A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do carnaval do Rio de Janeiro, anunciou Rafa Kalliman como sua mais nova musa. Está será a primeira participação da atriz e apresentadora na Marquês de Sapucaí.
Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz
“Estou vibrante, muito alegre. O convite veio num momento muito bom e eu quero conseguir estar junto à escola. O carnaval é aproximação, alegria e minha expectativa passa por aí também. Que eu me divirta com muita responsabilidade, entendendo o que eu vou representar e a escola a qual agora eu faço parte”, comemorou Kalliman.
Rafa esteve no barracão da agremiação, na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio, nesta quarta-feira, para conhecer seu figurino e enalteceu o trabalho desenvolvido pela escola.
“Eu amei o figurino. Fiquei impactada com tudo que vi aqui. Está tudo lindo. Estou muito feliz, de verdade. Vamos trabalhar muito”, disse.
Kalliman será apresentada à comunidade da Imperatriz na próxima sexta-feira, durante o ensaio da escola, e também marcará presença no evento em celebração ao Dia Nacional do Samba, na Cidade do Samba, no próximo dia 1 de dezembro.
O Palácio do Samba tem uma rainha e não é uma qualquer. A Estação Primeira de Mangueira ouviu um antigo apelo feito por milhares de sambistas e decidiu levar para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no ano que vem um tributo a ninguém menos que a cantora Alcione, uma das maiores vozes da música brasileira e torcedora histórica da agremiação. A verde e rosa pretende abordar no decorrer de sua apresentação a fé da artista, a cultura de sua terra natal, o Maranhão, além do seu legado para o futuro através da criação da Mangueira do Amanhã. Essa proposta será desenvolvida pela dupla de carnavalescos formada por Annik Salmon e Guilherme Estevão, que farão em 2024 o seu segundo trabalho consecutivo na escola. A expectativa é repetir, mais uma vez, a façanha de outrora e alcançar um título de campeã do Carnaval carioca homenageando um grande nome das artes brasileiras, assim como aconteceu com Braguinha, Dorival Caymmi, Carlos Drummond de Andrade, Chico Buarque e Maria Bethânia.
Fotos de Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
Para entoar o samba que irá embalar esse desfile em tributo a Marrom, a Mangueira terá uma dupla de intérpretes que fez bastante sucesso em sua estreia no último Carnaval: Dowglas Diniz e Marquinho Art’Samba. Se depender do desempenho dos dois na gravação, a tendência é que o êxito dos cantores seja ainda maior no próximo ano. Em conversa com o site CARNAVALESCO na Cidade das Artes, eles falaram como foi a preparação para dar voz ao hino oficial da Estação Primeira para 2024 e relataram não ter sido necessário muitos ajustes na obra de autoria de Lequinho e companhia. Além disso, outro tópico abordado no decorrer desse bate-papo foi o crescimento do entrosamento, assim como a da sinergia, entre Dowglas e Marquinho.
“O preparo vem desde o início da disputa, ainda em cima das obras concorrentes para ser o hino da nossa escola. Ali a gente já começa a aprender os sambas e a se familiarizar com cada um. Depois da escolha, a nossa preparação é mais questão de melodia, ensaio juntamente com a bateria, além de adequar o tom do samba para a minha voz e para a voz do Marquinho. Tem ainda os cuidados mais físicos, que vão desde de preservar ao máximo a voz dois dias antes até a alimentação, que também conta bastante. Ou seja, é um processo relativamente simples, sem nada mirabolante. Basicamente é ensaio, descanso e alimentação. Outro fator importante é que, diferentemente do ano passado, estou mais tranquilo. Como o último Carnaval era minha estreia como intérprete oficial, era tudo muito novo, então tinha um certo nervosismo da minha parte. Já para 2024 estou mais capacitado, ainda mais entrosado com o Marquinhos, e por isso ficou tudo mais fácil”, disse Dowglas Diniz.
“A gente não está entrosado do Carnaval de 2023 para cá. O meu entrosamento com o Dowglas vem desde quando eu entrei na Mangueira. Essa é a realidade. Ele sempre foi um garoto que me deu toques: aqui é assim, aqui é assado, coisa e tal… Então a gente sempre esteve em sintonia. Com relação ao samba, o ano de 2024 é desafiador. A gente teve nesse último ano um samba aclamado pelo povo, com um pré-carnaval que foi maravilhoso, assim como o desfile. E, sinceramente, não acho que vai ser diferente agora. Temos uma grande obra para trabalhar, uma bateria muito boa e encaixada com o carro de som, além de uma equipe extremamente competente, na qual vigora o respeito”, complementou Marquinho Art’Samba.
Presidente da Mangueira fala sobre participação de Alcione: ‘Feliz’
Um dos pontos altos da gravação da Mangueira ocorreu quando uma convidada para lá de especial apareceu no estúdio. Bastou os primeiros burburinhos sobre a chegada dela começarem a rolar que, imediatamente, o clima de ansiedade e expectativa tomaram conta do espaço. Poucos segundos depois, um enorme clarão se abriu e todos se posicionaram para recebê-la. A cada passo, era possível observar o brilho nos olhos de quem assistia a entrada. Ao chegar bem ao centro da sala, ela simplesmente sorriu e saudou a todos que estavam no local. Não era sonho, nem fantasia, a presença de Alcione era uma realidade. Feliz de estar ali, a cantora não disfarçou a emoção de estar vivendo aquele momento e, ao final da gravação, ainda se mostrou atenciosa ao tirar diversas fotos com os segmentos da escola. Todo esse evento foi acompanhado de perto pela presidente da Estação Primeira, Guanayra Firmino, que em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO falou sobre essa participação de Marrom.
“O convite para a Alcione participar da gravação foi feito por mim. Eu fui até a casa dela, fiz a proposta e, logo de cara, ela se animou muito com a ideia. A partir daí, foi só resolver a parte burocrática. A equipe dela, em contato com o pessoal da gravadora da Liesa e do jurídico, resolveram tudo. Com isso, a participação foi possível e todos nós ficamos felizes da vida com o resultado, principalmente ela”, contou Guanayra.
A própria mandatária também não fez nenhuma questão de esconder a satisfação diante do trabalho realizado pelos integrantes da verde e rosa. De acordo com dirigente mangueirense, a escola não preparou nada exclusivamente para essa gravação, sendo o resultado dela fruto das ideias que já estão sendo desenvolvidas, pela área musical da agremiação, visando o desfile oficial em fevereiro do ano que vem.
“Esse ano acho que os nossos diretores musicais, os nossos mestres de bateria, trabalharam com mais vontade por ser um samba em homenagem a nossa diva, a nossa madrinha, a rainha do palácio, a Alcione. Porém, não fizemos nada pensando especialmente na gravação. A gente sempre trabalha visando o desfile. Tudo que estamos executado nessa faixa do disco é fruto do que vem sendo desenvolvido desde as eliminatórias, buscando justamente alcançar o melhor resultado possível na Avenida, na nossa visão. Nós temos um sambão, que acredito muito que vai pegar no Carnaval. A gravação foi maravilhosa e agora é aguardar o lançamento. Tenho certeza que os mangueirenses vão gostar”, assegurou a presidente.
Simbolismo em cantar ao lado da Marrom
A participação de Alcione na gravação oficial da Mangueira despertou emoções em diversas pessoas presentes no estúdio, desde os ritmistas até a produção. Porém, o momento foi especialmente marcante para Dowglas Diniz e Marquinho Art’Samba. Os intérpretes tiveram a honra de cantar ao lado da homenageada, além de interagir com ela durante as filmagens do clipe. Para a reportagem do site CARNAVALESCO, ambos detalharam o sentimento que tiveram ao estarem lado a lado com a artista maranhense.
“Gravar com a Alcione esse samba-enredo maravilhoso, em homenagem a nossa madrinha, foi extremamente emocionante. No meu caso que vim oriundo da escola mirim que ela fundou, a Mangueira do Amanhã, acaba sendo algo ainda mais especial. Hoje, se eu estou intérprete da Mangueira, ao lado do Marquinhos, é graças a Alcione. Então, participar desse momento, ajudar a escola a prestar esse tributo, é uma pequena forma de agradecer tudo que ela fez por mim, por todas as crianças do Morro da Mangueira e por aí a fora. Podem ter certeza que vou dar o meu melhor na Avenida, assim como fiz na gravação dessa faixa, em gratidão a nossa madrinha Alcione”, salientou Dowglas.
“Quando eu vi a Alcione do meu lado passou um filme na cabeça. Vieram diversas recordações da minha vida, desde a infância. Eu cresci ouvindo vários discos dela e hoje poder dividir o microfone com a Alcione é algo surreal. Nunca imaginei viver isso. E não é simplesmente dividir o microfone com a Alcione, mas fazer isso dentro da Estação Primeira de Mangueira e em um enredo sobre ela. Para mim, isso é tudo”, explicou, em seguida, Marquinho Art’Samba.
Bateria ‘Tem Que Respeitar Meu Tamborim’ quer repetir 40 pontos
A dupla formada por Rodrigo Explosão e Taranta Neto estreou com o pé direito no comando da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”. Logo de cara, os dois apresentaram um trabalho de excelência no Carnaval de 2023 e conquistaram todas as notas máximas por parte dos jurados. Para manter este alto padrão em 2024, Rodrigo, que é filho do mestre Alcir Explosão e já teve uma primeira passagem pelo posto entre 2016 e 2018, destacou que o trabalho em conjunto é fundamental. Em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, ele contou como foram esses preparativos para a gravação oficial e ressaltou a união de toda a área musical da agremiação para entregar ao público uma faixa de qualidade.
“Foram dias de muito estudo. O tempo para fazer essa preparação para gravação foi pouco, mas já foi maior que o costume. Tivemos que trabalhar todo esse processo de interação com o enredo, saber o que eles tão falando de fato do Maranhão, do que a Alcione participou, do que ela tem o conhecimento, para conseguirmos produzir isso no samba. Foi uma tarefa bastante árdua, porém a equipe que montamos é muito boa. Ficamos uma semana com todo mundo buscando, cada um trouxe informações diferentes e conseguimos chegar em uma condição boa para gente trabalhar dentro da bateria esse ano”, relatou Rodrigo Explosão.
Diferentemente do parceiro de trabalho, Taranta Neto está em sua primeira passagem pelo comando da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”. Com experiência como mestre de bateria na Acadêmicos da Abolição, Imperadores Rubro-Negros e União de Jacarepaguá, ele estreou na Estação Primeira desfilando ao lado do seu avô, o lendário Taranta, sendo diretor mascote em 2003 e 2004. Ainda muito novo, ele foi alçado ao posto de mestre na Mangueira do Amanhã, função que desempenhou por 10 anos, entre 2008 e 2018. Agora à frente dos ritmistas da escola-mãe, Taranta Neto não escondeu, durante a conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, a felicidade de estar participando do atual momento da Mangueira e antecipou o que o público vai encontrar nessa faixa oficial da escola.
“Quando a gente se reúne para fazer as ideias, a gente já planeja tudo, tanto gravação, quanto desfile. Nesta faixa oficial, optamos por fazer uma nuance musical no meio do samba e uma bossa mesmo no refrão. Para o desfile oficial, nossa ideia é levar três bossas, sendo que as outras duas vamos ir passando para os ritmistas aos poucos ao longo dos ensaios, além dessa nuance que a gente faz tipo um xaxado entre o tamborim e o surdo, assim como as caixas em uma rufadinha lá no meio. Quanto a instrumentos, vamos trazer de diferente para o desfile de 2024 os pandeirões de couro, que são famosos lá no Maranhão, e as matracas, que vão incrementar na bateria. É difícil, mas a gente vai trabalhar para conseguir fazer isso tudo”, revelou Taranta Neto.
Lequinho sobre homenagem a Alcione: ‘Grande enredo dos últimos anos’
Após uma disputa de samba equilibrada e emocionante, a obra escolhida pela Estação Primeira de Mangueira para embalar o desfile em homenagem a cantora Alcione foi a composta por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Fadico, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. A parceria, que foi bicampeã do concurso promovido pela escola, acompanhou de perto a gravação e não escondeu a emoção ao ver a criação deles sendo entoada por Marquinhos Art’Samba e Dowglas Diniz, além de executada pela bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”.
“É sempre uma sensação maravilhosa ter um samba gravado na Estação Primeira de Mangueira. A gente sempre fica muito contente, muito honrado, mas acho que esse ano é ainda mais especial. Talvez seja o grande enredo dos últimos anos. Falar da Alcione é algo magnífico, acho que a gente nem sonhava um tempo atrás que pudesse chegar no momento de ganhar um samba com uma homenagem a ela. E ver o resultado desse processo, desde a criação até chegar a gravação, nos deixa cheios de orgulho. A gente sempre teve muita confiança nesse samba e agora está se confirmando. É um samba que vai emocionar muito os mangueirenses. Estamos muito satisfeitos, muito felizes”, declarou Lequinho durante bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO.
Com 12 vitórias nas disputas de samba da Mangueira, Lequinho é considerado um dos maiores nomes da ala de compositores da escola. Entre as obras importantes assinadas por ele estão “Brazil com ‘Z’ é pra cabra da peste, Brasil com ‘S’ é nação do Nordeste” (2002), “Minha língua é minha pátria, Mangueira, meu grande amor. Meu samba vai ao lácio e colhe a última flor” (2007) e “Só com a ajuda do santo” (2017). Tendo como base essa experiência acumulada ao longo da carreira, o autor do hino de 2024 avaliou os diferenciais dessa composição e apostou quais são os trechos que podem ter melhor rendimento na Marquês de Sapucaí.
“Esse samba realmente tem várias passagens que são emocionantes. Eu posso destacar, por exemplo, a primeira do samba, quando se fala sobre o tempo ser o maestro, que retrata a infância da Alcione. Acho que essa vai ser uma parte muito emocionante para ela. Outro trecho que considero muito forte é quando a gente fala da Dona Zica, da Dona Neuma, que são os pilares, junto com a própria Acione, da Mangueira do Amanhã. Algo bastante tocante para nós também é a citação ao Hélio Turco, maior compositor da nossa escola, mais vezes vencedor das disputas de samba-enredo, além de ter sido o responsável por compor as primeiras obras da Mangueira do Amanhã. Agora, de uma forma geral, falando do público, do momento do desfile, dos ensaios e tal, eu destaco o pré-refrão, que é quando fala que ela é odara, pois acho que isso aí vai pegar. Durante a disputa, a gente já viu que realmente foi uma explosão. Ainda aposto muito no refrão principal, que é quando a gente diz que meu palácio tem rainha e não é uma qualquer. Toda mulher gosta de ouvir algo assim, de bater no peito e dizer que realmente não é uma qualquer. Isso é uma frase que sempre foi usada pela Alcione e Deus nos abençoou de conseguir encaixar perfeitamente no refrão. Acredito que esses, de fato, serão os grandes destaques”, ponderou o compositor.
Preparação a todo vapor para desfile de 2024
A Estação Primeira de Mangueira veio mordida no Carnaval de 2023. Após ficar de fora do sábado das Campeãs no ano anterior, a agremiação mostrou a força da sua comunidade e, embalado por um samba aclamado por crítica e público, os chamados quesitos de chão tiveram excelentes performances. A evolução da verde e rosa conseguiu gabaritar e alcançou os sonhados 40 pontos, enquanto a harmonia teve apenas uma única nota abaixo de dez, mas que acabou sendo descartada. Para manter esse rendimento em 2024, a escola aposta em uma rotina intensa de ensaios, que inclui treinos duas vezes por semana a partir de dezembro.
“A escola entrou muito forte na Avenida em 2023, cantando muito, desfilando bem, tanto que não perdeu décimos em harmonia e em evolução. Isso é decorrente dos ensaios que rolam na quadra e na rua. Eu costumo falar que se você treinar bem, você joga bem. A Mangueira costuma treinar bastante para chegar no dia e jogar bastante bem também. Prova disso é que a gente já começou desde outubro a preparação com a comunidade, através dos ensaios de canto. Já a partir de dezembro, teremos os nossos ensaios de rua e daí para frente é direto”, afirmou o diretor de carnaval, Júnior Cabeça, em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO nos bastidores da gravação.
A presidente da verde e rosa, Guanayra Firmino, também comentou esse modelo de ensaios duas vezes por semana e exaltou a rotina mais intensa de preparação visando o Carnaval de 2024. Ainda no bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, a mandatária falou sobre os trabalhos na Cidade do Samba e garantiu que o barracão está dentro do calendário previamente elaborado.
“A Mangueira não tinha o hábito de ensaiar tanto assim. Porém, de uns dez anos pra cá, a gente viu essa necessidade de ensaiar mais o canto e a parte técnica na rua. Por enquanto, a gente acha importante manter esse modelo de duas vezes por semana. Os nossos ensaios de canto começaram ainda em outubro e no mês de dezembro a gente vai para rua. A princípio, um dos dias vai continuar dedicado ao canto, enquanto o outro vai ser naquele modelo tradicional do ensaio de rua. Já a partir de janeiro, a gente fica duas vezes só com o ensaio de rua. Quanto ao barracão, tudo está indo bem, dentro do cronograma, conforme o planejado. Só posso dizer que nós estamos trabalhando para entregar um grande desfile. Esperem da Mangueira em 2024 uma apresentação guerreira, ousada e muito cantada. O nosso chão vai para Marquês de Sapucaí com toda a força e vamos em busca desse título. Ganhar é outra coisa, mas nós vamos lutar por esse campeonato, assim como todas as outras escolas”, pontuou a presidente mangueirense.
Em 2024, a Estação Primeira será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. Com o título de “A negra voz do amanhã”, o tributo para cantora Alcione terá a assinatura artística da dupla de carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão.
O intérprete Pitty de Menezes cantou o samba-enredo da Imperatriz para o Carnaval 2024 no festival Guardiões da Favela. A escola de samba levará para Avenida o enredo “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”.
As comemorações do Dia Nacional do Samba prometem ser inesquecíveis para os foliões neste ano, nos dias 1º e 2 de dezembro, na Cidade do Samba — a casa do Rio Carnaval. Com ingressos a partir de R$ 30 (válidos para as duas datas), o público poderá acompanhar desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, show com Diogo Nogueira (dia 1º), Roda de Samba do Beco do Rato e concurso para escolher a nova Corte LGBTQIAPN+ (dia 2).
Enquanto aproveitam as atrações, os sambistas poderão experimentar um pouco da tradicional gastronomia presente nas quadras e ensaios das escolas de samba, em barraquinhas espalhadas pelo local. Além disso, será possível tirar fotos com fantasias, adereços e esculturas, que ficarão em exposição.
O primeiro lote do passaporte, válido para os dois dias, está disponível para compra no site https://www.ingresse.com/dia-nacional-do-samba ou presencialmente na Cidade do Samba, que fica na Rua Rivadávia Correa, 60, na Gamboa.
O evento tem organização da Prefeitura do Rio, através da Riotur, e da Liesa, com apoio institucional da Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro.
Dia Nacional do Samba
Data: 1º e 2 de dezembro
Local: Cidade do Samba (Rua Rivadávia Correa, 60 – Gamboa)
Horário: a partir das 19h30 (dia 1º) e das 15h (dia 2)
Preço: a partir de R$ 30 (passaporte para os dois dias)
Locais para compra: https://www.ingresse.com/dia-nacional-do-samba ou presencialmente na Cidade do Samba
O intérprete Emerson Dias cantou o samba-enredo do Salgueiro para o Carnaval 2024 no festival Guardiões da Favela. A escola de samba levará para Avenida o enredo “Hutukara”.
O intérprete Zé Paulo Sierra cantou o samba-enredo da Mocidade para o Carnaval 2024 no festival Guardiões da Favela. A escola de samba levará para Avenida o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”.
Sempre irreverente no seu jeito de ser, a São Clemente vai desfilar pelo segundo ano consecutivo na Série Ouro depois de passar 11 carnavais no Grupo Especial, entre 2011 e 2022. Mordida para voltar à elite da folia carioca, a escola convive com um período de mudanças em seus principais quadros nesta preparação para o próximo desfile. No comando da bateria desde 2011 em companhia de outros profissionais e desde 2018 em voo solo, mestre Caliquinho deixou a Fiel Bateria em abril deste ano, dando lugar para a chegada de mestre Marfim, que já fazia parte da diretoria dos ritmistas. Outra grande surpresa foi a saída do intérprete Leozinho Nunes, que comandava o carro de som da agremiação desde 2016, em alguns desfiles acompanhado de nomes como Grazzi Brazil, Maninho e Bruno Ribas, e em outros trabalhando de forma individual. Para o seu lugar, a São Clemente apostou na formação de uma dupla, Vitor Cunha e Leandro Santos, que já fizeram parte do carro de som de algumas escolas como apoio. Outra novidade foi a chegada do carnavalesco Bruno Oliveira. Pela primeira vez como mestre na gravação de um álbum da Liga RJ, Marfim falou sobre a oportunidade e contou mais sobre sua trajetória na Amarela e Preta da Zona Sul.
Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO
“Em primeiro lugar eu tenho que agradecer ao presidente Renato pela oportunidade de ter me colocado como mestre de bateria. Eu já fazia parte da antiga gestão do mestre Caliquinho, somos grandes amigos, já viemos de muitos anos juntos, somos nascidos e criados no morro Santa Marta, que é a escola da comunidade, acho que foi algo muito natural essa saída do Caliquinho e a minha subida para o cargo. Antigamente eu era repique de bossa, e você vai meio que criando uma liderança dentro da bateria, e mais por instinto de responsabilidade, como repique você tem que ter uma responsabilidade a mais que o ritmista normal, em 2010 virei diretor e fui diretor até virar mestre”, conta mestre Marfim.
Originalmente vindo da bateria, o presidente Renatinho, que comandou a Fiel bateria por cerca de 15 anos, entre o final dos anos 80 e começo dos anos 2000, mostrou bastante empolgação com a equipe que a São Clemente está montando para o próximo desfile. Além de Marfim, o mandatário analisou as chegadas de Vitor Cunha e Leandro Santos, além do carnavalesco Bruno Oliveira.
“O Caliquinho pediu para sair mesmo, porque ele está com dois filhos.É meu amigo. Ele gosta muito da escola e está ajudando o Santa Marta que é a escola do coração dele. O mestre Marfim também é do Santa Marta. Os dois foram criados juntos. Foi apenas uma passagem de bastão. Trouxemos esses dois meninos para cantar, eles deram uma vida à escola diferente, não tenho problema com o Leozinho, é um menino que eu tratava como um filho. Foram questões pessoais dentro da escola. E pela gravação fiquei muito satisfeito com os cantores, é um negócio assustador. Estou empolgado com o carnavalesco também, acho que vai vingar em 2024”, espera o dirigente.
“Vem, como é bom voltar/Guarabira em festa quer te abraçar”, são versos de um pequeno pós-refrão que antecede a cabeça do samba e já teve na gravação a cara e o “jeitinho” dos novos intérpretes da São Clemente. Apresentados na final do concurso de samba-enredo realizado no dia 06 de outubro, Vitor Cunha e Leandro Santos conversaram com a reportagem do CARNAVALESCO em Marechal Hermes durante as gravações da faixa para o álbum da Série Ouro. A dupla revelou que já possui ligação com a escola e espera um grande desfile em 2024.
“Já passei pela São Clemente em 2009, foi um trabalho muito legal que a gente fez e de lá pra cá, depois que eu saí, a galera da escola sempre me tratou muito bem, pessoal da harmonia, bateria, os componentes em geral, voltar a São Clemente agora foi uma surpresa imensa, quero agradecer muito a galera do samba que eu defendi, porque não fosse eles também, é aquela velha história de quem não aparece, não é lembrado. Agora junto do Leandro, já cantamos juntos na Estácio, na época a escola foi campeã inclusive. Estamos trabalhando muito, nos conhecendo melhor também nesta gravação da faixa e está sendo muito legal”, admite o intérprete Vitor Cunha.
“Somos da família Clementina já, estive em 2005 com o Clóvis Pê, em 2006 com o Bessa, e estamos retornando a uma das nossas casas do carnaval. Muito feliz pelo convite do Renatinho, também fui pego de surpresa, mas é muito reconfortante estar nesse projeto, o enredo maravilhoso sobre o Zé Katimba, o samba está muito bacana, pode ter certeza que vai vir um grande trabalho não só do nosso carro de som, mas da bateria e de toda a comunidade. Aqui nós vamos iniciar um grande trabalho na Sapucaí”, promete Leandro Santos.
Na Fiel Bateria já começa a se ver a cara de Marfim
Com o desafio de manter o trabalho de uma bateria que vinha sendo bastante elogiada nos últimos anos pelo trabalho que Caliquinho vinha desenvolvendo, mas ao mesmo tempo, com a missão também de apresentar novos caminhos, mestre Marfim destaca que tem buscado colocar as suas características, ainda que respeitando os processos que vinham dando certo na Fiel Bateria.
“Mesmo eu já fazendo parte da antiga gestão, eu tenho característica próprias de andamento, afinação, bossas, essa gravação vai ter já uma cara mais de Marfim na Fiel Bateria.Fizemos alguns ensaios, costumo explorar muito a melodia do samba, espero o samba ser escolhido para depois desenvolver as bossas em cima da Melodia da obra. Acho que até para valorizar mais ainda o samba. Podem esperar algo ousado, mas ao mesmo tempo respeitando a melodia da obra”, esclarece o diretor de carnaval.
O enredo “Que grande destino reservaram pra você” vai trazer a importância de Zé Katimba para a história do carnaval das escolas de samba e para a música popular brasileira. O compositor, com seus 90 anos de idade, será representado no palco onde ele foi e é consagrado. A obra escolhida pela diretoria da São Clemente para o carnaval 2024 é de autorias dos compositores Ricardo Góes, Naldo, Serginho Machado, Sérgio Gil, Fadico, Orlando Ambrosio, Matias de Oliveira e Fernando Lima, superou os sambas de Marcelo Adnet e Cia e Robert Farrow e Cia. O presidente Renatinho falou sobre o samba da agremiação para o próximo desfile e explicou a estratégia da escola após a gravação da faixa oficial da Liga-RJ.
“É uma disputa que houve na quadra, e qualquer pessoa que concorre contra o Adnet, esse artista global, que é uma grande sensação agora do carnaval, sabe da dificuldade. É um samba que leva multidões, escolhemos uma grande obra. E fizemos uma gravação excelente para o carnaval 2024. Vamos fazer nossos ensaios para toda a escola cantar, nesse primeiro mês vai ser só de canto, falei até para o Marfim colocar apenas 30 ritmistas porque a gente quer escutar o canto. Acho que vai dar bom se Deus quiser”, deseja o presidente.
Com o enredo “Que grande destino reservaram pra você”,em 2024, a São Clemente será a sexta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí no sábado de carnaval.
O Paraíso do Tuiuti celebrou o Dia da Consciência Negra, na última segunda-feira, com muito samba. Ainda durante a tarde, a agremiação abriu as portas de sua quadra para realizar mais uma edição da tradicional feijoada. O evento, que contou com a participação das coirmãs Unidos da Tijuca e Porto da Pedra, terminou no período da noite e foi seguido pelo ensaio de rua da escola. O treino ao ar livre, que é o quarto da temporada para o Carnaval de 2024, contou com um número reduzido de pessoas em comparação com as segundas-feiras anteriores. A largada foi dada já por volta das 23h, com a agremiação concluindo o percurso no início da madrugada desta terça-feira. Os principais segmentos estiveram presentes e o hino oficial voltou a ter um ótimo rendimento, graças a performance segura do intérprete Pixulé e ao espetáculo promovido pela bateria “Super Som”.
Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
“A gente está lapidando um trabalho. Hoje conseguimos ter um resultado bem melhor que o da semana passada. Isso mostra que estamos evoluindo. Os esforços tão surtindo efeito. A comunidade, por exemplo, cantou muito mais. Então, a tendência agora é só essa. É só aperfeiçoar. Lapidar o que dá errado. Aqui na rua é para isso. Os ensaios servem justamente para errar, corrigir e acertar. Quanto ao contingente, tivemos um problema que foi a chuva. Então, muitos componentes ficaram com receio de sair de casa, pegar um alagamento e de repente enfrentar algum problema no meio do caminho. Mesmo assim, considero que tivemos um bom efetivo aqui de componentes, de pessoas, e que o treino foi bastante positivo”, avaliou o diretor de carnaval do Tuiuti, André Gonçalves, em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO após a conclusão do ensaio.
No ano que vem, o Paraíso do Tuiuti será a quinta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. Na ocasião, a azul e amarela do bairro de São Cristóvão apresentará o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, uma homenagem ao marinheiro João Cândido, que atuou na liderança da Revolta da Chibata. O desenvolvimento do tema é do carnavalesco Jack Vasconcelos.
Comissão de frente
O quarto ensaio de rua da Paraíso do Tuiuti foi mais uma vez aberto pela comissão de frente assinada pelos coreógrafos Cláudia Mota e Edifranc Alves. A apresentação, especialmente elaborada para os treinos no Campo de São Cristóvão, contou com um contingente maior que os das últimas semanas, tendo sido formada dessa vez por três mulheres e dez homens. Apesar desse aumento no número de integrantes, a coreografia seguiu a mesma, possuindo como marca a teatralização em cima da letra do samba e os passos bem definidos, executados com bastante sincronia. Novamente, a performance teve como ápice o momento em que uma das integrantes era erguida para o alto e, em seguida, se jogava de costas, sendo amparada por outros componentes.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, apostou em uma apresentação que mesclou o bailado tradicional com passos coreografados. A dupla, que veio com um figurino predominante em tons de amarelo, teve uma dança marcada pela intensidade e por momentos de bastante velocidade, traços característicos na trajetória de ambos. Os giros foram uma constante ao longo da performance, assim como a sincronia entre eles. Aliás, o entrosamento foi um ponto alto. No terceiro trabalho consecutivo juntos como defensores do pavilhão principal da agremiação, os dois demonstraram ter uma conexão forte, com movimentos precisos, gestos elegantes e troca de olhares constantes.
Samba-enredo
Após apresentar uma queda de rendimento na semana anterior, a obra composta por Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia voltou a ter um bom desempenho nesse quarto ensaio de rua da Paraíso do Tuiuti. A performance do intérprete Pixulé no microfone principal foi fundamental para isso. Seguro e confortável no comando do carro de som, o cantor oficial soube conduzir o samba melodioso de uma forma vibrante e potente, mantendo essa pegada do início ao fim do treino. Além dele, a bateria “Super Som” foi outro fator importante para que o hino não tivesse uma queda ou ficasse arrastado no decorrer de uma hora e 15 minutos de apresentação no Campo de São Cristóvão. Em mais uma noite inspirada, os ritmistas liderados pelo mestre Marcão agitaram os componentes e os espectadores presentes no local, através da realização de bossas e de nuances que deram um brilho a mais ao já belo desenho melódico da composição.
Harmonia
O bom desempenho do samba-enredo refletiu positivamente na performance do quesito nesse quarto treino a céu aberto da Paraíso do Tuiuti. Mesmo com um contingente menor, muito por conta do feriado do Dia da Consciência Negra e da ameaça de chuva para a noite de segunda-feira, os componentes que marcaram presença no Campo de São Cristóvão não fizeram feio no canto. Os dois refrões tiveram ótimo rendimento durante toda a passagem da escola, sendo entoados com força pelos desfilantes. A subida para o refrão principal, “Salve o Almirante Negro/Que faz de um samba enredo/Imortal!”, e o falso refrão que antecede o do meio, “Ôôô A Casa Grande não sustenta temporais/Ôôô Veio dos Pampas pra salvar Minas Gerais”, também se saíram bem e foram cantados com afinco. Já outras partes da obra deixaram a sensação de que podem ter um funcionamento melhor. É o caso, por exemplo, dos trechos “O mar com as ondas de prata/Escondia no escuro a chibata/Desde o tempo do cruel contratador”, presente na primeira estrofe, e “O luto dos tumbeiros/A dor de antigas naus/Um novo cativeiro/Mais uma pá de cau”, oriundo da segunda estrofe, que foram cantados apenas de forma tímida e com um baixo volume. Em relação às alas em si, o destaque ficou para a segunda e a terceira que mostraram estar com a letra na ponta da língua e cantaram com muita vontade o hino oficial por completo, se sobressaindo as demais justamente pela garra e animação.
Evolução
Apesar de não terem ocorrido falhas graves ao decorrer do ensaio da noite dessa segunda-feira, a evolução da Paraíso do Tuiuti é um ponto que merece atenção. A escola teve um ritmo lento durante a passagem pelo Campo de São Cristóvão e abriu alguns pequenos clarões, que foram rapidamente corrigidos, nos momentos de deslocamento após as paradas dos segmentos nas cabines simuladas de jurados. Nas alas em si, sem o calor excessivo da semana anterior, foi possível observar os componentes desfilando com maior empolgação. Eles vieram sem lugares marcados ou fileiras rígidas, o que permitiu que brincassem e evoluíssem de maneira mais solta. Vale destacar que, por estratégia da agremiação, não houve o recuo da bateria, que veio encerrando a apresentação da azul e amarela.
Bateria
A “Super Som” seguiu a tendência das últimas semanas e novamente foi o grande destaque desse quarto ensaio da Paraíso do Tuiuti no Campo de São Cristóvão. Os ritmistas liderados por mestre Marcão, junto do carro de som comandado pelo intérprete Pixulé, foram os responsáveis por ajudar o samba melodioso da escola a ter uma performance empolgante ao longo de uma hora e 15 minutos de treino. Diferente do que vinha sendo apresentado nessa temporada na rua, a bateria dessa vez explorou mais o ritmo como um todo e executou menos vezes as bossas e nuances que estão sendo preparadas. O andamento também foi um pouco mais acelerado em comparação às segundas-feiras anteriores, sendo adotado 143 BPM (batidas por minuto). Em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, Marcão pontuou que o momento é de experimentar e enalteceu a importância desses testes ao ar livre na hora de aprimorar o que já vem sendo desenvolvido desde julho, visando justamente o desfile oficial do ano que vem.
“Gostei para caramba do ensaio, achei muito bom. O trabalho, como um todo, está progredindo. Toda segunda-feira, a gente aproveita esse espaço para testar e depois fazer a nossa avaliação, justamente para tentar identificar o que funciona, o que é bom, o que é ruim e o que pode melhorar. Também acompanhamos de perto o andamento, verificando toda hora se não caiu ou se subiu. Nesse treino de hoje, por exemplo, desde o momento que a gente largou até o final, foi a mesma coisa, o mesmo patamar, graças a Deus. O nosso samba é muito melódico, tanto que buscamos explorar isso através das nuances que fazemos dentro do ritmo. É algo bem legal. E estamos realmente experimentando. É claro que tem muita água para rolar e cada vez vamos evoluindo mais. Tem segunda-feira que fica ruim, tem segunda-feira que fica bom, faz parte do processo. Estamos ajeitando ainda, tem uma bossa para poder deixar ela bem equalizada, essa daí do paradão que fica só o surdo está um espetáculo, então realmente é um exercício de ir tirando e colocando. É tipo jogo de xadrez, onde a gente tira a peça daqui, move para ali e, daqui a pouco, dá o xeque-mate. É isso”, relatou o comandante da “Super Som”.
Outros destaques
Além da bateria “Super Som”, outra constante quando se trata de destaque em ensaio de rua da Paraíso do Tuiuti é a rainha Mayara Lima. A beldade é um verdadeiro acontecimento. Pode fazer chuva ou sol que a quantidade de pessoas que se aglomeram nas calçadas para vê-la passar é sempre de se impressionar. Todas as vezes os olhares e as câmeras ficam atentos, só no aguardo de registrar mais um show de samba no pé. E, na noite dessa segunda-feira, não foi diferente. Com short amarelo e uma blusa toda com pedrarias, Mayara esbanjou beleza, simpatia e muito gingado, fazendo questão de atender os apelos do público e interagir com os ritmistas através da dança sincronizada com as batidas.
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O intérprete Tinga e a equipe do carro de som da Vila Isabel cantaram para o site CARNAVALESCO o samba-enredo para o Carnaval 2024. A escola de samba levará para Avenida a reedição de “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”.