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Entrevistão com Selminha Sorriso e Claudinho para celebrar 30 anos de parceria: ‘o samba tem que reverenciar as pessoas’

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Amor, respeito, união e aprendizado. A relação do casal que é a cara do carnaval do Rio continua forte, mesmo após três décadas dedicadas ao samba. Desde o começo, na Estácio de Sá, o que move a união e química de Claudinho e Selminha Sorriso é o amadurecimento em cada etapa que atingiram. E que sem o amor, um pelo outro, e pela avenida, o objetivo de trazer a nota 10 para a Beija-Flor fica impossível.

Após uma série de treinos, o casal recebeu a equipe do site CARNAVALESCO em uma tarde agitadíssima no barracão da escola, na Cidade do Samba. Mesmo cansados, Selminha e Claudinho se produziram e bateram um papo, dentro de um agradável estúdio decorado pelas cores da bandeira, sobre a cumplicidade e o profissionalismo que se confundem com a história da ‘Azul de Branco de Nilópolis’.

Após 30 anos de parceria, qual o sentimento mais presente na relação entre vocês?

Selminha: “Respeito, porque tudo começa pelo respeito. Somos pessoas diferentes, pensamos diferente, agimos diferente, nos encontramos na arte da dança, na amizade e nossas diferenças são superadas pelo respeito que temos um pelo outro. Aí, além do respeito, tem o amor, né? Quase 31 anos juntos e o que nos move realmente é o amor. E para fazer essa manutenção é um respeitando o outro, o jeito um do outro, o pensamento, e se admirando. A gente se admira muito”.

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Claudinho: “A base do respeito mesmo, porque só assim a gente tem o caminho para chegar no nosso objetivo, que é trazer a nota 10 pra escola. Através do respeito, através do querer, da garra, da energia. E trabalhar para que a gente consiga nosso objetivo. Então o respeito é acima de tudo, para que a gente consiga encaixar essa nota 10 dentro do desfile para podermos ajudar a escola a ser campeã”.

Selminha: “Esse tempo todo a gente vem amadurecendo muito, entendendo quando um precisava que o outro puxasse um pouco mais. É essa coisa do remar, você tem o remo, mas quando você precisar que o outro reme um pouco mais. É um exemplo pra falar que um precisa um fortalecer o outro nessa trajetória de mais de 30 anos de parceria, da vida pessoal. Ninguém solta a mão de ninguém. Vamos juntos na fraqueza, na vitória, no aprendizado, no querer aprender. Uma das coisas que move a Selminha e o Claudinho é não se sentar na história. A gente não se acomoda, a gente sempre entende que precisa melhorar. E uma cobrança tão grande um do outro. Eu me cobro pessoalmente, minha licença poética é que eu me cobro muito. Mas tem uma cobrança de nós dois juntos. Claudinho tem a cobrança dele e também tem a cobrança do par. O tempo todo a gente entende que precisa melhorar, que é preciso crescer, que a história só se mantém quando você entende que você precisa aprender”.

Lá, no início, na Estácio, qual foi a maior dificuldade e quando veio o título em 1992, ele foi o responsável por todo o sucesso futuro de vocês?

Claudinho: Eu acho que sim, porque ali foi o pontapé de uma parceria. A gente veio de 1991 para 1992. Foi o grande boom da parceria, onde teve o encontro, onde a gente teve que ensaiar, porque a gente nunca tinha dançado juntos, Ela tinha outros parceiros, outros mestre-salas, eu tive outras parceiras. Era uma coisa onde a gente tinha que encaixar a conexão ali pra poder fazer um bom trabalho. E graças a Deus, a gente conseguiu ali em 1992 fazer bom trabalho, e conseguimos sair campeões juntos com escola”.

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Selminha: É, foi um ano diferente para todo mundo, o casal no seu primeiro ano formando par, a escola vindo de boas colocações, mas ainda não era aquela escola onde as pessoas apostaram que vinha um título, geralmente estavam ficando na mão de algumas escolas que não era a Estácio. A Estácio vinha no quarto, quinto e sexto. E a Mocidade era a grande estrela, era o grande bicho papão da história. E a Estácio veio com um casal iniciando, com um enredo maravilhoso, porque o enredo foi tudo. Ele deu à escola um samba que pegou muito na avenida, porque era uma história muito nossa. Aquele desfile foi inesquecível, imensurável o que eu senti, o que o Claudinho sentiu. Porque você olhar uma arquibancada, eu nunca vi isso em lugar nenhum, nunca tinha presenciado isso esses anos todos como porta-bandeira, em ver de ponta à ponta, o canto e a coreografia, de pessoas que não eram nem torcedores da escola. É isso, é a magia, o samba quando é bom e chega na avenida ele contagia. Quem é sambista, gosta de um bom samba, quer vibrar com aquilo ali”.

Claudinho: “Era um samba que poucos acreditavam, era normal, e na avenida, pra você ver como as coisas que acontecem na avenida são mágicas. Na avenida tudo se transformou. Um dia desses eu tava até passando na avenida, passei pelo Renato Lage, ele tocou nessa tese aí. Ele não esquece até hoje”.

Claudinho, quem é sua referência como mestre-sala? E por qual motivo?

Claudinho: “Cara, eu cresci vendo vários. Eu vim de uma escola de samba que na época se chamava Deixa Falar. Depois se transformou em Estácio de Sá. Cresci vendo Bicho Novo, Nadinho, Cheirosa, rapaziada que era ali do bairro do Estácio mesmo. Depois Chiquinho, Delegado, Lilico, essa rapaziada toda foi referência”.

Selminha, quem é sua referência como porta-bandeira? E por qual motivo?

Selminha: “É muito difícil citar nomes, porque acaba sempre deixando alguém. A minha primeira imagem de porta-bandeira foi da falecida Boneca, foi uma porta-bandeira da Unidos de Lucas, ela foi minha primeira imagem de uma fada, porque porta-bandeira é uma fada. Aquela imagem é muito forte até hoje dentro de mim. Na sequência houve grandes porta-bandeiras que eu admirei. Mas pra não ser injusta e dizer que todas porta-bandeiras estão representadas nela. Porque ela foi uma mulher que venceu todas as barreiras da sua época. Ela conseguiu transcender o preconceito da época, da mulher preta, sambista, da mulher que saía de manhã, de noite, chegava de madrugada. Todo o preconceito que existia, essa deusa, essa rainha, que não está mais entre nós, ela conseguiu vencer e abrir espaço para todas que vieram. Sei quem tem a tia Maria Helena, que eu amo, que me ajudou muito no nosso primeiro ano. Vou deixar assim, minha homenagem à tia Dodo Portela, e deixar um beijo no coração para o casal Maria Helena e Chiquinho, porque alguns dessa geração conseguiram ver eles dançarem. Alguns não viram Dodo, mas nós tivemos esse privilégio. Nesse casal, nessa rainha, homenageamos todos”.

Vocês trabalham como um dos maiores sambistas da história que é o Laíla. Ele mudou vocês de posição e levou o casal para frente do desfile e virou referência. Qual foi o maior aprendizado que vocês tiveram com o Laíla e como era enfrentar os puxões de orelha dele?

Selminha: O maior aprendizado dele era não esmorecer, buscar força mesmo quando você acha que não tinha. Seja na parte física, emocional ou na criativa. Foi um privilégio trabalhar com ele”.

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Claudinho: “Dele, muita coisa, porque ele, praticamente, no nosso início, quando a gente fez essa transição do Estácio para a Beija-Flor, foi um pai para gente. Nos ensinou todo o conhecimento que ele tinha, deu oportunidades de a gente fazer várias coisas, ensinou várias coisas pra gente dentro do carnaval. Ele era a referência do que era pra fazer dentro do carnaval. A gente só elaborava e ele dava o caminho de ‘vai embora, vai nessa aí’. Ele só olhava. Só no olhar sabia quando ele tava bravo e sabia quando ele estava tranquilo”.

Selminha: “O não puxão de orelha era um elogio, porque ele pouco elogiava e muito ensinava. Então, sabe aquele pai que não fala nada, está tudo bem? Era ele. Mas quando vinha falar, era alguma coisa que precisava melhorar. E algumas vezes, quando eu achava que ele tinha se excedido, ele ouvia. Muita gente achava que ele era uma pessoa que não ouvia, mas ele ouvia”.

Claudinho: “Ele tinha um ouvido e um olhar de águia. Ele era um cara que enxergava as coisas lá na frente. E ele gostava das coisas muito perfeitas. Era um cara visionário. Hoje, se você for ver lá o ranking dele, as histórias, você vai comparar… ele foi um cara pioneiro. Um cara que fez pelo samba muita coisa bonita”.

O mestre-sala vem sempre muito cobrado em cortejar mais a porta-bandeira do que dançar sozinho. Acha que falta mais esse “olhar” do mestre-sala para porta-bandeira?

Claudinho: “A dança mudou um pouco. Como a gente é um casal tradicional, a gente acompanha a tradicionalidade dos antigos, porque a gente não pode deixar morrer o que os antigos fizeram, os antepassados. O que a rapaziada fez, o que o Delegado fez… Tantas pessoas fizeram pelo samba, pela dança, defendendo o pavilhão, protegendo a porta-bandeira, fazendo o seu riscado na hora certa, no momento certo. Tudo tem começo, meio e fim. Ela tem cada momento de glamour, é a dança dos nobres. É a dança do cortejo, a proteção à sua porta-bandeira, proteção ao pavilhão, que é o símbolo maior da agremiação. A gente que é um casal tradicional, a gente acompanha esse legado que as ancestralidades deixaram para gente”.

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Ser uma das maiores mulheres do carnaval é muita responsabilidade, mas é muita pressão também. Como você encara essa missão de ter que entregar nota, ser cobrada e também ser adorada?

Selminha: “O mais legal dessa história é ser adorada. Bom, eu não me sinto assim. Eu acho que ver o carinho das pessoas, o respeito, é o que você entrega e você recebe o que você entregou. Quando eu recebo um elogio, um gesto de carinho, um abraço, eu fico muito agradecida. E tenho pra mim que aumenta a minha responsabilidade de entregar tudo que esperam de mim. A arte da dança com o Claudinho, porque sem ele eu não sou ninguém, não existe a porta-bandeira sem o mestre-sala e vice-versa, ser uma pessoa que as crianças gostam, e eu quero estar perto das crianças, porque é o público alvo, e sempre usar de empatia. A gente teve que entender na pandemia o quanto que precisamos um dos outros, o quanto somos frágeis aqui no plano terrestre, ninguém é forte sozinho, o barco precisa de várias mãos, de vários braços, pra chegar em algum lugar, então foi um grande ensinamento a pandemia pra mim. Eu tentei melhorar, eu já estava em um processo para melhorar como ser humano. Vou errar, vou continuar errando, mas a pandemia me deu essa noção de que eu preciso ser mais simpática, mais cortês, mais solidária, mais humana, mais amiga, mais mãe, mais parceira, e eu tenho gostado da Selminha desse jeito, me dá uma paz interior. Hoje eu quero menos do que antes. Hoje eu quero o suficiente. Esá tudo bem, se hoje não foi tão bem, há dias e dias, amanhã vai ser melhor. Eu também aprendi a agradecer mais do que eu peço”.

Em algum momento nesses 30 anos surgiu o convite para vocês saírem da Beija-Flor ou dançarem separados? Como foi e o que falaram?

Selminha: “Nunca fizeram isso com a gente, nunca ninguém convidou. Só em outras escolas, de outros estados, mas nunca sozinha, sempre juntos. Eu acho que as pessoas entendem essa relação muito forte com a Beija-Flor. Como se fosse sagrado. É uma relação de ancestralidade, de uma escolha dos deuses do samba, costumo brincar assim com as pessoas. Nós não somos estrela. A gente ocupa um papel de dois personagens que estão sempre aprendendo. Estamos construindo uma história, e uma história bem bonita”.

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Claudinho: “Não tem como mudar porque a gente veio da comunidade, a gente veio da favela. Chegar hoje, praticamente, mantendo essa história dentro da agremiação, junto da família, é uma coisa maravilhosa”.

Qual é o desfile inesquecível de cada um nessa parceria de 30 anos? E por qual motivo?

Selminha: “Pra mim, 2001, Agotimé. Porque foi meu primeiro ano como mãe. Eu exerci a função que meu coração escolheu e depois do meu sonho, veio o Igor, ele tinha 4 meses. Fora que era o enredo. Era o enredo e o samba, falar da rainha Agotimé. A rainha africana, que chegou no Brasil, foi vendida por um filho, o filho ficou com inveja do outro filho, enfim… É uma história que é nossa, porque ela veio pra cá e morou lá em São Luís do Maranhão, nós fomos até a casa dela, cheguei a visitar a casa. Pra mim foi esse desfile. Inesquecível”.

Claudinho: “Guiné, 2015. Aquela história toda do ‘Canta, Guiné Equatorial. Criança levanta a cabeça, e vai embora’. Esse ano pra mim, de todos eles, foi o que eu mais vi em mim”.

Acreditam que o julgamento do quesito nos próximos anos voltará a ser mais focado na dança ou a coreografia chegou para ficar e ganhar mais protagonismo?

Selminha: “Esse encontro com os julgadores recomeçou ano passado, foi justamente visando isso. Que a dança seja muito mais livre, muito mais evidenciada como a dança do povo preto, do que a dança clássica. Os julgadores se encantam, eles querem ver e julgar a dança preta, a dança da ancestralidade, da superação, a dança do reconhecimento que deu ao povo preto dignidade. Dois dançarinos de uma cultura preta popular de resistência. É legal que essa parte do ballet, do jazz, seja implementada ao casal pra lapidar. Houve uma evolução, muita coisa mudou. Para hoje, o que estamos vivendo, ter um coaching, ter um acabamento na mão, no pescoço, na finalização, é perfeito. Não pode mexer, tirar a originalidade. A criação tem que vir do casal, e a lapidação do casal”.

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Claudinho: “Se você mexe muito, você mata a tradição daqueles que deixaram a tradição pra gente”.

Selminha: “As agremiações estão muito equiparadas hoje em dia, elas vêm brigando pra ficar entre as seis, salvo uma outra, por dificuldade financeira ou administrativa mesmo. Nas grandes maiorias ficam em condição de ganhar. Você pega um desfile e fica ‘caramba, meu Deus, tudo lindo’. Carros lindos, roupas lindas. Já foi tempo que as escolas ganhavam de muitos décimos. A Beija-Flor já ganhou de um ponto e três décimos, era muita coisa, sobrou. Hoje é muito difícil, é de um décimo, dois, três. Por conta da grandiosidade do espetáculo, as escolas estão pegando muito dinheiro, investindo mesmo no carnaval, isso é muito importante”.

O que não pode faltar em um mestre-sala perfeito?

Claudinho: “Acho que a proteção do pavilhão, e a proteção da sua dama, eu acho que isso aí é o essencial e coisas que não podem faltar. Duas coisas valiosas, uma é o pavilhão, que representa toda a escola de samba, toda uma nação; e sua porta-bandeira que é a sua dama, sua namorada, sua ‘partner’”.

Você vem falando que vem aprendendo demais com os enredos da Beija-Flor. Qual é a diferença da Selminha de antes e depois desses enredos?

Selminha: “Eu sou hoje uma mulher que me encontrei quando eu conheci ‘Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor’ e que orgulho de ter me reconhecido e me encontrado mulher preta, moradora de comunidade, sambista, mãe solo… Esse orgulho que tenho hoje, por conhecer um pouco mais da minha história, da história da minha gente, eu devo ao samba, porque as escolas de samba sempre foram protagonistas da voz da nossa gente, que encontrou neste espaço pra contar, pra reivindicar, e para se homenagear também. Quantos enredos africanizados nós tivemos em homenagem a grandes personagens da nossa história, que a sociedade não vai fazer. Talvez hoje, mas antes não. Ocupar esse espaço da Selminha… dentro de mim, da Selminha que foi moradora da comunidade quando criança, dessa mulher que lutou, conseguiu estudar e se formar em direito, dessa mulher que hoje é primeiro-sargento do corpo de bombeiros. Eu tenho um trabalho com as crianças, que quer ser mais… Hoje apresentadora de programa de televisão, em tv aberta, e cheio de coisas acontecendo aí, que depois eu conto… Imagina que orgulho da minha mãe, que lá do plano espiritual sente de mim, que orgulho do meu filho deve sentir de mim, que orgulho de ver a mestra Ione Carmo, ouvindo um pouquinho da nossa história deve se sentir. Porque se eu soubesse o quão bom era estudar, o quão bom era saber, eu tinha estudado mais. Olha que eu aproveitei bastante as minhas oportunidades, mas poderia ter aproveitado muito mais, porque o saber não ocupa
espaço. Quanto mais conhecimento você tem, você pode ajudar a transformar uma história. E o que eu tenho aprendido, eu tenho compartilhado com os alunos do Instituto Beija-Flor modalidade carnaval, porque são várias modalidades neste instituto. Sou uma mulher que estou me encontrando quanto brasileira no enredo ‘Brava gente, o grito dos excluídos do bicentenário da Independência’ quanto brasileira, eu me encontrei. Descobri que as mulheres pretas não tinham protagonismo, elas eram invisibilizadas, que as lutas travadas pelo povo preto, pelos indígenas, para que tivessem realmente liberdade, a história não conta. Houve um apagamento dessa história”.

Passa na cabeça de vocês que um dia vai chegar o momento de parar? E quando acontecer como vocês querem que seja esse momento?

Selminha: “A gente nem se prepara para isso. A gente tem tanto gás, tanto amor, tanta credibilidade para estar onde estamos, que a gente nem pensa nisso. A escola ama a gente, acredita na gente. A cada ensaio, a gente percebe que dá pra continuar. E esse desejo de que dá pra continuar é tão forte que parece que os deuses do samba falam assim:’Deixa os caras, que foram eles que nós escolhemos para mostrar que não tem tempo, que não tem hora’. Que esse paradigma que umas pessoas constroem a vida dos outros tem que ser quebrado, imagina quantas pessoas podem fazer tantas coisas, aí vem o outro e fala ‘ah, mas você não acha isso?’ Eu pratico crossfit, futevôlei. A gente tem uma pegada tão boa de energia, de força física, e fazendo história. Serve para esses jovens que estão começando, porque Claudinho e Selminha fizeram, ‘a gente pode também’. Isso não é lindo? Ouvir o Neguinho cantar, com setenta e poucos anos. O samba tem que entender que o samba tem que reverenciar as pessoas e fazer história, porque elas servem como inspiração. Se eu estivesse começando falaria assim: ‘Cara, eu estou na era, dançando no mesmo patamar, no mesmo espaço que Claudinho e Selminha, eles têm 30 anos juntos, eu não era nem nascido’ Eu ia me orgulhar muito”.

Claudinho: “Eu te dou uma referência no samba, ‘Deixa Nilópolis cantar’.

Qual é a declaração que a Selminha fala olhando para o Claudinho? E qual é a declaração que o Claudinho fala para Selminha?

Selminha: “Eu agradeço por você existir na minha vida. Nós agradecemos muito o tempo todo. Porque ninguém solta a mão de ninguém, estamos juntos”.

Claudinho: “Agradeço também. É um casamento, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença. Tem seus percalços? tem. Mas é importante. A gente foi amadurecendo e continuamos amadurecendo juntos”.

Beija-Flor realiza leião e jantar beneficente em prol dos seus projetos sociais

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A Beija-Flor realizou na noite desta terça-feira um evento solidário no Belmond Copacabana Palace, o primeiro leilão e jantar beneficentes do Instituto Beija-Flor, o braço social da escola de samba, que ajuda centenas de crianças, jovens e adultos de Nilópolis e da Baixada Fluminense dia a dia. Os atores Giovana Lancellotti e o Anderson Muller foram os apresentando.

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Todo o lucro do evento será revertido aos projetos do instituto. Eles incluem doações de alimentos, brinquedos e itens de higiene pessoal, entre outros, aos moradores de comunidades conectadas à agremiação; oferta de aulas e workshops de samba no pé, bailado de mestre-sala e porta-bandeira e percussão, entre outras modalidades e iniciativas semelhantes, amplamente divulgadas em nossos canais de comunicação oficiais.

Na lista de itens a serem arrematados, estavam incluídas camisas dos craques Neymar Jr. e Gabigol; uma chuteira autografada por Vini Jr.; uma prancha de surfe de Gabriel Medina e um figurino da cantora Anitta. Tinha também itens como o pavilhão da Beija-Flor e ingressos para o “Nosso Camarote”. E ainda fantasia para o desfile da azul e branca deste ano e camisas para sair no desfile das campeãs.

Arquibancadas para os desfiles do Grupo Especial: procura cresce e já tem setores se esgotando

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Mais de 70% dos ingressos de Arquibancadas Especiais dos desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial no Domingo, 19 de fevereiro, já foram vendidos. O Setor 6 já está esgotado e restam pouquíssimas entradas dos Setores 3 e 7. A procura é muito grande também para os desfiles de Segunda-Feira, 20: quase 60% dos ingressos já foram vendidos. Há pouco mais de um mês do Rio Carnaval 2023, a procura de ingressos para o Sábado das Campeãs também é intensa. Pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou pix. Não perca tempo: reserve já o seu ingresso.

DÚVIDAS/INFORMAÇÕES

TOTAL ACESSO, no menu Perguntas Frequentes, o interessado pode obter informações sobre menores de idade, meia-entrada para estudantes e idosos, e ingressos para pessoas com deficiência.

Prefeitura do Rio apresenta como será a nova Intendente Magalhães para o Carnaval 2023

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A Prefeitura do Rio, através da Riotur e da subprefeitura da Zona Norte, apresentou na manhã desta terça-feira, o novo projeto da Intendente Magalhães para o Carnaval 2023. Em um tratamento inédito para o Grupo de Acesso, o pode público criou um novo espaço para os desfiles. A criação muda o local. O desfile começará na Avenida Ernani Cardoso, na divisa com a Rua Padre Manso. A largura da pista será alterada, também o modelo de ida e volta dos carros alegóricos até o local, iluminação melhor, esquema de trânsito especial da CET-Rio. Outros novidades são o sistema de som completo ao longo da Avenida, cabine dupla de jurados e a pista pintada de branco, como é no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Na abertura da apresentação do projeto, o presidente da Riotur, Ronnie Aguiar, lembrou o pedido do prefeito do Rio, Eduardo Paes, quando fez o convite para que assumisse a gestão do órgão. “Quando o prefeito me convidou para assumir a Riotur, ele me deu a tarefa de tratar o carnaval com igualdade. Dar a mesma estrutura. Em conjunto com a Superliga e todos os órgaos municipais, a gente chegou ao projeto do novo desfile da Intendente. Todo estruturado. O lugar mudou, mas a distância da pista é a mesma. Agora, todas escolas vão ter o conforto e mostrar suas apresentações com mais dignidade. Não haverá cobrança de ingressos. Além da arquibancada popular, as pessoas poderão usar suas cadeiras de praia em uma área especial, como sempre fizeram. É o carnaval da democracia. Essa é a nova Intendente. Feita com todo carinho para dar conforto para todas escolas de samba e para população”.

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Fotos: Cristiano Martins/Site CARNAVALESCO

Presidente da Superliga, Clayton Ferreira, citou o impacto que o novo projeto vai gerar nos desfiles das séries Prata e Bronze. Ele ressaltou que a novidade traz um marco para Intendente.

“O impacto é muito grande. Agora, nós temos uam estrutura que pode fazer o carnaval da Intendente crescer ainda mais. O que impedia era o espaço físico. A cada ano crescia nossa demanda para crescer e era reprimida pela estrutura. O prefeito Eduardo Paes entendeu isso e o subprefeito da Zona Norte, Didi Vaz, abraçou e culminou com a entrada do presidente Ronnie na Riotur para fecharmos o projeto. O Carnaval 2023 será um marco na história do carnaval da Intendente Magalhães”.

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Clayton Ferreira também comentou as mudanças. “A pista ficará mais larga. Será pintada, um desejo imenso das escolas de samba. O comprimento é basicamente o mesmo. Teremos cabines duplas, as escolas vão parar apenas três vezes e isso trará mais dinamismo para os desfiles. Conseguimos, finalmente, ter verba para contratar um som digno do carnaval da Intendente Magalhães. Temos escolas de bandeiras pesadas. Todas merecem respeito. Cada escola vem com média de 700 componentes na Série Prata. A mudança do som foi a mudança principal. Teremos som digno e uma iluminação muito boa”.

O novo projeto da Intendente gera mais responsabilidades para Superliga e todas escolas. O presidente Clayton Ferreira disse estar ciente e agradeceu a missão dada pela Prefeitura do Rio.

“A Prefeitura passou uma grande missão para gente. A Superliga é a grande organizadora do carnaval. Hoje, tudo passa pela gente. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Sabemos o que as escolas de samba necessitam e temos que fazer os desfiles darem certo. É fazer valer isso”.

Subprefeito da Zona Norte, Didi Vaz, garantiu que os moradores da região e todas escolas de samba do Acesso vão ter mais comodidade com a nova Intendente Magalhães. “A suprefeitura faz muito esse trabalho regional. Estamos sempre em contato, explicando a dinâmica, fechamento de rua e não será difernte. Vamos melhorar o acesso da Intendente. Prejudicava escolas e moradores. É uma melhor infraestrutura para todos. O desfile terá uma infraestrutura nunca antes vista. Foi pensado para quem desfila e os moradores. É revolucionária. Pensamos fora caixa. É uma estrutura que não vai dever nada para quem está na Sapucaí. As escolas vão ganhar mais corpo. Queremos cada vez mais crescer desfiles robustos, criando mais profissionais e gerando recursos para todas escolas”.

CARNAVALESCO firma parceria com o ibis Styles São Paulo Anhembi para cobertura do Carnaval 2023

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A cobertura do Carnaval 2023 de São Paulo promete ser ainda mais especial no site CARNAVALESCO. Foi firmada uma parceria com o ibis Styles São Paulo Anhembi para os desfiles deste ano. Assim, vamos apresentar aos nossos leitores, os apaixonados por carnaval, o melhor da folia paulistana, inclusive, com o melhor serviço de hospedagem para os sambistas.

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“Para gente é super importante a parceria, justamente para aproveitar o momento de carnaval e a nossa localização. A gente tem o costume de receber essa galera que vem para o carnaval e estamos preparados. Todo ano a gente se prepara no nosso calendário com o objetivo de atender essa demanda que vem do Carnaval. A nossa localização é estratégica, estamos muito próximos do Sambódromo e sabemos do nosso potencial. Essa parceira é ótima porque nos aproxima do cliente final e do dia importante” disse Juliana Diniz, Gerente de Contas do ibis Styles São Paulo Anhembi.

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ibis Styles São Paulo Anhembi é o melhor local para se hospedar para quem for ver os desfiles em São Paulo

O ibis Styles São Paulo Anhembi possui diversos pontos espetaculares e fundamentais para quem vai assistir aos desfiles das escolas de samba de São Paulo. O principal, sem dúvida, é a proximidade com o Sambódromo paulistano e a Rodoviária do Tietê. Além da estação de metrô Portuguesa-Tietê, o que facilita a movimentação para qualquer ponto da cidade.

“Neste ano nós estamos com parceria só com o site CARNAVALESCO. A gente quis dar uma atenção especial. É um parceiro específico para conseguir atender todo mundo de uma forma legal. Estamos super felizes em ver o nosso nome no site e ver que a galera está conseguindo chegar para gente”, comentou Juliana Diniz.

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Juliana Diniz, Gerente de Contas do ibis Styles São Paulo Anhembi

Com um design criativo, baseado no tema “aviação”, o ibis Styles São Paulo Anhembi une a praticidade para o trabalho com um espaço receptivo para família por uma ótima relação custo-benefício. Os quartos são super confortáveis e adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, com wi-fi grátis e ar condicionado. O restaurante 14 bis serve café da manhã com 40 opções de refeição, e o bar está disponível por 24 horas. Deixe as crianças se divertirem no Espaço Kids. Cães também são bem-vindos. O restaurante 14 bis também serve café da manhã, almoço de jantar para o público que não está hospedado (valores a consultar).

“É um orgulho muito grande fecharmos essa parceria com o ibis Styles São Paulo Anhembi. Indicamos aos nossos leitores o melhor local de hospedagem para quem vai assistir aos desfiles no Anhembi. Como a gente está preparado para fazer a melhor cobertura jornalística dos desfiles, o hotel está totalmente pronto para dar conforto aos sambistas que vão desfrutar do Carnaval 2023”, comemorou o jornalista Alberto João, Editor Executivo do site CARNAVALESCO.

Desafio das alas comerciais: reprodução das fantasias e como fazer o componente cantar o samba?

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Mestre Chuvisco promete levantar a Sapucaí com um show de ritmos e instrumentos vindos direto do Maranhão

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A Estácio homenageia no Carnaval 2023 as festas e ritmos do Maranhão. Assim, a escola levará para avenida instrumentos característicos desta rica diversidade da tradição nordestina. Juntando elementos do tambor de crioula, bumba meu boi, cacuriá, quadrilhas juninas e forró, a bateria “Medalha de Ouro”, do mestre Chuvisco, promete embalar os foliões passando por todas essas vertentes dentro do seu samba.

Ele destacou o trabalho de encaixar todos esses sons durante a bossa. Os instrumentos que serão usados são: a matraca, o pandeirão, caixa do divino e os tambores, mas o mestre salienta que a junção rítmica estará pronta para o dia do desfile.

“Estamos tentando adaptar tudo isso dentro do samba, está ficando muito bacana. Requer trabalho, estamos suando muito. Estou pegando no pé do pessoal no dia a dia para que possam ensaiar o máximo possível, para chegar no dia do desfile, poder executar bem e fazer um espetáculo como nossa bateria está acostumada a fazer”, disse Chuvisco.

Durante o desfile a entrada dos instrumentos promete ser um show a parte, sempre começando um a um no final a volta da bateria será comandada pelas matracas. Mestre Chuvisco não escondeu o jogo e falou como vai ser esta apresentação.

“A gente vai usar esses instrumentos todos juntos com a bateria, no momento que o samba falar de todos estes ritmos vamos começar com um, depois outro e assim sucessivamente, depois a gente sai e a volta será com a chamada das matracas feita pelos diretores de bateria. Isso tudo vai acontecer na segunda do samba, tem um momento ali em que começa a falar desses ritmos a gente vem executando isso tudo”.

Chuvisco é o mestre mais longínquo a frente da Leão do Estácio. É seu 13º desfile comandando a “Medalha de Ouro”. Mais tempo, inclusive, que o icônico mestre Ciça, que ficou na agremiação por nove anos. A expectativa está muito alta para uma grande exibição. A alegria dele e de seus comandos, traduz o vai ser está apresentação cheia de ritmos da Estácio de Sá.

“Se Deus permitir e a escola também, eu pretendo ficar muito mais que estes 13 anos. Estou esperando um desfile muito bom o melhor possível o enredo é muito alegre, divertido, colorido, leve. Acho que vai ser um desfilem muito contagiante em que o publico vai gostar bastante, vai ter quadrilha, forró vai ter tudo, preparem-se para dançar muito”.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

A Estácio de Sá será a quarta escola a desfilar no dia 17 de fevereiro, sexta-feira de carnaval, com o enredo “São João, São Luís, Maranhão! Acende a Fogueira do Meu Coração”. Com a benção dos dois santos o Leão promete vim forte para voltar ao Grupo Especial em 2024.

Carnaval 2023: Seop abre 85 licenças para ambulantes fixos trabalharem no entorno do Sambódromo

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A Secretaria de Ordem Pública (Seop), por meio da Coordenadoria de Controle Urbano (CCU), abriu inscrições para as pessoas que desejarem trabalhar como ambulante fixo no Carnaval 2023. Serão concedidas 85 licenças para vagas regulares e 160 para o cadastro reserva, sendo um total de 245 inscrições. As autorizações dos pontos fixos serão dadas para pessoas físicas, maiores de 18 anos, trabalharem no entorno da passarela do samba Professor Darcy Ribeiro – Sambódromo. Os interessados deverão pagar uma taxa no valor de R$ 391,23, devem residir na cidade do Rio de Janeiro e só será admitida uma única inscrição por pessoa. A seleção será feita por meio de sorteio público.

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As autorizações serão concedidas para moradores do município por meio de sorteio – Divulgação

Os sorteados irão trabalhar com barracas padronizadas pela Prefeitura durante o período do evento, e a responsabilidade logística é do candidato. As ordens de escolha dos pontos fixos serão atribuídas de acordo com a cronologia do sorteio. A secretaria vai permitir que o titular da autorização escolha um único auxiliar para apoiar nas atividades. O nome dele vai constar na autorização e a inclusão dele deverá ser feita no momento da inscrição.

As inscrições vão até às 16h de quarta-feira (18/1), e o resultado do sorteio será divulgado às 11h de quinta-feira (19/1). A lista dos sorteados e informações sobre a convocação dos candidatos serão colocadas no site da secretaria. Todos os nomes serão publicados no Diário Oficial do Município no dia 24 de janeiro.

Lista de documentos:

Os sorteados deverão se apresentar nos dias 25 e 26 de janeiro (conforme a ordem do sorteio), às 10h, na sede da Coordenadoria de Controle Urbano, localizada na Rua Ministro Hélio Beltrão, nº 50 – Cidade Nova, portando os seguintes documentos:

– Comprovante de inscrição
– Carteira de identidade expedida por órgão competente (RG)
– Carteira do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF)
– Comprovante de residência no Município do Rio de Janeiro em nome do próprio, expedido nos últimos três meses da data da inscrição
– Uma foto colorida tamanho 5×7 do candidato a titular da inscrição e no caso de haver auxiliar, deverá apresentar uma foto do mesmo padrão

Beija-Flor inaugura sala de imprensa na quadra

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Pela primeira vez, a imprensa ganhou uma sala exclusiva na quadra de uma escola de
samba do Grupo Especial. A ideia partiu da Beija-Flor de Nilópolis que inaugurou, na última quinta- feira, antes do ensaios para o Carnaval 2023, o espaço para todos que estavam
presentes. Em seu discurso, o presidente Almir Reis se mostrou orgulhoso do projeto e
homenageou Luiz Augusto, mais conhecido como Saramandaia dentro da agremiação.

Além de ter seu nome gravado no letreiro, Saramandaia, que é integrante da Azul e
Branca desde 1973, recebeu o carinho e aplausos do público. Emocionado, ele pareceu surpreso com a grandiosidade da ocasião e, abraçado com Almir, foi o primeiro a conhecer a sala. Posteriormente, o presidente se apressou para convidar todos os repórteres para o que chamou de “nova casa”.

O espaço climatizado conta com sofás, pufes, mesas e uma boa iluminação para gravações. A decoração traz momentos sutis da escola e plantas de ambiente interno. Há também uma varanda que pode ser utilizada de forma mais casual.

Para o site CARNAVALESCO, Almir comentou que o desejo surgiu numa antiga conversa com a porta-bandeira Selminha Sorriso. Apesar do desenvolvimento de alguns projetos, nada foi concretizado. Um tempo depois, em conversas com a administração, encontraram um jeito de fazer acontecer. Ele finalizou a fala pedindo uma opinião: “(…) mas o que você achou? ficou lindo, né?”

Durante o ensaio e pelo resto da noite, a imprensa pode se fixar na sala, que ofereceu
garrafas de água e paredes antirruído para os que já quiseram escrever suas próprias
reportagens.

‘Quintal de casa’: sambistas curtem os ensaios técnicos da Série Ouro na Sapucaí

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A volta do calendário regular do Carnaval incentivou os cariocas foliões a saírem de casa e irem para o ensaio técnico na Marquês de Sapucaí no fim de semana. Com as arquibancadas e frisas dos setores 2 e 3 cheios, no último sábado, o público pode assistir aos terinos de três escolas de samba da Série Ouro: Lins Imperial, Inocentes de Belford Roxo e Estácio de Sá.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Depois de um ano sem carnaval e outro com os desfiles fora da data, nos anos de 2021 e 2022, respectivamente, as escolas de samba fazem seu retorno à Passarela do Samba. Para alguns, o amor é tanto que a Marquês de Sapucaí é como o “quintal de casa”. Essa é a perspectiva de Rosemeri Costa, responsável pela Ala das Feras do Império Serrano, que foi curtir o primeiro dia de ensaio técnico e estava ansiosa para assistir Lins Imperial e Estácio de Sá.

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Rosemeri Costa, responsável pela Ala das Feras do Império Serrano

“A gente está vindo com uma nova esperança. Um novo carnaval!”, comentou Rosemeri. “É uma experiência maravilhosa. Eu fiz amizade com pessoas do Uruguai, pessoas do Peru. É gratuito, a gente pode trazer nossa comida, nossa bebida, mas não é só isso. A gente veio para assistir o carnaval, mesmo sendo ensaio técnico. Está no nosso sangue. Quem é carioca adora isso”.

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Genilce Gouveia, torcedora da Estácio de Sá

Durante os ensaios técnicos, a entrada é gratuita e há permissão para trazer alimento e bebidas para consumo próprio. Genilce Gouveia, torcedora da Estácio de Sá, veio para a avenida com amigos e comentou sobre a sensação de estar assistindo.

“Aqui é o melhor lugar do mundo! Todo mundo se entende, ninguém briga, todo mundo se respeita. Eu venho no desfile, eu compro o ingresso para a arquibancada. Só que no ensaio técnico é mais povão, a gente come e bebe, todo mundo junto e misturado”.

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Terezinha Soares é imperiana

O sábado sem chuva ajudou no ânimo dos apaixonados por carnaval. Segundo a imperiana Terezinha Soares, “São Pedro ajudou!”. Ela foi para a Sapucaí assistir ao ensaio da Lins Imperial e falou sobre os vínculos de amizade criados naquele momento. “Isso aqui é uma família! A gente se conhece, faz um círculo de amizade. É maravilhoso! Chegamos mais tarde, não tinha mais esse lugarzinho aqui [a grade da frisa]. A amiga cedeu e já fizemos amizade, amizade de carnaval”, comentou Terezinha.

A Baixada Fluminense também esteve presente na Passarela. Naidée Medeiros, torcedora da Beija-Flor de Nilópolis e entusiasta das escolas da região, estava bem próxima da Avenida, não tinha pretensão inicial de ir ao ensaio técnico, mas não negou o convite de uma amiga.

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Naidée Medeiros, torcedora da Beija-Flor de Nilópolis

“[Eu estou sentindo] uma energia muito boa. Estamos amando! Pretendemos vir no desfile principal.”, declarou Naidée.

Os ensaios técnicos da Série Ouro acontecerão nos próximos sábados, até dia 4 de fevereiro. Diferentemente do primeiro dia de ensaio, os outros dias começarão às 19h30. Já no Grupo Especial, os ensaios serão aos domingos até o dia 12 de fevereiro, a partir de 20h30. Uma exceção será o sábado 11 de fevereiro, em que haverá a lavagem da pista às 18h30 e Unidos de Vila Isabel e Unidos do Viradouro farão o teste de luz e som.