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Comunidade da Vila Maria abraça samba de sua história e tem uma nítida evolução em ensaio

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Depois do clima estabilizar um pouco, a Vila Maria entrou na pista, foi a quinta escola a ensaiar no sábado agitado no Sambódromo do Anhembi. Homenageando sua história, a Vila mostrou uma franca evolução do primeiro ensaio para o último, com os quesitos crescendo, casal repetindo destaque com uma dança bem leve e sincronizada, bateria é destaque novamente, harmonia e evolução cresceram. Será a quarta escola a desfilar no dia 17 de fevereiro, famosa sexta-feira de carnaval em São Paulo.

Comissão de Frente

A comissão de frente vestidos de palhaço, vale citar um momento que um personagem faz o famoso espacate. Roupas azul e branco. Dois triciclos andando em círculo entre os componentes que com muita dança, gestos com braçais, bem mímico dos componentes. Outra dança bem expressiva e que contava com conexão com o público. A pista ainda estava um pouco molhada, mas os componentes não preservaram, buscaram saltos, seguiram o previsto da apresentação que remete muito ao circo, por vezes com sorrisos, interações dos palhaços entre eles ou com público.

VilaMaria et Comissao1

Mestre-sala e Porta-bandeira

Casal Laís e Edgar com muita leveza e sincronismo, com o pavilhão desfraldado e giros conectados nas mãos, mesmo com tanta intensidade. Evoluíram muito bem, apresentavam o pavilhão e seguiam com ele aberto até o outro lado da pista, puro entrosamento e habilidade, haja treino. Apresentaram o pavilhão no segundo módulo, muito bem no desenvolvimento da dança e em sua apresentação para a cabine de jurados. A porta-bandeira Laís Moreira, comentou para o site CARNAVALESCO sobre essa entrega toda que deu para sentir no casal neste ensaio, e com direito a pavilhão histórico da Vila, vem novidade?

“Acho que por ser o último, foi muito emocionante. Teve choro, vela, estresse, abraço, amor, troca de carinho, gratidão por estar nesse solo sagrado mais um ano juntos agradecendo a Deus só por estar aqui. Eu estava muito emocionada, segurei as lágrimas por muitas vezes durante a pista, ainda que a gente tenha que ensaiar, se dedicar e estudar mais um pouco, mas foi lindo e gratificante”.

VilaMaria et PrimeiroCasal

Emocionados e satisfeitos, o mestre-sala Edgar Carobina complementou sobre: “Entre erros e acertos, foi uma noite muito especial. Vimos uma comunidade cantando e é bom demais dançar com a Laís que me atura durante tantos anos. Não tem nem o que falar”.

De fato, o casal fez uma apresentação bem envolvente, no Setor B foi a parte mais marcante com a Torcida da Vila cantando, fazendo barulho, e eles apresentando o pavilhão como manda o figurino, mas claro, com mais leveza por não ser para os jurados. Ou seja, destaques em mais um ensaio técnico, mostraram um bom trabalho, e sempre com o sorriso característico marcado no rosto de ambos.

Harmonia

Um dos pontos que a Vila Maria mais cresceu do primeiro para o último ensaio foi referente ao quesito harmonia. O cantou nos primeiros estava aquém, mas no terceiro deu para sentir uma melhora importante, componentes cantando com mais força. Destaco a Ala da Comunidade, que cantou bastante, a Ala Social também seguiu o padrão. E uma ala que veio no fim da escola, Ala Quintal da Vila, considerei muito animada mesmo encerrando o ensaio, estava evoluindo com leveza. Aliás, esse foi o panorama, a Vila veio mais leve dentro das suas escolas, representando de uma forma mais próxima ao samba que é de si próprio, importante.

Para o diretor de harmonia, Cesinha, um dos pontos altos é justamente no quesito: “Além do desempenho da “Cadência da Vila”, posso dizer que o quesito Harmonia da escola melhorou e muito. O povo está conseguindo entender que é preciso cantar. O recado que deixamos essa semana, tanto com o Mestre Moleza, o presidente Adílson, para a Laís, a nossa Porta-Bandeira aqui, para motivar o nosso povo a cantar o samba e entender o porquê eles precisam cantar. Carnaval é isso, é alegria. Se você não cantar, fica difícil até evoluir”.

Evolução

A evolução foi dentro do tempo com 61 minutos e alguns segundos, deu para sentir a escola desfilando com tranquilidade, sem pressa, cumprindo os requisitos de uma evolução. As alas fluindo entre elas com interação, brincando com o público, dançando e com elementos que ajudaram a preencher a avenida, boa parte das alas tinha algum em mãos. Sobre a apresentação com mais leveza, também foi percebido pelo diretor de harmonia, Cesinha, que nos contou.

VilaMaria et Comunidade

“A escola veio mais solta, mais alegre e mais confiante. A comunidade abraçou literalmente a ideia de construir o nosso Carnaval contando a própria história. Hoje a escola estava mais leve, mais solta e mais confiante. Tenho certeza de que no dia 17, se Deus quiser, faremos um grande espetáculo aqui para o povo do samba”.

Seguindo a avaliação do quesito, Cesinha destacou a melhora na condução da escola na pista: “O quesito Evolução é uma. A gente conseguiu preencher alguns espaços entre determinadas alas, espaçamentos técnicos entre uma ala e outra, às vezes forma um buraquinho. Principalmente em relação ao primeiro ensaio técnico, nós melhoramos 95%. Não vou falar 100% porque seria falta de modéstia da minha parte, mas teve uma grande melhora no quesito Evolução. E no quesito Harmonia também, a escola deu um show, até porque com a “Cadência” fazendo esse ritmo para nós aqui, é impossível a gente não se jogar”.

VilaMaria et Tripe

Sobre um espaço notado pela equipe do site CARNAVALESCO  durante o ensaio da agremiação, entre o segundo e terceiro módulo da escola, ou seja, nas alas na frente e atrás do primeiro casal, o diretor de harmonia relatou: “Como o primeiro casal não tem um espaço definido. Temos um espaço definido em que tudo que vem atrás da comissão de frente, então usamos da artimanha do manual do julgado. O casal não tem espaço, não foi comentado sobre isso, então vamos usar o espaço que o casal que está portando o pavilhão principal quiser usar. Podemos manter esse espaço para eles para deixá-los mais soltos até”.

Samba-Enredo

Em uma sequência frenética de Rio e São Paulo, shows, Wander Pires teve momentos menos intensos na condução do samba. Mas de maneira geral, fez uma apresentação importante, já que olhamos para o samba que fluiu muito bem neste ensaio técnico, o melhor dos três, nítido crescimento. Vale destacar o trabalho da ala musical como um todo, que ajudou bastante a levar o crescimento no quesito harmonia que citamos acima. Após a saída, Wander Pires que foi muito tietado, comentou com o site CARNAVALESCO sobre o último ensaio.

VilaMaria et InterpreteWanderPires

“Do primeiro ensaio para cá, nós evoluímos muito. Ficou muito melhor, hoje foi aquele clima, parece que esperávamos. O que a gente tem é essa vontade de fazer um bom trabalho, e estamos conseguindo, hoje conseguimos realizar esse trabalho. O ensaio hoje, digo que estamos prontos para fazer um desfile além do normal”.

Na questão das melhorias que foram feitas na ala musical, o intérprete da Vila Maria ressaltou: “Ajustamos, detalhes, coisas pequenas. Mas coisas que influenciam, mas conseguimos estar, está tudo certo, o samba está na boca do povo. Pessoal já tem um carinho especial pela Vila Maria, a cada ano que passa, conseguimos cada vez mais público para nossa torcida, e fico feliz, isso é fruto de um trabalho da Vila Maria. Antes de chegarmos na Vila, são 69 anos e já existia todo esse trabalho, fruto do trabalho de longos anos, Adilson, nosso presidente, junto com o vice Marcelo Rocha, o Queijo com a comissão de carnaval, e está maravilhoso, muito bom, a tendência é melhorarmos cada vez mais, e conquistar as pessoas, mas pelo coração”.

Teve momentos que deu para ver o Wander no meio da apresentação da escola, cantando o samba, e mostrava o carinho que tem pela comunidade. Ou seja, entregou ao máximo dentro da sua maratona.

Outros destaques

Bateria cheia de bossas, uma paradona no Setor B levantou o público. Outra no início do ensaio e uma no recuo. Foi com certeza um ponto alto, a bateria brincou com os instrumentos. No penúltimo setor parou no trecho e a bateria explodiu cantando “sou da Vila”. Inclusive cantaram muito, nas paradas deu para sentir. Outra parada foi no último setor, sempre que acontecia, a arquibancada explode. No trecho descendo o morro fazia barulho com instrumentos. Fato é que a Cadência da Vila manteve o excelente padrão na apresentação, repertório amplo e levantou o público em todos os setores, basicamente em todos teve algum momento de estouro.

VilaMaria et MestreMoleza

O Mestre Moleza fez sua avaliação sobre o ensaio e a crescente de um para o outro: “Tivemos uma crescente. O segundo foi melhor que o primeiro e agora o terceiro foi melhor. A sonorização da avenida passando por alguns ajustes de sincronia. A gente estava no box de esquenta e pedimos para ajustar o retorno de som e o pessoal ajustou. No segundo som também. A Liga está de parabéns por proporcionar o som antes do desfile para gente poder fazer esses ajustes e já dá uma referência maior do que é o dia. Sobre o ritmo, colocamos a novidade que é o forró em homenagem aos imigrantes nordestinos na Vila Maria e também o funk, que hoje tem uma galera que gosta bastante lá no bairro. Resolvemos fazer essa homenagem”.

No ritmo das bossas, que já é uma marca da escola, sempre ousada na bateria, Moleza relatou: “A estratégia é fazer sempre. Se a gente estiver bem compactado com a harmonia da escola, e se conseguirmos fazer o que veio hoje, com a questão do espaçamento entre a rainha e a ala da frente, vamos ver tudo isso que vocês ouviram no ensaio”.

A rainha Savia David sempre bem conectada com a comunidade, um momento estava junto com Mestre Moleza, dando o ritmo. Seu look também despertou muita atenção, e claro, o samba no pé, que foi um pouco mais contido devido às condições da pista, mas não deixou de interagir com o público e sua comunidade.

VilaMaria et aLA

Grupo de passistas entra no espaço do recuo, tiveram que fazer pequenos ajustes antes desta entrada, distribuir as passistas para um lado e para o outro, mas funciona. Outro detalhe é no penúltimo carro, uma limousine, com dois destaques dentro. E também uma ala com pessoal de patins, são coisas que chamaram atenção, o que virá no dia do desfile? Por fim, dois tripés que olha… Já queremos saber!

No futebol quando a torcida faz a diferença, dizemos que tem um décimo segundo jogador, podemos dizer o mesmo no carnaval? É uma ala extra, a Torcida da Vila fez um show na apresentação, conduziu a escola, ajudou bastante no gás especial.

Colaboraram Gustavo Lima e Lucas Sampaio

Freddy Ferreira analisa a bateria da São Clemente no ensaio técnico

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A “Fiel Bateria” da São Clemente de mestre Caliquinho fez um excelente ensaio técnico, no encerramento das escolas da Série Ouro da Liga RJ. Um treino marcado pela conjunção sonora equilibrada e por arranjos musicais que com simplicidade deram balanço ao ritmo. Na cozinha da bateria, uma afinação pesada, particularmente grave foi notada, estando plenamente inserida nas tradições da escola preta e amarela da zona Sul. O balanço envolvente dos surdos de terceira foi percebido. Bem como caixas e repiques acrescentaram valor sonoro e integrando a musicalidade da “Fiel Bateria”.

Já nas peças leves, uma ala de tamborins de nítida qualidade técnica contribuiu bastante com a sonoridade da cabeça da bateria. O naipe de chocalhos também merece exaltação pelo trabalho sólido e destacado. A ala de cuícas, que tocou de forma coesa e correta, auxiliou no preenchimento da musicalidade da parte da frente do ritmo.

A tradicional subida de quatro dos surdos clementianos transcorreu de modo constante e seguro, permitindo uma fluência entre os mais diversos naipes a cada execução impecável.

A bossa realizada no refrão do meio deu impacto sonoro à bateria da São Clemente. Se aproveitou do molho envolvente dos surdos de terceira para iniciar a convenção com uma espécie de Afoxé, com uma pegada mais moderna. A finalização usando um toque de caixas ousado deu complexidade rítmica a referida bossa.

A paradinha de maior destaque sonoro foi a do refrão principal do irreverente samba-enredo clementiano. Uma elaboração musical moderna, fazendo alusão ao ritmo de Funk, estando plenamente inserida no que solicita a obra da escola de Botafogo. A construção do arranjo foi baseada no balanço dos surdos, principalmente pelo molho proporcionado pelas terceiras. Um acerto tanto cultural, quanto musical.

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Mestre Caliquinho e toda “Fiel Bateria” clementiana tem motivos de sobra para ficarem contentes com o ensaio técnico realizado. Um ritmo que mostrou a bateria da São Clemente no caminho certo em busca de ajudar a escola com a nota máxima dos julgadores.

‘De alma leve e corpo quente’, São Clemente faz ensaio contagiante e sem erros

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A São Clemente iniciou o seu treino esbanjando irreverência e animação pela Marquês de Sapucaí. A bateria, o primeiro casal e o samba-enredo foram alguns dos destaques da apresentação da escola, que demonstrou ser mais uma forte candidata ao título do grupo. Com o enredo “O achamento do velho mundo”, a escola do bairro de Botafogo será a última a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro. O ensaio técnico durou 53 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Harmonia

A comunidade da São Clemente mostrou na avenida toda a sua empolgação com o hino da escola para o carnaval 2023. No geral, os componentes clementianos apresentaram uma harmonia correta, mas que ainda pode melhorar a intensidade do canto. Durante o desfile, a primeira ala e a Ala Da Paz foram algumas das que mais cantaram o samba. A alas das baianas passou com alegria e energia, vestidas com uma camisa listrada nas cores da escola, saia branca e lenço branco com uma fita amarela na cabeça.

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“Se tudo ajudar a gente em busca do lugar que nunca deveríamos ter saído que é o Grupo Especial. A São Clemente está com muita garra. Nosso presidente incansável. O que esse cara faz pela escola, sem dinheiro, sem nada, faz evento, faz tudo. A São Clemente é isso: é alegria, e irreverência, é o povo, é o carnaval. Eu gosto muito do samba todo. Mas é o refrão que é bem carioca. ‘Quando o tambor tocar, quebra até o chão’ é bem carioca, é bem povão. O povo que vai estar na arquibancada quer alegria, mais nada”, afirmou o intérprete Leozinho Nunes.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Raphaela Caboclo, desenvolveu sua coreografia ao longo dos 2 minutos de exibição em frente ao módulo de jurados. A dança do casal estava bem sintonizada entre olhares e movimentos de ambos, que sorriam e cantavam o samba a todo tempo. No trecho: “Foi Tupã quem mandou remar pro lado de lá”, o casal fazia junto uma alusão a um movimento de uma remada. Os dois passaram com muita leveza, sem cometer erros durante o ensaio.

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“É um ensaio, óbvio que nós temos que fazer tudo para acertar, porém o erro aqui é válido. Daqui a 15 dias, não podemos errar. Na minha avaliação, foi muito bom, pode ficar melhor. A gente se exige muito. Em análise, por cima, foi muito bom. Um adendo, a gente veio atrás de uma Comissão de Frente com muita garra, muito explosiva. A energia que vem deles passava para nós. Óbvio que a gente tinha a nossa energia, mas o que vinha deles somava com a nossa e deixava mais para o alto. Nós ficamos muito feliz com o trabalho do Lucas [Maciel] e seus bailarinos”, disse o mestre-sala.

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“Ratificando o que o Alex falou, a gente sempre acha que pode ser muito melhor. O saldo foi, sim, positivo. Conseguimos testar tudo que viemos ensaiando ao longo desses meses. A tendência, se hoje já foi bom, no desfile vai ser melhor ainda, porque nós vamos massacrar em cima do que a gente achou que pode ser melhor. No geral, estou muito feliz. Eu gostei mais da energia. A São Clemente sabe que é um escola irreverente, mas também é uma escola familiar, todos levam mãe, pai, tia; olha própria direção da escola. E a energia que senti hoje, particularmente, foi incrível! As pessoas vibrando desde a concentração. Aquele componente com mais idade que dá para ver que está mais cansado, mas vibrando e cantando. Eu estou muito feliz mesmo! A gente vai analisar os vídeos depois, mas a nossa percepção é que alguma coisa pode melhorar. A gente tem que testar mesmo. Eu não sou fã de fazer suspense, se é para mostrar, vamos mostrar mesmo, vamos testar, vê o tempo, o espaço. Que outra oportunidade nós temos de fazer esse deslocamento simulando o desfile? Só o ensaio técnico”, completou a porta-bandeira.

Samba-Enredo

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A escola da Zona Sul teve um bom desempenho na avenida com o seu samba-enredo. Os componentes da São Clemente cantaram a obra com bastante vigor. Os dois refrões do samba foram bem cantados pela comunidade da escola, sobretudo o refrão principal: “Quando o tambor tocar…”. O carro de som, comandado por Leozinho Nunes, realizou uma apresentação muito segura durante todo o ensaio, transmitindo a emoção que a obra pede. A parceria dos autores do samba é composta por Marcelo Adnet, André Carvalho, Baby do Cavaco, Gabriel Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Albuquerque, Hamilton Fofão, Luizinho do Méier e Pedro Machado.

Evolução

A evolução da agremiação preta e amarela fluiu corretamente, sem apresentar correria, buracos ou lentidão excessiva. Os componentes da São Clemente desfilaram de forma compacta, sem contratempos. Deu pra notar a felicidade das pessoas ao longo do ensaio. Várias delas traziam adereços de mão, como bandeiras, fitas e bexigas, causando um belo efeito na passarela. A ala que trazia os componentes utilizando máscaras de onças foi a única coreografada de fato.

Comissão de Frente

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A comissão de frente veio com 13 homens e uma mulher, vestidos como indígenas estilizados. O grupo apresentou uma coreografia bem humorada, com passos de funk e totalmente ligada à letra do samba. Eles, estavam de óculos, sem camisa, com uma pintura corporal, de cocar e bermuda amarela. Ela vestia um body preto, com um tecido amarelo amarrado na cintura, além de também utilizar o cocar amarelo. Os homens ainda carregavam pranchas de surf, que em determinado momento da dança formavam o nome da escola: “São Clemente”.

Outros Destaques

A passagem da bateria foi mais um ponto alto ao longo do treino da Sao Clemente. Os ritmistas, sob o comando de mestre Caliquinho, executaram as duas bossas com perfeição ao longo da avenida, levantando o público que ainda resistia na Sapucaí. A rainha Raphaela Gomes veio com uma fantasia inspirada no pavilhão da escola e mostrou todo o seu samba no pé à frente da Fiel Bateria.

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“O ensaio de hoje saiu como estávamos esperando. A São Clemente veio quietinha ao longo do ano, mas hoje fizemos um ensaio para mostrar que viemos fortes. Afinal de contas, somos uma escola que ficou 12 anos no especial e isso não é pouca coisa. Falando do que eu vi, que foi a bateria, tudo certinho hoje. Nada para ser corrigido não. Gostei de ver meus ritmistas conscientes e também se divertindo na avenida, até porque, eu falo que a bateria é para isso mesmo, ela tem que entrar leve e divertindo. Bateria é alegria do início ao fim”, disse Caliquinho, mestre de bateria da São Clemente.

Durante o esquenta, foi cantado o hino da escola e o samba de 2015, que homenageou o carnavalesco Fernando Pamplona. O treino, que começou às 00h41, foi concluído às 1h34 da manhã de domingo, encerrando em grande estilo a temporada de ensaios técnicos da Série Ouro para o carnaval de 2023.

Colaboraram Augusto Werneck, Matheus Vinícius e Walter Farias

Freddy Ferreira analisa a bateria da Acadêmicos de Niterói no ensaio técnico

A bateria da estreante Acadêmicos de Niterói fez um ótimo ensaio técnico, sob o comando de mestre Demétrius. Um trabalho que valorizou o ritmo da “Cadência de Niterói”, numa filosofia musical pautada pela simplicidade, além de nítido equilíbrio sonoro. A inovação ocorreu pelo fato da bateria ter iniciado o desfile como primeira ala da escola, logo após Comissão de Frente e Casal, não tendo saído do desfile através do primeiro recuo de bateria, já começando o cortejo na pista.

Na parte de trás do ritmo, as caixas de guerra se destacaram pelo toque coeso e integrado, proporcionando um amparo musical considerável para os demais naipes da bateria. Repiques contribuíram com o ritmo, adicionando valor à sonoridade. Surdos de terceira propiciaram inegável balanço ao ritmo da escola de Niterói. Marcadores de primeira e segunda se exibiram de modo preciso e seguro.

Na cabeça da bateria, o destaque musical foi dividido entre a ala de tamborins e o naipe de chocalhos. Dois trabalhos sólidos, com nível técnico notável. Vale ressaltar a belíssima homenagem aos saudosos Claudinho e Henrique, os irmãos Billucka, que estamparam o nylon dos tamborins merecidamente. Uma ala de cuícas correta contribuiu com o preenchimento da sonoridade das peças leves.

A escolha por virar a bateria antes de entrar no refrão principal garantiu dinamismo sonoro ao ritmo, sem contar que a bateria da Acadêmicos de Niterói entrava no estribilho dando pressão, com uma subida bem pontuada e executada pelos tamborins.

Uma bossa simples, mas eficaz foi percebida no final da segunda do samba-enredo. Após a chamada de repiques, as demais peças tocam em conjunto e de forma ritmada, até subir virando para o refrão principal. Se revelou um acerto musical, já que após ser realizada foi possível notar uma fluência plena entre os naipes.

Uma paradinha baseada em pressão foi executada na cabeça do samba, gerando impacto sonoro pelos tapas em conjunto ressoando, junto a marcadores precisos. Vale ressaltar a contribuição luxuosa do naipe de tamborins no arranjo musical. A bossa foi executada de maneira firme, proporcionando um swing envolvente após a retomada.

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Uma “apagão” provocou certa interação popular, fechando a bateria no final da segunda do samba. Ritmistas balançavam os braços para um lado e para o outro, antes da retomada ser efetuada com uma virada.

Uma estreia na Acadêmicos de Niterói que indica que o trabalho de mestre Demétrius carrega consigo um nível de consistência que merece ser valorizado e exaltado. Para uma bateria que realizou pouquíssimos ensaios, o resultado do ensaio técnico de hoje superou por completo as expectativas. Mesmo com uma concepção musical mais simples, a excelente conjunção sonora dos naipes foi o destaque principal de uma bateria plenamente integrada ao samba-enredo da escola.

Niterói surpreende com a bateria na ‘cabeça da escola’ e faz ensaio caprichado na comissão de frente e no talento do casal

Com uma linda comissão de frente e um excelente primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, a Acadêmicos de Niterói entrou na Marquês de Sapucaí para realizar seu primeiro ensaio técnico da história. O desfile, que durou 52 minutos, também foi marcado pela ousadia em colocar a bateria da agremiação à frente da escola e pelo canto moderado da comunidade. Com o enredo “O carnaval da Vitória”, Niterói será a sexta escola a desfilar no dia 17, pela Série Ouro do carnaval carioca. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“O ensaio é muito importante, ainda a escola tão recente, eu acho o balanço do ensaio maravilhoso. A comunidade esteve presente, vieram lá de Niterói para abrilhantar nosso trabalho aqui hoje. Coisas para melhorar sempre tem, temos aí poucos dias agora para aparar essas arestas que faltam, para no dia chegarmos bem e forte. Gostei da inovação da bateria que veio à frente da escola, funcionou bem e do povo de Niterói que abraçou nossa ideia e chegou junto hoje e vai chegar muito mais no desfile”, explicou Luiz Martins, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Com adereços brilhosos nos braços e na cabeça, a comissão de frente abriu o ensaio de forma imponente. Eles realizaram uma apresentação bem caprichada ao longo da Avenida, com uma coreografia bem ensaiada e muitas expressões corporais.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Fabrício Pires e Giovanna Justo realizaram uma bela apresentação nas cabines de jurados. O destaque foi a conexão entre os dois, com muito sorriso no rosto e toques sutis. Ambos soltos e aproveitando o samba, realizaram uma apresentação muito caprichada e rica em detalhes, brindando o público que acompanhava ao ensaio.

“A gente vai fazer um carnaval leve e alegre. Queremos entrar na avenida deixando os movimentos fluírem, aproveitando a espontaneidade da Giovanna. Para nós, é o que nosso quesito pede. Hoje conseguimos fazer tudo isso, sendo assim, gostei bastante. O ponto principal foi fazer o paralelo entre a dinâmica da dança e os movimentos da Giovanna. Agora é que vamos conferir o vídeo do ensaio para entender o que temos para acertar”, disse o mestre-sala.

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“A princípio eu gostei de tudo. Eu amo nossa arte e adorei a alegria do Fabrício e a minha também. Acredito que um casal feliz é capaz de contagiar a avenida e nós estamos indo bem”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

Por mais que a direção de carnaval da escola tenha realizado um ótimo trabalho, sempre incentivando que os componentes cantassem ao longo do ensaio, a escola não cantou o samba com tanta força. Destaque para as últimas alas, que cantavam pouco o samba-enredo de Niterói, pela posição da bateria e pela falta de equipamentos de som ao longo da Avenida. Entretanto, no refrão do samba, houve uma explosão em toda a escola, que ecoou forte o “Niterói” na Passarela do Samba. É um trecho que promete ficar nas cabeças.

“Foi tão gostoso. Escola cantando, bateria, carro de som. Eu estou muito feliz. É a minha primeira vez cantando no santuário nacional do samba. É uma honra muito grande, só felicidade. O mestre Demétrius é um querido. Eu vinha para cá todos os domingos na Amaral Peixoto com ele nos ensaios. Ele é um super profissional. O resultado está aí, vai ser melhor ainda no dia 17. Hoje eu vi a escola cantando, a escola chegou junto. Mas a gente sempre quer mais. Niterói está indo muito bem, o barracão está lindo. Nós vamos para as cabeças, com certeza”, afirmou o cantor.

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Evolução

As alas desfilaram muito alegres por toda Sapucaí. Os setores da escola vieram fortes, sem buracos e apresentando um bom padrão de preenchimento da pista. Entretanto, o fator da bateria ir a frente da escola complicou as últimas alas, onde houve reclamações de componentes por não conseguirem escutar o samba e assim evoluir menos. Mesmo assim, conseguiram se adaptar e concluir um bom ensaio. Destaque para a ala 2, que dançou alegremente ao longo do Sambódromo.

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Samba-Enredo

A equipe de som demonstrou um ótimo entrosamento com os ritmistas e, juntos, apresentaram uma melodia muito bem encaixada. Destaque do trabalho do mestre de bateria Demétrius Luiz e do intérprete estreante Danilo Cesar. No setor 10, os ritmistas realizaram uma bossa, onde se evidenciou ainda mais o ótimo entrosamento entre carro de som e bateria.

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Outros destaques

A bateria da escola inovou e veio na frente do ensaio da agremiação, demonstrando ousadia. Todavia, talvez por conta da falta de costume com esse modelo de desfile, o padrão adotado pareceu causar um pouco de estranheza nas últimas alas. No desfile, com os equipamentos devidamente montados ao longo da Avenida, muito provavelmente isso não ocorrerá.

Destaque para a bossa acompanhada de uma coreografia, onde os ritmistas colocaram o instrumento para cima, realizando movimentos em direção ao público e julgadores – mais um ponto de inovação da escola.

Destaque também para a ausência do rei de bateria que, por motivos pessoais, não conseguiu comparecer ao ensaio. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Demétrius Luiz falou sobre a bateria que desfilará com 220 ritmistas.

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“O ensaio foi muito produtivo. Deu para acertar algumas coisas e a bateria veio bem. A ideia de vir com a bateria na frente foi do carnavalesco juntamente com a comissão da escola, eu aceitei e fluiu bem. O resultado foi positivo. Sobre o rei de bateria, ele teve um compromisso e não pôde vir. São duas convenções – bossas – e essa da coreografia, que completam três”, disse o mestre de bateria.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins, Walter Farias e Raphael Lacerda

Freddy Ferreira analisa a bateria do Império da Tijuca no ensaio técnico

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A bateria do Império da Tijuca comandada por mestre Jordan fez um ensaio técnico muito bom. O ritmo da “Sinfonia Imperial” esteve plenamente conectado e vinculado ao enredo afro da escola. A cozinha da bateria exibiu um trabalho sólido, amparado por uma afinação de surdos primorosa. O bom balanço dos surdos de terceiras pôde ser percebido, bem como o toque correto de caixas de guerra, além de repiques coesos. Vale mencionar o toque dos ritmistas do timbal, que adicionou swing ao ritmo da “Sinfonia Imperial”, sem contar a plena integração com a musicalidade da bateria do Império da Tijuca.

Já nas peças leves, uma ala de chocalhos extremamente diferenciada adicionou qualidade técnica à parte da frente do ritmo. O bom trabalho envolvendo o naipe de tamborins foi notado, executando sua convenção rítmica de maneira precisa. Uma ala de cuícas correta também auxiliou no preenchimento da musicalidade da cabeça da bateria.

Uma subida de três um pouco mais elaborada permitiu uma fluência plena entre os naipes, após sua execução constante por toda a pista, adicionando valor sonoro à bateria do Império da Tijuca.

A bossa da cabeça do samba se aproveitou da pressão dos surdos e de tapas conjuntos dos demais naipes, além do balanço das terceiras. Vale ressaltar mais uma vez os timbales, plenamente integrados à sonoridade da “Sinfonia Imperial”. Uma elaboração musical relativamente complexa e muito bem pontuada.

A paradinha do final da segunda, concluída durante o refrão principal, deu impacto sonoro à bateria do Império da Tijuca, casando mais uma vez o ritmo do timbal com o arranjo proposto. Uma construção musical muito bem elaborada e principalmente executada.

Um breque simples, mas sobretudo funcional, foi apresentado antes da paradinha impactante do refrão do meio. A convenção se aproveitou das pancadas dos surdos para dar pressão ao ritmo da escola do morro da Formiga.

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Já a paradinha que dura todo o refrão do meio atrela o enredo religioso ao ritmo que segue uma linha musical amparada por uma batida de vertente africana. Na primeira passada, tapas ritmados são tocados em conjunto, contando com a adição de ritmistas tocando timbal, que deram um molho considerável. Já na segunda passada do estribilho, chocalhos e tamborins entram em ação auxiliando no preenchimento da musicalidade. Para a conclusão ousada e seguindo o que a própria música pede, os ritmistas do timbal fazem um solo de imenso valor sonoro no trecho do samba que se repete após o refrão do meio “Tambor, Ogã”. Finalizando os solos dos timbales com um toque conhecido como “Machado de Xangô”.

Um ensaio que deixou a comunidade da Formiga orgulhosa e feliz com a “Sinfonia Imperial” de mestre Jordan, após um desempenho elogiável. Uma bateria que uniu bom ritmo e uma elaboração privilegiada dos arranjos musicais. As paradinhas contribuíram na sonoridade de pegada africana produzida pelo Império da Tijuca, se configurando em acerto tanto na concepção, quanto nas execução pela Avenida.

Casal, samba e comissão de frente são destaques do ensaio técnico do Império da Tijuca no Sambódromo

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O Império da Tijuca foi a segunda escola a ensaiar na Marquês de Sapucaí no sábado. O casal Renan Oliveira e Laís Lúcia fez uma apresentação contagiante e a bateria do mestre Jordan deu um espetáculo com suas paradinhas. Um ponto de atenção deve ser dado à evolução da agremiação. No Carnaval 2023, o Morro da Formiga vai contar como o Axé, a energia vital, construiu o mundo e os orixás e passa dos terreiros para os cortejos, carnavais e festividades, pela ótica do artista plástico Carybé. Será a sétima escola a desfilar no sábado, 18 de fevereiro. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“A gente vem numa adrenalina tão grande que acabamos não conseguindo ter um parâmetro perfeito. Depois, quando acaba o ensaio, a gente vai pegando os pontos. Pelo o andamento da escola e do que estávamos conversando pelo rádio, a gente veio muito bem. Com certeza, pontos negativos sempre tem, mas ficamos sabendo somente quando acaba. Se Deus quiser, o que tiver de erro nós iremos consertar para fazer um grande desfile no dia 18. Hoje parabenizo toda a escola que, mesmo com toda a dificuldade, realizamos um grande desfile. Eu acredito que a melhora vem de todos os pontos negativos que conseguimos ter o balanço aqui. Eu vim próximo da bateria e posso dizer que eles e o carro de som estão numa pegada muito boa. Só tenho a parabenizar, não só eles, mas toda a nossa escola. Iremos vir com uma média de 1500 componentes”, explicou Luan Teles, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

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A comissão de frente, de Jardel Augusto, Lemos apresentou uma coreografia muito bonita com sincronismo louvável e com canto forte. Os 15 bailarinos usavam vestimentas brancas com uma faixa da cor de cada orixá que eles representavam, respectivamente, durante a performance. Como cada integrante representava um orixá diferente, às vezes eles faziam movimentos distintos para interpretar a sua entidade em determinado momento do espetáculo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Apesar do vento que poderia ter atrapalhado a porta-bandeira, Renan Oliveira e Laís Lúcia demonstraram uma sintonia sem igual. Sempre sorridentes e sem tirar os olhos um do outro, eles transmitiram uma energia intensa ao longo de toda coreografia. Entre o bailado e cortejo clássicos, o casal apresentou também passos de jongo e movimentos em câmera lenta.

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“Força, essa é a palavra de hoje. A gente pegou uma ventania anormal aqui e mesmo assim conseguimos executar perfeitamente tudo que tínhamos planejado e com muita força. Algumas finalizações vimos que podemos trabalhar um pouco mais, no geral é exatamente o que queríamos, mostramos hoje. É exatamente a coreografia do dia do desfile, o ensaio na verdade serve para isso, testar e saber se é isso mesmo que vamos levar e depois de tudo, estou muito mais confiante”, disse a porta-bandeira.

“Enfrentamos uma ventania que nem no dia a dia dos ensaios aqui passamos para ao menos treinar assim. Minha porta-bandeira é realmente muito forte, uma guerreira para aguentar esse clima aqui de hoje, o que ela fez na avenida foi impressionante. Esperamos que não esteja esse vento no dia, mas se tiver vamos ensaiar para executar da melhor forma, como foi hoje”, completou o mestre-sala.

Harmonia

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A comunidade da Formiga mostrou que está com o samba na ponta da língua. Ao longo do ensaio, foi visto que os componentes cantaram integralmente a sua letra. A primeira ala, inclusive, é um exemplo a ser seguido pela animação e força do canto. O carro de som comandado pelo cantor Daniel Silva apresentou a composição com clareza e muita conexão com a bateria do mestre Jordan. Durante uma paradinha que acontece na segunda parte da música, a bateria parava para a escola cantar sozinha. Ia de “Tambor, ogã” até “Gira baiana carregada de dendê”.

“O balanço é o melhor possível. Quando você vê a escola terminando o ensaio animada e sorrindo, é porque estamos indo bem. Hoje deu para ver que os nossos ensaios estão funcionando. “Por melhor que seja o ensaio, sempre há uma coisa para melhorar. Porém, nosso carro de som ainda vai conversar com nosso diretor de carnaval e diretor de harmonia para poder entender os detalhes. Todos os segmentos estão de parabéns e estou muito orgulhoso da tropa imperial e o restante da galera”, disse Daniel Silva para equipe do site CARNAVALESCO.

Evolução

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O quesito em que a verde e branca pecou foi a evolução. A escola passou em um pouco menos de 60 minutos, mas começou acelerada o que permitiu que alguns buracos pequenos fossem abertos. Em contrapartida, para passar no “tempo adequado”, teve que segurar a escola nos últimos setores, mantendo a escola parada. Um ponto positivo é a animação da escola que estava confortável com o andamento. O Império da Tijuca ainda trouxe quatro alas coreografadas espalhadas por seus setores.

Samba-Enredo

A composição de Samir Trindade, Ricardo Simpatia, Bachini, Julio Pagé, Wagner Zanco, Osmar Fernandes e Almeida Sambista deixou claro sua funcionalidade na Avenida. Inegavelmente, os dois refrões do samba são grandes destaques, mas a comunidade decorou cada parte. Ele possui um melodia que não se mostrou cansativa e nem teve uma queda de rendimento ao longo da Sapucaí.

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Outros destaques

É preciso reverenciar o talento do mestre Jordan. Com um ensaio de excelência, ele ainda apresentou uma bossa com ataques que fazia a escola vibrar toda vez que o ouvia e ele não poupou esse recurso. Dentro da própria bateria, o grupo dos ritmistas do chocalho vieram com uma vestimenta diferenciada do resto dos integrantes da ala com uma referência à cultura de terreiro, isso deu personalidade ao naipe.

“Para mim foi excelente. A bateria teve uma performance maravilhosa. Um dos nossos melhores ensaios aqui na Sapucaí e, com certeza, no dia do desfile o bicho vai pegar e a Sinfonia vai botar tudo para quebrar. É só colocar a fantasia e desfilar para mim. Porque está excelente o trabalho, a nossa galera está unida para caramba. Graças a Deus a galera está comparecendo em massa. Está tudo bem, estamos no caminho certo, e se Deus quiser esse ano os 40 pontos estão na porta já. Nós viemos com quatro paradinhas, todas em cima da melodia. É só prestar atenção no samba que estão em cima da melodia, nada sai da nuância do samba. Temos umas viradas também diferenciadas. Mesmo sem paradinha, na hora que a gente está tocando você percebe onde está o samba”, afirmou mestre Jordan.

Vale salientar também o trabalho de colocar as baianas da escola cada uma com uma estampa diferente. O resultado foi um colorido muito bonito e para as senhoras integrantes da ala.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Raphael Lacerda

Freddy Ferreira analisa a bateria da Em Cima da Hora no ensaio técnico

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A bateria da Em Cima da Hora realizou um bom ensaio técnico, sob o comando de mestre Léo Capoeira. Eventuais correções ainda podem ser feitas visando certos detalhes musicais, como os marcadores de primeira e segunda tocarem com um pouco mais de leveza, evitando assim oscilações sonoras no entorno ao bater com mais força que a ideal.

A cozinha da bateria contou com uma afinação de surdos privilegiada. Levando em conta sobretudo o tradicional timbre mais grave da bateria da Em Cima da Hora. Um trabalho de amplo destaque também deve ser creditado aos surdos de terceira, que com um toque de alta técnica embalaram a “Sintonia de Cavalcante”, inclusive sendo fundamentais nas paradinhas. Caixas de guerra consistentes e repiques coesos preencheram a musicalidade com exatidão na parte de trás do ritmo

Já na cabeça da bateria, as peças leves com um trabalho contribuíram com solidez na sonoridade. Uma ala de tamborins tocando com firmeza, pontuando a melodia do samba com um desenho rítmico funcional. Um naipe de chocalhos acima da média auxiliou a bateria da Em Cima da Hora a abrilhantar seu cortejo. Agogôs e Cuícas também exibiram uma musicalidade que merece exaltação, adicionando valor sonoro ao ritmo.

Um breque na primeira do samba auxiliou a bateria na fluidez musical entre os naipes. Após chamada dos repiques, surdos de terceira completam um balanço dentro do arranjo, enquanto tamborins fazem um toque que deram um molho envolvente.

Outro breque foi percebido no final da segunda, contribuindo de forma efetiva com o ritmo, graças ao notório swing obtido pelas terceiras.BLogo em seguida, por vezes, foi apresentada outra paradinha durante o refrão principal. Um arranjo musical muito integrado à musicalidade da escola, se deixando valer do bom balanço de surdos, após contribuição refinada dos repiques.

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A paradinha de maior destaque musical foi a do refrão do meio, sendo iniciada no final da primeira do samba-enredo, a partir do verso “Minha fé ninguém calou”. Um arranjo musical construído de forma preciosa, onde os surdos de terceira fizeram um belo Alujá pra Xangô, com a luxuosa contribuição de um toque refinado das caixas de guerra, aliado a diversos naipes. Uma construção musical repleta de detalhes, que permitiram um impacto sonoro notável a “Sintonia de Cavalcante”.

Um bom treino da bateria “Sintonia de Cavalcante” na abertura dos trabalhos da última noite de ensaios do grupo de acesso. Certamente o trabalho no desfile tende a estar ainda mais alinhado, além de integrado. A musicalidade proporcionada pelo leque de paradinhas pode ser considerada ampla, além de garantir boas execuções pela pista.

Em Cima da Hora faz ensaio com destaque para comissão de frente e casal, mas deixa a desejar no canto

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A Em Cima da Hora abriu o último dia de ensaios técnicos da Série Ouro de 2023. A escola levará para Avenida em 2023 o enredo “Esperança, Presente!”, que conta a história de Esperança Garcia. Escrava que escreveu uma carta para o governo da província do Piauí pedindo mínimo de dignidade para que pudesse sobreviver. Essa carta foi considerada o primeiro habeas corpus do Brasil e Esperança em 2022 foi reconhecida pela Ordem dos Advogados do Brasil, como a primeira advogada brasileira. A escola será a quarta a desfilar no sábado de carnaval. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Eu saio muito feliz. A comunidade de Cavalcanti veio em peso hoje, cantou dentro do que foi possível e isso me deixa satisfeito. Hoje, nós viemos para testar algumas coisas que estamos treinando no Parque de Madureira, como por exemplo, o recuo de bateria e a comissão de frente. Fiquei muito contente com o resultado, mas ainda temos muita coisa para acertar. Precisamos ter um canto mais coeso com o carro de som. Isso é uma deficiência que precisa ser resolvida. Além disso, temos que corrigir a compactação, mas nada que não dê para acertar até o dia do desfile e sair com um resultado positivo”, disse Flávio Azevedo para equipe do site CARNAVALESCO.

Comissão de Frente

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A comissão de frente, do coreógrafo Leandro Azevedo, fez uma apresentação forte com movimentos bem ensaiados e bem executados. Os integrantes realizaram uma apresentação precisa em frente as cabines de jurados. A vestimenta dos componentes chamou muito a atenção. Os homens usavam uma saia e as mulheres um vestido azul que dava um bonito efeito com reflexo da luz e quando giravam em partes da coreografia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jhony Matos e Jack Gomes fez uma apresentação perfeita com giros e coreografias bem realizadas, olhares fixos um no outro, eles levaram o pavilhão da escola em um compasso bem executado. Uma ventania inesperada trouxe sufoco, mas para resolver esse problema molharam a bandeira para ficar mais pesada e assim o vento não atrapalhar. Isso não prejudicou o andamento e a bela apresentação do casal.

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“Como a gente veio não consegue acompanhar tudo. O meu quesito com Johnny foi ótimo. Foi mais ou menos dentro do que a gente esperava. Óbvio que para o desfile nós vamos dar alguns ajustes. Esse vento maravilhoso me fez ter mais controle com a bandeira. Graças a Deus correu tudo bem, não tive nenhum problema com a bandeira. Eu molhei a bandeira do início ao fim para que eu pudesse conduzi-la da melhor forma. Claro que ninguém quer que vente, mas como é força da natureza, a gente aceita e está tudo bem. Podemos melhorar detalhes mesmo da nossa coreografia. Agora só fizemos uns testes. Depois a gente vai concluir. Vamos analisar os vídeos, rever todo nosso percurso para estar 100%”, disse a porta-bandeira.

“O balanço foi ótimo. Fizemos tudo que a gente ensaiou. Dentro do contexto fomos bem. Isso aqui foi o ensaio. A gente vai ensaiar mais ainda para ficar melhor. Acertar os detalhes, botar em prática com a fantasia e vamos rumo aos 40 pontos”, completou o mestre-sala.

Harmonia e Samba-Enredo

Carro de som comandado por Igor Pitta deu o tom do ensaio puxando sambas antigos no esquenta e cantando forte o de 2023. Fizeram o máximo para levantar a escola na avenida. Porém, o esforço não atingiu o objetivo. Faltou canto na maioria das alas da agremiação. Apenas o refrão tinha um pouco mais de destaque. Ponto de atenção para Em Cima da Hora. O intérprete conduziu muito bem o samba-enredo na pista.

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“Foi um ensaio bem produtivo, a gente viu as alas cantando e a escola muito alegre. Não é um samba como o pessoal diz que é um samba de embalo, é mais melodioso. É um samba que nós temos que ter um afinco maior para mantê-lo lá em cima, mas acho que conseguimos fazer um bom trabalho. É difícil cantar sem o Arthur [Franco], a gente se preparou para estar junto com ele e infelizmente não vamos poder. O saldo é mais do que positivo. Acho que a escola deve cantar e até o carnaval a gente vai cantar mais e ser mais coeso no canto. É um pouco difícil fazer sem o som oficial porque tem esse delay, uma parte da escola está cantando um trecho e outra parte está cantando outro. Mas a gente vai conseguir, no desfile oficial, fazer tudo direitinho como estamos fazendo no Parque Madureira. Eu não sei o porquê mas eu gosto muito do refrão de meio, essa caída que ele dá para o ‘Lere lere Kabesilê, Ojuobá’, eu acho bem melodioso, mais swingado, dá a quebrada no tom mais alto que o samba vem. Eu acho muito bonito. A gente não teve tanto ensaio quanto gostaria. Estamos conseguindo fazer um trabalho com poucos ensaios, uma coisa mais feijão-com-arroz, sem muita firula. Acho que estamos conseguindo desempenhar um bom trabalho. A nossa função é fazer uma cama para harmonia e para a bateria brilharem”, disse o intérprete Igor Pitta.

Evolução

A escola levou um bom número de componentes, com algumas alas coreografadas. A escola não chegou a abrir espaço na avenida, porém algumas alas ficaram em cima das outras, quase embolando. Nada muito grave, mas que ainda pede um cuidado maior da direção.

Outros destaques

Para a frente da bateria, o rei Jorge Amarelloh fazendo seu segundo desfile pela agremiação, ganhou a companhia da Anny Santos, que foi coroada a rainha da bateria antes de começar o ensaio. Os dois deram um show à frente dos ritmistas da azul e branco de Cavalcanti.

“O saldo é muito positivo, venho de um trabalho com roupagem nova, uma casa nova. Entrei no meio do caminho não tive muito tempo para trabalhar do jeito que gosto, tive que começar praticamente no final de outubro, início de novembro e já escolher o samba e gravar dois dias depois foi bem complicado. Fiz dois ensaios, o mini desfile e agora a Sapucaí. Estou fazendo um trabalho de formiguinha chamando os amigos, o pessoal que já era da casa tentando fazer um conjunto para o pessoal entender como é que funciona a logística do meu trabalho. Estou fazendo de tudo, então hoje o saldo foi positivo a galera tá de parabéns. Mantive 90% das pessoas que já estavam aqui com antigo mestre e trouxe uns amigos que sempre estiveram comigo”, explicou mestre Léo Capoeira.

Colaboraram Augusto Werneck, Matheus Vinícius e Walter Farias

Beija-Flor recebe a Mangueira: alto astral verde e rosa e rolo compressor azul e branco

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Por Allan Duffes e Luisa Alves

Mais um sábado de Mirandela (estrada onde a “Deusa da Passarela” faz seus ensaios de rua) e neste foi noite da Beija-Flor receber a Mangueira. Em reta final de preparação para o desfile, daqui a praticamente duas semanas, as escolas já dão sinais de que suas comunidades estão em últimos ajustes. Com dois ensaios potentes, o público viu a junção do rolo compressor nilopolitano com o axé exuberante da Verde e Rosa. * VEJA AQUI FOTOS

Hoje foi a faixa bônus do “Encontro de Quilombos”. O evento que, anteriormente havia sido programado para receber Tuitui, Portela e Império Serrano, deu tão certo que, felizmente, a anfitriã decidiu encontrar mais gente. E fez nada menos que o encontro do beija-flor das multidões com a nação mangueirense. A noite, que era quente por causa da temperatura, teve altas pressões nos dois ensaios. No da Beija, ainda rolou um temporal expresso. Parecia um balde derramado que não mingou os soberanos. Muito pelo contrário, esse é um povo acostumado com a chuva.

Compacta, a Estação Primeira levou 500 componentes, dispostos a se divertirem e deixar o clima de ensaio para valer de lado. Eles tinham um evento mais tarde e ainda terão ensaio de rua neste domingo. Mesmo com contingente menor que as outras três escolas que participaram do evento (Tuiuti, Império Serrano e Portela), que levaram cerca de 1500 desfilantes, a comunidade de Dona Zica e Cartola se fez ouvir, impulsionados com um público que cantava o samba sem parar. O enredo da escola é “As Áfricas que a Bahia canta”, desenvolvido pelos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon. A Manga está feliz, leve, renovada, cheia de axé e com um casal que dança arrancando o fôlego dos espectadores.

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Sobre a visita a co-irmã da baixada, o diretor de harmonia da Mangueira, Helton Dias, falou sobre a importância de eventos como esse: “Isso é de uma relevância enorme para o mundo do samba porque é o encontro de duas comunidades de peso. Essa iniciativa do presidente Almir Reis só tem a agregar para os sambistas, e a Mangueira recebeu o convite com muita alegria. Viemos aqui ensaiar, cantar nosso samba e divertir o povo de Nilópolis”, falou Helton.

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Depois, foi a vez da Deusa da Passarela que estava se despedindo de Nilópolis, fazendo o último ensaio de rua na Estrada Mirandela. O clima era de festa total; os componentes estão prontos para desfilar e ainda vão fazer o ensaio técnico no sambódromo, no dia 12. Para realizar o treino final, foram 40 minutos de esquenta, muitos fogos e público em êxtase. Selminha Sorriso, com um vestido reluzente e prateado, ao lado de Claudinho, brilhou mais uma vez. Tanto que a lua cheia se escondeu e chorou forte. E foram menos de 10 minutos de uma chuva que inflou a alegria dos nilopolitanos.

“Estamos nos preparando para fazer um grande ensaio técnico, e em um caminho forte. Quase o nível máximo de canto. A presença de outra escola aqui com a gente, faz a comunidade ficar mais alegre e solta para desfilar. Acaba rolando aquela comparação também, e isso motiva o pessoal”.

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A fala do diretor de carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo acima, explica o que quem acompanha o CARNAVALESCO já sabe: o “Encontro de Quilombos” é bem legal, mas ele é condição perfeita para a soberana alcançar a excelência, sempre ensaiando para superar a apresentação da visitante. Aproveitaram a deixa com maestria e, em ensaios, alcançaram a excelência. Nos quesitos de chão, Nilópolis é um rolo compressor que agrada bastante assistir.

Harmonia

Foram 500 mangueirenses e muita gente na calçada para cantar. Um dos sambas mais badalados do carnaval é sempre gritado com muito vigor. Do início ao fim da apresentação, a verde e rosa entregou tudo na voz.

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Já a Beija-Flor está pronta. As alas vão passando e uma cantando mais que a outra. Um show do quesito harmonia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

E lá vinham eles. O casal furacão. Cintya Santos é um fenômeno do quesito e deu a Matheus Silvério a carga perfeita para que ficassem sintonizados. Quando a porta-bandeira segura a ponta do pavilhão, ela toma uma velocidade absurda que impressiona. Os giros são impecáveis alinhados a passos sobre o samba. Quanto ao mestre-sala, cravava seus movimentos com um grito. Deu giro no ar, praticamente uma pirueta; dançou com força. Mais uma apresentação incrível que só teve um pecado grave nesta noite: a hora que acabou.

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Cintya falou sobre a recepção que teve em Nilópolis: “Tivemos uma recepção maravilhosa, um calor humano… Fomos recebidos de forma incrível, e estou muito feliz. Mesmo estando cansada, não senti nada durante o ensaio. O povo de Nilópolis está de parabéns pelo carinho que demonstram pela Mangueira”, contou a porta-bandeira.

Já Matheus, fez questão de falar da importância do evento: “Enaltecer a cultura popular brasileira. O que aconteceu aqui hoje foi uma celebração contagiante, um engrandecimento necessário no cenário carioca e nacional. Esse encontro não é apenas de quilombos, mas também de senzalas e pretos. É de um povo que defende Iansã, as lutas da independência… É muito importante, e o carnaval segue mostrando a sua força com uma rua lotada assim”.

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E no outro ensaio da noite, molhados mas não desalinhados, Claudinho e Selminha Sorriso fizeram mais uma bela apresentação na Mirandela. A bandeira pesada pela água não foi problema para uma experiente em tempestades. Claudinho não temeu derrapar e dançou sem mudar o rumo da apresentação. No final, a tietagem de sempre por parte do público.

Samba-Enredo

O enérgico samba da Estação Primeira é convidativo. Fácil de aprender a letra e com a melodia envolvente, ele cai bem em qualquer terreno. E fora de casa, não foi diferente: o samba foi morar em Nilópolis também. Excelente desempenho na boca do povo da Baixada e da comunidade verde e rosa que ama cantar o axé da Mangueira.

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Eis o povo no poder quando tem o samba da Beija-Flor para cantar. Sem cair em nenhum momento, a escola deve pulsar durante os quase 70 minutos de desfile no Sambódromo. A cada ensaio de rua, o andamento se mostra mais seguro.

Evolução

Com 500 pessoas e povo livre, tiveram buracos na Mangueira. Um entre o casal e a velha-guarda e outro entre a bateria e a ala que estava em sua frente. Mas, tudo bem. Lá não apresentaram problemas graves de evolução no ensaio técnico no Sambódromo.

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Já a “Soberana” é só encaixar as alegorias e seguir o andamento. Escola compacta e brincando na pista, basta repetir a receita dos ensaios no desfile.

Bateria

As baterias de Beija-Flor e Mangueira ajudaram a levantar o público em suas apresentações. Bossas, coreografias e o samba jogado para o público, foram ingredientes de apresentações contagiantes.

Outros destaques

Um destaque. Para ela, vale a menção no último dia. O “Encontro de Quilombos” aconteceu em três datas, muitas personalidades passaram pela Mirandela, mas uma merece atenção agora. Ela tem 15 anos, mas samba como gente grande. Chegou agora, mas parece que é dona da bateria há anos. Lorena Raíssa deu o nome e fez jus a escolha por ela no cargo de rainha. Sambou com a badalada Mayara Lima, desfilou com a consagrada Quitéria Chagas, quebrou tudo com a majestade Bianca Monteiro e estava solta ao lado da fantástica Evelyn Bastos. O tempo todo Lorena estava sambando, rebolando, sorrindo e atendendo ao público. Uma energia empolgante que enche os olhos de quem a vê à frente da bateria nilopolitana.

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Pois bem. No ponto final do “Encontro de Quilombos”, a Beija-Flor também deixou o seu local de ensaios de rua para se entregar aos ajustes finais do desfile. O evento que leva outra escola para Nilópolis termina com gosto de saudade e na expectativa de que ano que vem aconteça de novo. Já a Deusa da Passarela, deixa a Mirandela e vai em busca do décimo quinto título com o enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da independência”, desenvolvido por Alexandre Louzada, André Rodrigues e Mauro Cordeiro, e será a quinta escola a desfilar na segunda de carnaval.