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Após Arlindo Cruz ser internado, Babi Cruz explica estado de saúde do sambista

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Arlindo Cruz foi internado nesta semana, em um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro, e a esposa Babi Cruz explicou o estado de saúde do sambistas.

“Nós tivemos que internar o Arlindo. O Arlindo é portador de uma doença autoimune. Isso torna ele mais frágil. O Arlindo é traqueostomizado, tem GTT, tem sete anos acamado. Nós chegamos com um quadro de bradicardia, que foi controlado a tempo graças a Deus e a força que ele tem, a resistência que o Arlindo tem. Tudo equilibrado novamente. Dentro das possibilidades dele, dentro do quadro que ele se encontra, ele está muito bem. Foi internado para cuidar e está tudo sob controle. Eu agradeço aí a força”, disse.

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Foto: Divulgação

Império da Tijuca divulga enredo para o Carnaval 2025

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O Império da Tijuca divulgou seu enredo para o desfile do ano que vem. A escola do Morro da Formiga lutará na Intendente Magalhães para voltar para Sapucaí com o enredo “Ebó, oferendas para os deuses”. O desfile será produzido pelo carnavalesco Junior Pernambucano. Veja abaixo a publicação da escola.

“O Ebó é uma oferenda sagrada feita aos orixás e entidades para expressar gratidão, devoção, proteção e busca por bênçãos. É um ato de fé que fortalece a conexão espiritual e aprofunda as raízes da crença.

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A prática do Ebó envolve diversos elementos simbólicos, como comidas, objetos e rituais específicos, que carregam significados profundos e transcendem o tempo, conectando os praticantes com a tradição e a espiritualidade ancestral.

Além disso, o Ebó é visto como fonte de cura, proteção e transformação, nutrindo o espírito e fortalecendo a fé daqueles que o realizam. É um ato de conexão com o sagrado, um portal que se abre para novas oportunidades e para a manifestação da força e vitalidade que residem em cada um de nós.

O Morro da Formiga, em união com sua comunidade, faz soar o batuque e prepara seu ebó de renovação e vitória!”

Acadêmicos da Rocinha anuncia enredo para o Carnaval 2025

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A Acadêmicos da Rocinha anunciou seu enredo para o Carnaval 2025. A escola levará para Intendente o enredo “Menor Espetáculo da Terra”, que será desenvolvido pelos carnavalescos Allan Barbosa e Ricardo Hessez. Veja abaixo a publicação da escola.

“O Menor Espetáculo da Terra” é o título do enredo da Acadêmicos da Rocinha para o próximo carnaval. A escola terá como carnavalescos Allan Barbosa e Ricardo Hessez que optaram por um enredo com o espírito jovem, colorido e irreverente, que é a marca dos carnavais da Princesinha da Zona Sul.

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‘A escola trará uma trupe de insetos que chega para encantar e despertar as recordações de infância em quem assistir ao pequeno espetáculo, que tem a Borboleta, símbolo da escola, como personagem principal’, assim os carnavalescos explicaram a proposta do enredo.

Em breve, a escola divulgará informações sobre a escolha de samba para o próximo carnaval”.

Clamando por Justiça, Tatuapé mantém tradição, lança enredo em feijoada para São Jorge e anuncia retorno da disputa de samba

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

Uma das grandes tradições do samba paulistano envolve uma data em especial: 23 de abril. Dia de São Jorge e de Ogum, é nesta efeméride que a Acadêmicos do Tatuapé, tradicionalmente, faz uma feijoada em homenagem ao Santo Guerreiro e, de quebra, lança o enredo para o carnaval seguinte. Nesta terça-feira, a Azul e Branco da Zona Leste renovou o hábito e lançou a público a temática para o ano de 2025. Desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos, a primeira palavra já define todo o desenvolvimento do desfile – que é complementada por uma célebre frase do ativista Martin Luther King. Dessa maneira, a agremiação apresentará o tema “Justiça – A Injustiça Num Lugar Qualquer é Uma Ameaça à Justiça em Todo Lugar”.

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Fotos: Site CARNAVALESCO

Vale destacar a grande presença de público no evento, que tinha fila dobrando a esquina das ruas Melo Peixoto e Antônio de Barros para entrada na quadra – e, sobretudo, para garantir um prato gratuito de feijoada e bebida. Também era possível comprar quitutes como acarajé e doces como brigadeiro e paçoca, além de bebidas.

Primeiros passos

Principal responsável pelo desenvolvimento do enredo, Wagner comenta como a proposta chegou até ele: “Foi uma proposta já criada pela diretoria. O presidente Erivelto Coelho foi a pessoa que escolheu o enredo. Eu realmente fiquei muito satisfeito porque é diferente, tem uma proposta visual maravilhosa e dá condição para o carnavalesco trabalhar. Estou muito feliz, me sinto agradecido e estou tendo a oportunidade de desenvolver esse enredo fantástico. Vou, inclusive, poder satirizar em alguns momentos, brincar um pouco com a história… isso vale muito para o meu currículo profissional. É uma grande oportunidade, agradeço muito à Tatuapé, ao Departamento Cultural que desenvolveu todo o trabalho de pesquisa – tenho eles como grandes parceiros, eles me ajudam em um dos momentos mais difíceis do carnaval – a final, quando é a hora de desenvolver a pasta que é entregue ao jurado… nessa hora, o carnavalesco não tem mais cabeça para desenvolver nada”, cita, destacando outra área bastante importante para uma agremiação.

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Erivelto Coelho, um dos presidentes da Tatuapé, aprofunda ainda mais o quanto a temática é um desejo antigo da agremiação: “Eu tinha comentado sobre esse enredo há uns cinco ou seis anos, ele estava na gaveta desde então. Como nós tínhamos outras opções e algumas cidades nos procuraram nesse tempo, deixamos de lado. Quando acabou o último carnaval, nós tínhamos três opções e, rapidamente, o Departamento Cultural, juntamente com a diretoria e o carnavalesco, optaram por ‘Justiça'”.

Setor forte

A importância do Departamento Cultura. não apenas para a escolha do enredo, mas para toda a Acadêmicos do Tatuapé, ficou ainda mais evidente na fala de outras duas figuras bastante importantes para a agremiação. Um deles é Eduardo Santos, um dos outros nomes que compõem a presidência da instituição: “O enredo nasceu de uma conversa com o nosso Departamento Cultural. Precisávamos de algumas opções, já que negociamos alguns enredos por algum tempo, e queríamos uma alternativa nossa, autoral, caso a gente não conseguisse finalizar as negociações que estavam em andamento. Começamos a desenvolver com mais profundidade, entender e desenhar melhor, quando percebemos que as negociações não iriam para frente. Os presidentes, o Departamento Cultural e o Wagner se reuniram e acreditamos muito no enredo, na história que contaremos. Temos um grande enredo na mão”, relembrou.

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Por fim, Celsinho Mody, intérprete da Azul e Branco, também citou o segmento como referência na agremiação: “Eu estou muito feliz com a reação da comunidade, que gostou muito do enredo. Todo mundo saiu gritando, pulando e tudo mais. Conheci o enredo junto com a comunidade e estou aprendendo sobre Justiça agora, acredito que o carnaval, mais uma vez, cumpriu sua missão de trazer cultura e informação. O Wagner Santos é um mestre, um gênio, e a escola também tem um Departamento Cultural muito gabaritadas. Vamos trabalhar para levar a Justiça ao campeonato do carnaval de 2025”, pontuou.

Aprofundamento

Determinados pontos relativos ao enredo foram esmiuçados por profissionais importantes da Tatuapé. Uma visão mais geral sobre a temática em si foi dada por Erivelto: “É um enredo ousado. Fazia tempo que a gente não executava um tema desse porte… acho que o último que fizemos algo parecido foi em 2019, com ‘Bravos Guerreiros’ – mas, mesmo assim, acho que ele não tinha um apelo tão forte, pontual e pertinente. Conseguimos acertar a mão e, agora, é rezar para ter um grande samba. Quem estava presente viu que o tema foi bem aceito, mas não esperávamos algo na intensidade que foi. Acho que toda a comunidade e todo o povo brasileiro vão se sentir representados com esse enredo tão atual e necessário”, pontuou.

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Sobre o tão falado desenvolvimento do enredo, Wagner pontuou que a ordem em que cada momento destacado no desfile aconteceu será determinante para nortear a temática: “O enredo vai ser contado de uma forma cronológica. Nós vamos fazer uma viagem no tempo através da história da Justiça. Contaremos a história da Justiça desde os tempos em que não existiam leis, as pessoas se matavam umas às outras. Depois surgiu o Código de Hamurabi e as demais leis foram surgindo. Mas vamos brincar um pouco, satirizar, dar pitadas de críticas. A lei não é perfeita, ela tem falhas e procura ver privilégios próprios. Contaremos isso de uma forma engraçada e interessante, mas sem criticar a Justiça – um mundo sem Justiça não existe, e ela é importante na nossa vida. As leis brasileiras possuem muitas falhas, e favorecem muito quem tem mais dinheiro. É a questão da balança: vale o quanto pesa. Isso será mostrado no nosso enredo de uma forma artística e cultural”, destacou, já delimitando alguns temas presentes.

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O carnavalesco também falou sobre quesitos estéticos – fazendo uma crítica construtiva às demais agremiações: “Iniciar a parte visual de um enredo é sempre um desafio, porque eu sempre vejo um enredo como uma proposta para levar um visual diferente para as pessoas que estão assistindo ao espetáculo. Eu não concordo com a proposta de, em todo ano, levar uma proposta visual igual. Eu e a Tatuapé somos muito criticados por todo ano criarmos um conceito diferente… já as outras treze agremiações apresentam, todo ano, o mesmo conceito visual. Só mudam as cores, os elementos… mas o conceito visual é sempre o mesmo. Carnaval é cenografia, é arte, é cultura, é oportunidade de levar outros materiais e elementos, propostas alternativas. Existe muita coisa para ser feita e explorada, e o carnaval te dá essa oportunidade. E essa oportunidade eu abraço com unhas e dentes”, aproveitou.

Receptividade

Aproveitando para dar mais algumas dicas sobre o enredo para os leitores do CARNAVALESCO, Eduardo destacou que gostou do que viu na quadra quando a temática foi anunciada: “Não tenho dúvida que a comunidade vai receber o enredo muito bem, já vimos hoje que ele tem uma adesão e uma receptividade muito grandes. Faremos o melhor desenvolvimento possível para ele, e não acreditamos em enredos bons ou ruins, tudo depende do encaminhamento que você dá para uma temática. Tenho certeza que o desfile será maravilhoso. Contaremos como a Justiça surgiu, do mais completo caos até os dois de hoje, os vários momentos da história em que leis foram implantadas dos pontos jurídicos e religiosos – e tem um capítulo importante dessa história que é a falta de Justiça, que falaremos de tudo que não concordamos. Há essa dupla função no enredo. Vamos colocar a aversão que temos aos preconceitos raciais, sociais… falaremos de xenofobia, homofobia, o que acontece com os povos originários, com mulheres, gays… tudo está dentro da história que contaremos”, contou.

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Wagner foi mais enfático, destacando que a pauta é uma questão nacional: “A Tatuapé vai se encontrar nesse enredo porque o Brasil, hoje em dia, clama por Justiça. Nós clamaremos por Justiça, queremos um país justo e igual para todos”, elocubrou.

Retorno do concurso de samba-enredo

Pouco antes de revelar o enredo, Eduardo Santos aproveitou para trazer uma novidade para 2025: o retorno do processo para escolha de samba-enredo – ou seja, sem encomendas para o ano seguinte. Ele mesmo, em entrevista ao CARNAVALESCO, destacou que, mesmo com tal volta, toda a situação possui particularidades.

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“Volta o concurso dentro dos moldes que implantamos desde 2012. Continuaremos nisso: sem eliminatória aberta, já que não acreditamos nesse modelo. Faremos a abertura da nossa sinopse para quem quiser concorrer, entregando a gravação. A partir daí, fazemos uma pré-seleção, elegendo no máximo quatro sambas que estão totalmente dentro do que queremos. Abrimos, então, para os nossos departamentos e comunidade para que eles nos ajudem a escolher. Fizemos isso sempre desde o ano passado. Em 2023, fizemos uma encomenda: nosso samba é muito valente, bom e bacana, nos ajudou demais. Mas, em 2024, optamos em voltar para o processo anterior para abrirmos e deixar que as pessoas participem. Acreditamos que teremos sambas de muita qualidade para trabalharmos”, explicou.

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Sempre positivo, Celsinho também, de antemão, acredita que boas canções serão selecionadas: “O formato do concurso de samba-enredo é exatamente o mesmo que era feito até o carnaval de 2023. O que muda é que, agora, tem um prêmio de R$ 20 mil para os compositores. Vou ter o prazer de ouvir muitas obras, já que muitos compositores gostam de inscrever sambas aqui. Tenho certeza que virão muitas obras de boa qualidade e tenho certeza que a Tatuapé vai escolher o melhor samba para o próximo carnaval”, finalizou.

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Leia a sinopse do enredo da Estácio de Sá para o Carnaval 2025

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APRESENTAÇÃO

O LEÃO SE ENGEROU EM ENCANTADO AMAZÔNICO

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O enredo do G.R.E.S. Estácio de Sá para o Carnaval de 2025 traz o mote dos povos originários e seus ancestrais, estabelecendo um diálogo com a cultura e a regionalidade tendo como lócus a floresta, que diz muito sobre o imaginário amazônico, sua cultura e seu folclore, pautas ricas em encantamentos que passam de geração para geração. O “berço do samba” através do seu maior símbolo, o Leão, faz um convite para viajarmos nesse lúdico mundo amazônico, mítico e lendário. Através das vivências e narrativas dos pesquisadores e amantes da cultura que vivem na região, e dão voz e ouvidos aos contadores de estória, bem como, em alguns escritos literários adaptados artisticamente e carnavalizados, o tema em pauta será apresentado pelo símbolo da agremiação em uma viagem encantada.

O Leão estaciano, embora não faça parte da fauna amazônica, é iniciado nos mistérios da floresta, a partir de um sonho acordado ele faz um passeio pelos encantamentos amazônicos, em delírios habitará em mundos reais e imaginários. Acordado, porém ainda sonhando, evidenciará na Avenida Marquês de Sapucaí culturas e folclores de grande e pouco conhecimento dessa região tão rica, que não cabe contar em um único desfile. O tema aduz elementos de um universo encantado em que o real e o imaginário, não só são paralelos, mas também se entrecruzam entre si, o verdadeiro torna-se fantasia e a fantasia vira a realidade para muitos viventes dessa região. E assim, é possível que gente se transforme em animal, lua, sol, estrela, rio ou até mesmo plantas e vice-versa. Podem ser a junção dos vários elementos. E esses também podem se transformar em gente ou híbridos, a partir desse universo imaginário.

Encantamentos, engeramentos1, e um fascinante mundo de magia e “encantados2” (tema chave do enredo) que ganham narrativas, para pessoas de fora dos perímetros da floresta e historietas que proporcionam um forte teor lendário, mítico, ritualístico e uma visagem acima de tudo de apelo à cultura popular. Cabe evidenciar, que os encantados são seres que se engeram (se transformam, incorporam) em outras formas, que também podem ser seres que concebem os elementos existentes na floresta. Assim sendo, o Leão estaciano mesmo sendo um animal que não pertence à fauna amazônica, não conhecedor do engeramento mítico amazônico, passa a ser integrado ao ambiente pela mãe da mata que o conduz a vivenciar mistérios e encantamentos da floresta através da figura do pajé o intermediário espiritual. Tais encantados estão ainda relacionados à luta frente à preservação dos povos e do maior bioma brasileiro, como também têm os que representam o folclore, festas e festivais, dos povos da floresta.

Na cultura dos povos originários, os encantados concebem os que guardam e protegem as riquezas naturais, contra a ganância, além do desmatamento e da destruição em todos os aspectos. Eles até mesmo são mencionados como guardiões do folclore e da cultura amazônica em tese. E assim, numa imaginação artística, o guardião da Estácio de Sá, ao ser engerado em um encantado, através de um ritual de pajelança, recebe o codinome de “Leão Guarini” (guerreiro/lutador), logo, é convidado a explorar as culturas míticas populares e ser apresentado aos defensores dos costumes amazônicos. Nesse contexto, a Estácio de Sá, através do seu símbolo, trará para o sambódromo carioca, lendas, mitos, mistérios e encantamentos existentes no solo sagrado da floresta amazônica. De tal modo, as raízes profundas da consciência da luta para a preservação do ar, água, fauna e flora, além de heróis e heroínas que lutaram pela consciência humana, dos trabalhadores e população ribeirinha que ainda vivem da floresta tropical, não escaparão dos olhos atentos do Leão estaciano. E serão narradas3 nesse desfile pelo símbolo carioca, que por um breve tempo foi recebido pela mãe da mata, enquanto esteve devaneando, no solo da Amazônia, o berço da cultura popular4 brasileira.

ABERTURA

O Ritual: A Pajelança, Engerando o Rei do “Berço do Samba

O rei do samba, leão estaciano, sonhando habita em mundos reais e imaginários, compartilha sentimentos como as alegrias e lutas através da pajelança, após ser encaminhado ao pajé, pela mãe da mata (Iamandacy), e recebe o nome de “Leão Guarini” (guerreiro/lutador). Em meio ao transe ele vê o pajé que chocalhava o maracá, e tinha em suas mãos uma semente de tucumã6, que é repartida ao meio com apenas um sopro, e dessa semente surgiram infinidades de árvores e animais de todas as espécies que ocuparam rapidamente o espaço transformando-o em floresta. Assim, ele passa a vivenciar junto com os seres que protegem e guardam as riquezas materiais e imateriais existentes na floresta e conhecer lendas, mistérios, encantados e costumes amazônicos.

Em meio a seu devaneio o Rei do velho Estácio faz contato com o Tuxaua (representa a sabedoria da aldeia) que transmite a mensagem de preocupação como: os povos originários, população ribeirinha, trabalhadores que tiram seu sustento da floresta, as flores, os animais, os elementos preciosos da terra, os rios, tudo por ali, e todos os seres encantados que habitam a floresta. E diz que toda festividade em solo amazônico tem a finalidade de evidenciar a proteção à diversidade cultural, fauna e flora e pede ao representante do samba carioca para difundir a preocupação dos encantados. Conclui o recado dizendo que: “Faremos festa para não esquecer, faremos guerra para proteger”!

1º SETOR

Descobrindo os Recantos e Encantos da Floresta pelos Encantados

Iamandacy a poderosa mãe da mata em um forte sopro, abre uma clareira como uma passarela florestal permitindo a entrada do “Leão Guarini” de corpo engerado, consagrado e nomeado, para dentro da floresta guiada por grandes lideranças indígenas dos povos da mata. Nesse contexto, ele adquiri conhecimentos sobre lendas a respeito do Coaraci7 encarregado de dirigir o reino animal e pela manutenção da vida na floresta, sobre seu comando respondem diretamente Uirapuru, Jurupari e Uiara. E sobre Yaci responsável pelas nuances das cores e pela diversidade da vegetação, pela vida na floresta tropical. Ypuré filha de Anhangá, tem seu encanto relacionado as riquezas minerais, ouro e pedras preciosas. Tainakã simula a estrela D’alva responsável pelo encanto do ar puro, ela encanta a renovação através das folhas das arvores, e transmiti também o dom da agricultura.

Imponente, híbrido, meio gente e meio felino o Ynhangõrom8 senhor das matas, que invoca seres da floresta divinos surge das camuflagens diante do guardião da Estácio de Sá, que em seu entressonho encantado, observa o protetor amazônico com os olhos de fogo, corpo coberto por samambaias, folhas diversas, braços e pernas de troncos de árvore. O mesmo é o protetor das grandes árvores e da vegetação. O leão apropriasse dos conhecimentos sobre as riquezas das águas através de Yara Mãe D’água, representante encantada das águas dos rios, que se manifesta no ideário cultural como metade mulher e metade peixe, além de Naiá que surge para demostrar à beleza hídrica é uma estrela das águas que se transformou em uma magnífica flor, a Vitória-Régia, bem como, Boiúna, uma cobra gigantesca de olhos brilhantes que guarda a diversidade de vidas nas águas num lugar chamado “boiaçuquara” ou “morada da cobra grande que ao envelhecer conta com ajuda de uma centopeia gigante para chegar a terra.

E assim o “Leão Guarini” estabelece encontros com outros encantados que protege a natureza amazônica, Kaaporanga9 , é uma encantada que expõe as espécies da terra e da mata em grande variedade para ele, junto a guardiã dos animais vieram o Anhangá, Juma, Tapiraiauara, Mapinguari e Sucuruera. Tamapú10, filha do Rei Kamiranga do reino dos urubus. Esse reino foi um local sombrio em que aconteceu uma bela estória de amor, em que seu amado cumpre tarefas difíceis para obter sua mão. E assim, ela se transforma em humana, e passa ser encantada dos voos das aves, seus cantos, ventos e coloridos que pintam o céu.

2º SETOR

Encantado Protetor: Sete Espíritos, Sete Encantos da Natureza Engerada

O guerreiro estaciano, encontra-se diante dos encantados guardiões da floresta, os que lutam contra o desmatamento, contra a exploração das riquezas minerais e animais, bem como o bem-estar dos povos que ali habitam, além das guerreiras e guerreiros amazônicos, cujas vestes exibem as cores vibrantes e as texturas da natureza amazônica.

Agora, o representante do Estácio tem um encontro fascinante com a maior força de proteção da floresta, o espirito da própria natureza engerada que mora no oco dos troncos, do jequitibá e sumaumeira, nas profundezas da terra. Ele pode ser macho, fêmea, e mãe da terra, também conhecido como sete espíritos de acordo com as lendas originais (dos pesquisadores locais). O mesmo guarda a floresta de forma implacável, contra aqueles que carregam abominação, ganância e doenças contra terceiros. Nesse caso esses receberão sete castigos através dos sete espíritos encantados que se camuflam na forma mais conhecida do Curupira, também são denominados de Guajara, Quilaino, Caiçara, Bradador, Caipora, Ganhabora. Eles lançam feitiços, aterrorizam, desorientam, punem e expulsam os indivíduos maldosos da floresta. O Leão presencia um a um dos sete encantados em transformações pelas forças da própria natureza. e assim o engerado da vermelho e branco, também recebe a proteção de um Muiraquitã, ao encontrar com à Icamiaba11 Conori12. Engerada essa que conheceu junto com os sete espíritos, para juntos lutar, lado a lado, com outros encantados e engerados frente a proteção da floresta tropical.

Tomado de emoção, o Leão percebeu a coragem dos guerreiros e guerreiras que enfrentaram e que ainda enfrentavam desafios audazes para preservar suas riquezas, seu povo e seu lar. Ele ouve as histórias de novos encantados, viventes nesse plano conhecidos pelos brasileiros, que lutaram com ações e suas vozes pela luta da floresta, a cultura amazônica, dos povos e seres da natureza, importantes para manutenção da vida e cura da floresta. Esses viventes que podemos denominar como encantados da contemporaneidade, são muitos, para citar alguns exemplos: Chico Mendes13 Caititu (o líder dos trabalhadores), Doroty14 Jabuti-Piranga (a missionária de um povo), Don15 Jaguatirica (fotógrafo – o olho da Amazônia) e Bruno16 Arara-Vermelha (indigenista – a voz da Amazônia). Esses mencionavam a real grandeza da luta que continua no mundo dos homens e depois dos encantamentos, engeramentos, em favor dos que cultivam e dependem da mata, em favor da própria natureza na consciência da preservação para os dias atuais e o devir do mundo inteiro. Esperança renovada.

3º SETOR

Encanto Cultural: Os Guardiões Do Folclore Encontram o Guardião do Samba

Profundamente tocado pela nobreza e determinação dos personagens lendários, agora o Leão encontra-se com os encantados dos festejos do folclore amazônico. Na companhia de Adana encantada, viu acontecer o festival de tribos indígenas Tucano, Filhos do Rio Negro e a tribo Baré, e a disputa entre as tribos. Descendo um pouco mais, o “Lutador Guarini”, encontra os encantados, Cardinal e Acará-Disco e vê o festival chamado FESPOB de Barcelos (Festival de Peixe Ornamental de Barcelos, AM) que é parecido com o Carnaval Carioca das escolas de samba. Como num delírio viu bailar a porta-bandeira em meio aos encantos da floresta. Quimera? Não, realidade! Esse festival conta com personagens como: porta-bandeira e mestre-piabeiro (como mestre-sala) que bailam em meio a floresta, alas de cumprimento, de caboclos, e dos piabeiros.

Surge na terra, um casal de encantados de Peixes-boi para elucidar o Eco festival de Novo Airão. E assim, segue seus devaneios na sua rotina de surpreendentes descobertas de encantos recantos matizados em vários tons nessa aquarela florestal. Encantado imponente, o Bicho do Folharal ou Ser de Folhas, apresenta para o guerreiro estaciano o Festival de Cirandas de Manacapuru, que é disputada entre três cirandas: Ciranda Guerreiros Mura, Ciranda Flor Matizada e Ciranda Tradicional. Pelas bandas de Manaus, em meio aos festejos do Festival Folclórico do Amazonas, o Leão observa, tribos e diversas danças internacionais, nacionais e regionais, ornadas em cores, plantas e flores, tudo revelado pelo engeramento de Dinaí encantada, princesa do encontro das águas. O engerado carioca é levado a conhecer o Festival do Mocambo, na companhia do Cavalo-marinho em estado de engeramento, nos arredores de Parintins, nesse festival todas as alegorias são feitas com materiais que a mata tem para oferecer.

O rei do Estácio engerado amazônico continua adquirindo seus conhecimentos com Mani encantada, no Festival do Cará em Caapiranga (cará roxo e do cará branco) enraizado em sua herança cultural transmitida de geração em geração. O encontro com os bois bumbás é inevitável tendo a força folclórica de Parintins, que com seus profissionais rompeu fronteiras com o Carnaval carioca. O engerado estaciano percebe que em suas temáticas apoiam a preservação da Amazônia, sua cultura e etnia.

Por fim, com um rugido poderoso, após ter encontrado os encantados que os apresentou os elementos e tudo que compõem a vasta riqueza da floresta, com os encantados que de maneira implacável defendem o maior bioma brasileiro e os encantados que lhe apresentaram a diversidade cultural, ele assegura fazer parte da luta contra a destruição, e promete proteger a floresta e festivais como se fosse seu próprio reino de resistência. O Leão, rei do samba, da primeira Escola de Samba do Brasil, torna-se um aliado aventureiro dos heróis amazônicos, unindo forças para defender um dos tesouros mais preciosos da Terra: a majestosa e misteriosa Floresta Amazônica. E assim, ao som dos tambores e ao ritmo pulsante do coração da floresta, a Estácio de Sá celebra o encontro entre o Leão e os guardiões da Amazônia, em uma ode à beleza, à diversidade e à magia da natureza.

AUTORES: Marcus Paulo e Cristina Silva

1 Wilson Nogueira (2014), sociólogo e jornalista parintinense, trata as narrativas amazonenses como o “imaginário amazônico”, o hiperdimensionamento das histórias, lendas e mitos dos diversos povos indígenas localizados na Amazônia. Engerar: transmutar-se, adquirir outras formas, se reconstruir a partir da alteridade. Cosmogonia das sabenças encantadas dos povos originários. Simas (2024).

2 Os encantados concebem os que guardam e protegem as riquezas naturais. Considerado como religião como para o povo Tamandaré: https://www.instagram.com/reel/C43JvgvLeJG/?igsh=OHpyZncyd3d4aDlm. Oferendas como ervas e folhas da mata e até mesmo cachaças e fumos são postas pelo povo da mata no caminho pedindo permissão, em respeito e/ou agrado. https://youtu.be/EIa4gkkHc1c?si=Z_chBDMqRNGqPKZ3

3 Reginaldo Prandi, autor do livro Mitologia dos Orixás, também escreveu Contos e lendas da Amazônia (2011), onde descreve as histórias do universo amazônico, tratam de sonhos, desejos, ideias e motivações universais, como por exemplo a proteção da floresta pelas narrativas.

4 Gilberto Gil“A cultura brasileira, cuja diversidade tem reconhecimento internacional, é o grande patrimônio do país, bem como nossos ecossistemas, que guardam em si a maior biodiversidade do mundo.”

5 Boi Garantido – O-Baiá – 2020

6 Fruto da palmeira tucumanzeiro, que é nativa da região amazônica.

7 Guaraci, Quaraci, Coaraci ou Coraci (do tupi kûarasy, “sol”) na mitologia tupi-guarani é a representação do Sol, às vezes compreendido como aquele que dá a vida e criador de todos os seres vivos, tal qual o Sol é importante nos processos biológicos.

8 Ynhangõrom – Na Escuridão da Mata. https://www.letras.mus.br/garantido/1248962/

9 A casa de Ka’apora’rãga é o mundo natural, e todas as entidades naturais precisam dela para sobreviver.

10 Lendária epolpéia de Tamapú. https://www.letras.mus.br/garantido/lendaria-epopeia-de-tamapu/

11 As mulheres guerreiras Icamiabas não tinham marido e não deixavam homens se aproximarem de suas tabas (casas). Manejavam o arco e a flecha com muita precisão e tinham a lua como sua protetora.

12 Icamiaba Conari é a líder das Icamiabas, as vezes até chamada de rainha algo semelhante Hipólita da mitologia grega.

13 Chico Mendes, foi um seringueiro, sindicalista, ativista político brasileiro. Lutou a favor dos seringueiros da Bacia Amazônica.

14 Dorothy Stang (irmã Dorothy), foi uma das principais líderes dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável, ao lado do povo e até hoje é um marco na luta ambiental no Brasil.

15 Don Phillips foi um jornalista britânico fotografo de indígenas isolados. 16 Bruno Pereira, foi considerado um dos maiores especialistas em indígenas isolados do país.

Lara Mara comenta os preparativos e o enredo para retorno ao Especial: ‘temática que está todo mundo esperando da UPM’

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Lara Mara é a diretora de carnaval mais jovem do Brasil, comandando junto de seu pai, Cícero, o carnaval da Unidos de Padre Miguel, escola que venceu o Estrela do Carnaval, de ‘Desfile do Ano’ da Série Ouro. Após a premiação a dirigente conversou com o CARNAVALESCO para contar um pouco sobre os preparativos para o carnaval do ano que vem. Ela começou contando sobre como a espera de 52 anos para retornar ao Grupo Especial injeta mais dedicação a escola na preparação do próximo carnaval.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação Liga-RJ

“Com certeza esperar todo esse trabalho, que a gente já vem mostrando ao longo desses anos que foram na Série Ouro, mas eu acho que é um trabalho dobrado, é uma dobrada dedicação. Para a gente é tudo muito novo, afinal, são cinquenta e dois anos sem acender ao grupo, mas a gente já está trabalhando para isso, com muita organização, muita persistência. Acho que esperança também e fé de tudo o que a gente já viveu, da gente não ter desespero. Fazer como a gente sempre faz o nosso trabalho, mostrar a força da nossa comunidade, eu acho que vai dar certo sim. Eu acho que as pessoas vão gostar de esperar a UPM no Especial em 2025”.

Nesses preparativos, a UPM praticamente não trocou nenhum segmento, somente o comando da comissão de frente, além de trazer Alexandre Louzada para fazer dupla com Lucas Milato. Lara explica essa prquena movimentação para fazer o carnaval de 2025 e a confiança nos quesitos da escola:

“A gente já tem bom segmentos, porque carnaval é quesito e eu tenho certeza que eu tenho quesitos fortes, mas agora que a gente está comendo a carne, a gente não pode deixar quem roeu o osso com a gente, tantos anos de sofrimento. O casal é doze anos com a gente, como é que você vai deixar um casal desses? E como profissionais, e como outras pessoas também. A chegada do Louzada foi para acrescentar uma experiência ao Lucas. Agregar uma experiência do Grupo Especial, porque o Lucas também é um otimo profissional e com dois profissionais ao meu lado eu acho que a gente tem tudo para fazer um bom carnaval”.

E em vista do próximo carnaval, o enredo a ser escolhido é muito importante. Lara contou detalhes do que está por vir.

“Olha, eu acabo falando demais. Vou explicar porque não vai ser dia 23 de abril a divulgação do enredo. A gente tinha tudo para ser dia 23, sendo que a gente quer fazer um lançamento de enredo coerente e que as pessoas entendam a nossa proposta para 2025, a gente não quer apressar. A gente quer, com paciência, para sair do jeito que queremos. E eu posso falar que é uma temática que está todo mundo esperando da UPM. Pra quem entende um pingo é letra”.

Hugo Júnior deixa presidência da Acadêmicos de Niterói

Hugo Júnior publicou uma carta de desligamento na segunda-feira informando sua decisão de deixar a presidência da Acadêmicos de Niterói. Veja abaixo o texto.

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“Eu Hugo Júnior, venho por meio desta, informar o meu desligamento do cargo de presidente da Acadêmicos de Niterói.

Desde o início da minha gestão foram inúmeros projetos, conquistas e parcerias que pude trazer para a agremiação brilhar na Marquês de Sapucaí.

Quero agradecer a cada componentes, a cada segmento que passou e ainda segue na escola por toda confiança e dedicação ao meu trabalho. Sempre pude fazer o melhor para todos.

Hoje, por motivos pessoais, me afasto do cargo com o sentimento de dever cumprido. Que a Acadêmicos de Niterói voe em busca do seu sonho de brilhar no Grupo Especial”.

Conheça o enredo da União da Ilha para o Carnaval 2025

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A União da Ilha anunciou o enredo para o Carnaval 2025. O carnavalesco Marcus Ferreira será o responsável pelo desfile. Veja abaixo a publicação da escola.

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“BA-DER-NA! Maria do Povo” é o enredo da União da Ilha para 2025.

1849. A União da Ilha segue os passos da maior estrela do Palco Lírico de um Rio de Janeiro ainda Imperial: Marietta Baderna.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Brasileira:
(ba.der.na)
1. Situação de grande confusão ou desordem.
2. Festa ou divertimento, geralmente noturnos e muito animados.
3. Provido do sobrenome da primeira bailarina da Ópera de Milão com nome Marietta, e seu público de revolucionários – os Badernistas.

Bailarina do Erudito. Dançarina do Povo.

Amante das ruas, que se uniu à populares (pretos, nativos e mestiços das ralés), levando os passos da Cachucha e do Lundu ao Theatro Lírico São Pedro de Alcântara. Aclamada por jovens românticos que lutaram por ideais liberalistas de nosso país. Poetas dos cafés e dos bordéis da cidade que invadem a cena conclamando com pés no chão:

BA-DER-NA!
BA-DER-NA!

BA-DER-NA! Maria do Povo.

Nosso povo te aplaude!

🎻🪘❤️💙🩰

Jackson Carvalho, Marcelinho Emoção e Fabão Rodrigues assumem Comissão de Harmonia no Arranco

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Para o Carnaval 2025, o Arranco contará com uma Comissão de Harmonia formada por Jackson Carvalho, Marcelinho Emoção e Fabão Rodrigues.

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Foto: Divulgação

Jackson Carvalho começou sua trajetória no quesito Harmonia em 2007 no Paraíso do Tuiuti. Tem passagens pela Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha, Salgueiro e no carnaval de 2024 fez parte da comissão de Carnaval da Mangueira.

Marcelinho Emoção iniciou sua história no carnaval, na extinta escola de samba Tupy de Brás de Pina. Ele esteve em diversas agremiações como Imperatriz Leopoldinense, Rocinha e Caprichosos de Pilares, Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Mangueira e Vila Isabel.

Fabão Rodrigues começou no Carnaval em 2002 e passou por agremiações diversas. Entre elas: Grande Rio, São Clemente, Salgueiro, Botafogo Samba Clube, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti. Ele é também integrante da Equipe Machine e da ASSODHESERJ.

Vizinha Faladeira será homenageada com conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto

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No próximo dia 23 de abril, a histórica Associação Recreativa Escola de Samba Vizinha Faladeira, uma das pioneiras no cenário do carnaval carioca, terá a honra de receber uma distinção de grande prestígio. A solenidade ocorrerá em sua quadra e será conduzida pelo Vereador Carlos Caiado, presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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Esta iniciativa, que vem por meio do vereador Márcio Ribeiro, ressalta o significativo papel desempenhado pela Vizinha Faladeira ao longo de sua trajetória, não apenas como uma agremiação carnavalesca, mas também como uma instituição cultural de relevância na cidade.

O Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto é uma distinção de grande prestígio concedida a personalidades e entidades que se destacam em diversas áreas e contribuem significativamente para o desenvolvimento e prestígio do Rio de Janeiro. É uma honraria que reconhece o empenho e a dedicação daqueles que, como a Vizinha Faladeira, deixam um legado marcante na cultura e na história da cidade maravilhosa.

A Vizinha Faladeira, com sua longa tradição de contribuições para o Carnaval e para a cultura carioca, recebe este reconhecimento com grande gratidão e orgulho, reafirmando seu compromisso com a preservação e valorização das raízes culturais do Rio de Janeiro. A solenidade promete ser um momento de celebração e reconhecimento, não apenas para a Vizinha Faladeira, mas para toda a comunidade que reconhece e valoriza a importância do Carnaval e das escolas de samba na identidade carioca.