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Beija-Flor: carro “Assembleia do Ratos” eterniza enredos de 1989 e 2018 na Avenida

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Por Nathália Marsal

Beija Flor desfile2019 163A união de dois grandes enredos foi eternizada no carro “A Assembleia dos Ratos” durante o desfile em comemoração aos 70 anos da Beija-Flor de Nilópolis. A quinta alegoria fez uma alusão ao enredo de 1989, “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia”, e ao do ano passado: “Monstro é Aquele que Não Sabe Amar”. Foram três meses de ensaio com o grupo de atores da agremiação até o resultado final.

O carnavalesco Ubiratan Silva, o Bira, que atuou na Azul e Branco de Nilópolis durante mais de 20 anos, deixando a escola em 2015, contou que a proposta foi unir os dois desfiles para impressionar o público e intensificar as críticas feitas no passado e no presente.

“É muito mágico relembrar isso tudo. Você vê fragmentos durante todo o decorrer do enredo que fizeram parte de uma história grandiosa da Beija-Flor. É muito emocionante conseguir reunir em poucos minutos mais de décadas de carnaval”, afirmou Bira.

Beija Flor desfile2019 080O carro com cores cinzas traz um cemitério, lembrando o enredo do ano passado e, nele, um gato – que funciona com a ajuda de sete pessoas – e ratos interpretados por foliões. No lugar do Cristo Mendigo, o Beija-Flor em farrapos sobe para o alto logo após a frase “Olhai por Nós”.

No grupo de mendigos presentes no carro, está também a atriz Elis Zerbinatto, fã do desfile “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia”.

“A Beija-Flor é muito pontual e atual ao que está acontecendo na política e na sociedade. Ela está sempre cutucando, mas não necessariamente de forma negativa”, disse.

Fé entra no samba-enredo e no coração dos desfilantes da Unidos da Tijuca

Por Nathália Marsal

Tijuca desfile2019 151O carro “Multiplica o Pão Sagrado”, que encerrou o setor “O Pão Nosso Nos Dai Hoje”, destacou a relação do pão com as religiões. Nos destaques, mulheres davam vida às santas que multiplicam o pão com os mais necessitados.

Ana Bezerra, de 55 anos, é católica e ser destaque desse carro foi “um presente do céu”. Desfilando pela escola há oito anos, ela conta que foi muito significativo fazer parte dessa alegoria.

“O enredo da escola fala sobre religião. Sei que ainda estamos muito distantes de sabermos dividir o pão. Se o ser humano colocasse esse samba na mente, o mundo talvez daria muito mais certo”.

Mas além das santas, a alegoria também trouxe uma imagem de Jesus Cristo repartindo o pão e alguns destaques representando Nossa Senhora do Pão e Santo Antônio.

Luiza da Conceição, de 49 anos, há dois anos na agremiação, conta que foi muito abraçada pela escola. Católica praticante, ela é fã do enredo deste ano e reforça o recado:

“É possível dividir mais”.

Beija-Flor revive enredos de outros carnavais na Avenida

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Por Nathália Marsal

A Beija-Flor de Nilópolis lembrou que a Avenida também é espaço para críticas sociais e políticas destacando enredos de outros carnavais, como o campeão de 2003: “O Povo Conta a sua História: Saco Vazio não Para em Pé, a Mão que Faz a Guerra, Faz a Paz”. A 32ª ala, de mesmo nome, trouxe foliões vestidos de palhaços dentro de lixeiras, remetendo o público à passagem da escola de 16 anos atrás.

Beija FlorIntegrante da ala, Rosecleia Soares de Lima, de 48 anos, na escola desde 1978, lembra que o desfile foi maravilhoso, mas elege como melhores o enredo de “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia” e do ano passado, “Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar”.

“O primeiro foi muito empolgante e realmente mostrou a resposta da escola em relação a uma crítica que ela recebeu. Já o do ano passado me marcou muito também por causa das críticas políticas. Corremos muito risco de não gostarem, mas o público está tão revoltado politicamente que participou.”

Elisângela Alves, de 45 anos, também relembrou o enredo campeão de 2018. Ela acredita que o uso desse tom é mais difícil para a construção de um enredo.

“Depois de ‘Ratos e Urubus’, o do ano passado vai ficar na memória do Brasil. Fizemos uma crítica muito grande. Demos voz às pessoas para mostrar o que estava acontecendo”.

Tijuca volta a abrir desfile com símbolo da escola

Por Lucas Gomes

Tijuca desfile2019 103Depois de um período fora do início do desfile, a Unidos da Tijuca voltou a trazer sua mascote no carro abre-alas. Representando a Santa Ceia, que veio retratada na parte frontal do carro, a alegoria evidenciou o caráter sagrado do pão, e o pavão representava a visão (os olhos) de Deus.

As cores da escola representadas nos pavões chamaram atenção. Uma das componentes da alegoria, Monique Ximenes, que estreou pela escola, explicou o significado do abre-alas sob a perspectiva dos orixás.

“Essa homenagem é o olho da vida. Seguindo a crença dos orixás, representa a riqueza, a abundância, a prosperidade e a felicidade. É uma alegria estar presente.”

Outra foliã presente no carro, Juliana Maria, realizou um desejo antigo de desfilar pela escola. Juliana se disse feliz e exaltou a temática do enredo.

“Estou realizando um sonho: foi a primeira vez que desfilei. E em um carro que aparece o símbolo da escola e a Sagrada Família. Senti-me lisonjeada. O tema que a Tijuca trouxe é muito importante, e deve ser valorizado e lembrado.”

Imperatriz além da técnica: escola preza pela diversão na Sapucaí

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Por Juliana Cardoso

ImperatrizEm 2019, a Imperatriz Leopoldinense mudou o seu modo de desfilar na Marquês de Sapucaí. Mais divertida e com críticas irreverentes, a escola de Ramos apresentou um enredo contando a história do dinheiro, deixando de focar apenas na técnica para passar pela Avenida com alegria e bom humor. As alas “Consumo – Cartão de Crédito” e “Paraísos Fiscais”, e a alegoria “Minha Casa, Minha Vida” foram exemplos dessa transformação da agremiação na madrugada de desfiles desta segunda-feira.

As alas, posicionadas no quarto setor da escola, trouxeram fantasias diferentes daquelas que a Imperatriz costumava retratar. Uma mostrou as facilidades do cartão de crédito, fator que torna os titulares consumistas. Ela era colorida, com objetos como bolsas e sapatos adornando o traje. Pequenos adesivos com estampas de cartões deram o toque final à roupa.

Imperatriz Ala Paraísos FiscaisJá a 17ª ala representou os redutos caribenhos de lavagem de dinheiro, foi baseada em elementos tropicais, como frutas e coqueiros, para fazer alusão às ilhas utilizadas na corrupção. Os componentes pareceram aprovar a mudança e a leveza das novas fantasias da agremiação.

“É importante que a escola aborde temas diferentes e diversifique sua estética. Achei a minha fantasia muito colorida e confortável, aquela roupa que o componente se sente bem para desfilar. A Imperatriz só tem a ganhar com isso e nós, que desfilamos, também”, afirmou Thiago Dias, integrante da escola.

A quinta alegoria da verde e branca de Ramos também foi um símbolo da visível mudança artística da agremiação. Ela representou a desigualdade social e foi dividida em dois lados diferentes, o rico e o pobre. A parte do carro que trazia esses mundos inversos girou durante o desfile. Por várias vezes, a sacada de um bairro nobre deu lugar às casas de tijolos de uma favela. Os componentes representaram essa “guerra” entre as duas realidades e deram um ar teatral a alegoria.

A escola foi a sexta a entrar na Avenida na madrugada de segunda, apresentando o enredo “Me dá Um Dinheiro Aí”, que criticou as diversas faces da ganância.

Desfiles Especial segunda: acompanhe a cobertura direto do Sambódromo

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