Os ensaios de rua são fundamentais para toda escola de samba que almeja um bom resultado na Avenida. Ainda sem a confirmação dos ensaios técnicos no Sambódromo, o treino na rua se tornou ainda mais fundamental para as agremiações aprimorarem os seus quesitos de pista rumo ao desfile. Nesse sentido o povo e o poder público de Duque de Caxias realizaram um grande abraço à Grande Rio, a agremiação que é um dos maiores orgulhos do maior município da Baixada.
Um grande público compareceu ao primeiro ensaio de rua da escola em 2019 com total apoio dos órgãos públicos. O prefeito do município enviou uma nota lida antes do ensaio onde deixou claro que o treino da Grande Rio aos domingos faz parte do calendário oficial de Duque de Caxias.
Harmonia
Restando pouco menos de 60 dias para o carnaval a Grande Rio pode aprimorar um pouco o canto de sua comunidade, dada a competência reconhecida da agremiação nesse quesito. Algumas alas ainda não estão cantando a contento e o canto não apresentou aquele volume tradicional que o povo de Caxias é capaz de proporcionar como um todo.
“Estamos muito bem preparados, já realizamos ensaios em dezembro. Acho que iniciamos muito bem. Além do nosso samba podem esperar muita emoção e irreverência. É uma obra muito bonita e vai rebater na avenida todas as críticas que fizeram à nossa escola. Vamos botar na cabeça que o nosso samba tem muita qualidade e provaremos isso na avenida”, disse o intérprete Evandro Mallandro, que fará sua estreia no Grupo Especial.
Evolução
O povo ter abraçado o ensaio tem o lado pró, que é justamente as ruas tomadas com muita alegria com camisas da Grande Rio. Entretanto, como já costuma ocorrer com o próprio ensaio técnico da agremiação no Sambódromo, uma certa confusão entre desfilantes e povo assistindo complica a evolução da escola. No aspecto de espontaneidade e brincadeira as alas passaram com bastante desenvoltura, algumas delas coreografadas, como objetos luminosos, possibilitando um bonito efeito.
Samba-Enredo
O criticado samba caxiense cumpriu bem o seu papel de possibilitar o canto, a dança e o ritmo da bateria, que é a função primordial do hino de uma escola de samba, além de no desfile contar com clareza aquilo que será apresentado na avenida. O samba possui o mérito de ter passagens bastante interessantes em sua letra que fazem com que os componentes se divirtam e deixem o recado desejado pela agremiação, o de fazer um alerta contra a hipocrisia. Em determinados momentos o próprio componente aponta o dedo ao público. O carro de som comandado por Evandro Mallandro conduziu muito bem a obra. O cantor demonstrou muita segurança e empatia com a escola.
Bateria
Outro ponto de destaque do ensaio. O jovem mestre Fafá demonstra que já tem o grupo de ritmistas na mão, o que deixa a sensação de um bom desempenho no desfile. O ritmista vem conseguindo cumprir a promessa de reduzir o andamento da bateria, resgatando o ritmo tradicional de Caxias na época de mestre Odilon. A bateria ajudou bastante na condução do ensaio, com as mesmas paradinhas executadas na gravação do CD.
“A bateria vem em uma excelente pegada. Esse foi nosso quinto ensaio de rua. Descobrimos o nosso andamento e a pegada que desejamos. Temos um intérprete extremamente musical, que nos ajuda demais. Foi bom mas podemos melhorar. O principal é evoluir a gente mesmo. Entender a situação que nossa escola vive. Respeitar mais o samba, se concentrar mais, falta um pouco de foco e concentração, o famoso tesão. A partir de agora cobraremos com bastante frequência”, explicou o mestre.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Daniel Werneck e Taciana Couto esconderam um pouco o jogo no ensaio e apenas mostraram uma coreografia de quadra ou apresentação. Algo que vá ser realizado pela dupla na avenida somente poderá ser visto talvez no ensaio técnico da agremiação ou nos já conhecidos ensaios de casais durante as madrugadas no Sambódromo, além é claro da apresentação da dupla no dia do desfile oficial no próximo domingo de carnaval.
A Acadêmicos do Grande Rio será a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval do Grupo Especial em 2019 com o enredo ‘ Quem nunca…? Que atire a primeira pedra’. O tema está sendo desenvolvido pela dupla Renato Lage e Márcia Lage.


Durante o programa Domingão do Faustão, na tarde deste domingo, na TV Globo, a atriz e rainha de bateria da Grande Rio, intercedeu pela realização dos ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí e fez o pedido para o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, pela realização dos treinos.
A festa portelense foi gigante neste sábado, com o show da cantora Maria Rita, que lotou o Portelão e comprovou o ótimo momento que vive a escola de samba de Oswaldo Cruz e Madureira, que vive constantemente com muitos eventos culturais e que mexem com a sua comunidade durante o ano inteiro e não somente perto do carnaval.
As escolas da Série A mostraram que estão unidas na luta pelo carnaval e em reunião plenária, na noite desta sexta-feira, decidir manter o regulamento de 2018 para 2019, incluindo, o rebaixamento de uma escola da Série A para a Série B (que não houve após o primeiro corte da verba ano passado) e o acesso de uma agremiação da Série B para os desfiles de 2020.
O site CARNAVALESCO divulga a sexta lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2019. A contagem segue o link de cada samba e começou na data de 14 de novembro, quando foram divulgadas as prévias do CD do Especial. A próxima lista será divulgada no dia 18 de janeiro. Veja o ranking:
Podemos facilmente associar a história do Carlos Alves com a da Tom Maior, até porque são 27 anos de envolvimento, sendo 20 deles como mestre de bateria. Porém, a vida do Carlão, apelido pelo qual é conhecido no mundo do samba, não se resume apenas à agremiação vermelho e amarelo. Além de comandar uma bateria de Grupo Especial, ele também carrega em seu currículo experiências como piloto e chefe de equipe da categoria automobilística da Stock Car. Durante anos alternou entre o sambódromo e o autódromo. (Foto: Felipe Araújo)
A bateria Tom 30 segue a linha de afinação média, tendo o surdo de terceira padronizado seguindo a melodia do samba. Há três anos a bateria usava uma batida de caixa característica da escola, que continha duas rufadas seguidas dentro de um compasso. Para o carnaval de 2017 o Mestre Carlão, junto à direção de bateria, optou pela batida tradicional que se mantém desde então. As bossas seguem a linha de sustentação de ritmo, caixas seguem e os surdos desenham dentro do BPM (batidas por minuto) tocado. Um dos destaques da Tom 30 é a evolução de nível dentro de um curto prazo, reconhecida também por muitos sambistas e críticos da área.
Durante o primeiro ensaio do ano da Beija-Flor de Nilópolis, o diretor de carnaval, Válber Frutuoso, revelou que a atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro fará o teste de som e luz do Sambódromo para o Carnaval 2019. O diretor não foi além na explicação e nem informou se haverá ensaio técnico para todas escolas do Especial.
A proposta é que eles aconteçam em cinco domingos, começando no dia 27 de janeiro e envolvendo apenas as agremiações do Grupo Especial. Seriam quatro domingos (27/01, 03/02, 10/02 e 17/02) com três escolas em cada data e no último domingo de fevereiro, dia 24/02, haveria o teste de som e luz da Avenida com a vice-campeã de 2018 e a campeã.
O ano de 2018 até poderia ser glorioso para a Alegria da Zona Sul. Melhor colocação da história da escola desde a fundação da Lierj, a realização do sonho da inauguração da quadra. Entretanto, a escola sofreu uma grande pancada com a perda do seu barracão e há dois meses do desfile luta para construir o seu carnaval.
Vivendo uma falta de recursos sem precedentes o modelo de gestão das escolas de samba é apontado como um dos grandes responsáveis pela crise financeira que atingiu o maior espetáculo da terra. A reportagem do CARNAVALESCO conversou com alguns dirigentes para que eles pudessem dar as próprias sugestões na área de gestão que pudesse melhorar a arrecadação.
Um dos mais experientes dentro da Liesa é sem dúvida o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta. Segundo ele, é hora de cobrar por uma mudança na forma de se fazer o carnaval.
Para Dudu Azevedo, diretor de carnaval da União da Ilha, e com passagens por Salgueiro e Grande Rio, o segredo está em reaproximar as escolas de samba do povo, buscando eventos nas quadras que saiam da mesmice dos ensaios.
Fernando Fernandes assumiu a Unidos de Vila Isabel este ano, mas sugere que os presidentes das escolas de samba passem por cursos de formação na área de gestão, ministrados pela Liesa.
Wilsinho Alves, diretor de carnaval e ex-presidente da Vila, com experiência na Viradouro e União da Ilha, cita a importância das redes sociais e do marketing para angariar recursos para as agremiações.