Por Vinicius Vasconcelos
Vídeo: arrancada do samba de 2019 da Viradouro no ensaio técnico
Por Vinicius Vasconcelos
Vídeo: arrancada do samba de 2019 do Salgueiro no ensaio técnico
Por Vinicius Vasconcelos
Unidos de Vila Maria demonstra evolução em determinados quesitos e bateria se destaca mesmo com chuva
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Segunda agremiação do especial a realizar o seu ensaio, a Unidos de Vila Maria mostrou que evoluiu em alguns pontos desde o último ensaio técnico, principalmente no quesito de evolução. Graciosidade do casal e desempenho mais cautelo da bateria foram notados na noite.
Comissão de Frente
A ala optou por trazer o quadripé oficial, que impressiona pela grandiosidade. Porém apenas a forma foi apresentada, provocando uma curiosidade nos sambistas que só podem ver a estética original no desfile. A performance e o entrosamento dos bailarinos mostram não ser uma preocupação, desempenho no qual foi satisfatório.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial, Éverson e Laís, veio fantasiado. As cores, lilás e verde, proporcionaram um belo visual para a dupla. A chuva prejudicou a Lais, que sentiu o peso da fantasia no final. Os dois mantém uma característica muito forte de simpatia e entrosamento com a arquibancada, a porta-bandeira por sua vez interage diretamente com a plateia que a assiste.
Harmonia
O quesito foi um ponto que houve melhoras, porém isso se restringiu no segundo e quarto setor, parte onde os componentes mais cantaram e reagiram com empolgação. Houve uma clara queda nos demais setores, com a correção, a escola tem tudo para alcançar a nota máxima.
Evolução
A Unidos de Vila Maria mantém boa organização entre as alas, porém o terceiro setor da escola estava um pouco desorganizado, com componentes perdidos. A falha foi concertada nos setores seguintes, e por isso mostrou que erro foi um detalhe de desatenção. No trecho “VIVA A NAÇÃO PERUANA”, os componentes movimentam os braços, onde toda escola fazia. Andar constante e boa separação entre as alas também puderam ser notadas.
Bateria
A Bateria Cadência da Villa, comandada pelo mestre Moleza, não economizou nas bossas enquanto esteve na pista, mas no recuo valorizou o canto e a sustentação da escola. É visível o domínio que o mestre tem sob seus ritmistas, e a confiança transparece no rosto. Um destaque foi a coreografia na virada de 3, retomada da bossa, que causou muita empolgação nos ritmistas e diretores. A bossa do final do segundo refrão, no momento em que entra no refrão de cabeça, animou os integrantes todas as vezes que realizada. A chuva atrapalhou a afinação dos surdos de marcação, adversidade que não prejudicou o desempenho.
Samba-enredo
Como dito nas últimas crônicas, o samba proporciona um sentimento positivo para a comunidade, onde os componentes cantam felizes. O intérprete Wander Pires optou por vir em cima do carro de som, ao lado do time de cordas.
Canto da comunidade evolui mas Rosas de Ouro ainda tem pontos a serem corrigidos em evolução
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

A chuva que ameaçou desaparecer, voltou com força durante o ensaio da Rosas de Ouro. A água não afetou a empolgação dos componentes, que mostraram boa evolução no canto. Porém alguns trechos das alas se mostraram desorganizadas, comprometendo o quesito de evolução.
Comissão de frente
A comissão de frente da roseira evoluiu com a presença de um pequeno tripé, onde foi notado interação constante. A ala traz em sua coreografia uma triste história do país homenageado, o genocídio armênio. O quesito promete ser impactante e bem emocionante, visto pelo sentimento que já proporciona nos técnicos.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial, Edgar e Isabel, optou por uma roupa mais leve, terno e vestido rosa. Ambos demonstraram bom sincronismo, performance positiva para o ano de estreia. Isabel aguardou o final do ensaio no canto da dispersão, abraçada com o pavilhão oficial e ao lado do Edgar.
Samba-enredo
A adversidade climática gerou problemas para o intérprete oficial, Royce do Cavaco. O cantor ficou parado no trânsito e perdeu a largada da escola, mas assumindo o microfone quando a bateria estava no recuo. De forma interina, a ala musical realizou apagões para destacar a força da comunidade.
Bateria
Comandada pelo mestre Rafa, a bateria com Identidade trouxe um andamento seguro e com boa sustentação. O clima da batucada estava contagiante, eles realizaram bossas e arranjos em boa parte do ensaio. A execução do recuo diferenciado beirou a perfeição por parte dos ritmistas e, encerrando o desempenho, todos integrantes da bateria se juntaram com muita felicidade. Um destaque perceptível também foi a adesivagem nova dos instrumentos, colorida com a cores da escola, azul e rosa, e o nylon com o logo da batucada.
Evolução
A escola sofreu um pouco com o quesito em determinadas partes. O andar da escola não foi uniforme e nem constante, e em frente ao setor A pode ser notado o efeito sanfona. No último setor alguns buracos e linhas tortas também estiveram presentes. Mas o primeiro setor da escola se destaca, pela presença de ala coreografada, casal, baianas e alegoria
Harmonia
O cantar da escola evoluiu em comparação aos últimos ensaios, porém a empolgação não foi constante, houve níveis diferentes de ânimo nos setores seguintes. A parte do “A Rosas” e “Tem que respeitar” são os trechos que a comunidade mais canta.
Destaques
A Velha-Guarda encerrou o desfile na última alegoria com muita simpatia, esbanjando samba no pé. A rainha de bateria, Ellen Roche, também esteve presente no último técnico. Outro ponto a ser notado é a quantidade de Armênios presentes no desfile, um número bem considerável.
Clima descontraído contagia ensaio da Mancha Verde e comissão de frente impacta foliões no Anhembi
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Quando a escola de samba Mancha Verde entrou na avenida, a chuva amenizou, porém muitos componentes sofreram com trânsito e pontos de alagamentos espalhados na cidade de São Paulo. O presidente Paulo Serdan explicou sobre o número menor de foliões ainda antes da largada. O desempenho da comissão de frente elevou a qualidade do ensaio da agremiação.
“Todas as escolas estão de parabéns por se apresentarem com esse tempo. Eu saio satisfeito porque a Mancha fez um bom ensaio, hoje nós fizemos um desfile completo. Quem conhece o estilo de trabalho Jorge Freitas sabe que eu gosto de um estilo descontraído e bem compacto. As pessoas estavam felizes na avenida, e carnaval é isso”, disse.
Comissão de frente
Dentre todas as alas que passaram na noite, a comissão de frente da Mancha Verde foi a que mais se destacou. Fato dado pela coreografia forte e representativa, e também pelo figurino presente. Os bailarinos realizam passos rápidos e com características de dança afro. O quesito foi bastante aplaudido pelos sambistas presentes no Sambódromo, e muitos esbanjaram diferentes reações.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O casal oficial da agremiação alviverde, Marcelo e Adriana, optou pela roupa mais leve. A porta-bandeira veio representando Oxum e o mestre-sala, Xangô. Durante o desempenho da dupla, a chuva amenizou e possibilitou uma liberdade maior, com uma dança mais solta.
Bateria
A bateria Puro Balanço, comandada pelo Mestre Maradona, optou por soltar bossas com mais frequência. O clima de descontração dado pelo presidente ainda na largada, influenciou a decisão do mestre. As bossas seguem uma característica de manutenção do ritmo, onde os surdos desenham e as caixas seguem dando sustentação. De diferente do primeiro técnico, a bateria optou por entrar no recuo de lado. Os diversos apagões executados foram bem correspondidos pela comunidade. Os ritmistas permaneceram parados na linha final por duas passagens do samba, e ao final cada diretor chamou o naipe correspondente para uma rápida reunião. O destaque ficou por conta do entrosamento dos desenhos e padrão em relação a postura das ritmistas do chocalho.
“A gente fez um excelente ensaio, graças a Deus a gente teve aquela evolução desde o primeiro técnico. Acho que a gente chegou no ápice, pegamos um pouco de chuva na montagem, mas tudo tranquilizado”, explicou o mestre.
Evolução
O presidente pediu antes do início para que os integrantes da harmonia deixassem seus componentes soltos. A liberdade deu a sensação de desorganização, a divisão de alas não foi clara, alguns componentes estavam parados e outros se movimentavam. Fato visto principalmente no último setor. A escola veio com um número pequeno de contingente, porém não foi percebido no momento que a escola estava na avenida. Estrategicamente, o carnavalesco Jorge Freitas alterou a distribuição dos componentes e estendeu mais as alas, amenizando o problema. A escola chegou a preencher todo o sambódromo, de ponta aponta.
Harmonia
A escola realizou um bom desempenho no quesito, porém ainda existem correções no cantar dos componentes, como no primeiro setor da escola. O segundo e terceiro se destacaram, cantando forte e com empolgação, porém a animação não se manteve no setor adiante. O pico de emoção da comunidade se da no final da segunda estrofe, especificamente na parte “Senhora”.
“Hoje nós podemos usufruir de um som melhor, o som completo da avenida. Ainda faltam alguns ajustes, mas deu pra ter uma ideia do que vai ser no dia do desfile. A ala musical foi perfeita, eu tenho cordas maravilhosas e a gente está fazendo um trabalho diferenciado, de contra-cantos, oitavas, fica um coisa bem bonita de se ouvir. É o lírico misturado como carnaval”, contou o intérprete.
Samba-Enredo
A obra para o desfile de 2019 tem pontos de euforia, mas carrega uma característica mais melancólica, até pelo conteúdo do enredo. O intérprete Freddy Vianna, junto a sua ala musical, mantém o estilo que junta um pouco do lírico. As aberturas de vozes trabalham o tom feminino em conjunto com o masculino, enriquecendo o samba. Os músicos responsáveis pelas cordas também se destacaram com arranjos e dedilhados bem elaborados e executados.
Outros destaques
Um destaque visual positivo foi a ala das baianas, todas vieram fantasiadas. Com roupas verdes e muita presença de flores, as mulheres também enriqueceram o ensaio da agremiação alviverde.
Mocidade Alegre impressiona com organização e mostra estar na briga pelo campeonato de 2019
Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo

Dando sequência aos ensaios de sábado, a Mocidade Alegre mostrou mais uma vez boa organização e desempenho empolgante da comunidade, reafirmando favoritismo ao almejado título da elite do carnaval.
Comissão de frente
Os bailarinos da Comissão de frente vieram com a mesma fantasia do desfile, representando uma borboleta. Apenas um integrante foi visto com traços africanos no figurino, e um casal com roupas distintas. A coreografia carrega traços fortes do estilo indígenas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O primeiro casal bailou com parte da fantasia do desfile de 2018. Ambos optaram por uma dança mais cautelosa e lenta, até por conta da pista molhada. A energia que ambos transmitem é algo que os diferenciam. Um ponto a ser destacado é que todos os casais vieram fantasiados.
Evolução
O primeiro setor é todo coreografado, comissão de frente, duas alas seguintes, parte da alegoria e até os guardiões que cortejam o pavilhão oficial. O setor seguinte cativa pela empolgação, tanto no evoluir quanto no cantar, sendo o setor que mais se destacou na noite. A escola mantém uma boa organização durante todo o desfile.
Harmonia
É perceptível o domínio que a escola tem sobre o quesito, praticamente todos os setores com uniformidade no cantar. As três primeiras frases do refrão principal é cantada com muita garra, e junto com a coreografia, ocasiona um pico de empolgação para o folião. Apenas o último setor não acompanhou a intensidade do canto imposto pela Morada.
Bateria
A rainha Alina Oliveira veio fantasiada de mulher gato. Ela interagiu constantemente com a ala coreografada em frente à bateria. A Ritmo Puro, comandada pelo Mestre Sombra, não poupou bossas. A montagem diferenciada da bateria se mantém, com a cozinha na frente e os instrumentos leves ao fundo. A organização se inverte no recuo.
Samba-enredo
Com desempenho satisfatório, o Intérprete Igor Sorriso demonstrou segurança e intimidade com a comunidade. O cantor ensaiou com adereço indígena na cabeça e com os pés descalços. Um destaque ficou por conta dos arranjos de retomadas de bossas realizados pela equipe de cordas, cavaco e violão.
Destaques
Um grupo de Parintins abriu o ensaio. A presença deles na equipe de barracão e o enredo, que homenageia o Rio localizado na Amazônia, influenciaram à escola a fazer a homenagem. Foram vistos também quatro tripés logo no começo, com presença de pessoas em três deles. A antiga Rainha Nani Moreira veio junto com a ala musical.



