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Série ‘Barracões’: Arranco fala sobre a importância de reverenciar a própria história com um enredo sobre Zé Espinguela

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Em 2023, o Arranco voltará a desfilar na Série Ouro do Carnaval carioca depois de 10 anos afastado da Marquês de Sapucaí. A agremiação vai abrir os desfiles do grupo na sexta-feira, 17 de fevereiro, trazendo uma homenagem a um sambista importantíssimo para sua história e para a história do Carnaval – Zé Espinguela. A narrativa vai passar pela ancestralidade e religiosidade que constituem o homenageado até chegar no legado que ele deixou para os dias atuais.

Segundo o carnavalesco Antônio Gonzaga, no primeiro desfile com sua assinatura, o nome de Zé Espinguela foi resultado do encontro de ideias entre ele e a presidente Tatiana Santos. A intenção era trazer um personagem importante para escola e que fosse de fácil conexão com público.

“Assim que a escola entrou em contato comigo, pediram para eu já ir pensando em algumas ideias para levar à reunião e avançar nesse quesito. Eu já achava desde o início que o Arranco, vindo da Intendente Magalhães, tinha que fazer um enredo que se conectasse com o público e se conectasse com a própria história como um momento de resgate para ela voltar a brilhar na Marquês de Sapucaí depois tantos anos no terceiro grupo. Eu encontrei a história do Zé Espinguela e eu achei incrível.

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Carnavalesco Antônio Gonzaga. Fotos: Matheus Vinícius/Site CARNAVALESCO

O Zé Espinguela é a história do Carnaval carioca e foi uma história que aconteceu aqui [na quadra do Arranco]. Eu fui pesquisar se o Arranco já tinha feito esse enredo. Como o Arranco nunca tinha feito isso antes? Não tinha sido. Quando cheguei para apresentar, a presidente perguntou: ‘Gonzaga, você já tem alguma ideia de enredo, porque eu tenho um enredo que eu quero muito fazer. Quero fazer o Zé Espinguela’. Era um desejo da escola, foi o enredo que eu pensei, então tinha que ser”, contou Antônio.

A história que Gonzaga contará narra, curiosamente, o primeiro concurso de samba entre os blocos que deram origem à Mangueira, a qual o protagonista é fundador, Portela, a madrinha que emprestou as cores ao Arranco, e Estácio de Sá, antiga Deixa Falar. Esse evento aconteceu no dia de São Sebastião, 20 de janeiro, onde hoje é a quadra da agremiação do Engenho de Dentro, na Rua Adolfo Bergamini. Além do evidente lado sambista de Zé Espinguela, o carnavalesco vai abordar outras facetas do homenageado: ele foi jornalista, escritor e líder religioso.

O carnavalesco acredita que a abertura, que falará de ancestralidade, e o último carro terão um grande impacto visual para o público pelo significado e estética objetiva. Gonzaga irá apostar em diversas propostas visuais para homenagear Zé Espinguela.

“Vamos começar com o que se entende por um afro mais tradicional. Depois trazemos esse afro para uma estética mais brasileira com estamparia. A gente usa muita fita, chita, fuxico. É uma pegada com cara de feito à mão tanto quando vai para parte mais carnavalesca, com pompom e retalho, quanto quando vai para o afro, com palha, uma costura mais marcada. Não tem muito paetê, é uma estética mais limpa”, revelou Antônio.

De compositor a carnavalesco

Apesar de estrear como carnavalesco em 2023, Gonzaga está no Carnaval há algum tempo. Começou como compositor no Salgueiro, sua dedicação às artes visuais e ao design chamou atenção da dupla de carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, quando eles assinavam o desfile para o Cubango. A parceria o levou para a Grande Rio, escola que foi vice-campeã e campeã em 2020 e 2022, respectivamente. Este ano, Antônio Gonzaga está mais afastado da Grande Rio, mas continua nessa divisão de tarefas entre o Arranco e a agremiação do Grupo Especial.

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“Eu sempre fui muito ligado à produção artística desde criança. Sempre fui do desenho, da arte, da pintura. O samba-enredo foi a maneira que encontrei de entrar no Carnaval que sempre foi um universo que eu sempre fui apaixonado. Comecei a compor no Salgueiro, mas, paralelamente a isso, eu fazia minhas produções como designer, eu sou formado em Design, e postava nas minhas redes. Até que em 2018, para o Carnaval de 2019, o Gabriel e o Leonardo gostaram do meu trabalho e me chamaram para fazer a identidade visual do enredo do Cubango. A partir daí, eu pedia para frequentar o barracão, passei a ir todo dia e participar da produção mesmo da produção daquele Carnaval. No ano seguinte, eles foram para a Grande Rio e me convidaram para integrar a equipe de criação deles”, comentou Gonzaga.

Entre suas inspirações, além de Bora e Haddad, estão Joãozinho Trinta, Rosa Magalhães e Fernando Pinto, de quem comenta ser muito fã. Da experiência na campeã de 2022, ele aponta que leva para si muito mais que o aprendizado estético. Ele aprendeu o funcionamento interno de uma escola de samba, o relacionamento com os profissionais dos ateliês, ferreiros e marceneiros. “Se eu não tivesse passado pela Grande Rio, eu não conseguiria fazer o Arranco dar certo”, afirmou o carnavalesco.

Agora, em trabalho solo no comando do barracão do Arranco, Antônio Gonzaga fala sobre o nervosismo da estreia e o desafio que é defender o pavilhão azul e branco do Engenho de Dentro: “É um grande desafio [estrear na Série Ouro]! É muito desafiador, ainda mais no Arranco que é uma escola que estava há muito tempo afastada da Sapucaí. Ou seja, a escola também está se readaptando a essa nova realidade. Para todo mundo está sendo uma grande experiência e está sendo muito prazeroso”, afirmou Antônio. “Eu aposto muito no desfile. Eu acho que a gente tem um grande enredo, as fantasias estão legais, as nossas propostas de alegoria estão bem legais também; tudo pensado dentro da realidade da escola. E a escola está muito comprometida em fazer um grande Carnaval. Estou muito animado e ansioso, mas trabalhando à beça”, completou.

Conheça o desfile do Arranco

A azul e branco do Engenho de Dentro vai ser a primeira escola da Série Ouro a desfilar este ano. Com a responsabilidade de começar com pé direito os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, o Arranco vem com um tripé na comissão de frente e outro ao longo do desfile, três carros alegóricos, com até 1500 componentes divididos em 17 alas. O carnavalesco Antônio Gonzaga detalhou para o site CARNAVALESCO o desfile.

Setor 1: “A abertura do desfile são as raízes ancestrais do samba carioca e do Zé Espinguela. Trazemos as heranças africanas. O Zé Espinguela era um alufá, era um líder religioso que tinha um culto ao tabuleiro de Ifá. Então, logo na abertura, vêm as raízes, o tabuleiro, a ancestralidade do personagem”.

Setor 2: “A gente traz para uma realidade mais brasileira e para os bastidores do concurso que ele organizou. Trazemos os blocos de rua que ele frequentava no final dos anos 1920, os blocos de sujo e o Bloco do Arengueiros, que originou a Estação Primeira de Mangueira, a Deixa Falar, o Conjunto de Oswaldo Cruz, que deu origem à Portela. E fecha o setor com o dia do concurso, que é dia 20 de janeiro. Tem a ala em homenagem a São Sebastião, padroeiro da cidade, e uma ala que faz referência a Oxóssi. Depois vem o segundo carro sobre o concurso que ele organizou aqui [no espaço onde é hoje a quadra do Arranco de Engenho de Dentro]”.

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Setor 3: “No 3º setor, nós partimos para outras vivências do Zé Espinguela. Ele era jornalista, tinha um ateliê de fantasias. Ele tinha uma relação com Villa Lobos, em que ele criava adereços para o Sodade do Cordão, um bloco que ajudou a organizar com Villa Lobos. E a vivência dele no Morro de Mangueira. A relação dele com Cartola e os baluartes da escola, a vivência dele no buraco quente. Todo esse setor é permeado pela vivência musical dele. Então termina o setor com a despedida dele, quando ele morre, e ele tinha escrito a música ‘Adeus, Mangueira’, uma música se despedindo do morro – esse é o tripé”.

Setor 4: “São as heranças que ficaram. É o Arranco completando 50 anos fruto de toda essa vivência, são as escolas de samba seguindo como quilombos de resistência. Nosso último se chama ‘Onde o samba é alforria’, que é uma grande celebração das escolas de samba e da herança delas para os próximos anos e para os nossos frutos”.

Série Barracões: Vila Isabel vai dar um passeio por festas religiosas espalhadas pelo mundo todo em desfile com DNA de Paulo Barros

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Depois de três carnavais realizados por Edson Pereira, a Vila Isabel volta a apostar no multicampeão Paulo Barros. A escola e o artista vão se reunir pela terceira vez para tentar finalmente uma parceria de sucesso. Em 2009, com Paulo na comissão de carnaval, dividindo a parte criativa com Alex de Souza, a Vila ficou em quarto lugar. Já em 2018, a Azul e Branca foi a nona colocada. Com o novo presidente, Luiz Guimarães, a Vila deu a Paulo Barros autonomia para escolher e desenvolver o enredo, com a grande condição de que fosse um enredo alegre e que permitisse à escola trazer um astral bastante positivo para a Avenida. Em acordo com estas condições, o artista escolheu falar das festas religiosas espalhadas pelo Brasil e o mundo, inclusive a folia carioca, para comemorar na Sapucaí o retorno de um carnaval que, dessa vez, no pós-pandemia, será na data esperada e sem nenhum tipo de restrição. O enredo vai da cultura festiva da Grécia antiga representada pelo Deus Baco, passando por festas no mundo todo, festas típicas do Brasil, as celebrações do dia dos mortos, até finalmente aportar no carnaval.

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Campeã pela última vez em 2013, e com um quarto lugar no carnaval passado, quando homenageou um dos seus maiores baluartes, Martinho, a Vila espera que as ideias de Paulo possam contagiar a Sapucaí e que o artista possa retornar seus dias mais gloriosos. Braço direito do carnavalesco no barracão e no dia-a-dia, o diretor de carnaval, Moisés Carvalho, em entrevista ao site CARNAVALESCO, explicou como se deu a escolha do enredo que foi bastante trabalhado pela diretoria antes de ser divulgado ao público.

“O enredo é do Paulo. E o presidente passou para o Paulo o que ele queria de enredo para a Vila, queria um enredo alegre, para frente, que desse um samba alegre, um carnaval com visual. Depois de alguns meses de bate papo, o Paulo apresentou esse enredo, o presidente comprou a ideia e foi escolhido”, explicou o diretor.

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Um dos personagens que a Vila não esconde e que será protagonista deste desfile, é a figura do Rei Momo, tradicional soberano maior do carnaval. Moisés Carvalho revelou mais sobre a função do personagem no enredo da Vila Isabel.

“O rei Momo aparece em dois pontos. É um dos fios condutores. E no enredo a gente fala das festas que tenham um valor cultural, nível mundial, e a gente termina no grande carnaval do Rio de Janeiro em que o Rei Momo faz parte dessa festa. São festas que têm densidade cultural e que têm uma religiosidade. Todas essas festas que são citadas também tem cunho religioso. A gente começa lá com o Deus Baco no início e faz uma viagem e termina no carnaval do Rio de Janeiro passando por vários carnavais de todo o mundo”, esclarece Moisés.

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O diretor de carnaval da Vila Isabel tem participado de todos os processos de produção deste carnaval, desde a escolha de enredo, samba, até o desenvolvimento do desfile propriamente dito dentro do barracão. Moisés contou o que em sua opinião é um dos pontos mais fortes deste tema que será apresentado na segunda noite do Grupo Especial.

“Acho que é a parte religiosa, a diversidade cultural, a plástica, o colorido. É um enredo alegre, um enredo para frente. É um conjunto de coisas que dará um belo colorido na Avenida.Eu vejo a Vila com vários trunfos. Acho que a gente tem uma comunidade que abraçou o samba e o enredo. Uma bateria fantástica que está super entrosada com o carro de som. O samba, a gente apostou e acredita que vai ser um samba que vai explodir na Avenida. E temos um carnavalesco que está altamente inspirado e conseguiu plasticamente formar isso em fantasias e alegorias, tudo com a assinatura dele. Cada momento do desfile, cada setor, a gente vai ter uma novidade, uma surpresa”, promete o diretor de carnaval.

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Carnaval será grandioso e com assinatura de Paulo Barros

O carnaval da Vila começa na mitologia grega. O “Evoé” é uma saudação ao deus do Vinho, Baco. E neste mesmo espírito de enredo, outras festas milenares de diversas culturas vão estar representadas na primeira parte do desfile. As celebrações de devoção a padroeiros e protetores espirituais regionais de lugares de todo o mundo também farão parte do desfile, assim como os festejos dos dias dos mortos, não de uma forma triste, mas aqueles que cultuam esta data com alegria, valorizando a vida e não a morte em si. Em termos regionais aqui no Brasil, a Vila vai homenagear as festas de São João, a lavagem das escadarias do Bonfim na Bahia, a Festa de Iemanjá, a Cavalhada, o Círio de Nazaré e o Festival de Parintins. Por fim, os carnavais do mundo e os nosso específico daqui, em especial do Rio de Janeiro, vão fechar essa festa com chave de ouro. Todo esse conteúdo estará representado de uma forma e com o olhar específico que o carnavalesco Paulo Barros gosta de apresentar ao público na Sapucaí.

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“Acho que o Paulo vai dar a assinatura dele, senão não teria a razão para que ele fosse contratado. Ele vai apresentar a criatividade e vai trazer a plástica do carnaval que todo mundo gosta de ver, a decoração dos carros, as fantasias. Acho que ele foi muito feliz nos desenhos dos figurinos, nos carros, nos movimentos, tudo que ele escolheu estava bastante inspirado”, acredita o diretor de carnaval Moisés Carvalho.

Em termos de tamanho, a Vila veio bastante grande nos últimos anos com os trabalhos de Edson Pereira. Agora com o retorno do carnavalesco Paulo Barros, Moisés Carvalho promete que este gigantismo será ainda maior e a Vila vai seguir em uma linha de grandiosidade para o desfile de 2023.

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“É uma Vila que mantém em termos de tamanhos os três últimos carnavais do Edson. Vem com volume, alegorias grandes, a escola mantém a tradição de vir grande, como veio nos últimos anos, não mudou nada nesse sentido. Pelo contrário, tenho certeza que teremos uma Vila até maior que nos últimos três anos. Tanto em componente, quanto em alegoria”, aponta o diretor.

Inovações estarão presentes no desfile a partir da parceria Paulo e Moisés

Na Vila Isabel desde 2018, uma das funções que Moisés Carvalho terá em 2018, será a de tentar realizar e tornar possíveis as ideias em profusão que surgem da cabeça do carnavalesco Paulo Barros. Há sempre a expectativa por um desfile com grandes surpresas, inovações tecnológicas e mistérios guardados a sete chaves. Moisés conta que o segredo para o trabalho é o diálogo que existe entre o artista e a equipe da Vila Isabel.

“Eu me dou bem com todos os carnavalescos que eu já trabalhei. Todos viraram meus amigos. A diferença do Paulo é que ele vive criando 24 horas. Muitas coisas são viáveis. E muitas coisas não são viáveis. Por isso que ele está sempre em contato com a galera de produção, de execução. A gente vive 24 horas, e não só ele. A gente sabe que ele gosta de ideias, a gente acorda com uma ideia e passa para ele também. A gente passa o dia inteiro trocando ideias para saber se aquilo é viável, se aquilo vai dar liga. De repente é uma grande ideia no papel mas a gente não consegue transformar isso em realidade. O Paulo nos tira um pouco da zona de conforto em função da criatividade dele ser acelerada, de ele estar sempre querendo o melhor para o espetáculo, para o público e jurados. Se for viável, se o presidente aprovar, a gente vai trabalhar o tempo todo para executar aquilo da melhor forma”, conta Moisés.

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Juntos de novo na Vila Isabel, Paulo Barros e o diretor de carnaval Moisés Carvalho tem um histórico de sucesso. Em 2017 ajudaram a Portela a voltar a ser campeã depois de um jejum de mais três décadas sem o campeonato. Paulo, na época, chegou a elogiar o diretor, colocando ele como um dos melhores profissionais com quem trabalhou. A dupla também esteve junta no último trabalho do carnavalesco na Vila Isabel em 2018.

“Ele falou isso na época da Portela, porque eu tenho uma visão que bate muito com a dele. Eu procuro sempre andar na frente. Sempre pensar o que pode acontecer de positivo e negativo. A gente sempre procura pensar em um possível erro, no que vai ser o plano A, o plano B e o plano C. Isso era uma coisa que eu já adotava na minha vida particular, na minha empresa e no carnaval. Quando eu fui trabalhar com ele e nós não nos conhecíamos, ele começou a inventar algumas coisas e eu comecei a mostrar para ele o plano A, o plano B, como poderíamos fazer, e caiu muito bem, acho que foi daí que ele fez esse elogio. Porque a gente pensa muito parecido. Exemplo, acho que eu e ele, fizemos a primeira escola que passou a usar dois geradores na Avenida. Cada carro tinha dois geradores. Porque os carros dele são de muitos efeitos. A gente precisa do gerador para esses movimentos. E pensar em outras coisas, levar mais de uma bomba, ter gente para substituir as pessoas que fazem movimento se cansarem, por aí “, define o diretor de carnaval da Vila Isabel.

Moisés, aliás, tem boas lembranças do que chama de “loucuras” do carnavalesco. Na Portela em 2016, a comissão de frente tinha um personagem que era erguido do chão a partir de um jato de água que saía do tripé onde ele desfilava.

“Ele vive inventando loucuras. No ano da Portela teve um carro que rodava, aí teve a comissão de frente que tinha um componente que subia no jato de água. Aquilo foi um problema. Era um jet ski que estava ali. Toda noite tinha que subir o jet ski, descer o jet ski, e amarrava o pé. Tinha os jacarés que vinham se arrastando na Avenida também. A gente fazia uma forma específica e modelava o cara todo. Tem várias, mas tudo deu certo”, ressalta o diretor.

Fundamental na escolha do enredo, presidente é muito participativo 

Mandatário mais jovem entre os presidentes das escolas filiadas à Liesa, Luiz Guimarães é filho do Capitão Guimarães, ex-presidente da Vila Isabel e da própria Liga. Luiz teve participação direta na definição do enredo ao conversar bastante com Paulo Barros e toda a equipe da Vila Isabel para definir alguns pontos, ainda que tenha dado toda autonomia para o artista desenvolvê-lo, mas primou para que o tema levasse alegria para a Sapucaí. No cotidiano, Luiz é sempre visto nos eventos da quadra, e segundo o diretor de carnaval Moisés Carvalho, o presidente está também presente quase que diariamente no barracão.

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“É o presidente mais jovem do Grupo Especial, mas é um presidente que está sempre entrosado com o resto da escola, participativo, sempre presente nas nossas reuniões de produção quando ele está aqui. Nenhuma decisão é tomada sem a participação ou o conhecimento dele, um cara que acompanha a produção de barracão diariamente, está sempre dialogando com a gente de andamento. Ele questiona. Participou diretamente com o carnavalesco do desenvolvimento do enredo, do melhor caminho a ser tomado, ele é bem presente. Ele é novo, mas vive no carnaval desde sempre. Vive isso aqui, é um apaixonado pela Vila Isabel, um cara que respira o carnaval”, conclui Moisés Carvalho.

Conheça o desfile da Vila Isabel

Para o carnaval 2023, a Vila Isabel vai levar para a Sapucaí 2600 componentes divididos em 29 alas, 6 alegorias, uma delas acoplada, além de 2 tripés, e um elemento cenográfico da comissão de frente. O diretor Moisés Carvalho ajudou a definir mais sobre o desfile da Vila “Nessa Festa, Eu Levo Fé”. “São cinco setores e uma abertura”.

Abertura e Primeiro Setor
“Festas no mundo e a gente começa o desfile vindo lá da Grécia, com o Deus Baco”.

Segundo Setor
“É a apresentação de algumas festas pelo mundo, em um contexto mais geral e mais atual”.

Terceiro Setor
“São as festas brasileiras. O Macaco Branco(mestre de bateria) está até preparando uma paradinha na hora do samba e eles vêm fantasiados de festa junina. A gente vai falar das festas juninas, Caprichoso e Garantido, Iemanjá, todas as festas relacionadas ao Brasil”.

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Quarto Setor
“Depois falamos das festas relacionadas ao dia dos mortos, que não é celebração da morte, mas celebração da vida. As festas que tem o lado positivo, a Festa do México, a Festa do jazz, que a do caixão que a galera segura”.

Quinto Setor
“A última festa é o carnaval. Aí vem o grande carro do carnaval, a viagem pelos carnavais de Veneza, blocos de rua, casal de mestre-sala e porta-bandeira homenageando todas as escolas da forma Paulo Barros”.

Liga-RJ vende na quinta-feira ingressos de arquibancada para os desfiles da Série Ouro

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Na próxima quinta-feira, dia 9 de fevereiro, a Liga-RJ abre a venda das arquibancadas para os desfiles da Série Ouro no Carnaval 2023. A comercialização será feita de forma presencial, no stand montado atrás do Setor 11, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O horário é de 10h às 16h, de segunda a sexta.

Os valores são de R$ 25 para os setores 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. O setor 9 custa R$ 50. Os acontecem nos dias 17 e 18 de fevereiro.

Grupo Especial: Pré-venda on-line de arquibancadas populares da Sapucaí acontece nesta quarta

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Última oportunidade para quem deseja assistir aos desfiles do Grupo Especial nas arquibancadas da Sapucaí: começa nesta quarta-feira, a pré-venda on-line dos ingressos para os Setores 12 e 13 do Sambódromo, que custam R$ 15 cada, sem cobrança de taxas. Disponibilizadas na internet pela Central Liesa de Atendimento e Vendas, vinculada à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, as entradas são as únicas disponíveis para o espetáculo do Grupo Especial, que acontece nos próximos dias 19 e 20.

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Foto: Divulgação/Riotur

Interessados em reservar os tickets devem acessar o site (reservas.riocarnaval.com.br) entre 9h e meio-dia (ou até se esgotarem os ingressos). O pagamento será feito no próximo dia 11 (sábado), entre 10h e 16h, no estande da Central LIESA na Avenida (atrás do Setor 11).

A recomendação é para os pedidos não sejam deixados para última hora, sob risco dos bilhetes esgotarem. Camarotes e frisas, inclusive para os Sábados das Campeãs, já não estão mais disponíveis.

“Com esta grande procura, podemos antecipar que o Sambódromo baterá um recorde de público no Rio Carnaval 2023, com uma expectativa de 100 mil foliões por noite, entre compradores de ingressos, sambistas, e os mais diversos prestadores de serviços”, diz Jorge Perlingeiro, presidente da Liesa.

Série Ouro: Frisas esgotadas

Responsável também pela comercialização de ingressos para os desfiles da Série Ouro no Sambódromo, nos próximos dias 17 e 18, a Central Liesa informa ainda que foram vendidas todas as frisas para as datas em questão.

Liesa define posição dos julgadores e revela data de divulgação das justificativas

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Os 36 julgadores que trabalharão no Rio Carnaval 2023 – desfiles das escolas do Grupo Especial -, no Sambódromo, dias 19 (Domingo) e 20 (Segunda-Feira) de fevereiro, sortearam, na noite desta segunda-feira, os módulos onde atuarão. O sorteio aconteceu durante o jantar de apresentação dos julgadores aos presidentes das agremiações, realizado no restaurante Assador Rio’s, no Flamengo.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação Liesa

Os julgadores serão distribuídos em quatro cabines espalhadas ao longo da pista de desfile da Sapucaí. Em cada cabine haverá nove julgadores, um de cada cada quesito.

O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, deu as boas-vindas aos integrantes do quadro de jurados. Destacou que estão bem preparados para a difícil missão: “Todos participaram do curso de fixação de critérios de julgamento, realizado em janeiro, no auditório da Liesa, no Centro”, informou.

Justificativas saem dia 24

Em seguida, o presidente anunciou que, mais uma vez, a Liesa está se organizando para divulgar as justificativas das notas diferentes de 10 menos de 48 horas após a Apuração, que acontecerá na quarta-feira de Cinzas, dia 22, às 16 horas, na Praça da Apoteose. “As justificativas serão divulgadas, oficialmente, ao longo da sexta-feira, dia 24 de fevereiro”, afirmou.

O coordenador de Julgadores, Júlio César Guimarães, explicou que todas as notas dos 36 julgadores serão lidas. Mas, como determina o Regulamento, a menor de cada quesito, por escola, será descartada.

O coordenador comentou que, para evitar maior desgaste físico provocado pela longa jornada de trabalho, os julgadores ficarão hospedados num hotel próximo à Passarela do Samba. “Isso evitará que se desloquem até as suas residências entre os dois dias de espetáculo”.

Veja os módulos do Carnaval 2023

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Especial Barracões SP: Tom Maior promove ‘Um Culto às Mães Pretas Ancestrais’ na busca pelo título inédito do Grupo Especial

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Dando prosseguimento a série “Barracões”, o site CARNAVALESCO foi conhecer o trabalho que está sendo desenvolvido pela Tom Maior para o Carnaval 2023. Mais do que um desfile, a Vermelho e Amarelo irá ao Sambódromo do Anhembi realizar “Um Culto às Mães Pretas Ancestrais”, que é o nome do enredo assinado pelo carnavalesco Flávio Campello. Após repetir o melhor resultado da história da comunidade do Sumaré em 2022, um quarto lugar empatado em pontos com as três primeiras colocadas, o artista deu detalhes de como a escola virá para enfim conquistar o sonhado título inédito no ano do seu cinquentenário.

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Fotos: Lucas Sampaio/Site CARNAVALESCO

“É muito curioso que esse enredo surgiu em 2013, quando eu ainda fazia parte de outra agremiação. Eu sou muito amigo de uma coreógrafa de comissão de frente chamada Yaskara Manzini. Ela estava defendendo uma tese de mestrado que falava sobre os cultos às Iyamis. Ela me presenteou com a leitura dessa dissertação, e eu acabei ficando encantado porque era algo que até então eu não conhecia. Iyami na tradução iorubá significa “minha mãe”, e há uma infinidade de cultos ligados e associados à essa figura materna, principalmente a essa ancestralidade materna. Como nosso samba mesmo diz, nós somos filhos de mãe preta. Isso significa que o princípio ativo da vida surgiu no continente africano. A nossa ideia é justamente mostrar essa ancestralidade. Que todos nós somos filhos dessa mãe preta, e essa mãe preta nada mais é do que o continente africano.”

As mães pretas do candomblé e do catolicismo

Não será a primeira vez que um enredo dedicado às orixás femininas passará pela Avenida. Em 2007, o Salgueiro apresentou “Candaces”, considerado por muitos um desfile maravilhoso e muito injustiçado, e que coincidentemente também foi a última vez em que a Academia do Samba não voltou no sábado das campeãs, ficando em sétimo lugar naquele ano. Além disso, em 2020 a Mocidade Alegre foi terceira colocada com o enredo “Do canto das Iabás renasce uma nova Morada”. A proposta da Tom Maior, porém, é voltada às orixás que representam a maternidade, além de fazer referência a entidades de fora do mito iorubá que se encaixam no conceito de “mãe preta” proposto pela escola.

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“Uma das coisas mais curiosas de quando a gente começa a se aprofundar nesses cultos às Iyamis é que nos deparamos com o culto do candomblé através das Obirinsá, que muita gente conhece como “Iabás”, que são seis orixás que também tem uma relação forte com essa simbologia materna. O mito iorubá diz que, além de Exu, Ogum e Oxalá, ainda tinha a presença de Oduduá, que ficou com a missão de moldar o ser humano através do barro. A figura materna está presente em todos os mitos religiosos, tanto afro-brasileiros quanto cultos africanos raiz, e também no nosso catolicismo, o nosso afro-catolicismo. Por exemplo, somos um país onde a padroeira do Brasil era considera até a década de 70 era considerada uma mulher preta, e depois a Igreja acabou adotando um embranquecimento dessa Nossa Senhora Aparecida. Talvez por uma questão não sei dizer se racial, não sei especificar, mas como de repente, na cabeça de muita gente, o Brasil poderia ter uma padroeira de pele preta. A gente pegou todos esses ganchos e transformou no enredo que ganhou o título de Um Culto Às Mães Pretas Ancestrais”, explicou.

Carnavalesco pé quente

Flávio Campello já demonstrou grande capacidade de trabalhar enredos afro. Em 2017, assinou o desfile que rendeu o primeiro título da história da Acadêmicos do Tatuapé. Como se não bastasse, até o momento tudo parece conspirar para mais um grande desfile sob sua batuta. Durante a conversa, o carnavalesco citou que 2023 é um ano regido por Oxum na crença do candomblé, e a entidade é inserida nos cultos à mãe africana Yalodê. A celebração dos 50 anos da Tom Maior é outro motivo que fortalece a crença do artista em um grande resultado neste carnaval.

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“Para mim foi um presente, porque meu último trabalho com um enredo afro deu super certo, que foi na Tatuapé, e eu gostei muito do resultado. Quem não gostaria de ser campeão com um enredo afro? E quando as pessoas vêm falar comigo sobre a questão do afro, o “afro do Flávio Campello”, elas dizem que a primeira coisa que acontece talvez seja o samba, que tenho sorte de, com enredo afro, para ter um samba-enredo maravilhoso, porque em 2017 o samba da Tatuapé era incrível e em 2023 o samba da Tom Maior, por mim, está maravilhoso. Acho que é um ano que a gente está colocando todas as nossas fichas nesse projeto, nesse enredo”, celebrou.

Curiosidades da pesquisa do enredo

O trabalho de pesquisa para a preparação desse culto proposto pela Tom Maior revelou elementos do candomblé até então desconhecidos por Flávio Campello, gerando uma oportunidade de realizar um desfile de temática tradicional no carnaval sem abrir mão de inovações.

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“No nosso segundo setor do nosso desfile, quando fazemos uma menção às Iyami. As Iyami é um culto dentro do candomblé que muita gente não conhece, e tem uma história muito bacana. Elas habitaram os sete pilares da Terra, que são as sete árvores sagradas. Nosso segundo carro representa isso, temos sete árvores sagradas, sendo que a principal ela mantém o equilíbrio entre o bem e o mal, e vem no centro do carro. É uma alegoria que eu gosto demais, porque ela tem dois lados. É uma alegoria que a mesma reprodução estética que tem na frente do carro, teremos atrás. Se o carro viesse de ré, ele poderia entrar na Avenida do mesmo jeito. Eu gosto muito desse carro, porque ele é dividido no meio. Quem olhar irá identificar o bem e o mal. É um carro que gosto muito dele. É todo em árvores. Teremos 44 pássaros pendurados nessas árvores, um grupo coreografado pela Flávia Rodrigues. A gente está apostando muito nessa cênica de desfile. Uma das coisas que eu pedi quando desenvolvemos o projeto foi a gente dar vida à nossas alegorias, teatralizar um pouco, tanto que as composições só teremos no Abre-alas, em nenhum outro carro teremos composição. A gente apostou muito esse ano. Os carros ficaram tomados de tanta gente coreografada que até destaques esse ano a gente só tem um, no Abre-alas, que é o Beto Sobrinho”, revelou.

Um carnaval inovador desde sua concepção

Flávio Campello demonstrou grande entusiasmo com o trabalho desenvolvido pela Tom Maior para o carnaval de 2023 ao longo de toda entrevista, e fez questão de contar as ideias inovadoras que foram aplicadas principalmente nos carros alegóricos. Além disso, mais uma vez, a escola oferecerá uma maneira das pessoas que assistirem ao desfile de terem um roteiro de toda apresentação em mãos.

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“Alegoria eu acho que será nosso ponto-forte esse ano. Nós temos a nossa terceira alegoria em que a gente desconstruiu a ideia de fazer uma alegoria em cima de um caixote. A alegoria tem seis esculturas, e são elas que mantém o carro em pé. É algo supernovo, super inovador. No centro tem uma das orixás, que é Oxum, e essa saia teremos 44 mulheres, todas de seis de fora. É um carro em que estou apostando muito minhas fichas também. Um carnaval inovador nas alegorias de modo geral, e vou dizer o porquê. Uma das minhas ideias de quando fechamos o projeto do carnaval é o que falei para a escola. Não quero vir com acoplados. O acoplado faz com que os nossos riscos sejam dobrados. Se no regulamento diz que é para virmos com quatro alegorias, viremos com quatro alegorias, e eu pedi para que a escola me desse a oportunidade para que zerássemos todas as nossas bases. Tenho quatro carros alegóricos, e cada um com uma identidade própria. Vocês verão que o conceito das alegorias esse ano é um conceito muito mais artístico. Isso, para a gente que trabalha com arte, que acho que o Carnaval é uma forma de arte plástica, acho que as pessoas vão se encantar. Esse encantamento é que estou apostando nas nossas alegorias. A volumetria das nossas fantasias, a gente sempre tenta levar para o público o significado dessas fantasias para que eles possam entender. No ano passado, nós viemos com uma faixa na frente da escola com o site da escola que, naquele momento do desfile, estava com um minilivro que o jurado recebe, com o que significa cada fantasia e cada alegoria. Da arquibancada, o pessoal, com smartphone, conseguia ver o mesmo material que o jurado via, e esse ano repetiremos isso. Acho que o nosso público merece isso, acompanhar o nosso desfile com aquela colinha na palma da mão. O nosso site é todo desconstruído para esse dia. Quem acessar o nosso site no dia do desfile só irá se deparar com o nosso livro, a nossa pasta do jurado. Isso ajuda bastante”, revelou.

O papel fundamental do novo presidente

A Tom Maior teve uma baixa inesperada durante o pré-carnaval. A presidente Luciana Silva se desligou da escola alegando motivos pessoais. Quem assumiu a liderança da Vermelho e Amarelo foi o então vice-presidente e também comandante da bateria “Tom 30”, Mestre Carlão. Flávio Campello exaltou muito o papel de liderança exercido pelo novo presidente.

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“Eu estava conversando com o presidente Carlão, e nós estávamos discutindo sobre a finalização desse projeto. Está de uma forma tão tranquila que até mesmo nos assusta. Nós só temos uma ala para realizar a reprodução e finalizar nosso projeto, e nós já estamos na nossa última alegoria (a qual a escola já anunciou sua finalização), tendo só o carro da comissão de frente para trabalharmos até o tempo que a gente precisa, na semana do Carnaval para deixarmos do jeito que a gente quer. Isso fez com que a gente investisse um pouco mais na alegoria da Comissão, teremos água nesse carro, teremos toda uma produção que eu acho que acaba nos favorecendo por nós termos tempo para finalizar esse projeto dessa forma como nós estamos, confortável. Nosso cronograma é um cronograma que o presidente sempre gostou de nos proporcionar. O Carlão é um administrador que acho que todo carnavalesco gostaria de ter, porque ele é um gestor. Acho que por ele ter sido empresário na maior parte da vida dele, favorece muito essa gestão. Todo carnavalesco gosta de ter um projeto em que a gente consiga, como no ano passado, quando o Carnaval foi em abril, se nosso desfile fosse em fevereiro, no dia normal, estávamos com o Carnaval pronto. Isso é a gestão do Carlão, e para todo carnavalesco isso é maravilhoso”, declarou.

Conheça o desfile da Tom Maior

Setor 1: O mito da criação: “A gente começa com a primeira mãe, a primeira Iyá, que é Oduduá. Pegamos o mito iorubá da criação do mundo, dos humanos, do homem e da mulher. Teremos os orixás nessa alegoria, Oduduá grávida. Temos simbologias muito fortes no culto iorubá-nagô”.

Setor 2: “A gente chega, através do segundo setor, às Iyamis. Representa essa coisa da mãe educando seus filhos através das Iyamis. A gente fala da Eleiés, porque essas Iyamis vieram habitar os sete pilares da Terra em forma de aves, que eram aves sagradas. Nesse segundo setor, a gente fala da representatividade dessas árvores na vida da gente. A gente tem, por exemplo, Orubô, que representa a árvore da justiça e foi uma das moradas das Iyamis. Temos o baobá, que representa a serenidade e a paz. Temos a figueira que representa a árvore do perdão. Temos a cajazeira, que é a árvore do equilíbrio. Temos sete árvores muito fortes e marcantes, tanto que elas são, em alguns momentos do candomblé, respeitadas como algo simbólico através da representatividade que essas árvores tem para o culto do candomblé. Nós temos o Iroco. Nós temos muitas árvores que o candomblé exalta e respeita, e essas árvores estão presentes no culto às Iyamis”.

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Setor 3: “No terceiro setor, a gente fala das Obirinsá, que são as orixás que tem essa coisa relacionada ao seio materno. Fala dessa questão da mãe que abraça seu filho, a mãe que cuida desse filho. Representamos através das Ibirinsás, das orixás femininas. Acho que o meu terceiro setor é um setor que eu gosto muito. Teremos uma grande ala composta por 324 componentes, que são as alas das orixás. São seis fantasias com 54 de cada uma na Avenida, formando uma fila de um carro ao outro, uma ao lado da outra”.

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Setor 4: “A gente fecha o nosso enredo falando das santas mães pretas, que são santas que foram canonizadas, que possuem a sua peregrinação, a sua devoção, inclusive, a Nossa Senhora Aparecida, que temos nessa última alegoria nossa uma desconstrução da imagem da Nossa Senhora Aparecida. Colocamos ela toda com trajes e traços africanos, o manto azul também vai ganhar uma nova roupagem. Faremos uma releitura da imagem da Nossa Senhora Aparecida, automaticamente com todo respeito que a imagem oferece, afinal é a padroeira do nosso país, fora todas as outras santas que traremos. Esse último setor nosso é um congraçamento de todas essas santas que muitas vezes foram escondidas pela Igreja Católica. Santa Efigênia, a escrava Anastácia, que no Rio de Janeiro tem uma Igreja maravilhosa. A própria Sara Kali, que é uma santa preta que muita gente não conhece. A gente tem Bakhita. Temos uma infinidade de santas de pele preta que levaremos para a Avenida em forma de mães, como se fossem as nossas mães pretas em um grand finale. Acho que o culto afro-cristão é uma coisa que irá tocar muito, irá emocionar, porque teremos nessa alegoria o passado e o futuro da nossa escola integrados, que são a Velha Guarda e as crianças. Esse nosso enredo é um enredo que fala nada mais, nada menos da importância que as mães têm nas nossas vidas. Eu digo isso, não só a nossa mãe que nos gerou, mas as mães de forma geral. Eu acho que todas as mães deveriam ser canonizadas. A nossa mensagem do último setor é essa, mostrar que todas essas mães que nós temos estão ali, presentes e representadas em toda as imagens das nossas santas, na presença da Velha Guarda e das nossas crianças, tanto que as nossas crianças viram com algumas mães pretas que a gente vai colocar junto. É um final que irá emocionar”.

Ficha técnica
Enredo: “Um Culto às Mães Pretas Ancestrais”
Alegorias: 4
Alas: 16
Componentes: 1900

Série Barracões: Salgueiro apresenta versão do paraíso em desfile que vai valorizar a liberdade de expressão

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Em 1989, Joãosinho Trinta, revolucionou o carnaval apresentando um enredo que ia na contramão do luxo apresentado pelas escolas, mostrando o contraste entre fantasia e a vida real com o magnífico “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia”. O carnavalesco, falecido em 2011, é um ícone da festa e inspiração para diversos artistas da folia, entre eles Edson Pereira, que vai fazer em 2023 sua estreia na Academia do Samba. Incomodado com um rumo que o carnaval vem tomando em relação ao julgamento e um certo aprisionamento do fazer criativo da festa, Edson buscou inspiração em João Trinta para formular um enredo que passa muito por essa crítica aos pré-julgamentos, a intolerância, ao apontamento dos erros das outras pessoas, e dessa forma, olhando para alternativas, tentar criar uma paraíso salgueirense, não algo perfeito, mas que valoriza o respeito para com o próximo.

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Campeã pela última vez em 2009, o Salgueiro, nove vezes vencedor do Grupo e Especial, apostou em Edson Pereira para repaginar um pouco a sua produção criativa e narrativa, mas valorizando a essência de uma escola que não é nem melhor e nem pior, apenas diferente. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o artista explicou como surgiu a ideia de apresentar uma nova versão de paraíso baseada muito nas potencialidades que a folia traz e valorizando a liberdade de expressão tão cultuada por João Trinta, inspiração e mentor de Edson.

“Essa ideia parte do princípio da dificuldade que eu vejo, e algum tempo já, desse novo momento do carnaval, de um julgamento que existe e você perde a liberdade de se expressar. O João tinha muito isso. Por isso eu falo muito do João e uso o fio condutor o João Trinta. Porque ele tinha com grande propriedade essa pegada de criar um enredo completamente onírico, com embasamento , mas sem esse compromisso filosófico. Ele fazia carnaval, muito para o povo, muito direto, descritivo, sem ter esse comprometimento filosófico. Eu sinto hoje esse ‘engaiolamento’ do artista. Isso acaba aprisionando ele dentro de um critério de julgamento que é justamente sobre isso que a gente quer falar. Sobre o apontamento, sobre o julgamento. A gente cai nesse universo muito atual que é o apontamento que as pessoas fazem para as outras, e colocam as verdades delas para virar verdades absolutas, e a gente vive a todo momento sendo julgado. O que a gente quer pregar é a liberdade de expressão. Esse é o foco do enredo só Salgueiro”, explica Edson.

Com enfoque maior na luta pela liberdade de expressão e com uma mensagem de respeito, Edson também pretende ressaltar neste carnaval uma valorização da produção criativa do carnaval com modos e padrões sustentáveis em relação ao futuro da folia.

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“É um processo criativo. Quando você tem liberdade de expressão, como o João tinha, você começa a entender muito mais aquele momento. E você começa a pensar, não igual, mas similar e se identificar com tudo isso. O João transformava o lixo em luxo. Isso a gente já sabe, é uma frase já clichê, mas a gente entra nesse universo também e vê que lá atrás ele já pensava desse jeito quando o pensamento sustentável para o carnaval é tudo que a gente mais precisa hoje. Entender que o carnaval precisa crescer, se modificar sim, mas pensar nesse crescimento de forma sustentável. Transformar o material alternativo em material rico. Quando as pessoas falam que o carnaval do Edson é muito rico e grandioso, é tudo ilusão, é tudo uma mágica. Isso tem muito do João, tem a influência do João ali”, define o carnavalesco.

Ainda que não esteja diretamente no desfile do Salgueiro, João Trinta é inspiração para Edson na busca por desenvolver a sua própria visão do que seria um paraíso, amparado claro na tradição e na essência do salgueirense, também colocado como protagonista neste carnaval.

“Eu uso o João como fio condutor do meu pensamento. O João já expôs o paraíso de diversas formas e em outros enredos. Esse paraíso específico é do Salgueiro, criado pelo Edson, que se inspira no João. A gente está falando de um paraíso desconstruído, não aquele paraíso que a gente vê na filosofia, que ensinaram para gente. É um paraíso muito particular. O Salgueiro convida as pessoas a viver o seu próprio paraíso. Esse é o paraíso do Salgueiro. Embarque nessa filosofia, nesse paraíso que a gente vai te levar a um grande desfile que não propriamente existe essa regra de um paraíso perfeito. Nós não vivemos em um paraíso perfeito. Nós não vivemos em um mundo perfeito. Não vivemos para ser julgados”.

Paraíso salgueirense será diferente do Éden usual

Na busca por apresentar uma alternativa ao paraíso que a filosofia, a religião historicamente representou, o Salgueiro quer fazer uma crítica aos julgamentos, às condenações, aquilo que é proibido por não se encaixar em uma moral imposta pela sociedade. Esta mensagem, acredita Edson, é um das grandes armas da Academia para fazer um desfile inesquecível.

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“Acho que o grande trunfo do Salgueiro está em cada momento. Porque tudo foi muito pensado. Quando a gente entra com o paraíso vermelho, a gente está falando de um paraíso julgado profano. O vermelho é profano. Quando você pensa no paraíso que te ensinaram, que a sociedade coloca como paraíso, é um paraíso verde, cheio de arbustos, de flores. Não, esse é um paraíso construído pelo Salgueiro, tem as propriedades muito particulares do nosso enredo e não tem proibição. Por mais que a gente faça um embasamento no pecado original, que foi o que nos ensinaram, que Adão e Eva foi lá e comeu a maçã, e virou o fruto proibido, tudo isso existe, mas a gente desconstrói essa narrativa para mostrar que neste momento não existe pecado em ser feliz, não existe pecado em estar neste paraíso vermelho. É só a gente respeitar o próximo. Se você respeitar o próximo, o resto está tudo certo”, esclarece o carnavalesco.

Em paralelo a um carnaval que teve muita autonomia para escolher o tema do enredo e desenvolvê-lo, Edson Pereira lembra da infância pobre, do menino que via carnaval na televisão dos outros e que hoje chega a outra agremiação de grande renome no carnaval carioca.

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“Ser carnavalesco do Salgueiro, primeiro é um sonho. É um sonho de qualquer menino que chegou ao Salgueiro. Eu fiz carnavais na Estrada Intendente Magalhães, carnavais grandiosos na Viradouro, fui campeão por outras escolas, trabalhei na Vila, mas o Salgueiro é uma escola que já diz, não é melhor e nem pior, é diferente. Fazer parte do Salgueiro muito me orgulha, porque chegar até aqui é a realização de um sonho. Eu estou muito feliz, e mais feliz ainda porque o enredo é autoral, no qual eu fui permitido a fazer aqui no Salgueiro. E o enredo tem uma relação muito grande com tudo que a gente pensa hoje para o Salgueiro, dessa virada, dessa desconstrução, dessa nova realidade. Não que as outras fossem ruins, mas um novo momento também para o Salgueiro”, aposta.

Artista traz para Academia carnaval grande e bastante vermelho

Esteticamente, o Salgueiro deve buscar uma linha que fuja um pouco dos últimos anos. Edson ficou conhecido na Vila e na Unidos de Padre Miguel pela grandiosidade de suas alegorias e de seus desfiles. A ideia é manter estas características no Salgueiro, até porque seu nome se valorizou nos últimos anos por essa forma de trabalhar.

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“O maior tamanho de carro é 100 metros de alegoria. O abre-alas são três chassis, um deles é acoplado, é a permissão da regra. Não optamos por tripé porque todas as alegorias são grandes, não caberia um tripé no desfile do Salgueiro, porque senão você começa a mexer com logística do carnaval, harmonia do carnaval, é um ano de preparação para entender as proporções do meu carnaval. Mas,a gente pode imaginar um Salgueiro grandioso, porque não seria o Edson, essa marca já foi impressa nos carnavais que eu fiz nos últimos anos. Acho que se eu não fizesse dessa forma também seria cobrado e acredito até o fato de eu estar aqui hoje no Salgueiro, esse foi um dos motivos. O Salgueiro queria isso. Eu venho para somar a uma grande escola fazendo um grande carnaval. É um pouco de visão minha pessoal para o carnaval do Salgueiro e aí a gente vai aos poucos fazendo adaptação e de repente ano que vem vai ser muito maior”, acredita Edson.

O próprio samba fala de um paraíso vermelho, um paraíso diferente daquele presente nas narrativas que nos chegaram pela religião, por exemplo. O vermelho, aliás, sempre foi associado ao contrário. Ao sofrimento, ao pecado, à maçã, o fruto proibido, o fruto vermelho. Mas para Edson Pereira, justamente o rubro, cor principal do Salgueiro, é a que vai ser predominante no desfile da Academia.

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“Vermelho é paixão salgueirense. O próprio samba já diz. Vale a construção do artista não se prender especificamente a uma só cor. Mas o meu enredo fala de um paraíso vermelho. É o paraíso do Salgueiro. É um paraíso vermelho que dá orgulho ao povo salgueirense. Você vai ver muito vermelho, mas você vai ver o vermelho colocado de várias formas, o vermelho em vários momentos diferentes. Foi muito pensado estrategicamente as colocações de vermelho. E quando você fala em vermelho, não existe só um tom de vermelho, são 50 tons de vermelho”, brinca o carnavalesco ao falar sobre a paleta de cores.

Inovações vão estar presentes, mas não resumidas em artifícios tecnológicos

Ao ser questionado se vai optar por um carnaval mais tradicional e de mais inovações, Edson apontou que seu trabalho é ao mesmo tempo pautado por um resgate da essência do Salgueiro, buscando trazer muitas surpresas, inovações, mas não necessariamente artifícios tecnológicos, ou pirotecnia. O uso de materiais alternativos é um dos segredos deste desfile.

“Teremos várias inovações, a gente fez uma análise dos últimos carnavais do Salgueiro, e a gente quer fazer completamente diferente para que a gente mostre o quanto a gente evoluiu nesses últimos tempos. Vai ter muita coisa nova, muita coisa diferente. Mas, não coisas mirabolantes, caras, trazidas de fora, não. É a nossa essência, é a essência do carnaval, tem muita coisa que foi feita no Salgueiro de forma artesanal, como o tradicional carnaval faz. Mas são coisas diferentes, que a gente já podia ter utilizado e não utilizamos, ou por falta de tempo, ou de repente por falta de conhecimento. É um carnaval que foi muito pensado”, entende Edson Pereira.

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Edson faz questão de ressaltar a equipe que o acompanha e hoje está ajudando a produzir o desfile do Salgueiro 2023. Na parte mais burocrática, cuidando dos documentos, tem o estudante de cenografia Artur Paschoa. Atalo, também estudante de cenografia, cuida da parte de protótipo e criação, além de auxiliar o arquiteto. Denise Mattos é a assistente pessoal do Edson, cuida também da coordenação da equipe e cronograma. Ruan Rocha é antropólogo e auxilia Edson nas pesquisas, roteiro e desenvolvimento de sinopse, enredo. Já Monclair Filho é o arquiteto responsável.

Conheça o desfile do Salgueiro

“Delírios de um paraíso vermelho” terá cinco alegorias, 28 alas e cerca de 3200 componentes. O carnavalesco Edson Pereira contou mais sobre o que vai contar em cada setor deste carnaval 2023 do Salgueiro.

Primeiro Setor
“No primeiro setor nós reconstruímos o paraíso, com um clima bem tropical e exuberante”.

Segundo Setor
“Falamos dos pecados nessa filosofia que a gente aprendeu. Mas o que é pecado? Quando você aponta o dedo para alguém, está apontando para você mais quatro dedos. A gente fala, então, dos sete pecados capitais e desse apontamento. De como o ser humano vem se destruindo à medida que ele condena o próximo”.

Terceiro Setor
É o setor do apocalipse, quando tudo se transforma em uma autodestruição para o próprio ser humano. Nossa relação com as guerras e com o caos nos conduzindo ao fim dos tempos.

Quarto Setor
“Neste temos uma redenção de tudo isso. A gente fala dos remidos, aqueles que foram condenados e hoje a gente traz eles de volta em um momento em que a gente vai mostrar que não é pecado o que eles fizeram. O que supostamente seria pecado quando dizem que eles foram condenados por aquele pecado. A gente mostra que não é pecado ser feliz”.

Quinto Setor
“A gente fala do carnaval enquanto festa profana, apontada pela população como festa pagã e é justamente o contrário, é onde você tem a maior liberdade de expressão, você pode ser rico, pode ser pobre, pode se fantasiar, você pode ser o que quiser. A gente fecha o desfile mostrando que não é pecado ser feliz e que o carnaval representa esse paraíso que só traz felicidade para a gente”.

PodCarnavalesco recebe presidente da Superliga e subprefeito para falarem da ‘nova Intendente’

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Maria Mariá traz a potência do CPX para a Imperatriz Leopoldinense

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Uma das maiores apostas da Imperatriz Leopoldinense para 2023, Maria Mariá brilha no pré-carnaval, provando que não se assusta com a grandiosidade do posto de rainha de bateria. A jovem, de 20 anos, faz parte da escola desde criança, quando iniciou sua carreira na ala mirim.

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

Com a recente promoção e a enxurrada de eventos, o site CARNAVALESCO pediu que fizesse uma análise do papel de uma rainha. Maria conseguiu sintetizar sua opinião: “(Preciso) representar todo o amor do pavilhão, principalmente por estar na frente do coração da Imperatriz, a bateria. Já era o que ditava o meu samba na época de passista, então agora mesmo que enxergo a posição com responsabilidade”.

Ainda assim, ela admite que se pressiona para dar o seu melhor na Avenida. O ensaio técnico foi uma das ocasiões em que a ansiedade pôde ser sentida. “Foi uma mistura de nervosismo e alegria. A gente sempre cria expectativa e sai tudo diferente, porque é uma coisa nova, mas foi até melhor”, comentou.

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Nascida e criada no Complexo do Alemão, Maria só acumula motivos para ter orgulho de sua trajetória. Ela estuda comunicação social na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e gosta de estar presente em debates sobre pautas sociais. Desde sua coroação, leva um pouco dessa essência para o carnaval.

Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz, a presenteou com uma coroa banhada a ouro em formato de boné com a sigla CPX. Além de se emocionar com a homenagem, Maria guarda com carinho o objeto personalizado.

“Aquilo foi lindo. Para mim, é muito especial mostrar que existem várias pessoas dentro das comunidades do complexo, então é importante levar esse simbolismo para a Sapucaí. A sacada do Leandro com a minha coroa foi incrível, e eu não sabia de nada”, afirmou.

Para uma agremiação que precisava tanto de uma figura de sua comunidade em destaque, Maria não somente representa de uma ótima forma, como também tem potencial para elevar a Imperatriz Leopoldinense na luta pelo campeonato carioca.

Giovanna Alparone é a mais nova musa da Vigário Geral

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Com enredo infantil, Acadêmicos de Vigário Geral segue trabalhando forte para brilhar no Carnaval 2023. A agremiação ganhou um importante reforço. Trata-se da atriz, modelo e cantora Giovanna Alparone, a mais nova musa da agremiação. Com mais de quatro milhões de seguidores nas redes sociais, Giovanna Alparone desfilará pela primeira vez na Vigario Geral na frente da ala das crianças. Giovanna, mais conhecida pela criançada como Gi, tem apenas 13 anos de idade e já coleciona mais de 13 filmes nas telas nacionais. Eufórica, ela agradeceu a oportunidade para desfilar na escola.

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“Estou muito feliz em desfilar pela primeira vez na Vigário Geral, que vem trazendo um enredo infantil e super alegre. Estou fazendo aulas de samba com a minha amiga Egili Oliveira, rainha de bateria da escola, e já estou com o samba na ponta da língua. Será um momento inesquecível na avenida”, afirma Gi Alparone

Segundo o diretor de musas, Dhiego Gervazzoni, a chegada de Giovanna Alparone é um marco na Vigário Geral. O diretor destaca a importância dela com a criançada:

“Estamos muito felizes com a chegada da Gi em nossa agremiação. Ela possui um carinho especial pelas crianças e essa troca com a criançada é muito natural e bonita. Temos certeza que ela será um grande reforço para o nosso time de musas. Estamos alegres demais com o presente da nossa rainha Egili Oliveira e com a chegada da Gi”, comenta Dhiego Gervazzoni.

Em busca do título da Série Ouro, a Acadêmicos de Vigário Geral será a terceira escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, sexta-feira, no dia 17 de fevereiro. De autoria dos carnavalescos Lino Sales, Marcus do Val e Alexandre Costa, a agremiação vai apresentar o enredo “A Fantástica Fábrica da Alegria”.