A Unidos do Viradouro realizou no último sábado, 13 de setembro, em sua quadra, mais uma etapa da eliminatória de samba-enredo para o Carnaval 2026. A Vermelha e Branca de Niterói levará para a Avenida o enredo “Pra cima, Ciça”, em homenagem ao mestre de bateria que hoje comanda a Furacão Vermelho e Branco. O CARNAVALESCO, através da série “Eliminatórias”, esteve presente. Abaixo, você confere a análise de cada apresentação. Nesta noite, se apresentaram cinco sambas. O anúncio das obras que seguem na disputa será feito nas redes sociais da escola ao longo da próxima semana.
Parceria de Mocotó: O primeiro samba da noite foi da parceria de Mocotó, PC Portugal, Arlindinho Cruz, J. Lambreta, André Quintanilha, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Renato Pacote, Reinaldo Guimarães e Bira Fernandes. Quem comandou o microfone principal foi Wandinho Pires, filho do intérprete oficial da escola, Wander Pires. O jovem levou o samba com energia e segurança. A apresentação foi uma das mais completas da disputa, com muita animação e força. O samba manteve o ritmo sempre alto e bem ligado ao enredo em homenagem ao Mestre Ciça. Em alguns trechos, também apareceu a emoção, mostrando que a obra tem variação e não fica repetitiva. A torcida fez um show à parte: levou um “mar” de bandeiras e réplicas de instrumentos, além de cantar com entusiasmo. O ponto mais forte ficou nos refrões, principalmente o principal, que levantou o público, sobretudo nos momentos de bossas da bateria.
Parceria de Cláudio Mattos: O segundo samba da noite teve a assinatura de Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. A interpretação ficou por conta de Pitty de Menezes, que levantou a quadra com muita força e foi peça fundamental para o impacto da apresentação. O samba entrou na disputa com jeito de favorito: envolvente, animado e muito bem recebido pelo público. Antes mesmo da apresentação, já era um dos mais comentados, e na quadra confirmou a expectativa, mostrando estar na boca da torcida e dos segmentos da escola. Durante a passagem, o público cantou do começo ao fim com empolgação, dando ainda mais brilho à obra, que se mostrou uma verdadeira avalanche. A sintonia entre samba, intérprete e enredo marcou a noite e se destacou como um dos grandes momentos do evento.
Parceria de Deco: O terceiro samba da noite teve a assinatura de Samir Trindade, Deco, Deiny Leite, Victor Rangel, Fabrício Sena, Felipe Sena, Robson Moratelli, Jeiffer, Ricardo Castanheira e JP Figueira. A interpretação ficou nas mãos de Gilsinho, que deixou sua marca com uma apresentação firme, segura e muito bem conduzida. A torcida também fez diferença: apesar de não estar tão numerosa quanto as anteriores, estava animada e trouxe ritmistas da bateria da Estácio de Sá, o que criou uma atmosfera vibrante que deu ainda mais força ao samba. O resultado foi uma apresentação forte e com muita energia. Na letra, a obra valoriza a trajetória de Mestre Ciça de maneira criativa, trazendo lembranças com leveza e novas melodias. Esse equilíbrio entre reverência e novidade aparece com clareza no trecho final: “E a Viradouro, meu amor, faz a homenagem”, que fechou a apresentação de forma emocionante.
Parceria de Thiago Carvalhal: A penúltima obra da noite foi assinada por Thiago Carvalhal, Bebeto Maneiro, Ludson Areia, Babby do Cavaco, Carlinhos Viradouro, Vinícios Moro, Pablo Adame e Rodrigo Neves. A interpretação ficou a cargo de Nego, premiado cantor que deu ao samba uma ótima energia. O grande destaque veio no refrão principal: “Abraço de mãe na Viradouro // A sua história não se apagará // É dia de festa, maestro do morro // Tem muita macumba pra comemorar!” Ele se mostrou forte, marcante e funcionou muito bem, arrancando ótima reação do público. Além da força, o samba carrega um lado muito emocionante: apresenta a trajetória de Mestre Ciça sob o olhar da mãe, trazendo uma sensibilidade especial e tornando a homenagem ainda mais tocante. A torcida também deu apoio, mesmo com alguns integrantes acompanhando pela letra ou outros apenas fazendo figuração. No geral, a apresentação foi boa, mas abaixo das demais.
Parceria de Lucas Macedo: O último samba da noite foi assinado por Lucas Macedo, Diego Nicolau, Jefferson Oliveira, Vinicius Ferreira, Richard Valença, Miguel Dibo, Orlando Ambrósio, Hélio Porto, Aldir Senna e Wilson Mineira. A defesa ficou com Zé Paulo, que conduziu a obra com excelência e muita entrega. O samba apresentou belas variações melódicas e trechos de grande inspiração. O bis que antecede o refrão se destacou ao evocar a melodia do clássico samba-exaltação da Estácio de Sá: “Hoje a Furacão prova seu amor // Eternamente, Professor!” Outro momento marcante surgiu na parte final, com versos de forte impacto coletivo: “Êêêêê… tá de alma lavada o Caveira! // Êêêá… é macumba de Alafiá! // No seu comando, o rufar é nossa voz // Serei sempre por você // Como sempre foi por nós”. A apresentação teve bastante intensidade e encerrou a noite em alto nível.
Por Allan Duffes, Ana Júlia Agra, Marcos Marinho e Matheus Morais
A parceria de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca venceu a disputa de samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2026. O resultado saiu perto das 5h deste domingo. A conquista pode ser muito creditada, além da qualidade da letra, à atuação magnífica do intérprete Wander Pires na grande decisão. O verso do refrão principal, “muda essa história, Tijuca”, é o pontapé inicial que a escola do Borel necessita para recuperar seus tempos de glórias no Grupo Especial do Rio de Janeiro. O samba escolhido servirá de trilha sonora para o enredo “Carolina Maria de Jesus”, uma homenagem à escritora, memorialista, compositora e multiartista mineira, autora do best-seller “Quarto de Despejo – O Diário de uma favelada”, considerado uma das mais revolucionárias e impactantes obras da literatura brasileira. A Unidos da Tijuca fechará a segunda-feira de desfiles no Carnaval 2026. *OUÇA AQUI O SAMBA DA TIJUCA PARA 2026
“Eu não tenho palavras para medir nesse momento o que eu estou sentindo, mas eu tenho certeza que a gente conseguiu retratar a nossa poesia, a nossa música, nessa obra. E a cada apresentação nossa, vocês podem ter certeza que a gente deu o nosso máximo para mostrar essa obra. Graças a Deus, todos vieram aqui para essa quadra para cantar com a gente. Não foi só a Tijuca, não, que veio, o mundo inteiro do samba veio pra cá. Carolina Maria de Jesus é Tijuca, gente”, disse o compositor Lico Monteiro, em entrevista ao CARNAVALESCO.
Compositor Lico Monteiro
“É muita emoção, ainda mais por esse enredo, que fala de uma mulher preta que lutou, como toda mulher preta hoje também luta contra um sistema que, quando a gente nasce, já determina onde a gente vai chegar e ela pode mudar a história dela. Esse samba faz um link da história dela com a própria história da Tijuca. A gente pode, através da poesia, através da música, das palavras, mudar a nossa história. Eu gosto muito do refrão principal, porque o seu lugar é o Morro do Borel, que a Tijuca também é uma escola preta, e de luta. Esse é o nosso jeito de escrever”, afirmou o compositor Samir Trindade.
Compositor Samir Trindade
O compositor falou sobre a importância da vitória da parceria na disputa. “Representa muita coisa. Representam vários anos disputando na Tijuca, aplaudindo o vencedor sempre, mas chegou a nossa hora de vencer na Tijuca. E é uma escola que tem um lugar muito especial no nosso coração e foi uma apresentação que eu me emocionei muito lá no palco. Eu tenho certeza que a Tijuca pode esperar da gente muita energia dessa parceria, muita parceria mesmo. De estarmos lado a lado nessa aventura, nesse desafio que vai ser desfilar por último. Mas é muita alegria, muita mesmo, porque a gente batalha muito no samba. A gente sabe o quão difícil é vencer. Agora é hora de comemorar e ser muito feliz, mas sabendo que a gente deve muito a Tijuca; que a gente tem que botar esse samba para funcionar na Sapucaí como ele funciona na quadra”, afirmou Adnet.
Fotos: Alex Maia/Divulgação Tijuca
Presidente Fernando Horta confia no trabalho e projeta grande carnaval
O presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, destacou a confiança no carnavalesco Edson Pereira e celebrou a escolha do samba campeão. “Nós renovamos em dezembro, porque eu gosto do trabalho do Edson. Ele já conhece mais a escola e está se encaixando muito bem. Estamos muito satisfeitos com o samba campeão também, que é o mais importante no momento. Confio que a Tijuca vai fazer um grande carnaval”.
Horta ressaltou a recepção positiva da comunidade ao enredo sobre Carolina Maria de Jesus e explicou a decisão pelo samba escolhido. “O enredo foi muito bem aceito por todos os segmentos da escola, e o samba também. Tivemos uma safra muito forte, mas esse me sensibilizou desde o início. Conversei com o Marquinho, com o Ivinho, e todos apontaram para esse caminho. Ele mexe com o sentimento da comunidade”.
Sobre a preparação para o desfile de 2026, o dirigente foi enfático. “Não estou medindo esforços para fazer um tremendo carnaval. Vamos ter uma noção maior quando levarmos a escola para a rua, mas acredito muito que a Tijuca fará um grande espetáculo”.
O presidente ainda comentou sobre a futura sede da agremiação. “Depois do carnaval vamos construir uma nova quadra na Rivadávia Corrêa, em frente ao barracão. Vai ser uma casa de show, não apenas uma quadra, um espaço moderno para a nossa comunidade”.
Carnavalesco Edson Pereira enaltece enredo e responsabilidade
Edson Pereira ressaltou a importância de homenagear Carolina Maria de Jesus. “É uma trajetória de grande responsabilidade. Trazer um enredo como esse transcende minha carreira. É revolucionário contar a história dessa mulher que representa tanto o nosso povo e que foi apagada pela sociedade. É um compromisso de acender essa luz que tentaram apagar”.
Edson também comentou o trabalho no barracão. “Estamos muito engajados, com alegorias e fantasias em processo avançado. Esse samba não é só mais um, é uma verdade contada. Ele precisa ter relação direta com a sensibilidade que a história da Carolina exige”.
Diretora de carnaval Elisa Fernandes valoriza retomada da escola
Elisa Fernandes, que chega na direção de carnaval para trabalhar com Fernando Costa, avaliou o último carnaval e destacou o nível de competitividade do Grupo Especial. “Foi um grande carnaval, o resultado acirrado mostra que a qualidade do espetáculo está cada vez melhor. Hoje ficar nas campeãs ou de fora é detalhe. O saldo foi positivo e, para o próximo carnaval, é dar solução ao que não funcionou e manter o que está indo bem”.
Sobre a Unidos da Tijuca, a diretora enxerga um momento de virada. “A escola amargou posições ruins, mas a gestão de Fernando Horta é vencedora. Acredito que o carnaval de 2025 foi o início do reencontro com a vitória. Hoje temos apoio psicológico, livros no barracão sobre Carolina para funcionários e ações que elevam a autoestima da comunidade. Tenho certeza que vamos voltar às campeãs e brigar pelo título”.
Elisa também comentou o andamento do projeto plástico: “Estamos com cerca de 30% das fantasias já encaminhadas. As alegorias estão muito interessantes. Esse enredo é uma reparação histórica e me sinto privilegiada de estrear na Tijuca com Carolina Maria de Jesus”.
O diretor Fernando Costa também conversou com o CARNAVALESCO e fez uma projeção para o desfile de 2026. “O trabalho está sendo bem feito, o barracão está bem adiantado. Acho que o quarto carro está com ferro, madeira e já estamos adereçando. Está num andamento bom. Pode, esperar um projeto feito para Carolina mesmo, que não é um enredo fácil de tirar do papel. Pode aguardar que todo mundo vai gostar. A previsão é de desfilarmos com 3 mil e alguma coisa de componentes. E dia 2 de outubro começamos os ensaios aqui na quadra. A partir de novembro, estamos querendo começar na rua já”, disse.
Intérprete Marquinho Art Samba projeta grande parceria com a bateria
Recém-chegado à escola, o cantor Marquinho Art Samba celebrou a oportunidade. “Representa muita coisa estar na Tijuca. Depois de ficar esse tempo todo na Mangueira, vir para uma escola quase centenária como a Unidos da Tijuca é uma honra. Agradeço muito ao presidente Fernando Horta pela oportunidade”.
Sobre a “Pura Cadência”, o cantor disse: “Podem esperar um casamento muito forte. É uma bateria que todo intérprete sonha em trabalhar. Vai ser maravilhoso”.
Mestre Casagrande espera grande resultado em 2026
O comandante da bateria, mestre Casagrande, fez balanço do último desfile. “Fizemos um grande carnaval, mas as notas não foram compatíveis com o que apresentamos. Deveríamos ter voltado às campeãs. Foi um trabalho impecável”.
Com foco no próximo ano, Casagrande acredita no poder do enredo. “Estamos esperando que esse enredo leve ao grande resultado. Quero um samba que alavanque a escola para voltar às campeãs”.
Ele ainda explicou que as bossas serão desenvolvidas após a escolha do samba. “Não gosto de favorecer um ou outro samba. Só trabalho as bossas depois, durante os ensaios de rua”.
Casal fala sobre preparação e evolução
O mestre-sala Matheus destacou a dedicação desde o término do último carnaval. “Nós estamos nos preparando desde quando acabou o último carnaval, com uma nova equipe formada pela Ariadne, Luiz e o Thiago. Uma equipe que está agregando na nossa dança. Estamos trabalhando fisicamente e com o acompanhamento psicológico que a escola está dando. Estamos a todo vapor”.
A porta-bandeira Lucinha Nobre lembrou da trajetória recente e da conquista máxima no último desfile. “O Carnaval 2025 foi muito produtivo. A gente se conheceu melhor como casal, trabalhamos arduamente e conseguimos os 30 pontos que a escola precisava. Agora, vamos para mais um carnaval com mais maturidade e a certeza de fazer o nosso melhor para a nota 10”.
Lucinha revelou novidades na confecção da fantasia. “Esse ano a gente está fazendo a fantasia com o Bruno Oliveira, de São Paulo. É a primeira vez que ele está produzindo roupas para o carnaval do Rio. Estou muito feliz de estar nessa primeira leva de um dos maiores artistas da moda de porta-bandeira. É uma logística diferente, mas acreditamos que vai ser melhor para o desenvolvimento do nosso trabalho”.
A porta-bandeira também ressaltou o trabalho de cuidado com os integrantes. “Toda quinta-feira a gente tem apoio psicológico. São três psicólogos incríveis que lidam diretamente com todos os setores da escola. Eu e Matheus temos feito terapia de casal, além de individual. Isso começou a partir de uma conversa com a Elisa (Fernandes, diretora de carnaval) e se tornou algo que beneficia toda a escola. Estou muito feliz”.
Mateus completou: “Eu e Lucinha estamos cada vez mais conectados, em sintonia. O apoio psicológico está super funcionando”.
Enredista Gabriel Mello: ‘Carolina é lamento, mas também é luta’
O enredista Gabriel Mello ressaltou a profundidade da escolha da Unidos da Tijuca em homenagear Carolina Maria de Jesus e explicou a dimensão simbólica do enredo.
“Se a gente quiser definir o enredo como um lamento, eu acho que a gente está dentro do contexto do samba, porque o samba nasce do lamento. Mas Carolina é também um enredo de luta. Porque lamentar dentro de casa não é a mesma coisa que lamentar enfrentando a sociedade, dizendo que vai escrever, aprendendo a ler depois de uma semialfabetização, sustentando três filhos, publicando um livro e se tornando a maior bestseller do Brasil, vencendo Jorge Amado, vencendo Clarice Lispector”.
Mello destacou a força transformadora da homenageada. “Será que isso é lamento? Ou será que o lamento é a força para se levantar e superar? Carolina é a história de milhões de brasileiros que acordam diante de uma realidade dura, mas se dispõem a lutar para mudar. Carolina é inspiração para a maior parte do Brasil. O que é lamentável é reduzirem Carolina apenas ao ‘Quarto de Despejo’. Ela tinha um vocabulário vasto, escreveu romances, crônicas, peças de teatro, músicas. Foi apagada pela ditadura militar e, mesmo assim, renasce de tempos em tempos porque sua palavra é mais forte”.
O enredista finalizou emocionado. “Eu lamento esse enredo nunca ter sido feito antes no Grupo Especial do Rio de Janeiro. Agradeço por ter a oportunidade de escrever Carolina”.
Como foram as apresentações na final
Parceria de Gabriel Machado: Primeiro samba da final da Tijuca, a parceria formada por Gabriel Machado, Julio Pagé, Robson Bastos, Miguel Dibo, Serginho Motta, Orlando Ambrósio, Jefferson Oliveira e Lucas Macedo fez uma apresentação para cumprir protocolo. Foi difícil para a equipe de compositores no palco sustentar a empolgação e pular pelos mais de 30 minutos de apresentação. O mesmo aconteceu com metade da torcida, que cansou na parte final do tempo. O cantor Charles Silva, do Estácio de Sá, e seu time de cantores, sustentaram o canto, mas não foi suficiente para envolver os presentes. Na quadra, o resultado de toda a disputa: a obra não conquistou o público e menos de 10 pessoas estavam engajadas na apresentação. A parceria levou uma torcida numerosa, mas faltou ensaio nos ônibus, já que quase ninguém cantava o refrão e apenas o deputado federal Tarcísio Motta cantava a letra de ponta a ponta. A cada virada do samba, no refrão principal, era uma tentativa de dar gás a apresentação, mas os compositores não tiverem o sucesso que esperavam.
Parceria de Arlindinho: O samba assinado por Arlindinho, Babi Cruz, Diego Nicolau, Adolfo Konder, Felipe Petrini, Luiz Pavarotti, Michel Portugal e Fred Camacho foi o segundo a se apresentar na final da Tijuca. Uma apresentação muito forte e que contou com a torcida do público à esquerda do palco. Cantado por Igor Sorriso, intérprete do Salgueiro, Thiago Brito, cantor da Inocentes de Belford Roxo, Diego Nicolau, Rodrigo Tinoco e o próprio Arlindinho, o samba manteve o canto forte durante toda a apresentação. Uma longa introdução conduzida por Arlindinho e Babi Cruz chamou o público para acenar com os totens distribuídos pelos compositores. Na torcida, um grupo performático esteve à frente do povo e muita gente estava com a camisa da parceria e cantando o samba de ponta a ponta. Os compositores estavam tão seguros da qualidade de sua torcida, que ousaram parar seus cantos e jogar a voz para o público. Que respondeu, mas sem ser suficiente para concorrer com o som da bateria e dos instrumentos de cordas. O lema “levanta a cabeça preta” é cantado com força, assim como as outras frases de efeito que formam a letra do samba, recurso que sempre funciona para engajar torcedor e, desta vez não foi diferente. Ótima apresentação.
Parceria de Lico Monteiro: Estrategistas demais ao colocar a torcida para cantar o samba antes da bateria subir. Um coro potente abriu a apresentação da parceira formada por Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca, a última a se apresentar na final da Tijuca. Lico Monteiro abriu a apresentação com um discurso inflamado. A torcida era menor que a da parceria do Arlindinho, quase metade, mas cantou o dobro. O samba tem menos frases de efeito que o do Arlindinho, mas “muda essa história, Tijuca” cai como uma luva em todos os sentidos para a escola. A parceria, tida como favorita, se apresentou como favorita e marcou seu lugar, em pouco mais de intensos 30 minutos, que terminou do jeito que começou, a voz do povo cantando o samba, já sem a bateria e com gritos de “é campeão”. Sobre a torcida ter cantado forte antes da bateria subir, quando teve bateria, a torcida foi lá e cantou mais. Um grupo, com vestes brancas, fez performances à frente da torcida. No palco, para a condução do samba, é dispensável elogiar o intérprete da Viradouro, mas a parceria que tem Wander Pires, nunca está desprotegida. Uma pedrada vocal para conduzir a apresentação mais forte da noite.
A Estação Primeira de Mangueira realizou, no último sábado, mais uma etapa de sua eliminatória de sambas-enredo para o Carnaval 2026. Seis obras se apresentaram na quadra da Verde e Rosa, disputando qual será o samba que contará o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra” na Marquês de Sapucaí. Quatro parcerias seguem para a semifinal, que será realizada no sábado, dia 20. Os sambas eliminados foram os das parcerias de Lequinho e Manu da Cuíca. Abaixo, o CARNAVALESCO analisa o desempenho de cada obra classificada.
Parceria de Ivo Meirelles: O samba de Ivo Meirelles, Gilson Bernini, Gustavo Clarão, Xande de Pilares, Edinho Gomes e Felipe Mussilli teve Ito Melodia e Bruno Ribas como vozes principais. A obra é envolvente e apresenta trechos bem gingados, como o refrão central: “Turé, Turé! O pajé incorporou, sarará mestre Sacaca o Xamã babalaô, Turé, Turé, minha tribo bate o pé, agradeço ao curandeiro carregado de axé”. A segunda parte, mais extensa que a primeira, passou de forma fluida e sem cansar, com destaque para os versos finais: “Mangueira, raiz sagrada que eterniza o guardião, as flores giram como gira o pavilhão, na Amazônia negra”. O refrão de cabeça, “reza forte, bate folhas de Mangueira, emoção que não tem fim, firma ponto no meu surdo de primeira, tem que respeitar meu tamborim”, tem bonita melodia e rendeu bem na quadra. O samba teve ótimo rendimento durante os 15 minutos de apresentação e contou com uma torcida afiada, abrindo a noite de disputa com muita força.
Parceria de Beto Savana: Pity de Menezes e Igor Vianna comandaram o samba de Beto Savanna, Rodrigo Pinho, Wilson Mineiro, Daniel Paixão, Jonathan Tenório e Grassano. A obra é empolgante e agradável de ouvir. O bis “sarará Xamâ babalaó, sarará Xamã babalaô, ôóôôôô” explodiu na quadra e sustentou o refrão principal em seguida: “do morro da Mangueira, o quilombo de Sacaca, chama o povo da mata, toda gente do Amapá, a negrura não se esconde na fumaça, faz do Palácio do Samba seu cazuá”. O samba apresenta variações melódicas, como no início, em que os primeiros versos surgem em tom menor, criando contraste interessante com o restante da primeira parte. O refrão central, “Reza pra benzer, ô, reza pra benzer, reza pra benzer, ô, reza pra benzer, folha, cipó e raiz de jucá, a floresta é templo, é altar, preto velho ensina a curar”, passou com extrema força, crescendo a cada passada. Foi uma apresentação de excelência.
Parceria de Pedro Terra: A obra de Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal contou com Evandro Malandro e Thiago Acácio nas vozes principais. O samba remete a obras mais antigas, como se percebe no refrão de cabeça: “a magia do meu tambor te encantou no jequitibá, chamei o povo daqui, juntei o povo de lá, na Estação Primeira do Amapá”. A obra não possui um refrão central, mas uma repetição de dois versos em sequência: “çai erê, babalaô, mestre Sacaca” e “te invoco do meio do mundo pra dentro da mata”, o que garante fluidez ao samba. A apresentação foi menos explosiva que as anteriores, mas também mostrou qualidade.
Parceria de Alexandre Naval: A parceria de Alexandre Naval, Wendel Uchoa, Ronie Machado, Giovani, Marquinho M. Moraes e Ailson Picanço teve seu samba defendido por Wantuir. O refrão de cabeça, “Xamã babalaô, guardião do meu ilê, rompe mato e faz tremer aldeia, caboclo preto velho verde e rosa é meu sagrado, toca o marabaixo, Mangueira”, obteve rendimento espetacular, levantando a apresentação. Os dois refrãos foram destaque, já que o central, “folha seca pra benzer na moleira, faz a reza tucuju se manifesta pra criança se curar, ê sumano vá buscar garrafada pra menina, na fervura sete dias, sete noites ao luar”, também passou com bastante força. A segunda parte apresentou uma melodia envolvente, sustentando a obra sem queda de desempenho, principalmente nos versos finais: “canta! No terreiro oração se dança, no toque de caixa ligeiro, a bandaia se faz entender samba, no laguinho, rei sentinela, com os crias da favela, a floresta vai vencer”. Mais uma bela apresentação da noite.
Após o título em 2025, a Pérola Negra volta a desfilar no domingo de carnaval (15 de fevereiro), no Grupo de Acesso I do carnaval paulistano de 2026. Neste sábado (13 de setembro), a agremiação organizou um evento para revelar, de uma vez, os pilotos de fantasias e o samba-enredo da Joia Rara do Samba para o próximo desfile. Sexta escola a desfilar, com o enredo “Valei-me cangaceira arretada, Maria que abala é gira valente e Bonita que vence demanda”, assinado pelo carnavalesco André Machado, a obra foi composta por Lucas Donato, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Chico Maia, Mateus Pranto, Fabian Juarez, Biel e Salgado Luz. O CARNAVALESCO entrevistou importantes nomes da Pérola Negra para saber a respeito do samba-enredo da agremiação para 2026.
Os compositores entrevistados pela reportagem foram unânimes ao fazer elogios à escola e a uma pessoa em especial: o carnavalesco da Pérola Negra. Biel começou: “Primeiro, o André entregou a sinopse para a gente. Ele sempre deu muita liberdade para a gente criar. Embora tenha a sinopse, tenham os setores a serem falados, a escola sempre deu uma liberdade para a gente criar, não ficar preso em determinados pontos”, destacou.
Falando sobre a dinâmica da composição em si, Fabian Juarez explicou: “A gente, primeiro, criou uma estrutura: nos encontramos presencialmente duas vezes para fazer o samba. Estava no meio de outras eliminatórias também, mas o enredo ajudou e a gente conseguiu criar muito rápido. Fizemos esses dois encontros, produzimos a letra inteira e levamos para a escola ver se faltava alguma coisa, entender melhor se tudo tinha sido abordado. O André fez pontuações, a gente mudou algumas coisas por sugestão dele e, na nossa opinião, essa ação só engrandeceu ainda mais a obra”, elogiou.
Salgado Luz destacou que o samba-enredo já nasceu com uma cara mais boêmia, tal qual a Vila Madalena – bairro em que a agremiação está sediada: “Foram dois encontros. Durante uma noite a gente se encontrou, bateu papo, comeu uma pizza primeiro e teve muita resenha. Depois, a gente começa a compor. Mas foi super rápido, de fato o enredo ajudou. É um tema regional que proporciona uma riqueza melódica, também. Acaba sendo fácil criar. Foram dois encontros das dez da noite às duas da manhã. Resenha, pizza… duas madrugadas. Super rápido”, relembrou.
Refrãos como queridinhos
Quando perguntados sobre as partes favoritas dos sambas, todos os entrevistados destacaram as partes que se repetem na composição. Salgado Luz foi direto: “Pra mim é o refrão principal, quando a gente canta ‘Valei-me Maria Bonita’”, destacou.
Biel citou dois: “Gosto muito do refrão do meio, ele tem um balanço muito legal. Mas o refrão principal, para mim, é o ponto alto do samba. Acho que o samba é linear, mas o refrão principal é muito musical e ele tem contratempos bacanas”, comentou.
Já Fabian focou em um aspecto em específico da canção: “O refrão principal é a parte, para mim, mais rica. Tirando a parte regional do samba, é a parte mais rica melodicamente”, comentou.
Lucas Donato, que além de intérprete é compositor da obra, destacou a complexidade da canção: “Eu acho esse samba tão diferente! Ele começa num repente, aí depois volta para o samba-enredo, aí no refrão de meio a gente vai meio que para um samba de roda. A segunda do samba a gente já vai para o forró. E o final para o refrão a gente já vai mais com um samba-enredo”, refletiu.
O cantor, entretanto, não fugiu da pergunta: “A parte que eu mais gosto é o refrão de meio. Eu sou apaixonado pelo ‘Olê mulher grandeira’. Vai ser a parte que vai mais pegar, que é fácil. Acho que é uma parte que vai ser para cima, que a arquibancada vai corresponder. Acredito que a grande maioria que você perguntar vai falar isso também”, vislumbrou.
Dupla jornada
Apesar de ter muito mais trabalho, o fato de ser compositor e intérprete do Pérola Negra traz muitos benefícios para a escola e para o próprio Lucas: “Ser o intérprete e também um dos compositores ajuda bastante. A gente já fica com o samba na veia. Até quando a gente está fazendo samba, a gente já começa a imaginar o que a gente vai fazer na avenida, para passar para a ala musical e para toda a rapaziada”, comentou.
Uma outra característica que tem muito menos a ver com a obra em si que com a divulgação da mesma também foi elogiada pelo intérprete: “Hoje foi a primeira vez que o samba foi pro mundo, e a gente até brincou que é difícil um samba não vazar. E, graças a Deus, a gente conseguiu guardar o samba a sete chaves”, destacou.
O intérprete também colocou fé no quanto o universo do carnaval nacional vai gostar da obra: “Acredito que a repercussão da mídia, do carnaval de São Paulo e do Brasil, vai ser tão boa quanto no último ano. A gente vai trabalhar bastante, vamos ajustar algumas coisas com a ala musical, com a bateria, para fazer um grande desfile com uma grande parte musical. Plasticamente a escola está muito bonita – seja de fantasias, seja de alegorias, já que eu vi uns desenhos muito legais. Estou confiante e muito feliz. Vamos, se Deus quiser, ir rumo ao nosso objetivo maior”, comemorou.
Ajustes mínimos
Sheila Monaco, presidente da Pérola Negra, destacou que o samba-enredo foi produzido já pensando nas características que a agremiação quer ter em 2026: “Esse foi um tema que o André falou e brilhou os meus olhos na hora. Assim que eles me apresentaram o samba, eu gostei, gostei muito. Na verdade, a gente fez algumas mudanças no dia mesmo em que ele foi apresentado, mudamos algumas palavras que a gente achou que não se encaixava e que ficaria difícil pra comunidade cantar. Mas foi muito pouca coisa, e a gente logo pensou que é isso que a gente precisa esse ano: o samba pequenininho, que as pessoas vão pegar fácil”, prometeu.
Para falar da obra em si, André Machado destacou o sempre concorrido Grupo de Acesso I: “Gostei muito do samba. É um samba que é valente, um samba que é para frente. A gente estava precisando de um samba como esse. Estava comentando agora há pouco que a gente está num grupo que está muito forte, com escolas de sambas grandiosas (inclusive escolas pelas quais eu já passei) e que vem com temas bacanas. A gente precisava de um samba que levantasse a comunidade e desse força para que ela tenha vontade de cantar nos ensaios. Os compositores foram muito felizes!”, comemorou o carnavalesco.
O profissional não se fez de rogado para os compositores, pedindo algumas alterações: “Passei algumas coisas que eu achava que era legal em relação ao samba e que eu achei que a música tinha que trazer sobre Maria Bonita: esquecer a parte trágica da história, trazer essa história de uma forma bem alegre, contar de uma forma bem bacana, para que não criem dúvida na cabeça das pessoas do que a gente está falando. A gente conseguiu isso”, comemorou.
Por fim, André destacou a reação que teve ao ouvir a música pela primeira vez ao vivo para toda a comunidade ouvir: “O samba foi muito feliz, os compositores foram muito felizes quando colocaram esse samba para a gente ouvir. E, no dia que eu ouvi, eu fiquei todo arrepiado, eu falei que tinha que ser esse samba. Apesar de ser um samba-enredo, ele pega algumas melodias do xaxado, do xote e do baião que acho muito legal. Vai funcionar bastante”, finalizou.
Dia cheio
Na conhecidíssima rua Fidalga, no coração da Vila Madalena, a Pérola Negra fez um evento bastante extenso para reunir a comunidade. A partir das 13h30, a agremiação serviu a tradicional feijoada – disponível até cerca de 17h. Pouco a pouco, o espaço foi preparado para os eventos mais ligados ao desfile de 2026 de agremiação.
Após o aquecimento da Swing da Madá, bateria da agremiação, Maylli e Pedrinho foram empossados como casal mirim da agremiação. Toda a corte que virá à frente dos ritmistas também foi empossada: Joyce Rocha se mantém como rainha da bateria, com Ana Paula França como madrinha e Isa Moreira como rainha mirim. Também foi apresentada Tácia Gonçalves, nova musa da ala musical da Joia Rara do Samba.
Segmentos da agremiação (como a comissão de frente, casais de mestre-sala e porta-bandeira e as passistas e malandros) se apresentaram ao som de grandes sambas da escola, e uma encenação teatral ligada à vida de Maria Bonita também teve vez. Logo depois, um dos grandes momentos da noite: a apresentação dos pilotos da agremiação, com diversas fantasias sendo muito apupadas pelo público presente no evento. Só depois de tal momento a Joia Rara do Samba se despediu do marcante “Exu Mulher”, campeão do Grupo de Acesso II em 2025, para, enfim, apresentar a canção de 2026.
O Acadêmicos do Salgueiro promove neste domingo, a edição de setembro da tradicional Feijoada, realizada na quadra da escola, no Andaraí. Com sucessos como “Deixa Acontecer” e “Tá Escrito”, o Grupo Revelação será a atração principal e promete cantar os hits principais dos 30 anos de história do grupo. Leonardo Bessa e Flávia Saolli também estarão presentes abrilhantando a feijoada de domingo. E o encerramento fica por conta do Elenco Show do Salgueiro, ao lado da Bateria Furiosa, um dos símbolos mais marcantes do Torrão Amado.
Os ingressos estão à venda no site GuicheWeb, com opções que vão da pista aos camarotes coletivos. A feijoada será servida das 13h às 17h.
Serviço – Feijoada do Salgueiro – Setembro 2025
Data: Domingo, 14 de setembro de 2025
Horário: A partir das 13h (Feijoada servida até as 17h)
Local: Quadra do GRES Acadêmicos do Salgueiro – Rua Silva Teles, 104, Andaraí – Rio de Janeiro/RJ
Atrações: Grupo Revelação, Leonardo Bessa, Flávia Saolli, Elenco Show da Academia do Samba e Bateria Furiosa
Ingressos: GUICHE WEB
Pista: a partir de R$ 40
Jirau (ingresso + pulseira): a partir de R$ 70
Mesa para 4 pessoas: a partir de R$ 240
Camarote Lateral (15 pessoas): a partir de R$ 800
Camarote Frontal (15 pessoas): ESGOTADO
Classificação etária: 18 anos
A noite da final de samba-enredo da Vila Isabel para o Carnaval 2026 também consagrou as novas musas da comunidade: Juliana Moraes, Yasmin Lima e Ciça Ferreira.
Foto: S1 Comunicação/Divulgação Vila Isabel
Emocionada, Juliana destacou: “É um sentimento de amor, pertencimento e representatividade dentro da minha narrativa como mulher preta, estudante, pedagoga, mãe solo e mãe atípica. Eu trago toda essa força, resiliência e amor ao samba e à Vila Isabel”.
Aclamado desde o início das eliminatórias, o samba da parceria de André Diniz e Evandro Bocão foi oficializado como hino do enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal.
A parceria de Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W.Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax foi apontada por 47,3% dos leitores como a favorita para vencer a disputa de samba-enredo da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2026. A vermelho e branco da Vila Vintém levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Kunhã eté – O sopro sagrado da Jurema”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, que homenageia a guerreira indígena Clara Camarão, símbolo de coragem, liderança e resistência feminina no Brasil colonial.
Foto: S1 Fotografia e Comunicação/Divulgação
A parceria de Dhema, Carmem Martins, Elaine Porto, Eliz Oliveira, Augusto Cezar e Carlinhos da Farmácia ficou com 27,4%. E a parceria de Chacal do Sax, Mateus Pranto, Lico Monteiro, R. Peu, Faustino Feiju, Gigi da Estiva e Igor Federal terminou com 25,3%.
“Estamos muito empolgados para esta escolha. A final promete ser um grande espetáculo”, destaca a presidente Lara Mara.
Parceria de Dhema, Carmem Martins, Elaine Porto, Eliz Oliveira, Augusto Cezar e Carlinhos da Farmácia
Parceria de Thiago Vaz, Jefinho Rodrigues, W. Correa, Richard Valença, Miguel Dibo e Cabeça do Ajax
Parceria de Chacal do Sax, Mateus Pranto, Lico Monteiro, R. Peu, Faustino Feiju, Gigi da Estiva e Igor Federal
A programação começa às 22h, com shows de Felipe Santos, Grupo PegaBlack e Lelê Carlos, seguidos das apresentações dos segmentos da escola. Baianas, passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira se apresentam ao som do intérprete oficial Bruno Ribas, que relembrará sambas marcantes da agremiação, acompanhado pela bateria Guerreiros da Unidos, sob o comando do Mestre Laion. Uma atração especial, preparada pela direção artística, antecederá o início da disputa. A entrada será gratuita até a meia-noite. Após esse horário, o ingresso custará R$ 10,00. A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, nº 8 – Padre Miguel, próxima ao Hospital Municipal Albert Schweitzer. A classificação etária é de 18 anos.