Faleceu nesta segunda-feira, Cláudio Cardoso, o popular ex diretor e mestre de bateria Claudinho Meião, vítima de um infarto fulminante. Responsável pela formação musical de inúmeros ritmistas cariocas, tendo atuado inclusive como professor na escolinha Tamborim Sensação, entre outras oficinas, era conhecido pela simpatia, sorriso escancarado e jeito boa praça. Não se incomodava de compartilhar seus conhecimentos rítmicos e fazia disso uma maneira de estreitar relações, difundindo toda sua bagagem musical por onde passou.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Atuou de forma proeminente como diretor de bateria de escolas como Unidos da Tijuca, Mangueira e Cubango. Também chegou a ser Mestre de Bateria de duas escolas de samba, sendo elas Acadêmicos da Abolição e Arranco do Engenho de Dentro.

O legado musical deixado por Cláudio Cardoso, assim como cada lição de ritmo, é simplesmente eterno. Felizes foram aqueles que tiveram o privilégio e a honra de poder absorver parte de sua inestimável musicalidade. Seu ouvido diferenciado tinha uma percepção sublime em relação aos timbres graves. Devido a isso era um dos mais renomados afinadores de surdo do carnaval carioca.

Todo seu talento musical e vocação pro ritmo tiveram reconhecimento ao longo dos anos, permitindo que o ex mestre atuasse como um dos julgadores do prêmio Troféu Bateria, distribuído por gente envolvida nas mais diversas agremiações, avaliando as baterias de forma detalhada naipe a naipe. Deixamos nossos sinceros sentimentos a toda sua família e amigos nesse momento de dor profunda, bem como estendemos nosso carinho a seu irmão de ritmo, que atuou fazendo dupla na regência de baterias, Henrique Bilucka.

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