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Especial gravações 2024: Com clima festivo e uma pitada nordestina, Porto da Pedra grava samba para o carnaval 2024

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Doze anos depois a Porto da Pedra volta a gravar o samba-enredo para o disco oficial da Liesa. Foram dez desfiles no Grupo de Acesso esperando a vez de voltar à elite do carnaval carioca. Mas se engana quem pensa que o Tigre chega tenso ou pressionado para este momento. A agremiação vem curtindo cada etapa do processo e essa leveza foi possível perceber durante a gravação da faixa oficial para o carnaval 2024 na Cidade das Artes. Mestre Pablo, sempre característico em sua vestimenta, trouxe um pouco da pele do tigre para a gravação que também tem vídeo e chamou a atenção de quem estava presente no Complexo Cultura da Prefeitura. Já a bateria Ritmo Feroz mostrou estar bem afinada com a música escolhida no dia 26 de agosto para embalar o próximo desfile da Porto da Pedra . Trazendo alguns traços do Nordeste, os ritmistas gravaram com o uso de triângulo, instrumento típico de ritmos nordestinos, em uma bossa do samba.

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Foto: Rio Carnaval

De volta à comunidade Vermelha e Branca de São Gonçalo depois de 25 anos, Wantuir mostrou-se muito alegre e preparado não só para o trabalho na Cidade das Artes, mas também para as próximas etapas. O cantor inclusive brincou um pouco sobre o número de vezes que deu o grito de guerra neste processo desenvolvido no Complexo Cultural da prefeitura do Rio.

“O samba foi cantado do mesmo jeito que nós ensaiamos e do mesmo jeito que a obra ganhou o concurso. Tivemos a preocupação de não mudar muito o samba. O samba ganhou na quadra de um jeito, e tem que ser cantado desse jeito que o povo, a comunidade de São Gonçalo já aprendeu. Foi muito fácil. A parte técnica em relação a gravação deu tudo certo. Foi bastante confortável para todo mundo. Para mim foi um pouco menos porque tive que dar 15 gritos de guerra (risos). Cantar o samba 15 vezes é mole, mas o grito de guerra é mais difícil. Mas, tudo bem. Está maravilhoso. É importante a valorização da prata da casa, cavaquinho, violão, coral da escola. Isso é muito bom. Parabéns a Liga pela iniciativa”, parabenizou o intérprete.

Wantuir contou que já deu para sentir o carinho e a energia da comunidade nestes meses em que retornou à escola à qual tem tamanha identificação.

“Já tenho sentido essa energia da comunidade nos ensaios de quadra todas as quintas-feiras. Daqui a pouco começa o ensaio de rua. A gente já sente isso lá, o samba deu uma energia muito grande. É com certeza um dos melhores enredos deste carnaval 2024. Uma história bastante interessante e de muita importância e relevância para o nosso país. Estamos muito felizes por tudo que está acontecendo com a Porto da Pedra” , define Wantuir.

O enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, é de autoria do enredista Diego Araújo e do carnavalesco Mauro Quintaes. O tema tem como proposta celebrar o saber popular, além de narrar a história do almanaque, escrito na Espanha, que veio parar no Brasil depois de 200 anos, se tornando o livro mais lido pelo povo nordestino. Diretor musical da Porto da Pedra, Vinicius Chocolate apresentou à reportagem do site CARNAVALESCO como foi desenvolvido o arranjo para a faixa do Tigre e apontou o que o público pode esperar do samba.

“Tivemos um cuidado bem grande porque o samba tem uma melodia um pouco ‘forrozeada’, para a gente não perder a mão de samba, porque a gente precisa ir para a Avenida tocar samba, mas com uma pegadinha de nordeste, bem legal. O cuidado tem sido com isso e a gente quer a galera bem alegre, bem solta. Não nos preocupamos em colocar muito solo. A gente vai bem tranquilo para matar a saudade do Grupo Especial e mostrar que a comunidade de São Gonçalo é bem forte, bem alegre. A questão musical é isso, é vir bem leve. E em relação ao Wantuir, muita facilidade, até me espantou, que na semana seguinte do samba escolhido, reunimos para passar e ele já estava com o samba bem dominado. Acho que o trabalho está sendo bem feito”, acredita o músico.

Mestre Pablo quer levar eficiência na Série Ouro para o Especial

Gabaritando o quesito nos últimos dois carnavais na série Ouro, o desafio de Mestre Pablo agora é manter a excelência no Grupo Especial. O comandante da Ritmo Feroz explicitou mais detalhes sobre o processo de trabalho com os ritmistas e deixou no ar a expectativa para mais um ano chamando a atenção do mundo do samba com a sua vestimenta.

“A gente ensaiou bastante, já temos um samba escolhido desde agosto, o que permitiu essa extensa preparação. Temos ensaiado todas as quintas-feiras na quadra. E para a gravação fizemos um ensaio extra para ajustar detalhes, limpeza de bossas e estou gostando bastante do resultado. Acho que vai ‘dar’ super bom, a gente quer ganhar notas máximas, prêmios. No samba tem umas levadas de baião, xaxado, e na Avenida tem a minha fantasia que é uma surpresa, mas pode esperar algo mais, além da garra povo gonçalense”, definiu mestre Pablo.

Também presente na gravação da Porto da Pedra, a preparadora vocal Ionalda Belchior explicou que há um cuidado muito grande na escola com a voz, não só com o intérprete oficial Wantuir, mas com todo o restante do carro de som.

“É um trabalho de formiguinha, cuidando da voz o ano inteiro, mas eu tenho a sorte de ter um grupo super disciplinado. A gente trabalha toda a semana com exercícios, eu vou em todos os ensaios, acompanho o grupo em todas as apresentações, tanto que acompanhei a gravação também. Eles se prontificam em exercitar e isso facilita o meu trabalho porque a base deste carro de som é a mesma praticamente há quatro anos. Eu olho e eles já sabem o que tem que fazer, quando tem que trabalhar tal músculo, já sabem o exercício. É muito fácil trabalhar para este grupo”, definiu a profissional.

Concurso de samba-enredo curto foi estratégico para cronograma

Outro que acompanhou a gravação de perto foi o diretor geral de harmonia Amauri de Oliveira. O diretor contou ao site CARNAVALESCO que o fato da escola ter utilizado apenas duas datas para o concurso de samba-enredo em agosto foi estratégico para que o trabalho pudesse ser adiantado e a agremiação cumprisse com mais tranquilidade cada etapa do processo até o desfile em fevereiro de 2024.

“Fizemos dois ensaios. A gente já chegou com as bossas ensaiadas, tudo pronto, até para não perder tempo. A gente fez esses ensaios com todo o carro de som e com os 32 ritmistas que vieram tocar aqui na Cidade das Artes. A escola chegou pronta para a gravação. E, a gente fez um pedido ao presidente que a gente não estendesse muito a eliminatória porque a gente teve cinco sambas. Foi bom ter poucos sambas, a gente precisava de um só, e dos cinco, quatro eram muito bons. A gente pediu ao presidente que encurtasse ao máximo a disputa para a gente ter tempo hábil de trabalhar o samba com a comunidade. E isso foi feito. A gente fez a nossa final no dia 26 de agosto e desde então fazemos ensaio na quadra com uma resposta muito positiva da comunidade. E o nosso ensaio de rua acontece no mesmo lugar do ano passado, próximo a sede da prefeitura, no centro do município. Esperamos que a galera participe com a gente. As inscrições da comunidade já estão quase encerradas, foi um ponto muito positivo para nós”, festejou o diretor.

A obra para o carnaval 2024 foi composta pela parceria de Guga Martins, Passos Júnior, Gustavo Clarão, Lucas Macedo, Leandro Gaúcho, Clairton Fonseca, Richard Valença, Gigi da Estiva, Abílio Jr., Marquinho Paloma, Cristiano Teles e Ailson Picanço.O compositor Guga Martins foi acompanhar as gravações na Barra da Tijuca e frisou que a escola está pronta para fazer um grande carnaval e buscar a permanência no Grupo Especial, grupo que a Porto da Pedra fez parte por 11 desfiles seguidos no início do século XXI.

“O grande mote do samba é que a comunidade está feliz. O mais importante de um samba-enredo é servir a sua comunidade. Eu fico lisonjeado e feliz de estar servindo a minha comunidade. Ver a comunidade rindo com os versinhos que nós escrevemos é absurdamente incrível, enquanto torcedor, enquanto cria, é um sonho realizado. O sonho era ganhar samba, depois de ganhar o samba, o maior prêmio é esse samba servir a minha comunidade. Se a comunidade está feliz, o compositor está feliz. Nós viemos para ficar. A Porto da Pedra não vai fazer desfile só para permanecer no grupo. Podem esperar um grande carnaval”, prometeu o poeta.

A vermelha e branca de São Gonçalo irá abrir os desfiles no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro, sonhando em quebrar os estigmas e fazer história.

Em segundo ano de existência, Acadêmicos de Niterói grava faixa para álbum da Série Ouro com nova voz oficial

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A mais jovem agremiação da Série Ouro, criada antes do carnaval passado e ocupando a vaga que era do Acadêmicos do Sossego, a agremiação que leva o nome da principal cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro já conquistou uma posição bastante expressiva no desfile passado, um quinto lugar. Com recursos advindos do aporte financeiro da prefeitura de Niterói, a escola deve continuar sendo uma forte candidata e amadurecer a partir dos próximos anos para sonhar com voos mais altos. Após apostar em Danilo Cezar, vindo do Espírito Santo no carnaval como voz oficial da Azul e Branca, tendo passado por um período com o cantor Guto, a Acadêmicos de Niterói chega a gravação oficial do samba para a Liga RJ com Tuninho Júnior que recebe sua primeira oportunidade como intérprete principal na Marquês de Sapucaí. Recém chegado à comunidade niteroiense, o profissional falou à reportagem do CARNAVALESCO sobre como foi a recepção dos componentes.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“O primeiro ensaio para mim foi maravilhoso, a comunidade em peso participou e me deu as boas vindas na nossa quadra.Sentir o carinho das pessoas que estão ali para apoiar, defender e mostrar o amor ao seu pavilhão, é enriquecedor! A direção da escola tem confiança em mim, assim dando total autonomia para realizar um ótimo trabalho junto ao meu carro de som”, conta o intérprete.

Tuninho começou no carnaval em 2004 como intérprete oficial da escola mirim Aprendizes do Salgueiro. Em 2018 foi intérprete oficial do Acadêmicos do Salgueiro. Fez parte do carro de som da Vila Isabel e Império Serrano e foi voz oficial da Vizinha Faladeira e Unidos do Cabuçu. Atualmente também é intérprete oficial da Independentes de Olaria, da escola Andanças de Cigano, em Manaus, e integra o carro de som da Unidos da Tijuca.

Para o próximo desfile, a caçulinha da Série Ouro vai apostar no enredo “Catopês – Um céu de fitas”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins. O Catopês surgiu através das mãos dos negros de antigas fazendas na região do antigo Arraial das Formigas, nos dias atuais, a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Foram esses grupos de negros, que sedimentaram toda a estrutura da festa de cunho religioso voltado às liturgias católicas em menção e honra ao reinado de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e o Divino Espírito Santo. Sobre o desfile do próximo carnaval, o presidente Hugo Júnior em conversa com o site CARNAVALESCO em Marechal Hermes, no M&C Studio, comentou sobre o tema que a escola vai levar para a Sapucaí e aproveitou para elogiar o samba para o próximo desfile que recebia os últimos retoques durante a gravação.

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“Acabou um carnaval e já iniciamos o trabalho do outro, com muita felicidade estamos levando o enredo “Catopês – Um céu de fitas” . O samba veio com a mesma pegada que o enredo, é um enredo forte, é um samba aguerrido que vai mexer com todo mundo. É um samba que foi muito abraçado por todos que participaram do processo”, garante o mandatário.

O samba foi desenvolvido através do formato de encomenda pelos autores Júnior Fionda, Tem-tem Júnior, Júlio Pagé, Rod Torres, Marcelinho Santos, JB Oliveira, Marcus Lopes, Gilson Silva, Edu Casa Leme e Richard Valença. Sobre o resultado deste processo, o presidente Hugo Júnior afirmou estar bastante satisfeito com a obra finalizada e comparou com o trabalho realizado para o carnaval passado.

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“Nós decidimos por desenvolver o processo de um samba encomendado, a gente tem grandes nomes do mundo do carnaval, Tem-Tem Jr, Fionda. A gente montou um samba para chegar e rasgar a Avenida, já tendo grandes sambas na nossa gestão, ano passado também levamos um grande samba e está sendo uma rotina da Niterói levar sambas fortes, sambas para cima, para frente, para alegrar o folião e quem estiver lá curtindo o nosso desfile na Marquês de Sapucaí”, entende o dirigente.

“Sagrado tambor de fé/ É de enfrentar maré/ Brada seu vissungo Africano chão fecundo/ que o escravo ganhou o mundo para louvar seus ancestrais” são versos da cabeça do samba que trazem para o canto uma intenção de ataque, levado a obra para já desde o início ter caráter bastante para a frente. O intérprete Tuninho Júnior teve cerca de 10 dias para conhecer e trabalhar a obra com as suas características. Durante a gravação, o cantor já mostrou estar bastante familiarizado com o samba e elogiou a composição que vai entoar na Sapucaí.

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“O samba tem um caráter aguerrido! Eu vou entregar toda a minha dedicação e carinho, acredito no potencial desta obra e tenho certeza que vai crescer muito com comunidade até o ensaio técnico, para explodir e encantar no desfile na Sapucaí! Acredito muito em um trabalho incrível junto a bateria do Mestre Demetrius. E para este momento de colocar a voz na faixa oficial da Niterói para o álbum da Liga RJ, a minha preparação para gravar e para executar o samba envolveu fonoaudióloga e aulas de canto.Eu faço acompanhamento com a minha fonoaudióloga Dafinne Santiago”, explica o cantor.

Bossas já definidas para o desfile e promessa de um carnaval bem adiantado

Renovado à frente da bateria da Acadêmicos de Niterói, mestre Demétrius quer manter o gabarito das notas, já que o comandante da “Cadência de Niterói” conquistou no desfile passado três notas 10 e um 9,9, descartado na apuração. Com experiência de já ter comandado a bateria da Cubango e da Tradição, além de ter sido diretor de diversos mestres no Grupo Especial, Demetrius parte agora para o desafio dos 40 pontos e conta com os ritmistas da Azul e Branca para isso.

“Agradeço a oportunidade de estar à frente da “Cadência de Niterói” por mais um ano. Também deixo meu sentimento de gratidão a todos os ritmistas e diretores que fizeram parte do carnaval de 2023. Seguiremos trabalhando bastante em busca sempre do melhor. Podem aguardar mais um belo show em 2024”, promete o mestre.

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Sobre o trabalho desenvolvido para o desfile e especificamente para a gravação do álbum da Série Ouro, Demétrius revelou que já tem desenvolvido o que planeja levar para a Marquês de Sapucaí. Parte das bossas e convenções já vai poder ser observado na faixa da Acadêmicos de Niterói.

“A gente fez um ensaio para passar o samba, e preparamos até uma convenção na cabeça do samba. Estamos planejando vir com três paradinhas para levar para o desfile, mas para a gravação só vamos ter uma ou duas. Em relação ao ensaio, vamos trabalhar às quartas-feiras até irmos para os ensaios de rua na Amaral Peixoto, que é aos domingos. Nestes treinos na quadra, a gente faz um trabalho de divisão com cada naipe,depois junta a bateria para passar o samba e preparar para o carnaval 2024”, explica o comandante da Cadência de Niterói.

Com a gravação concluída, a escola vai focar no trabalho de ensaios de cantos até ir para a Avenida Amaral Peixoto. Outro foco de atenção é nos trabalhos de ateliê e barracão. Sobre esta parte, o presidente Hugo Júnior fez questão de tranquilizar o coração da comunidade niteroiense ao garantir que tudo está bastante adiantado.

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“A escola está se movimentando, estamos com os ateliês a mil por hora, no barracão já estamos confeccionando as alegorias. O carnaval já tem data e hora e nós não estamos deixando a desejar, esperem aí uma grata surpresa que vai ser o carnaval da Acadêmicos de Niterói. Vai ser mais um grande espetáculo da nossa escola”, promete o mandatário.

Com o enredo “Catopês – Um céu de fitas”, a Acadêmicos de Niterói será a sétima e penúltima escola a desfilar na primeira noite de apresentações das escolas da Série Ouro, que se iniciaram na sexta-feira de carnaval.

Zé Paulo: ‘Gravação reproduz realidade mais solta e a Mocidade tem o samba viralizado’

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Zé Paulo, intérprete da Mocidade, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO, após a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2024. Veja abaixo o papo exclusivo.

Beija-Flor promove encontro entre departamentos culturais

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No último sábado, a Beija-Flor de Nilópolis realizou um encontro entre os departamentos culturais das doze agremiações do Grupo Especial do Carnaval carioca. O evento, liderado pela porta-bandeira Selminha Sorriso, que também encabeça o setor cultural da agremiação nilopolitana, e por Luís Carlos Magalhães, diretor do departamento cultural da Liesa, teve como cenário a quadra da agremiação.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

“A motivação foi mesmo criar um intercâmbio. Para a roda girar, para falarmos cada um sobre um pouquinho das nossas funções e as culturas das nossas escolas. Se cada escola é um quilombo, cada uma tem a sua particularidade. E foi o que aconteceu”, disse Selminha.

Essa iniciativa, portanto, proporcionou aos profissionais responsáveis pelo acervo cultural das agremiações uma valiosa oportunidade de troca de experiências e histórias sobre suas funções, com o objetivo de fortalecer os laços e o compartilhamento de conhecimento entre as principais escolas de samba do Rio de Janeiro, enriquecendo ainda mais o cenário cultural do Carnaval carioca. Temas como gestão de acervo, fomento para a área e adequação do cenário para cada agremiação foram abordados.

“É importante que encontros como esses aconteçam, pelo menos bimestralmente. É crucial que todas se unam e lutem em união pela melhoria desse setor, não que aconteça um encontro e cada uma vá para o seu lado, mas sim, olhem no melhor para a área para todas. Que uma ajude a outra”, declarou Luís Carlos Magalhães.

Em evento da ‘Semana da Virada da Consciência’, Liga-SP anuncia Embaixador Cultural

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Na emocionante abertura da Semana da Virada da Consciência, foi anunciado o ilustre Dr. José Vicente como o novo Embaixador Cultural da Liga-SP. Essa nomeação representa um marco significativo na conexão entre a rica tradição das escolas de samba de São Paulo e o compromisso inabalável com a diversidade cultural.

Foto: Lucas Santos/Divulgação

Trajetória Inspiradora: De Marília ao Pós-Doutorado na FEA/USP

Nascido e criado no Morro do Querosene, um bairro modesto em Marília, no interior de São Paulo, José Vicente experimentou uma jornada de desafios e superações até se tornar uma figura de destaque na luta contra o racismo estrutural. Desde seus humildes começos, trabalhando como boia-fria, entregador, até diversas ocupações que moldaram sua resiliência, a vontade de educação sempre foi sua bússola.

José Vicente, após formar-se em direito, trilhou caminhos desafiadores como advogado e delegado, antes de redescobrir sua paixão pela educação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Lá, seu contato com militantes negros inspirou a concepção de projetos pioneiros, visando a inclusão do negro no cenário educacional. Em 2003, com coragem e dedicação, a Universidade Zumbi dos Palmares foi fundada, tornando-se uma das maiores iniciativas globais na batalha contra o racismo estrutural.

Atualmente, o Dr. José Vicente é um renomado pós-doutor pela FEA/USP e assume o cargo de Reitor na Universidade Zumbi dos Palmares. Sua atuação transcende os limites acadêmicos, participando ativamente em diversos espaços de debate e unificação no país. Como presidente do conselho da Iniciativa Empresarial pela Igualdade, membro do Conselho Ética CONAR, e integrante do Conselho Editorial da Folha de São Paulo, ele desempenha um papel crucial na promoção da igualdade e diversidade.

Além disso, sua presença na grande imprensa, como colunista em revistas de renome como ISTOÉ e Veja, e sua atuação como comentarista na TV Cultura, onde também apresenta o programa “Negros em Foco”, demonstram seu compromisso em levar a discussão sobre diversidade para o centro do palco.

A nomeação de José Vicente como Embaixador Cultural da Liga-SP é mais um capítulo brilhante em sua trajetória inspiradora. Sua dedicação incansável à educação, diversidade e igualdade continua a iluminar o caminho para um futuro mais inclusivo e justo para todos.

Panorama dos ensaios de rua do Especial para o Carnaval 2024

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O site CARNAVALESCO está acompanhando todos os ensaios de rua do Grupo Especial para o Carnaval 2024. Abaixo, você pode ver um balanço.

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Imperatriz: A Imperatriz Leopoldinense abriu de forma avassaladora, nesse domingo, a temporada de ensaios na Euclides Faria, em Ramos, na Zona Norte do Rio. A atual campeã da folia carioca fez valer uma máxima presente em um dos versos do refrão principal de seu samba e mostrou o povo gresilense cantando a plenos pulmões na rua. – Leia como foi o primeiro ensaio de rua.

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Viradouro: A atual vice-campeã do Grupo Especial já fez dois ensaios de rua. Eles acontecem aos domingos. No último, os componentes gritaram o samba conduzido com maestria pelo carro de som e embalado pela inspirada bateria do mestre Ciça. Leia como foram os ensaios (só clicar na data) – 8 de novembro e 12 de novembro.

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Vila Isabel: Na úlima semana, a Vila Isabel participou do “Encontro de Quilombos”, em Nilópolis. A agremiação foi a primeira do Grupo Especial a dar início a sua temporada de treinos e já está colhendo os resultados desse calendário antecipado de trabalho. Os ensaios de rua acontecem todas quartas. Leia como foram os ensaios (só clicar na data) – 18 de outubro e 8 de novembro.

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Beija-Flor: De volta com o projeto “Encontro de Quilombos”, a Beija-Flor abriu na noite do último sábado a temporada de ensaios de rua, recebendo a Vila Isabel. O encontro entre as duas azuis e brancas aconteceu na tradicional “pista de treinos de Nilópolis”, a Avenida Mirandela, na Baixada Fluminense. O próximo encontro será no dia 25 de novembro com a Grande Rio. Leia aqui como foi o primeiro “Encontro de Quilombos”.

Mangueira: só vai ensaiar na rua em dezembro.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Grande Rio: O Centro de Duque de Caxias virou uma Passarela do Samba. Com a força e o grito da comunidade caxiense, a Acadêmicos do Grande Rio realizou no último domingo o seu primeiro ensaio de rua. Os treinos vão ser todos os domingos. Leia como foi ensaio (só clicar na data) – 12 de novembro

Salgueiro: começa o ensaio de rua dia 23 de novembro.

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Paraíso do Tuiuti: A escola de São Cristóvão já fez três ensaios de rua. Eles acontecem sempre nas segundas. Até o momento, os destaques são a atuação do intérprete Pixulé, a bateria, de mestre Marcão, e o rendimento do samba-enredo. Leia como foram os ensaios (só clicar na data) – 30 de outubro, 6 de novembro, 13 de novembro.

Unidos da Tijuca: Começa dia 7 de dezembro.

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Portela: O décimo lugar no desfile de 2023, ano do centenário da Portela, parece ter mexido com o orgulho do portelense. No primeiro treino realizado ao ar livre na Estrada do Portela, a participação da comunidade nas alas e segmentos impressionou. Os treinos vão ser todos os domingos. Leia como foi ensaio (só clicar na data) – 12 de novembro

Mocidade: Começa dia 25 de novembro.

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Porto da Pedra: De volta ao Grupo Especial, o Tigre de Gonçalo já realizou dois ensaios de rua. Os treinos acontecem aos sábado. Destaques foram para o samba-enredo e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Leia como foram os ensaios (só clicar na data) – 4 de novembro e 11 de novembro.

Carregada de tempero, Ponte grava faixa oficial, de olho em salto no resultado, a partir da manutenção dos segmentos

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Desde 2019 no principal grupo de acesso do carnaval carioca, quando ainda era chamada Série A, a Unidos da Ponte teve como melhor colocação um décimo lugar, justamente no ano da volta, quando reeditou “Oferendas” de 1984. De lá para cá, a agremiação ainda teve um 12º, e dois 11º, já como Série Ouro. Buscando começar a vislumbrar as primeiras colocações, além de sofrer menos com o perigo de voltar às demais divisões do carnaval, que atualmente desfilam fora da Sapucaí, a Ponte tem procurado melhorar os processos para que em um futuro próximo possa colher melhores resultados. É o que garantiu Tião Pinheiro, atual presidente da Azul e Branca da Baixada Fluminense, em entrevista ao site CARNAVALESCO, durante as gravações do álbum da Liga Rj, em Marechal Hermes.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“A Ponte está vivendo um momento completamente diferente, nós estamos tentando resgatar essa escola de tal maneira que muito em breve ela se qualifique, se capacite para estar brigando pelas primeiras posições. Eu vou fazer em 2024 dez anos trabalhando na Ponte, ocupei a vice presidência durante boa parte deste período, é meu primeiro comando efetivo da escola, então a gente resolveu remodelar diretoria, dar continuidade ao que funcionava, resgatar alguns nomes que contribuíram muito em algum momento com a escola”, explica o novo mandatário.

Uma das medidas foi manter a dupla que deu certo no desfile de 2023: o intérprete Kleber Sorriso, uma aposta do carnaval de Vitória, e o mestre Branco Ribeiro, que vai para o terceiro desfile à frente do “Ritmo Meritiense”. Branco revelou que, passado dois desfiles comandando os ritmistas da agremiação de São João de Meriti, já consegue dar uma cara à bateria e sobre a gravação no M&C Studio, trouxe uma parte do que vai levar para a Sapucaí.

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“Neste terceiro ano acredito que a gente consegue de forma mais efetiva implementar a nossa identidade, consegue fazer o que a gente entende como a nossa cara, como a cara de São João de Meriti, dentro de todas as circunstâncias em que a escola se encontra. Iniciamos nossos ensaios de bateria no início de outubro, já passamos para os ritmistas as ideias que tínhamos desenvolvido em cima do samba, já havíamos desenvolvido muita coisa no período de disputa, então já nesse processo implementamos todas as nossas ideias, só ficamos aguardando mesmo esse período final para saber se haveria alguma alteração na obra ou alguma outra novidade. Evidentemente, para a faixa vamos trazer apenas uma parte do que planejamos, até para preservar a questão musical, não infringir tanto na obra para as pessoas poderem aprender de forma legal a letra. Mas com esses arranjos que colocamos já vamos apresentar um pouquinho do que a Ponte vai levar para a Sapucaí”, avalia o jovem mestre.

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A Unidos da Ponte levará para a Avenida o enredo “Tendendém – O axé do epô pupá”, que contará a saga do dendê desde a sua origem mítica em terras africanas, chegando no Brasil através da diáspora. O tema está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves. Adepto de impressionar o público, não só com a batida, mas com surpresas e, muitas vezes, com movimentações diferentes da bateria pela pista, mestre Branco Ribeiro pensou para o carnaval 2024 em focar mais no ritmo, na parte musical que o enredo oferece para o “Ritmo Meritiense”.

“Esse ano a gente deve abrir um pouco mão desses artifícios, até mesmo pela temática que o enredo oferece, muitas vezes nos dá o contexto cênico, e a gente não encontrou nenhum recurso que a gente pudesse fazer, porque a gente sempre faz algo quando o enredo abre essa possibilidade. Enredos abstratos abrem a possibilidade de ter algum tipo de interação neste sentido, esse enredo com a temática mais afro, a gente pensou em focar mais na questão musical do que estes movimentos, mas sempre tem uma surpresinha”, confessa o diretor de bateria.

Manutenção da aposta no talento que veio do Espírito Santo

“Epo pupá/ derrama no candeal, o axé do bambuzal, afefé de eruexim”, são os versos da cabeça do samba da Unidos da Ponte para o carnaval 2024, e quem ouvir, tanto na gravação do álbum da Liga RJ, quanto na Sapucaí, ou em ensaios, vai perceber uma forma bem singular no canto. Isso porque, neste trecho e no samba em geral, o intérprete Kleber Sorriso tem colocado toda a sua personalidade e a sua expressiva forma de cantar. Kleber foi uma aposta da agremiação para o carnaval passado, chegando às vésperas da gravação da faixa para o desfile de 2023, e agradando a diretoria pelo trabalho realizado. Vindo do carnaval de Vitória, o cantor tem dividido a atenção entre o trabalho no Espírito Santo e a Unidos da Ponte, mas compensando com muita dedicação, diálogo nesse bate e volta, Rio-Vitória.

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“Eu moro em Vitória (Espírito Santo), e esse processo é altamente delicado, porque ele não envolve só duas pessoas, eu, o presidente e o mestre, nós estamos tratando de um samba que vai para a comunidade toda, e a ideia não é ser somente da comunidade, que também já é bastante importante, a ideia é expandir a obra, que seja ouvido em todas as agremiações e reverbere no mundo do samba, recebendo elogios. A gente conversa muito, foca nos detalhes, mexe na obra, é tipo o dendê, é o tempero”, compara o profissional.

A obra desenvolvida para o Carnaval 2024 foi composta pelos poetas Júnior Fionda, Tem-Tem Jr, Carlos Kind, Léo Freire, Vitor Hugo, Léo Berê, Marcelinho Santos, Jefferson Oliveira, Alexandre Araújo e Valtinho Botafogo. Para Kleber Sorriso essa parte de gravação da faixa é muito gostosa e muito importante para colocar na obra tudo o que for pensado pela coletividade da agremiação.

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“Agora nós estamos nesta parte que é a execução do samba, fazendo as gravações em Marechal Hermes, trabalhando com a bateria que vai dar aquele molho, e nascer. É uma parte gostosa, a gente grava e depois todo mundo vai para a casa achando que podia fazer de novo, é uma coisa constante, vão surgindo ideias, e é uma obra que permite, é um samba com muito movimento, a gente quer o tempo todo mais coisas. É muita felicidade de estar participando mais um ano na Unidos da Ponte, ano passado eu tive esse prazer de cantar na Sapucaí, agora em 2024, com o enredo do dendê, agradeço o presidente Tião Pinheiro pelo convite e a confiança de poder participar, com o mestre Branco Ribeiro, e a nossa equipe musical, nós estamos montando tudo para fazer um grande espetáculo. A última escola da sexta-feira, podem esperar que será um grande desfile”, promete o cantor.

Ponte busca novos processos e cuidado mais rigoroso com componentes

Como apresentado logo no início da matéria, a Unidos da Ponte tem buscado melhorar os seus processos para tentar conseguir colocações mais acima na disputa do carnaval e a partir daí no futuro poder sonhar com um acesso. Agora como presidente da escola, Tião Pinheiro tem afirmado que a agremiação está dando qualidades às etapas e a estrutura da Ponte, através de parcerias.

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“Tem uma Ponte diferente. Nós fizemos um trabalho de protótipos das fantasias, que estão sendo confeccionadas, foi um trabalho muito árduo, a escola não fazia protótipos. Sabemos o que vai ser produzido, dimensionamos tecido, temos poucas perdas e estamos levando a gestão da Ponte como a administração, com a condução do processo e pensamento de uma empresa multinacional, com indicador de performance, com objetivos e metas, para tudo funcionar. Fizemos até um processo seletivo de ateliês na hora da escolha. Hoje temos um barracão padrão em razão de uma parceria que fizemos com a União de Maricá, uma escola que hoje já chega com recursos, até por onde está localizada. A Maricá precisava de um espaço porque subiu, e a gente fez uma concessão de utilização do espaço físico, com o nosso ambiente de barracão na contrapartida de uma reforma completa. Claro que nós fizemos o esforço do nosso bolso, mas a Maricá nos ajudou no sentido de reformas. Isso é mais do que natural. É um espaço moderno. Isso tudo cuidado nos fez pensar que a gente realmente está conduzindo as coisas por um caminho legal”, acredita o presidente.

Tião também revelou que a agremiação tem procurado cuidar de seus componentes oferecendo acompanhamento de saúde, principalmente para ter foliões mais preparados para o desafio que é passar pela Sapucaí com as fantasias, além de dar dignidade à comunidade que reside ao redor da escola.

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“Temos uma questão social muito importante que é a visão humanística da escola. São João de Meriti é um município muito desassistido, poder público muito ausente, é o lugar onde mais mora gente por metro quadrado, e portanto, as pessoas padecem muito de tudo. Na Ponte, eu criei um departamento de saúde, e estamos começando um trabalho, sobretudo, com baianas e velha guarda, outros segmentos com mais de 60 anos, para passar por infecto e endócrino, cárdio, dermato, para uma inspeção clínica simples, mas para saber como estão de saúde estas pessoas que muitas vezes carregam uma fantasia pesada. E vamos ajudar nesse acompanhamento”, promete o dirigente.

Com essas mudanças e iniciativas desenvolvidas ou prometidas para essa gestão, mestre Branco Ribeiro, que já possui uma história interessante na agremiação, que advém do cargo de diretor de bateria, mostra confiança para que a Ponte possa buscar objetivos maiores.

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“Nestes meus oito anos de Ponte, eu posso dizer que eu vejo uma organização fora do comum da escola, acredito que o carnaval da Ponte, desde quando a Unidos da Ponte iniciou, com todo o respeito a história da escola, desde quando ela pisou a Marquês de Sapucaí, esse vai ser o maior carnaval da escola. Então, o pessoal que curte a Ponte, que tem um carinho pela agremiação, independente de toda a circunstância, pode esperar um grande carnaval da Unidos da Ponte, e se Deus permitir mais um grande desfile do Ritmo Meritiense”, espera o comandante do “Ritmo Meritiense”.

Em 2024, a Unidos da Ponte será a oitava escola a desfilar pela Série Ouro da folia carioca no dia 9 de fevereiro, sexta-feira de carnaval.

Emerson Dias: ‘O samba do Salgueiro para 2024 explodiu fora da bolha do carnaval’

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Emerson Dias, intérprete do Salgueiro, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO, após a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2024. Veja abaixo o papo exclusivo.

Lançamento do Carnaval 2024 dos ‘Doentes da Sapucaí’ terá concurso de Samba em SP

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O que você vai fazer no final de tarde/noite do um feriado no meio da semana? Que tal um sambinha? Os “Doentes da Sapucaí” irão realizar o lançamento do Carnaval 2024 nesta quarta-feira, 15 de novembro, com muito samba, alegria e a final do seu Concurso de Samba 2024.

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Foto: Divulgação

Além de muito samba de roda, o público irá curtir aqueles sambas-enredo clássicos deliciosos e participará ativamente da escolha do samba que os Doentes da Sapucaí levarão para a rua em 2024.

Este ano, a disputa conta com quatro sambas, todos eles cheios de homenagens à quarentona do ano: a Marquês da Sapucaí, que completa 4º anos em 2024.

As composições de Guilherme Cimimo (samba 03), Negão/Bertola/Wlad (samba 04) e Adriano Polesi/Alessandra Magalhães Polesi/Zeca Magalhães (samba 09) vem para brigar com força pelo 1º lugar este ano.

A parceria de Alexandre Araújo (samba 07), compositor vencedor de diversos concursos de samba, buscará o bicampeonato, uma vez que em 2023 os Doentes levaram para a avenida um samba de sua autoria.

O evento acontecerá no próximo dia 15 de novembro no PraTiFaria Bar (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2627 – em frente ao Clube Pinheiros, SP), a partir das 16h. Os ingressos já estão à venda via Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/doentes-do-sapucai-15-de-novembro-quarta-feira-pra-ti-faria-bar/2200061

O evento também será transmitido ao vivo pelo Instagram dos Doentes da Sapucaí (@doentes_da_sapucai)

Programação do Evento:
• 16h: Abertura da casa (samba ambiente)
• 18h: Roda de samba enredo (clássicos)
• 20h: Concurso para a escolha do samba Doentes 2024
• 22h: Roda de samba
• 23h: Término

Sem a presença de Pixulé, bateria comanda ensaio da Paraíso do Tuiuti e faz grande show

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O Paraíso do Tuiuti realizou, na noite da última segunda-feira, o terceiro ensaio de rua da temporada para 2024. A azul e amarela ocupou o Campo de São Cristóvão e fez o seu treino em aproximadamente uma hora e vinte minutos. A agremiação teve de driblar uma série de desfalques entre os seus principais segmentos, sendo o maior deles a ausência do intérprete oficial Pixulé. A falta do cantor, que teve problemas de agenda, impactou o rendimento do samba-enredo e a performance da harmonia, que foi marcada por um canto pouco empolgante da comunidade. Em meio a esse cenário adverso, a bateria “Super Som” acabou se destacando de forma positiva e proporcionou mais uma apresentação de altíssimo nível, sendo responsável pelos momentos de maior êxtase durante a passagem da escola. O diretor de Carnaval do Tuiuti, André Gonçalves, conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO e comentou os efeitos gerados pelo não comparecimento do comandante do microfone principal, fazendo questão de enaltecer o time de apoio, em especial o intérprete Hudson Luiz.

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Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“O cantor oficial da escola faz a diferença, a ausência dele não deixa de ter um certo impacto. Porém, tivemos um número um pouco reduzido de componentes também. A verdade é que a gente tem que trabalhar mais e mais. Pode acontecer uma falha? Pode acontecer. É normal até ocorrer erros, mas a gente tem que consertar o quanto antes, não podemos deixar o problema se esticar, prolongar. Hoje, tivemos o Hudson Luiz que assumiu o microfone no lugar do Pixulé nesse ensaio. Ele é cantor oficial em São Paulo, já comandou carro de som aqui no Rio de Janeiro no Salgueiro, teve passagens também pela Mangueira e por outras grandes escolas. Ou seja, é um profissional mais do que capacitado para estar à frente de um microfone como primeiro. Então a gente escolheu ele, escolheu certo, mas é aquele lance, não é que assumiu o primeiro, todos são um time. Aqui na Paraíso do Tuiuti é assim. Eu não sou sozinho, a direção de harmonia não é sozinha, a comissão de frente não é sozinha, todo mundo é um time. A gente acha que todos nós estamos capacitados a quando não tiver um, o outro assumir e assumir fazendo algo bem feito”, ponderou o diretor.

No ano que vem, a Paraíso do Tuiuti será a quinta agremiação a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. Na ocasião, a escola do bairro de São Cristóvão apresentará o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, uma homenagem ao marinheiro João Cândido, que atuou na liderança da Revolta da Chibata. O desenvolvimento do tema é do carnavalesco Jack Vasconcelos, que está de volta a azul e amarela para sua terceira passagem por lá.

Comissão de frente

Os coreógrafos Cláudia Mota e Edifranc Alves trouxeram novamente uma apresentação especialmente elaborada para os ensaios de rua no Campo de São Cristóvão. A performance foi a mesma das últimas duas semanas, marcada por uma teatralização em cima da letra do samba e passos bem definidos. O ponto alto, mais uma vez, ocorreu quando uma das integrantes foi erguida para o alto e, durante os versos “Glória aos humildes pescadores/Yemanjá com suas flores/E o cais da luta ancestral”, simulava todo um gestual representando a orixá, para em seguida se jogar de costas e ser amparada por outros componentes. A novidade deste terceiro treino a céu aberto ficou por conta da coreografia ter sido executada por um outro grupo de membros da comissão, também formado por 11 pessoas, sendo três mulheres e oito homens.

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“Hoje a gente ensaiou com um grupo novo, que é o segundo grupo da comissão, e assim demos um descanso para os outros integrantes. Como a gente teve a vantagem de ter o samba mais cedo, já montamos essa estrutura que não tem nada haver com o que a gente vai levar para Avenida. É até importante deixar isso bem claro, não estamos fazendo nada da coreografia oficial no ensaio, os grupos estão misturados, então a gente vem mesmo para ter esse contato com a comunidade. Para nós da comissão, os ensaios de rua são uma oportunidade da gente já se acostumar com o som da bateria, o ritmo do samba, o andamento adotado pela escola. Além disso, é algo que ajuda no condicionamento físico, até porque aqui a gente tem um percurso mais longo. E para os integrantes é ótimo. A gente vê o lado bom de ter um ensaio segunda-feira, porque a gente se organiza durante a semana pra ter os outros ensaios. Então, a gente deixa a segunda-feira para trabalhar dentro do barracão e a noite está com um grupo aqui. Não deixa de ser um ensaio”, relatou Cláudia Mota.

Samba-enredo

Um dos quesitos que mais “sentiu” a ausência do intérprete Pixulé foi o samba-enredo. A obra composta por Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia teve um desempenho abaixo no comparativo aos dois primeiros ensaios de rua e por pouco não arrastou. O time de cantores da agremiação, conduzido por Hudson Luiz neste treino, ainda tentou manter o bom rendimento apresentado nas semanas anteriores, porém não conseguiu impedir que a obra sofresse com uma queda perceptível de performance ao longo de pouco mais de uma hora e vinte minutos de ensaio. Os dois refrões ainda funcionaram muito bem durante toda a passagem da escola, porém as demais partes foram pouco cantadas ou entoadas com menos vigor. As caídas mais bruscas aconteceram especialmente na segunda estrofe do samba, em que era possível observar diversos componentes parando de cantar logo assim que acabava o refrão do meio. O canto só voltava a crescer próximo à subida para o refrão principal.

Harmonia

Após despontar com um dos pontos altos da Paraíso do Tuiuti nesse começo de temporada na rua, a harmonia acabou sendo o quesito com mais problemas neste terceiro ensaio. A comunidade, que anteriormente tinha mostrado estar com o samba na ponta da língua, apresentou um canto mais comedido, que só explodia nos refrões. Outros trechos como a subida para o refrão principal, “Salve o Almirante Negro/Que faz de um samba enredo/Imortal!”, e o falso refrão que antecedia o do meio, “Ôôô A Casa Grande não sustenta temporais/Ôôô Veio dos Pampas pra salvar Minas Gerais”, até foram bem entoados, mas com menos força. Em relação às alas em si, o destaque positivo ficou por conta do canto mais aguerrido das baianas e das passistas. Já alas como a que vinha atrás do terceiro casal e a que antecedia a bateria chamaram a atenção negativamente pelo canto mais fraco, apesar dos esforços dos diretores de harmonia que as acompanhavam e que tentaram incentivar os componentes a soltar mais a voz.

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Ao ser questionado sobre esse menor rendimento no canto da comunidade de um ensaio para o outro, o diretor de Carnaval da Paraíso do Tuiuti, André Gonçalves, fez questão de negar que tenha ocorrido uma queda e justificou: “Não teve caída de canto. O que aconteceu é que existem alguns concertos e algumas colocações de notas que a gente tem que botar para a comunidade. Como já disse em outras oportunidades, temos que trabalhar muito em cima do samba ao longo dos ensaios. É um samba fácil, de letra acessível, só que a comunidade tem que estar com a gente acertando em notas. Parece que foi aquela coisa que não teve o desenvolvimento em algumas alas, mas não. Tem algumas alas que realmente dão uma parada de cantar para gente poder acertar isso aí, mas vamos acertar”. “Temos um chão muito forte, uma comunidade grande e participativa. E assim como todo mundo, a gente depende hoje de muito ensaio para conseguir atingir uma excelência no trabalho. Estamos em uma reta final, esse ano temos poucas datas na rua, o Carnaval é no início de fevereiro, então vai ser uma coisa muito rápida e a gente tem que trabalhar mais”, completou André.

Evolução

O rendimento mais fraco do samba-enredo, com a comunidade cantando com menos força, impactou de certa forma a evolução da agremiação. Apesar de desfilarem soltos, sem amarras ou fileiras rígidas, alguns componentes passaram com desânimo, sem cantar e nem sambar. A temperatura acima do normal, registrada na noite de segunda-feira no Rio de Janeiro, também contribuiu para esse cenário, sendo possível observar desfilantes reclamando do calor e sentindo mal-estar. Mesmo assim, como ponto positivo, não houve a abertura de clarões e nem embolamentos. O ritmo da escola foi um pouco mais lento, porém as paradas ficaram restritas aos momentos de apresentação dos segmentos nas cabines simuladas de jurados.

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Bateria

Em um ensaio marcado por problemas de canto e um carro de som desfalcado, a bateria “Super Som” se sobressaiu positivamente e promoveu um verdadeiro espetáculo. Os ritmistas, liderados pelo mestre Marcão, executaram diversas bossas e exploraram diferentes desenhos em cima da melodia do samba, que enriqueceram a apresentação e animaram o público que compareceu ao Campo de São Cristóvão. Um dos momentos de maior destaque foi a sequência realizada no refrão principal, na qual a batida de um coração era reproduzida no primeiro verso, seguida do toque que simulava uma marcha militar durante o trecho da letra “O dragão de João e Aldir”. Quanto ao andamento, a mesma pegada adotada nas semanas anteriores foi mantida, prezando assim por um ritmo mais cadenciado, sem correrias.

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Outros destaques

A rainha Mayara Lima segue sendo uma atração à parte nos ensaios de rua da azul e amarela do bairro de São Cristóvão. A beldade, que veio com um conjunto nas cores da escola e que tinha o brasão estampado no peito, mais uma vez esbanjou simpatia, além de muito samba no pé. Extremamente participativa, ela buscou em vários momentos interagir com os ritmistas da “Super Som”, assim como atender os apelos e retribuir o carinho do público que assistia a apresentação da agremiação. Em um dado momento, a majestade ainda fez questão de ir para o meio da ala que desfilava à frente da bateria para incentivar o canto mais forte dos componentes.

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“Ser rainha de bateria é um cargo que eu sempre sonhei, não é novidade para ninguém, e o Tuiuti é uma escola que sempre me deu oportunidade. Hoje eu estou aqui como rainha de bateria e acho que nada mais justo do que essa minha entrega diante de uma escola que sempre me devolveu o reconhecimento, através do meu amor pelo samba. Então, o que eu faço aqui é isso. É uma coisa que eu sempre falo também, mas é bom repetir e frisar: tudo que faço é por amor. Amo o samba, amo transmitir as minhas emoções através dele e amo transmitir a energia para a minha comunidade. Eu sei que é cansativo essa maratona que a gente faz, então eu acho que a melhor energia é a positiva. É isso que eu troco com a minha comunidade, com meus ritmistas. E quanto ao ensaio de rua em si, é algo maravilhoso. É bom para treinar o canto, obviamente, mas a gente ganha aquela resistência, que aí quando passamos na Sapucaí é tanta emoção que nem sentimos. Então, acho que eles são importantes para isso: ajudar no canto da escola, na energia da comunidade e no meu caso em específico na minha evolução como rainha de bateria”, afirmou Mayara Lima em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, logo após a conclusão do treino.

Além da beldade, outro ponto alto deste terceiro ensaio de rua da Paraíso do Tuiuti foi a passagem do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, Leonardo Thomé e Rebeca Tito. Por conta das ausências de Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, coube à dupla a missão de vir conduzindo o pavilhão da escola logo na abertura, atrás da comissão de frente. Os dois deram conta do recado e apresentaram um bailado mais tradicional. Com um gestual elegante, eles tiveram movimentos precisos e mostraram ter bastante sincronia um com o outro.