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Tirolesa com bicicleta faz sucesso entre os sambistas no festival Guardiões da Favela na Cidade do Samba

Não faltou entretenimento e diversão na segunda edição do Guardiões da Favela, que ocorreu no último sábado na Cidade do Samba. Além do espetáculo produzido pelas baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, o festival contou com uma tirolesa. O projeto foi resultado de uma parceria entre a Acadêmicos do Grande Rio e a prefeitura de Maricá e era gratuito.

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Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Em cima das tradicionais bicicletas da cidade, as “vermelhinhas”, o público precisava pedalar para cruzar os 100 metros de cabo de aço que cruzavam a Fábrica de Sonhos. A travessia era registrada por um drone e a filmagem fornecida no final. Os únicos requisitos eram preencher um termo de responsabilidade e ter no máximo 100 kg. Segundo Oz Eneas, diretor de Live Marketing da STA.live, que presta serviços para a prefeitura de Maricá, a proposta foi levar para o carioca um pouco do que o município oferece e, ao mesmo tempo, enaltecer a Unidos de Maricá.

“A nossa escola se chama Unidos de Maricá. Daí fizemos esse trocadilho com a hashtag “Unidos por Maricá”, e trouxemos um resumo do nosso olhar social – tudo o que a cidade faz pelo povo. A bicicleta é um dos símbolos do nosso município, porque assim como os ônibus, a população utiliza sem ter que pagar nada. A ideia é trazê-la em uma forma de tirolesa, gratuita, representando essa entrega social”, explica Oz.

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Apesar de bastante utilizada e elogiada por quem a frequentava, a tirolesa precisou ser fechada por conta das fortes chuvas e ventanias que atingiram a Região Metropolitana do Rio. Idealizador do festival, mestre Fafá, que comanda a bateria da tricolor de Caxias, revelou que a proposta inicial era colocar uma roda gigante. Devido ao alto custo e inspirados em uma ideia da Beija-Flor, a organização do evento buscou patrocínios para que a tirolesa fosse instalada.

“Foi uma ideia em conjunto. Vou confessar que iria ter uma roda gigante, só que o custo seria muito alto. Foi uma ideia nossa e até seguindo a ideia bacana que a Beija-Flor fez na quadra deles. Conseguimos esse apoio com a prefeitura de Maricá. Tivemos um probleminha com São Pedro, mas deu tudo certo”, contou Fafá.

Juntando o samba no pé com a aventura radical, o sambista Diego Tavares, 22 anos, universitário e torcedor da Portela, testou a tirolesa e aprovou. Para ele, seria importante mais iniciativas que oferecessem serviços gratuitos.

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“Quando eu cheguei, achei que precisaria pagar para usar. Seria legal que outras coisas desse tipo fossem disponibilizadas nas escolas para mais público – principalmente o mais jovem. Espero que tenha nas outras vezes. O mais legal é que ao mesmo tempo a tirolesa mostra algo que o Rio não tem, que é o transporte público gratuito”, diz Diego.

Imperatriz realiza feijoada da Consciência Negra com Mangueira e Fundo de Quintal

A Imperatriz Leopoldinense realiza, nesta segunda-feira, a partir das 13h, a Feijoada da Rainha – em homenagem ao dia da Consciência Negra -, com a presença da Estação Primeira de Mangueira, show do Grupo Fundo de Quintal e muito mais.

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“A feijoada da Imperatriz é famosa também pelo ambiente familiar e acolhedor. Esse é um evento de comemoração e também de reflexão do dia da Consciência Negra, que é a ancestralidade do nosso carnaval”, afirma Cátia Drumond, presidente da Imperatriz.

A Feijoada da Rainha de Ramos vai contar, também, com um super show da Swing da Leopoldina e o Pagode do mestre Lolo. A compra dos ingressos para o evento, que vai reunir o melhor do samba e do carnaval, pode ser feita através do app da Sympla ou de link disponível no Instagram da escola.

Guardiões da Favela é um sucesso e merece estar no calendário anual de eventos

A segunda edição do Festival Guardiões da Favela foi realizada na tarde/noite de sábado e terminou na manhã de domingo, na Cidade do Samba. Um total de 15 baterias se apresentaram, revezando no palco colocado de forma centralizada onde fica a tenda. A ornamentação já indicava que o Festival desse ano pensou bastante nos detalhes. Em momento algum faltou água para ritmistas que tocavam, preocupação válida por causa da onda de calor. O calor, inclusive, acabou atrasando o início, mas nada que prejudicasse a animação do público. A Viradouro não se apresentou no encontro, porque houve atraso no evento e a escola já tinha compromisso na quadra da Mangueira.

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Porto da Pedra: A bateria da Unidos do Porto da Pedra contou com sua tradicional pegada característica. E mesmo com o andamento um pouco mais acelerado por questão de identidade, a “Ritmo Feroz” fez sobressair o peso de suas marcações. O balanço cativante dos surdos de terceira foi um dos pontos altos do ritmo gonçalense, bem como o toque firme dos marcadores de primeira e segunda. Vale menção para a execução privilegiada do samba campeão do grupo de Acesso da Liga-RJ do Carnaval 2023, com suas bossas potentes sendo apresentadas com precisão e firmeza.

Império Serrano: Com um ritmo de energia ancestral é possível dizer tranquilamente que a “Sinfônica do Samba” é uma verdadeira entidade musical do carnaval carioca. Sua levada identitária de caixa com rufada se apresentou de forma uníssona, garantindo com o bom balanço das terceiras, uma apresentação bastante vibrante. O nível de detalhamento musical de uma bateria como a do Império Serrano é simplesmente impressionante. Além das convenções repletas de densidade sonora, vale ressaltar a própria forma como os ritmistas se entregam musicalmente, produzindo uma sonoridade profundamente diferenciada e de amplo destaque.

Unidos da Tijuca: Mesmo com número de contingente reduzido em relação às demais baterias, a “Pura Cadência” se exibiu de forma consistente. Uma apresentação que brindou o público com uma afinação de surdos diferenciada, que ajudou a evidenciar o trabalho pulsante dos surdos de terceira. As caixas de guerra tijucanas também contribuíram preenchendo a sonoridade com aquela batida clássica do ritmo do Borel. Os naipes agudos ajudaram a consolidar a musicalidade da bateria da Tijuca. Cuícas ressonantes, além de tamborins e chocalhos que tocavam de forma sincronizada, deram leveza à parte da frente do ritmo.

União de Maricá: A bateria “Maricadência” fez uma apresentação intensa. Com marcadores bem firmes e surdos de terceira cheios de balanço, se mostrou uma bateria que aproveitou o momento de fazer ritmo para interagir com o público, através de uma exibição musicalmente energética. Seu esquenta misturou um ritmo pesado e acelerado, com uma bateria que não só pulsou firme, como se exibiu de forma animada, jogando o clima do evento lá no alto! Durante a apresentação do samba do Carnaval 2024, mestre Paulinho Steves não conseguiu conter a emoção e acabou indo às lágrimas, enquanto agradecia aos ritmistas pela exibição que dignificou o ritmo da União de Maricá, num evento dessa magnitude e importância.

Império de Casa Verde: Antes mesmo de iniciar seu esquenta, foi possível ouvir raios e trovões que precederam um dilúvio que acompanhou toda a exibição da bateria do Império de Casa Verde. No esquenta, a “Barcelona do Samba” adotou um andamento um pouco mais para frente que o de costume, mas que contribuiu dando pressão ao ritmo imperiano. Com um naipe de caixas absurdamente ressonante, a bateria do Império executou seus sambas de forma precisa, contando ainda com uma levada de surdo de terceira de grande destaque, que contribuiu tanto com balanço, quanto com pressão. É possível afirmar que a explosiva apresentação do samba do Carnaval 2023 foi um dos pontos altos da festa. Principalmente devido à paradinha do refrão principal, quando os surdos terminam a bossa subindo em progressão dinâmica, demonstrando bom gosto.

Estação Primeira de Mangueira: Toda a energia tipicamente mangueirense foi traduzida em forma de ritmo genuinamente verde e rosa. Uma bateria vibrante, com marcadores poderosos e caixas ressonantes. O surdo de primeira pulsou firme, intercalado pelo balanço dos surdos mor. A bateria “Tem que Respeitar meu Tamborim” fez jus ao nome, apresentando uma ala de tamborim coesa, firme e profundamente impactante. Vale mencionar também cinco ritmistas do naipe de xequerês, que ajudaram não só no ritmo, mas como na leveza e energia da cabeça da bateria. Tocaram, dançaram e se divertiram! A espontaneidade da bateria da Mangueira foi aquele peculiar show. Uma exibição poderosa, com sonoridade sobretudo sofisticada.

Acadêmicos do Salgueiro: Com sua típica vibração salgueirense a bateria Furiosa fez uma apresentação espontânea e intensa. Começando com um esquenta que jogou o clima lá no alto, a nítida energia dos ritmistas contribuiu na exibição luxuosa. Apresentando sua afinação de timbre grave característico, o molho de caixas, taróis e repiques foi realçado pelos surdos de terceiras com sua pegada peculiar. A pressão de suas marcações deixou os presentes impressionados com o ritmo da Furiosa, proporcionando uma interação popular de grande destaque. Vale ressaltar que o já aclamado samba para o Carnaval 2024 provou seu valor, possibilitando uma apresentação pra cima e vigorosa.

Acadêmicos do Grande Rio: A escola organizadora do Festival optou por iniciar sua apresentação no palco principal da Cidade do Samba, até por apresentar de longe o maior contingente da noite. A escolha trouxe conforto no esquenta dos ritmistas, que puderam se divertir enquanto faziam ritmo. A cadenciada bateria da Grande Rio se exibiu de forma segura, num ritmo cujo destaque foi a equalização entre os naipes, onde era possível ouvir qualquer instrumento independente do ponto onde se estava na bateria. O toque ressonante das caixas foi destaque de um ritmo absolutamente fluído, que ainda contou com repiques coesos e retos no preenchimento da sonoridade dos médios. Todos os instrumentos eram percebidos, graças ao toque educado e ponderado dos ritmistas, que tiravam som das peças com a firmeza certa.

Beija Flor de Nilópolis: Antes mesmo de subir para o palco, a bateria “Soberana” iniciou seu esquenta cantarolando seu samba do ano, enquanto executava seu privilegiado leque de bossas para o próximo carnaval. Vale destacar a animação dos ritmistas, que fizeram um esquenta que mesclou ritmo com alto astral. A bateria da azul e branca de Nilópolis exibiu sua afinação característica de surdo, com destaque para o timbre agudo do surdo de segunda. O complemento dos médios esteve em evidência, graças ao bom trabalho de caixas e repiques. A ênfase no samba do Carnaval 2024 foi tanta que, logo após o hino de exaltação, rolou sua surpreendente execução. A Soberana acompanhou de forma simplesmente luxuosa a obra da Deusa da Passarela, com convenções extremamente conectadas ao samba-enredo. Nitidamente a sonoridade da bateria da Beija Flor impulsionou o samba da escola, recheando sua apresentação com bom gosto musical.

Portela: A bateria “Tabajara do Samba” se apresentou com sua peculiar classe. Com marcadores que pulsaram de forma firme, mas sem correria, o que auxiliou o bom preenchimento dos médios, com repiques ressoando juntos à batida tradicionalmente rufada das caixas de guerra. Os surdos de terceiras foram o ponto alto da sonoridade portelense, possibilitando um balanço simplesmente único para a bateria da Águia. A musicalidade genuinamente portelense encantou o público presente, com seu aspecto particularmente grave, que ainda contou com naipes agudos sólidos para preencher com consistência a bateria da Portela.

Paraíso do Tuiuti: A bateria “Super Som” do Paraíso do Tuiuti se exibiu com um ritmo requintado. Com uma afinação de surdos mais leve, os naipes médios sobressaíram de forma considerável, com destaque para repiques e caixas. Com um agudo de qualidade, o preenchimento sonoro da bateria do Tuiuti se mostrou simplesmente sublime, principalmente com sua ala de chocalhos altamente técnica, acompanhada de tamborins e cuícas tocando de forma segura e coesa. Uma atuação profundamente precisa da bateria do Tuiuti, com um ritmo refinado e consistente. A apresentação tecnicamente impecável se juntou a um clima de interação popular, à medida que a bateria do Tuiuti executava suas bossas com maestria.

Unidos de Vila Isabel: A bateria “Swingueira de Noel” se apresentou de forma sólida e precisa. Com sua afinação particularmente grave, os marcadores foram firmes. O destaque musical ficou por conta do ritmo coeso e equilibrado dos médios, desenvolvidos por caixas retas, repiques e taróis com batida de partido alto. A segurança e consistência dos naipes agudos também merecem menção musical positiva, pois auxiliaram no preenchimento do ritmo com eficácia e qualidade sonora. Animação não faltou aos ritmistas da bateria da Vila, que aproveitaram a participação no Festival para aliarem boa musicalidade e espontaneidade. A execução privilegiada das bossas impressionou, assim como a boa educação musical do ritmo da Vila.

Imperatriz Leopoldinense: Uma bateria “Swing da Leopoldina” muitíssimo bem afinada foi notada. Sua definição de timbres beirou o espetáculo, tudo isso fortalecido por um balanço irrepreensível dos surdos de terceira. No preenchimento dos naipes médios, repiques sólidos tocaram entrosados com caixas de guerra ressonantes. As peças agudas também impulsionaram o bom ritmo da verde e branca de Ramos, adicionando nítida qualidade à parte da frente da bateria. As bossas foram executadas com firmeza e precisão. A educação musical nítida facilitou com que a segurança pautasse o toque dos ritmistas, incluindo as retomadas.

Vai-Vai: A bateria “Pegada de Macaco” se apresentou com seu ritmo tradicionalmente acelerado, com bastante pressão provocada pela afinação de timbre bem grave das marcações. O balanço dos surdos de terceira foi o destaque da cozinha da bateria. Os naipes agudos auxiliaram no preenchimento sonoro demonstrando virtudes musicais, com menção positiva para o entrosamento entre tamborins e chocalhos. É possível dizer que o ritmo da bateria do Vai-Vai possui uma energia musical bastante peculiar, com os ritmistas colocando também muita emoção como parte característica do seu toque. O público, nitidamente fascinado, respondeu com interação caindo dentro da escola do povo de São Paulo e de seus sambas históricos. Uma apresentação visceral, que conectou a musicalidade da bateria do Vai-Vai, com a explosão típica dos sambas da escola do bairro do Bixiga.

Unidos de Padre Miguel: A Bateria “Guerreiros” da Unidos de Padre Miguel fez uma apresentação segura e equilibrada. Um fato que merece ser mencionado é que foi o ritmo com maior participação feminina, graças inclusive ao projeto de Bateria das Guerreiras, lançado por mestre Dinho e com ritmo completamente composto por mulheres, comandada pela mestra Vivian Pitty. Com uma afinação tradicionalmente mais pesada, a bateria da UPM exibiu um ritmo consistente, com ótima execução dos agudos, principalmente dos tamborins e chocalhos, que por vezes tocavam entrelaçados. As bossas altamente musicais foram destaque dentro da sonoridade da bateria da UPM.

Mocidade Independente de Padre Miguel: A bateria “Não Existe Mais Quente” iniciou seu esquenta com repique solista tocando, lembrando as apresentações “das antigas”. Logo após o repique chamar o ritmo foi possível constatar a inigualável subida cascavel do chocalho independente. A afinação invertida de surdos foi percebida. O complemento sonoro dos médios foi contundente. Repiques coesos e caixas de guerra rufadas com acentuação diferenciada preencheram a sonoridade com eficácia, bem como os agogôs de duas bocas contribuíram no balanço, junto de surdos de terceira profundamente envolventes. Tamborins e chocalhos se exibiram de forma sublime, acrescentando valor sonoro à musicalidade da bateria “NEMQ”. O jeito característico e único da bateria da Mocidade encerrou o evento da melhor forma possível, com uma sonoridade que reflete por completo seu DNA musical. Ao invés de terminar sua apresentação andando pela passarela até o palco principal iguais às demais escolas, a bateria da Mocidade preferiu descer pelas escadas que subiu para o palco e terminar sua apresentação no meio da tenda da Cidade do Samba, em meio ao calor do público. Um final apoteótico, de um festival feito de sambistas para sambistas.

Mais do que nunca o Festival Guardiões da Favela foi um sucesso. É necessário que ele faça parte do calendário anual de eventos da Cidade do Samba, permitindo inclusive uma exploração comercial visando turismo. Nossa cultura rítmica de baterias pode ser difundida tanto em caráter nacional, quanto internacional, atingindo cada vez mais um público que não costuma ter contato com os ritmos, dignificando o gênero samba-enredo.

Há mais de uma década na Vila Isabel, Sabrina Sato afirma: ‘Vou ficar para o resto da minha vida’

A apresentadora Sabrina Sato irá alcançar uma marca expressiva como rainha de bateria da Unidos de Vila Isabel no Carnaval de 2024. Atualmente em sua segunda passagem, a artista fará no ano que vem o décimo segundo desfile à frente dos ritmistas da “Swingueira de Noel”. Para efeito de comparação, no Grupo Especial do Rio, apenas Viviane Araújo no Acadêmicos do Salgueiro possui um tempo maior na função. A contratada da Globo estreou no posto em 2011 e ficou de forma consecutiva até 2019. Em 2020, ela foi substituída por Aline Campos, ex-Riscado, vindo naquele ano como rainha da agremiação. O retorno para o cargo mais cobiçado da folia aconteceu na apresentação de 2022, permanecendo nele até hoje. Em entrevista exclusiva concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, Sabrina recordou como foi a chegada na escola e fez questão de exaltar sua relação de amor com a azul e branca.

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Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“Lembro que foi em setembro de 2010 a primeira vez eu pisei nessa quadra. Eu sou aquariana, então as pessoas falam que eu seguro muito a emoção, mas eu não aguentei naquele momento. Um sentimento muito forte tomou conta de mim e começou a escorrer lágrimas dos meus olhos, tamanha era a minha felicidade pelo carinho que recebi na chegada a Vila, nunca esqueci disso. Sinceramente, nunca imaginei que eu fosse ficar tanto tempo e ser tão acolhida. Tenho certeza que eu vou ficar para o resto da minha vida. Então aqui, quando não me quiserem mais como rainha, vou para velha guarda ou para onde tiver que ir. Estando na Vila Isabel, eu estou feliz”, declarou a rainha da “Swingueira de Noel”.

Apesar da extensa agenda de compromissos profissionais, Sabrina Sato procura ser uma figura presente na Unidos de Vila Isabel. A apresentadora, que também é rainha de bateria da Gaviões da Fiel em São Paulo, afirma fazer questão de comparecer ao máximo dos eventos promovidos pela azul e branca do bairro de Noel, incluindo os ensaios realizados no Boulevard 28 de Setembro. Nestas ocasiões, a beldade costuma esbanjar carisma e simpatia, sempre atendendo aos apelos dos fãs com fotos, beijos e abraços. No bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, a musa nipônica falou sobre a importância de vivenciar a agremiação, além da emoção de estar na rua com a comunidade do morro dos Macacos e região.

“É uma emoção única todas as vezes. Estou sempre aprendendo, me divertindo, me jogando e me entregando. Chega uma hora que eu falo assim: ‘Eu vou morrer aqui de tanta emoção’. É muito cansaço misturado com muita adrenalina, sabe? O nosso coração bate mais forte mesmo nessas horas. É igual na Avenida, mas diferente ao mesmo tempo. Até porque aqui você se sente acolhido e muito amado. Então, eu não sei nem explicar direito qual é esse sentimento, porém envolve muita pureza. É algo que está todo mundo junto, em uma força única, de querer o melhor para essa escola, de ver o sorriso nas crianças e no povo, além de estar completamente entregue ao samba e ao Carnaval”, relatou Sabrina.

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Sobre os preparativos para o Carnaval de 2024, a contratada da Globo garantiu já ter definido todos os detalhes do figurino que usará no desfile oficial na Marquês de Sapucaí. O responsável pela roupa será novamente o estilista paranaense Henrique Filho. O profissional, que já trabalhou com outros grandes nomes da folia como Luma de Oliveira e Valéria Valença, assina as fantasias de Sabrina Sato há mais de uma década. Ainda de acordo com a beldade, o carnavalesco da Vila Isabel, Paulo Barros, está acompanhando todas as etapas e participando ativamente de tudo.

“Já sei como vai ser a fantasia. O nosso Paulo Barros está participando de todo o processo. Ele está ligado em tudo que está acontecendo e já falou com o Henrique Filho, que é o meu estilista. Os dois conversaram sobre o desenho, acertaram os detalhes e posso garantir que tem tudo haver com a bateria. E o spoiler que posso dar é que venho de uma cor que eu nunca tinha vindo antes na Vila. Outra coisa que posso revelar é que não vai ter nenhum tipo de pena animal. Aliás, faz muitos e muitos anos que eu não uso. Geralmente tenho usado mais seda ou então eu mando fazer com outro material. Nesses últimos carnavais já usei isopor, canudo de piscina, bambu… A gente vai inventando, vai criando e tem dado certo”, contou a apresentadora.

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A azul e branca do bairro de Noel apresentará, no ano que vem, uma reedição de “Gbalá – Viagem ao templo da criação”, originalmente feito em 1993. Na época, o enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Oswaldo Jardim. Desta vez, a proposta ganhará a assinatura do artista multicampeão Paulo Barros. A Vila Isabel será a terceira a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, em busca do seu quarto título de campeã na elite da folia carioca.

É com você! Indique seus escolhidos para categorias do prêmio ‘Destaques do Ano’

O site CARNAVALESCO prepara mais uma edição do prêmio “DESTAQUES DO ANO“. É a quarta edição da premiação. Até o dia 20 de novembro, o leitor poderá indicar pessoas e escolas de samba. De 21 de novembro até 1 de dezembro será o prazo para votação. A festa de premiação acontecerá no dia 11 de dezembro, em local que ainda será divulgado pelo site.

Nesta fase atual de indicações, vamos levar em consideração apenas os nomes citados pelo público. Na outra etapa o sistema de pontuação será o seguinte para cada categoria: 40 pontos para o mais votado pelos internautas, 30 pontos para o mais votado pela equipe do CARNAVALESCO e 30 pontos para o mais votado entre os jornalistas. Em caso de empate, o escolhido será o que venceu na votação popular.

A edição deste ano terá novidades. Além de mais categorias, o CARNAVALESCO vai homenagear dois sambistas com a categoria “Anel de Sambista”. Vamos premiar anualmente uma mulher e um homem escolhidos pela direção do site. Também teremos premiações para a campeã do Grupo Especial em 2023, a Imperatriz Leopoldinense, a campeã da Série Ouro em 2023, a Porto da Pedra.

Abaixo, você pode fazer suas indicações nas categorias de 2023.

Tuiuti realiza feijoada no dia da Consciência Negra

O feriado pelo Dia da Consciência Negra será de celebração na quadra do Paraíso do Tuiuti. Nesta segunda-feira, 20, a partir das 14h, a sede da agremiação em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, realiza a tradicional feijoada para marcar a importância da data no reconhecimento dos descendentes africanos na constituição e na construção da sociedade brasileira.

tuiuti apresenta 54Durante o evento, haverá apresentação das escolas de sambas Unidos da Tijuca e Porto da Pedra, além de shows do Art Junior, Luiz Camilo e outros. Os ingressos custam R$ 20. A feijoada custará R$ 25.

No próximo Carnaval, o Tuiuti será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval com enredo “Glória ao Almirante Negro!”, uma homenagem a João Cândido, marinheiro brasileiro que atuou na liderança da Revolta da Chibata. O desenvolvimento do tema é do carnavalesco Jack Vasconcelos.
 
Serviço:
Feijoada da Consciência Negra
GRES Paraíso do Tuiuti
Data: segunda-feira, 20 de novembro, a partir das 14h
Local: Campo de São Cristóvão, 33 – São Cristóvão, Zona Norte do Rio
Ingressos a R$ 20. Feijoada a R$ 25
Classificação: Livre

Freddy Ferreira: ‘Desafio rítmico e artístico: qual a fantasia da bateria?’

Uma das questões que mais preocupam mestres e ritmistas envolve como será a fantasia usada pela bateria no desfile. Inúmeros foram os bons trabalhos musicais que acabaram comprometidos, em virtude de uma roupa inapropriada para a única ala fantasiada que permanece dentro da Avenida durante todo o cortejo da escola.

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Foto: Diego Mendes/Rio Carnaval

A bateria é responsável pelo esquenta da agremiação no setor 1, bem como é a ala que encerra os desfiles. Isso acarreta necessariamente em muito tempo vestido e tocando, sendo um próprio desafio humano criar uma roupa que possibilite a plena execução do naipe, aliada ao bem estar do ritmista. Fatores preponderantes para uma fantasia que ajude num desempenho acima da média serão citados na coluna, mas já é possível adiantar que o perfeito alinhamento com diálogo objetivo entre mestre e equipe de criação é a principal forma de evitar prejuízos sonoros ou físicos.

Uma fantasia muito volumosa pode prejudicar os movimentos de braços dos ritmistas ou mesmo dificultar seu próprio caminhar enquanto toca. É vital que toda a movimentação de quem faz ritmo esteja completamente desimpedida, garantindo além da excelência do toque, a própria espontaneidade que um ritmista é capaz de colocar no seu instrumento, enquanto faz sua energia musical transcender dentro da execução do samba-enredo.

Chapéus altos encobrem a visão de quem é da bateria (que desfila às cegas). Isso gera dificuldades terríveis para enxergar as sinalizações dos diretores. O ritmista acaba por tocar tenso, sem poder curtir seu desfile ou aproveitar o frisson do público. Costeiros também podem trazer prejuízos visuais, fora que são bem incômodos e por vezes pesados. Pior ainda é quando o chapéu cobre parte do ouvido. Aí é praticamente entregar nas mãos de Deus. Um trabalho musical de toda uma temporada pode ser potencialmente destruído quando a roupa interfere na percepção sonora de quem vai tocar.

O calor precisa ser uma preocupação séria a se levar em conta no momento de criar o figurino da galera do ritmo. Roupas quentes diminuem a capacidade física, ainda mais diante de tanto tempo tocando e sustentando musicalmente a escola. Máscaras também são extremamente nocivas, pois elevam a temperatura corporal da face, isso quando não interferem na própria visualização Num desfile sem uma maior interação popular, inclusive, esse conjunto calorento costuma jogar o clima lá pra baixo. Garantir uma temperatura adequada pode ser o divisor de águas para uma boa apresentação da bateria. Inúmeros foram os sacodes ao longo dos anos envolvendo roupas leves e mais frescas.

Outro detalhe que demanda atenção é o material da fantasia. Ele pode acabar influenciando na forma como o som se propaga. O excesso de palha, por exemplo, tende a deixar a sonoridade mais opaca. Essa é uma questão que vale um carinho a mais dos mestres, pois numa prova de roupa somente um ritmista veste a fantasia para tocar e tirar fotos. Não há um toque em conjunto para propagar o som e comprovar sua transformação diante de determinados materiais que possam modificar o resultado final do ritmo.

Os problemas podem ser tranquilamente resolvidos com uma boa troca de ideia entre equipe de criação de carnaval e direção de bateria. Carnavalescos e mestres juntos podem dialogar em prol da melhor solução comum para ambos. Têm ritmistas que gostam demais de estarem bem vestidos, com figurinos luxuosos, que de certa forma dignifiquem seu esforço ensaiando. Talvez a maior parte prefira vir com uma fantasia mais cômoda e principalmente funcional. Já ouvi muito por aí que ritmistas deviam vir de terninho sempre ou blusa da agremiação com calça branca. O Carnaval é uma festa audiovisual, portanto, não podemos também descaracterizar nossa estética dessa forma. O bom senso, seja musical ou artístico, é quem sempre deve imperar como norte no desafio rítmico e carnavalesco que é criar o figurino da bateria.

Todos os elementos mencionados na coluna possuem o intuito de contribuir com uma cultura que valorize o sacrificante trabalho anual de ritmistas, que tanto se dedicam ao longo de um ano inteiro para buscar a nota máxima e manter o grau de excelência musical. A bateria de uma escola de samba, além de seu coração, é possivelmente durante toda uma temporada de ensaios, uma das estrelas principais da festa. Nossos colaboradores emocionais do ritmo só querem respeito e carinho para entregar seu melhor, contribuindo ainda mais com a grandiosidade do maior espetáculo da Terra!

Beija-Flor promove feijoada com Mumuzinho e Renato da Rocinha no domingo

A Beija-Flor de Nilópolis avança para mais uma atividade tradicional da sua agenda pré-Carnaval: a feijoada com pagode. O evento contará com shows do cantor Mumuzinho e Renato da Rocinha, além da presença da bateria Soberana, comandada pelos mestres Plínio e Rodney, e dos integrantes do carro de som da agremiação.

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A feijoada ocorre neste domingo, a partir das 13h, na quadra da Beija-Flor, localizada na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Centro, Nilópolis. Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma online ‘Ingresse’ ou diretamente na quadra, na Butique da Beija-Flor de Nilópolis, com preços a partir de R$20,00.

Serviço – Feijoada Beija-Flor de Nilópolis
Data: 19 de novembro
Hora: 13h
Local: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Centro – Nilópolis.
Preço: A partir de R$ 20,00
Atrações: Mumuzinho e Renato da Rocinha

Unidos da Tijuca inicia temporada de ensaios comerciais neste sábado

A quadra da Unidos da Tijuca volta a receber noites de samba aos sábados. A agremiação do Borel inicia a temporada de Ensaios Show a partir das 21h na quadra da escola localizada no Santo Cristo. A entrada é franca até às 23h retirando a cortesia no site do Sympla. Após, R$ 20,00. Componentes inscritos para o carnaval 2024 não pagam entrada a noite toda.

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A banda Swing Carioca abre a noite e apresenta os maiores sucessos da música nacional retrô. Em seguida, a bateria ‘Pura Cadência’ de mestre Casagrande e o intérprete oficial da escola, Ito Melodia, embalam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus André e Lucinha Nobre, o segundo casal Rafael Gomes e Thainá Teixeira, além do show da escola com as apresentações de todos os segmentos: baianas, passistas e velha guarda numa pegada bem lusitana.

Com cerveja gelada e muitos petiscos, a quadra da Unidos da Tijuca abre seus portões para quem procura samba de qualidade e muita alegria, além de ficar localizada num ambiente de fácil acesso na zona portuária do Rio de Janeiro e próximo à rodoviária Novo Rio.

A Unidos da Tijuca será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial com o enredo “O Conto de Fados”, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada. A quadra de ensaios fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento amplo no local.

Serviço:
Ensaio Show da Unidos da Tijuca
Data: 18/11/2023
Horário: 22h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 –Santo Cristo
Ingressos: Vip até 23 horas retirando a cortesia no site do Sympla – Pista – R$ 20,00 /Mesa – R$ 150,00 (com 4 ingressos)/ Camarote Inferior – R$ 300,00 (com 10 ingressos)/ Camarote Superior – R$ 400,00 (com 10 ingressos) / Jirau – R$ 100
Venda On-Line: https://www.sympla.com.br/feijoada-da-tijuca__2216482
Televendas: 21 96492-0940
Classificação: 18 anos