
Quinta colocada no Grupo de Acesso II de 2026, a Primeira da Cidade Líder fez a gravação do audiovisual da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo para 2027. Com o enredo “David Assayag, A Voz da Amazônia”, a escola foi para o estúdio, montado na Fábrica do Samba, na Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista, no dia 26 de setembro. Nona a desfilar no Grupo de Acesso II, no dia 30 de janeiro, a Primeira da Cidade Líder teve como destaque o alto volume da bateria, que deu o tom na gravação como um todo. O CARNAVALESCO conversou com nomes importantes da agremiação da Zona Leste durante o evento.
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Literalmente de primeira
Comandante da “Batucada de Primeira”, Alexandre Jr., popularmente conhecido como Mestre Alê, fez questão de exaltar a qualidade do samba-enredo da escola em 2027: “Na gravação nós fizemos duas bossas, sem segredo e dentro da melodia. São bossas que o samba já pede, aliás. Eu falei para os meus diretores que, graças a Deus, a escola acertou muito no samba nesse ano: você ouve e já canta. Não tem segredo: quando o samba é bom, não tem que inventar. Se você mexer muito em samba bom, estraga. Como ele é bom, vamos andar junto com ele. Bossas melodiosas é o que o samba pede e é o que a nossa bateria está entregando. Já o nosso BPM é 144. Dizem que o BPM é sentimento. No dia, você sabe, coração falou… a gente sempre tenta manter o padrão e não atravessar, não podemos oscilar mais que dois compassos. O samba está gostoso, não está nem muito para frente e nem muito para trás. Vamos suingando sem correr”, comentou.
O mestre da bateria da Primeira da Cidade Líder também comentou o trabalho de pesquisa feito para encaixar os ritmistas no samba-enredo e, por consequência, dentro da temática apresentada pela agremiação: “A gente foi pesquisar sobre os ritmos amazônidas assim como já pesquisamos sobre os outros enredos que tivemos na escola nos últimos anos. Eu não monto bossa por montar, não é algo que eu acordo e está pronto. No ano em que homenageamos o Salgueiro, fui pesquisar sobre a ‘Furiosa’ e colocamos uma batida mais funk; no ano em que homenageamos a Portela, entendemos o que eles tinham. Sempre colocamos o enredo dentro da bateria, queremos trazer o que o enredo pede. Nesse ano, temos a Marujada e a Batucada, os ritmistas do Caprichoso e do Garantido… não deu para não escutar. Fiquei muitos dias escutando e entendendo Parintins. A Líder está trazendo e está encaixando com o samba-enredo. Fazemos essa mescla para ter um resultado melhor nesse ano”, pontuou.
Superação
Rodrigo Minuetto, diretor de Carnaval e de Harmonia da Primeira da Cidade Líder, trouxe detalhes sobre a logística para trazer os componentes da agremiação, sediada na Zona Leste de São Paulo, para a Barra Funda, do outro lado da cidade: “A gente arrumou dois ônibus com um parceiro e trouxemos todo mundo para cá. A gente trouxe a galera e eu confesso que foi bem difícil, porque num sabadão, 23h, para tirar a galera de casa ou do rolê foi bem difícil. E, para nós, também foi bem difícil: estamos no meio de uma campanha eleitoral, para juntar a galera e conseguir fazer a nossa gravação foi difícil, mas a gente conseguiu. A gravação foi legal, eu sinto que o pessoal está empolgado com o enredo desenvolvido pela agremiação. A gente trouxe bastante gente, o pessoal estava animado para caramba. Eu juro para você, eu não esperava tudo isso aí de gente, não. E o pessoal veio! Vai dar certo”, pontuou o dirigente, também destacando o horário em que a gravação começou.

“Para ser sincero com você, a gente tinha uma expectativa bem baixa. Tanto para mim quanto para a maioria dos diretores. Nosso grupo de ritmistas veio no limite que a Liga-SP permite trazer, acho que tinham 40 ritmistas, mais ou menos isso, mais ou menos isso. Da comunidade e das alas tinham entre 40 a 50 pessoas, tínhamos umas 10 baianas, sete ou oito integrantes da Velha Guarda e 15 pessoas entre Passistas, Destaques e Corte da Bateria. A galera veio em peso, passamos do número até do que a Liga-SP passou para nós, ultrapassamos essa quantidade e tomamos bronca da Liga-SP”, confessou Minuetto, destacando um bastidor curioso da gravação.
O dirigente aproveitou para elencar quais foram, na visão dele, os pontos fortes da agremiação: “Em relação ao que mais me chamou a atenção, tem vários destaques, mas a bateria é um destaque de sempre. O samba rolou muito, talvez seja o melhor samba da história da nossa escola e a gente vai trabalhar muito mais para ficar mais forte ainda. O Igor Viana está estreando e também se destacou, e a comunidade que veio em peso. Não esperava e estava todo mundo aí, cantando para caramba o samba. Tudo rolou muito bem”, afirmou.
Já em casa

Estreando na Primeira da Cidade Líder, Igor Vianna fez questão de destacar a receptividade da comunidade da escola da Zona Leste mesmo ainda tendo pouco contato com os integrantes da Fênix: “Eu tive dois contatos com a escola, que foi semana passada a minha apresentação e hoje aqui. Então é um calor imenso, uma alegria, uma felicidade imensa. Eles estão me recebendo de braços abertos. E você pode ter certeza que essa receptividade que eles estão me dando vai ser retribuída com muito amor, com muito carinho e muito profissionalismo em prol da Primeira da Cidade Líder”, finalizou.










