InícioSão PauloIndependente encerra ciclo de ensaios técnicos mostrando extrema garra da comunidade

Independente encerra ciclo de ensaios técnicos mostrando extrema garra da comunidade

A Independente Tricolor realizou o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2023. O destaque para o treino foi a forte garra que a comunidade mostrou. O canto no ritmo de guerra do seu enredo manteve a regularidade nos três testes da agremiação. Mas, sem dúvida, foi uma grande crescente. Nesta noite a comunidade estava mais solta. Literalmente dava para notar muitos componentes gritando o hino da entidade tricolor. A comissão de frente foi outro ponto forte. Mesmo que a interpretação tenha sido complexa, a encenação se fez muito rica em detalhes. A bateria ‘Ritmo Forte’ de Cassiano Andrade e o carro de som liderado por Pê Santana, também são válidos de ressaltar. Por isso uma grande harmonia foi desenvolvida neste ensaio.

“O ensaio de hoje foi muito positivo. Nós trabalhamos nesses 10 dias toda a parte técnica da escola e tudo o que precisava para acertar o nosso andamento. Foi um ensaio realmente técnico. Nós combinamos que hoje seria o nosso desfile e no nosso desfile seria o desfile das campeãs para a gente ir com a certeza de um trabalho bem feito. A Independente hoje esgotou as possibilidades de erros e a nossa ideia agora é só desfilar”, avaliou a diretora de carnaval, Luciana Moreira.

Comissão de frente

A ala se apresentou vestindo uma roupa inteiramente branca. Desta vez, mostrou uma coreografia que deu um ar de característica diferente dos demais ensaios. Já havia sido assim na outra oportunidade. Na encenação havia 14 personagens com espadas e apenas um com dois martelos em ambas as mãos. A ala fazia vários movimentos e coreografias, mas vale destacar um ponto chave: Em determinado momento, um grupo se separava do outro e faziam olhares aparentando lutarem entre si. Esse personagem do martelo ficava no meio como se fosse algum tipo de “entidade” tentando separar, embora não fizesse o movimento para tal. Vale destacar os vários momentos em que a comissão saudou o público. Também foi grande destaque na apresentação.

Harmonia

De longe foi o quesito destaque da agremiação tricolor. Impressionante como a comunidade gritou o samba. Não deixaram o ritmo dos dois últimos ensaios caírem, pelo contrário. Dá para dizer que houve uma leve evolução no canto. Além do volume, foi tudo muito sincronizado. Isso se nota na bossa do refrão principal, onde o mestre Cassiano Andrade fez o apagão e a comunidade canta em uma só voz. O refrão principal se destaca. Também vale ressaltar os versos “Avante minha escola, rumo a vitória, esse é o meu lugar… Conquiste a avenida, a invasão vai começar”. É uma voz solta de libertação de quem sofreu tanto nos últimos anos e realmente pôde dar a volta por cima. As partes que se cantam “Ôoo”, cujo se localiza no refrão do meio, a entonação vai para cima também.

Luciana Moreira, diretora de carnaval falou sobre o canto da comunidade. “O nosso ponto forte é o canto. O samba emociona, toca no coração da Independente, porque é abordar o nosso carnaval em uma história de amor. A Independente é uma escola muito apaixonada. O nosso ponto forte mesmo é o canto e o amor”, disse.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jefferson Antony e Thais Paraguassu fez um ensaio agradável. Usaram muito os giros horário e anti-horário para depois mostrar o pavilhão. Executaram a coreografia dentro do samba, mas o primeiro movimento citado predominou o bailado. A dupla encontrou a pista seca e isso culminou totalmente para o sucesso da apresentação. Com uma estratégia de não comprometer a evolução, o casal ensaiou cercado por cinco guardiões na frente e atrás.

“Hoje foi um dia em que eu estava bem emocionada. Eu chorei na entrada, o que é muito raro acontecer. No ensaio pode, né? O que não pode é no desfile. Eu fiquei muito emocionada hoje, e com certeza foi nosso melhor ensaio. Viemos deslizando na Passarela, fazendo todas as obrigatoriedades do quesito. Viemos leves e tranquilos, exatamente como queremos vir no dia do desfile, com tranquilidade, desempenhando o nosso papel e apresentando tudo que é obrigatório pelo regulamento”, comentou a porta-bandeira

“Exatamente o que a Thais disse. Desde o início, quando começamos os ensaios, eu não tinha visto ela emocionada como hoje. Hoje foi o contrário, quando eu estou emocionado, ela não está, e quando ela está, eu não estou. Parece que um dá força para o outro, mas vê-la emocionada me deu aquela motivação a mais para entrar com garra. Entramos brincando mesmo o Carnaval, claro que com todos os movimentos obrigatórios. O que manda o regulamento, nós fizemos bonitinho, mas a gente hoje veio do jeito que esperamos estar no dia, descontraídos, alegres e com energia maravilhosa. E com essa comunidade, que não tem como não se emocionar, não vibrar e não cantar. É demais”, completou o mestre-sala.

Evolução

A escola evoluiu de forma correta. Em algumas alas houve uma pressão por alinhamento e, em outras, os componentes dançavam livremente de um lado para o outro. O que deu para notar de concreto foi a animação dos componentes. Gritavam, pulavam e batiam no peito. O enredo fala de guerra e a comunidade comprou a ideia disso. Não é uma coreografia obrigatória, mas no verso “sou mais você Independente”, deu para ver muitos componentes fazendo o gesto característico da torcida, que é cerrar os punhos em formato cruzado.

Samba-Enredo

É um hino feito totalmente para a comunidade. Como dito anteriormente, é para soltar aquela voz de libertação que estava entalada há alguns anos, após tragédias que aconteceram na agremiação tricolor. O intérprete Pê Santana é pouco comentado no carnaval paulistano, mas teve uma participação gigante nos treinos. Colocou os componentes para cima com os seus cacos e bordões. Na arrancada também foi fundamental.

“Fizemos o nosso terceiro e último ensaio aqui, ainda temos um de rua para finalizar nossa temporada antes de voltarmos ao desfile. E foi muito positivo, mais uma vez bem positivo. Vemos pela cara da nossa harmonia que o pessoal curtiu bastante, com certeza tem coisas a ajustar, é o normal, por isso que existem esses ensaios. Mas acho que estamos no caminho certo, escola é muito forte, canta forte, e que está preparada para esse desfile, nos preparamos muito para esse dia. Foi melhor em tudo, desde o primeiro, o segundo fomos mais valentes, secamos mais o coral, nós da ala musical deixamos com mais pressão, neste terceiro foi um pouco melhor ainda. Faltam algumas coisas ainda, mas já fomos melhores neste terceiro ensaio, mas estamos aí, corrigindo, temos mais um no de rua para ajustar e chegar redondinho”, avaliou o intérprete Pê Santana.

O cantor comentou do canto e disse que é o ponto chave da agremiação. “Ponto chave é o ponto forte da Independente, é o canto da escola, tem um canto forte, e tem demonstrado isso a cada ano que passa. Não só aqui, mas nos ensaios de rua, apresentações fora da comunidade, outras quadras. Tem uma característica, que é um canto absurdo, a escola canta muito mesmo, a gente vai tentar fazer valer a pena, é a nossa cereja do bolo”, finalizou.

Outros destaques

A bateria “Ritmo Forte”, regida pelo mestre Cassiano Andrade, foi outro ponto para potencializar o ritmo da escola. Os apagões foram realizados com sucesso, principalmente no primeiro refrão.

“Os pontos de melhoria do primeiro ensaio foram inteiramente resolvidos. Esse ensaio me deu uma sensação de alívio, de mais confiança para desfilar. O trabalho está pronto e feito. A bateria está muito mais segura, uma evolução do primeiro ensaio para o último muito grande. Apesar do primeiro ter sido muito legal, bom e positivo para a gente, hoje deixou a gente muito mais confiante. Todo mundo mais calmo e tranquilo, sem aquela afobação de querer saber qual vai ser a bossa e etc. É só descer a pista! O trabalho está pronto. Vamos desfilar, a escola está pronta e a bateria também. Está tudo no lugar, está legal”, disse o mestre Cassiano Andrade.

O mestre também falou sobre os apagões realizados e foi breve. “Com certeza! Todo mundo cantou”, completou.

Os guardiões do casal de mestre-sala e porta-bandeira faziam certas coreografias, levantando os bastões em que carregavam. Todas as alas levaram bexigões nas cores brancas.

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