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MOCIDADE ALEGRE É CAMPEÃ DO GRUPO ESPECIAL DE SÃO PAULO NO CARNAVAL 2023

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A Mocidade Alegre conquistou o título do Grupo Especial no Carnaval 2023 de São Paulo. A Morada do Samba foi a quinta escola a se apresentar na noite deste sábado, dia 18 de fevereiro, pelo segundo dia de desfiles do Carnaval de São Paulo de 2023. A escola do Limão levou para a Avenida este ano o enredo “Yasuke”. É o 11º título da agremiação no Especial. Mancha Verde, Império de Casa Verde, Tatuapé e Dragões da Real volta no sábado nos desfiles das campeãs. Vila Maria e Estrela do Terceiro Milênio foram rebaixadas para o Acesso 1.

* VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

* LEIA AQUI: ANÁLISE COMPLETA DO DESFILE DA MOCIDADE ALEGRE

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O principal destaque do desfile foi a narrativa da saga do lendário “guerreiro com a força de dez homens”, o escravo levado da África ao Japão que se tornou o primeiro samurai negro da história. Um espetáculo teatralizado no melhor estilo oriental, finalizado com uma hora e três minutos.

A maior campeã no Grupo Especial em 2023, já que outras estão no Grupo de Acesso I, não vencia o título desde 2014. Neste ano, trouxe o jovem Jorge Silveira para comandar e com um enredo diferente do que vinha apresentando nos últimos carnavais.

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“O Yasuke apareceu para mim como uma possibilidade há mais ou menos dois anos, apresentado pelo Ricardo, que era meu assistente na época. Ele me apresentou o personagem, que eu não conhecia. Imediatamente, quando ele me mostrou, eu falei que achava ser um tema com um potencial enorme para o Carnaval. Comecei a me debruçar sobre o assunto, buscar referências, bibliografia. Achei muito conteúdo na internet, muito material. Existem vários vídeos que falam sobre a história dele. Embora ele seja desconhecido no Ocidente, no Oriente ele é cultuado como um herói, então existe muito material farto sobre ele. A partir daí, comecei a aprofundar a pesquisa e criar uma linha narrativa que pudesse contar a saga do Yasuke. É assim que ele aparece para mim, como a sugestão de um amigo”, disse o carnavalesco Jorge Silveira, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

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A Morada do Samba, como é conhecida, é uma das escolas mais tradicionais no Grupo Especial, assim como já citado, a maior campeã no grupo neste momento. Mantém uma grande regularidade desde que subiu em 1970, está na elite e quase sempre brigando pelo desfile das campeãs.

Fundação: 1967
Melhor resultado: 11 títulos do Grupo Especial
Títulos: Primeira Divisão (1971, 1972, 1973, 1980, 2004, 2007, 2009, 2012, 2013, 2014, 2023), Segunda Divisão (1970) e Bloco Especial (1969)

Segunda noite do Especial define Vila, Imperatriz e Viradouro como favoritas ao título

A segunda-feira de carnaval confirmou as expectativas de briga acirrada pelo titulo do Grupo Especial colocando ao menos três escolas com maiores chances de ser acalmada campeã na quarta-feira de cinzas. Vila Isabel, Imperatriz e Viradouro fizeram desfiles com grande qualidade visual e com competência nos demais quesitos. A Vila teve destaque também para comissão e casal. A Imperatriz viu o samba funcionar bastante com canto irrepreensível da comunidade. Já a Viradouro encerrou a noite tecnicamente perfeita e com grandes apresentações do primeiro casal.

Penúltima a passar na Sapucaí, a Beija-Flor chegou a sofrer com um princípio de incêndio na segunda alegoria e outros problemas na concentração, mas superou as adversidades fazendo um desfile de forte apelo popular com destaque para o samba e canto da comunidade nilopolitana. A Portela comemorando o ano do centenário na Avenida teve muitos problemas, principalmente em evolução e alegorias, se colocando fora da briga até das que voltam nas campeãs. Já o Paraíso do Tuiuti calou os críticos e fez um desfile com excelente visual estético, boa leitura e evolução sem grandes problemas, não correndo risco de rebaixamento. Veja abaixo como foi cada desfile.

Paraíso do Tuiuti

O casamento Rosa Magalhães e João Vitor Araújo produziu um desfile com grande apuro visual de uma singeleza e de um domínio do tema que ajudou muito a tornar fácil o entendimento de um enredo muito coeso e divertido. O samba muito elogiado no pré-carnaval teve um rendimento irregular por parte dos componentes. Já a evolução vinha muito bem ao longo de boa parte do desfile, mas pode perder alguns décimos por conta de um buraco formado no início da pista gerado por dificuldades na entrada do último carro. A comissão de frente também passou muito bem. Com o enredo “Mogangueiro da Cara Preta”, o Paraíso do Tuiuti encerrou seu desfile com 67 minutos. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

Portela

Um sonho que virou pesadelo. Esta é uma forma que podemos definir o desfile da Portela, que deveria celebrar o seu centenário, mas que ficou marcado por uma série de erros em evolução e alegorias. Com uma abertura impactante e emocionante, a escola coloriu os céus com o nome de seus dois principais baluartes e despontou com um canto forte, que acabou afetado pelos problemas na pista. Além disso, quesitos como comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira cometeram “escorregadas” durante apresentações em cabines de jurados, podendo perder pontos preciosos para a agremiação. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

Vila Isabel

A Unidos de Vila realizou um desfile espetacular na noite desta segunda pelo Grupo Especial do carnaval carioca. Contando com toda a criatividade do carnavalesco Paulo Barros, a azul e branca do bairro de Noel entrou na avenida extremamente feliz e se colocou na briga pelo título, muitos foram os destaques positivos, a começar pela apresentação da comissão de frente coreografada por Alex Neoral e Marcio Jahú, que fez os bailarinos flutuarem em plena avenida, a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cris Caldas arriscou ao promover uma troca de roupas em frente às cabines de julgamento, porém, em todos os módulos a ideia funcionou e serviu para que o público se entregasse. A comunicação com as arquibancadas foi incrível, a cada alegoria que entrava na Sapucaí, as pessoas paravam para admirar e observar a beleza e os truques, marca registrada de Paulo Barros. Aliás, o conjunto visual foi um dos melhores já desenvolvidos por Paulo em toda a sua carreira, ele derramou sobre a Vila todo o seu talento e bom gosto, a escola saiu da avenida com gritos de ‘é campeã’, e o carnavalesco, que teve sua contração contestada no pré-carnaval, foi aclamado. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

Imperatriz

No retorno de Leandro Vieira à Imperatriz, a Rainha de Ramos levou para Sapucaí um desfile primoroso na questão estética, com fácil e divertida leitura do enredo e com o samba funcionando muito bem em um excelente estreia também do intérprete Pitty de Menezes. No mais foi bonito ver o resgate que vem acontecendo por esta diretoria com a comunidade que respondeu na Avenida cantando com muita garra e se divertindo no trajeto até a Praça da Apoteose. A comissão de frente retratou o enredo de forma divertida e delirante e o samba também teve uma boa resposta do público. Quarta escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, a Imperatriz Leopoldinense encerrou seu desfile com 68 minutos. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

Beija-Flor

Beija-Flor de Nilópolis convocou a brava gente da baixada e realizou um desfile de forte apelo popular na noite desta segunda-feira pelo Grupo Especial do carnaval carioca. O famoso rolo compressor nilopolitano foi o grande destaque da apresentação, o samba, composto em forma de convocação serviu para impulsionar o desfile da azul e branca e passou de forma avassaladora. Porém, a escola pecou na realização de seus carros alegóricos, quase todos passaram pela avenida com falhas em acabamento, antes do desfile começar, um grande susto tomou conta da concentração, houve um princípio de incêndio na segunda alegoria, os bombeiros agiram rapidamente, mas alguns ferros ficaram à mostra. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

Viradouro

Tecnicamente perfeito, assim pode ser definido o desfile da Unidos do Viradouro no carnaval de 2023. Sexta e última a desfilar na segunda noite de desfiles do Grupo Especial, a Viradouro apresentou na Avenida Marquês de Sapucaí, o enredo “Rosa Maria Egipicíaca”, do carnavalesco Tarcísio Zanon. Em uma hora e sete minutos, a Vermelha e Branca se destacou pelo bom conjunto estético apresentado, emocionante comissão de frente e alto nível nos quesitos de chão. Primeiro casal realizou fortes apresentações diante dos julgadores e o enredo se desenvolveu bem na avenida. LEIA A ANÁLISE DO DESFILE // FOTOS DO DESFILE

OPINIÃO: análise do segundo dia dos desfiles do Grupo Especial no Rio

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Freddy Ferreira analisa as baterias no segundo dia de desfiles do Grupo Especial

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Ao vivo: apuração do Grupo de Acesso 1 de São Paulo no Carnaval 2023

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Componentes da Rosas de Ouro comentam desfile marcado por mensagens de paz e reflexão

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A Rosas de Ouro foi a quinta a desfilar no Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2023. Apresentando na sexta-feira, dia 17 de fevereiro, o enredo “Kindala! Que o amanhã não seja só um ontem com um novo nome”, a Roseira fez do seu desfile um momento de reflexão sobre o real significado da essência da pele preta e como os povos africanos foram fundamentais para a construção de riquezas por todo o mundo, finalizando a apresentação com um grande pedido de perdão. Apostando em um samba que disputou um concurso para outro enredo, em 2005, e que ficou conhecido dentro da comunidade como “Arrasto”, alguns dos principais componentes da Rosas comentaram com o site CARNAVALESCO sobre o desfile.

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Isabel Casagrande (porta-bandeira)

Sobre o significado da roupa, que reproduziu o símbolo da escola: “Somos a realeza. Tem a parte rica e depois a parte pobre. É isso que o Paulo quis passar, que vemos na parte nobre porque viemos representando o que pra gente tudo que é rico, que é nobre, é o nosso pavilhão”.

“Passamos bem feliz, tranquilos e confiantes. Pisamos na faixa amarela dizendo que já deu tudo certo, e fazer parte de tudo isso é inexplicável. Foi tudo bem, tudo lindo”.

Everson Sena (mestre-sala)

Sobre desfilar diante da fantasia de Isabel: “Sentimento maior do mundo. Foi um presente para nós quando vimos que a saia da Isabel seria o pavilhão. É muita honra da gente, porque é um pavilhão duplo”.

“Faço das palavras da Isabel as minhas. Foi maravilhoso, passamos tranquilo e deu tudo certo graças a Deus. Agora é só esperar a nota”.

Mestre Rafa (mestre de bateria)

“Hoje trabalhamos mais que em um ensaio técnico. Tive a impressão de que a escola veio bem pra caramba. Acertou o recuo lá com a gente. Eu gostei pra caramba, acho que foi muito bom. Podemos esperar um ótimo resultado. Já disse em outra entrevista que campeonato não, mas um bom resultado sim. Não sendo prepotente, é claro que quero que minha escola seja campeã, mas eu acho que um bom resultado sim. Recuperar alguns degraus dentro da tabela, e quem sabe até conquistar um título. Acho que a Rosas de Ouro está no meio da área. Se pingar a bola lá, chuta que é gol”.

“Fizemos tudo maravilhoso, sensacional. Entregamos tudo e mais um pouco em quase todas as passagens de voz. Quem ouviu aí, viu. É o trabalho, a gente faz esse trabalho assim mesmo, gostamos disso e será sempre assim. Enquanto tiver o Mestre Rafa, essa bateria “Com Identidade”, enquanto for o “Trem Bala do MR” será desse jeito sempre”.

“A gente rege a bateria conforme os desenhos e as frases dos naipes. É muito ensaio. Quem faz as bossas somos nós. Esse ano excepcionalmente foram eu, o Fuscão, o Geovani, Gustavo… Geralmente é 20. Foi a diretoria que fez dessa vez. Não colocamos muito de fora assim. Foi coisa tudo nossa mesmo, coisa da diretoria. O rendimento é conforme os naipes tocam”.

Royce do Cavaco (intérprete)

“Me sinto de alma lavada porque esse samba demorou um pouquinho para pegar no breu. Talvez porque não teve concurso, ele foi reeditado, o pessoal que chegou mais ou menos no final demorou um pouquinho para pegar. Mas como o pessoal vestiu a camisa e comprou a ideia da mensagem do tema num todo, acho que foi alma lavada aqui e agradou o público. A escola cantou loucamente, o torcedor que vimos do nosso ângulo de visão cantou. Foi maravilhoso”.

“Acho que a leitura foi bem didática. Quem não entendeu é porque não quis. Acho que a mensagem foi desenvolvida perfeitamente, o trabalho do Paulo Menezes foi sensacional. Agora é esperar o reconhecimento nos envelopes”.

“Alô, nação da Roseira, nossa nação Azul e Rosa. Muito obrigado pelo apoio de todos vocês, parabéns pelo empenho de todos. Eu sou vocês e vocês são nosso carro de som e nossa bateria. Parabéns pelo desfile que vocês fizeram ao som da nossa voz, é só emoção. CANTA, ROSEIRA!”

Componentes do Império de Casa Verde comemoram desempenho do aclamado samba-enredo no desfile de 2023

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Quarta escola a desfilar no Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2023, o Império de Casa Verde entrou na Avenida com o enredo “Império dos Tambores – Um Brasil Afromusical”, apresentado no sábado, dia 17 de fevereiro. O Tigre Guerreiro celebrou os ritmos africanos que deram origem a diferentes estilos musicais pelo Brasil e o mundo, buscando o décimo que faltou para conquistar o título no carnaval do ano passado. Componentes imperianos comentaram sobre o desfile em entrevista ao site CARNAVALESCO, com direito a muitos elogios ao samba escolhido pela escola para este ano.

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Tiguês (diretor de carnaval)
“Acho que o samba ajuda, e foi saindo tudo conforme o planejado. Pedimos para eles brincarem o Carnaval. Tem uma frase que usamos muito, que é cantar para Deus ouvir, e brincar o Carnaval. Carnaval é isso, é diversão. Por ser um samba realmente bom, ele acaba virando na pista. Todo mundo gosta de um samba afro, independente de religião. Essa mudança acabou tornando a temperatura da escola mais quente sem sobra de dúvidas”.

Tinga (intérprete)
“Missão cumprida total. A escola estava muito feliz com o samba, com o enredo e mostrou que veio para brigar pelo campeonato. Graças a Deus deu tudo certo, a chuva deu até uma trégua para a gente passar e foi lindo. Trabalhamos com muita humildade e alegria, fazendo sempre o nosso melhor porque aqui a bandeira que tem que brilhar é a do Império de Casa Verde. Só tenho a agradecer à toda a diretoria. Agora vamos esperar o resultado, mas muito feliz pelo desfile”.

“Eu costumo dizer que com um bom enredo escolhido e um bom samba é meio caminho andado, porque a escola vai cantar com mais alegria e vontade com um enredo sendo bem desenvolvido. Ele vai entrar na Avenida com praticamente 50%, e o Império teve essa preocupação de escolher. Foi uma encomenda, mas voltamos várias vezes para poder deixar esse samba sempre melhor. Tínhamos um grande enredo, e era para termos um grande samba”.

“A mensagem que mando para o povo imperiano é de alegria e de dever cumprido. Quero agradecer a eles pelo carinho que eles sempre têm comigo, sempre me abraçando mesmo depois de tanto tempo que o Carlão cantou na escola. Temos uma identidade muito grande, mas eles me abraçaram de uma forma muito gratificante. Eu só tenho a agradecer e falar para eles que vamos rumo ao campeonato se Deus quiser. Vamos esperar na terça-feira abrirem os envelopes e, se Deus quiser, o Império de Casa Verde se consagrar campeão do Carnaval”.

Mestre Zoinho (mestre de bateria)
“Acho que o desempenho da nossa bateria foi bom. Conseguimos concluir tudo aquilo que imaginamos e planejamos. Graças a Deus hoje demos o nosso recado. Estou muito feliz pela bateria e pela escola principalmente. Tivemos uma resposta legal do público. Acho que o Império fez um desfile tecnicamente muito bom, e agora é esperar o resultado. Respeitamos todas as coirmãs, desejamos que todas possam fazer um ótimo carnaval, mas o Império está na briga e é isso que a gente veio fazer. Vamos em busca do quarto título, se Deus quiser, respeitando todo mundo”.

“O samba é muito diferente, uma coisa muito popular. Conseguimos fazer um planejamento muito bom em termos de samba e em termos de desfile. O Império tinha a necessidade de mudar, e graças a Deus a gente mudou. É um samba mais solto, que contagiou mais a galera. Vimos a arquibancada respondendo ao que apresentamos na pista. Teve essa conexão toda, de pista com o nosso desfile e a arquibancada. Isso foi muito importante e ficamos muito felizes com isso”.

“Quero mandar um recado para os meus ritmistas. Agradecer a eles por tudo que fizeram por mim, pela bateria e pela escola. Essa dedicação toda, essa cobrança toda que teve no período pré-carnavalesco. Todo esse trabalho, todos os ensaios que fizemos. Só tenho que agradecer a cada um. Quero abraçar a todos e dizer muito obrigado. Muito obrigado pelo carnaval de São Paulo, porque ele merece esse samba, essa festa e essa apresentação. Estamos bem felizes e é isos aí. Império de Casa Verde em 2023 passou muito bem, e agora vamos esperar o resultado”.

Componentes da Acadêmicos do Tatuapé exaltam união da comunidade em grande desfile

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Segunda a desfilar no Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2023, a Acadêmicos do Tatuapé entrou na Avenida com o enredo “Tatuapé Canta Paraty! Do Caminho do Ouro à Economia Azul. Patrimônio Mundial, Cultura e Biodiversidade. Paraty Cidade Criativa da Gastronomia”, apresentado na sexta-feira, dia 17 de fevereiro. A Academia da Zona Leste homenageou o município do litoral sul do Rio de Janeiro em uma apresentação para provar que o grave problema ocorrido no ano anterior era página virada na história da escola. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, algumas das lideranças da Tatuapé comentaram sobre o desfile.

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Eduardo Santos (presidente)
“Eu acho que fizemos um desfile muito bom, muito competente e emocionante. Fizemos o desfile que queríamos fazer, essa que é a grande verdade. Um grande desfile da nossa vida a cada ano, que é o nosso objetivo. Não gostamos de falar de título, de “é campeão”, isso ou aquilo. O nosso objetivo, o nosso projeto, é fazer o melhor desfile da nossa vida a cada ano, e eu tenho certeza que a gente vai sair daqui muito feliz porque esse foi o melhor desfile que fizemos nos 70 anos da nossa escola. Estou emocionado e muito feliz. Foi o melhor desfile que essa escola fez nos 70 anos de vida, graças a Deus”.

Sobre concluir um desfile sem problemas como os de 2022: “Dá um sentimento extra porque fazemos Carnaval procurando evitar qualquer tipo de erro ou acidente, mas nem sempre conseguimos. Tem variáveis que controlamos, e outras não. O imponderável está sempre aí para nos oferecer surpresas boas e más, e no ano passado ele ofereceu uma surpresa muito dolorida para nós. Um desfile que tinha tudo para brigar pelo título acabou servindo apenas para nos deixar no Grupo Especial. Esse acidente marcou profundamente a nossa escola. Nos preparamos demais, fizemos uma série de coisas para as nossas alegorias exatamente para poder corrigir qualquer coisa para poder evitar que aquilo acontecesse novamente. Graças a Deus está aí um desfile maravilhoso, completo e perfeito. Era isso que queríamos fazer, e tenho certeza de que o que aconteceu ano passado foi um acidente já superado por nós, e agora é só felicidade. Acho que fazer o grande desfile da nossa história é o que queríamos, e tenho certeza de que fizemos”.

Wagner Santos (carnavalesco)
“Estou muito satisfeito, mas mais satisfeito ainda porque a comunidade abraçou o enredo. Foram sete meses de muito trabalho sempre muito difícil, porque estamos vivendo uma fase pós-pandemia que é muito difícil depois de tudo que nós brasileiros passamos depois de quase três anos, e hoje retornamos o Carnaval da maneira que todo mundo está acostumado. Fizemos um trabalho maravilhoso em conjunto, onde cada departamento fez o seu trabalho. Equipe de Parintins, equipe de São Paulo, mestre de bateria, casais, comissão de frente, velha guarda… Todos. Se esqueci algum, me desculpe, mas só tenho a agradecer a todas as pessoas que participaram desse trabalho. Tenho certeza de que nós teremos um excelente resultado. Independente disso, nossa comunidade está feliz”.

Celsinho Mody (intérprete)
“A gente sempre vem com um andamento mais acelerado. Hoje escolhemos, por conta do samba, vir mais cadenciado. Não sabíamos como a escola iria se comportar no começo. Nos ensaios vimos que rolou, e acho que sempre temos que desfilar assim. Todo mundo samba, todo mundo canta, foi uma delícia. Eu não tenho palavras para agradecer o time de canto que a Acadêmicos do Tatuapé me deu de presente. Você viu as cantoras, os cantores e as cordas? Todo mundo é músico, e todos cantam e tocam todos os instrumentos. Só tenho a agradecer”.

Sobre momentos da apresentação em que o time de canto fez uma “tabelinha” com a própria comunidade em certos versos: “O quesito de harmonia é o canto da escola. Trabalhamos muito o canto da escola na quadra, então ousadamente eu faço isso mesmo. Eu deixo para o jurado ver que a escola está cantando e que há uma troca. Minha voz não é para sobressair, é para dar guia para a escola e se misturar com o canto do povo. Fazemos essa brincadeira, combinada com o mestre Higor e com o nosso Diretor de Harmonia Edu Sambista. É para o povo cantar.”

Recado para a comunidade da Acadêmicos do Tatuapé: “Minha comunidade, meu povo, minha diretoria, minha escola, minha ala musical. Muito obrigado por tudo. A palavra dessa noite é gratidão, e algumas coisas na vida não precisamos falar, precisamos exercer. E eu digo: EU A-CRE-DI-TO”.

Acadêmicos do Tucuruvi supera problemas e componentes mostram felicidade em desfile

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Tucuruvi foi a segunda escola a desfilar no sábado e cantou Bezerra da Silva. A escola da Cantareira fez essa homenagem e teve seu desfile marcado por ser a única homenagem a um artista em 2023. “Da Silva, Bezerra. A voz do povo!”. Ao CARNAVALESCO, integrantes contaram os bastidores.

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Luan Caliel e Waleska Gomes (casal de mestre-sala e porta-bandeira)

“Foi bem difícil. Pegamos vento e pista molhada. Demorou um pouco para entrar, houve um atraso no começo eu tive que ficar muito tempo dentro da roupa. Mas superação, concentração, eu e o Luan em alguns momentos a gente nem sentia que tinha outras pessoas ao nosso redor. A gente passa por situações adversas, mas como a gente estava com a fantasia acaba sendo mais delicado. Infelizmente a gente tem que ter a maturidade de saber o que podemos controlar. Dentro das nossas condições fizemos o nosso melhor. Meu filho (Luan) teve uma grande atitude de mestre-sala “, disse.

“Quando chove e venta tudo muda. Viemos totalmente técnico e não teve muito o que fazer. Agora o trabalho foi feito. Estou muito feliz porque realmente foi um desfile de superação. Agora é aguardar”, completou.

Dione Leite (carnavalesco)
“Tucuruvi deu o seu espetáculo e a arquibancada veio junto. A comunidade vibra. Independente de todo o restante técnico. Nós trabalhamos durante muitos e muitos meses para que isso acontecesse. Eu e meu parceiro Yago Duarte sob a regência do Rodrigo Delduque, vice-presidente e diretor de carnaval. Foi árduo. Acredito que deu tudo certo, nós vimos uma escola passar limpa e sem erros. Espero que o jurado também tenha visto”, avaliou.

Carlos Júnior (intérprete)
“Dos 23 enredos, eu nunca peguei homenagem. Já vi vários, como Vai-Vai homenageou Elis, Tatuapé a Beth e caiu na minha graça falar de Bezerra que tinha uma música que amo, porque eu vim da rua. Se não fosse o pagode, eu não estaria aqui. Muita gente acaba saindo, o pessoal acaba oferecendo outras coisas nas ruas e acha certo. Eu fico muito grato de estar no samba e sendo exemplo para a minha família”.

Integrantes da Barroca Zona Sul se mostram confiantes mesmo após enfrentar enorme chuva

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Terceira escola a desfilar na noite de sexta-feira, a Barroca Zona Sul teve como destaque o canto da sua comunidade e a resposta da arquibancada. Foi revelado ao CARNAVALESCO que os componentes gostaram de tudo, mas segundo os próprios, o resultado é consequência do bom trabalho que foi feito. O enredo da escola é intitulado como “Guaicurus”.

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Marcão (diretor de carnaval)
“Esse desfile aqui tem tempero especial porque esse samba e enredo tomou conta desse povo. Bem no ano que eu completo 10 anos de escola, para mim tocou mais forte. Eu passei todo o desfile emocionado, mas a escola foi bem. Eu acho que esse espírito de desfile é mais importante do que qualquer balizamento. Ver a arquibancada e a forma como ela respondeu, para nós é muito bom”, avaliou.

Marquinhos e Monalisa (casal de mestre-sala e porta-bandeira)

“Eu acho que foi lindo. A gente entrou em um tempo bom e tranquilo e do nada veio uma chuva. Acho que a gente até estava com um pneu, porque foi pra abençoar. A dança continuou fluindo. A escola veio com uma ótima energia. Graças a Deus nas quatro cabines de jurados a nossa parte a gente fez e agora é aguardar terça-feira. A sensação é de dever cumprido. Acho que a Monalisa sofreu mais um pouquinho porque veio a chuva e o vento, mas a gente adaptou de um jeito que ficasse confortável”, disse o mestre-sala.

“A intenção foi não focar na chuva e sim no meu mestre-sala, porque ele que me dá toda a segurança. Eu fiquei o tempo todo nele e ele falou ‘vem comigo’. Nos momentos que começou o evento ele abriu o pavilhão para não enrolar. Na hora dos jurados eu falei que seja o que Deus quiser. Deu tudo certo e a chuva veio para lavar nossa alma”, completou a porta-bandeira.

Rodrigo Meiners (Carnavalesco)
“Um desfile muito seguro, apesar do tempo mais curto. A gente conseguiu tirar do papel tudo que a gente planejou e queria, encaramos uma chuva para lavar a alma e que combina com o nosso enredo. O Pantanal precisa de chuva para apagar o incêndio e a chama da ganância. Quando começou a chover a escola deu uma outra energizada. De alegoria, trabalho limpo. As fantasias a chuva atrapalharam um pouco o acabamento. Tem o regulamento em que com chuva o jurado perdoa alguns pontos de balizamento, mas de verdade, depois de tudo que passamos, não estou nem aí pelo que vai vir. Só estou feliz por tudo que fizemos”, declarou.

Mestre Fernando Negão
“Foi um desfile lindo. Pena que choveu, mas não tirou a garra e união da escola. A união, todos cantaram e vamos esperar o resultado agora. Na bateria a chuva influencia porque os nossos surdos são de pele animal, mas colocamos plástico e fizemos o máximo possível para a chuva não influenciar. Prejudicou um pouco, mas foi tudo sob controle”, analisou.