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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O Camisa Verde e Branco realizou, no dia 03 de outubro, a gravação do audiovisual da agremiação para o Carnaval 2027. Com o enredo “Ajuruetês – o voo da Terra Brazil”, assinado pelo estreante carnavalesco Marcus Ferreira, o Trevo da Barra Funda usou e abusou da brasilidade na faixa, com todos os componentes do coral utilizando chapéu panamá e uma camisa que também tinha tons dourados, em uma releitura da bandeira nacional. Sempre presente em datas importantes para as escolas de samba da cidade de São Paulo, o CARNAVALESCO acompanhou a gravação do audiovisual do Camisa Verde e Branco, realizada na Fábrica do Samba.

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Sorriso nacional

Arranjador e diretor de cordas da escola da Barra Funda, Thiago Torres elogiou a obra gravada pela agremiação e falou um pouco sobre como está sendo o trabalho como um todo no Trevo: “Não foi nada difícil dar essa cara de Brasil para a faixa. Trabalhar aqui no Camisa está sendo uma experiência surreal! Desde a bateria, que vem fazendo umas bossas diferentes, bem diferenciadas, até a parte das cordas. A gente tentou fazer o simples, porque o arroz e feijão resolve a situação com esse samba, maravilhoso. A gente fez os arranjos em cima de algumas passagens que eu não vou falar, o pessoal vai ter que ver na gravação para não ficar dando muito spoiler. Está tudo muito bonito, vocês vão gostar”, prometeu.

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Arranjador e diretor de cordas da escola da Barra Funda, Thiago Torres

Perguntado sobre o que mais chamaria atenção na faixa do Camisa Verde e Branco, Thiago destacou a dupla de intérpretes e a “Furiosa da Barra”: “A bateria vai dar um show, como sempre. Grazzi Brasil e Tuninho Junior, juntamente com o restante da ala musical, idem. Pode esperar que vai arrebentar a boca do balão”, comentou.

Inclusão da comunidade

João Victor Ferro, vice-presidente e diretor de carnaval da escola, comentou como a agremiação selecionou os componentes que estariam na gravação do audiovisual: “Nós vamos dividindo os componentes de acordo com as lideranças. A intenção é que cada segmento tenha participação na dinâmica e na gravação. Hoje nós tivemos Harmonia, chefes e apoios de ala, componentes de ala, musas, passistas, compositores… a gente foi passando uma peneira dentro dos nossos segmentos para todo mundo poder participar. Também vimos a disponibilidade de fazer ensaio de canto e para o evento, já que sábado acaba sendo um dia útil para algumas pessoas. Fizemos nossa seletiva nesse formato, mas é importante destacar que todos os segmentos tinham representantes hoje”, orgulhou-se.

O dirigente também pontuou o que mais chamou atenção dele na gravação: “Estou muito feliz e contente com o canto expressivo da escola. Fizemos tudo muito rápido, sem grandes delongas. A escola está cantando muito e isso vai pegar bastante. Também gostei muito das bossas que a bateria colocou, achei sensacionais. A galera vai gostar bastante”, pontuou.

Valorização do samba

A dupla que comanda a “Furiosa da Barra”, bateria do Camisa Verde e Branco, destacou que os ritmistas executaram de maneira bastante satisfatória tudo que foi proposto. Mestre Jeyson Ferro foi sucinto ao falar sobre o andamento dos componentes: “O BPM da bateria e da ala musical foi 146, entramos num acordo de gravar assim”, comentou.
Já Jeferson da Conceição, popularmente conhecido como mestre Cachorrão, detalhou as bossas executadas na faixa: “Nós fizemos algumas bossas juntas, a gente acaba emendando. Viemos com quatro ao todo; mas, na prática, elas se tornaram três. A bossa da parte de baixo do samba emenda com a do refrão, então uma vem logo depois da outra”, revelou.

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A reportagem também perguntou se a “Furiosa da Barra” utilizou algo que remetesse ao Brasil por conta do enredo da escola. Jeyson destacou que uma bateria, por si só, representa o país: “Apesar da temática ser muito propícia para instrumentos brasileiros, nós não incluímos nada que não costumamos usar na bateria. Fizemos a base, com pandeiro e tantã e, no samba, levamos do nosso jeito, com os instrumentos obrigatórios”, comentou.

Já Cachorrão reafirmou a identidade de uma das batucadas mais tradicionais da cidade de São Paulo: “Fizemos do jeito Barra Funda: metemos a nossa cara nas bossas e nos breques, tudo com o nosso ritmo. No refrão principal, fizemos uma bossa antiga nossa. A gente quis reviver isso, com a nossa cara e com o nosso ritmo”, destacou.

Dupla afinada

Para 2027, o Camisa Verde e Branco terá dois intérpretes oficiais. Tuninho Jr. foi o primeiro anunciado, enquanto Grazzi Brasil chegou três dias antes da gravação. Engana-se, entretanto, quem pensa que o entrosamento entre os dois será um problema: “Eu conheço o Tuninho desde o Rio de Janeiro e a gente sempre se deu super bem. Não tinha como dar errado, na realidade: a gente tem uma vibe bem legal, sou muito fã dele, conheço ele há um tempão. Eu sempre tento me dar bem com as pessoas, de verdade”, comentou a paulistana.

O carioca concordou: “Nós temos uma sintonia muito boa. Cada um de nós tem um timbre e, graças a Deus, encaixou. O samba é maravilhoso e já deu certo! Em 2027, aguardem o Camisa Verde e Branco: vem coisa boa por aí”, prometeu.

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Ambos também destacaram a felicidade de chegar ao nove vezes campeão do Grupo Especial de São Paulo: “A energia que a Barra Funda tem é diferenciada. Desde o momento em que eu pisei na quadra eu senti. A energia está linda, maravilhosa demais”, destacou a intérprete.

Tuninho ratificou: “O Camisa é o berço do samba. Você vê a Velha Guarda cantando, baianas, passistas, bateria… todo mundo aqui canta. Tem tudo para dar certo, a energia do Trevo é maravilhosa”, finalizou.