Por Matheus Mattos. Fotos: Magaiver Fernandes
A escola de samba Mocidade Alegre entrou na Avenida, na noite desta sexta-feira, após o ensaio técnico da Colorado do Brás. Em comparação ao primeiro ensaio técnico, a agremiação mostrou ótima evolução, trouxe clima de desfile e demonstrou maturidade para atingir o título.
Harmonia
O quesito foi bastante positivo. Integrantes da harmonia erguiam placas de incentivo para que os componentes evoluíssem com mais empolgação. Tal mensagem é presente nos dias de desfile da agremiação. Outro ponto importante foi a alegria dos desfilantes, numa era de escolas “robóticas”, a Mocidade Alegre se mostrou diferente e realizou um ensaio solto. Os primeiros setores cantaram fortemente o samba, porém houve uma queda de animação nos dois últimos.
Bateria
A Ritmo Puro, comandada por mestre Sombra, ousou nas bossas e coreografias. Assim como no primeiro ensaio técnico, a batucada realizou o “cubo mágico” e o “caracol” em frente ao Setor B. Os ritmistas também fizeram o tradicional recuo, onde eles entram parcialmente no espaço do recuo, voltam para pista e se curvam em frente a torre 4.
“Aparentemente, fizemos um bom ensaio, claro que deve ter alguma coisa para corrigir, se tiver vamos corrigir, para no próximo vir melhor”, explicou mestre Sombra, que ainda falou da coreografia. “Esperamos colocar na avenida, estamos ensaiando Vamos preparar e ver se vai dar certo”.
Samba-Enredo
Muito respeitado no carnaval paulistano, o intérprete Igor Sorriso teve um ótimo desempenho durante o treino. Ele não se contentou em ficar na área destinada ao carro de som e cantou no meio da avenida, entre as alas. O cantor estava fantasiado de pescador.
“Eu não posso comentar do geral porque estamos naquele setor, ala musical e bateria, mas o conjunto musical eu achei bem bacana. As alas que passaram pela gente cantando bem, evoluindo. Claro que a gente vai analisar, consertar as brechas, corrigir. Temos mais um ensaio técnico, vamos acertando”, afirmou o intérprete Igor Sorriso.
Mestre Sala e Porta-Bandeira
O casal principal, Emerson Ramires e Karina Zamparolli, trouxe uma parte da fantasia oficial com modificações que a deixou mais leve para ambos. A dupla teve um bom desempenho, o mestre-sala olhava constantemente para a porta-bandeira, demonstrando ótima sincronia. Os guardiões do casal evoluíam com composições nas mãos, representando uma lança, como se estivessem defendendo o pavilhão.
“A gente passou bem, tranquilo, ainda precisamos decidir algumas questões de coreografias, mas foi muito positivo, a gente gostou bastante”, disse a porta-bandeira.
“Tem muita coisa pra trabalhar para o desfile, e muito ensaio pra chegar no dia do desfile oficial. Mas foi um ensaio gostoso, prazeroso, tudo que fazemos por amor ao pavilhão é gostoso. Ter uma parceira como a Karina faz muito bem para a nossa dança”, contou o mestre-sala.
Comissão de Frente
O grupo trouxe uma coreografia diferente em comparação ao primeiro treino. Com integrantes de fantasias indígenas, a comissão transpareceu ensaiar a coreografia oficial. O quesito contém uma presença feminina muito forte.
Evolução
A primeira ala foi um ponto de grande destaque. Coreografia e elementos nas mãos influenciaram o visual. A escola desfilou com uma boa separação das alas e preenchimento quase que total entre os dois lados da avenida.
Outros Destaques
A presidente Solange Cruz participou ativamente do ensaio técnico. Ela ficou no recuo, ajudou os integrantes de harmonia, observou e encerrou o treino junto à bateria.
A ala presente no segundo setor, com fantasia de raia, trouxe uma sensação de desfile.
Com cerca de 68 mulheres, a ala das baianas apresentou mensagens na saia em respeito e solidariedade as vítimas de Brumadinho.




Depois de deixar boa impressão em seu primeiro ensaio técnico no Anhembi, a Colorado do Brás realizou um treino com problemas, na noite desta sexta-feira, no Sambódromo. Prejudicada pelo horário (20h30) a escola teve um contingente bastante reduzido devido à dificuldade para se chegar ao ensaio técnico. Os quesitos harmonia e evolução se apresentaram de uma maneira irregular, acendendo o sinal de alerta na vice-campeã do Grupo de Acesso em 2018.
O grupo de dançarinos repetiu o figurino do primeiro ensaio técnico, com uma calça preta em tons de dourado. Eles executaram a coreografia com correção e movimentos sincronizados, arrancando aplausos do público presente ao Anhembi, iniciando bem a abertura da Colorado do Brás.
Ruhanan Pontes e Ana Paula utilizaram novamente a fantasia do desfile oficial de 2018. A porta-bandeira teve dificuldades com a cabeça da indumentária que insistia em cair no início da apresentação. Mais à frente o problema foi solucionado. O casal ainda enfrentou a concorrência do vento, mas terminou o ensaio com uma boa apresentação no Sambódromo do Anhembi.
O grupo de ritmistas sob o comando de mestre Allan Meire realizou um bom treino esta noite no Anhembi, apesar da dificuldade de boa parte deles em chegar a tempo do ensaio. Com o contingente reduzido a bateria saiu do recuo na terceira passada do samba-enredo. Diferente do que aconteceu no primeiro ensaio, a bateria se dedicou mais à manutenção do ritmo do que em ficar fazendo muitas bossas, o que fez com que o rendimento fosse melhor que o outro ensaio.
Apresentação segura da obra sob o seguro comando do intérprete Chitão Martins e todo o carro de som. Houve, entretanto, dificuldades em fazer as alas cantarem a obra, principalmente, na faixa inicial do ensaio técnico. O refrão principal foi o melhor momento do samba no ensaio desta noite.
O quesito precisa ser melhor trabalhado para o próximo ensaio e o desfile oficial. A faixa inicial da escola teve muitas dificuldades em cantar o samba e pessoas passaram totalmente mudas pelo Anhembi. O panorama se inverteu no trecho final da agremiação, com alas cantando forte. Em um balanço geral pode-se constatar que a harmonia foi irregular.
Também enfrentou problemas no ensaio. Apesar de ter cumprido o ensaio em cerca de 65 minutos e sem maiores problemas o andamento de desfile foi irregular. Além disso, os componentes demonstraram pouca espontaneidade, passando andando pela pista.
Faltando menos de um mês para os desfiles das escolas de samba no Sambódromo é hora de brincar o carnaval. Com crise econômica no país e na folia, com insegurança pública, e, tudo que sofremos e vamos levando o ano inteiro, a gente não pode perder nossa maior alegria que é festejar o carnaval. Por isso, no dia 16 de fevereiro, a partir das 16 horas, no Clube Guanabara, em Botafogo, o site CARNAVALESCO e a São Clemente promovem o Baile de Carnaval “E o Samba Sambou” totalmente liberado para crianças, jovens e adultos.
Não vão faltar marchinhas e as tradicionais músicas do carnaval. Para os pais, jovens e adultos o Baile prepara uma grande festa com o Cordão da Bola Preta. Ninguém vai ficar parado. Será o dia para aliviar todas tensões da vida.
O site CARNAVALESCO divulga a oitava lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2019. A contagem segue o link de cada samba e começou na data de 14 de novembro, quando foram divulgadas as prévias do CD do Especial. A próxima lista será divulgada no dia 15 de fevereiro. Veja o ranking:
A Estação Primeira de Mangueira arrastou uma multidão em seu ensaio de rua, na noite desta quinta-feira, no espaço que leva o nome da agremiação no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Como vem ocorrendo pelos quatro cantos do Rio de Janeiro o samba-enredo, mais uma vez, se destacou, impulsionando a harmonia da Verde e Rosa, possibilitando que esses dois quesitos tenham sido os melhores no treino da escola.
É cedo para fazer qualquer tipo de prognóstico acerca do samba no que tange ao seu funcionamento no desfile. A avenida tem mistérios que precisam ser respeitados. Entretanto, é público e notório que o samba da Verde e Rosa ultrapassou as fronteiras do carnaval. Executado em rodas de samba e até no metrô essa semana, a obra está na boca do povo. Cada frase é claramente cantada pelos integrantes da escola, lembrando que foram eles quem escolheram esse samba. Marquinhos Art’Samba comandou o ensaio com segurança, evitando cacos desnecessários e apenas emitindo gritos de empolgação na medida correta.
Se fosse hoje o desfile da Mangueira e sempre considerando que no dia D as pessoas estarão fantasiadas, a harmonia da Mangueira levaria a nota 10. As alas passaram cantando muito o samba-enredo, inclusive, aquelas que estavam mais afastadas do carro de som. Diretores de harmonia brincando e cantando favoreceram muito o canto da escola.
Quesito onde a direção de carnaval da Mangueira precisa estar mais atenta. Componentes passaram brincando bastante, como manda o manual do quesito. Mas, no aspecto da técnica de desfile, houve falhas. A ala de passistas estava muito espaçada com muitos claros entre os sambistas. No final do treino a distância entre a última ala e a bateria abriu um buraco. Além disso, o andamento do ensaio foi irregular, com excesso de lentidão no início e aceleração no final. Aspectos que podem significar perdas de pontos no desfile.
Condução correta da “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”. Mestre Wesley fez varias bossas no trecho do samba-enredo que citava a vereadora Marielle Franco, homenageada no desfile. Toda a bateria parava para o canto da escola e só retomava com a subida do refrão.