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Definida ordem dos desfiles da Série Ouro para o Carnaval 2024

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A Liga-RJ definiu em sorteio, realizado na noite desta terça-feira, a ordem dos desfiles da Série Ouro para o Carnaval 2024. Os espetáculos acontecem nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2024 (sexta e sábado), na Marquês de Sapucaí. Com o objetivo de dar mais equilíbrio, o sorteio foi definido a partir de seis pares pré-estabelecidos pela Liga-RJ em comum acordo com as 16 agremiações. Novamente, a transmissão dos desfiles será da Band.

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Vale lembrar que o Sereno de Campo Grande (campeã geral dos desfiles da Série Prata em 2023) irá abrir o sábado de carnaval (10 de fevereiro de 2024), Parque Acari, terceira colocada nos desfiles da Série Prata, de 2023, irá abrir a noite de desfiles de sexta-feira (09 de fevereiro de 2024).

Confira abaixo como ficou a ordem oficial.

Sexta
1 – Parque Acari
2 – Império da Tijuca
3 – Vigário Geral
4 – Inocentes de Belford Roxo
5 – Estácio de Sá
6 – União de Maricá
7 – Acadêmicos de Niterói
8 – Unidos da Ponte

Sábado
1 – Sereno de Campo Grande
2 – Em Cima da Hora
3 – Arranco
4 – União da Ilha
5 – Unidos de Padre Miguel
6 – São Clemente
7 – Unidos de Bangu
8 – Império Serrano

Sinopse do enredo da Viradouro para o Carnaval 2024

Enredo: ARROBOBOI, DANGBÉ

 …Alafiou!

Caminhos abertos para a Viradouro! A predição do oráculo, senhor de todos os conselhos, prenuncia um tempo de grandes batalhas. Tempo de luta. E tempo de vitória!

A manutenção das crenças dos povos da região da Costa da Mina vive na perseverança das sacerdotisas voduns, mulheres escolhidas e iniciadas em ritos de louvor à serpente sagrada, cujas trajetórias místicas se entrelaçam em combates épicos, camuflagens táticas e resiliência vital.

Arroboboi: “Salve o espírito infinito da serpente”!

 DANGBÉ – O CULTO À SERPENTE

Um facho sinuoso desliza sobre o chão, chacoalha as folhas, estremece a terra e borbulha as águas. É Dangbé, o vodum da proteção, do equilíbrio e do movimento. Nele, nada principia nem finda, tudo avança, tudo retorna. É o constante rodopio do universo, o círculo fechado, sentido materializado pela imagem da cobra engolindo a própria cauda.

Foi assim que resplandeceu Dangbé entre os povos de Uidá, na Costa da Mina, após a épica batalha contra o reino vizinho de Aladá.

A serpente atravessou os campos onde estava o exército de Aladá, indo se unir ao lado adversário. O grande Sacrificador levantou o animal para que fosse visto pela tropa inimiga, prostrada diante da serpente. Após intenso ataque, foi consagrada a vitória de Uidá. A nação vencedora passou a levar oferendas e a realizar grandiosas procissões em direção ao templo erguido para reverenciar a divindade.

Mais tarde, a adoração a Dangbé se uniria aos demais cultos aos voduns ofídicos presentes no reino do Daomé, que expandiu seus domínios após intensas lutas contra os reinos próximos. Batalhas em que teve destaque um poderoso exército feminino, preparado espiritualmente pelas sacerdotisas voduns.

 O PACTO MÍSTICO DAS GUERREIRAS MINO

Como o rio que serpenteia inundando a mata, a tropa irrompe o horizonte. Rastro encarnado de sangue sobre a terra, na insanidade da guerra e na dignidade da luta. Língua de brasa e cipó de fogo que fazem crepitar a palha seca, ataque com destemor e fúria a revelar o poderio de mulheres-soldados consagradas na fé e nas batalhas, protegidas pelo sobrenatural.

As guerreiras Mino, as mulheres mais temidas do mundo, eram esposas e guardiãs do palácio do Rei do Daomé, além de audazes caçadoras de elefantes, cujos marfins eram utilizados como matéria-prima em cerimônias oficiais e religiosas.

Ao serem recrutadas, participavam de um ritual de iniciação conduzido pelas sacerdotisas voduns, senhoras do trono da magia e dos encantes. Nessa sagrada assembleia, realizavam um pacto místico para que nunca traíssem umas às outras. O espírito de coletividade forjava a arma mais poderosa de que dispunham: o valor inegociável da lealdade.

Com inteligência e fé, formavam mais que um exército: organizavam uma poderosa irmandade, aliança consagrada pela força encantatória dos voduns. Assim, tornavam-se belicamente implacáveis e espiritualmente invulneráveis. Atributos espalhados aos ventos por lideranças femininas do Daomé em outras lutas, desta vez pela manutenção do sagrado em novos territórios onde as herdeiras da serpente fincassem pés e pejis.

Os valores místicos das guerreiras atravessaram o Atlântico no baú de memórias e crenças de uma sacerdotisa do Daomé, que chegou ao Brasil em trono de Gu Rainha. Pouco se sabia sobre o seu passado. Mas muito se conheceria sobre o seu futuro.

LUDOVINA PESSOA E A HERANÇA VODUM NA BAHIA

Com a missão de perpetuar os cultos voduns no Brasil, Ludovina Pessoa ondeou pelo imenso oceano com a companhia mística dos seus antepassados. Tornou-se o pilar de terreiros consagrados aos voduns, entre eles o Seja Hundé, na cidade de Cidade da Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e o terreiro de Bogum, erguido no coração de Salvador.

No Bogum, casa centenária de liderança feminina, foram plantadas sementes de liberdade, tornando-se importante local de apoio à Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador na primeira metade do Século XIX.

A palavra “bogum” historicamente remetia a um aldeamento próximo à Costa da Mina. Já segundo a tradição oral, o termo também se referia ao baú onde se guardavam o ouro e os donativos destinados a financiar a insurreição popular que reuniu o povo negro contra a escravidão.

Se por um lado a revolta foi sufocada, por outro, os laços entre as sacerdotisas e a fé dos povos trazidos ao Brasil se fortaleceram. Assim como as ancestrais guerreiras do Daomé, foi preciso lançar mão da lealdade para que suas práticas de magia atravessassem tempos e fronteiras nesse novo território marcado pela perseguição às suas crenças. Irmandades que contribuíram para a inserção social e religiosa dessas sacerdotisas, líderes de uma legião de irmãs de fé.

 ENTRE A CRUZ E A SERPENTE: TEMPLOS SINCRÉTICOS

Agora não só os voduns protegiam as mulheres. Com as irmandades, as mulheres também protegiam os voduns. Assim, tornaram-se senhoras da cura, da fortuna, da fertilidade, das adivinhações, dos conselhos e do destino. Orientações espirituais feitas inclusive a brancos e brancas que repudiavam publicamente o culto aos espíritos, mas que rogavam auxílio à magia nos fundos dos templos de adoração católicos.

Em Cachoeira, no terreiro do Seja Hundé, Ludovina foi o elo entre muitas das sacerdotisas reunidas em irmandades, estabelecendo laços de pertencimento entre os clãs. Unidas, teciam uma rede matriarcal associativa, erguida com devoção e lealdade, pacto firmado sob a cruz e a serpente para que nunca abandonassem umas às outras.

Entre batuques e rezas, tambores e ladainhas, reuniam-se em louvações e procissões aos santos católicos, sem abrir mão de preceitos ancestrais, dentre eles cozinhar e distribuir alimentos, perpetuando a missão de prover sua gente de fartura e proteção.

Professavam fés que não se excluíam ao mesclar ritos ligados às divindades da costa africana e à barroca expressão do catolicismo. Constituíam, assim, um tipo de devoção feminina e solidária que transbordava também no gestual, na língua, no cabelo, nos cheiros, nos talismãs, nos balangandãs, nos paramentos, nos alimentos, no jeito de dançar e de cantar, enfim, de ser e de estar no mundo. Poder que se eterniza na constante luta pela crença vodum, suas encantações, ritos e mistérios.

 TERRA, TERREIRO CÓSMICO

“Sem água e sem mata, o Jeje não sobrevive”

(Doné Runhó, sacerdotisa que liderou o Bogum até 1975, imortalizada em busto esculpido no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador).

E cá estamos nós, Viradouro e Jeje, cruzando energias e tambores. A formação do Candomblé na Bahia passa pelo legado da crença vodum, manifestada no aguidavi, que comanda o toque de guerra do adarrum. Está nos ritos e nas divindades que se religaram a outras matrizes religiosas africanas, fluindo como rio serpenteando pela mata, rumo ao mar. E, assim como as ofídicas, sobrevivem e se expandem em peles que se renovam.

Energia que renasce no culto aos voduns, hoje espalhado pelo Brasil em diversas casas consagradas às entidades. E se você se perguntar que força poderosa é essa, sinta que ela mora na dor e no prazer da criação, na natureza das coisas, na explosão sonora do trovão, na respiração das folhas e no correr das águas. Está na magia lunar. No calor do Sol. Vive no cair da chuva que rega o planeta, este terreiro mágico a flutuar no cosmos. Está no poder infinito da Serpente, dona de tudo o que não finda nem principia, no eterno rodopio do universo.

Arroboboi! Saudação e evocação da energia que transita entre o céu e a Terra! Entidade visível no encantamento do arco-íris, a ponte sagrada que liga os humanos às divindades voduns. E que nos conecta aos ensinamentos das eternas herdeiras de Dangbé: SABEDORIA, LUTA, UNIÃO e VITÓRIA!

Alafiou…

Carnavalesco e autor do enredo: Tarcísio Zanon

Texto: João Gustavo Melo

Aos compositores,

O desfile das escolas de samba se consolida como linguagem artística que alcança imensa repercussão. Não se pretende como verdade absoluta e irrefutável, mas se estabelece como poética original de uma obra coletiva baseada na vivência comunitária e herança histórica, tendo responsabilidade com a representação do sagrado dos povos da diáspora, que são base da comunidade da Unidos do Viradouro.

Alguns elementos dispostos nesta narrativa são frutos de estudos acadêmicos de incontestável qualidade. Entretanto, ao lado dessas pesquisas, está a força e grandeza da sabedoria oral que se cultiva nos terreiros, legítimos museus e bibliotecas do sagrado, instituições constituídas por quem se dedica ao longo de gerações às energias e aos preceitos ancestrais dos voduns.

Por meio de entrevistas, vivências, visitas e leituras, estamos construindo, em conjunto, um percurso narrativo que se encadeia na poética do enredo que revela o principal elemento e razão da existência da nossa agremiação: o SAMBA! É ele quem nos conduzirá por essa imersão artística, revolvendo imaginários sobre povos silenciados que erguem este Brasil-terreiro. Unindo a força dos cultos voduns aos saberes ancestrais, vamos construir juntos esse caminho, que amplia nosso horizonte rumo a um país verdadeiramente livre, religiosamente diverso e socialmente igualitário.

Avante, Viradouro!

Arroboboi, Dangbé!

REFERÊNCIAS:

EDGERTON, Robert B. Warrior Women: The Amazons of Dahomey and the Nature of War. Boulder, Col: Westview Press, 2000.

FALCÓN, Gustavo. Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte: Devoção Mariana no Recôncavo Baiano. Lauro de Freitas: Editora Solisluna, 2021.

LARANJEIRA, Lia Dias. O Culto da Serpente no Reino de Uidá: um estudo da literatura de viagem europeia: séculos XVII e XVIII. Salvador: EDUFBA, 2015.

LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira de Diáspora Africana. 4. ed. São Paulo: Selo Negro, 2011.

MAIA, Moacir; RODRIGUES, Aldair. Sacerdotisas Voduns e Rainhas do Rosário: Mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (século XVIII) / organização Aldair Rodrigues, Moacir Maia. São Paulo, SP: Chão Editora, 2023.

SOGBOSSI, Hippolyte Brice. Contribuição ao estudo da cosmologia e do ritual entre os Jêje no Brasil: Bahia e Maranhão. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2004.

PARÉS, Luis Nicolau. A Formação do Candomblé: história e ritual da nação Jeje na Bahia. 3ª Edição: Revisada e Ampliada. Campinas, Editora Unicamp, 2018.

PARÉS, Luis Nicolau. O Rei, o Pai e a Morte: a religião vodum na antiga Costa dos Escravos na África Ocidental. 1ª Edição: São Paulo, Companhia das Letras, 2016.

REIS, João José. A Morte É Uma Festa: Ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do Século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

Agradecimentos: Durante a construção do enredo, foram consultadas lideranças dos terreiros do Bogum e do Seja Hundé, além dos professores Luís Nicolau Parés. Moacir Maia e Hamilton Barbosa.  A Unidos do Viradouro agradece imensamente pela participação e generosidade das casas e dos professores ao longo do processo de pesquisa.

Glossário:

Adarrum

Ritmo contínuo e frenético que evoca os voduns, provocando o transe.

Aguidavi

Varetas de árvores sagradas utilizadas para a percussão dos atabaques em cerimônias religiosas do candomblé Jeje e Ketu.

Alafiar

Confirmação ou permissão pelos oráculos, indicando caminhos abertos para determinado empreendimento ou ação.

Bogum

Terreiro em atividade até os dias atuais, que teve Ludovina Pessoa como liderança em meados do Século XIX, localizado no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. O nome africano do terreiro é Zoogodô Bogum Malê Rundó.

Crepitar

Produzir estalos pela ação de fogo ou brasa.

Daomé

Antigo reino da costa ocidental da África, onde hoje se localiza o Benin. Tinha como capital a cidade de Abomé. Seus habitantes se tornaram conhecidos como povo de Dan. Após intensas batalhas contra Uidá, foi incorporado a adoração à serpente Dangbé, ao lado de outras divindades ofídicas já cultuadas no reino.

Gu Rainha

Vodum no qual Ludovina Pessoa era iniciada. Também pode ser chamado de Ogum Rainha.

Jeje

O termo Jeje foi cunhado pelo iorubás, tendo como significado literal “estrangeiro” ou “forasteiro”. Refere-se aos povos originários da África Ocidental, da região onde se localizava o antigo reino do Daomé. O Candomblé Jeje se refere ao culto dos voduns trazidos por grupos étnicos da região, como o povo Fon.

Mino

Nome dado às guerreiras do Daomé, que significa “nossa mãe”, em português. As guerreiras Mino eram também conhecidas como ahosi ou ahwansi, que quer dizer “esposa do rei”. A tropa feminina também era denominada de Agoodjié, que, em fongbé, significa “última muralha de resistência que deve ser atravessada para se chegar ao rei”.

Ofídico

O que é relativo ou próprio das serpentes.

Peji

Altar sagrado onde se colocam imagens, moringas, alimentos e outras oferendas às divindades.

Sacrificador

Autoridade religiosa com poderes premonitórios, responsável pelas procissões e oferendas à serpente sagrada.

Seja Hundé

Terreiro erguido na Cidade da Cachoeira, na Bahia, cujo nome africano é Zoogodô Bogum Malê Seja Hundé, que teve participação ativa de Ludovina Pessoa em sua fundação. Também conhecido como Roça do Ventura.

Vodum

Para os povos do Golfo do Benin, vodum é o nome para usado para designar as divindades ou forças invisíveis do mundo espiritual.

Angelina Basílio revela mudanças em quesitos para o Carnaval 2024: ‘Estamos readequando os nove quesitos’

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É sabido que mudanças estão acontecendo no critério de julgamento para os próximos desfiles em São Paulo. Após muitas críticas feitas ao regulamento nos últimos anos, a Liga-SP reconheceu que precisa modernizar as regras. É o segundo ano consecutivo em que as reclamações foram feitas com veemência, principalmente, com o argumento de “chuvas de notas 10”.

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Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

Devido a isso, a presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, revelou ao CARNAVALESCO os quesitos que estão sendo mudados.

“O regulamento já mudou bastante, principalmente no quesito enredo e samba-enredo. Provavelmente vamos mudar os quesitos fantasias e alegoria. Estamos readequando todos os nove quesitos”, contou.

Questionada sobre a exigência de mais criatividade das escolas nos desfiles, a presidente foi breve. “É. Pode se considerar assim”, completou.

Escolas da Série Ouro fazem hoje sorteio da ordem dos desfiles para o Carnaval 2024

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As escolas da Série Ouro vão conhecer nesta terça-feira, a partir das 20h, em eventos apenas para presidentes e representantes das agremiações, a ordem dos desfiles para o Carnaval 2024. Com o objetivo de dar mais equilíbrio ao espetáculo, que acontecerá nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2024, o sorteio será definido a partir de seis pares pré-estabelecidos pela Liga-RJ em comum acordo com as 16 agremiações. A Unidos de Padre Miguel, por ser a vice-campeã, entrará no sorteio para saber qual dia irá desfilar, porém tem o direito de escolher a posição em que quer desfilar em 2024.

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Foto: Fernando Maia/Divulgação Riotur

Pares para o sorteio
Unidos de Padre Miguel x Inocentes de Belford Roxo
Império Serrano x Império da Tijuca
Acadêmicos de Niterói x União da Ilha
São Clemente x Estácio
Bangu x Vigário Geral
Ponte x Arranco

Vale lembrar que o Sereno de Campo Grande (campeã geral dos desfiles da Série Prata em 2023) irá abrir o sábado de carnaval (10 de fevereiro de 2024), Parque Acari, terceira colocada nos desfiles da Série Prata, de 2023, irá abrir a noite de desfiles de sexta-feira (09 de fevereiro de 2024), e União de Maricá, vice-campeã da Série Prata, será a segunda a desfilar na sexta-feira (09), seguindo o regulamento do carnaval de 2023. A Em Cima da Hora, 13ª colocada, neste carnaval, será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval.

Maior da história! Riotur amplia concurso de Rainha do Carnaval 2024 e todas escolas de samba vão ter candidatas na disputa

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O bicho vai pegar para valer! O site CARNAVALESCO revela que a partir deste ano, em iniciativa inédita, a Riotur amplia o concurso de Rainha do Carnaval 2024 e a disputa terá participações de todas escolas de samba do Rio de Janeiro. Uma pessoa de cada agremiação, envolvendo o Grupo Especial, Série Ouro, Superliga, Livres e Federação dos Blocos, terá que ser indicada. A proposta é que a escolha chegue mais perto de todos, principalmente, das alas de passistas. Será possível também que meninas interessadas façam inscrições sem estarem ligadas a uma escola de samba, mas cada agremiação obrigatoriamente terá que inscrever uma postulante, afinal, a regra estará no contrato oficial firmado entre ligas, Riotur e Prefeitura do Rio de Janeiro para o apoio em forma de subvenção do poder público ao carnaval da cidade.

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Fotos: Alexandre Macieira/Riotur

A previsão é que a partir de junho estejam abertas as inscrições. Seguem gratuitas. Vão ser cinco fases eliminatórias, todas na Cidade do Samba, e realizadas no mês de agosto. Sendo assim, a escolhida, além das princesas e do Rei Momo, já vão participar das finais de sambas-enredo para o Carnaval 2024. A corte do carnaval poderá participar do concurso para reeleição. Os candidatos ao posto de Rei Momo vão seguir o mesmo modelo dos últimos anos. O regulamento completo será divulgado em breve pela Riotur.

“Queremos que o Carnaval 2024 seja inesquecível e resolvemos que era fundamental fazer mudanças no concurso de escolha da corte. Ter representante de todas as escolas vai gerar uma competição mais emocionante, um número maior de candidatas e todo o carnaval vai se envolver na disputa. Temos certeza que essa corte vai ser especial e gerar uma competição mais bonita e com muitas surpresas. E esse é só o começo”, disse Ronnie Costa, presidente da Riotur ao CARNAVALESCO.

O objetivo da ampliação do concurso é mexer com o concurso de Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, inclusive, atingindo mais as alas de passistas e todas escolas de samba.

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“Nos contratos da Prefeitura com as Ligas vamos colocar uma cláusula obrigatória que será a indicação de uma pessoa por escola. Agora, elas podem até fazer concursos internos para selecionarem que será a representante indicada. Podem criar atividades para isso. Abrimos para o carnaval inteiro encaminhar representantes, será uma pessoa por escola de samba. Queremos popularizar o concurso. Todas vão competir no mesmo nível”, explica Luis Gustavo Mostof, diretor de operações da Riotur.

Mostof contou que o concurso será realizado durante todo o mês de agosto, mais uma vez, o local escolhido é a Cidade do Samba.

“A média será de 160 inscritas, que vão participar de cinco eliminatórias, e faremos essa disputa em agosto. Como o concurso cresce o prêmio para Rainha também vai aumentar. O valor vamos anunciar no edital de inscrição que será divulgado em junho. O cortejo de 2024 já participará das finais de sambas-enredo do Carnaval 2024. O Rei Momo vamos manter como nas últimas edições e eles entram na fase semifinal”, garantiu Mostof.

Saiu o enredo! Em Cima da Hora exaltará a luta da classe operária no Carnaval 2024

Fortalecendo sua tradição de desenvolver temas populares em seus desfiles, a Em Cima da Hora vai levar para a Marquês de Sapucaí no ano que vem o enredo “A Nossa Luta Continua!”. Será uma ode ao trabalhismo no Brasil, contra a precarização do trabalho, reafirmando a luta da classe operária, numa justa e digna homenagem a quem de fato merece o valor dessa nação. O carnaval 2024 da Azul e Branco de Cavalcanti terá a assinatura dos carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez.

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Retornando à Em Cima da Hora, Rodrigo Almeida aposta na autoridade dos operários da escola: “Falar de trabalhadores na Em Cima da Hora é retomar o lugar de fala de uma escola que tem como premissa sublimar em poesia a razão do dia a dia para ganhar o pão”, destacou Rodrigo.

Juntamente com ele, Ricardo Hessez fará sua estreia se inserindo na classe protagonista do enredo: “Eu faço parte desta categoria que levanta cedo todo dia pra conseguir colocar comida na mesa, que além de construir sonhos, também precisa de condições apropriadas. Nossa luta continua, ontem hoje e sempre. Viva o trabalhador do carnaval”, frisou.

De diretoria nova para o Carnaval 2024, a Em Cima da Hora já anunciou os reforços dos intérpretes Rafael Tinguinha e Lissandra Oliveira, dos carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez, do casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Falcão e Winnie Lopes, da coreógrafa da comissão de frente Luciana Yegros, além dos coordenadores coreográficos de alegorias e alas, Léo Torres e Daniel Ferrão, o diretor musical Gustavinho Oliveira e o diretor de Harmonia Wanderson Sodré.

Tigre chega feroz na Cidade do Samba! Porto da Pedra reformula totalmente barracão e mostra que não quer ficar apenas um ano

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Campeã da Série Ouro em 2023, de forma incontestável, a Porto da Pedra já desembarcou na Cidade do Samba e chegou pesada para recuperar seu posto no Grupo Especial do Rio de Janeiro. Após o título, a vermelho e branco inciou o projeto de reformulação do espaço que foi ocupado pelo Império Serrano e antes pela São Clemente. O site CARNAVALESCO esteve no local e percebeu que a obra é gigantesca, sinal que a intenção não é ficar apenas um lugar, mas se consolidar novamente na elite das escolas de samba.

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Fotos: site CARNAVALESCO

“Vou brigar e vou fazer um carnaval bonito. Um desfile de Grupo Especial. Pode ter certeza que a Porto da Pedra vai dar trabalho. Estamos fazendo obra no barracão e na quadra. Após 12 anos estamos de volta. Administrar uma escola de samba não é fácil. Hoje, nós temos o apoio da Prefeitura de São Gonçalo. Nosso município é muito grande e tem representatividade. Temos um grande enredo. Só faço enredo da cultura brasleira. Já ouço que temos um dos melhores enredos do Grupo Especial”, disse o presidente de honra, Fábio Montibelo.

O dirigente explica que o barracão na Cidade do Samba não estava apropriado para agremiação que deseja fazer um desfile marcante no ano que vem. O espaço ganhará salas para todas atividades artísticas principais da produção do desfile. Além disso, a escola pintará o espaço e colocará um mobiliário totalmente novo.

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“Peguei um barracão totalmente sucateado. Agora, nós vamos fazer a cozinha para dar o mínimo de conforto para os nossos funcionários. Vou reformar todos os banheiros. O povo merece isso. Não posso comparar com a Série Ouro, mas é complicado chegar aqui e ver que estava tudo abandonado. Queremos terminar toda obra em 15 a 20 dias e já começar os protótipos. Teremos 80% das fantasias feitas aqui e 20% no ateliê que temos em São Gonçalo”, revelou Montibelo.

Artista responsável pelo retorno do Porto da Pedra ao Grupo Especial, o carnavalesco Mauro Quintaes celebra a obra feita no barracão. Ele explicou como a mudança facilita o desenvolvimento artítisco do espetáculo que o Tigre vai produzir para o ano que vem.

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“Reforça a confiança da diretoria no processo de trabalho do carnavalo. Minha presença no barracão full time. Tivemos dez pessoas trabalhando para o desfile de 2023. A filosia é menos gente e mais qualidade. Quando você o presidente focado em fazer o melhor, gera confiança muito grande e se torna muito mais produtivo. Além da segurança e dignidade para quem trabalha, o que mais me fascina é você ter tudo junto no mesmo espaço. Facilita a rotina de trabalho. Gosto de ter uma sala no terceiro andar e uma no mesmo nível dos carros alegóricos. A Cidade do Samba traz o benefício de todo o trabalho concentrado. Hoje, o carnavalesco é um grande diretor de arte. Ele apresenta os caminhos. Aprendi isso com o João 30”.

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Mauro Quintaes define a flexibilidade artística como fator importante para o desenvolvimento do trabalho dentro do barracão.

“O carnaval mudou muito. Hoje, a comissão de frente é fator fundamental para o sucesso de uma escola. Aprendi o ditado de que um dia vale dois para quem diz já e não depois. Quanto mais rápido você definir os materiais e trabalhar com os profissionais mais tempo terá para detectar possíveis erros. A flexibilidade artística é muito importante. Não me agarro no projeto e vou com ele até o final. O meu projeto é mutante”.

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Dowglas Diniz, revelação de 2023: ‘Esse Estrela do Carnaval não é só meu, é do meu carro de som, é do Morro da Mangueira’

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Vencedor do prêmio “Estrela do Carnaval“, na categoria Revelação, Dowglas Diniz, estreante comandando o carro de som da Mangueira em 2023 ao lado de Marquinhos Art’Samba, falou sobre a alegria de vencer a premiação e dedicou ao trabalho realizado em conjunto com os cantores e músicos da Estação Primeira. A festa está marcada para o dia 7 de maio, a partir das 13h, na quadra da Imperatriz Leopoldinense (Rua Professor Lacé, 235, em Ramos), com direito a tradicional feijoada da escola. Valores: Pista: R$ 20,00 (Primeiro lote) e Mesa (4 lugares): R$ 120,00 (Primeiro lote); Feijoada: Antecipado: R$ 30,00 e No dia: R$ 35,00; Reserva: (21) 98317-6137.

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Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Eu fiquei muito feliz, gostaria de agradecer a toda a equipe do site CARNAVALESCO, para mim isso é muito importante poder estar honrando o meu trabalho, não só meu, ganhar o Estrela do Carnaval, mas coroar toda essa rapaziada que vem comigo, pois a gente trabalhou bastante. Esse prêmio não é só meu, é de todo mundo, é do morro da Mangueira, é do carro de som e do Marquinhos também, sem esse time eu não conseguiria”, acredita o cantor.

Com um trabalho de alto rendimento no elogiado samba da Mangueira, que tirou só notas dez no quesito, a dupla de intérpretes viu um dos jurados tirar um décimo da harmonia justificando “desencontro do canto com a bateria e com a base harmônica”, além de “por algumas vezes, notas graves do canto não foram atingidas”. Sobre esta avaliação Dowglas preferiu não dar uma definição se considera justa ou injusta.

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“É muito complicado falar assim de nota, mas eu falo também feliz, satisfeito de um trabalho que foi feito durante esse tempo todo, a gente conseguiu executar tudo aquilo que a gente vem trabalhando. Agora eu não posso dizer se a gente concorda ou não concorda com esse 9.9. Vamos buscar não chegar a perfeição, mas fazer um trabalho digno de tudo aquilo que a gente ensaia”, concluiu.

Já Marquinhos Art’Samba externou sua discordância com a nota que foi descartada, mas preferiu valorizar o trabalho da escola.

“Foi legal pra caramba, fomos agraciados com esse quinto lugar, em um carnaval dos mais disputados dos últimos anos. A gente nunca concorda com a justificativa porque é o trabalho de um ano todo. Mas, a gente vai procurar acertar, sempre melhorar”, avaliou o experiente cantor.

Em 2023, a Estação Primeira de Mangueira foi a quinta colocada com o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”.

Encontro em Brasília estreita laços entre a Liesa e o Governo Federal

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Uma comitiva formada por organizadores do Rio Carnaval se reuniu na quinta-feira com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. O encontro, realizado em Brasília, contou com as presenças do vice-presidente e do diretor de Marketing da Liesa, Helio Motta e Gabriel David, e do vice-presidente financeiro da Mangueira, Pablo Brandão, representando a presidente Guanayra Firmino, que organizou a reunião.

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Fotos: Divulgação

Além de estreitar laços com o Governo Federal, foram levantadas possíveis iniciativas para fortalecimento das escolas de samba e das respectivas comunidades.

“Estamos em um momento fundamental para a valorização e o reconhecimento de uma das maiores expressões culturais do país, que é o Carnaval. Tivemos a oportunidade de debater não só questões estruturais, mas também a preservação e a promoção do espetáculo. Tenho certeza que colheremos muitos frutos”, destaca o diretor de Marketing do Rio Carnaval, Gabriel David.

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O Rio Carnaval 2023 foi um sucesso cultural, de público e financeiro, com o Rio de Janeiro batendo recorde na arrecadação de ISS de Turismo para o mês de fevereiro, segundo dados da Secretaria municipal de Fazenda e Planejamento e da Riotur. Em 2024, os desfiles acontecerão nos dias 11 e 12 de fevereiro.

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Vila Maria anuncia contratação do intérprete Royce do Cavaco

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A Vila Maria anunciou na tarde deste sábado a contratação do intérprete Royce do Cavaco. Veja abaixo o comunicado da escola.

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Foto: Divulgação/Vila Maria

“Royce do Cavaco dispensa apresentações. Compositor e cantor consagrado do nosso Carnaval, o intérprete teve passagens pelas coirmãs Rosas de Ouro, Nenê de Vila Matilde, X-9 Paulistana, entre outras. Para o Carnaval 2024, a nossa Comunidade o recebe com carinho e admiração. Juntos com a nossa já consagrada Ala Musical, faremos um grande desfile! Vamos juntos Royce. A Vila Mais Famosa lhe abraça e deseja muito sucesso”.