Preparando-se para o Carnaval 2024, o Império Serrano divulgou a sua primeira fantasia. Intitulada como “Sàngó: o quarto Alafin de Oyó. Deus da Justiça”, a indumentária formará a nona ala do enredo “Ilú-ọba Ọ̀yọ́: a gira dos ancestrais”, de autoria do carnavalesco Alex de Souza. No próximo ano, o Reizinho de Madureira vai buscar o título da Série Ouro e o retorno ao Grupo Especial.
Fotos: Léo Queiroz/Divulgação
Como já revelado pelo próximo Alex, o Império Serrano versão 2024 irá abusar das cores fortes e será bem diferente dos desfiles apresentados recentemente. A fantasia traz elementos do orixá: a cor vermelha é a representação da energia e da vida, apresentando também o indispensável o seu machado duplo, o Oxé, e a coroa do rei de Oyó, que é signo de sua realeza.
A fantasia de Xangô é uma das duas alas comerciais que o Império Serrano vai apresentar no próximo desfile. Os interessados devem entrar em contatos com os seguintes representantes:
Em 2024, o Reizinho de Madureira levará para a Sapucaí um grande xirê em louvação aos orixás. O Império Serrano será a oitava escola a desfilar no sábado, dia 10 de fevereiro, encerrando a Série Ouro.
Compositores: André de Souza, John Bahiense, Ricardo Castanheira, Leandro Pereira, Leandro Augusto, Júlio Assis, Flávio Stutzel e Vagner Alegria
RELUZ NO ORÚN
ABENÇOADO POR OBATALÁ
PREDESTINADO E FORTE É DOUM
BRINCANDO AFASTA O MEDO
NO VIRA, DESVIRA A EMOÇÃO
LIVRA OS IRMÃOS DA EXCLUSÃO E DOR
AMOR QUE BROTA NO AYÊ, AYÊ
O CACHEADO É A COROA DA PRINCESA
TODA BELEZA E DOÇURA DE AMORA
SORRISO, MORADA DOS ANCESTRAIS
EVOCA OS ORIXÁS, AXÉ
BATE O TAMBOR, BATE TAMBOR PRO ERÊ
SACODE O CANJERÊ, É FESTA NO TERREIRO
TEM BRINCADEIRA, BOLO E GUARANÁ
NO TOQUE DO ADJÁ
É SAMBA MANDINGUEIRO
O DOCE ENCONTRO, MAGIA E PUREZA, SUBLIME UNIÃO
UM RAIO DE SOL, “MIL TONS” DE ESPERANÇA, A TRANSFORMAÇÃO
NASCE NO PEITO A CORAGEM QUE JÁ FOI SEMENTE
LUTANDO NAS RUAS DE UM JEITO INOCENTE
SÃO PÉROLAS NEGRAS, RETINTA RAIZ
CRIA DE UM QUILOMBO TEM A FORÇA DO GUERREIRO
PUNHO CERRADO CONTRA TODO PRECONCEITO
BAOBÁ, TEU LEGADO É IMORTAL
E DA SABEDORIA DAS CIRANDAS
UM BRADO ECOOU
ÔÔÔ
IGUALDADE
A ILHA É VOZ DO POVO PRETO
NUM CANTO POR JUSTIÇA E RESPEITO
O intérprete Neguinho da Beija-Flor quebrou o silêncio e falou com exclusividade ao site CARNAVALESCO sobre o caso envolvendo a cantora Ludmilla. Após a artista participar do desfile de 2023 da azul e branca de Nilópolis, ela não irá integrar o carro de som da agremiação no próximo ano. De acordo com a nota oficial divulgada pela escola, a decisão teria sido tomada por ambas as partes e a razão seria os compromissos profissionais da cantora que comprometeriam a participação dela na preparação para o carnaval. Ao comentar sobre o assunto, Neguinho confirmou que a agenda de trabalho teria sido o motivo e negou a existência de qualquer briga.
Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
“Evitei me pronunciar antes, porque não ia adiantar, ficaria em um bate-boca. Deixei esfriar para agora falar através do CARNAVALESCO para que ficasse tudo esclarecido. O que aconteceu é que a conversa foi a mesma que eu tive quando convidei a própria Ludmilla, além da cantora Karina, e ela não pode aceitar devido aos compromissos profissionais. Esse primeiro convite foi no ano retrasado. Na época, veio a Karina e a Jéssica. Eu queria vim com três cantoras, no caso seria a Ludmila, a Karina que veio no carro de som e a Jéssica que já é da escola. Em 2023, a Ludmilla pode estar com a gente, porque houve uma brecha na agenda dela e foi super legal a participação. Claro que não existiu briga entre eu e a Ludmilla. Repito, dessa vez, aconteceu a mesma coisa da primeira, que os compromissos são muitos e ela não pode deixar de cumpri-los. Volto a dizer que não houve briga e nem coisa nenhuma. Ela me avisou que em 2024 não daria por motivo de agenda e perfeitamente entendi, aceitei. Ludmilla continua sendo a minha rainha. Deus me livre de briga, jamais”, afirmou Neguinho.
Apesar disso, veículos de imprensa divulgaram outras versões sobre a não continuidade da parceria entre Neguinho da Beija-Flor e Ludmilla. Uma delas dizia que a artista teria sido cortada do carro de som da azul e branca depois de o intérprete oficial supostamente ter tido uma “crise de vaidade”. Na conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, o cantor e compositor nilopolitano rebateu essa versão, destacando o histórico envolvendo outras participações de nomes ilustres que entoaram sambas ao seu lado na Marquês de Sapucaí.
“Vaidoso não divide holofote, não divide brilho. Se eu realmente fosse vaidoso, não teria convidado lá atrás o grupo musical “As Gatas”, ainda no meu começo com a Beija-Flor, e nem teria convidado outros intérpretes como Bruno Ribas e meu irmão Nêgo, que hoje é uma das grandes vozes do carnaval. Além desses, se eu fosse vaidoso, não teria convidado em 1999 o Belo, no auge da carreira, a própria Ludmilla ou a cantora Karina. No meu entender, vaidade não divide foco. O cara quando é vaidoso, ele quer brilhar sozinho, não faz o que eu faço desde sempre na minha trajetória. Nunca vi um repórter dizer algo como neste caso, de que teve uma informação de que eu afastei por vaidade. Se isso fosse verdade, não traria todos esses convidados que sempre trouxe no carro de som ao longo da minha carreira”, declarou o intérprete.
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO
Neguinho da Beija-Flor também aproveitou para negar ter ficado magoado com Ludmilla por não ter sido citado por ela em uma entrevista para o programa “Conversa com Bial”, da Globo. Segundo o intérprete, ele somente não teria compreendido qual foi a razão da cantora não ter mencionado a escola e nem a participação dela no carro de som. No entanto, isso não teria relação com a decisão de ela ficar de fora do carnaval do ano que vem.
“Quanto ao programa do Pedro Bial que a Ludmilla participou, não fiquei aborrecido por ela não ter me citado. Eu reparei que ela não falou absolutamente nada da Beija-Flor, não sei se não teve tempo ou outra coisa. Realmente, fiz um comentário sobre ela não ter mencionado esse momento dela na Avenida com a escola, não comigo, e que não entendi. Acho que ninguém entendeu o porquê dela falando de samba não ter citado algo tão importante como a experiência de ter cantado em um desfile oficial da Beija-Flor. Não fiquei aborrecido com isso, só não entendi. O que saiu na imprensa foi que eu afastei a Ludmilla por ela não ter me citado no programa do Bial. Não tem nada haver. Para mim, ela me cita ou não é indiferente, eu não entendi a razão dela não ter comentado sobre momento dela na Avenida, com a escola de samba, no maior espetáculo audiovisual a céu aberto do planeta”, explicou Neguinho da Beija-Flor.
Na entrevista, o intérprete novamente assegurou que a ideia de ter Ludmilla no carro de som da Beija-Flor no Carnaval de 2023 partiu dele e não foi uma imposição da direção da escola. Ele ainda afirmou que depois da repercussão deste caso não pretende convidar mais artistas consagrados para integrar o time de cantores. Além de evitar novas polêmicas, a intenção de Neguinho é valorizar as pratas da casa e dar espaço para quem está começando agora.
“Nas reportagens que saíram disseram que a Beija-Flor afastou a Ludmilla do carro, que a decisão teria sido minha por vaidade… É o tal negócio, ninguém afastou a Ludmilla, não existe isso de que eu tirei ela. Primeiro, ela não é do carro de som da Beija-Flor, ela é minha convidada. Com muita honra, ela atendeu o meu pedido e veio me dando essa felicidade. Porém, ela nunca fez parte do carro de som. Segundo, que não afastei ninguém. Se eu afastasse o Gilson Bacana, o Nego Lindo, a Jéssica, os cantores que vêm comigo, aí sim poderiam dizer isso. Como é que eu vou afastar alguém que não era do carro? A Ludmilla me deu a felicidade e o prazer de aceitar o meu convite. Você não pode tirar nada de quem não tem. Ela era a minha convidada. Então, para evitar esse tipo de polêmica, não vou convidar mais ninguém, vou investir em quem está começando ou nos que já estão comigo há anos. Por exemplo, o garoto que veio de Campos, o Wendel, o Neguinho Júnior. Tem também o Nego Lindo, que gravou comigo um grande sucesso que está explodindo agora. Fiz questão de trazer ele cantando o ‘Ama Direito’, que já está aí no mundo inteiro, na boca do povo. Já gravei com a Jéssica também… Vou investir nessa galera para evitar esses tipos de comentários deturpantes”, pontuou o cantor.
Em 2024, a Beija-Flor de Nilópolis terá como enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo. Na ocasião, a Deusa da Passarela será a segunda agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. Esta será a primeira vez que a azul e branca desfilará nesta posição.
A primeira noite da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro terminou com uma mesa de bate-papo entre os escritores Ana Maria Gonçalves, Paulo Lins e Cidinha da Silva e os carnavalescos da Portela André Rodrigues e Antônio Gonzaga e mediada pelo pesquisador Alexandre dos Santos. A conversa intitulada “As muitas cores de Um defeito de cor”ocorreu na arena Palavra Chave, no Pavilhão Azul, e teve como mote compreender as influências do livro “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves, na arte, na literatura e na cultura brasileira. Em 2024, esta obra da autora será enredo da Portela.
Fotos: Matheus Vinícius/CARNAVALESCO
“O Um defeito de cor era um enredo que eu já tinha vontade de fazer e o André [Rodrigues] também. Eu não acredito muito em coincidência. Eu acho que tinha que ser agora, na Portela, nesse encontro. Tínhamos que fazer isso juntos. Eu vim com a ideia que foi a sugestão da minha mãe. É bonita essa simbologia de ter sido da minha mãe e é um enredo que fala dessa questão maternal. Quando eu sugeri ao André, ele falou que esse enredo guardado, que já tinha pesquisa, e tinha essa vontade. Foi um acordo nosso. E a Portela falou na hora que era isso que a escola precisava para fazer um grande carnaval”, relatou o carnavalesco Antônio Gonzaga.
André Rodrigues celebrou o encontro da literatura com o carnaval e completou a fala de sua dupla. “Não foi difícil desvendar o livro. Nós encontramos no livro, na Kehinde [a protagonista de Um defeito de cor] e na história dela algo que já existia dentro da nossa família, que é a trajetória dessas mães, dessas mulheres pretas. É contar a história do Brasil através da luta dessas mulheres. Não estamos inventando a roda da luta racial. Não é assim que funciona. Estamos na manutenção dessa luta, na manutenção dessas trajetórias e na manutenção dessas maneiras de contar história. Assim como Ana [Maria Gonçalves] vai estar no desfile da Portela, Paulo [Lins] e Cidinha [da Silva] também vão estar, porque nós estamos falando de pessoas falando sobre o seu lugar de observação da História. Quando escolhemos Um defeito de cor e traçamos o fio narrativo, escolhemos aquilo que mais toca na gente: o lugar de crianças pretas que observam a trajetória dessas mães. Não foi difícil porque nós conseguimos absorver o amor dessa mulher pelo seu filho e interpretamos o amor desse filho pela sua mãe de volta”, explicou André.
O livro ‘Um defeito de cor’, já em sua 34ª edição, apresenta a protagonista Kehinde, mulher africana que veio para o Brasil escravizada e que, ao longo da sua jornada, conquista a sua alforria. Nesse percurso de 900 páginas, a personagem inspirada em Luísa Mahin passa pelos muitos eventos históricos no Brasil do século XIX e reflete o protagonismo feminino negro no país.
“Falando especificamente do caso das mulheres negras, eu acho que a gente nunca entendeu a centralidade que elas ocuparam e ocupam da História desse país. No último Censo que saiu, deu que nós mulheres negras somos 28,7% da população, ou seja, somos o maior grupo étnico da população. Sempre tivemos uma história de pioneirismo que nunca foi contada. O primeiro romance publicado no Brasil foi de uma mulher negra, Maria Firmina de Reis, em 1859, com Úrsula. Maria Firmina foi a primeira e eu, em 2006, fui a oitava. Nesse período, só outras seis mulheres negras publicaram romances no Brasil e a gente tem história para contar. Em 1870, o primeiro habeas corpus brasileiro foi escrito por uma mulher negra, Esperança Garcia, de Aracaju. Nós carregamos esse país nas costas e puxamos qualquer processo de evolução de sociedade que esse país já teve até hoje. E esse crédito nunca foi dado. Se eu conseguir com Um defeito de cor que a gente preste atenção nesse pioneirismo, nesse empreendedorismo, nessa frente de batalha que sempre estivemos ensinando, trocando e sem nunca ter recebido um crédito a isso, eu já fico feliz”, destacou Ana Maria Gonçalves, a autora homenageada pela Bienal do Rio de 2023.
A escritora Cidinha da Silva, autora de “Um Exu em Nova York”, reverenciou a importância de Um defeito de cor na sua trajetória literária e na compreensão do Brasil.
“Para mim, como leitora, tem três grandes romances na literatura brasileira de 1970 para cá. São os três maiores romances da literatura brasileira. Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, Cidade de Deus, do querido Paulo Lins, e Um defeito de cor, da querida Ana Maria Gonçalves. Para mim essa é a trilogia do romance brasileiro, nesse noss período contemporâneo. Estar com a Ana e o Paulo juntos celebrando Um defeito de cor é muito especial porque eles são os maiores escritores que eu tenho no meu horizonte possível. São aquelas pessoas que se fala: ‘Quando eu crescer eu quero fazer algo próximo disso’. Para mim, Cidade de Deus e Um defeito de cor são livros de fundamento”, elogiou Cidinha.
Também na mesa de debate, Paulo Lins, o autor de Cidade de Deus, livro que foi adaptado para o filme homônimo de 2002, também refletiu sobre o potencial de Um defeito de cor. Principalmente, exaltou sua força enquanto arte.
“Você sente o que aquela personagem viveu, a dor daquela mulher, que pode ter sido ou não real. É ficção. Não é um livro de História. É um romance. É arte! Essa sensação de amor, de dor, de revolta, de perda. A Revolta dos Malês é contada [no livro] com uma visão toda feminina de uma mulher escrevendo uma personagem mulher. A estética do livro, como ela termina cada parágrafo. Você não para de ler. Como ela formatou esse livro, como ela escreveu esse livro, é uma coisa impressionante! Eu fico impressionado, eu sou fã mesmo”, exclamou o escritor.
Antes de terminar o debate na arena Palavra Chave, o carnavalesco André Rodrigues explicita mais a importância do enredo escolhido para 2024 para o portelense.
“O nosso trabalho como carnavalesco dentro da Portela tem sido esse. A gente pensa carnaval como estrutura de desfile e tudo mais, mas um diferencial nosso é que nós [André Rodrigues e Antônio Gonzaga] nos tratamos com irmão, como família. Como carnavalescos e ocupando esse espaço, a gente consegue levar para uma comunidade de Madureira, para uma comunidade que vem tentando se reencontrar há muito tempo, uma comunidade que precisa ser exaltada e que precisa entender os seus principalmente. O portelense precisa entender a sua história como importância. Vai além do resultado do desfile, vai como interpretação do poderio da Portela no território do Rio de Janeiro, na História do Brasil, do que são esses agentes carnavalescos, sambistas, do que são eles homens e mulheres que enfrentaram polícia, que tomaram paulada, e fizeram de tudo para que esses espaços pudessem resistir. Nós, enquanto carnavalescos, jogamos essas sementes para que eles sozinhos consigam se reinterpretar, se enxergar de outra maneira e fazer com que a escola de samba como instituição sejam a maior força de todas elas”, declarou o carnavalesco portelense.
Ao finalizar a mesa, Ana Maria Gonçalves fala sobre a importância do samba enquanto identidade cultural brasileira e faz sua projeção para o Carnaval 2024.
“Eu acredito que o samba é a inscrição do Brasil no mundo. Nós sabemos disso há muito tempo, por exemplo quando a gente ouviu ‘Oh coisinha tão bonitinha do pai’ acordar um robô que foi para Marte. As escolas do samba tem um papel muito importante de guardiã desse nosso patrimônio que é a coisa mais bonita que a gente tem. Estar na Portela ver esse enredo é muito gratificante. Eu queria terminar com um verbo que eu aprendi há pouco tempo: itanga, que quer dizer, ao mesmo tempo, escrever e dançar. É isso que a gente vai ver. Se o livro de algum nós lemos, nós vamos dançar palavras. É uma palavra que não existe na nossa cultura porque a gente não tinha feito. Eu acho que a partir desse momento nós podemos adotar esse verbo e escrever dançando com os nossos corpos na Avenida em 2024.”, discursou a homenageada.
Estreante no Grupo Especial de São Paulo, a Estrela do Terceiro Milênio foi bastante elogiada após o desfile que abriu o sábado de carnaval. Mas na apuração, a agremiação acabou sofrendo um duro baque do rebaixamento. A agremiação se recolheu um pouco, e o diretor de carnaval, Carlão, relatou como foi toda a reação após o resultado que surpreendeu o mundo do samba paulista.
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
“Não paramos de trabalhar, a escola vem em uma crescente ao longo do tempo e dos anos, aprendendo muito. Lógico que quando é rebaixado, é um baque, fizemos um grande trabalho, não era um trabalho de rebaixamento. Mas respeitamos o resultado, as escolas, estamos trabalhando de novo, duro, forte, um grupo complicado, difícil, mas a gente está vindo de novo o que sabemos fazer. Um bom carnaval, bonito, comunidade aguerrida de novo. Estamos trabalhando”.
Ainda sobre a volta ao Grupo de Acesso I, Carlão comentou em conversa com o site CARNAVALESCO, sobre como tem recebido a comoção do carnaval e mídias em relação ao rebaixamento da Milênio. Mostrou frieza e foco no próximo carnaval para buscarem o retorno ao Grupo Especial.
“Não temos que contestar resultado, temos que aceitar, estamos em um grande grupo também que é o Acesso I. Estamos trabalhando, lógico que a gente sabe o que nós fizemos, o que a gente vem fazendo no carnaval. Não é um desfile, são vários desfiles consecutivos, grandes carnavais, nosso presidente Silvão pediu de novo para fazermos um grande trabalho, sabemos que tem que respeitar todos. Grandes escolas estão no grupo, mas assim, a gente vem lutando de novo. Muito unido, escola forte tecnicamente, praticamente mantivemos o grupo, só ocorreu mudança do intérprete, entrou Darlan no lugar do Bruno Ribas. Mas assim, o resto do grupo todo mundo junto de novo, nós conhecemos, a minha exigência da vez maior para a nossa parte técnica e comunidade. Mas acho que a grande situação nisso tudo foi a comunidade se unir mais. Chegamos na quadra depois do resultado, estava todo mundo se abraçando, cantando o samba, então isso foi muito importante para a gente se motivar para continuar seguindo com grandes trabalhos. Tenho certeza que a escola vai apresentar um grande carnaval de novo”.
A entrevista aconteceu no dia do sorteio, a única saída na época era do Bruno Ribas para a chegada do Darlan. Pois meses depois, o casal Daniel e Edilaine acabou deixando a agremiação após quatro carnavais defendendo o pavilhão do Grajaú. O novo casal não foi anunciado até fechamento desta matéria. Com um enredo “Vovó Cici conta e o Grajaú canta: o mito da criação”, o diretor de carnaval da Milênio relatou como será toda a produção deste tema no próximo carnaval.
“É um grande enredo, a gente conheceu a Vovó Cici, ficamos todos emocionados, é um enredo que vai contar o mito da criação na linguagem Orubá, acho que é uma história muito legal de se contar. Enredo que queríamos fazer, pois entendemos que dá um grande samba, um grande carnaval. Estamos bem motivados, tivemos o primeiro aprendizado de conhecer a Vovó, ela é um espetáculo. A gente não imaginava a potência que ela tem, tanto espiritual como o carisma impressionante. Estamos bem emocionados de fazer esse enredo, sabemos da responsabilidade, até falei para o presidente no dia, aumentou nossa responsabilidade, pois a vovó chegou arrebentando na quadra, recebeu todo mundo bem. Parecia que nós estávamos visitando ela, e não ela visitando a gente, do jeito que foi feito. Então foi muito emocionante e temos uma grande responsabilidade de contar a história que ela conta, para o nosso povo, é um trabalho que vai ser muito gratificante. Murilo (carnavalesco) vem trabalhando bastante na questão de desenho e apresentação visual da escola. A bateria começou a trabalhar, o carro de som trabalhando.
Em relação a produção do samba-enredo em 2024, será diferente de 2023 que teve uma disputa, a Milênio trabalha na produção de um samba que será lançado em breve, inclusive teve gravação do clipe na quadra no domingo, dia 03/09. Antes disso, o diretor Carlão contou um pouco sobre como foi o desenvolvimento.
Na noite de segunda-feira, a Beija-Flor de Nilópolis apresentou os protótipos das fantasias para o Carnaval de 2024, desenvolvidas pelo carnavalesco João Vitor Araújo. Com o enredo “Um Delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, a Beija-Flor de Nilópolis prepara um desfile rico em cores e detalhes, com “fantasias cheias e luxuosas”, como antecipou o presidente Almir Reis.
Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação
“No Carnaval de 2024, a Beija-Flor vai investir em fantasias grandes, cheias e luxuosas, como era comum nos carnavais antigos. Eu fiz esse pedido para o João Victor e, como vocês podem ver, a missão foi cumprida. Estou muito contente com os resultados e, com certeza, a nossa comunidade também”, declarou o presidente.
O evento aconteceu no barracão da escola, na Cidade do Samba, e foi exclusivo para os chefes de ala e membros da diretoria, além de convidados especiais, como a carnavalesca Rosa Magalhães, que prestigiou o trabalho de João Vitor — com quem trabalhou no Paraíso do Tuiuti no Carnaval de 2023. Entre os presentes, estiveram também personalidades da escola, como o intérprete Neguinho da Beija-Flor e o premiado casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso.
Dentre os figurinos apresentados, destaca-se a fantasia “Velhos caciques e caboclos encantados”, que, segundo o carnavalesco, representa a ancestralidade Caeté-Wassu, presente em um folguedo que simula o embate entre as tribos dos primeiros habitantes de Maceió. “Ao redor da jurema sagrada, é o sangue dos velhos caciques e dos caboclos das matas que guia as realezas encantadas para a coroação do novo Rei do Carnaval”, explicou o artista.
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COMPOSITORES: Ian Ruas, José Carlos, Caio Miranda, Sonia Ruas Raxlen, David Carvalho e Gabriel Rangel
YA NOMAIMI! YA TEMI XOA!
Em Hutukara, arco é ligeiro
Um povo a sorrir, um povo a sonhar
Renasce no chão do meu Salgueiro
A noite é mágica
Reluzem espíritos na floresta
Chamado de Omama se manifesta
Em forma de canto sagrado, celestial
Xapiris na regência de um sonho
Que colore a esperança de justiça no mundo real.
Alvoreceu, tribo guerreira sob a luz do dia
Em palha e folhas corta a ventania
Corpos vermelhos vestem força e tradição
Mímicos da mata, perfumados pela selva,
Avançam com destreza e fé no coração
Aê aê, Carrega a caça,
Yanonami na aldeia a celebrar seus imortais.
Aê aê, sobe a fumaça,
A ganância incendeia de omissão seus ideais.
Terra demarcada à desproteção
Verde, adoentado, perde o seu véu.
Medo escancarado embaça a visão
De pequenos olhos deplorando ao léu
O céu é o destino de uma chuva acinzentada
Espelho de uma liberdade ameaçada
Sem compaixão e sem respeito ao seu igual
O amor só reconhece o que é comum a nossa história
Então cantemos a beleza da memória,
Brasil original!
É sabido que muitas mudanças estão acontecendo na forma em que as escolas serão julgadas no Carnaval 2024 de São Paulo. Reuniões estão ocorrendo frequentemente na sede da Liga-SP. De acordo com Sidnei Carrioulo, tudo vem caminhando bem, as agremiações estão em comum acordo e por enquanto tudo está sendo benéfico.
Foto: José Cordeiro/ SP Turis
“Não é no regulamento que nós temos problemas. O erro é no critério de julgamento. A gente já vem fazendo o trabalho logo após o carnaval com todos da área tratando o quesito com pessoas daquele setor e todos que estão envolvidos. Mas já pelo menos cinco quesitos estão certos. Na próxima semana a gente já parte para o sexto. É ouvir todo mundo, tentar entender a melhor forma para ser julgado. Estamos trabalhando muito porque não é fácil mudar uma coisa que já está há muito tempo, mas pela disposição de todo mundo eu acredito que vamos colher bons frutos”, disse.
Estrutura do Anhembi
Muitas coisas vão mudar no Anhembi, principalmente, após a concessão feita com a empresa GL. Porém, algo que está repercutindo positivamente é a questão da retirada das torres de julgamento, que de fato foi confirmada pelo presidente. Módulos serão colocados no lugar das estruturas e, com isso, o espetáculo promete ter um visual mais bonito e o jurado pode ter uma visão melhor e fechada. De acordo com Carrioulo, o módulo musical será o mais beneficiado, principalmente o quesito harmonia.
“Realmente as torres serão demolidas. A Liga entende que será uma melhora, porque ali fica muito ruim principalmente a parte sonora. Quem julga harmonia fica muito prejudicado, tanto é que a gente costuma fazer alguns tablados e situações de cabines para o jurado ouvir melhor. A ideia é tirar aquilo. Sem dizer o quanto de espaço a gente vai ganhar. Aquelas cabines atrapalham muito o pessoal que está assistindo da arquibancada. Se você olhar da arquibancada, naquela direção e ângulo, dá para notar que fica vazia. A gente vai ter quatro lugares de julgamentos. São quatro estruturas em que os quesitos vão ser julgados. A mudança eu acredito que vem como uma coisa nova”, declarou.
O mandatário contou que o lançamento dos sambas-enredo com os mini-desfiles ocorrerão novamente em 02 de dezembro, que é o Dia Nacional do Samba.
O jovem intérprete do Vai-Vai, Luiz Felipe, é cria da comunidade, participou de diversos ciclos da maior campeã do carnaval de São Paulo. Como intérprete oficial, assumiu junto a Washington em 2020, já em 2022 e 2023 virou a voz principal. Com o enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”, o Vai-Vai retorna para o Grupo Especial de São Paulo, onde conquistou quinze títulos, o título em 2015.
Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO
Buscando mais um título na sua história, o Vai-Vai retorna às raízes e vai ter disputa de samba aberta a sua comunidade, fato que não acontece desde 2020. Já que em 2022 foi tudo por live, e em 2023 acabou sendo uma reedição. O intérprete da agremiação explicou todo o processo para o site CARNAVALESCO.
“O samba-enredo terá eliminatórias, começa em setembro, e a final no primeiro domingo de outubro, não estou com as datas exatas, mas teremos eliminatórias de volta. Nossa última eliminatória foi em 2020, em 2022 foi uma eliminatória por live por conta da pandemia, e 2023 reeditamos, e agora faremos uma eliminatória com torcida, aberta, inclusive quem quiser fazer o samba-enredo, está liberado, eliminatórias abertas. Votei para ser aberta, temos mais qualidade. Não que não temos em casa, temos muitas, mas outras diferentes”.
Luiz Felipe foi ritmista da escola, intérprete da bateria mirim, da ala musical, até virar a voz oficial da agremiação da Bela Vista: “Como falamos lá, desde zero meses, nascido e criado no Vai-Vai, assim como 90% da escola. Passei pela ala das crianças, ala de compositores, bateria, ala musical e agora intérprete, um degrau de cada vez sem pisar em ninguém”.
Mas sobre compor sambas em sua escola, não será possível: “Não posso participar, intérprete não pode compor, cantar, participar de nada, infelizmente. Sou convidado, mas não posso, estarei em outras agremiações”.
Feliz com o enredo para o próximo ano, Luiz Felipe comentou: “Enredo sensacional, vou deixar um spoiler. Minha roupa vai ser sensacional também, tem a ver com o enredo, agora fica a dica, não posso falar mais”.
Com o Hip Hop, o Vai-Vai será a primeira escola do sábado de carnaval, dia 10 de fevereiro, marcado para às 22h30 no Sambódromo do Anhembi.