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Princesas eleitas, da Mangueira e Unidos de Bangu, celebram representatividade na Corte do Carnaval do Rio 2024

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Após cinco etapas e um mês de competição, o concurso para eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024 chegou ao fim nessa sexta-feira. A microempreendedora Gabriella Mendes Medeiros, de 20 anos, candidata da Mocidade Independente de Padre Miguel, foi quem se sagrou vencedora da disputa e conquistou a coroa maior. A segunda colocação ficou com a dançarina Bruna dos Santos Gomes de Menezes, de 18 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira; enquanto a esteticista Ana Carolina de Souza, de 33 anos, da Unidos de Bangu, terminou em terceiro lugar. Com isso, as duas também irão integrar a Corte da folia carioca no ano que vem, ocupando os postos de primeira e segunda Princesa, respectivamente. Logo após o anúncio do resultado, a reportagem do site CARNAVALESCO conversou com Bruna e Ana Carolina sobre a emoção de conquistar uma das vagas.

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Fotos de Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Estou em êxtase ainda. Muito feliz, extremamente grata, honrada em estar na Corte, independente de ser segunda Princesa, primeira Princesa ou Rainha. Claro que almejamos muito a coroa maior, mas estou feliz com a vitória da minha amiga Gabi Mendes e de poder estar com ela. Me sinto realizada, muito feliz mesmo, e espero que tenhamos um ótimo reinado. Que possamos levar muita alegria, muita verdade e também o que a gente tem de melhor para dar, que é o nosso samba no pé”, afirmou Bruna.

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Bruna dos Santos Gomes de Menezes, de 18 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira

“Quando eu cheguei neste palco, eu já me senti uma rainha. Foram 106 meninas maravilhosas trazendo um pouco da sua história, da nossa categoria passista, sambistas profissionais, e a sua bandeira. Muitas escolas que não eram tão conhecidas, hoje puderam mostrar quem são. Então, por tudo isso, já me sinto lisonjeada. Independente da coroa, estar fazendo parte da Corte e podendo representar todas essas meninas que passaram aqui e também deixaram sua história, cada uma com sua particularidade, é algo incrível”, declarou Ana Carolina.

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Esteticista Ana Carolina de Souza, de 33 anos, da Unidos de Bangu

Bruna dos Santos, também conhecida pelo apelido carinhoso de Bruneca, iniciou a trajetória na folia em 2015, na Mangueira do Amanhã. Posteriormente, ela chegou ao posto de primeira princesa da agremiação mirim, até fazer a estreia na ala de passistas da escola mãe, a Mangueira, em 2023. Agora como a mais nova integrante da Corte do Carnaval, a jovem fez questão de enaltecer a representatividade dessa composição da realeza momesca para o ano que vem, na qual todos os membros são oriundos de comunidades de escolas de samba.

“Me faltam palavras para descrever o que isso representa. É algo de extrema importância para nós, passistas, estarmos neste palco. Só de participar já é extremamente importante. Acredito que a gente esperou muito tempo para isso acontecer, que é uma Corte totalmente de passistas, de sambistas de verdade. Então, estou muito feliz com essa nova roupagem que a Riotur implementou de fazer esse concurso voltado para as passistas, para as meninas de comunidade mesmo, de dar essa oportunidade para todas. Até as que não estão na Corte, acredito que tenham sido ajudadas por esse modelo, afinal ganharam visibilidade. Além disso, fez as outras acreditarem que realmente elas podem, como eu posso e sou a primeira Princesa hoje”, avaliou.

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Conhecida pelo nome artístico de Carol Padilha, a nova segunda Princesa da folia carioca desfila há 11 anos na Unidos de Bangu. Na vermelha e branca, ela já atuou em diferentes funções, indo desde integrante da comissão de frente até o posto de musa. Sendo a única representante na Corte Real vinda de uma agremiação da Série Ouro, a beldade exaltou a importância de se olhar mais para as escolas de fora do Grupo Especial e para os sambistas que lá estão.

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“Sempre teclei bastante nesse botãozinho, porque é muito importante a visibilidade e o valor dessas escolas, dos profissionais que ali trabalham. Hoje, consegui atingir esse reconhecimento que é estar na Corte representando a Unidos de Bangu, que é da Série Ouro. Quantas outras pessoas talentosas tem ali e nas demais escolas que não desfilam no Especial, mas que estão escondidas? Nós podemos ver isso aqui no decorrer do concurso, em que tivemos diversas meninas maravilhosas vindas de escolas da Série Ouro, Prata, Bronze, além dos blocos. Então, é fantástico, me sinto honrada por poder representar essas meninas que, assim como eu, vieram da Série Ouro e das outras categorias”, assegurou.

Além da faixa e da coroa de Princesas do Carnaval, Bruna e Ana Carolina também faturaram um prêmio em dinheiro no valor de R$ 32.500. Já Gabriella Mendes, eleita Rainha da folia carioca, embolsou a quantia de R$ 45.500.

‘Meu desejo é que os passistas fiquem sempre no topo’, assegura Caio César, Rei Momo do Carnaval 2024

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A Cidade do Samba foi palco, na noite dessa sexta-feira, da grande final do concurso que definiu a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Além da disputa feminina, houve ainda a eleição do novo Rei Momo. O grande vitorioso foi o comerciante Caio César Dutra da Silva, de 27 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira. Ele superou, ao todo, outros 24 postulantes ao posto, quatro deles na final. Tendo iniciado a trajetória na folia carioca ainda criança, na São Clemente, Kaio Mackenzie, como assina artisticamente, chegou em 2009 na verde e rosa, sendo passista da agremiação desde 2016. Atualmente, ele ainda ocupa o cargo de coordenador dos passistas na Caprichosos de Pilares. Após o resultado e a coroação, Kaio conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO sobre o sentimento da vitória.

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Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“É uma honra e uma alegria muito grande. Durante a semifinal e a final, ao longo desse processo de disputa, sempre procurei deixar claro que eu estava neste palco pelo amor e pela gratidão que tinha ao Carnaval. E sempre que me dou ao Carnaval, ele me traz algo de positivo. Essa vitória aqui é mais um exemplo. Prometo um reinado de muita entrega, de muita felicidade, de muita alegria. Estou em êxtase, muito feliz em poder representar o Carnaval que eu sempre amei, que eu vivi, nasci e me criei, além de estar representando essa cidade maravilhosa. Pretendo levar o samba, o Carnaval e o Rio de Janeiro para o mundo inteiro, se possível”, afirmou.

Ainda no bate-papo com a reportagem, Kaio Mackenzie relatou qual seu maior objetivo como Rei Momo. De acordo com ele, o principal desejo é usar o posto para dar mais visibilidade e levantar a bandeira dos passistas.

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“O meu sonho como Rei Momo é trazer mais essa valorização para os passistas. Apesar de sermos mais respeitados hoje em dia, ainda precisamos batalhar muito para conseguir atingir o que nos é de direito. O meu desejo é que os passistas, de fato, fiquem sempre no topo”, declarou.

Com a eleição, Kaio Mackenzie levou para casa, além da faixa e da coroa, um prêmio de R$45.000. O segundo colocado na competição, o professor de dança e estudante João Vitor Tavares Frazão Araujo, de 18 anos, representante da Rosas de Ouro, ficou com o título de Vice-Rei Momo e faturou uma quantia de R$ 8.000.

Eleita Rainha do Carnaval 2024, Gabriella Mendes exalta evolução durante concurso e desabafa: ‘Muito sacrifício, mas consegui’

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A Cidade do Samba foi palco, na noite dessa sexta-feira, da grande final do concurso que definiu a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Representante da Mocidade Independente de Padre Miguel na competição, a microempreendedora do ramo alimentício Gabriella Mendes Medeiros, de 20 anos, superou mais de 100 candidatas ao longo de cinco etapas e foi eleita Rainha. Em entrevista concedida para reportagem do site CARNAVALESCO logo após o resultado, Gabriella descreveu a emoção de receber a coroa maior da folia carioca.

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Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Estou muito feliz, muito emocionada por estar representando a nossa grande festa. Foi uma grande emoção estar nesse concurso, que me fez evoluir durante esse um mês de competição, me fez crescer, me fez ver os meus erros e querer acertar. Teve muito sacrifício, mas graças a Deus consegui e agora sou a Rainha do Carnaval”, disse a beldade.

Além do trabalho como microempreendedora, Gabriella Mendes também atua como passista show da Mocidade. A trajetória dela na Estrela-Guia de Padre Miguel teve início ainda na infância, sendo mais de uma década dedicada a ala comandada por George Louzada. Essa experiência pode ter ajudado Gabriella na hora de enfrentar os momentos de dificuldade na competição da Corte do Carnaval. Um deles ocorreu logo na primeira eliminatória, quando durante a apresentação no palco a sua sandália arrebentou e ela precisou prosseguir assim mesmo. Para a jovem, esse episódio é um exemplo de superação e o pontapé inicial da evolução que passou durante a competição.

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“Sempre que tivermos um problema, temos que focar em encontrar uma solução. Ao longo do concurso, fui fazendo isso, solucionando os problemas o mais rápido possível. No episódio da sandália, por exemplo, consegui sambar até o final. Em uma outra apresentação, não me achei tão boa, mas consegui também superar e fui evoluindo, fui vendo que eu estava errando, fui me aperfeiçoando e graças a Deus estou aqui. Tudo deu certo, fruto de muito esforço”, analisou.

A eleição da Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024 foi marcada por uma das disputas mais acirradas da história. O resultado teve como base o somatório das notas de 10 jurados (de 1 a 5) com o adicional de até 3 pontos para os mais votados pelo público. No caso da competição pelo posto de Rainha do Carnaval, Gabriella Mendes foi a segunda candidata na preferência do voto popular, recebendo 16,96% do total. Ao comentar sobre a sua torcida, a mais nova majestade da folia carioca agradeceu todo o apoio que lhe foi oferecido ao longo do concurso, tanto por admiradores quanto pelo próprio pessoal da Mocidade Independente.

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“Quero agradecer a todo apoio, toda mensagem de carinho, os votos que deram em mim, além de toda torcida que veio até a Cidade do Samba. Me senti abraçada pela escola e pelos componentes. Então, repito que quero agradecer, do fundo do meu coração, por tudo que eles fizeram por mim durante o concurso e que foi essencial para alcançar essa vitória”, garantiu a mais nova Rainha.

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Outro tópico abordado por Gabriella Mendes no bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO é a representatividade dos sambistas na nova Corte do Carnaval. Todos os eleitos são passistas em suas respectivas escolas, algo que é motivo de celebração por parte da recém-eleita Rainha. Além disso, ela aproveitou para dizer o que espera deixar de legado ao final deste período dela no cargo.

“É muito importante, porque estamos resgatando a nossa origem, a dos passistas. É o dever, é o lugar dele aqui. Estamos retomando isso, que já veio da Corte de 2022, da Thai Rodrigues. Ano que vem, acredito que vai vim muitas meninas novas novamente, vai muita gente se jogar e vai ser outro concurso incrível. Espero que a minha Corte seja muito criativa, diferenciada, e que ao chegar no final do período deixe uma mensagem linda para as outras pessoas, principalmente para as próximas gerações. Que possamos passar uma mensagem maneira, ter um Carnaval lindo e mantê-lo vivo sempre”, ponderou.

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Também entraram para Corte Real, junto com Gabriela Mendes, a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popula. Tratam-se de Bruna dos Santos Gomes de Menezes, representante da Estação Primeira de Mangueira, e Ana Carolina de Souza, candidata da Unidos de Bangu, que foram nomeadas primeira e segunda Princesa respectivamente. Enquanto a vencedora do título de Rainha faturou um prêmio de R$ 45.500, as outras duas levaram a quantia de R$ 32.500.

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Galeria de fotos: final do concurso de Rainha e Rei Momo do Carnaval 2024

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É a Estrela Guia! Gabriella Mendes, da Mocidade, é eleita a Rainha do Carnaval 2024 do Rio de Janeiro

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Épico. Palavra que resume o sentimento que contagiou a noite da Grande Final que elegeu os representantes da Corte Real 2024, em uma disputa que reuniu 10 candidatas para o título de Rainha e Princesas e cinco finalistas para o posto de 1º Rei Momo e Único. E que a partir de agora, são: Gabriella Mendes Medeiros (Rainha – representante da GRES Mocidade Independente de Padre Miguel), Bruna dos Santos Gomes de Menezes (1ª Princesa – representante da GRES Estação Primeira de Mangueira), Ana Carolina de Souza (2ª Princesa – representante da Unidos de Bangu); Caio César (Rei Momo – representante da GRES Estação Primeira de Mangueira) e João Vitor Tavares (Vice-Rei Momo – representante Rosas de Ouro).

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Gabriella Mendes, de 20 anos, é microempreendedora do ramo alimentício. A jovem está desde a infância na Mocidade, sendo mais de 10 anos dedicados para a ala de passistas.

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“É uma emoção muito grande. Quero representar da melhor forma possível a minha escola do coração. Tem destino sim esse dinheiro (da premiação do concurso). Precisa ter uma parcela reservada para os gastos com a Corte, é claro. Também quero começar um negócio com a minha mãe. Na verdade, a gente já tem, mas quero aprimorar. A gente vende massas, então abriria uma loja. Queria ainda investir um pouco na minha carreira também. Faço faculdade de estética e compraria alguns dos meus aparelhos. Basicamente, a ideia é investir o dinheiro para ter mais ainda”, disse Gabriella Mendes, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

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A nova Corte do Carnaval foi eleita por meio da disputa mais acirrada da História da Riotur. O resultado teve como base o somatório das notas de 10 jurados, (de 1 a 5), e com o adicional de 3 pontos para o mais votado pelo júri popular. Mais de 200 mil pessoas ajudaram a escolher através da votação no portal de notícias G1, que encerrou às 18h desta sexta-feira, 01/9, um recorde para as disputas.

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Para o presidente da Riotur, Ronnie Costa, a nova Corte enfatiza, mais uma vez, a representatividade do Carnaval carioca e do Concurso.”É com imenso prazer que, a partir de hoje, temos uma Corte representativa, por meio de uma disputa democrática e inclusiva. Ao longo das etapas eliminatórias, o público pôde conferir cada história dos finalistas, suas trajetórias, e acompanhar todo o trabalho – que acontece durante o ano inteiro. A disputa reforça que o samba é cultura, é também o fortalecimento da maior representação artística do país: o Carnaval. E que começa aqui, no Rio de Janeiro, com a nossa festa e símbolos, como a Corte Real”, explica Costa.

Além de integrar a Corte Real do Carnaval 2024, os vencedores recebem uma premiação em dinheiro: a primeira colocada leva para a casa a coroa de Rainha e um prêmio na quantia de R$ 45.500. Já a segunda e a terceira colocada serão coroadas como Princesas, recebendo cada uma a importância de R$ 32.500. Para o título de 1º Rei Momo, o ganhador também recebe uma coroa, além de embolsar a quantia de R$45.000; já o Vice-Rei R$ 8.000.

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Centenas de pessoas marcaram presença na Final do Concurso, que teve a Cidade do Samba como palco principal da festa. Para fazer da noite ainda mais memorável, a trilha sonora ficou por conta dele: Diogo Nogueira, que animou o público com o melhor da música brasileira com um show mais que especial.

E quem estava em casa não se sentiu excluído da celebração, já que o evento foi transmitido em tempo real pelo canal oficial da Riotur no Youtube, e pode ser assistido diretamente através da plataforma. Sob a batuta do apresentador e carnavalesco Milton Cunha, quem estava ligadinho na transmissão não perdeu nenhum momento do ‘esquenta’ antes do início do evento.

Ao todo, cerca de 25 mil pessoas assistiram a transmissão via internet, que seguiu em todas as várias fases do Concurso. Para quem quiser conferir as imagens, basta acessar a página oficial da Riotur.

Coreógrafos celebram concurso

A disputa marca a História da Riotur, que antecipou o início do Concurso em quatro meses. No total, 106 candidatas se inscreveram no Concurso para Rainha e Princesas; 25 candidatos para o posto de Rei Momo. Para quem acompanhou o desenrolar do pleito, a diversidade foi o lema que carimbou o evento, que teve os coreógrafos Mayara Lima e Alex Coutinho como coordenadores artísticos das apresentações.

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”Nunca imaginei estar aqui como coreógrafa, nessa nova reformulação é muito importante. Fico feliz e honrada de fazer isso junto ao Alex, podendo mostrar um outro lado meu, que é o de professora de samba. A próxima Corte vem com passistas maravilhosas”, pontua Mayara. Já para Alex, a alegria em ver as passistas na passarela é se torna motivação para o mundo do samba. ”Aprendemos muito ouvindo as vivências das candidatas, com todas tendo a chance de ampliar suas vozes, representando nossa classe com muito samba no pé. Como diretor de passista, amante do samba, que trabalho com o samba no mundo todo, me sinto lisonjeado e só posso agradecer”, comemora.

Wilson e Bianca reconhecidos pelo trabalho

Duas outras personalidades também puderam ver de perto cada fase do Concurso: Wilson Dias e Bianca Monteiro, apresentadores da disputa. Para eles, que já estiveram presentes como Rei Momo e Princesa, estar nessa fase os enriqueceu como profissionais do samba. ”Escutar cada história, cada comunidade gritar, de verdade, me tornar hoje, um outro profissional. Saio deste Concurso com muito mais bagagem do que eu entrei”, comenta Wilson, que foi Rei Momo nos anos de 2014, 2015, 2016, 2019 e 2022.

Para Bianca, a reverência à ancestralidade, escolhida para o último dia, é uma forma de homenagear o passado e olhar para o futuro, que já se inicia com a nova Corte 2024. ”Trouxemos a África como ancestralidade para o palco, já que acreditamos que só chegamos aqui por conta deles. Estar ao lado do Wilson, já estive dois anos como Princesa e hoje apresentadora, é um outro degrau na nossa vida. E poder constituir isso junto, não tem palavras. Estávamos acostumados a nos expressar e movimentar com nossa dança, e agora fazer isso com o microfone, é uma experiência única. Entrar na mudança do Concurso é uma vitória. É o samba vencendo”.

Ao vivo: acompanhe a final do concurso de Rainha e Rei Momo do Carnaval 2024

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Autora do livro que inspirou enredo da Portela para o Carnaval 2024 celebra diálogo com o carnaval

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A 21° edição da Bienal Internacional do Livro celebra, este ano, a carreira e a obra de Ana Maria Gonçalves. A romancista mineira escreveu o livro “Um defeito de cor”, base para o enredo da Portela para o ano de 2024. A obra narra a trajetória da protagonista Kehinde inspirada em Luísa Mahin, importante figura história durante a Revolta dos Malês, na Bahia. A cerimônia de abertura contou com a apresentação da escola de samba Portela para reverenciar Ana Maria e os 40 anos desse evento que foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro.

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Foto: Matheus Vinícius/CARNAVALESCO

Animada com o reconhecimento, Ana Maria Gonçalves falou de sua emoção para o site CARNAVALESCO e fez sua aposta para o carnaval que se aproxima.

“Eu ainda não sei colocar em palavras isso não. Eu falei que vou viver e, depois da Bienal e depois do carnaval, eu tento entender o que é isso. Mas é algo grandioso, eu não tenho a menor dúvida. As conversas da literatura, principalmente da literatura que eu faço, com outras linguagens com um apelo que provavelmente um livro não alcançaria. Eu estou muito feliz com esse diálogo com a Portela. Eu acho que é um desfile que tem tudo para ser campeão sim”, disse a homenageada.

Ana Maria também se mostrou ansiosa para ver sua obra na Avenida. O enredo homônimo foi construído por Antônio Gonzaga e André Rodrigues e vai seguir a ótica do afeto.

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“Eu acho que o Antônio [Gonzaga] e o André [Rodrigues] foram muito felizes no recorte que eles fizeram do tema, que é na verdade uma conversa com o livro. É uma carta de resposta à carta que é o romance epistolar O defeito de cor. Eu estou muito animada para ver como eles estão tratando questões da maternidade, do afeto, que é algo muito novo inclusive quando se trata da história do povo preto. As pessoas preferem mostrar o sofrimento, a dor, as dificuldades. E tudo isos tem, mas, sem a esperança do amor, do afeto, das boas contribuições que a gente fez para esse país também, nossa existência aqui não seria possível. Esse desfile vai dar para nós uma nova alternativa de existência possível através do afeto.”, refletiu Ana Maria.

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O evento de abertura da Bienal foi comandado pela dupla de apresentadoras Isa e Pétala Sousa, as Afrofuturas, e contou com as participações da autora Thalita Rebouças e do influenciador Fábio Cruz. Eles foram acompanhados pela exibição do violoncelista Federico Puppi.

Estavam presentes na celebração o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o secretário de Educação Renan Ferreirinha, o governador do estado do Rio de Janeiro em exercício Thiago Pampolha, a secretária estadual da Educação Roberta Barreto e a secretária estadual de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros. Também estavam na solenidade os representantes das prefeituras de Queimados e Angra dos Reis e do Ministério da Cultura, em nome da ministra Margareth Menezes.

No palco, Eduardo Paes refletiu sobre a diversidade e importância da Bienal ser esse ponto de cultura e educação e na construção de diálogo.

“Como é bom comemorar os 40 anos em um momento em que o Brasil volta a respirar liberdade e a diferença”, disse o prefeito do Rio.

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Além da homenagem à Ana Maria Gonçalves, a Bienal reconheceu a relevância do Programa Nacional do Livro e do Material Didático com o Prêmio José Olympio. A premiação busca reverenciar pessoas e iniciativas que incentivam e apoiam o setor literário.

“Ao homenagear a autora Ana Maria Gonçalves, a Bienal mostra o potencial de resistência do livro”, discursou Dante Cid, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.
Em 2023, a Bienal Internacional do Livro tem o objetivo de gerar diálogos, afeto e uma experiência imersiva leitora. O evento ocorre entre os dias 1° (hoje) e 10 de setembro, das 10h às 21h.

Mangueira reabre sua quadra com nova identidade visual

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A quadra da Estação Primeira de Mangueira será reaberta neste sábado, mais verde e rosa do que nunca. Como parte das comemorações dos 95 anos da Verde e Rosa, o Palácio do Samba passou por um processo de conservação que será entregue à comunidade, e que tem como destaque a adequação do espaço às novas diretrizes de marca da escola. No mesmo dia, iniciam-se as apresentações e as eliminatórias para o samba-enredo do carnaval 2024, que levará para a avenida uma homenagem à Alcione, a Marrom.

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Foto: Divulgação

A quadra da escola foi reformada de forma a oferecer à comunidade novos ambientes e mais acolhimento em tons verde e rosa, que é o destaque para uma identidade visual única que abraça a história da escola e vibra a força e união da comunidade mangueirense. A nova marca está em diversos locais do Palácio do Samba, bem como a clássica marca do pavilhão e os grafismos que dialogam com ambas, em uma arquitetura visual potente que respeita a tradição da agremiação.

Com a reabertura, a sorte está lançada para as 24 parcerias inscritas nas eliminatórias. Elas farão suas apresentações entre os dias 2/9 e 7/10, quando ocorrerá a grande final. Os ingressos para a primeira apresentação podem ser adquiridos no local na bilheteria da quadra no mesmo dia do evento, a partir das 20h.

Serviço:
Evento: Ensaio Show e Eliminatórias de Samba-Enredo da Estação Primeira de Mangueira
Data: Sábado, 2/9
Horário: início às 20h
Ingressos: Pista a partir de R$30,00;
Mesa com 4 lugares à venda por R$70,00;
Camarotes laterais: preço promocional a partir de R$800,00 reais para 10 pessoas.
Classificação etária: 18 anos

Com mesa de debates e roda de samba, Folia Carioca comemora 14 anos de defesa das tradições do varnaval de rua

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Uma das mais representativas entidades do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, a Folia Carioca comemora, neste domingo, seu aniversário de 14 anos. A celebração acontece a partir das 14h, no Centro Carnavalesco Onça Preta (Rua Camerino, 58, Centro), com entrada franca.

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Foto: Divulgação

Na programação, uma roda de conversa com grandes personalidades da folia carioca e uma roda de samba. “Nossa intenção é festejar com um evento cultural, que fomente a discussão para temas da tradição do Carnaval, exaltando a história dos pequenos blocos e bandas da cidade do Rio de Janeiro”, explica Marco Muniz, coordenador da Folia Carioca.

A mesa de debates terá a participação do ator, escritor, jornalista e produtor cultural Haroldo Costa; do radialista e jornalista Rubem Confete e de Rosiete Marinho, presidente da Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária do Rio de Janeiro. Em seguida, será realizada uma roda de samba com o grupo Batuke de Mestre.

A Folia Carioca foi fundada em 2009 e congrega 18 blocos e bandas tradicionais do Carnaval Carioca: Bloco Se Me Der, Eu Como!, Bloco Cata-Latas do Grajaú, Bloco Guri da Merck, Bloco Enxota Que Eu Vou, Bloco Berço do Samba, Banda da Rua do

Mercado, Bloco Largo do Machado Mas Não Largo do Copo, Bloco Largo do Machadinho Mas Não Largo do Suquinho, Associação Carnavalesca Infiéis, Bloco Arteiros da Glória, Bloco Boêmios da Lapa, Bloco Quem Não Guenta Bebe Água, Bloco da Insana, Foliões do ABRACES, Bloco Educa Que Liberta, Bloco da Harmonia, DNA Suburbano e Bloco Eu Também Tenho Arsch.

Ao longo destes 14 anos, a Folia Carioca desenvolveu ações e atividades de promoção da cadeia produtiva do Carnaval carioca. Por meio de oficinas, eventos, debates e workshops, a entidade manteve a discussão e a prática carnavalesca vivas ao longo dos 365 dias do ano. Neste período, promoveu quase 200 desfiles, mais de 500 ensaios e apresentações de blocos e bandas, além de dezenas de bailes e oficinas de percussão, mobilizando mais de 400 mil pessoas.

Para Marco Muniz, outro importante diferencial da entidade é a defesa dos valores mais tradicionais dos festejos de rua: “Fazemos uma exaltação do Carnaval de raiz. Em nossos desfiles, os blocos e bandas tocam marchinhas, sambas-enredo e sambas-exaltação. Estamos na trincheira pela preservação da tradição que está se perdendo. Nossos blocos e bandas são formados por amigos, familiares e vizinhos, têm alas de compositores e desfilam graças à colaboração dos comerciantes e simpatizantes das regiões onde são sediados”.

Serviço:
Aniversário de 14 anos do Folia Carioca
Data: Domingo, 3 de setembro
Local: Centro Carnavalesco Onça Preta – Rua Camerino, 58, Centro
Horário: 14h
Entrada franca

Rainha do Carnaval 2023, Mariana Ribeiro, a Mari Mola, faz balanço sobre período no cargo: ‘Divisor de águas’

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Mulher, preta, favelada e bissexual. A professora Mariana Ribeiro, mais conhecida pelo apelido Mari Mola, fez história ao ser eleita Rainha do Carnaval de 2023. Nascida e criada no Morro do Tuiuti, a jovem iniciou a sua trajetória no mundo do samba ainda criança, aos 07 anos, na sua escola do coração, a Paraíso do Tuiuti. A partir daí, nunca mais deixou a folia. Já como passista da azul e amarela de São Cristóvão, sonhava com a realeza, porém tal sonho lhe parecia distante. Agora, depois de passar mais de oito meses no cargo e prestes a entregar a faixa e a coroa para uma outra menina, a beldade avaliou o seu próprio reinado e se disse contente com o legado que deixa.

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Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“Falo para todo mundo que, para mim, o reinado começou a acabar assim que foi anunciada a data deste concurso, porque acho que a partir daí a coroa já passa a pertencer a todas as candidatas e me torno uma mera acompanhante desta disputa, assistindo e batendo palmas para todas essas meninas. E o balanço que eu faço desse período como Rainha do Carnaval é muito pessoal, porque o de fora só o público pode fazer. Então, tendo isso em visto, acho que o principal legado foi o meu amadurecimento. Hoje, me sinto muito mais profissional depois dessa Corte, consigo me ver mais assim. Esse concurso me fez crescer muito como pessoa, como profissional de samba, como mulher. É um divisor de águas. Por isso, acho tão importante todas essas meninas fazerem parte, pertencerem a esse palco, pois amadurece muito a gente”, declarou Mari Mola em entrevista concedida a reportagem do site CARNAVALESCO.

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Fotos: Alexandre Macieira e Fernando Maia/Riotur

Para a edição deste ano, o concurso da Corte do Carnaval do Rio de Janeiro passou por uma profunda reformulação. Entre as alterações, a competição foi antecipada de dezembro para agosto e um novo modelo de disputa implementado. Nele, cada escola de samba e bloco carnavalesco pode indicar uma representante. Ao todo, mais de 100 mulheres se inscreveram e passaram por diversas etapas até que apenas dez sobraram na grande final. Ao comentar essas mudanças, Mari Mola elogiou a maior representatividade do novo formato e explicou a decisão de não participar.

“Foi mudada a regra também, eu poderia vir de novo lutar pela minha pela coroa, mas eu não achei necessário. A partir do momento que o concurso mudou o formato, isso aqui virou um palco pertencente a todas as meninas que acreditavam, mas que achavam impossível. Acreditavam lá dentro das suas casas, dos seus corações, que poderiam ser sim Rainha do Carnaval. Fiquei muito feliz e entendi que não precisava vir. Acredito que todas as passistas são unidas, claro que dentro das suas vertentes, cada uma na sua diferença. Porém, dentro da sua essência, todas sabem o porquê de ser passista, o amor que elas carregam. Portanto, tenho certeza que qualquer que seja a menina que bote a coroa na cabeça vai carregar isso com o mesmo cuidado e dedicação que carreguei. Então, acho que o balanço que eu faço desse novo modelo, novo formato, é de felicidade, de ter meninas como eu, que vão tratar isso daqui com muito amor”, avaliou.

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Ainda na conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, Mari Mola fez uma análise geral das candidatas a Rainha do Carnaval de 2024. Ao ser questionada sobre qual conselho daria para a vencedora, a beldade não titubeou em dizer que o fundamental é ter felicidade naquilo que se está fazendo e representando.

“Tive a oportunidade de conversar com as candidatas e o conselho que dei foi para serem felizes, porque o mais importante é ter alegria dentro disso tudo. A gente aprende na marra, tem que ir para todas as escolas, tem toda a correria, mas o mais importante é ser feliz. Quando vai acabando, como é o meu caso agora, vai batendo uma tristeza, o coração fica apertado. Vou ter o carinho do público, mas dentro da minha escola de origem. No entanto, o carinho que você recebe estando na Corte, sendo a Rainha do Carnaval, é diferenciado. Por isso, desejo que a vencedora viva ao máximo e seja feliz a cada momento que tiver no cargo, porque a experiência, o sentimento, é algo diferente de quando a gente está dentro das escolas”, afirmou.

Atualmente, Mari Mola trabalha dando aulas de samba e viajando pelo mundo representando a folia carioca. Com o fim do reinado, a beldade voltará ainda a exercer o cargo de musa na Paraíso do Tuiuti. No entanto, se engana quem pensa que a jovem não tem planos mais ambiciosos para o futuro. Entre as metas estão a criação de um projeto para ajudar meninas da comunidade na preparação para concursos como o da Corte e chegar ao posto de rainha de bateria de uma agremiação.

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“Estou trabalhando muito, graças a Deus, graças a esse palco, a essa coroa e essa faixa. Fora do posto, pretendo trabalhar muito mais, não tiro da minha vida a possibilidade de um dia ser rainha de bateria, que é um dos meus grandes sonhos, mas até o presente momento eu volto a ser musa da Paraíso do Tuiuti. Mas, estou com meu leque aberto, agora com uma coroa e uma faixa no currículo, para no futuro, quem sabe, ser uma rainha de bateria ou fazer um trabalho bem interessante dentro das comunidades. A minha vontade é preparar meninas para pisarem nesse palco e se entenderem rainhas, independente da coroação. Então, eu acho que o meu futuro é incerto, porque sou muito intensa, hoje quero uma coisa e amanhã outra, mas algo que não muda nunca é o meu desejo de ver mais meninas de comunidade brilhando por aí e se aceitando como as rainhas que são”, pontuou.

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A grande final do concurso para Rainha do Carnaval de 2024 acontecerá nesta sexta-feira, dia 01º de setembro, na Cidade do Samba. Assim como nas outras etapas, o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada.