A Inocentes de Belford Roxo apresentou, em grande festa, o samba-enredo que levará para a Avenida em 2026. A obra foi encomendada aos compositores Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Lucas Macedo, Charles Silva, Cabeça do Ajax, Alessandro Crespo e Bira. A Caçulinha da Baixada será a segunda escola a desfilar pela Série Ouro da Liga RJ, na sexta-feira de Carnaval, no Sambódromo, com o enredo “Um sonho de um tal pagode russo, nos frevos do meu Pernambuco”, assinado pelo carnavalesco Edson Pereira.
Durante a apresentação, o presidente Reginaldo Gomes destacou a preparação da escola e a confiança no projeto. “A Inocentes vem para disputar o título. A gente levou um tempo se preparando, mas esse carnaval é para brigar lá em cima. Quem espera algo diferente vai se surpreender, porque nós viremos com uma força muito grande, um grande carnaval. Aqui hoje é só o início dessa história que a gente quer preparar para 2026″.
O dirigente também ressaltou a importância dos ensaios de rua, que voltam a acontecer em Belford Roxo. “Sou fervoroso com o ensaio de rua. A partir de outubro estaremos na entrada da cidade, ensaiando direto, de quarta a domingo. Isso traz mais componentes e aproxima a população da escola. É fundamental para a gente buscar o título”.
Julinho Fonseca destaca renovação
O diretor de carnaval, Julinho Fonseca, celebrou o novo momento da agremiação. “Estamos trabalhando bastante. É uma Inocentes nova, renovada e motivada pelo presidente Reginaldo. Hoje lançamos uma obra construída com muito estudo, falando de Pernambuco. Daqui para a frente é trabalho duro até o carnaval”.
Sobre o planejamento, Julinho garantiu que a escola aprendeu com os erros de 2025. “Já vimos todos os problemas do último desfile, sentamos com a diretoria e decidimos repaginar tudo. Nosso barracão começou do zero, as fantasias também. Vamos procurar não errar e colocar a Inocentes de volta ao Grupo Especial”.
Ele também explicou a decisão pelo samba encomendado. “Ajuda porque não tem a dor de cabeça da disputa. No Acesso, a verba é diferente e fica difícil para os compositores. Graças a Deus temos uma bela obra, de 40 pontos, com a cara da escola, do nosso cantor e da nossa bateria”.
Rainha Carolane Silva celebra sonho realizado
A festa também teve a presença de Carolane Silva, que é a nova rainha de bateria. “O presidente Reginaldo é uma pessoa muito querida e fez esse convite que eu não pude recusar. Sonho de toda passista é ser rainha de bateria. Estou muito feliz, fui recebida com muito carinho pela comunidade e quero entregar tudo que esperam de mim”.
Mestre Washington promete inovação
À frente da bateria de Belford Roxo, mestre Washington revelou que o trabalho está sendo direcionado para corrigir os detalhes do último desfile.
“Perdemos um décimo em 2025 e agora vamos trabalhar em cima disso para alcançar a nota máxima. Podem esperar bastante inovação, com ritmos e células diferentes. O entrosamento com o Ito está maravilhoso, vai se refletir no desfile”.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira inicia nova fase
O novo casal da escola, Vinicius Jesus e Thainá Teixeira, falou sobre a expectativa de dançarem juntos. “Era um sonho antigo. Temos muita sintonia, começamos ensaiando a dança pura e agora, com o samba, vamos intensificar o trabalho coreográfico”, disse Vinicius.
Thainá completou: “A comunidade nos recebeu muito bem e o carnavalesco Edson está cuidando de cada detalhe. Estamos muito felizes e focados em representar a escola”.
Carnavalesco Edson Pereira exalta enredo
Responsável pelo enredo, Edson Pereira explicou a proposta da obra. “O carnaval é coisa séria, mas também é alegria. Por isso, quis trazer essa história de Pernambuco de uma forma divertida e emocionante para a comunidade. Estamos a pleno vapor no barracão e trazendo protótipos para perto do povo, porque o carnaval se faz junto”.
Ito Melodia: emoção e gratidão
O intérprete Ito Melodia vibrou com a recepção calorosa e destacou a força da escola. “Estou muito feliz com essa comunidade, que me abraçou de verdade. Estamos com um time volumoso, do carnavalesco ao casal, passando pela bateria. A Inocentes se preparou para um grande carnaval. O samba é excelente, tem até um pedacinho do meu refrão. Podem ter certeza: vamos fazer um desfile brilhante e trazer orgulho para a Baixada”.
A quadra da Vila Isabel foi palco de emoção, samba e história. Sabrina Sato, rainha de bateria da escola há 15 anos, viveu momentos únicos durante a final do samba-enredo de 2026, que homenageia Heitor dos Prazeres. Ao lado do mestre Macaco Branco, da esposa e musa Dandara e das crianças que acompanham o crescimento da escola, ela reafirmou sua ligação profunda com a comunidade e sua trajetória na Vila Isabel.
“Estou muito feliz, muito emocionada hoje. É um dia histórico”, disse Sabrina, lembrando os 15 anos de desafios, histórias e momentos de pura alegria à frente da bateria. “Eu já vi a nossa Vila, vi momentos lindos, momentos difíceis, vários momentos diferentes aqui. Já passei por muita emoção e por muita alegria”.
Para a rainha de bateria, a final do samba não representava apenas a escolha de uma canção, mas a celebração de um enredo que fala por toda a escola. “Hoje é um dos momentos mais emocionantes que a gente vai passar, porque é um samba, porque a gente vai escolher o samba de 2026, mas é um momento histórico pelo enredo, que representa a todos nós, é sobre Heitor dos Prazeres e vai ser muito mágico”, afirmou Sabrina ao CARNAVALESCO.
A emoção se intensifica quando fala de sua relação com mestre Macaco Branco, Dandara e as crianças. “Eu vi o Enzo nascer, desde bebê. Hoje em dia, o Gael vai ao meu lado na bateria. E agora ele está cantando. O Gael é uma sensação da nossa Vila”, contou a rainha.
Sabrina também destacou o clima de entrega e euforia da quadra. “A Vila respira samba, vive samba, e é impossível segurar o ‘oba-oba’ quando todos estão juntos”, afirmou.
Sobre a fantasia de 2026, a artista promete algo grandioso, com todos os elementos do carnaval representados. “Algo que vocês que são do carnaval com certeza vão ver lá”, garantiu.
A Vila Isabel já começou a traçar o caminho para o Carnaval 2026 com decisões estratégicas que refletem ambição e planejamento. O presidente da escola, Luiz Guimarães, falou ao CARNAVALESCO sobre a escolha do enredo, o samba e a contratação de novos carnavalescos, destacando o momento de transformação e a expectativa de grande desfile.
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO
Segundo Guimarães, a contratação de Leonardo Bora e Gabriel Haddad foi resultado de um sonho antigo da escola. “Surgiu de um sonho antigo da Vila, de fazermos a escola campeã do carnaval, de voltar aos trilhos. Sentimos que faltava algo para poder de fato chegar na cabeça da tabela, brigar pelo título. Fiz esse movimento buscando eles, e enxergo neles uma dupla brilhante em que diz respeito ao carnaval. Era um sonho antigo ter eles, e conseguimos após muita negociação, muitas conversas”, explicou.
O presidente ressaltou que o objetivo é elevar o patamar da Vila Isabel, e que a escolha do enredo também foi estratégica. “Eu já tinha esse enredo, mas não adiantava usá-lo com determinados carnavalescos que não poderiam extrair tudo o que ele tem para ser extraído, pensei em usar esse enredo na hora certa. Nossa hora vai chegar. E a escolha foi a melhor possível, muito acertada”, afirmou, destacando a importância do trabalho de André Diniz, Bocão e Arlindinho na criação do samba-enredo.
O momento da primeira audição do samba também emocionou o presidente. “A gente fez a primeira audição fechada desse samba em um teatro perto da Sapucaí. Na época, o André não tinha nem acabado de compor ele, e ele sozinho cantou o samba sem cavaco nem nada, e a gente já sentiu a força que esse samba teria lá atrás, no processo. Depois que recebi a gravação do samba, no final de julho, eu chorei ouvindo o samba. Há muito tempo não sentia um samba tocar a minha alma, o meu coração, da forma que esse samba tocou”, relembrou.
Questionado sobre o que esperar da Vila Isabel em 2026, Guimarães projetou um desfile grandioso. “Esperem mais um grande desfile nosso. A Vila Isabel fez grandes desfiles nesses anos, gabaritamos nas partes plásticas e visual, nesses anos todos, e não vai ser diferente. Mostrando nossa força, não vamos medir esforços para fazer um grande desfile nos quesitos plásticos e visuais, alegorias e fantasias riquíssimas. A dupla tem um cuidado minucioso no acabamento e realização de cada protótipo, é um trabalho muito detalhista e rico de fato, alta costura, nunca vi nada igual no processo de criação no carnaval”, garantiu.
O presidente finalizou afirmando a confiança no trabalho da equipe: “Muito feliz, com um grande samba, um grande enredo, que vai propiciar um grande desfile, se Deus quiser”.
A Vila Isabel chegu na grande decisão de samba-enredo para o Carnaval 2026 com entusiasmo, e parte desse sucesso passa pelo trabalho do diretor artístico Fábio Costa. Responsável pela criação do show da final, ele destacou a importância de valorizar os talentos da própria comunidade e a colaboração próxima com a equipe da escola.
“Quero agradecer ao meu presidente, Luiz Guimarães, e ao meu diretor de carnaval, Moisés Carvalho, que me dão muita liberdade para criar e, principalmente, para mostrar a prata da casa. Procuro, nos meus shows, valorizar a galera de casa, porque isso é muito importante. É mostrar os talentos que temos na ala de passistas, por exemplo. Estou muito feliz pelo resultado e pelo feedback, que tem sido muito bom em relação aos figurinos, às coreografias e às movimentações. Fico muito feliz por isso”, afirmou Costa.
O diretor artístico também ressaltou a parceria com os enredistas Leonardo Bora e Gabriel Haddad na criação da Noite dos Enredos. “Os meninos são super acessíveis, e eu gosto dessa troca: a gente conversa, troca ideias e debate. Por exemplo, na Noite dos Enredos, nós sentamos e criamos juntos os figurinos, as imagens do telão e a trilha sonora. Acabamos criando tudo em conjunto. A Vila Isabel tem muito dessa característica de caminhar junto. Fazemos carnaval juntos, definimos cada festa juntos; por exemplo, a festa de hoje foi planejada por todos. Leo e Gabriel são incríveis, super acessíveis, e eu agradeço muito a eles por me permitirem mostrar a arte do samba e da coreografia. Isso é muito bom”.
Ao falar sobre a relação entre o show da final e o samba-enredo de 2026, Fábio destacou o trabalho coletivo da equipe e a valorização da comunidade. “Quando definimos o enredo, acabamos traçando o caminho, e uma coisa leva à outra. A Vila tem uma equipe de criação de eventos muito rica: Moisés Carvalho, Luiz Martins, nosso diretor de barracão, Felipe Gordinho, Fábio França, Pedro… Nos reunimos para desenvolver nossos eventos, e toda opinião importa. Isso é muito legal na Vila Isabel, porque somos uma família e respeitamos a opinião uns dos outros”.
Ele ainda enfatizou que a apresentação da final carrega o trabalho de todos. “Falando da apresentação de hoje, há um pouco de cada um: sou diretor artístico, ensaio as pessoas, mas acaba tendo um toque de cada integrante da equipe. A escolha do samba de hoje é a cereja do bolo de tudo que temos feito. É um samba incrível, que narra a história da escola e resgata a Vila Isabel. A comunidade abraçou esse samba desde o início, e ouvir a comunidade, assim como pessoas de fora, faz toda a diferença”.
Sobre a importância da participação da comunidade na escolha dos sambas, Fábio destacou: “Tivemos o samba da Pedra do Sal, em que não precisou de nenhuma intervenção nossa: apresentamos os três sambas e a comunidade escolheu. Isso é o que importa: ouvir as pessoas. Quando falo ‘comunidade’, não me refiro apenas à comunidade do Morro dos Macacos ou de Vila Isabel, mas à comunidade do samba. E é isso que importa para a Vila Isabel: a comunidade do samba e a tradição do samba”.
A sexta-feira de decisão na Vila Isabel consagrou, mais uma vez, a força criativa de André Diniz. Ao lado do parceiro Evandro Bocão, o compositor conquistou sua 20ª vitória na agremiação, assinando o samba que vai embalar o enredo “Macumbembê, Samborembá – Sonhei que um sambista sonhou a África”, sobre Heitor dos Prazeres, no Carnaval 2026. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Diniz exaltou a importância da conquista e destacou o impacto que o samba gerou desde as primeiras audições.
“Olha, é a vigésima (vitória), né? E toda vez que a gente ganha eu falo: cada uma é uma emoção diferente. Esse samba tomou uma proporção enorme, a gente foi cantando e se assustando. Já na audição, eu nem percebi, estava lendo, e o Bocão falou: ‘cara, eles ficaram enlouquecidos com o samba’. E quando bateu na rede, foi incrível: é um samba anti-hater, tem duzentas mensagens e nenhuma contra. Inexplicável”, contou.
Resgate do compositor e a recusa a parcerias gigantes
Diniz fez questão de ressaltar que a vitória tem também um caráter de manifesto, reafirmando a importância do protagonismo do compositor no processo criativo.
“O samba é só do Evandro e do André. A gente quis fazer um manifesto contra essas parcerias de vinte, quinze pessoas. Chegou a hora do compositor voltar a ser compositor. Nós combinamos que não traríamos um ônibus, e não trouxemos. Nossa torcida foi espontânea. Quem abraçou foi a escola e a comunidade, que entravam em contato com a gente. E isso foi muito legal”, afirmou.
Segundo o compositor, amigos de longa data o procuraram para entrar na parceria, mas ele se manteve firme na decisão de não ampliar o grupo.
Mesmo mantendo a linha de não aceitar novos parceiros, Diniz revelou que Arlindinho pode se juntar oficialmente à parceria campeã.
“Até o Arlindinho estava na minha casa, trabalhando no samba do Império de Casa Verde. Quando eu disse que não dava, ele pediu: ‘posso cantar um negócio que eu fiz?’. E aí ele mostrou aquele trecho de ‘todos os tons, a Vila negra’. Eu falei: ‘você acabou de entrar, só não vou anunciar agora porque preciso pedir desculpa a todos os outros que recusei’. Então, se a escola permitir, a partir de amanhã o Arlindinho também estará com a gente nesse samba”, revelou.
Com a vitória, André Diniz reforça sua trajetória como o compositor mais vitorioso da história da Vila Isabel, mantendo a tradição de oferecer sambas marcantes e de forte identidade para a comunidade do bairro de Noel.
Por Luan Costa, Matheus Morais, Juliana Henrik e Marcos Marinho
A Unidos de Vila Isabel consagrou a parceria de André Diniz e Evandro Bocão, além de Arlindinho que deve entrar na assinatura da obra, como a vencedora do concurso de samba-enredo do Carnaval 2026. O momento escolhido foi muito especial. Em acordo entre direção e ala dos compositores, um vídeo feito pelo patrono Capitão Guimarães, anunciou a vitória, por aclamação, ou seja, os sambas não precisaram de apresentaram na grande final. No próximo carnaval, a Vila Isabel levará para a avenida o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal. A proposta presta homenagem à arte, à ancestralidade e ao samba, reverenciando a memória de Heitor dos Prazeres, um dos grandes ícones da cultura popular brasileira. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO DA VILA
“Essa vitória significa tudo. É a minha escola de coração, essa oportunidade de falar dos que se foram. Nós estamos lembrando de todos que já se foram da escola, e isso é muito importante. Eles são a força que a escola tem. Sou muito agradecido, muito obrigado a toda a comunidade que abraçou o samba. Isso é o mais legal: Vila Isabel, vamos que vamos! Ganhei 13 sambas na minha escola, e esse samba é puro sentimento. É lembrar dos que se foram e também a alegria da escola. Na primeira vez que alguns ouviram, choraram. Então quer dizer que a gente está muito, muito feliz”, disse Evandro Bocão, ao CARNAVALESCO.
Foto: Juliana Henrik/CARNAVALESCO
“É a vigésima vitória. Toda vez que a gente ganha eu falo: ‘cada uma é uma emoção diferente’. Esse samba tomou uma proporção enorme, a gente foi cantando e se assustando. Já na audição, eu nem percebi, estava lendo, e o Bocão falou: ‘cara, eles ficaram enlouquecidos com o samba’. E quando bateu na rede, foi incrível: é um samba anti-hater, tem duzentas mensagens e nenhuma contra. Inexplicável”, comentou André Diniz.
Ao CARNAVALESCO, André Diniz falou da presença de Arlindinho na parceria. “Eu queria comentar também uma coisa: o samba é só do Evandro e do André. A gente quis fazer um manifesto contra essas parcerias de 20, 15 pessoas. Chegou a hora do compositor voltar a ser compositor. Nós combinamos que não traríamos um ônibus, e não trouxemos. Nossa torcida foi espontânea. Quem abraçou foi a escola e a comunidade, que entravam em contato com a gente. E isso foi muito legal. Muita gente me chamou para entrar nesse samba, amigos de longa data, e eu recusei. Até o Arlindinho estava na minha casa, trabalhando no samba do Império de Casa Verde. Quando eu disse que não dava, ele pediu: ‘posso cantar um negócio que eu fiz?’. E aí ele mostrou aquele trecho de ‘todos os tons, a Vila negra’. Eu falei: ‘você acabou de entrar, só não vou anunciar agora porque preciso pedir desculpa a todos os outros que recusei’. Se a escola permitir, a partir de amanhã o Arlindinho também estará com a gente nesse samba”, revelou Diniz.
‘Um movimento em torno de um grande enredo’
Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora destacaram a força da mobilização que a Vila Isabel tem vivido desde o anúncio do enredo.
“Olha, a gente está um pouco impressionado, na verdade. Quem está aqui dentro vê festa, mas quando dá um pulo ali fora a porta da quadra está lotada, todo mundo querendo entrar. Isso é muito importante e muito bonito pra gente. É um movimento em torno de um grande enredo, que fala de Heitor dos Prazeres, do Carnaval de rua, da formação da África Pequena, da África em miniatura, como Heitor chamava. É a história da nossa cidade, do Carnaval carioca, das escolas de samba… e todo mundo quer participar. É um resultado que nos deixa muito felizes, fruto do nosso trabalho diário”, disse Haddad.
Já Leonardo Bora ressaltou: “É difícil mensurar alegria, mas o Gabriel definiu bem esse sentimento: é muito bonito ver um enredo trabalhado com tanto cuidado, carinho e respeito. Pode parecer algo forçado, mas é justamente o contrário, é caloroso, próximo. Isso gerou uma safra de sambas maravilhosa. Quando tem samba, tem gente, tem alegria, tem vida. Estamos vendo uma final histórica: lotação máxima, todo mundo comentando a beleza do momento da Vila Isabel. Dá até um certo espanto diante de tanta força, mas ficamos muito felizes, porque é sinal de que o pré-carnaval está sendo construído com cuidado e foco. Vamos levar isso até fevereiro”.
Reencontro com Vinícius Natal
A dupla de carnavalescos também celebrou a volta da parceria com o enredista Vinícius Natal. Leonardo Bora comentou: “É um trabalho muito orgânico, porque o Vini é um grande amigo, um irmão, um parceiro não só de trabalho, mas de vida no carnaval. Ele foi parte integrante da primeira comissão de carnaval da qual nós também fizemos parte, em 2013, no Santa Marta. É uma amizade profunda. Não é apenas o contato com um pesquisador, mas com um amigo. O trabalho acontece de forma natural, horizontal, já que nós três somos apaixonados pelo carnaval e estudiosos das escolas de samba. Esse reencontro chega em um momento de mudança nas nossas vidas, mas é como se a conversa nunca tivesse sido interrompida. É uma alegria enorme construir essa narrativa com o Vini, que é neto da dona Ivanísia, uma compositora fundamental para a história da Vila Isabel”.
Impacto do samba campeão
A escolha do samba, segundo os carnavalescos, também influencia diretamente no projeto estético e dramatúrgico que será levado para a avenida. Gabriel explicou: “Sempre acontece. Em toda a nossa trajetória como carnavalescos, desde o Santa Marta até agora na Vila, o samba influencia diretamente. Quando o compositor pensa na estrutura narrativa e na melodia, nós já estamos desenvolvendo fantasias, roteiro, alegorias. Quando aparece uma imagem poética forte no samba, levamos para as alegorias e fantasias. É uma troca. Existe a interpretação do compositor e a nossa do enredo, e esse diálogo é fundamental. Se for necessário adaptar algo para se encaixar melhor ao samba campeão, fazemos sem problema”.
Preparativos para 2026
Bora adiantou que o trabalho no barracão segue em ritmo acelerado: “Toda mudança exige adaptação, mas encontramos na Vila uma escola extremamente organizada e estruturada, seja na comissão de Carnaval, direção de barracão, direção de fantasias ou direção artística. A equipe é muito coesa, o cronograma está sendo cumprido, os protótipos de fantasias estão prontos, as alegorias seguem nas etapas planejadas. O torcedor vila-isabelense pode ter certeza: a escola vem muito competitiva para brigar pelo título”.
‘Difícil tirar esse caneco da Vila esse ano’
O diretor de carnaval, Moisés Carvalho, destacou que a nova fase da escola começou ainda no lançamento do enredo e ressaltou a força do projeto para 2026. “Na verdade, a vinda do Gabriel Haddad e do Bora, junto com o encontro do Vinícius Natal, que já estava na escola, um querido, amigo, parceiro, acabou trazendo esse resgate que a gente sempre buscava. O presidente sempre falava: ‘precisamos de um enredo que fale da história da Vila, com a cara da Vila’.
Segundo Moisés, a escola vinha se destacando tecnicamente nos últimos carnavais, mas ainda não encontrava a mesma força em samba e enredo. Esse quadro, na avaliação dele, mudou a partir do anúncio do enredo deste ano. “A gente sempre batia na trave na parte de samba e de enredo. Tecnicamente, a Vila sempre vinha muito bem, mas faltava essa força. Acho que com a chegada do Gabriel, do Bora, com a junção do Vinícius e a escolha desse enredo, tudo mudou. Na verdade, isso aconteceu desde o dia do lançamento lá na Pedra do Sal. A gente sentiu aquela energia”.
Para o diretor, até mesmo a final, que terminou em aclamação, seguiu esse espírito inovador e orgânico.
“O samba do André Diniz brilhou numa safra excelente. O cara, junto com Bocão e Arlindinho, quando acerta a mão, sai fora da curva. E aí pensamos: ‘o que vamos fazer na final? Não tem mais o que inventar’. Foi uma coisa orgânica. Conversamos com o presidente, com a ala de compositores, todos aceitaram a dinâmica. E deu no que deu”.
Moisés afirma não ter dúvidas de que a escola entra na temporada de 2026 muito fortalecida e com um samba à altura de sua tradição.
“Tenho certeza que a Vila vem muito bem, tecnicamente forte, com um samba que eu não via aqui desde 2013. Posso estar sendo otimista ou puxa-saco, mas não lembro de, nos últimos anos, um samba gerar tanta unanimidade e comoção no carnaval carioca. A comunidade já fez a parte dela. Não tem mais vaga pra ninguém: nem em carro, nem em chão, nem em destaque. Está tudo preenchido. Vamos vir fortes no ensaio técnico e no desfile. Acho difícil tirar esse caneco da Vila esse ano”.
‘Escola está olhando para dentro de si’
Pesquisador e enredista do projeto, Vinícius Natal falou sobre o ambiente vivido pela Vila Isabel neste momento. “A expectativa é a melhor possível. Estamos vivendo um clima que há muito tempo a gente não vivia. É um clima que a escola está olhando para dentro dela mesma. A escola está se reencontrando na sua própria história e com suas raízes do samba. É um clima maravilhoso. Estamos trabalhando bastante no barracão e na quadra, e de degrau em degrau, em busca do campeonato que a gente tanto sonha”.
Reencontro com Bora-Haddad
Vinícius também comemorou a retomada da parceria com os carnavalescos. “O Léo e o Gabi são amigos de longa data. Nós trabalhamos durante muito tempo juntos, desde o último grupo da Intendente Magalhães até o Especial. Voltar a trabalhar junto é muito bacana porque a gente tem uma afinidade muito grande. Acho que quando isso acontece, é meio caminho andado para o sucesso acontecer”.
Força do samba na narrativa
Para Vinícius, o samba é peça-chave na consolidação do enredo na avenida: “O samba é fundamental. Eu sempre costumo falar que o enredo tem várias camadas de entendimento. A mesma camada de entendimento que o público vai ter assistindo é um pouco diferente do que o jurado vai ter, que é diferente do que os compositores terão. O enredo é a soma dessas diferentes formas dele ser entendido. E o samba é a trilha sonora. Não existe escola de samba sem samba. Então, o samba é fundamental para o sucesso da história que será contada”.
Retorno de Raphael e Dandara
Outro destaque para 2026 é o retorno do casal de mestre-sala e porta-bandeira Raphael e Dandara. “O convite surgiu de forma natural. A escola vinha querendo renovar alguns quesitos e temos a ligação com a escola, somos de casa já. Ficamos muito honrados e felizes, e aceitamos esse desafio. Voltar para casa tem o seu peso, mas está sendo um lindo desafio”, disse porta-bandeira.
Raphael destacou o amadurecimento da dupla neste retorno: “Nós dois vivemos momentos diferentes na Vila Isabel e, agora, estamos mais amadurecidos para essa parceria, que vem se solidificando a cada dia. Estamos nos conhecendo mais, trazendo mais tradição na nossa dança e mostrando o que Raphael e Dandara têm a oferecer”.
Dandara complementou: “A gente, em momentos diferentes, viveu eras de transição na escola. Hoje acredito que a escola está mais estruturada e organizada, com uma diretoria e presidência que estão buscando o campeonato. Buscando estar onde a Vila Isabel merece estar. É lindo chegar nesse momento e continuar construindo essa história de sucesso”.
A porta-bandeira também destacou o alinhamento do casal com a proposta artística da escola: “É um ano em que o carnaval está se transformando, estamos entendendo como vai ser o julgamento e como vai ser todo o trabalho para 2026. Já estamos trabalhando junto com eles e com toda a escola para entender essa nova proposta de julgamento e construir o trabalho. Espero que a gente possa entender bem o que está sendo pedido e executar da melhor forma para que a escola venha à altura do que esse ano representa para a Vila”.
‘O samba impulsionou muito a escola’
O intérprete oficial da Vila Isabel, Tinga, relembrou o título de 2013 e comparou com a expectativa para 2026, destacando a força do samba na trajetória da escola.
“Em 2013 a gente tinha um grande samba, como em 2012 também, e a Vila Isabel em 2013 tínhamos certeza que se fizéssemos um grande desfile, a gente poderia ganhar o Carnaval, com respeito sempre a todas as coirmãs, que todas vão para a Sapucaí para ganhar o carnaval. Mas a Vila Isabel conseguiu fazer um grande desfile. O samba impulsionou muito a escola, a Sapucaí toda cantava o samba da Vila e eu acho que 2026 não vai ser muito diferente disso não. O carnaval tem uma magia muito grande, a gente pensa que vai acontecer uma coisa, chega na hora não acontece ou vice-versa. Mas eu tenho certeza que a gente está muito feliz desde que saiu o enredo. E hoje a gente tem um grande samba. Posso dizer que os compositores entenderam o samba da escola, entenderam que o samba do André Diniz era o samba da escola. Está tudo acontecendo perfeitamente, só todo mundo unido em busca desse título tão sonhado que não vem desde 2013, mas a gente vai trabalhar bastante para chegar no nosso objetivo”.
Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO
Questionado sobre o papel do samba de 2026 nos ensaios e na preparação para o desfile, Tinga ressaltou a importância do trabalho da comunidade para levar a escola ao pódio.
“É ensaiando. Se Deus quiser, a comunidade vai ensaiar forte. E ela está feliz, com o samba, com o enredo, é trabalhar bastante para chegar quase à perfeição, para a gente poder chegar lá no dia e dar o nosso recado, e, se Deus quiser, ser consagrado campeão do carnaval”.
‘Toda a nossa comunidade queria muito esse samba’
O mestre de bateria da Vila Isabel, Macaco Branco, celebrou a escolha do samba de André Diniz como uma aclamação histórica da comunidade.
“Ah, foi uma aclamação! Toda a nossa comunidade queria muito esse samba, que é um samba que emociona todo mundo que é Vila Isabel. É um samba que está vindo para ficar na história e tenho certeza que isso vai ajudar muito a Vila Isabel para a briga do título de 2026. A Vila Isabel está em êxtase com a escolha. A quadra toda veio abaixo e não tem consagração maior do que a nossa comunidade escolher o samba. É uma coisa inédita no carnaval, uma aclamação de um samba assim numa final. É uma aclamação de um dos melhores sambas da história da Unidos de Vila Isabel”.
Macaco Branco também comentou sobre a relação do enredo com a musicalidade afro, ressaltando a importância de Heitor dos Prazeres como referência histórica e cultural.
“O enredo pede muito o Afro. Um samba que tem muito a ver com o Afro. Heitor dos Prazeres foi um cara que implantou muito as músicas antigas Afros nas rádios nacionais, lançando discos, em uma época quando existia muita censura. A galera não respeitava muito a nossa religião de matrizes africanas e ele foi um cara que foi uma resistência dentro de uma época. Ele fez o carnaval ser o que é hoje, contribuiu na fundação da Mangueira, da Portela, da Deixa Falar, que hoje é Estácio, e da Vizinha Faladeira. Ele é um cara que inventou o pavilhão de escola de samba. Ele é um cara que ajudou a implantar, foi o primeiro cara a ganhar um concurso de samba de enredo. É um cara que tem todo o gabarito e merece toda essa homenagem da nossa Vila Isabel”.
Sobre a sonoridade da bateria para o próximo carnaval, o mestre revelou a intenção de unificar os instrumentos para celebrar a memória de Heitor dos Prazeres.
“Todos os instrumentos da Vila Isabel vão ser um único tambor para poder saudar e consagrar Heitor dos Prazeres em tintas e tambores, vambora”.
Musas da comunidade
Além da decisão do samba, a escola fez a final do concurso Musa da Comunidade de 2026. As finalistas são Yasmin Lima, Juliana Moraes e Ciça Ferreira foram escolhidas para integrarem o grupo.
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, trouxe novidades e esclarecimentos importantes sobre os próximos passos do carnaval carioca em entrevista ao CARNAVALESCO. Do novo formato de lançamento dos sambas-enredo até a aguardada celebração do Dia Nacional do Samba, o dirigente detalhou os planos da Liga, com destaque para a homenagem ao grande sambista Laíla na capa do álbum dos sambas-enredo de 2026 e para a aprovação do regulamento do Grupo Especial do ano que vem.
“Vence o carnaval mais uma vez. É emblemático ter o Laíla na capa, não só por ter sido o enredo do carnaval campeão de 2025. Foi o cara que mais se dedicou, em toda a sua vida, a fazer as faixas das escolas acontecerem com tanta qualidade. É um reconhecimento mais do que merecido. É um personagem histórico em tantos campos diferentes do carnaval. Ele produziu, por muitos anos, os álbuns dos sambas”.
Gabriel David citou a data de lançamento do primeiro samba oficial nas plataformas de streaming. Será o do Paraíso do Tuiuti e já na próxima segunda-feira. “Na segunda-feira, dia 15 de setembro, nas plataformas de áudio, estará disponível o samba oficial do Paraíso do Tuiuti. A ideia de lançar em single é uma decisão da gravadora das escolas, que tem um núcleo de trabalho muito bem estruturado e fornece todas as informações necessárias para que os sambas alcancem o maior número de pessoas possível”.
Sobre a comemoração do Dia Nacional do Samba, com os desfiles (antes chamados de minidesfiles) das escolas do Grupo Especial do Rio na Cidade do Samba, o presidente da Liesa revelou estar ansioso para o momento, marcado para os dias 28, 29 e 30 de novembro.
“Vou me arriscar e dizer que é o evento que estou mais ansioso para ver sendo realizado na Cidade do Samba desde que comecei a trabalhar na Liesa. Quem tiver a oportunidade de estar presente nos dias 28, 29 e 30 de novembro viverá um momento imperdível.”
Ao CARNAVALESCO, Gabriel David contou que o regulamento dos desfiles dos nove quesitos de julgamento do Grupo Especial para o Carnaval 2026 já está aprovado por todas as escolas.
“Já estamos na fase de colher as assinaturas dos presidentes, e o regulamento do Carnaval 2026 do Grupo Especial já está aprovado”, garantiu.
O meia do Vasco da Gama, Philippe Coutinho, esteve presente na final de samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026, na noite desta sexta-feira, e falou sobre o sonho da esposa, Ainê Coutinho, que é a nova musa da escola para o desfile do ano que vem.
“Sempre foi o sonho dela. Estou aqui para acompanhar. Ela sempre torceu por mim e me acompanhou. Hoje, nós invertemos os papéis. Vim ver ela brilhar”, disse o jogador do Vasco.
Ainê Coutinho demonstrou muita felicidade pelo convite da Vila Isabel. “Estou muito ansiosa e nervosa. Expectativa lá no alto. Sempre foi meu sonho desfilar. Estou rezando para dar tudo certo”, disse a musa.
Vinicius Natal, enredista e pesquisador da Vila Isabel, está muito contente com o reencontro com dois parceiros de longa data, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, que assinam seu primeiro carnaval na Vila com o enredo “Macumbembê, Samborembá – Sonhei que um sambista sonhou a África”, sobre a vida e o legado de Heitor dos Prazeres. Natal assina o enredo e a sinopse ao lado da dupla de carnavalescos e destaca como a proximidade e a relação que já tinha com eles ajudam a construir a base para o Carnaval de 2026 da Vila.
O pesquisador ressaltou a parceria que vem de anos, nascida ainda na Intendente Magalhães e fortalecida ao longo do tempo, agora consolidada na Vila Isabel. Ele definiu essa união como uma parceria em que todos se entendem muito bem e esperam trazer ainda mais sucesso para a escola do bairro de Noel.
“Somos amigos de longa data, desde o último grupo da Intendente Magalhães em que trabalhamos juntos. Estarmos na mesma escola, que é a minha escola de coração, é muito gratificante”, afirmou.
Vinicius também se aprofundou nos detalhes da pesquisa para criar o enredo e montar a sinopse da agremiação. Ele pontuou que já havia um interesse antigo em desenvolver o tema, reforçado pela exposição no CCBB, onde Gabriel e Léo foram responsáveis pela rotunda do espaço, considerada um dos momentos importantes que culminaram neste enredo da Vila. O pesquisador destacou ainda a importância de condensar toda a pluralidade da obra de Heitor na sinopse da escola.
“Eu continuei pesquisando a obra do Heitor, a gente chegou nesse momento, o presidente também queria fazer, tudo casou. Só que é muito desafiador pela pluralidade de coisas que o Heitor fez. Conseguimos condensar isso a partir das diferentes nomenclaturas pelas quais, ao longo da vida, ele foi chamado, essas diferentes identidades que possuía”, explicou o enredista.
Natal também reforçou que essas identidades do homenageado foram um dos pontos mais interessantes de trazer para o enredo, especialmente no desfecho, que aborda a viagem de Heitor dos Prazeres a Dakar, no Festival de Artes Negras, onde também foi exibido o documentário “Nossa Escola de Samba”, que contém imagens de um desfile da Unidos de Vila Isabel. Para Vinicius, o lançamento do enredo também foi um momento de grande emoção, realizado na Pedra do Sal.
“A gente fala que ele é esse embaixador, que leva essas Áfricas que recria na sua obra para o mundo. E o grande gancho é quando ele vai para o Festival de Arte Negra de Dakar junto com a Vila Isabel. Ele faz a última viagem dele, e a Vila faz a primeira viagem dela à África. Acho que isso foi um gancho bem interessante que encontramos para o desfecho do enredo”, destacou.
Por fim, Vinicius Natal falou sobre o que os torcedores podem esperar da escola em relação ao enredo. Ele ressaltou que o trabalho é feito no dia a dia, sem favoritismos, pois acredita que todas as agremiações estão disputando o carnaval na pista. O enredista também destacou a forma calorosa como o povo do samba recebeu a proposta, com entusiasmo e ansiedade pela conquista da quarta estrela.
“As pessoas da escola estão muito felizes, se reconheceram no enredo. Acho isso muito bacana, e acredito que o clima da escola é excelente. Vamos trabalhar para fazer o nosso melhor, como sempre, em busca do título. Estamos bastante animados nesse intuito de dar o melhor que podemos”, concluiu.