguma no desenvolvimento de um desfile em agremiações desportivas ou em escolas ligadas ao bairro.
“O trabalho do profissional Jorge Freitas sempre leva em consideração apenas o carnaval. Eu sou contratado para fazer o carnaval. Eu não tenho problemas em trabalhar com escolas de samba tradicional, ‘raiz’ ou com aquelas oriundas a times de futebol. Não importa onde eu esteja, o trabalho é o mesmo. E, graças a Deus, eu consigo implantar o trabalho do profissional Jorge Freitas por todas as agremiações pelas quais eu passei”, finalizou.
A Dragões da Real busca o título inédito do Grupo Especial em 2023 com o enredo “Paraíso Paraibano – João Pessoa, a porta do sol das Américas”. A escola já foi vice-campeã em duas oportunidades, nos anos de 2017 (quando terminou a apuração com o mesmo número de pontos da campeã, a Acadêmicos do Tatuapé) e em 2019 (um décimo atrás da Mancha Verde).
A Sociedade Rosas de Ouro, escola do Grupo Especial do carnaval paulistano, contará em seu desfile com a presença do jornalista e ativista social, Manoel Soares, que irá representar Zumbi dos Palmares no desfile da Roseira em 2023.
Foto: Rodrigo Godoi/Rosas de Ouro
O convite ao apresentador do programa Encontro, da Rede Globo, foi feito na tarde desta quinta-feira, em uma visita que o artista fez ao barracão da escola, localizado na Fábrica do Samba, região central de São Paulo.
Acompanhado do carnavalesco Paulo Menezes, Manoel conheceu o projeto da escola para o próximo carnaval, que terá o enredo “Kindala – que o amanhã não seja só um ontem com um novo nome”, onde exaltará a luta, a força e as conquistas do povo negro através dos tempos, e agora, terá o apresentador interpretando Zumbi dos Palmares em uma das alegorias.
“Eu estou muito feliz e emocionado porque agora faço parte também da família Rosas de Ouro. Fui escolhido para ser o Zumbi dos Palmares nessa edição do desfile, o que muito me honra, pois vou representar um dos grandes líderes da história brasileira, imortalizado como um símbolo da resistência e luta”, afirma o jornalista.
Neste ano, Manoel foi nomeado Embaixador Cultural da União Africana pelo Conselho Econômico e Cultural da The African Pride, organização que existe desde 2002 e que vem promovendo a integração entre os países do continente africano. Na Rosas de Ouro, o comunicador aceitou também o convite para ser Embaixador do tema que a azul e rosa da Brasilândia levará ao Sambódromo do Anhembi.
“Eu como como Embaixador da União Africana fico lisonjeado. Acho que é muito importante que nós entendamos que esse ano, o enredo da escola tem como principal função naturalizar no nosso cotidiano a palavra Kindala, que em bantu quer dizer “agora”. Precisa fazer parte da nossa vida. E mais que isso. A história negra precisa ser naturalizada, não somente como história de escravizados, mas como história de vencedores. Acho que vai ser um momento muito especial. Um momento de aprendizado“, destaca Soares.
A Rosas de Ouro será a quinta escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi, no dia 17/2 (sexta-feira) pelo Grupo Especial do carnaval de São Paulo.
Foi com sangue nos olhos, assim se pode dizer, que os componentes da Academia realizaram o último ensaio ao ar livre do ano, na noite de quinta-feira, em preparação para o próximo carnaval. Na rua, agora só em 2023, mas na quadra a escola ainda terá compromissos. O treino foi realizado na tradicional Rua Maxwell, próximo a quadra e teve duração de uma hora e dez minutos. Neste teste realizado pela Vermelha e Branca do Andaraí, além da harmonia, o destaque ficou para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei e Marcella, e a bateria dos mestres Guilherme e Gustavo. O andamento casou muito bem com o samba. A “Furiosa” ajudou a manter a comunidade sempre alegre e cantante. No próximo carnaval o Salgueiro vai ser a quinta escola a desfilar na primeira noite do Grupo Especial com o enredo “Delírios de um paraíso vermelho”, que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.
O ensaio começou por volta das 21h e desde o primeiro minuto até o final já próximo da quadra do Salgueiro, os foliões cantaram o samba com muita intensidade e de forma uniforme, não tendo nenhum trecho que se possa destacar em relação aos outros, o samba todo brilhou na voz da comunidade. Outro dado importante a se destacar foi o contingente de pessoas participando, ainda que faltasse algumas alas, mas para um ensaio de rua em dezembro o número de componentes foi bem satisfatório e impressionou. O público que compareceu para assistir ao ensaio do Salgueiro lotou as calçadas e não saiu até o final do desfile. O diretor de carnaval Julinho Fonseca ressaltou a força da comunidade e falou sobre como as críticas que o samba e o enredo têm recebido, impulsionou a vontade da escola de fazer melhor ainda.
“É o nosso terceiro ensaio de rua. Acho que o ponto positivo foi a nossa comunidade, o nosso chão, o Salgueiro vem sendo massacrado sem necessidade. Estão julgando sem ver, sem conhecer, sem querer entender o lance do nosso enredo. Está aí mais uma mostra que a comunidade abraçou, estão gritando o samba, a evolução da escola está muito boa, cada ensaio a gente vem melhorando cada dia mais”, avaliou Julinho.
O diretor também apontou o quesito que acredita que a escola ainda pode evoluir mais nos próximos ensaios quando vier janeiro.
“Precisamos aprimorar mais a evolução. A escola está vindo com uma pegada diferente, é um Salgueiro renovado, com outra roupagem, com muita coisa diferente que há muito tempo não passava no Salgueiro e a cada dia a gente vem aprimorando. Tem muita ala que ainda não veio, e temos os ensaios fora daqui. E garanto como diretor de carnaval do Salgueiro, vem muitas surpresas, o desfile vai surpreender a todo mundo”, aposta o diretor.
Harmonia e samba-enredo
Como já colocado anteriormente, o canto da escola foi o principal destaque deste terceiro ensaio de rua realizado pela Academia do Samba. E para este resultado, além da vontade da comunidade, é importante destacar o trabalho da equipe de harmonia da escola que a todo momento “inflamava” os desfilantes a berrar o samba e alguns até pulavam para trazer mais energia para o povo. Não podendo também esquecer o trabalho do carro de som comandado por Emerson Dias que, mais uma vez, deu um show na condução do samba. Ele mostrou também muita energia para mexer com os componentes com suas “loucuras do bem”, como subir e cantar na frente do caminhão de som durante boa parte do ensaio. O intérprete foi outro a comentar as críticas que o Salgueiro vem recebendo neste pré-carnaval e como a escola tem lidado com essa situação.
“Eu acho que hoje foi com a alma. Essa coisa de pré julgar o samba antes do acontecimento é prejudicial para a obra, para a escola, para qualquer samba em qualquer lugar. O samba do Salgueiro rotularam como o pior. Em várias enquetes. Mas a questão é que o samba é feito para o quê? É concebido para desfile. E, a gente está vendo aqui na Rua Maxwell a coisa acontecer, a gente vê na quadra a coisa acontecer, a gente viu no mini desfile na Cidade do Samba a coisa acontecer. O Salgueiro está ferido, o salgueirense está cantando o samba com a alma, com vontade, brigando, as pessoas evoluindo, o andamento da bateria sensacional. É o Salgueiro pronto para brigar com certeza pelo título, o Salgueiro é gigante. Tudo isso é um combustível para a gente ir para a Avenida com mais vontade ainda”, acredita o cantor.
Mestre-sala e porta-bandeira
Desde 2014 dançando juntos na Academia do Samba, Sidclei e Marcella estão com certeza entre as maiores duplas de mestre-sala e porta-bandeira do carnaval carioca. Mesmo com alguns pontos mais escuros da Rua Maxwell a dupla não se poupou e neste ensaio, tendo também a responsabilidade de vir abrindo a escola, já que a comissão de frente não participou deste treino, o casal mostrou um pouco do que pretende levar para a Sapucaí, intercalando leveza e intensidade nos movimentos, e mostrando o entrosamento já conhecido e a graciosidade nos gestos. A se destacar também, o bonito vestido de Marcella, com listras em vermelho e branco que quando a porta-bandeira girava apresentavam um bonito efeito.
Bateria
A parceria dos irmãos Guilherme e Gustavo, à frente da “Furiosa”, não tem deixado saudades na comunidade em relação a outros grandes mestres que comandaram os ritmistas do Salgueiro. Neste ensaio trabalharam uma bossa e mantiveram o foco no trabalho de andamento que está muito satisfatório para que o samba de 2023 possa ter uma levada gostosa, sem correria e sem ficar arrastado. A dupla veio a frente da bateria com muita tranquilidade se revezando na condução dos ritmistas e hora ou outra, entrando na bateria para acertar alguma coisa mais de perto. Mestre Guilherme explicou como a dupla está realizando o trabalho com a “Furiosa” neste momento de preparação para o carnaval.
“A gente está passando ainda na verdade. Este ensaio de rua para gente é um ensaio mesmo. A gente passa tudo, esquenta, vai passando do jeito que dá, porque a gente não está mais tendo ensaio na quadra. O ensaio é isso, para acertar, para errar, e para podermos nos preparar para o dia do desfile. A gente está bem satisfeito com o andamento do trabalho, vamos marcar ensaios extras até o carnaval, para limpar tudo certinho, porque aqui na rua a gente não tem essa possibilidade. Porque tem muita gente filmando, então não é legal a gente aparecer em vídeo errando, porque acabamos sendo pré-julgados. Mas a gente está no caminho certo. Estamos trabalhando a princípio com uma bossa, mas a ideia são três. E o andamento pelo samba, a gente está botando um pouquinho mais para trás. A gente geralmente desfila com 147, 148 BPM (batidas por minuto), que é o que eu gosto também. Mas a gente está chegando mais ou menos em 145 BPM, a média, pois nunca é cravado”, esclarece Guilherme.
Mestre Gustavo fez uma avaliação do ensaio e colocou o entrosamento dos ritmistas como grande trunfo para um grande desfile em 2023. “Está tudo muito engraçado como eu costumo dizer, porque a gente acabou um carnaval já começando em outro. Ficamos com praticamente 100% da mesma bateria que nós tínhamos no último carnaval. Então, a galera está entrosada, gente que tem uma convivência muito grande há muitos anos ali no Salgueiro. Chegou o samba novo e a gente já começou a passar algumas coisas. A gente junta esse entrosamento com esse ritmo da bateria do Salgueiro e por isso fizemos um belo ensaio e estamos caminhando para fazer um belo desfile”, acredita Gustavo Santos.
Evolução
Com um contingente já relevante de participantes no ensaio, foi positivo para a escola começar a trabalhar melhor a evolução. E ainda que se busque um ritmo perfeito para esta evolução, o Salgueiro passou sem grandes sustos. Não apresentou buracos e ainda que houvesse um número bem significativo de componentes por ala, não se notou nenhum momento de alas se embolando. Talvez, a atenção maior esteja nessa arrumação das alas, tomando o cuidado para não embolar, mas nada preocupante. O melhor a se destacar foi a alegria da comunidade evoluindo, com espontaneidade e muita gente, inclusive, se soltando e mostrando samba no pé. As últimas aulas trouxeram além de flâmulas nas cores da escola, alguns balões iluminados que fizeram um bonito efeito. Também foi treinado o momento de entrada da bateria no segundo recuo com a escola realizando a manobra de forma satisfatória.
Outros destaques
A rainha das rainhas, Viviane Araujo, não faltou ao treino, deu um show de simpatia, samba no pé, e fez até coreografia com a ala de chocalhos da “Furiosa”. O vice-presidente do Salgueiro, Joaquim Cruz, veio à frente da escola durante a apresentação. Outro que também participou do treino foi o carnavalesco Edson Pereira. Completamente dentro da dinâmica de ano novo neste último ensaio de rua de 2022, o intérprete Emerson Dias, antes do esquenta e da obra de 2023, cantou em ritmo de samba a já conhecida música de fim de ano “Adeus ano velho”.
Interessados em adquirir frisas para os desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2023 agora contam somente com ingressos para o desfile do dábado das campeãs (25/02/2023). As frisas para os desfiles de domingo e segunda-feira foram comercializadas nas três etapas anteriores de atendimento e vendas (24/10, 02/12 e 07/12).
Foto: Divulgação/Riotur
Importante registrar que os interessados em adquirir as frisas para os Desfiles das Campeãs devem se apressar pois já existem diversos setores esgotados (+ de 70% comercializados).
Essas frisas deverão ser adquiridas pelo telefone (21) 3190-2100 e o pagamento efetuado através de boleto bancário, que será enviado para o e-mail informado pelo interessado.
As frisas disponíveis são remanescentes das reservas efetuadas nas duas etapas anteriores de atendimento em (24/10 e 02/12), quando as pessoas habilitadas à compra não efetivaram o pagamento no prazo fixado, perdendo, com isso, o direito da reserva.
Informações e vendas na Central Liesa de Atendimento, telefone (21)3190-2100 das 09:00 as 16:00 horas, de segunda a sexta-feira.
A vice-campeã do carnaval de São Paulo em 2022, Mocidade Alegre, foi uma das escolas mais premiadas do Estrela do Carnaval neste ano. Foram três premiações para a escola, o melhor intérprete Igor Sorriso, a comissão de frente e o principal prêmio, o desfile do ano, todos entregues no último domingo pela equipe do site CARNAVALESCO.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
Empatada com a campeã, Mancha Verde, a Mocidade Alegre fez 269,9 pontos, ou seja, perdeu somente no critério de desempate, que no caso foi alegoria. O enredo “Quelémentina, Cadê Você?” foi marcante para a comunidade da Morada. E quem conduziu a escola na pista foi o intérprete Igor Sorriso, premiado pela nossa equipe. Ele demonstrou muita satisfação, revelando o quanto é ‘chato’ para chegar no ideal que acredita.
“Agradecer o CARNAVALESCO pelo carinho, lembrança do trabalho da minha ala musical. É sempre muito importante ser lembrado por um trabalho bem feito, que a gente se esforça muito, discute muito, tentamos aperfeiçoar o tempo inteiro. Até o carnaval vamos ajustando, o tempo inteiro. Sou um cara muito chato com o trabalho, minha ala musical tá aí para provar o quanto eu sou chato com a execução do nosso trabalho. Estou muito feliz e satisfeito, porque a gente pode agradar a mídia especializada, agradar o povo do carnaval. Fico muito feliz de ser lembrado com mais uma premiação do carnaval”.
O carnaval de 2022 foi muito longo, começando logo após o de 2020, e com o ‘ano sabático’ sem carnaval devido a pandemia. Igor Sorriso avaliou o período positivo para dar tempo de trabalhar mais e melhorar questões na ala musical.
“Vejo pelo outro lado, foi muito bom, pois a gente teve mais tempo de preparar o nosso trabalho, então essa preparação, esse esforço, o tempo a mais, rendeu frutos, deu certo. Tivesse mais tempo para preparação, com certeza o trabalho sairia ainda melhor”.
O intérprete ressaltou a importância da ala musical na premiação, fez questão de tirar foto com todos na hora que recebeu o prêmio na quadra: “Cantar, fazer música em conjunto, sempre é uma tarefa complicada, são mentes que pensam diferentes, então minha forma de executar às vezes não condiz com a do outro que acha que precisa ser diferente. A gente precisa entrar em um denominador comum para fazer o melhor trabalho para a escola. Deixar a vaidade de lado, o que é benéfico de lado, para valorizar a ideia de grupo, então é muito importante isso. A gente já está há muito tempo trabalhando junto, já nos entendemos bem, e conseguimos chegar de uma forma mais tranquila”.
A presidente Solange Cruz ficou bem entusiasmada com as premiações recebidas pela Mocidade Alegre. Logo na chegada da equipe do CARNAVALESCO fez questão da presença no palco para anunciar para toda a comunidade. Fez o seu forte discurso e logo soltou sobre as premiações para delírio dos componentes presentes. Depois, Solange conversou com o CARNAVALESCO sobre a importância da premiação.
“Nesta atual conjuntura é muito bacana entender e saber que o povo que está assistindo, as pessoas que estão participando, elas conseguem enxergar isso, isso é muito importante para nós também. Claro que o jurado está ali para julgar, ver, o que ocorreu de certo e errado. Mas o importante é saber que as pessoas estão ligadas, estão assistindo. A gente faz carnaval, por mais que falem que a gente faça carnaval para o jurado, fazemos para a arquibancada também, para quem está assistindo, é nossa hora, nosso momento, estou muito feliz com esse reconhecimento. No meu lugar todos estariam”.
Solange comemorou a premiação de desfile do ano chamando o diretor de carnaval Junior Dentista e a Glória, da Velha Guarda, para receberem a premiação representando a comunidade da Morada.
“Cada ano é uma novidade, uma surpresa, e foi um enredo incrível, da Clementina, e a gente fez um desfile maravilhoso, deu tudo muito certo. Mas as coisas acontecem na pista, e não tem jeito. Porém esse prêmio foi muito bem-vindo e vai dar um gás na comunidade, obrigada a todos vocês do CARNAVALESCO“.
Por fim, a comissão de frente comandada por Jhean Allex não estava presente no ensaio de quadra da escola. Solange chamou uma criança que já participou da comissão de frente para receber a premiação representando eles, e assim fez um breve discurso de agradecimento em nome do quesito. Em contato com o coreógrafo Jhean Allex que contou sobre o sentimento de receber o prêmio.
“Tenho muito carinho por todo processo do carnaval, e esse foi um carnaval que eu pude realmente entrar com minhas ideias. Nesses últimos três anos, a Mocidade tem me dado essa liberdade de expor minhas ideias, de colocar meus pensamentos, então fiquei tão feliz. E de repente acordo: ‘você ganhou o prêmio’ e falei ‘não pode ser’, e veio esse prêmio como melhor comissão de frente, fico lisonjeado, então as palavras que tenho, são sempre as mesmas, eu sou um sambeiro que estou realizado. E a cada dia, ganhando de sambista, talvez nunca vá ser um sambista, mas vou ser sempre um sambeiro muito feliz de poder colocar tanta arte com uma escola de samba tão querida, e poder fazer esse trabalho tão sério e importante que é uma comissão de frente. Cinco anos de notas dez seguidas. Tenho uma trajetória no samba que falo que foi um tropeço, e hoje para mim faz parte da minha vida. É um trabalho árduo, tentar levar o trabalho da dança, do espetáculo que é a comissão de frente todo ano. Esse ano não vai ser diferente, a gente está vindo com o tema Yasuke, e a comissão de frente promete trazer coisas inovadoras, então eu só tenho a agradecer e ficar muito feliz por todo resultado que a gente obteve. E obrigado, estou muito feliz”.
Em 2023, a Mocidade Alegre será a quinta escola a desfilar no sábado, dia 18 de fevereiro, e vai cantar ‘Yasuke’.
As 12 escolas do Grupo de Acesso II, que é a terceira divisão paulista, se apresentaram no mini desfile, na Fábrica do Samba, em evento organizado pela Liga das Escolas de Samba de São Paulo. Os desfiles vão acontecer uma semana antes dos outros grupos no Sambódromo do Anhembi, ou seja, no sábado, 11 de fevereiro. A primeira experiência, em 2022, foi um grande sucesso.
No evento, na Fábrica do Samba, foram 15 minutos para cada mini desfile das escolas do Grupo de Acesso II. Passaram pela pista Imperatriz da Paulicéia, Amizade Zona Leste, Brinco da Marquesa, Primeira da Cidade Líder, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca, Leandro de Itaquera, Unidos do Peruche, Unidos de Santa Bárbara, Torcida Jovem Santos, Camisa 12 e Dom Bosco. Veja abaixo uma breve análise de cada exibição.
Imperatriz da Paulicéia
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
A Imperatriz da Paulicéia foi a primeira a passar pela Fábrica do Samba. No ritmo forte da bateria Swing da Paulicéia, comandada pela mestra Rafa, que por sinal, é a única mulher a comandar uma bateria. Ela conduziu as bossas de sua bateria. A escola é estreante nos eventos da Liga, portanto, era nítido ver a alegria dos componentes sentindo o gosto de participar da festa e o canto em conjunto, até mesmo com torcedores presentes apoiando a escola.
Amizade Zona Leste
A Amizade Zona Leste foi a segunda escola no lançamento do CD, a agremiação cantou forte, a batucada da Amizade animou o povo presente. Vale destacar a organização dos componentes e da escola, seguindo o ritmo do mini desfile. Portanto, a evolução é algo positivo a destacar. Dois casais marcaram presença. A ala das baianas, e uma ala com componentes de cadeira de rodas, trazendo inclusão ao samba, fechando assim com chave de ouro.
Brinco da Marquesa
O Brinco da Marquesa veio com uma corte de bateria forte, com direito a rainha coelhinha distribuindo chocolate. A escola teve destaque através da bateria do jovem mestre Juan Cotto que sustentou o canto da escola, este que foi positivo na passagem. As passistas e musas chamaram atenção com o look, como citado acima, uma coelhinha que distribuiu ovos de páscoa para o público, imprensa, e todos envolvidos. No geral, a evolução foi leve, tranquila, está se adequando a realidade da permanência no Acesso II. Escola mostrou que estão no passo a passo da evolução e crescimento.
Primeira da Cidade Líder
A Primeira Líder brincou com as bossas da bateria, chamou atenção com dois casais mirins que já levantaram o público. Trouxe elementos com bandeiras vermelhas nas alas. Foi uma escola que apresentou um interessante aspecto visual e merece ser destacado nesta passagem, inclusive, o seu escudo como um elemento alegórico. A agremiação vai homenagear o Salgueiro, e, portanto, trouxe camisas da escola, até mesmo pavilhão com o emblema da agremiação carioca. Aos poucos vai buscando seu espaço no Acesso II, e mirando novos voos, com ousadias já no mini desfile, acaba dando gostinho de quero mais.
Imperador do Ipiranga
Imperador do Ipiranga fez sua apresentação no lançamento do CD e o casal chamou atenção pelo seu bailado. A bateria sob novo comando, Thiago Praxedes assumiu, também levantou público e o visual da rainha Rhawane despertou atenção. A Imperador é uma escola de tradição no carnaval paulistano, e tem feito desfiles bem luxuosos, mudou alguns elementos para 2023, neste primeiro momento, demonstrou que está no caminho para isso. O time de canto é forte, comandado por Rodrigo Atração, eleva o samba.
Uirapuru da Mooca
A Uirapuru fez um desfile com o ritmo do seu intérprete André Ricardo que tem características bem próprias, assim como o mestre Murilo Borges que trouxe a bateria para levantar o povo. A comissão de frente veio com algumas fantasias do desfile oficial de 2022, que inclusive foi destaque para muitos no último carnaval. É uma escola que curte o luxo, e buscou trazer um pouco disso no mini desfile, sendo o ponto alto na apresentação.
Leandro de Itaquera
A Leandro de Itaquera, recém rebaixada para o Grupo Acesso II, chamou atenção pela dupla de intérpretes Rodrigo Jacopetti e Thays que conduziram a agremiação da Zona Leste. Os casais sempre com o pavilhão bordado que chama atenção. O chão da escola é sempre forte. O canto da comunidade impulsionou com um samba no estilo da agremiação. Apesar de estar vivendo uma fase difícil, deu para sentir a comunidade cantando, tentando buscar uma apresentação mais leve, o presidente também buscava passar pelas alas dando força.
Unidos do Peruche
A Unidos do Peruche vai falar de perfumes, e perfumou a Fábrica do Samba. Literalmente, a escola trouxe fragrâncias e exalou na sua passagem. A bateria Rolo Compressor do mestre Acerola de Angola ditou o ritmo. O casal Nathalia e Kawê com muita dança e simpatia, sempre acabam sendo destaque, chamam o povo. Peruche veio com velha-guarda e a ala das baianas sempre rica. É uma escola que recentemente esteve no Grupo Especial, tem muita tradição no samba paulistano, e levanta o povo sempre que entra em qualquer pista, e foi assim, os sambistas dançam com os perucheanos.
Unidos de Santa Bárbara
A Unidos de Santa Bárbara chama atenção com o time de som, a intérprete Elci Souza com sua voz potente conduziu a escola, já na exaltação dava para sentir o que estava por vir. Com passistas, musas, a agremiação mostrou um chão com raízes do samba. No mais, a escola fez uma passagem dentro do previsto para o mini desfile, e a bateria do mestre Wallace foi dando ritmo junto com o time de canto que já foi destacado acima.
Torcida Jovem Santos
A Torcida Jovem Santos chegou com nova direção de bateria e chamou atenção com show pirotécnicos em diversos momentos de sua apresentação com fogos, e outros elementos. A escola levou bandeiras de mastro que também chamou atenção, geralmente, as torcidas levam para encerrar os desfiles. A agremiação demonstra samba no pé com suas passistas, tem o canto, mas foi um pouco acelerado do início da escola em relação ao fim. Vale frisar que a chuva começou no mini desfile, e claro, atrapalha a apresentação.
Camisa 12
A penúltima escola, Camisa 12 fez uma apresentação cheia de fantasias do carnaval de 2022 no estilo Aladin. A comissão de frente veio vestida e foi destaque em sua apresentação com uma dança bem interativa. O casal também estava com uma bela fantasia. Foi bonito ver o mini desfile da Camisa 12, uma escola que tem buscado o acesso para o Grupo de Acesso I. Mesmo que de certa forma, em um evento bem menor e rápido, mostrou ajustes na evolução que foi o calcanhar de aquiles em 2022, pegou uma chuva bem chata na hora do seu desfile.
Dom Bosco
A Dom Bosco fechou o Acesso II com bossas na bateria comandada pelo mestre Bola, com direito a apagão com a escola cantando muito. É uma escola jovem, mas que tem um canto e organização impressionante. Pelo segundo ano consecutivo vai fechar o carnaval. Em 2022 deu um vacilo e perdeu o acesso por conta da evolução. No mini desfile, passaram com tranquilidade e brincando, tem um padrão de fazer carnaval e mostra isso a cada vez que passa. É leve, e atrativo ver a Dom Bosco na pista mesmo com o dilúvio que estava na hora da apresentação.
Atendendo a um pedido antigo de torcedores que vivem fora da cidade do Rio de Janeiro, a Unidos de Padre Miguel terá pela primeira vez, alas comerciais para o carnaval de 2023.
Os interessados na compra terão cinco opções de fantasias para participar do desfile do Boi Vermelho no próximo ano.
Veja imagens das fantasias
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Para adquirir a fantasia, saber mais informações sobre preço, forma e condições de pagamento e posição da ala no desfile, basta entrar em contato com Priscila Meireles no telefone (21) 96426-2332.
No carnaval de 2023, a Unidos de Padre Miguel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Baião de Mouros”, que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Edson Pereira e Wagner Gonçalves. A UPM será a quinta agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval.