O Império da Tijuca definiu quatro parcerias estarão na final do concurso que elegerá a trilha sonora que a verde e branca da Formiga desfilará no Carnaval 2024 na sexta-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí apresentando o enredo sobre a dançarina, compositora e cantora de ciranda brasileira, Lia de Itamaracá. A festa acontece na quadra da Unidos da Tijuca no dia 06 de setembro, véspera de feriado.
Compositores: Gulle, Marquinho Sorriso, Juca EGP e Fabio Bueno
SEDUÇÃO
CRAVAR OS DENTES SUGANDO O MEL
COM PRAZERES EM PADRE MIGUEL
CONQUISTANDO CADA CORAÇÃO
SOU EU, A FRUTA TROPICANA
SABOR TÃO BACANA
DÁ AGUA NA BOCA
DE SE LAMBUZAR
A MOCIDADE É CARNE DE CAJU
ESTRELA GUIA, DOCE MEL,
MEL DE URUÇU
SALIVAR, LAMBER OS BEIÇOS
É PERMITIDO, OLHO GRANDE NÃO
ME COLOCARAM NO BOLSO,
PRA SUGAR MINHA DOÇURA
SOU DAQUI, NÃO ABRO MÃO
EU SEI QUE MEU SABOR TE SEDUZIU
SOU A CASTANHA DESSA TERRA VARONIL
GIGANTE REI
SENTINELA DESSE POVO
RAIZ DESSE SOLO POTIGUAR
COLORINDO DE EMOÇÕES
A ARTE DE TARCILA DO AMARAL
SERPENTEANDO NA AQUARELA DE DEBRET
EM TODAS AS RECEITAS,
DOU PRAZER E EMOÇÃO
AGUARDENTEMENTE
NA ALMA DESSE CARNAVAL
O AROMA ESTÁ NO AR
NA BATIDA MAIS QUENTE
TROPICALIAMENTE,
SOU APAIXONADO
PEDE CAJU QUE DOU,
PÉ DE CAJU QUE DÁ
INDEPENDENTE
MINHA ESTRELA VAI BRILHAR
Compositores: Carlinhos Jacaré, Ronaldo Vieira, Rodrigo Barboza, M C Parelha, Tim Maia da Flon, Robertinho Carioca e Professor Ivair
Nossa estrela vai brilhar,
No nordeste do país
O que foi plantado lá,
Deu bom fruto e sua raiz,
Espalhada virou algo gigantesco,
Para muitos até sobrenatural.
Castanha era calendário pros índios
Os mesmos faziam guerra um pouco antes de Cabral
Amarelo ou vermelho, muitas vezes roseado
Genuíno brasileiro, de Pirangi pro mercado
Na história Luis Inácio, que plantou, deixou legado
Cabra da peste, esse sujeito é arretado!
O sábio Tamandaré, conheceu o Beabá da vida,
Guardou, semeou, cultivou.
Caju Rei floresceu, na avenida
As treze Naus despontou,
O portuga gostou, na hora.
Mas o Francês Ilustrou, Nassau legislou,
Tem muita gente importante nessa história!
O caju é brazuca, o rei é Dom João.
A Mocidade, vai morder seu coração!
Pele macia num desfile sensual
Pedro Caju se encantou…
Com o novo rei do carnaval!
Vai tomar caju, caju vai tomar?
Pede caju que dou… pé de caju que dá
Vai tomar caju, caju vai tomar?
Com a Mocidade todos vão se lambuzar
Nossa estrela vai brilhar!
Compositores: Franco Cava, Rute Labre, Eloi Ferreira, Flavinho Avellar, Victor do Chapéu, Arnaldo Rippel, Tony Negão, Breno Melo
NESSA TERRA AONDE O SOL PRINCIPIA!
CRAVO OS DENTES NO TEU CORPO SENSUAL
NO PÉ DA TROPICÁLIA A REBELDIA, COLHEU, POESIAS DE QUINTAL
SÃO LABIOS ROSADOS, BEIJANDO O SERRADO
TRAVOSO JEITO, CORAÇÃO DO LITORAL
NORDESTINADO A SER BRASILEIRO!
DELIRANTE SABOR TROPICAL!
O SÁBIO TAMANDARÉ, FEZ DO CAJU SEU XODÓ
NO RITUAL TREMEMBÉ, REGADO A MOCORORÓ
HISTÓRIAS DE GUERRA E DE PAZ, LAMBUZA O INVASOR
NESSE MAR DE LEVA E TRÁZ
Ô CAJUEIRO RAIZ QUE NO CHÃO DÁ UM NÓ!
Ô CAJUEIRO ME DIGA QUAL É O MAIOR!
NA MEDIDA DA VERDADE, SE É DOTADO EU NÃO SEI
PIRANGI LEVOU A FAMA MAS NO PIAUÍ É REI!
A SEMENTE DA CANÇÃO CAI, NO CHÃO E BEIJA A TELA!
TEU CABELO BLACK É VOZ, DA REFAVELA!
PEQUENO NOTÁVEL, MISTUROU
DEU A RECEITA,DO VENDEDOR NA PRAIA A BATIDA MAIS PERFEITA!
NO CÉU DA BOCA A CAJUINA ENLUARADA, SALPICA A ROUPA DA MORENA APAIXONADA!
SE DESATINA, NA RETINA VEJO ALÉM
SEU DESTINO N AVENIDA, É SER ESTRELA DA VINTÉM!!
TEM CAJU NO GALHO, SACODE QUE EU QUERO VER!
QUEM VAI QUERE QUEM VAI QUERER?
PÉ DE SAMBA MOCIDADE,PEDE SAMBA QUE EU DOU!
DOCE FRUTO DO PECADO, PURO SUMO DO AMOR!
Compositores: Igor Leal, Arlindinho Cruz, Igor Federal, Rodrigo Medeiros, Guto Listo, Bruno Serrinho, Cristiano Plácido e Gabriel Teixeira
Participação Especial: Marcelo D2, Inácio Rios, Marcio André Filho e Diogo Nogueira
Caminhando contra o vento
Com lenço e com documento
Eu apresento o fruto mais doce
Doce feito mel
Na tropicália de Padre Miguel, “Cajueirou”
Lambuzando os lábios
Pervertendo um sábio
Vi na covardia do escambo sutil
Levarem a suculenta Vera Cruz
Deixando o amargor Brazil
Sou tipo mancha densa, forte que não sai
Fruta madura que não cai longe do pé
Sou Mocidade
Fui um milagre de amor, a natureza chorou
Predestinada imponente identidade
Na sinuosidade dos caminhos
Qual Macunaíma, a que se destina?
Tarsila nas cores, pintando “A Feira”
Matiz brasileira nos fertilizou
A malemolência tropicana
Crendices, receitas que o tempo guardou
Da pinga a curimba até na quermesse
Nas gírias dos becos e pés de moleques
“Cajuinamente” a Estrela do Carnaval
Travoso, gostoso, entorpece num ato final
Desejo proibido eu quero teu sabor
Ô io io io
Sentir o corpo suado
E quem resiste ao pecado?
A Mocidade chegou
À sombra de um cajueiro
O poeta se fez delirar
Vem de lá uma linda melodia,
Muitas histórias pra contar
De tão saborosa essa fruta nos inspira
Sua carne macia excita
É de dá água na boca
De tão gostosa vou morder a sua polpa
Bate-bate de cajú ” Não Existe Mais Quente”
Essa batida é de
Cajuina envolvente
Refrescante como a brisa do mar
É de enlouquecer, com a doçura seduziu aos europeus Surrupiada,
levada pra além mar
A nobre mesa encantou
Mocororó embala a imaginação
Na “embolada” da disputa quanta emoção!
Pé de cajú que dá, pede cajú que dou .••.
Tem tropicália nesse samba la vou eu •.••
Pede cajú que dou … Pé de cajú que dá!
Com a Mocidade a razão de viver
Compositores: Jaci Campo Grande, Beto Corrêa, Rogerinho, Dr Marcelo e Beto Fera
Intérpretes: lto Melodia, Leozinho Nunes, Márcio Preza e Duda Coelho
Sou eu! O fruto carnal
A tez tropical de um corpo despido
Exalo libido e sensualidade
Geleia geral da brasilidade
E assim …
Num rito originário floresceu
Entre guerras o branco
Quis o doce encanto
Tramoia do europeu
Eita fuzuê, que vem do veleiro
Amargor que prova o indígena guerreiro
Brasil cruzou o mar, ninguém pôde prever
O cajueiro viu seu reino ascender
Meu país, província ou nação?
Gigante vocação por natureza
Condiz o pleito potiguar
O Parnaíba a questionar
Quem nega as suas belezas?
A Tropicália reluz a morena da pele macia
Incide à retina o brilho da estrela guia
E crescem nos quintais, talentos geniais
Tão fina inspiração
A Mocidade traz a receita da paixão
Pede cajú que eu dou, pé de cajú que dá
Na batida mais quente vou te devorar
É verde e branco o coração da gente
Um amor independente
Compositores: Jurandir, Jorge Carvalho, Jorge Alves Jecarlos Vianna, Dunga, Bitão, Jesus e Raimundo
FLORECEU NAS MÃOS DO SABIO O DESTINO
O POVO PORÃ ENCONTROU O FRUTO DA ALEGRIA
E ERGUEU O SEU REINADO
EM CHÃO POTIGUA
PEDE CAJU QUE DOU
PODE CAJU QUE DA
A MOCIDADE TRAZ CAJU PRA DEGUSTAR
NO RITUAL QUE TEM O VINHO QUE DA
O MOCORORO PRA ME EMBRIAGAR
O PESCADOR PLANTOU
E TOPO DO CAJU ECLODIU
O AROMA SE ESPALHOU
AFLORANDO AFERTILIDADE DO BRASIL
AFLORANDO O BRASIL
NATIVOS DE BORDUNHO EM PUNHO
EXPULSA O INVASOR
O FUZUE DO CAJU ACABA EM AMOR
D. JOÃO UM BANHO DE ESSENCIA TOMOU O O O…
DA MARAVILHA E A TROPICALHA DESNUDOU
COMO MODA O MUNDO A FORA
O BLACK POWER E COCAR
O MEU POVO INDEPENDENTE CAJUINAMENTE
ME LEVA A VITORIA ENCONTRAR
AMOR VERDADEIRO FIEL
NA BATIDA DO TAMBOR NO TOREM
ESTRELA GUIA DO MEU CORAÇÃO
SOU PADRE MIGUEL SOU VILA VINTEM