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Liesa informa novas diretrizes para os camaroteiros no Carnaval 2024

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Um encontro entre representantes de camarotes e organizadores do Rio Carnaval, realizado na tarde desta quarta-feira, definiu novas diretrizes para os espaços, visando os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de 2024. A partir do próximo ano, todos passarão a seguir um modelo em comum para venda de ingressos, com banco e tiqueteira definidos pela entidade gestora do espetáculo, além de uma mesma cervejaria. A Liga reforçou também o compromisso já estabelecido anteriormente com o público e com as agremiações em fiscalizar e garantir que não haja vazamento de som e invasão de pista.

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Foto: Divulgação/Liesa

“Planejamos essas otimizações de uma maneira em que pudéssemos oferecer valor agregado e fortalecer o evento como um todo. É uma relação profissional onde todos sairão ganhando. As mudanças vão dar mais longevidade para que as agremiações possam continuar realizando grandes desfiles, o que vai proporcionar aos camarotes entregar um serviço de qualidade ao cliente por mais tempo”, explica o diretor de Marketing da Liesa, Gabriel David.

A reunião, liderada pelo presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, e pelo vice-presidente, Helio Motta, contou com a presença de empresários e donos dos chamados “supercamarotes”, espaços que ocupam os maiores espaços do Sambódromo durante todos os dias de desfiles.

Além das novas mudanças anunciadas, seguirão valendo as diretrizes já determinadas anteriormente, como o controle de volume e tratamento acústico para que o som interno não vaze e atrapalhe os demais espectadores e as apresentações, bem como o reforço para que a pista de desfiles seja preservada e não haja invasão oriunda desses lugares.

Leandro Vieira sobre ideia de 2024 da Imperatriz: ‘desfile extremamente popular, alegre e festivo’

A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, apresentou na noite de terça-feira a sinopse do enredo “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira, que a verde e branco levará para Avenida Marquês de Sapucaí no Carnaval 2024. O artista falou da ideia para exibição do ano que vem.

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Foto: Nelson Malfacini/Imperatriz

“O testamento da cigana Esmeralda é o meu ponto de partida para realização de um desfile extremamente popular, alegre e festivo, que se debruça no imaginário febril da interpretação dos sonhos, do destino lido nas linhas da mão, nos saberes populares sobre astrologia e em outras possibilidades imaginadas para prever a sorte de todos nós. A ideia é que os compositores transformem isso em uma obra que dê conta da vocação humana de querer se fartar de alegria enquanto deseja boa sorte”, disse Leandro Vieira.

Esta será a segunda vez consecutiva que a disputa será aberta a todos os compositores interessados. Poetas de escolas coirmãs, filiados a entidades musicais em geral, e talentos dos mais variados gêneros podem inscrever suas obras no concurso.

Os chamados “tira dúvidas” com o carnavalesco acontecerão nos dias 6, 13, 20 e 27 de junho e os sambas deverão ser entregues na quadra da escola no dia 1º de agosto. Esses encontros também serão na quadra da Imperatriz, a partir das 20h. O regulamento completo da disputa pode ser acessado por meio das redes sociais da agremiação.

Mudança geral no julgamento do Acesso! Paes diz que prefeitura vai assumir e Liga-RJ questiona

Uma publicação do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na manhã desta quarta-feira, no Twitter, agitou o mundo do samba. Ele garantiu que a partir do Carnaval 2024 o julgamento do Acesso (Série Ouro e Superliga) será comandado pelo poder público, ou seja, Riotur e secretaria de Cultura da cidade. A Liga-R, que comanda a Série Ouro, questinou a decisão.

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“No próximo ano a Riotur vai assumir o julgamento do desfile do grupo de acesso do Carnaval Carioca e a @Cultura_Rio vai assumir o julgamento da Intendente Magalhães. Decisão tomada”, garantiu Paes.

“A Liga-RJ não foi informada oficialmente sobre a decisão de mudança na apuração dos desfiles das escolas da Série Ouro, proposta pelo prefeito Eduardo Paes, anunciada nesta quarta-feira, 24, nas redes sociais.

A decisão nos causa estranheza por propor mudanças apenas em duas ligas, apesar do Carnaval Carioca ser representado por três Ligas distintas que coordenam os desfiles da Série Ouro, Intendente Magalhães e Grupo Especial.

A Liga-RJ gostaria de ressaltar que há muitos outros temas tão relevantes quanto o julgamento dos desfiles que também merecem a atenção do prefeito, entre eles o repasse dos valores dos camarotes, contrato da Sapucaí, distribuição das frisas e contratos de montagens da Avenida”, informou a Liga-RJ, através de pronunciamento da assessoria de imprensa.

Sinopse da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval 2024

Enredo: “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”

Conto, em meio ao carnaval, que uma cigana chamada Esmeralda deixou por escrito um testamento onde constam os ensinamentos para que os sonhos possam ter compreensão, ou a sina de uma pessoa ser revelada. O fato é que esse testamento foi trazido para o Brasil por um grupo de ciganos que, em caravana e ao redor de fogueiras, espalhou festa, música, circo, dança e a crença popular naquilo que o testamento guardava.

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Conto-lhes então que esse testamento parou nas minhas mãos como uma espécie de manual mágico para a interpretação dos delírios de quem dorme; das datas felizes e azaradas, das linhas que cruzam a palma da mão para traçar destinos e dos planetas que se movem. Ao lê-lo, desde então, quero a alegria de adormecer nos braços de Morfeu pra colher um sonho bom, tal qual consta nas linhas escritas pela cigana. Sonhar com cisne pra esperar candura. Com rosa encarnada, pra ser feliz sem demora. De olhos fechados, sonhar com urso ou macaco, para que, de olhos abertos, eu possa botar fé no jogo certo. Ganhar na dezena e na centena. Quebrar a banca quando der doze no milhar e, na véspera, em sonho, eu avistar um elefante. Ciente do que diz o testamento, peço apenas que com pressa me acordem caso, em sonho, o vulto de um sultão vier me visitar.

Sei de cor e salteado (e foi lendo o testamento da cigana que eu aprendi) que há dias nos quais o azar se põe a espreitar. Por isso, malandro que sou, piso manso pra não vacilar. Espero aquilo que não se antecipa nem se atrasa. O que é meu – a cigana me contou – tem data e hora marcada pra chegar. Tá escrito na palma da mão que a linha da fortuna vai fazer valer o meu corre-corre pra não deixar a peteca cair. Que a linha da vida é forte e que a linha do amor é fino traço, quase corda bamba, onde é bom se equilibrar com a expectativa de não cair, enquanto espero que pinte aquele sorriso que vai pintar a vida que eu quero (e que todo mundo quer) de rosa.

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Logomarca: Thiago Santos/Divulgação

Sei que tá na palma da mão o que se ganha e se perde. Que tá no céu o tempo bom e o tempo mau. Nos planetas que mudam de lugar. Conto-lhes o segredo que habita o céu desde o tempo dos faraós: quando os astros se movem, quem erra também pode passar a acertar. A vida embolada pode embalar. Quem chora pode então gargalhar. O de cima descer. O de baixo subir. O zodíaco anunciar que a sorte virá, o sol entrar em peixes, o brilho lunar entrar em aquário, o balanço das marés fazer as coisas mudarem, o calendário marcar fevereiro, quem é bamba bombar, a Escola decolar. E é aí que (foi a cigana quem me antecipou) ninguém segura, amarra ou prende quem nasceu com a sina de ter sorte virada pra lua.

Pesquisa, desenvolvimento e texto: Leandro Vieira

Deputados criam Projeto de Lei que institui subsídio estadual para escolas de samba da Série Ouro e Grupo Especial

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Durante pronunciamento na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na tarde desta terça-feira, o deputado estadual Vitor Junior (PDT) falou sobre o carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro e defendeu a distribuição de verbas para o Grupo Especial e da Série Ouro. O parlamental citou um grupo de deputados (Rodrigo Amorim, Luiz Cláudio Ribeiro, Zeidan, Rafael Nobre e Douglas Ruas) que criaram um Projeto de Lei que institui o subsídio estadual para escolas de samba.

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Deputado Vitor Junior (PDT) defende subsídio estadual para escolas da Série Ouro e Grupo Especial. Foto: Reprodução de Internet

“Apresentamos um Projeto de Lei que cria subsídio para escolas de samba da Série Ouro e Grupo Especial. Com isso, vamos promover o turismo, desenvolvimento econômico e cultura no Estado. O samba é a marca do Rio de Janeiro. Expressa o que temos de alegria e oportunidade para o desenvolvimento do turismo. A Comissão de Constituição de Justiça no dia 13 de junho vai debater esse projeto”, disse.

Na noite de segunda-feira, na sala Cecília Meirelles, foi lançado o apoio à frente em defesa das políticas públicas da indústria criativa do carnaval. A proposta é que seja criado um colegiado na Alerj, como foi feito em Brasília, para Defesa do Carnaval.

Serpente é o fio condutor do enredo da Viradouro para o Carnaval 2024

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A Viradouro prepara para o Carnaval 2024 o enredo “Arroboboi, Dangbé”, do carnavalesco Tarcísio Zanon, com um texto do enredista João Gustavo Melo. Na apresentação da sinopse coube a rainha de bateria, a atriz Érika Januzza, a leitura do texto. Dividido no formato dos setores do desfile, ele traz como fio condutor a serpente, ela que percorrerá por todos os setores, em seu caminho, apresentará a manutenção das crenças dos povos da região da Costa da Mina, movimentando-se pelo culto dela própria, pelo pacto místico das guerreiras Mino, assim como a chegada do culto voduns no Brasil sob o nome de Ludovina Pessoa.

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Marcelinho Calil, agora em novo cargo, diretor executivo da escola, pontuou diversas vezes que a sinopse apresentada é a melhor de todos os tempos da escola. A herança de Ludovina será no enredo representada pelos terreiros do Seja Hundé de Cachoeira e Bogum de Salvador. A serpente continuará sua trajetória trazendo o sincretismo religioso entre batuques, rezas, tambores e ladainhas cruzando os ritos às divindades da costa africana e a barroca expressão do catolicismo. Por último, o enredo apresenta o retorno da boca da serpente que em espiral movimentou e chegou em seu próprio rabo, fazendo a conexão dos ensinamentos das herdeiras de Dangbé, com a Viradouro celebrando o culto Jeje. * LEIA AQUI A SIINOPSE DO ENREDO DA VIRADOURO

Logo após a leitura do enredo, Marcelinho Calil pontuou que a escolha do enredo foi baseada no sentimento que eles desejam que a Viradouro tenha em 2024:

“Esse enredo tem uma afinidade muito grande com o espírito que a gente quer para o próximo carnaval, força é uma das palavras que traduz esse enredo, conseguimos juntar uma série de dados e pesquisas para chegarmos nesse texto, principalmente, escutando as vivências e oralidade daqueles que nos receberam (os terreiros Seja Hundé de Cachoeira e Bogum de Salvador). A ideia sempre foi fazer algo com grande alcance e completo, particularmente é a melhor sinopse que tivemos nos últimos anos”, disse Marcelo Calil.

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O carnavalesco Tarcísio Zanon apresentou cada parte dos setores que a escola trará, através de uma apresentação em slides, ele didaticamente contou cada ponto específico do enredo.

“Esse enredo nasceu de uma forma muito especial, ele nasce de uma forma intuitiva. Sendo um enredo que trata do sagrado, é significativo que nasça dessa forma, a gente tem tratado com muito respeito, estamos lendo muito, estudando e conversando com quem entende essa religiosidade, aqueles que vivem dela. Quando falamos de voduns e candomblé Jeje é necessário se viver muito para poder entender. Estamos tendo todo respeito para que possamos traduzir essa energia que é de Dangbé, ela que traz fartura, movimento, que conecta o chão com o sagrado. Esse é um enredo autoral, e é importante que se prenda à sinopse, pois juntamos fatos históricos com relatos orais da ancestralidade para que conseguíssemos montar essa narrativa cronológica e coerente”, pontuou o carnavalesco.

E foi dito, mais de uma vez, sobre os compositores se prenderem à sinopse, João Gustavo Melo, acrescentou que o compositor é razão de ser da escola de samba e que ele tem certeza de que dali sairá o melhor samba de enredo de 2024.

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“Temos que falar com o compositor, que é razão de ser da escola de samba, porque a escola acontece na avenida por causa dos compositores e por isso inserimos no final do texto uma mensagem a vocês. Cada obra de vocês, escolhida ou não, contribui para escola. Vamos contar também com a ajuda de Bogum e Seja Hundé para que eles tenham um contato com o samba, para termos o samba mais adequado que irá contar a saga e a fé Jeje. Vai sair dessa quadra, dessa ala de compositores, o melhor samba do carnaval de 2024”, finalizou o pesquisador sob aplausos dos compositores.

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Da Bahia veio a comitiva dos terreiros pontuados na sinopse, representando Seja Hundé, o Ogam Carlos falou aos compositores sobre a alegria de estar ali, até porque ele é carioca, e que vai lutar com a Viradouro para conquistar a terceira estrela para escola. Já representando Bogum, a mãe Nadogi disse que é um grande prazer estar na vermelha e branca de Niterói, e fez mistério dizendo que muitas surpresas virão. Também do Bogum, Mateus Melo, disse que estava disponível para conversas, principalmente, relacionadas à musicalidade e a própria fé Jejé.

No final, após o carnavalesco ter tirado as dúvidas dos compositores presentes. Alex Fab reforçou a obrigatoriedade que cada parceria tem de pelo menos ir à duas participações nas tiradas de dúvidas que serão posteriormente agendadas. Nessas conversas dos compositores com o Tarcísio, com o João Gustavo Melo e com a direção será adiantado alguns pontos importantes do projeto que será levado à avenida.

Afinados! Coreógrafos da comissão de frente da Vila Isabel no Carnaval 2023 exaltam parceria com Paulo Barros

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Em 2023, Alex Neoral e Márcio Jahú, depois de um período vitorioso na Viradouro, retornaram para sua terceira passagem na Vila Isabel e ajudaram a escola a conquistar o terceiro lugar no desfile deste ano. O carnaval também marcou o reencontro da dupla com o carnavalesco Paulo Barros ao qual já trabalharam juntos em outras oportunidades. Márcio considerou como um sucesso o trabalho e rasgou elogios ao carnavalesco.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O Paulo super ajuda a gente, tivemos uma grande parceria juntos, foi muito bom. A gente ainda não começou a pensar o ano que vem, mas já estamos empolgados de poder trabalhar juntos novamente. Acho que vem coisa boa, sempre bem. Trabalhar com o Paulo sempre flui”, entende Márcio.

Alex Neoral também comentou a renovação da equipe inteira realizada pela Vila Isabel e projetou a continuidade do trabalho para entregar alto nível para a Azul e Branca do Bairro de Noel.

“É o meu terceiro ano na Vila. Nos outros dois anos foram muito particulares. Um em um momento que a escola não estava tão bem, outro foi muito rápido. E esse a gente teve tempo de realmente sentir como é a família Vila Isabel. É uma escola muito estruturada, uma escola que te dá muitas possibilidades de trabalho e com o Paulo mais ainda. É uma parceria que viemos desenvolvendo já há alguns carnavais. Agora projetando para o próximo ano. É muito positivo a gente saber que vamos dar continuidade no trabalho”, acredita Neoral.

O trabalho só não foi perfeito porque a comissão da dupla para este ano tirou um 9.9, que acabou sendo descartado pelo corte da menor nota. Mas o que incomodou a dupla foi a justificativa da jurada Paola Novaes que escreveu que o elemento “cenográfico não foi explorado durante a performance”.

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“A gente não concorda, é uma coisa que nós vamos precisar conversar também no próximo ano na reunião de jurados. Pelo o meu ponto de vista foi em cima de uma questão de gosto da julgadora e eu acho que ela despontuou a gente por uma coisa que não está no regulamento, isso não justifica, não foi nenhum erro da comissão, foi uma concepção que faz sentido para ela, mas que não faz sentido para o trabalho que a gente desenvolveu. A gente vem falando de Roma Antiga, a gente fala do templo do Deus Baco, pelo o que eu entendi a interação que ela queria era que a gente subisse no carro, porque todo mundo que traz tripé sobe no carro, mas esse não é o único jeito de fazer comissão de frente. Faltou o entendimento dela. A existência do tripé é justificada por ele guardar o Deus Baco e trazer a mesa do bacanal. Pra ela não foi suficiente, mas foi uma opinião dela”, afirmou Márcio Jahú.

Já Alex Neoral também criticou a justificativa da julgadora, pois entende que a questão foi baseada em uma opinião da jurada e não por um erro claro.

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“Eu acho que pelas seis escolas que temos aqui, são escolas que o jurado com certeza deve fazer muita força para tirar um erro, quando não é óbvio. Ele fica procurando. Mas o julgador precisa ver quando é opinião e quando a gente realmente infringiu alguma coisa. Quando ele diz que poderia ser assim… Poderia mas não foi assim. Se eu não fiz eu errei por isso. O décimo tem que ser por um erro, não foi um erro. A gente não utilizar as esculturas gigantes, a gente está ambientalizando um período greco-romano. Isso é um cenário, que nem sempre a gente tem que se pendurar nos cenários. É um lugar que está me ajudando a contar a história. Então acho que foi injusto, a gente trabalha muito para gabaritar”, conclui Alex Neoral.

Em 2023, a Vila Isabel terminou como terceira colocada ao apresentar o enredo “Nesta Festa Eu Levo Fé “.

Por iniciativa da Subprefeitura da Zona Norte e do Shopping Madureira, bateria da Portela é homenageada

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O fim de semana foi de festa e de alegria coma realização do Madu Festival, mais um evento que levou entretenimento e cultura para a população de Madureira e região. A Subprefeitura da Zona Norte apoiou o evento realizado no Madureira Shopping.

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Foto: Divulgação

“O Madu Festival se encaixa no nosso planejamento de promover a economia local através da cultura e da arte. Isso é bom pra auto-estima da nossa região e gera renda para a nossa gente”, afirmou o subprefeito Diego Vaz.

No domingo, o subprefeito foi homenageado pelos serviços prestados à região. Ele novamente ressaltou uma das diretrizes de seu trabalho: a de promover a região através da cultura.

“Já fazemos isso com as rodas de samba, com as festas juninas e seguiremos fazendo com todas as manifestações culturais que nascem e crescem na Zona Norte. A cultura é o que determina a identidade de um povo”, afirmou.

A escola de samba Portela também foi homenageada. O troféu foi entregue ao diretor de bateria, Mestre Nilo Sérgio, pelas mãos do subprefeito. A agremiação de Oswaldo Cruz, que completou recentemente 100 anos, foi reverenciada por iniciativa da subprefeitura e do Shopping Madureira.

O subprefeito também é ritmista da agremiação e se mostrou feliz em ser o escolhido a prestar essa reverência à azul e branco de Oswaldo Cruz.

“A Portela é uma das maiores representações culturais do país. Todas as homenagens a ela ainda serão poucas. Só tenho a agradecer à organização do Madu Festival por ter me dado a chance de entregar esse merecido prêmio à bateria da escola”, finalizou.

Louzada sobre início na Tijuca: ‘Nunca tive uma recepção tão carinhosa’

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A Unidos da Tijuca quer resgatar seu protagonismo no Grupo Especial do Rio de Janeiro, afinal, desde 2016 não consegue voltar no desfile das campeãs. Para o ano que vem, a escola do Borel levará para Marquês de Sapucaí o enredo ‘O Conto de Fados’, que será desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada. Ele foi o tema escolhido pela agremiação tijucana, sendo esse um enredo que retrata uma viagem a uma Portugal mítica e mística, valorizando as lendas populares do país.

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Foto: Isabelly Luz/CARNAVALESCO

“Em 39 anos de carreira, eu nunca tive uma recepção tão carinhosa, e eu nem falo só por hoje, mas sim por todo o carinho que venho recebendo desde que fui anunciado pela escola. Os tijucanos são muito apaixonados pela Tijuca, isso tem me emocionado bastante, sinto que posso contar com a comunidade no que eu precisar daqui para frente”, disse.

Quando perguntado sobre o surgimento do enredo, revelou que sempre sonhou em realizá-lo justamente na Unidos da Tijuca, levando em consideração a aliança da escola com Portugal, concebida pela herança do presidente Fernando Horta.

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“Eu sou descendente de europeus também, sempre me interessei por histórias diferentes. Esse carnaval vai ser para mim um retorno do meu caminhar como carnavalesco, podendo mais uma vez ser um verdadeiro contador de histórias. A diferença é que dessa vez eu tenho me colocado bastante por trás dos bastidores, pois quem vai contar essa história será a comunidade do Borel”.

Carnavalesco do Vai-Vai afirma identificação da escola com o enredo do Carnaval 2024: ‘É de rua e do povo’

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De volta ao Grupo Especial em 2024, o Vai-Vai levará para o Anhembi o enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”, com assinatura do carnavalesco Sidney França. De fato, é um tema que tem a cara da comunidade. O Vai-Vai é uma escola formada historicamente nas ruas e tem todo o potencial e direito de viajar por esse meio.

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Almejando resultados maiores

Após o acesso em 2020, a volta para o Grupo Especial em 2022 foi marcada pelo fato de o Vai-Vai ter feito um carnaval ‘barato’ com o intuito de se manter. A estratégia era declarada. Porém, desta vez, o presidente Clarício Gonçalves prometeu um desfile maior nessa volta à elite do carnaval paulistano.

“Sobre esse enredo, a gente realmente tem que fazer algo que tem a ver com a cara da escola. Após uma pesquisa legal, a única cultura que não foi dita acabou sendo a do hip-hop. Tinha opções de outros enredos, sendo dois patrocinados e esse. Graças a Deus eu contratei um profissional que às vezes o dinheiro não é tudo. Eu joguei na mão dele e ele acertou a ideia que a gente queria. Estamos prontos, querendo trabalhar e esse é o nosso caminho. Respeitando as coirmãs, com os pés no chão para tentar chegar ficar entre as três no próximo carnaval e quem sabe o título”, declarou.

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Segundo o presidente, o hino para o próximo desfile será escolhido em formato de eliminatórias. “Vamos fazer eliminatórias em um processo normal. Vai ser tudo aberto. Com esse enredo nós temos que ter um samba pancada e por isso que nós vamos abrir e começar as eliminatórias o mais rápido que se possa imaginar”, completou.

Elaboração do enredo e a crítica social

O carnavalesco Sidney França esteve presente no desfile do Vai-Vai de 2023. Porém, esta situação será diferente, pois agora ele assinará como carnavalesco oficial da entidade.

“Em 2023 eu estive na escola de outra maneira, mas é diferente conduzir o Vai-Vai no Grupo Especial, ver que sua escola se reencontra com sua vocação e vanguarda. O pessoal está gostando da ideia do enredo, até porque o Vai-Vai é uma escola de rua e do povo. Falar do hip-hop é falar disso e também de uma expressão cultural colocada à elite social da sociedade de São Paulo”, disse.

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O artista se encontrou totalmente com o enredo. De acordo com França, o tema era pensado pelo próprio, além de uma vontade da escola também. As ideias casaram e nasceu essa homenagem ao hip-hop. “É interessante falar desse enredo, porque eu sempre tive a intenção de falar da rua e do hip-hop. Eu cheguei no Vai-Vai e eles também queriam. E aí cruzou, se encontrou as coisas e tem sido um encontro muito feliz. Estou até emocionado. É a minha história e essa escola forjada na rua que é o Vai-Vai e que vêm buscando se reencontrar. A gente vai conseguir pôr onde ela merece”, comentou.

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Segundo Sidney, além das homenagens e representatividade, o enredo também tem um teor crítico. “O que eu reparei nos rostos das pessoas é que algumas pessoas ficaram assustadas, porque o carnaval de São Paulo desaprendeu a criticar o sistema. E aí o Vai-Vai volta com essa vocação da escola de samba como uma embaixada popular do povo preto para colocar o dedo na ferida”, finalizou.

Reconhecimento da área

Um dos maiores nomes do movimento rap e hip-hop, Thaíde, comentou sobre a tal união entre os dois estilos musicais, sobretudo dentro do carnaval. “A primeira vez que eu ouvi sobre a possibilidade de ter rap com o Vai-Vai, escola de samba ou carnaval, eu me perguntei se iria dar certo. E deu muito certo. Dessa vez, não fiquei tão surpreso. Mas é a primeira vez que o Vai-Vai ou uma escola de samba falarão exclusivamente sobre a cultura hip hop. Isso sim é algo surpreendente. Eu esperava que iria acontecer, mas não tão cedo. Quanto a isso, de fato, estou surpreso até agora. Eu fico muito feliz em ver esse sincretismo, já que toda a mistura que vemos nos desfiles e nas escolas de sambas em geral (que, inclusive, é uma das coisas que eu mais gosto, porque mostra a resistência da religião e da cultura), a gente também tem no hip hop. A minha primeira música, inclusive, diz ‘me atira uma pedra que eu te atiro uma granada, sou filho de Ogum e Iemanjá’, nós nunca deixamos o nosso sincretismo de lado. Juntar um com o outro é perfeito, é unir o útil ao agradável”.

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Por ser músico, o cantor também falou do provável sucesso que a comunidade do Bixiga terá como samba-enredo. “Quem faz e desenvolve o samba-enredo e quem desenvolve o carnaval do Vai-Vai tem toda a competência pra fazer as pessoas cantarem o refrão e desenvolver um ótimo desfile. Eu não sou a pessoa mais indicada para falar como vai ser, porque são os carnavalescos que têm a manha de fazer a coisa, os compositores é que sabem cantar aquela história detalhadamente. Acredito muito na competência deles. Se depender disso, vamos ter todo mundo cantando o refrão do Vai-Vai. É o hip hop na veia de todo mundo, pode ter certeza”, completou.