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Salgueiro tem novo diretor de Harmonia

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Sem interromper o trabalho de reestruturação da equipe para o carnaval de 2024, os Acadêmicos do Salgueiro já têm um novo nome para a direção de Harmonia. Repatriando Jackson Carvalho, que já integrou o time da escola em duas ocasiões, a vermelha e branca contará com a experiência do profissional para que o desempenho no quesito alcance as notas máximas.

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Foto: Anderson Borde/Divulgação Salgueiro

“Jackson é um excelente profissional, que teve a oportunidade de aprender com grandes nomes como Laíla e Fernando Costa. Chegou a integrar a equipe de Harmonia do Salgueiro em 2016 e conhece bem a estrutura da escola, o que vai ajudar muito na construção do trabalho”, diz Wilsinho Alves, diretor de carnaval da agremiação que entrará na briga pelo título do Grupo Especial do ano que vem com enredo que aborda aspectos da cultura indígena do povo Yanomami.

Jackson iniciou sua trajetória no quesito Harmonia em 2007, vestindo as cores do Paraíso do Tuiuti. Tem passagens pela Unidos da Tijuca, Grande Rio e Unidos da Tijuca, onde ficou por 06 anos. No Salgueiro, chegou a integrar a equipe de Harmonia em 2016, quando Dudu Azevedo era o responsável pela direção de carnaval. Segundo ele, o fato de ter a oportunidade de estar ao lado de grandes profissionais, é um trunfo para que o trabalho dê certo.

“O Salgueiro é uma grande escola na qual tenho certeza de que realizaremos um grande trabalho. Temos uma das melhores equipes do carnaval e estou chegando para somar forças na busca deste título”, diz o novo contratado.

Rosa Magalhães fala sobre estar fora do Carnaval em 2024: ‘Calhou de não fazer, não ser chamada e não querer’

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Na primeira entrevista após o Carnaval 2023 e a certeza que não estará no Carnaval 2024 como carnavalesca do Grupo Especial, Rosa Magalhães conversou com a Mais Carnaval sobre estar fora da folia.

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Foto: Divulgação/Tuiuti

“A gente se aposenta quando quer. Até agora espero não ir para nenhuma escola. Calhou de não fazer, não ser chamada e não querer. Juntou. É muito cansativo. Foi difícil fazer certas coisas. Quando libera a verba é em cima da hora. É estressante. Essas verbas deveriam ser mais organizadas. Você ter tempo para ver como pode gastar. Agora, estou escrevendo meu segundo livro. A gente não pode é parar”, afirmou Rosa.

A artista elogiou o carnavalesco João Vitor Araújo seu parceiro na produção do desfile do Tuiuti em 2023 e que agora está na Beija-Flor.

“Me dei muito bem com o João. Ele é uma pessoa encantadora. Ele não reclamou de nada (risos). Desejo que ele seja muito recebido na Beija-Flor. Agora, ele não vai sofrer tanto com a falta de dinheiro”.

Sobre a presença forte de enredistas nas escolas de samba, Rosa Magalhães defendeu que o trabalho siga nas mãos dos carnavalescos.

“Negócio de enredista é tão bobo. Você tem sentimento do enredo que o enredista não tem. Ele não vê o espetáculo. Você tem mais trato com a história e dar o realce. É uma parte encantadora você ler, pesquisar e discutir. Isso é coisa de moda. Igual os três carros acoplados. Passam 10 anos e muda. Espero que não mude para quatro (risos). É exagerado”.

Unidos de Lucas comemora aniversário com angu grátis para a comunidade

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A Unidos de Lucas comemora, no feriado de 1º de maio, seus 57 anos, com o já tradicional angu à baiana para a comunidade. O presidente Weles Silveira, carinhosamente conhecido por Elinho, comentou sobre os preparativos da festa e do que a escola prepara para o carnaval de 2024:

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“Nossa festa é sempre pensada na comunidade. Não cobramos entrada e servimos o angu à baiana, que já é uma tradição por aqui gratuitamente, pois queremos todos fazendo parte deste momento. Estamos em um viés de alta, fizemos um carnaval muito bom e vamos estar ainda melhores em 2024. Por isso, todo o povo de Lucas e adjacências estão convidados a comemorar conosco estes 57 anos de lutas e glórias”.

A festa começa a partir das 14h, com apresentação da banda Copa 7 e show com os segmentos da escola. A entrada é franca e o angu é oferecido a comunidade gratuitamente. Em 2023, o Galo de Ouro da Leopoldina ficou com a 7ª colocação no primeiro dia de desfiles da Série Prata da Nova Intendente.

SERVIÇO:
57º aniversário da Unidos de Lucas
Data: 1/5 (segunda-feira)
Horário: a partir das 14h
Endereço: Quadra da escola – Rua Cordovil 333, Parada de Lucas
Atrações: Banda Copa 7 e segmentos da escola
Entrada franca
Angu à baiana grátis

Sinopse do enredo da Mangueira para o Carnaval 2024 sobre a cantora Alcione

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Justificativa do Enredo

“A Mangueira está na minha história, está na minha vida e eu diria até que meu sangue é verde e rosa.” (Alcione, 2023)

logo mangueira2024

A Estação Primeira de Mangueira para seu carnaval de 2024, ouvindo o clamor de sua comunidade, irá homenagear em seu desfile Alcione, umas das maiores vozes brasileiras e mangueirense histórica. A base para nossa narrativa será os caminhos percorridos pela cantora na construção de seu amanhã. Esses se dão, principalmente, por suas crenças, que promovem sentido à sua caminhada, aliado à música que lhe acompanha desde menina como missão e a cultura popular que a formata enquanto artista.

Sua história, narrada pelo amanhã, partirá da fé da cantora, pilar de sua vida, que tem como base a sua família, seus valores e tradições do Maranhão, não apenas uma religião específica. Sendo assim, há um trânsito inter-religioso baseado na própria vivência da cantora e no contato, desde menina, com a diversidade e mistura de credos, promovida por seus familiares e sua terra natal. Desenvolvendo um sentido amplo de sua fé que abarca santos, entidades, instituições, orixás, parentes e pessoas. Tornando-se, portanto, ponto de partida e norte para a construção de seu amanhã.

Se o Maranhão foi cenário de desenvolvimento de suas crenças, é responsável também pela imersão de Alcione na cultura popular, sendo palco de algumas práticas festivas que tiveram a participação ou o olhar da intérprete. Abrindo o calendário de festas, na companhia de seu pai João Carlos, cantava em ladainhas na “Queimação de Palhinha” em Dia de Reis.

Chegando ao “Carnaval”, via os fofões brincando nas ruas, se fantasiava com suas irmãs com roupas feitas por sua mãe, Dona Felipa. Na “Turma do Quinto”, escola de samba da região para qual torce, pai e irmãos aproveitavam a folia e caiam no samba.

Nos festejos onde louva-se São João, São Pedro e São Marçal, está presente também o “Tambor de Crioula”, patrimônio cultural do Brasil, que consiste numa uma dança de origem africana em devoção a São Benedito, com saias rodadas, muito cantado por ela. No mesmo período, brinca-se de Bumba Meu Boi, onde via seu pai dançar como caboclo de fita no “Boi de Leonardo”. Voltou para reviver suas memórias de menina no “Boi de Maracanã”, gravando uma de suas toadas mais importantes “Maranhão, meu tesouro, meu torrão!”. Os festejos maranhenses são, então, o espaço de pensar e construir o seu amanhã enquanto artista popular e contribuir para ele, já que, para além de festa, estamos falando sobre as formas de manifestações de uma população.

Somado a essa bagagem e a formação musical adquirida por Alcione, através dos ensinamentos de seu pai e a sua atuação na “Orquestra Jazz Guarani”, onde Seu João Carlos era maestro, desistiu de lecionar e mudou-se para o Rio de Janeiro em busca do sonho de ser cantora. Chegando em fins dos anos 1960, trazia consigo seus valores e seu piston, instrumento de sopro, que se tornaria companheiro na busca pelo seu amanhã. Seu primeiro contato com a música na cidade maravilhosa se deu como vendedora na loja ”Império dos Discos”, lançandose, anos depois, em concursos de calouros e cantando pela noite carioca.

Ficou conhecida e recebeu diversos convites de trabalho que a levaram a se apresentar também na capital paulista, fazendo turnês pelo Brasil e pelo mundo e, entre elas, a que a apelidou de Marrom. Durante esse período, cantou diversos gêneros musicais como jazz, bolero, blues, em especial obras interpretadas por vozes femininas, mas foi o samba que mudaria sua vida desde então.

Em um momento de explosão do gênero na música brasileira, Alcione foi lançada como uma de suas primeiras cantoras negras, gravando em seu trabalho inicial um EP contendo duas faixas “Figa de Guiné” e “O sonho acabou”, no início dos anos de 1970. A partir desse momento, não parou mais, lançando mais de 40 discos, colecionando prêmios em 50 anos de carreira, cercados de muitos sucessos que acompanharam a cantora ao longo de sua trajetória, marcando, pelo menos, três gerações de brasileiros. Consolidando, assim, seu amanhã musical.

Marrom é a cor do Brasil por cantar, a partir do samba, a feminilidade, sua negritude, a potência cultural nordestina e as diversas emoções. Destacou-se no cenário musical com sua voz potente e carisma, mostrando que a mulher negra brasileira pode cantar seus sentimentos e posicionamentos, sendo um reflexo artístico da alma feminina e trilha sonora de tantos amanhãs. Os elementos de sua carreira, estiveram presentes também em seu programa de tv “Alerta Geral”, que estreou em 1979, cujo foco era exaltar a música brasileira em uma época onde o estrangeirismo era massivo.

Por fim, ressaltamos o laço estabelecido pela verde e rosa com a menina Alcione, a partir do Maranhão, se encantando pela ala de baianas através de revistas antigas, que retratavam o desfile da Estação Primeira. Sua paixão pela escola a fez se aproximar, em terras cariocas, dos baluartes, partideiros e líderes femininas da comunidade, passando a desfilar e tornando o amor pela Mangueira ainda maior e longevo.

As escolas de samba são fundamentais em sua carreira ao abraçá-la em suas apresentações ao longo dos anos, sendo pautadas, também, por ela em seu projeto musical, gravando diversos sambas-exaltação e enredo, e ao mesmo tempo, entendendo o significado ancestral e cultural dessas manifestações.

A partir desta compreensão, e de seu olhar para o povo, expandiu sua participação no universo das escolas de samba, tornando-se militante e pioneira na atuação comunitária através do projeto de escolas mirins. Em 12 de agosto de 1987, fundou a “Mangueira do Amanhã” ao lado de Dona Zica e Dona Neuma, que passou a receber as crianças do morro para ensinar ofícios artísticos, como de mestre-sala e porta-bandeira, baiana e mestre de bateria, entre outros, e que pensa o futuro da Mangueira a partir das crianças de sua própria comunidade. Assim, em tons de verde, rosa e marrom, transformou o seu próprio amanhã como exemplo a tantos outros e tornou-se, também, elo de atuação em novos amanhãs. Em Mangueira, o amanhã é hoje e tem em Alcione sua negra voz!

Texto: Sthefanye Paz, Annik Salmon e Guilherme Estevão.

Enredo: “A NEGRA VOZ DO AMANHÔ

O sonho que me criou tinha som!
Canto de voz negra, de mulher,
De São Luís do Maranhão.
De sangue Nazareth, do amor de Seu João Carlos e Dona Felipa.
Conduzida pela fé, pelos encantos de sua gente e solos de piston.
Pelo desejo de ser, o destino em vencer, pela vontade em tecer
Novos caminhos aos sambistas e mulheres de uma nação.
Da esperança fez seu afã;
De sucesso, sou eu, o seu amanhã.

Nasci a sombra de um velho cajueiro,
Templo de memórias de minha pequena,
Cuja família farta foi sua primeira devoção.
Dos filhos, era a quarta,
De uma infância de bonecas feitas à mão,
Ao som dos metais, ensinados pelo pai,
Em sua instrumental criação.
Na sua vida, logo a música marcou presença
Mergulhada, também, em tantas crenças, preces e procissões
De seu povo que lhe ensinou desde cedo
Que a fé vai muito além das religiões.
Tudo é questão de crer numa força maior e do bem,
Seja de Mina, Encantado ou de amém.
Adorê as almas! Que se afaste de nós todo quebranto!
Xangô nos guie com Iansã
Na graça de Deus, da Virgem Maria e do Espírito Santo!

Me bordei com ela em fitas, rendas e flores
Se encantou com os tambores
Que falam com pandeirões e matracas;
Caixas e maracas fazendo tremer o chão!
Em ladainhas de reisado, em folias de Fofão,
Em louvor a São Marçal, São Pedro e São João.
Quem “inda” não viu Tambor de Crioula do Maranhão?
Rodam saias de coreiras em cortejo colorido,
Pés descalços, canto preto, coração a São Benedito!
Cazumbá chegou e o boi se levantou
Riscou a ponta na terra que o terreiro poeirou,
Brincaram caboclos no balançar das penas,
Desfilaram vaqueiros montando a cena.
Pra festejar o touro negro que a encantou.
Cresci ao viver o que a cultura popular lhe proporcionou!

Me arriscou pra se fazer mais forte!
Sob a batuta de seu velho, cantou os primeiros acordes
Educou e buscou a própria sorte após uns solos de trompete.
Desembarcou num Rio Antigo
E, através dos discos, seguiu o sonho da canção.
Buscou a sua “grande chance” sendo o som das madrugadas,
Das turnês, clubes e baladas
Até se tornar a Marrom.
O cantar marcante que entoava
As poderosas divas negras, até ser notada
Como aquela que seria a grande voz
Do Swing e da ginga; do soul e mandinga;
Do banzo e Blues;
Do partido alto e seu primo Jazz,
Afro-mestiço, preto de olhos azuis.
Recebeu, enfim, seu anel de bamba
Começava, ali, a sua história com o samba.

Ganhei corpo malandreado e um gostoso requebrado
Que a levou às paradas de sucesso, ao tão sonhado estrelato
Obviamente, não foi fácil, mas onda forte não derruba quem tem fé
Nem machuca quem tem Figa de Guiné!
Seu surdo te escutava e chorava para o povo se alegrar
E aí foi que eu sambei, comadre
Com seu companheiro, o amigo pandeiro,
Que apanha sorrindo pra gente cantar. Que sufoco!
Amor louco pelo samba, que me vira a cabeça e envenena,
Mas que sempre vale a pena, pois é garoto maroto, menino sem juízo,
E já aprendemos a te aceitar assim, faz bem pra mim e pra todo mundo.
Você o transformou, também, como bandeira de luta, dando um alerta geral
Sobre a importância da música nacional, a nossa negra cultura ancestral,
Através de seu cantar, como um ser de luz, um eterno sabiá,
Tornou-se o vício das massas, a porta voz de sua raiz,
A estranha loucura de um país. A loba escondida de várias mulheres,
A cor marrom de tantos Brasis.

Mas eu não estaria completo se não chegasse onde você queria,
Na comunidade em que deixo de ser apenas seu, para ser de tantos, como magia.
Onde o ébano desce o morro,
Se vestindo em verde e rosa e encantando a poesia,
Além da menina, que via fotos das baianas pelas páginas do Cruzeiro
E se deu como missão encontrar os baluartes e partideiros
Da Primeira Estação, fazendo desse chão seu novo terreiro.
Mas não bastava apenas desfilar, era preciso transformar aquele lugar,
Pois seu dom sempre foi, além de cantar, estar pronta para alegrar e ajudar.
Mangueira é uma mãe que escolheu você como filha
Que não nasceu no Buraco Quente, mas veio de amorosa ilha
Para transformar o “Amanhã” dessa gente que hoje brilha
Como rainhas e ritmistas, cantores, casais e passistas
Crianças que se transformaram e encantam como artistas.
De uma escola onde não sou apenas amanhã,
Sou hoje!
Que luta com você para nunca deixar o samba morrer!
De um povo que te ama, que na avenida te espera e aclama
Por te conhecer ao longe,
A minha negra voz, a nossa amada Alcione!

Texto e desenvolvimento de enredo: Guilherme Estevão, Annik Salmon e Sthefanye Paz

Viradouro apresenta sinopse na próxima terça

No próximo dia 2, terça-feira que vem, às 19h, na quadra da escola, a Unidos do Viradouro apresentará aos compositores a sinopse do enredo “Arroboboi, Dangbé”, criado por Tarcísio Zanon para o próximo Carnaval.

Foto: Gabriel Gomes/Site CARNAVALESCO

Alex Fab, diretor de carnaval, revela uma novidade que a Viradouro vai adotar pra facilitar o trabalho dos compositores na disputa deste ano.

“Será obrigatório que cada parceria tenha pelo menos duas participações nas tiradas de dúvidas que serão posteriormente agendadas. Nessas conversas dos compositores com o Tarcísio, com o João Gustavo (Melo, pesquisador) e com a direção nós adiantaremos alguns pontos importantes do projeto que vamos levar à Avenida. Por isso será fundamental essas duas idas ao barracão para que as obras apresentadas estejam bem lincadas com o que a escola pretende. A gente quer ter aquela dor de cabeça boa, tendo uma safra de excelentes sambas na disputa”.

O cronograma do concurso de samba-enredo também será anunciado na próxima terça e, assim como nos últimos anos, a participação no concurso para a escolha do samba da Viradouro é aberta a qualquer compositor, mesmo sem vínculo com a ala.

Com eleição suspensa judicialmente, Mocidade presta esclarecimento sobre processo eleitoral

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A direção da Mocidade Independente de Padre Miguel se pronunciou oficialmente na tarde desta sexta-feira sobre a suspensão da eleição presidencial que estava marcada para o dia 29 de abril. Confira abaixo o comunicado.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

“A Mocidade Independente de Padre Miguel vem a público prestar esclarecimentos a respeito da interrupção do seu processo eleitoral:

A decisão judicial que suspendeu a eleição do GRESMIPM foi determinada a partir de alegações de um sócio. De acordo com a versão, ele não teve conhecimento do recadastramento de sócios do GRESMIPM. Apesar disso, 716 sócios se recadastraram conforme determina o Estatuto da Agremiação.

A atual diretoria da Mocidade recebeu a informações de que o mesmo sócio, em conversas com demais integrantes do quadro de sócios da agremiação, reconhece que tinha ciência do período de recadastramento, e que não o efetuou porque não desejou.

Estas provas coletadas já foram devidamente autenticadas e estão sendo utilizadas para a tomada das providências legais cabíveis, eis que tais informações foram ocultadas no processo por este sócio.

O GRES Mocidade Independente de Padre Miguel cobrará reparação financeira pelas mentiras, e indenização, com a qual este sócio deverá arcar pessoalmente.

Pedimos desculpas a todos os demais sócios pela suspensão da eleição que era o anseio de todos os Independentes.

A agremiação acrescenta ainda que não se manifestou de forma oficial anteriormente, por estar buscando meios de realizar o pleito na data prevista originalmente, algo que infelizmente não foi possível.

Reiteramos que o planejamento e os preparativos para o próximo desfile seguem sendo cumpridos.

Esperamos, em breve, poder retomar o processo eleitoral”.

Unidos da Tijuca terá dupla na coordenação da ala de passistas

Para 2024 a Unidos da Tijuca estará cheia de novidades em sua equipe. Com um novo time composto por carnavalesco, intérprete, porta-bandeira e direção de carnaval novos, a Ala de Passistas também sofreu alterações. Após saída de Cristiano Amorim, que passará a ser consultor da ala, a agremiação promoveu os passistas Priscila Capri e Phill Ferraz à coordenadores da ala.

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Foto: Divulgação/Tijuca

Completando dez anos na Unidos da Tijuca, Priscila Capri desfila desde os 17 anos de idade. Já foi passista da Portela, Caprichosos de Pilares e Rosa de Ouro, rainha e princesa da banda de Vila Isabel, musa da Vizinha faladeira e do Arrastão de Cascadura.

“Nosso objetivo é agregar com o desenvolvimento dos talentos que já temos na ala, fortalecer o nosso segmento ainda mais, contribuindo para maior notoriedade e mais visibilidade no meio do carnaval, através do estabelecimento de uma identidade firme e marcante”, avalia Priscila.

Do teatro para o carnaval, Phill Ferraz está desde 2005 na escola. Estreou como composição de carro, passou para as alas coreografadas, chegando na ala de passistas. Durante a pandemia, Phill atuou como repórter das lives transmitidas pela agremiação.

“Busco união e parceria para que nossas ideias se tornem uma só com o intuito de deixar a nossa agremiação ainda mais forte”, explica o novo coordenador.

A equipe 2024 será apresentada em maio com grande festa na quadra em data a ser divulgada.

Tuiuti anuncia coreógrafos da comissão de frente para o Carnaval 2024

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Parceiros na vida real, nos palcos e agora no carnaval. A comissão de frente do Paraíso do Tuiuti será comandada por uma consagrada dupla no próximo desfile: Claudia Mota e Edifranc Alves. A atual primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro esteve na azul e amarelo de São Cristóvão em 2022, e tem reconhecida trajetória, sendo formada pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, escola oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de receber o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina, eleita pelo Conselho Latino-americano de Dança.

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Foto: Divulgação

Hoje, Claudia Mota é um dos maiores nomes da dança no país e na América Latina, com sucesso de público, crítica e mídia, além de campanhas publicitárias. Como coreógrafa de comissão da frente, Mota já passou por escolas como Mangueira, São Clemente, Estácio de Sá, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense.

Edifranc também tem consolidada carreira artística nos palcos. Ele é primeiro solista do Ballet do Theatro Municipal do Rio e ator com formação no Teatro Vila Velha (Salvador, Bahia). Formado em Dança pela Universidade Federal da Bahia, Alves teve experiências como bailarino em comissões de frente do Salgueiro, sob direção de Marcelo Misailidis, e na Unidos da Tijuca e Grande Rio, sob a direção de Priscilla Mota e Rodrigo Negri. Já trabalhou como ensaiador no Imperio Serrano e, neste ano, foi Diretor Artístico na comissão de frente da Mangueira, ao lado da coreógrafa Claudia Mota.

“O Ed é meu parceiro na vida e um super bailarino. Agora chegou a hora de estarmos juntos nesse desafio de voltar ao Tuiuti. Agradeço ao presidente Thor por esse retorno em uma casa onde fizemos um grande trabalho”, afirma a bailarina.

Em 2024, o Tuiuti vai desfilar com o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, homenageando a vida e história de João Cândido, marinheiro brasileiro que se empenhou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatas sofridas pelos colegas.

MUM lança enredo sobre Helena Theodoro e Vila Maria anuncia novo tema no sábado

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A Mocidade Unida da Mooca foi a quarta escola do Grupo de Acesso I a divulgar seu enredo para o carnaval de 2024 e será sobre Helena Theodoro, nome marcante da literatura afro-brasileira. Enquanto a Vila Maria vai anunciar seu novo enredo no sábado.

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O enredo da MUM é “Oyá Helena”, na divulgação em suas redes sociais, a agremiação da Mooca, Zona Leste de São Paulo ressaltou em um trecho: “Helena Theodoro que conduzida pelos ventos de Oya, levou o samba para a academia, registrou em inúmeros livros, teses, programas e rádio a história ancestral do samba e também a fundamental relação com os orixás. Oya Helena é a representação da força das mulheres intelectuais através da imagem e do trabalho de Helena Theodoro. Pioneira e visionária sobre a cultura do povo preto. O enredo ressalta a importância do conhecimento e da educação como ferramentas de transformação ante ao racismo, trazendo na figura da homenageada um exemplo de luta por justiça social”.

A escolha do enredo gerou repercussão na comunidade e também na internet. A salgueirense Helena Theodoro contém grandes obras na literatura brasileira, e é referência na pesquisa sobre cultura negra, carnaval, samba e arte.

Vila Maria trocou enredo e divulga o novo neste sábado

Rebaixada para o Grupo de Acesso I, a Vila Maria divulgou que lançará seu enredo neste sábado. A primeira escola a divulgar enredo para o carnaval de 2024, foram eles, iria homenagear Michael Jackson, anunciado ainda em janeiro, antes do desfile.

Mas com a queda para o Grupo de Acesso I, as coisas mudaram, e a escola trocou o seu carnavalesco, Fábio Ricardo assumiu vaga do Cris Bara, assim outro enredo será desenvolvido e anunciado em evento na quadra neste final de semana.

Colorado do Brás, Dom Bosco e Nenê também já tem enredo

Divulgados em matéria no site CARNAVALESCO, vale relembrar os enredos já divulgados do Acesso I, foram da Colorado do Brás, Dom Bosco e Nenê da Vila Matilde.

Buscando retornar para o Grupo Especial, a Colorado do Brás vai cantar: “Os encantos da raiz do Mandacuru”, com base em uma cactácea nativa do Brasil, mais precisamente do Nordeste, e contém diversas funções. Mas a escola não contou maiores detalhes sobre a abordagem.

Estreando no Grupo de Acesso I, a Dom Bosco também segue um enredo nordestino e cantará: “Um causo arretado de um povo pra lá de valente…O cordel de um nordeste independente”.

O carnavalesco da Dom Bosco, Danilo Dantas explicou em postagem na rede social da escola: “Inspirado na música “Nordeste Independente” de Ivanildo Villa Nova e Braulio Tavares, e que posteriormente foi eternizada na voz de Elba Ramalho, nosso enredo trará para a avenida um conto imaginário e utópico de como o nordeste seria se fosse um país, sendo um ode em defesa do orgulho Nordestino, fazendo uma reflexão de quanto o Brasil precisa da região do Nordeste, e o quanto o Nordeste precisa do Brasil. Ambos só são o que são pela existência dos dois”.

Por fim, a Nenê de Vila Matilde tem como enredo: “Cirandando à vida prá lá e prá cá. Sou Lia, sou. Nenê sou de Itamaracá”. Uma homenagem à Lia de Itamaracá, grande compositora e maior cirandeira do Brasil. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Júnior Pernambucano relatou que Nenê e Império da Tijuca farão abordagens diferentes na homenagem para Lia.

Outras escolas sem enredo anunciado

As outras escolas do Grupo de Acesso I que ainda não lançaram enredo são Torcida Jovem Santos, Pérola Negra e Terceiro Milênio. Até o momento da matéria, não foram divulgadas datas através das redes sociais das agremiações.

Menino de Ouro! João Drumond, diretor executivo da Imperatriz, recebe medalha Pedro Ernesto

Chamado com carinho pelos leopoldinenses, de menino de ouro, o diretor executivo da Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial, João Drumond, recebeu a medalha Pedro Ernesto, a mais alta comenda da casa legisltativa da cidade. A iniciativa foi do vereador Luciano Medeiros (PSD) que também entregou moções de congralatuções para componentes da verde e branco.

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Fotos: Reprodução de TV

Ao discursar, João Drumond lembrou da família e dos componentes da Imperatriz. “A vida em uma escola de samba exige sacrifícios. São muitas noites sem dormir. Vejo aqui tantas pessoas apaixonadas pela Imperatriz. Se estou aqui sendo agraciado com essa homenagem é muito por conta do amor de vocês para escola. Nunca vai ser fácil substituir o homem (avô Luizinho Drumond)  que ao longo de 45 anos deu para Imperatriz sua casa e ajudou a conquistar oito títulos no Grupo Especial. Foi toda dedicação de uma vida. É muito especial estar aqui recebendo essa homenagem. O título de 2023 coroou o trabalho de três anos. A presidente Cátia Drumond conseguiu colocar a Imperatriz no lugar dela, de campeã e acabar com o jejum”, disse João Drumond.

O diretor executivo afirmou a importância cultural, social e educacional das escolas de samba para comunidades do Rio de Janeiro.

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“Não há a menor dúvida que o carnaval carioca é a maior festa e manifestação popular deste país. Precisamos entender como sociedade é que os desfiles acontecem uma vez por ano, mas as escolas de samba e pessoas que compõe as escolas precisam viver o ano inteiro. As comunidades não podem ser olhadas apenas uma vez por ano. Precisamos olhar com carinho maior para o subúrbio e para a favela. As escolas de samba são um elo transformador na vida de milhares de pessoas no Rio de Janeiro. São referências em projetos educionais, esportivos e no auxílio na saúde pública. Precisamos reconhecer a potência e a capacidade de mudar a vidade uma pessoa que a escola de samba carrega. Seguirei sonhando com uma escola cada vez mais próxima da sua comunidade e sendo fonte de cidadania ao seu povo”.

A cerimônia começou com o Hino Nacional e depois o samba exaltação da Imperatriz Leopoldinense, “Rainha de Ramos”. Nos discursos foi ressaltado o trabalho de João Drumond, como coordenador do Projeto Social da Imperatriz, que foi fundamental no momento de pandemia, doando cesta básica para comunidade de Ramos.

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Um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando o avô de João Drumond ressaltou a força do neto e o trabalho realizado para o Complexo do Alemão. O presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, esteve presente e elogiou a Imperatriz e o título conquistado em 2023.